“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 12 DE MARÇO DE 2026
11 de março de 2026Sexta-feira da Semana II da Quaresma
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Êxodo 35, 30 – 36, 1; 37, 1-9
Construção do Santuário e da Arca
Naqueles dias, Moisés disse aos filhos de Israel: «Sabei que o Senhor chamou pelo seu nome Besaleel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá. Encheu-o do espírito de Deus, de sabedoria, inteligência e habilidade para toda a espécie de trabalhos, para idealizar projectos e trabalhar o ouro, a prata e o bronze, para talhar pedras e engastá-las, para recortar madeira e realizar qualquer outra obra de arte. Também infundiu no seu coração o dom de ensinar, tal como a Ooliab, filho de Aquisamac, da tribo de Dar. Encheu-os de talento para executarem toda a espécie de trabalhos de cinzelador, de desenhador, de tecelão e de bordador em púrpura violeta e púrpura vermelha, em carmesim e linho fino. São capazes de realizar qualquer trabalho e idealizar qualquer obra de arte.
Besaleel, Ooliab e todos os artistas, a quem o Senhor dotou de talento e inteligência para saberem trabalhar, executarão todos os trabalhos destinados ao Santuário, de harmonia com o que o Senhor ordenou».
Besaleel fez a Arca de madeira de acácia, com dois côvados e meio de comprimento, côvado e meio de largura e côvado e meio de altura. Revestiu-a de ouro puro por dentro e por fora, e fez-lhe uma coroa de ouro em redor. Fundiu-lhe quatro argolas de ouro para os quatro pés, duas argolas para um lado e duas para o outro. Fez também dois varais de madeira de acácia e revestiu-os de ouro. Depois meteu os varais nas argolas do lado da Arca, para se poder transportar.
Fez ainda o propiciatório de ouro puro, com dois côvados e meio de comprimento e côvado e meio de largura. Fez dois querubins de ouro; executou-os de ouro batido, nas duas extremidades do propiciatório: um querubim numa extremidade e um querubim na outra; e fê-los formando corpo com o propiciatório, nas duas extremidades. Os dois querubins tinham as asas abertas para o alto, cobrindo com as asas a parte superior do propiciatório; estavam voltados um para o outro, e os seus rostos olhavam em direcção ao propiciatório.
RESPONSÓRIO Salmo 83 (84), 2. 3; 45 (46), 5b. 6a
R. Como é agradável a vossa morada, Senhor dos Exércitos! A minha alma suspira ansiosamente pelos átrios do Senhor. * O meu coração e a minha carne exultam no Deus vivo.
V. É a mais santa das moradas do Altíssimo: Deus está no meio dela e a toma inabalável. * O meu coração e a minha carne exultam no Deus vivo.
SEGUNDA LEITURA
Do Comentário de São Gregório Magno, papa, sobre o Livro de Job
Lib. 13, 21-23: PL 75, 1028-1029) (Sec. VI)
O mistério da nossa vida nova
O bem-aventurado Job, como figura da Igreja, fala umas vezes em nome do Corpo, outras vezes em nome da Cabeça; e acontece também que, estando a falar dos membros, toma subitamente as palavras da Cabeça. Por isso acrescentou: Tudo isto sofri, embora não haja iniquidade em minhas mãos e a minha oração seja pura diante de Deus.
Sem haver iniquidade alguma em suas mãos, teve que sofrer também Aquele que não cometeu pecado, nem se encontrou falsidade em sua boca; mas suportou o tormento da cruz pela nossa salvação. E só Ele, entre todos os homens, elevou a Deus uma oração pura, pois até no meio das dores da paixão orou pelos perseguidores, dizendo: Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem.
Quem poderá dizer ou pensar uma oração mais pura do que esta, em que se pede misericórdia para aqueles de quem se recebe o sofrimento? Daí resultou que o sangue do nosso Redentor, derramado pela fúria de seus perseguidores, se converteu em fonte de vida para aqueles que acreditaram e proclamaram que Ele era o Filho de Deus.
