“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 6 DE ABRIL DE 2026
6 de abril de 2026Terça-feira da Oitava da Páscoa
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Primeira Epístola de São Pedro 1, 22 – 2, 10
A vida dos filhos de Deus
Caríssimos: Obedecendo à verdade, purificastes as vossas almas para vos amardes sinceramente como irmãos. vos intensamente uns aos outros de todo o coração, porque vós renascestes, não por uma semente corruptível, mas incorruptível, que é a Palavra de Deus, viva e eterna. Na verdade «todo o ser mortal é como a erva, e todo o seu esplendor como a flor da erva. A erva seca e a flor cai. Mas a palavra do Senhor permanece eternamente». Assim é a palavra que vos foi anunciada.
Renunciai, pois, a toda a malícia e a toda a falsidade, bem como à hipocrisia, à inveja e a toda a maledicência. Como crianças recém-nascidas, desejai ardentemente o leite espiritual e puro, a fim de crescerdes, por ele, para a salvação, uma vez que «saboreastes como o Senhor é bom».
Aproximai-vos d’Ele, que é a pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso se lê na Escritura: «Vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa. E quem nela puser a sua confiança não será confundido.
Honra, portanto, a vós, que acreditais. Para os incrédulos, porém, «a pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular», «pedra de tropeço e pedra de escândalo». Tropeçam por não acreditarem na palavra, pois a isso foram destinados.
Vós, porém, sois «geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus para anunciar os louvores» d’Aquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável. Vós que outrora «não éreis seu povo», agora «sois povo de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia», agora «alcançastes misericórdia».
RESPONSÓRIO 1 Pedro 2, 5. 9a
R. Como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, * A fim de oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Aleluia.
V. Vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus. * A fim de oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Aleluia.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de Santo Anastásio de Antioquia
(Sermão 4, 1-2: PG 89, 1347-1349) (Sec. VI)
Era necessário que Cristo sofresse,
para assim entrar na sua glória
Cristo, tendo demonstrado por palavras e obras que era verdadeiro Deus e Senhor do universo, ao dirigir-Se para Jerusalém dizia aos seus discípulos: Subimos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos gentios, aos pontífices e aos escribas, para ser escarnecido, flagelado e crucificado. Fazia, na verdade, estas afirmações em perfeita consonância com os vaticínios dos Profetas, que tinham anunciado de antemão a morte que Ele havia de sofrer em Jerusalém.
Ora, tendo a Sagrada Escritura profetizado, desde o princípio, a morte de Cristo com os sofrimentos que haviam de a preceder, predisse também o que sucedeu ao seu corpo depois da morte; e preanunciou que Aquele a quem isto aconteceu é Deus impassível e imortal. De outro modo, nunca Ele seria Deus, se nós, com os olhos postos na verdade da Encarnação, dela não pudéssemos deduzir, com inteira justiça, as razões de podermos confessar uma e outra coisa, ou seja, o seu sofrimento e impassibilidade e, ao mesmo tempo, a causa pela qual, sendo o Verbo de Deus, e, portanto, impassível, Se sujeitou à morte. É que doutra maneira o homem não podia ser salvo. Só Ele o sabia e aquele a quem o quis revelar: conhece, com efeito, tudo o que é do Pai, tal como o Espírito perscruta as profundezas dos mistérios divinos.
Era necessário, na verdade, que Cristo sofresse. A paixão não podia de modo algum evitar-se. Ele mesmo o afirmou ao chamar insensatos e lentos de coração os que ignoravam ser necessário que Cristo assim sofresse para entrar na sua glória. Com efeito, desceu à terra para salvação do seu povo, deixando aquela glória que tinha junto do Pai, antes da criação do mundo. Mas a salvação devia consumar-se por meio da morte do Autor da nossa vida, como ensina São Paulo: Ele é o Autor da vida, elevado à glória perfeita através dos sofrimentos.
