“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 24 DE MARÇO DE 2026
24 de março de 2026Anunciação do Senhor
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Epístola aos Hebreus 6, 9-20
A fidelidade divina, garantia da nossa esperança
Apesar de tudo, caríssimos, estamos convencidos de que vos encontrais em condições melhores e favoráveis à salvação. Deus não é injusto. Ele não pode esquecer o vosso trabalho e o amor que mostrastes pelo seu nome, colocando-vos ao serviço dos santos no passado e no presente. Desejamos, porém, que cada um de vós mostre o mesmo zelo, mantendo intacta a sua esperança até ao fim, de modo que não vos torneis tíbios, mas imiteis aqueles que, pela fé e pela perseverança, se tornam herdeiros dos bens prometidos.
Quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurar, jurou por Si próprio, dizendo:
«Eu te cumularei de bênçãos e multiplicarei a tua posteridade». E por ter perseverado pacientemente, Abraão alcançou a realização da promessa.
Os homens, de facto, juram por alguém maior que eles, e o juramento é uma garantia que põe fim às suas contendas. Por isso Deus, querendo mostrar solenemente aos herdeiros da promessa como era imutável o seu desígnio, comprometeu-Se com juramento. Assim, por duas realidades irrevogáveis, em que Deus não pode mentir, nós temos um forte incentivo para nos refugiarmos firmemente na esperança proposta. Nela tem a nossa alma uma âncora inabalável e segura, que penetra para além do véu, onde entrou Jesus como nosso precursor, constituído sumo sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.
RESPONSÓRIO Cf. Hebr 6, 19. 20; 7, 25. 24
R. Jesus entrou para além do véu, como nosso precursor, constituído sumo sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec. * E vive perpetuamente para interceder por nós.
V. Ele tem um sacerdócio eterno; por isso pode salvar para sempre aqueles que por seu intermédio se aproximam de Deus. * E vive perpetuamente para interceder por nós.
SEGUNDA LEITURA
Dos Comentários de Santo Agostinho, bispo, sobre os salmos
(Ps. 85, 1: CCL 39, 1176-1177) (Sec. V)
Jesus Cristo ora por nós, ora em nós, e recebe a nossa oração
Deus não poderia conceder aos homens nenhum dom maior do que dar-lhes como Cabeça o seu Verbo, por quem criou todas as coisas, e uni-los a Ele como seus membros, a fim de que o Filho de Deus fosse também Filho do homem, um só Deus com o Pai, um só homem com os homens.
Por conseguinte, quando apresentamos as nossas súplicas a Deus, não devemos separar d’Ele o Filho; e quando reza o Corpo do Filho, não deve considerar-se separado da Cabeça; e deste modo, o salvador do seu Corpo, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, é o mesmo que ora por nós, ora em nós e recebe a nossa oração.
Ora por nós como nosso sacerdote, ora em nós como nossa Cabeça, recebe a nossa oração como nosso Deus.
Reconheçamos n’Ele a nossa voz, e em nós a sua voz. E quando se diz alguma coisa do Senhor Jesus Cristo, sobretudo nas profecias, que pareça referir-se a uma humilhação indigna de Deus, não hesitemos em atribuir-Lha, já que Ele não hesitou em fazer-Se um de nós.
E, no entanto, toda a criação O serve, porque o universo é obra das suas mãos. Contemplamos a sua divindade e majestade, quando ouvimos: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus; Ele estava, no princípio, junto de Deus; tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada foi criado.
Mas se nesta passagem contemplamos a sublime divindade do Filho de Deus, que excede as mais excelsas criaturas, também ouvimos noutros lugares da Escritura o seu gemido, a sua oração, a confissão da sua fraqueza.
E hesitamos em atribuir-Lhe estas palavras, porque o nosso pensamento sente relutância em descer da contemplação da sua divindade para o estado da sua humilhação, como se fosse uma injúria reconhecer como homem Aquele a quem orávamos como a Deus; por isso, o nosso pensamento fica muitas vezes perplexo e esforça-se por alterar o sentido das palavras; mas não encontra na Escritura recurso algum para aplicar essas palavras senão a Ele, sem jamais as separar d’Ele.
Desperte, portanto, e esteja vigilante a nossa fé, e veja que Aquele a quem pouco antes contemplávamos na condição divina, também assumiu a condição de servo; tornando-Se semelhante aos homens e aparecendo como homem, humilhou-Se a Si mesmo, obedecendo até à morte; e, pregado na cruz, quis fazer suas as palavras do salmo, dizendo: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?
Ele ora na sua condição de servo e recebe a nossa oração na sua condição divina: ali, é criatura, aqui, o Criador; sem sofrer mudança, assumiu a natureza criada para a mudar e transformar, fazendo de nós, juntamente com Ele, um só homem, cabeça e corpo.
Assim, portanto, oramos a Ele, por Ele e n’Ele; oramos juntamente com Ele, e Ele ora juntamente connosco.
