“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE FEVEREIRO DE 2026
28 de fevereiro de 2026Domingo II da Quaresma (Ano A)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Êxodo 13, 17 – 14, 9
O povo caminha até ao Mar Vermelho
Quando o faraó deixou partir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho do país dos filisteus, apesar de ser o mais curto, porque Deus pensava: «Perante a perspectiva da luta, o povo poderia arrepender-se e voltar para o Egipto». Por isso Deus fez que o povo se desviasse, passando pelo caminho do deserto em direcção ao Mar Vermelho. Foi assim que os filhos de Israel, à maneira de colunas militares, saíram da terra do Egipto. Moisés levou consigo os ossos de José, porque ele tinha feito jurar aos filhos de Israel, dizendo: «Deus há-de visitar-vos, e então vós levareis daqui convosco os meus ossos».
Partiram de Sucot e acamparam em Etão, nos confins do deserto. O Senhor ia à sua frente, de dia numa coluna de nuvem, para lhes mostrar o caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar; deste modo, podiam caminhar de dia e de noite. Nem a coluna de nuvem deixava de aparecer diante do povo durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.
O Senhor falou a Moisés, dizendo: «Diz aos filhos de Israel que voltem e acampem em frente de Piairot, entre Migdol e o mar, diante de Baalsefon. Acampareis em frente desse lugar, à beira-mar. O faraó pensará: ‘Os filhos de Israel andam perdidos naquela região; estão cercados pelo deserto’. Eu deixarei endurecer o coração do faraó, e ele perseguir-vos-á. Mas Eu serei glorificado derrotando o faraó e todo o seu exército, e os egípcios terão de reconhecer que Eu sou o Senhor». E eles assim fizeram.
Quando anunciaram ao rei do Egipto que o povo fugira, mudou-se o coração do faraó e dos seus servos contra o povo, e disseram: «Que fizemos nós, deixando partir Israel, que não mais nos servirá?». O faraó mandou atrelar o carro e tomou a sua gente consigo. Prepararam seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egipto, cada qual com os seus combatentes. O Senhor permitiu que se endurecesse o coração do faraó, rei do Egipto, o qual perseguiu os filhos de Israel, que partiram de mão erguida. Os egípcios – os cavalos e carros do faraó, com os seus cavaleiros e o seu exército – perseguiram-nos e alcançaram-nos, quando eles estavam acampados junto à beira-mar, junto de Piairot, em frente de Baalsefon.
RESPONSÓRIO Salmo 113 (114), 1. 2; Ex 13, 21
R. Quando Israel saiu do Egipto, quando a casa de Jacob se afastou do povo estrangeiro, * Judá tornou-se o santuário do Senhor, e Israel o seu domínio.
V. O Senhor ia à sua frente numa coluna de nuvem, para lhes mostrar o caminho. * Judá tornou-se o santuário do Senhor, e Israel o seu domínio.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de São Leão Magno, papa
(Sermo 51, 3-4. 8: PL 54, 310-311. 313) (Sec. V)
A lei foi dada por meio de Moisés,
a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo
O Senhor manifesta a sua glória na presença de testemunhas escolhidas, e de tal modo faz resplandecer o seu corpo, semelhante ao de todos os homens, que o seu rosto se torna brilhante como o sol, e as suas vestes brancas como a neve.
A principal finalidade desta transfiguração era fazer desaparecer do coração dos discípulos o escândalo da cruz, para que a humilhação da paixão, voluntariamente suportada, não perturbasse a fé daqueles a quem tinha sido revelada a excelência da dignidade oculta de Cristo.
Mas, segundo um desígnio não menos previdente, dava-se um fundamento sólido à esperança da Igreja, de modo que todo o Corpo de Cristo pudesse conhecer a transfiguração com que ele também seria enriquecido, e os seus membros pudessem contar com a promessa da participação daquela glória que primeiro resplandecera na Cabeça.
A este respeito dissera o mesmo Senhor, referindo-Se à majestade da sua vinda: Então os justos brilharão como o sol no reino de seu Pai. E o apóstolo São Paulo o afirmou também, dizendo: Eu penso que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que se há-de manifestar em nós; e de novo: Vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, Se manifestar, então também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória.
Há ainda neste milagre outro ensinamento, que veio fortalecer os Apóstolos na sua fé e iniciá-los no conhecimento perfeito de todas as coisas.