Assim se vê como a glória do Unigénito, que por nossa causa tinha deixado por breve tempo, Lhe foi restituída, por meio da cruz, na carne que tinha assumido. É o que afirma São João no seu Evangelho ao indicar qual era aquela água de que falava o Salvador: Se alguém acredita em Mim, do seu interior brotarão rios de água viva. Referia-Se ao Espírito Santo que haviam de receber todos os que acreditassem n’Ele; ainda não tinha vindo o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado; e chama glória à morte na cruz. Por isso, quando o Senhor orava, antes de ser crucificado, pedia ao Pai que O glorificasse com aquela glória que tinha junto d’Ele, antes da criação do mundo.
RESPONSÓRIO Hebr 2, 10; Ap 1, 6b; Lc 24, 26
R. Convinha que Deus, origem e fim de todas as coisas, querendo conduzir para a sua glória um grande número de filhos, levasse à glória perfeita, pelo sofrimento, o Autor da salvação. * A Ele a glória e o poder pelos tempos sem fim. Aleluia.
V. Cristo tinha de sofrer para entrar na sua glória. * A Ele a glória e o poder pelos tempos sem fim. Aleluia.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Ant. Aleluia. O Senhor ressuscitou como tinha anunciado. Aleluia.
LEITURA BREVE Atos 13, 30-33
Deus ressuscitou Jesus de entre os mortos, e ele apareceu durante muitos dias àqueles que o tinham acompanhado da Galileia a Jerusalém e são agora suas testemunhas diante do povo. Nós vos anunciamos a boa nova de que a promessa feita a nossos pais, Deus a cumpriu para nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como está escrito no salmo segundo: «Tu és meu filho, eu hoje te gerei».
Em vez do RESPONSÓRIO, diz-se:
Ant. Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/terca-feira-da-oitava-da-pascoa-12/>]
Terça-feira da Oitava da Páscoa
Leitura I At 2, 36-41
No dia de Pentecostes,
disse Pedro aos judeus:
«Saiba com absoluta certeza toda a casa de Israel
que Deus fez Senhor e Messias
esse Jesus que vós crucificastes».
Ouvindo isto, sentiram todos o coração trespassado
e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos:
«Que havemos de fazer, irmãos?»
Pedro respondeu-lhes:
«Convertei-vos
e peça cada um de vós o Batismo
em nome de Jesus Cristo,
para vos serem perdoados os pecados.
Recebereis então o dom do Espírito Santo,
porque a promessa desse dom é para vós,
para os vossos filhos e para quantos, de longe,
ouvirem o apelo do Senhor nosso Deus».
E com muitas outras palavras os persuadia e exortava,
dizendo: «Salvai-vos desta geração perversa».
Os que aceitaram as palavras de Pedro
receberam o Batismo
e naquele dia juntaram-se aos discípulos
cerca de três mil pessoas.
compreender a palavra
O discurso de Pedro na manhã de Pentecostes abre-se a um diálogo sobre a fé. Trata-se de um questionamento pessoal e coletivo sobre a realidade apresentada, sobre a fé em Jesus a quem Deus constituiu Senhor e Messias. As palavras de Pedro são essa boa notícia que faz chegar aos ouvidos dos presentes a força e o poder de Deus oferecidos aos homens na pessoa de Jesus e agora continuada nos doze. Ouvindo a palavra, a multidão chegou à fé. Uma fé de perguntas, com interrogações, mas uma fé que abre à conversão e aproxima de Deus através do batismo. A resposta da multidão foi na mesma abundância do dom de Deus, três mil aderiram à salvação anunciada por Pedro.
meditar a palavra
A importância da palavra de Deus escutada com atenção e interesse, com a perplexidade que ela merece porque é força de Deus, comove o coração “sentiram todos o coração trespassado”. Esta é a finalidade e o fruto do anúncio. A palavra não é para o conhecimento intelectual, mas para o conhecimento do coração. A escuta da palavra transforma em primeiro lugar o coração num lugar de Deus. Só um coração humilhado e contrito pode conhecer verdadeiramente a Deus e o seu mistério revelado em Jesus. O coração trespassado pelo confronto entre a vida e a palavra, conduz à conversão e provoca a adesão no batismo. Não admira que naquele dia milhares de homens tenham aderido à fé.
rezar a palavra
Ensina-me, Senhor, a fazer perguntas perante a tua palavra. Eu escuto, gosto do que me dizes, mas nem sempre sei provocar a minha vida com a tua palavra porque não atinjo o coração da mensagem. Desperta, anima, ensina o meu coração para ir mais longe nos desafios que me fazes quando escuto o teu evangelho.
compromisso
Vou ler com o coração e não apenas com a inteligência a palavra de Deus que vem a mim diariamente.