Acerca deste sangue com razão se diz ainda: Ó terra, não cubras o meu sangue, nem sufoques o meu clamor. E ao homem pecador foi dito: Tu és terra, e à terra voltarás.
E a terra não cobriu o sangue do nosso Redentor, porque todo o homem pecador, ao beber o preço da sua redenção, o confessa e bendiz, e proclama aos outros o seu valor.
A terra não cobriu o seu sangue, porque a santa Igreja já anunciou em todas as partes do mundo o mistério da sua redenção.
Reparemos no que se diz a seguir: Nem sufoques o meu clamor. O próprio sangue da redenção, por nós bebido, é o clamor do nosso Redentor. Por isso diz também Paulo: Aproximastes-vos do sangue de aspersão, mais eloquente que o sangue de Abel. E do sangue de Abel tinha dito: Por Mim clama da terra a voz do sangue de teu irmão.
Mas o sangue de Jesus é mais eloquente que o de Abel, porque o sangue de Abel reclamava a morte do irmão fratricida, ao passo que o sangue do Senhor obteve a vida para os seus perseguidores.
Portanto, para que o mistério da paixão do Senhor não seja inútil para nós, devemos imitar o que recebemos e anunciar aos outros o que veneramos.
O clamor de Cristo fica sufocado em nós, se a língua não proclama aquilo em que o coração acredita. Para que o seu clamor não fique sufocado em nós, é preciso que cada um, na medida das suas possibilidades, dê a conhecer aos outros o mistério da sua vida nova.
RESPONSÓRIO Cf. Gen 4, 10. 11; Hebr 12, 24
R. O sangue do vosso Filho, nosso irmão, clama da terra por Vós, Senhor. * Bendita seja a terra, que abriu a boca e recebeu o sangue do Redentor.
V. Este é o sangue de aspersão, mais eloquente que o sangue de Abel. * Bendita seja a terra, que abriu a boca e recebeu o sangue do Redentor.
Oração
Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que saibamos dominar os desejos terrenos e ser fiéis, com a vossa ajuda, aos mandamentos celestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Isaías 53, 11b-12
Pela sua sabedoria, o justo, meu servo, justificará a muitos e tomará sobre si as suas iniquidades. Por isso, eu lhe darei as multidões como prêmio e terá parte nos despojos no meio dos poderosos. Porque ele próprio entregou a sua vida à morte e foi contado entre os malfeitores. Tomou sobre si as culpas das multidões e intercedeu pelos pecadores.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor me livrará do laço do caçador.
R. O Senhor me livrará do laço do caçador.
V. A sua fidelidade é escudo e couraça.
R. O Senhor me livrará do laço do caçador.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor me livrará do laço do caçador.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-ii-da-quaresma-6/>]
Sexta-feira da Semana II da Quaresma
Leitura I Gn 37, 3-4.12-13a.17b-28
Jacob gostava mais de José que dos seus outros filhos,
porque ele era o filho da sua velhice;
e mandou fazer-lhe uma túnica de mangas compridas.
Os irmãos, vendo que o pai o preferia a todos eles,
começaram a odiá-lo
e não eram capazes de lhe falar com bons modos.
Um dia foram para Siquém apascentar os rebanhos do pai.
Jacob disse a José:
«Os teus irmãos apascentam os rebanhos em Siquém.
vem cá, pois quero mandar-te ir ter com eles».
José partiu à procura dos irmãos
e encontrou-os em Dotain.
Eles viram-no de longe
e, antes que chegasse perto, combinaram entre si a sua morte.
Disseram uns aos outros:
«Aí vem o homem dos sonhos.
Vamos matá-lo e atirá-lo a uma cisterna
e depois diremos que um animal feroz o devorou.
Veremos então em que vão dar os seus sonhos».
Mas Rúben ouviu isto
e, querendo livrá-lo das suas mãos, disse:
«Não lhe tiremos a vida».