Moisés e Elias, isto é, a Lei e os Profetas, apareceram a falar com o Senhor, a fim de que na presença daqueles cinco homens se cumprisse integralmente o que está escrito: Será digna de fé toda a palavra proferida na presença de duas ou três testemunhas.
Que poderá haver de mais estável e fiel que esta palavra, em cuja proclamação ressoa em uníssono a dupla trombeta do Velho e do Novo Testamento, e na qual todos os testemunhos dos tempos antigos coincidem com o ensinamento do Evangelho?
Na verdade, as páginas de uma e outra Aliança confirmam-se mutuamente, e o esplendor da glória presente mostra, de maneira certa e manifesta, Aquele que as antigas figuras tinham prometido sob o véu do mistério; porque, como diz São João, a lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. N’Ele se cumpriram integralmente a promessa das figuras proféticas e o sentido dos preceitos da Lei; porque pela sua presença mostra a verdade das profecias, e pela sua graça torna possível a observância dos mandamentos.
Sirva, portanto, a proclamação do santo Evangelho para confirmar a fé de todos, e ninguém se envergonhe da cruz de Cristo, pela qual o mundo foi redimido.
Ninguém tenha medo de sofrer pela justiça, ou desespere da realização das promessas, porque é pelo trabalho que se chega ao repouso, e pela morte à vida. O Senhor fez sua a debilidade da nossa humilde condição, e se permanecermos no seu amor e na confissão do seu nome, venceremos o que Ele venceu e receberemos o que Ele prometeu.
Por isso, quer se trate de cumprir os mandamentos ou de suportar a adversidade, há-de ressoar sempre aos nossos ouvidos a voz do Pai, que assim se fez ouvir: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência: escutai-O.
RESPONSÓRIO Hebr 12, 22a. 24a. 25; Salmo 94 (95), 8
R. Vós aproximastes-vos de Jesus, Mediador da Nova Aliança. Não recuseis ouvir Aquele que vos fala. * Porque se não puderam escapar os que rejeitaram aquele que proclamava a Lei na terra, muito menos escaparemos nós, se voltarmos as costas Àquele que fala do alto dos Céus.
V. Quem dera ouvísseis hoje a sua voz: Não endureçais os vossos corações. * Porque se não puderam escapar os que rejeitaram aquele que proclamava a Lei na terra, muito menos escaparemos nós, se voltarmos as costas Àquele que fala do alto dos Céus.
Oração
Deus de infinita bondade, que nos mandais ouvir o vosso amado Filho, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Neemias 8, 9b. 10b
Hoje é um dia consagrado ao Senhor, nosso Deus! Não vos entristeçais nem choreis, porque é um dia santo do Senhor. Não estejais tristes, porque a alegria do Senhor é a vossa fortaleza.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende compaixão de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende compaixão de nós.
V. Vós que sofrestes o castigo das nossas culpas.
R. Tende compaixão de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende compaixão de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-ii-da-quaresma-ano-b/>]
Domingo II da Quaresma (Ano A)
Descer do monte, subir à cruz, ressuscitar
Sem a luz que vem da cruz, sete palmos de terra são o suficiente para montar uma tenda e viver morrendo ali, deixar-se estar sem presente nem futuro, adormecer sem esperança nem caminho, matando o sonho de chegar a algum lugar.
Com a luz que vem da cruz, subir é mais urgente. Deixar tudo e ir embora, partir para longe sem destino, ouvir a voz do sonho e despertar, vencer a solidão e a preguiça, acolher em cada dia a sua bênção, caminhar. Se a luz que brilha em mim é a presença de um Deus que sobe à cruz, então é sempre bom deixar a tenda da nossa realidade e partir até onde ele nos levar.
LEITURA I Gn 12, 1-4a
Naqueles dias,
o Senhor disse a Abrão:
«Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai
e vai para a terra que Eu te indicar.
Farei de ti uma grande nação e te abençoarei;
engrandecerei o teu nome e serás uma bênção.
Abençoarei a quem te abençoar,
amaldiçoarei a quem te amaldiçoar;
por ti serão abençoadas todas as nações da terra».
Abrão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado.
Abraão converte-se de tal modo ao projeto de Deus que deixa tudo o que faz parte da sua vida e inicia um caminho novo, rumo a uma terra desconhecida, fiado apenas na garantia de que o acompanhará a bênção de Deus.