Evangelho Jo 20, 11-18
Naquele tempo,
Maria Madalena estava a chorar junto do sepulcro.
Enquanto chorava, debruçou-se para dentro do sepulcro
e viu dois anjos vestidos de branco,
sentados, um à cabeceira e outro aos pés,
onde estivera deitado o corpo de Jesus.
Os anjos perguntaram a Maria:
«Mulher, porque choras?»
Ela respondeu-lhes:
«Porque levaram o meu Senhor
e não sei onde O puseram».
Dito isto, voltou-se para trás
e viu Jesus de pé, sem saber que era Ele.
Disse-lhe Jesus:
«Mulher, porque choras? A quem procuras?»
Pensando que era o jardineiro, ela respondeu-Lhe:
«Senhor, se foste tu que O levaste,
diz-me onde O puseste, para eu O ir buscar».
Disse-lhe Jesus: «Maria!»
Ela voltou-se e respondeu em hebraico:
«Rabuni!», que quer dizer: «Mestre!»
Jesus disse-lhe:
«Não Me detenhas, porque ainda não subi para o Pai.
Vai ter com os meus irmãos
e diz-lhes que vou subir para o meu Pai e vosso Pai,
para o meu Deus e vosso Deus».
Maria Madalena foi anunciar aos discípulos:
«Vi o Senhor».
E contou-lhes o que Ele lhe tinha dito.
compreender a palavra
O Evangelho de João apresenta pela terceira vez Jesus a perguntar “quem procuras?” Primeiro, foi aos discípulos de João que seguiram Jesus pelo caminho, depois aos soldados que o foram prender no jardim das oliveiras e agora, já na ressurreição, a Maria Madalena. Aparecem dois anjos que transformaram o sepulcro, lugar de morte, num lugar da presença de Deus. Eles perguntam a Maria porque chora sabendo claramente a razão. Jesus aparece e faz a mesma pergunta e acrescenta “a quem procuras?” quando sabe muito bem o que se passa no seu coração. O céu consegue ler o coração de Maria Madalena, enquanto ela não consegue ler os sinais do céu. É o céu quem tem que lhe revelar os seus mistérios e fá-lo dizendo o seu nome “Maria”. Possuidora da verdade corre a anunciá-la aos outros como um mandato divino.
meditar a palavra
Jesus lê o meu coração e sabe que em mim há uma permanente busca de mais. Nem sempre sei o que busco, mas ele sabe. Sabe que a minha sede de realização, de liberdade, de justiça, de amor, de felicidade não é outra coisa que sede de Deus. Ele sabe que, mesmo sem eu o saber, é a ele que eu procuro porque ele me procura também a mim. O encontro é necessário e acontece quando eu entro em mim e tomo total consciência do que sou e, sobretudo, do que sou para ele. Nesse momento o túmulo que há em mim torna-se santuário divino e a morte torna-se vida. Enxugam-se as lágrimas para sempre e começo a ser notícia, boa notícia, para todos.
rezar a palavra
“Rabuni” é a ti que eu procuro nos escombros do túmulo em que se torna muitas vezes a minha vida. Na barafunda interior onde deixo tudo às avessas, na ânsia de te encontrar, sem saber onde procurar e como procurar, surges tu, como uma luz que tudo transforma e fazes-me sentir procurado pelo teu amor. Quando oiço o meu nome pronunciado pela tua voz divina, sei que tudo valeu a pena e nada foi em vão porque para te encontrar os esforços nunca são demais.