Para o livrar das suas mãos e entregá-lo ao pai,
Rúben disse aos irmãos:
«Não derrameis sangue.
Lançai-o nesta cisterna do deserto,
mas não levanteis as mãos contra ele».
Quando José chegou junto dos irmãos,
eles tiraram-lhe a túnica de mangas compridas que trazia,
pegaram nele e lançaram-no dentro da cisterna,
uma cisterna vazia, sem água.
Depois sentaram-se para comer.
Mas, erguendo os olhos,
viram uma caravana de ismaelitas
que vinha de Galaad.
Traziam camelos carregados de goma de tragacanto,
resina aromática e láudano,
que levavam para o Egito.
Então Judá disse aos irmãos:
«Que interesse haveria em matar o nosso irmão
e esconder-lhe o sangue?
Vamos vendê-lo aos ismaelitas,
mas não lhe ponhamos as mãos,
porque é nosso irmão, da mesma carne que nós».
Os irmãos concordaram.
Passando por ali uns negociantes de Madiã,
tiraram José da cisterna
e venderam-no por vinte moedas de prata aos ismaelitas,
que o levaram para o Egito.
compreender a palavra
O relato da história de José oferece uma mensagem muito forte dirigida a Israel. Uma história que encontra hoje um paralelo em Jesus, descrita de forma clara na parábola dos vinhateiros. José e Jesus estão no mesmo caminho. O relato pretende mostrar a providência de Deus na história dos homens. Uma presença discreta e silenciosa, mas eficaz. Ali onde tudo parece dirigir-se para o fracasso, para a desgraça, onde a maldade parece vencer, abre-se um caminho novo de possibilidades inesperadas. Os poderosos são derrubados e passam fome e os pobres abrem as mãos cheias de trigo. É assim que vai terminar o relato. Tudo se concentra numa túnica de mangas largas. Esta túnica é sinal da predileção de Jacob pelo seu filho mais novo e do ciúme que germina e cresce no coração dos irmãos de José. O ciúme transforma-se em ódio e o ódio quer vingança que pede a morte. O sangue, porém, mancha as mãos e todos concordam em não o matar decidindo vendê-lo por vinte moedas de prata e deram-no como morto.
meditar a palavra
A história de José repete-se com Jesus e repete-se na vida de muitas pessoas. O ciúme cega o olhar e impede o discernimento. Começa com pequenas manifestações sem importância e cresce até se transformar em ódio e provocar a morte. O ciúme domina o coração porque deseja tomar o lugar do amor, mas falha radicalmente. Ao querer agarrar para possuir, domina e força, prende e esmaga, de tal modo que perde a pessoa e fica com a túnica nas mãos, muitas vezes, uma túnica cheia de sangue. A história de José repete-se. Afinal José é apenas um dos filhos, o filho mais novo. Afinal Jesus é apenas um homem. Deus feito homem, sim, mas um homem igual a todos. O olhar sobre as pessoas é que transforma o amor em ódio e provoca a morte. Mas Deus, no silêncio das vidas, faz surgir um bem maior através daqueles que passaram pelas mãos assassinas do ciúme.
rezar a palavra
Senhor, o meu olhar sobre o meu irmão pode estar ferido de ciúme. Ele parece colher mais atenções, mais reconhecimento, mais êxitos do que eu. Nem sempre sei apreciar o sucesso dos outros. Vejo-me injustiçado pela vida porque creio merecer mais pelo esforço que realizei. Parece que os outros alcançam mais com menos esforço e eu não alcanço os meus objetivos. Senhor, cura o meu olhar e salva o meu coração do ciúme que mata. Não permites que mate o amor apenas por vinte moedas de prata.
compromisso
Quero libertar o meu coração experimentando a alegria pelo sucesso dos meus irmãos. Rezo pelos violentos para que encontrem paz, mas rezo especialmente pelos que sofrem com a violência dos outros, particularmente pelas vítimas da violência doméstica.