Salmo responsorial Sl 32 (33), 4-5.18-19.20.22 (R. 22)
A confiança do salmista, desperta a nossa confiança no Senhor que, pela sua palavra, criou os céus. A bondade do Senhor, a sua justiça e o seu amor, manifestado desde a criação do mundo, é razão suficiente para o louvar e confiar nele.
LEITURA II 2Tm 1, 8b-10
Caríssimo:
Sofre comigo pelo Evangelho, apoiado na força de Deus.
Ele salvou-nos e chamou-nos à santidade,
não em virtude das nossas obras,
mas do seu próprio desígnio e da sua graça.
Esta graça, que nos foi dada em Cristo Jesus,
desde toda a eternidade,
manifestou-se agora pelo aparecimento
de Cristo Jesus, nosso Salvador,
que destruiu a morte
e fez brilhar a vida e a imortalidade,
por meio do Evangelho.
O desânimo de Timóteo leva Paulo a escrever-lhe uma segunda carta para lhe recordar o dom que recebeu de Deus e o poder do evangelho. Salvos por Deus e chamados à santidade, não podem permitir que o sofrimento que experimentam, por causa do evangelho que anunciam, se torne inútil pela falta de confiança em Cristo, vencedor da morte.
EVANGELHO Mt 17, 1-9
Naquele tempo,
Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão,
e levou-os, em particular, a um alto monte
e transfigurou-Se diante deles:
o seu rosto ficou resplandecente como o sol,
e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele.
Pedro disse a Jesus:
«Senhor, como é bom estarmos aqui!
Se quiseres, farei aqui três tendas:
uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias».
Ainda ele falava,
quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra,
e da nuvem uma voz dizia:
«Este é o meu Filho muito amado,
no qual pus toda a minha complacência.
Escutai-O».
Ao ouvirem estas palavras,
os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito.
Então Jesus aproximou-Se e, tocando-os, disse:
«Levantai-vos e não temais».
Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus.
Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem:
«Não conteis a ninguém esta visão,
até o Filho do homem ressuscitar dos mortos».
Com a cruz no horizonte e o receio dos discípulos que não entendem Jesus, quando ele fala do que se vai passar em Jerusalém, Mateus relata o episódio da transfiguração. Apresentando-se diante de Pedro, Tiago e João, como Filho de Deus, Jesus pretende animá-los para abandonarem as esperanças humanas e confiarem na salvação que virá com a sua ressurreição.
Reflexão da Palavra
O chamamento de Deus a Abraão surge após onze capítulos em que o livro de Génesis se ocupa com a descrição dramática do início da história da humanidade. De facto, a criação do homem aparece marcada pela negação de Deus, a recusa do irmão, a infidelidade de um povo, o que obriga Deus a desistir da humanidade enviando o dilúvio. Com Abraão, Deus dá início a uma nova história, a um novo povo, a uma nova aliança, para concretizar o seu plano.
A partir do capítulo 12 de génesis a história leva-nos de Abraão até ao Sinai, ponto alto desta etapa da história da salvação. O pequeno texto que se escuta neste domingo apresenta a vocação de Abraão.
Ao ouvir a voz de Deus, Abraão converte-se a ele, aderindo ao seu projeto e levando atrás de si um povo mais numeroso que as estrelas do céu e que as areias da praia. A iniciativa de Deus, exige que Abraão rompa com as suas raízes, com o seu passado, com o seu povo, com a sua família, com o seu pai, para abraçar o desafio de ir para outra terra, num longo e incerto caminho, em que conta apenas com a bênção de Deus, para si a para os seus descendentes. A este desafio, Abraão não responde com palavras mas com a decisão de obedecer, pondo-se a caminho.
O salmo 32, formado por vinte e dois versos dos quais escutamos apenas alguns, seis em concreto, é um hino que convida ao louvor a Deus. O nome do Senhor repete-se insistentemente: “Exultai no Senhor… louvai o Senhor” convidando ao louvor, no início, e “a nossa alma espera o Senhor… em vós esperamos, Senhor” manifestando confiança e esperança, nos últimos versículos. Louvamos a Deus e confiamos nele porque, pela sua Palavra criou os céus, desfez os planos dos pagãos, fez justiça ao seu povo e manifestou a sua bondade.