RESPONSÓRIO Jo 16, 24. 23
R. Até agora não pedistes nada em meu nome, * Pedi e recebereis, e a vossa alegria será completa.
V. Em verdade, em verdade vos digo: o que pedirdes ao Pai, Ele vo-lo dará em meu nome. * Pedi e recebereis, e a vossa alegria será completa.
Oração
Deus de infinita misericórdia, iluminai os corações dos vossos fiéis que se purificam na penitência e atendei as preces daqueles em quem inspirastes o desejo ardente de Vos servir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Ant. Aclamai a Deus com brados de alegria.
LEITURA BREVE Is 50, 5-7
O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam. Mas o Senhor veio em meu auxílio, e por isso não fiquei envergonhado; tornei o meu rosto duro como pedra e sei que não ficarei desiludido.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor me livrará do laço do caçador.
R. O Senhor me livrará do laço do caçador.
V. A sua fidelidade é escudo e couraça.
R. O Senhor me livrará do laço do caçador.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor me livrará do laço do caçador.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/anunciacao-do-senhor-9/>]
Anunciação do Senhor
Solenidade
A Anunciação do Senhor teve lugar quando, na cidade de Nazaré, o Anjo do Senhor anunciou a Maria: «Conceberás e darás à luz um filho, que será chamado Filho do Altíssimo». Maria respondeu:«Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra». Assim, chegada a plenitude dos tempos, o Filho Unigénito de Deus, que existia antes da criação do mundo, por nós homens e para a nossa salvação, encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e Se fez homem.
LEITURA I Is 7, 10-14; 8, 10
Naqueles dias,
o Senhor mandou ao rei Acaz a seguinte mensagem:
«Pede um sinal ao Senhor teu Deus,
quer nas profundezas do abismo,
quer lá em cima nas alturas».
Acaz respondeu:
«Não pedirei, não porei o Senhor à prova».
Então Isaías disse:
«Escutai, casa de David:
Não vos basta que andeis a molestar os homens
para quererdes também molestar o meu Deus?
Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal:
a virgem conceberá e dará à luz um filho
e o seu nome será ‘Emanuel’,
porque Deus está connosco».
compreender a palavra
Acaz rei de Israel é a figura que serve de motivo para a revelação de Deus. O rei vive momentos difíceis de derrota frente aos inimigos, não consegue o apoio da Assíria e está claramente só e sem fé no Senhor, Deus de Israel. Deus, através do profeta, mostra-lhe a sua proteção, mas o rei não está voltado para o Senhor. A insistência de Deus vai até às palavras que iniciam este pequeno diálogo: “Pede um sinal ao Senhor teu Deus”. O Senhor está disposto a provar com sinais a sua promessa. Mas o rei, com falsa piedade responde, “não porei o Senhor à prova”. O rei não está interessado na salvação pela fé, só vê a salvação pelas armas. O profeta, irritado, recorda-lhe que ele é descendente de David e anuncia ao povo o grande sinal “a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será ‘Emanuel’, porque Deus está connosco”.
meditar a palavra
O desejo de sinais é muito frequente nos relatos bíblicos. Desde a libertação do Egito até aos tempos de Jesus, os homens da promessa não se contentam com palavras, querem sinais, provas, factos que assegurem a ação de Deus. Do mesmo modo que o profeta Isaías, Jesus também se irrita com o povo a ponto de dizer: “esta geração má e adúltera exige um sinal! Mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas” (Mt 16, 4). O sinal de Jonas está intimamente ligado com o de Isaías. A Virgem conceberá e dará à luz o Emanuel, Deus connosco e este, como Jonas, descerá ao mais fundo da terra de onde ressurgirá vitorioso na ressurreição. O que celebramos hoje é a manifestação da salvação que Deus continua a oferecer ao homem, em Cristo, o Messias, Filho de Deus nascido da Virgem.
rezar a palavra
Em Maria fizeste lugar de encontro com os homens e na humanidade de Cristo manifestaste a salvação prometida desde toda a eternidade. Tu, Senhor, és o nosso salvador, só tu nos podes permitir participar na vida nova da ressurreição.
compromisso
Rezando a Maria quero agradecer a salvação que me é oferecida em Cristo.
LEITURA II Heb 10, 4-10
Irmãos:
É impossível que o sangue de touros e cabritos
perdoe os pecados.
Por isso, ao entrar no mundo, Cristo disse:
«Não quiseste sacrifícios nem oblações,
mas formaste-Me um corpo.
Não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado.
Então Eu disse: ‘Eis-Me aqui;
no livro sagrado está escrito a meu respeito:
Eu venho, meu Deus, para fazer a tua vontade’».
Primeiro disse:
«Não quiseste sacrifícios nem oblações,
não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado».
E no entanto, eles são oferecidos segundo a Lei.
Depois acrescenta: «Eis-Me aqui:
Eu venho para fazer a tua vontade».