Evangelho Mt 21, 33-43.45-46
Naquele tempo,
disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo:
«Ouvi outra parábola:
Havia um proprietário que plantou uma vinha,
cercou-a com uma sebe,
cavou nela um lagar e levantou uma torre;
depois arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe.
Quando chegou a época das colheitas,
mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos.
Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos,
espancaram um, mataram outro e a outro apedrejaram-no.
Tornou ele a mandar outros servos,
em maior número que os primeiros,
e eles trataram-nos do mesmo modo.
Por fim mandou-lhes o seu próprio filho, pensando:
‘Irão respeitar o meu filho’.
Mas os vinhateiros, ao verem o filho,
disseram entre si:
‘Este é o herdeiro; vamos matá-lo
e ficaremos com a sua herança’.
Agarraram-no, levaram-no para fora da vinha e mataram-no.
Quando vier o dono da vinha,
que fará àqueles vinhateiros?»
Os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo
responderam-Lhe:
«Mandará matar sem piedade esses malvados
e arrendará a vinha a outros vinhateiros
que lhe entreguem os frutos a seu tempo».
Disse-lhes Jesus:
«Nunca lestes na Escritura:
‘A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular;
tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’?
Por isso vos digo:
Ser-vos-á tirado o reino de Deus
e dado a um povo que produza os seus frutos».
Ao ouvirem as parábolas de Jesus,
os príncipes dos sacerdotes e os fariseus
compreenderam que falava deles e queriam prendê-l’O;
mas tiveram medo do povo, que O considerava profeta.
compreender a palavra
Muito forte esta parábola com a atualização que Jesus faz perante o auditório constituído pela multidão e os discípulos, de um lado, e os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, de outro. A parábola fala da vinha que é a casa de Israel, os chefes do povo bem o sabiam. Esta vinha foi arrendada aos vinhateiros que são as autoridades. Os que governam não são donos, mas arrendatários com a obrigação de entregar os frutos a seu tempo. Estes querem viver como se fossem donos e espancam e matam os servos que o Senhor lhes envia. Por fim matam o filho, o herdeiro, com a convicção de que poderão tornar-se donos. A conclusão de Jesus, porém, é outra e os sacerdotes bem o entenderam.
meditar a palavra
Perceber que não sou dono, nem do mundo nem da vida, deve levar-me a viver com sentido de responsabilidade. Primeiramente, sei que não sou dono de mim mesmo, pertenço ao Senhor e, portanto, hei de procurar harmonizar a minha vida com a sua vontade. Depois, percebo que não sou dono dos outros e devo respeitá-los na sua vida inviolável e nos seus bens. Não sou dono do mundo e o sentido de responsabilidade deve levar-me a respeitar e cuidar da natureza e a gerir bem todo o património que foi posto à minha disposição, para que todos possam usufruir dele. Finalmente, não sou dono de Deus e devo colocar-me humildemente ao seu serviço, dando-lhe os frutos que Ele espera.
rezar a palavra
Dá-me, Senhor, o sentido da responsabilidade para comigo, os outros e o mundo. Que eu possa encontrar alegria em colaborar contigo e com os outros na transformação do mundo e da sociedade em lugar onde todos podemos ser mais felizes. E que a minha satisfação esteja em servir-te nos irmãos.
compromisso
Vou encontrar em todos os trabalhos uma oportunidade para servir a Deus e aos irmãos.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2026/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-13-de-marco-2/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 13 de Março
Postado em: por: marsalima
Santa Eufrásia
Eufrásia, cujo nome em grego significa alegria, nasceu no ano 380, na Ásia Menor e cresceu durante o reinado do imperador Teodósio, de quem seus pais eram parentes. Portanto, foi educada para viver na corte, rodeada pelos prazeres e luxos. Mas, nunca se sentiu atraída por nada disso, mesmo porque, seus pais também viviam na humildade, apesar da fortuna que possuíam.