Paulo sabe que Timóteo está a passar um momento difícil no exercício da missão que lhe confiou na comunidade cristã de Éfeso, da qual é responsável. Paulo sente alegria em Timóteo, porque ele é um homem de fé, como o foram a sua mãe e a sua avó, mas sabe que este momento é para ele um vale de lágrimas.
Sabendo isto, Paulo anima Timóteo a reacender o dom de Deus que recebeu pela imposição das mãos e em seguida, pede-lhe que não sofra em vão nem sozinho. O seu sofrimento, a causa das suas lágrimas, é o evangelho que os dois anunciam. A única força para enfrentar a provação é a força de Deus, porque “Ele salvou-nos e chamou-nos à santidade”. O evangelho que eles anunciam é poder sobre a morte e fonte de vida eterna manifestada e revelada em Jesus Cristo.
O texto de Mateus 17, 1-9, está antecedido do primeiro anúncio da paixão que provocou em Pedro uma reação negativa, contrária ao plano de Deus, e dos critérios para ser discípulos de Cristo. Jesus pretende claramente dizer a Pedro que, negar a cruz, é recusar-se a ser seu discípulo: “se queres ser meu discípulo toma a tua cruz e segue-me”.
No contexto da repreensão de Jesus a Pedro e do anúncio da paixão, a transfiguração aparece, seis dias depois, como o anúncio da vitória sobre a morte e da glória que se segue à cruz. Estamos perante uma manifestação de Jesus como Filho de Deus. O rosto como o sol, as vestes como a luz, a presença de Moisés e Elias, a nuvem que esconde o rosto de Deus e a voz que revela o filho, falam de uma manifestação divina centrada em Jesus. A recomendação de Jesus aos apóstolos aponta para a concretização definitiva do que eles ali presenciaram, mas após a paixão, quando ele ressuscitar.
Meditação da Palavra
No meio do entusiasmo dos discípulos, por verem Jesus rodeados de multidões que vêm para escutar as suas palavras cheias de graça e ver os seus milagres tão extraordinários, a pergunta de Jesus, “Quem dizem os homens que eu sou?”, soa como um desafio que vai ainda mais longe quando ele os questiona diretamente “E vós, quem dizeis que eu sou?”.
A esta questão, sabemos, Pedro dá uma resposta divinamente inspirada, mas não suficientemente assumida, porque ele ainda está demasiado agarrado às esperanças humanas que falam de um messias guerreiro. É por isso que tem dificuldade em aceitar o anúncio da paixão, quando Jesus diz que tem de ir a Jerusalém onde vai ser preso e sofrer muito e morrer, antes de ressuscitar. Agarrado à ideia de um messias vitorioso, aclamado pelas multidões, capaz de vencer exército poderosos, Pedro não permite a si mesmo uma mudança de mentalidade, não se deixa desinstalar pelo anúncio e pela pessoa de Jesus, e rejeita a ideia: “Isso nunca te há de acontecer”.
Ser discípulo implica fazer caminho atrás de Jesus. Sair de onde se está instalado, deixar a tenda, agarrar a cruz, subir na esperança e descer nas expetativas, subir até à Jerusalém, até à cruz para chegar à glória.
A transfiguração no cimo do monte, diante de Pedro, Tiago e João, é uma manifestação de Jesus como filho de Deus, mas não significa ficar ali para sempre, significa um ponto de paragem para logo seguir para Jerusalém ao encontro da cruz.
Diante de Jesus transfigurado, Pedro encontra uma nova oportunidade para não ir até à cruz: “Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas”. No entender de Pedro, ficamos já aqui, não é necessário ir mais longe. No entanto, o caminho para Jerusalém está aprovado pelo Pai que, interrompe as palavras de Pedro e diz: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O”.
O Pai confirma tudo o que o Filho tem dito e feito, a todas as suas decisões, também à decisão de subir a Jerusalém. Pedro vê-se a descer do monte para ter que subir e, de muitos modos, vai descer e subir acompanhando Jesus, até que esteja disponível para abraçar a cruz como um discípulo.
Muito antes de Pedro, Abraão compreendeu que, para chegar ao conhecimento do Deus único, tinha que deixar a tenda do seu conforto e fazer caminho, subindo e descendo até chegar à terra onde se cumprem todas as promessas: “Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar”. Deixar, largar, sair, partir é a grande bênção de Deus. A bênção de Abraão e para os seus descendentes dá-se no caminho para algum lugar.