Assim aboliu o primeiro culto
para estabelecer o segundo.
É em virtude dessa vontade
que nós somos santificados
pela oblação do corpo de Jesus Cristo,
feita de uma vez para sempre.
compreender a palavra
A carta aos Hebreus coloca em paralelo o culto antigo celebrado pelos judeus e o novo culto instaurado por Cristo. Este pequeno texto lido na festa da Apresentação do Senhor pretende justamente mostrar que a chegada de Cristo revolucionou a forma de o homem se relacionar com Deus. Antes ofereciam-se touros e cabritos, mas esses ritos não atingiam o seu objetivo porque eram exteriores ao homem. Jesus oferece-se a si mesmo “Eis-me aqui: Eu venho para fazer a tua vontade”. A rejeição dos sacrifícios e oblações porque eram vazios, não tinham o coração, eram ritos exteriores exigiam um novo sacrifício. Jesus oferece o seu próprio corpo. “Formaste-me um corpo”. O novo culto nasce da entrega de Cristo no sacrifício da cruz.
meditar a palavra
As palavras da Carta aos Hebreus nesta festa do Senhor devem questionar a minha relação com Deus. A tentação é sempre a de oferecer coisas a Deus, sacrifícios e ritos exteriores, mesmo quando eles representam dor, sangue e suor. Mas Deus não quer coisas exteriores mesmo quando elas representam um grande sacrifício físico. Deus quer os corações que se abrem para ele e o acolhem no único sacrifício que lhe é agradável, o de Jesus Cristo na cruz que celebramos na Eucaristia. É tão fácil querer oferecer sacrifícios a Deus e tão difícil participar na Eucaristia onde se realiza e perpetua o único sacrifício de Cristo. Afinal Deus pede tão pouco e nós tantas vezes recusamos dar-lhe esse pouco e queremos dar-lhe o muito que ele não pede.
rezar a palavra
Senhor, centra o meu coração no teu sacrifício, na cruz redentora onde o teu corpo entregue e o teu sangue derramado redimiram todo o meu ser do pecado. Centra o meu coração na Eucaristia onde continuas a oferecer-te para mim como dádiva agradável a Deus pelos meus pecados.
compromisso
Vou fazer menos sacrifícios físicos, porque não é o que custa que agrada a Deus, e vou participar mais vezes na Eucaristia porque nela celebro o único sacrifício agradável a Deus.
EVANGELHO Lc 1, 26-38
Naquele tempo,
o anjo Gabriel foi enviado por Deus
a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,
a uma Virgem desposada com um homem chamado José,
que era descendente de David.
O nome da Virgem era Maria.
Tendo entrado onde ela estava, disse o anjo:
«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo».
Ela ficou perturbada com estas palavras
e pensava que saudação seria aquela.
Disse-lhe o anjo: «Não temas, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
Conceberás e darás à luz um Filho,
a quem porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo.
O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David;
reinará eternamente sobre a casa de Jacob
e o seu reinado não terá fim».
Maria disse ao anjo:
«Como será isto, se eu não conheço homem?».
O anjo respondeu-lhe:
«O Espírito Santo virá sobre ti
e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.
Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.
E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice
e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril;
porque a Deus nada é impossível».
Maria disse então:
«Eis a escrava do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra».
compreender a palavra
Celebramos a Solenidade da Anunciação do Senhor. Lucas conta como o anjo entrou em casa de Maria e lhe fez o anúncio da escolha divina para ela se tornar a mãe do Senhor. Esta narração é cheia de elementos para reflexão. Maria é desposada com José, mas aos olhos do Senhor é cheia de graça. O anjo revela-lhe que vai ser mãe de Jesus, o Deus que salva. O seu filho será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo. Nada do que acontecerá será obra dos homens, mas de Deus que no Espírito Santo manifestará o seu poder. Perante esta revelação, Maria percebe que não há outro impedimento a não ser a sua vontade e submete-se à vontade de Deus.
meditar a palavra
A minha vida, como a de Maria, é lugar onde Deus se quer revelar aos homens. Na vida quotidiana julgo que tudo é banal e nada de novo nem de interessante acontece que possa prender a atenção de Deus. Mas Deus olha para mim e, apesar da minha pobreza, desafia-me a retirar o impedimento da minha vontade e deixar que Ele faça o que é impossível aos meus olhos. Como Maria também eu posso dizer “faça-se em mim segundo a tua vontade”.
rezar a palavra
Para ti, Senhor, nada é impossível. Entras na minha vida e fazes morada em mim com o poder do teu amor. Perante a tua força não posso resistir nem colocar obstáculos. Senhor, Dá-me a lucidez de Maria para poder dizer com verdade, “faça-se em mim segundo a tua vontade”.
compromisso
Ao longo do dia vou dizer do fundo do coração, muitas vezes, “faça-se em mim segundo a tua palavra”.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <>]


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE . DE MARÇO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