Depois que ela nasceu, filha única, o casal decidiu fazer voto de castidade. Desejavam viver como irmãos, para melhor se dedicarem a Deus. Quanto à jovem, desde pequena fazia jejuns e orações que chegavam a durar alguns dias. Com a morte de seu pai, a sua mãe que começou a ser cortejada, resolveu se retirar para o Egito. Lá, com sua fortuna, também intensificou a caridade da família, levando com freqüência Eufrásia em suas visitas aos conventos e hospitais que ajudava a manter.
Numa dessas visitas a um convento, quando Eufrásia tinha apenas sete anos, ela pediu para não voltar para casa. Queria ficar definitivamente alí. Os registros mostram que, apesar da pouca idade, acompanhava as religiosas em todos os seus afazeres com disciplina e pontualidade, que chegavam a impressionar por sua maturidade. O tempo passou, sua mãe faleceu e Eufrásia continuava no convento.
Vendo-a assim órfã, o imperador, seu parente, procurou por ela e lhe ofereceu a proposta que recebera de um senador, que a desejava desposar. O que, além de lhe dar estabilidade social aumentaria consideravelmente sua já enorme fortuna. Contudo Eufrásia recusou, confirmando que desejava continuar na condição de virgem e seguir a vida religiosa. Aliás, não só recusou como pediu ao governante para distribuir todos seus bens entre os pobres.
Os registros narram inúmeras graças e fatos prodigiosos ocorridos através de Eufrásia. Consta que curou um menino à beira da morte com o sinal da cruz.
Certo dia sua superiora teve uma visão, onde era avisada da morte de Eufrásia e sua futura proclamação como santa. A jovem nada sentia, mas mesmo assim fez questão de receber os sacramentos e como previsto, no dia seguinte, foi acometida de uma febre fortíssima e ela morreu. Era o ano 412 e Eufrásia foi sepultada no convento que tanto amava.
O culto à Santa Eufrásia é muito difundido no Oriente e Ocidente, pela singeleza de sua vida e pelas graças que até hoje ocorrem por sua intercessão. Sua festa litúrgica acontece no dia 13 de março, data provável de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 13 DE MARÇO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
Ant. Chegaram os dias de penitência: expiemos nossos pecados e salvaremos nossas almas.
LEITURA BREVE Is 55, 3
Prestai-Me atenção e vinde a Mim; escutai, e vivereis. Firmarei convosco uma aliança eterna, com as graças prometidas a David.
V. Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
R. Renovai em mim a firmeza de alma.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
Ant. Por minha vida, diz o Senhor, Eu não quero a morte do pecador, mas antes que se converta e viva.
LEITURA BREVE Cf. Jer 3, 12b.14a
Voltai, diz o Senhor, e não vos mostrarei um rosto severo; porque Eu sou benigno e não Me irrito para sempre. Voltai, filhos rebeldes, diz o Senhor.
V. Desviai o vosso rosto das minhas culpas,
R. Purificai-me de todos os meus pecados.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
Ant. Com as armas da justiça e do poder de Deus, dêmos provas de confiança e fortaleza nas adversidades.
LEITURA BREVE Tg 1, 27
A religião pura e sem mancha, aos olhos de Deus, nosso Pai, consiste em visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e conservar-se limpo do contágio do mundo.
V. Sacrifício agradável a Deus é um espírito arrependido,
R. Não desprezareis, Senhor, o espírito humilhado e contrito.
Oração
Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que saibamos dominar os desejos terrenos e ser fiéis, com a vossa ajuda, aos mandamentos celestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
Tg 5, 16.19-20
Confessai uns aos outros os vossos pecados e orai uns pelos outros, para que sejais curados. A oração persistente do justo tem muito poder. Meus irmãos, se algum de vós se afastar da verdade e outro o converter, saiba que aquele que reconduz um pecador do erro à verdade, salvará a sua alma da morte e obterá o perdão de muitos pecados.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Tende compaixão de mim, Senhor.
R. Tende compaixão de mim, Senhor.
V. Salvai-me, porque pequei contra Vós.
R. Tende compaixão de mim, Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Tende compaixão de mim, Senhor.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