Paulo compreendeu isso e não parou de caminhar desde o seu encontro com Jesus no caminho de Damasco e ensina Timóteo que o sofrimento, as lágrimas as dificuldades impostas a quem anuncia o evangelho são caminho de cruz para os discípulos de Jesus chegarem à ressurreição. Põe os olhos em Cristo “que destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do evangelho”, diz Paulo.
Os discípulos de hoje, nós os que escutamos a palavra deste segundo domingo da quaresma, e nele contemplamos Jesus na sua transfiguração, aprendemos com Jesus a largar tudo para subirmos a Jerusalém, para subirmos à cruz e da cruz subirmos ao céu onde se cumprem todas as promessas. É este o caminho da quaresma, um caminho em que se sobe, descendo até ao desprendimento, aceitando a humilhação, desejando a entrega total, abraçando a morte, para chegar à vida.
Rezar a Palavra
Mergulhado na tua luz divina, oiço a voz do Pai e levanto-me como Abraão, limpo as lágrimas como Timóteo, e sigo-te para aprender, como Pedro, que o discípulo vai atrás do mestre até à cruz. Que a tua luz ilumine sempre este meu caminho para Jerusalém e que a certeza da tua ressurreição dissipe o medo de chegar. Que me abrace a luz do teu amor porque em ti espero, Senhor.
Compromisso semanal
Que o desânimo não vença a minha vontade de seguir com Jesus até à cruz.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2026/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-01-de-marco/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 01 de Março
Postado em: por: marsalima
Santo Albino
Albino nasceu no ano 469, no seio de uma família cristã, que se encontrava em ascensão social e financeiramente, também pertencia à nobreza de Vannes, sua cidade natal, na Bretanha. Era uma criança reservada, inteligente, pia e generosa. Ao atingir a adolescência manifestou a vocação pela vida religiosa. Por volta dos vinte anos ordenou-se monge e cinco anos depois era escolhido, pela sua comunidade, o abade do mosteiro de Tintilante, também conhecido como de Nossa Senhora de Nantili, próximo de Samour.
Durante mais vinte e cinco anos exerceu seu ministério, mantendo-se fiel aos preceitos da Igreja, trabalhando para manter a integridade dos Sacramentos e das tradições cristãs. Nesse período, todas as suas qualidades humanas e espirituais afloraram, deixando visível uma pessoa especial que caminhava na retidão da santidade. Fez-se o pai e irmão dos pobres, dos humildes, dos perseguidos e dos prisioneiros. Tanto que foi eleito, para ocupar o posto de bispo de Angers, pelo clero e pela população, num gesto que demonstrou todo amor e estima do seu imenso rebanho.
Nesse posto trabalhou incansavelmente pela moralização dos costumes, contra os casamentos incestuosos que se tornavam comuns naquela época, quando os ricos da corte tomavam como esposas as próprias irmãs ou filhas. Para isso convocou os concílios regionais de Órleans em 538 e 541, participando em ambos ativamente, arriscando a própria vida. Mas com o apoio da Santa Sé adquiriu novo fôlego para prosseguir na difícil e perigosa campanha de moralização cristã. Depois no de 549, se fez representar pelo seu discípulo e sucessor, o abade Sapaudo.
A tradição lhe atribui algumas situações prodigiosas e cobertas pela graça da Divina Providência, como a abertura das portas da prisão, a libertação dos encarcerados e muitos outros divulgados entre os fieis devotos.
Albino morreu no primeiro dia de março de 550 e foi sepultado na igreja de São Pedro em Angers. Devido o seu culto intenso já em 556 foi dedicada à ele uma igreja, na qual construíram uma cripta para onde seu corpo foi transladado. Ao lado dessa igreja foi criado um mosteiro beneditino, cujo primeiro abade foi seu discípulo Sapaudo.
Contudo, as relíquias do bispo Albino encontraram o repouso definitivo na catedral de São Germano em Paris, no ano 1126, quando o seu culto já atingira, além da França e Itália, também a Alemanha, Inglaterra, Polônia e vários países do Oriente.
Com justiça, Albino foi considerado um dos santos mais populares da Idade Média, que atingiu a Modernidade através da vigorosa devoção dos fiéis, reflexo de seu exemplo de moralizador. A festa litúrgica de Santo Albino é comemorada no dia de sua morte.
Santa Eudóxia
Eudóxia nasceu na Samaria, Palestina, mas vivia na cidade de Heliópolis na Fenícia, atual Líbano. Era uma jovem de extraordinária beleza, cujo ímpeto pagão a fez abandonar a família para levar uma vida de libertina. Teve muitos noivos e admiradores ricos, que vinham de outros países à sua procura. Dessa maneira, enrriqueceu.
Certa vez, pernoitou na casa de um seu vizinho cristão um velho monge, chamado Germano. De madrugada, o monge levantou para fazer suas orações em voz alta, como de hábito, e ler o Evangelho, entoando cânticos ao Senhor. A leitura foi sobre a nova vinda do Redentor e o juízo final. Eudóxia, acordou com aquela voz, que vinha pela parede, da casa ao lado, e ficou escutando. O que ouviu, a impressionou e perturbou o seu espírito.
Bem cedo, foi procurar o homem, que ouvira rezando durante a noite e escutou por muito tempo a orientação do velho monge Germano, sentindo sua alma se encher com a alegria e o amor de Cristo. Ficou isolada com o monge durante vários dias, só ouvindo suas palavras e rezando. Ela teve uma visão de são Miguel Arcanjo, presenciada pelo monge, confirmando assim seu arrependimento e conversão. O monge contou ao bispo de Heliópolis, Teodotos, que batizou Eudóxia. Depois, ela doou os seus bens aos pobres, libertou seus escravos e ingressou no convento feminino, próximo da cidade, de onde só saiu para morrer.
Eudóxia viveu muitos anos, consagrando a sua vida inteiramente ao jejum, orações e purificação da alma. Abraçou a fé com tanta certeza que em pouco tempo alcançou a maturidade espiritual, recebendo muitos dons de prodígios. A tradição diz, que são Miguel Arcanjo, deixou seu dragão para guardar o convento onde Eudóxia estava. A sua fama e os seus prodígios eram tantos que o prefeito pagão Aureliano, mandou alguns soldados ao convento para prendê-la. Mas, foram impedidos pelo dragão que expelia fogo pela boca à medida que tentavam se aproximar do convento. Depois de três dias desistiram, voltaram e contaram tudo ao prefeito.
Irritado, mandou outro grupo liderado por seu filho. Porém o dragão assustou os cavalos e o jovem caiu e morreu na hora. O prefeito consternado decidiu mandar um tribuno pedir ajuda à santa prodigiosa. Eudóxia lhe respondeu com uma carta, que ao ser colocada em contato com o jovem, ele ressuscitou. Aureliano se converteu e com ele toda a família e os seus magistrados. A filha Gelásia foi envida ao convento, o jovem ressuscitado se tornou diácono e mais tarde, o bispo de Heliópolis.
Eudóxia, chegou a ser a superiora do convento. Nesta função, ela concentrou suas forças para auxiliar os pobres, curar os enfermos com seus dons pelas orações, convertendo os pagãos, rezando e jejuando. Na época do imperador Trajano, ela foi denunciada pela disseminação da fé cristã. Acusada de bruxaria e fraude, sem julgamento Eudóxia foi decapitada em 1o. de março de 114. Santa Eudóxia se tornou digna de ingressar no Reino dos Céus, também pelo testemunho da fé em Cristo. O seu culto se manteve ao longo dos séculos e foi mantido pela Igreja, no dia de sua morte.
São Suitberto de Kaiserswerth
Suitberto era um monge beneditino que dedicou praticamente toda sua força vital, física e espiritual, à evangelização do centro-norte da Europa, território anglo-saxão ainda pagão. Inglês, nascido no ano 647, foi considerado um dos mais genuínos continuadores da obra de São Patrício, que evangelizara o território irlandês, um século antes.
Ele foi educado nas rígidas regras dos mosteiros beneditinos, sob a direção espiritual do bispo Egberto, do qual se tornou discípulo e o acompanhou à Irlanda, enquanto se preparava para o apostolado. Egberto, que depois a Igreja elevou aos altares, tinha um projeto para evangelizar as regiões germânicas ainda pagãs, mas não poderia executa-lo pessoalmente. Por isso enviou outro monge, Vigberto, inicialmente para a Frísia, hoje Holanda.
A obra desse primeiro discípulo, foi impedida pelo príncipe pagão Radibodo e Vigberto teve de retornar ao solo inglês, sem atingir os resultados desejados. Então Egberto trabalhou duramente para organizar outra expedição que seguiu para lá com doze missionários, chefiada por Willibrordo, depois também canonizado, que desembarcou às margens do rio Reno, na Alemanha, em 690. Suitberto fazia parte desse grupo.
Ele foi designado para pregar na Frígia. A região era dominada pelo pagão Radibodo, mas acabara de ser conquistada pelo rei Pepino, cristão e muito devoto, como também era a própria rainha. Suitberto estendeu sua árdua missão evangelizadora também para Flandres, atual Bélgica. Sua atuação foi tão produtiva que conseguiu converter milhares de pagãos que viviam nessas extensões, de modo que acabou sendo nomeado Bispo da Frígia pelo Papa Sérgio I. Suitberto pôde então ampliar ainda mais sua evangelização, alcançando o ducado de Berg e o condado de Mark, na Alemanha.
Tudo isso ele realizou enfrentando, além dos problemas com os pagãos, sucessivas invasões das tribos bárbaras dos saxões que, muitas vezes, impediam ou desfaziam todo seu trabalho. Depois de vinte anos nessa intensa luta evangelizadora de apostolado, Suitberto recolheu-se ao mosteiro fundado por ele na ilha de César, situada no rio Reno e que lhe fora doada pelo rei Pepino. Lá ele faleceu, consumido pela fadiga de sua missão apostólica, no dia primeiro de março de 713, sendo sepultado na igreja desse mosteiro.
A fama de sua santidade correu veloz por todas regiões que atravessara levando a Palavra de Cristo. Por sua intercessão, muitas graças e prodígios foram confirmados, tornando vigorosa a sua veneração entre os fiéis cristãos. Em 810, o Papa Leão III proclamou Santo Suitbeto, oficializando o seu culto para o dia de sua morte.
Mais tarde, um braço do rio Reno foi desviado, de forma que a ilha deixou de existir. No lugar se formou a próspera cidade de Kaiserswesth, Alemanha. Em 1126, quando Santo Suitberto já era chamado de “o velho”, para ser distinguido do outro, que viveu um século depois, sua urna foi transladada para a catedral da cidade, onde permanece até hoje.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE . DE MARÇO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
Ant. Chegaram os dias de penitência: expiemos nossos pecados e salvaremos nossas almas.
LEITURA BREVE 1 Tess 4, 1. 7
Irmãos: Eis o que vos pedimos e recomendamos no Senhor Jesus: Recebestes de nós instruções sobre o modo como deveis proceder para agradar a Deus, e assim estais procedendo. Mas continuai a progredir ainda mais. Deus não nos chamou a viver na impureza, mas na santidade.
V. Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
R. Renovai em mim a firmeza de alma.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ant. Por minha vida, diz o Senhor, Eu não quero a morte do pecador, mas antes que se converta e viva.
LEITURA BREVE Is 30, 15. 18
Assim fala o Senhor Deus, o Santo de Israel: «É na conversão e na calma que está a vossa salvação; a tranquilidade e a confiança são a vossa fortaleza». O Senhor espera a hora de Se compadecer de vós, Ele levanta-Se para vos perdoar, porque o Senhor é um Deus justo: ditosos os que n’Ele esperam.
V. Desviai o vosso rosto das minhas culpas,
R. Purificai-me de todos os meus pecados.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ant. Com as armas da justiça e do poder de Deus, dêmos provas de confiança e fortaleza nas adversidades.
LEITURA BREVE Deut 4, 29-31
Buscarás o Senhor teu Deus e voltarás a encontrá-l’O, se O procurares com todo o teu coração e com toda a tua alma. No meio da tua angústia, quando tiveres sofrido todos estes infortúnios, depois de muitos dias, voltarás ao Senhor teu Deus e escutarás a sua voz. Porque o Senhor teu Deus é um Deus clemente, e não te abandonará nem te destruirá, nem Se há-de esquecer da aliança que jurou aos teus pais.
V. Sacrifício agradável a Deus é um espírito arrependido,
R. Não desprezareis, Senhor, o espírito humilhado e contrito.
Oração
Deus de infinita bondade, que nos mandais ouvir o vosso amado Filho, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Cor 9, 24-25
No estádio correm todos, mas só um recebe o prémio. Correi de modo que o alcanceis. Todo o atleta impõe a si mesmo rigorosas privações para obter uma coroa corruptível; nós, porém, para recebermos uma coroa incorruptível.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
R. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
V. Cristo, ouvi as súplicas dos que Vos imploram,
R. Porque somos pecadores.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.