compromisso
Vou entrar no túmulo do meu coração e transformá-lo em lugar da presença de Deus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://vidademartiressantasesantos.blog/2021/04/06/santas-e-santos-de-07-de-abril-3/>]
Santas e Santos de 07 de abril
JOSE CARLOS BARBOSA Sem categoria 6 de abril de 2021 10 minutos
1. Memória de São João Baptista de la Salle (também na Folhinha do Coração de Jesus), presbítero, que em Ruão, na Normandia, região da França, se dedicou com grande diligência à formação humana e cristã das crianças, principalmente das mais pobres, fundando para isso a Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, pela qual suportou muitas tribulações, tornando-se grande benemérito do povo de Deus. († 1719). Conforme o Martirológio Romano-Monástico, memória de São João Batista de La Salle, que fundou em Reims, sua cidade natal, o Instituto dos Irmãos da Escolas Cristãs, a serviço do ensino popular. Contribuiu para a expansão de sua obra aceitando no silêncio as humilhações sem conta que lhe vieram dos seus mais próximos colabores. (R). Ver página 377: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%208.pdf
– Ver também página 181: VIDAS DOS SANTOS – 6.pdf (obrascatolicas.com)
– Ver “João Batista de La Salle (Reims, 30 de abril de 1651 – Saint-Yon, 7 de abril de 1719) foi um sacerdote, pedagogo e pedagogista francês inovador, que consagrou sua vida a formar professores destinados à formação de crianças pobres. Foi fundador de uma congregação religiosa, os Irmãos das Escolas Cristãs, ou Irmãos Lassalistas, dedicada à educação, especialmente dos mais pobres. Em 15 de Maio de 1950 foi declarado patrono de todos educadores, pelo Papa Pio XII.[1] [2]
Foi canonizado pela Igreja Católica. Sua festa litúrgica é comemorada no dia 7 de abril.”: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Batista_de_La_Salle
– Ver: http://www.irmaosdelasalle.org/sobre-a-congregacao/o-fundador
2. Comemoração de Santo Hegesipo (Egesipo), que viveu em Roma no tempo dos papas Aniceto e Eleutério e escreveu em linguagem simples a história da Igreja, desde a Paixão do Senhor até ao seu tempo. († c. 180). Conforme o Martirológio Romano-Monástico, no final do século II, Santo Hegesipo. Chegando a Roma durante o papado de Aniceto II, demorou-se na cidade até o pontificado de Eleutério. Durante sua permanência, escreveu uma história da Igreja, desde a Paixão do Senhor até o seu tempo (M). Ver também páginas 163-164: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%206.pdf
– Ver também “Santo Hegésipo (em grego: Ἅγιος Ἡγήσιππος), foi um cronista durante o cristianismo primitivo e que provavelmente era um judeu-cristão[1] e que certamente escreveu contra heresias como o gnosticismo e o marcionismo. A data em que Hegésipo viveu é obtida de maneira insegura através de uma afirmação de Eusébio de que a morte e a apoteose de Antínoo (em 130 d.C.) teria ocorrido quando Hegésipo ainda estava vivo[a], de que ele teria ido a Roma durante o reinado do papa Aniceto (ca. 150 – 168) e teria escrito durante o reinado do papa Eleutério (ca. 174 – 189 d.C.)[2].”: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Heg%C3%A9sipo
3. Em Alexandria, no Egipto, São Pelúsio, presbítero e mártir. († d. inc.)
4. Em Pentápolis, na Líbia, os santos mártires Teodoro, bispo, Ireneu, diácono, Serapião e Amónio, leitores. († s. IV)
5. Em Pompeiópolis, localidade da Cilícia, na actual Turquia, São Caliópio, mártir. († s. IV). Conforme o Martirológio Romano-Monástico, no Oriente, a paixão de São Calíopo, crucificado de cabeça para baixo na Sexta-Feira Santa do ano de 304 (M). – Ver também “… Máximo, então, ordenou que o crucificassem. E Teoclia, sabendo-o, correu aos carrascos, dando-lhes cinco peças de prata, para que o crucificassem de cabeça para baixo. Morto Caliópio, corria o ano de 304, a mãe, rendendo graças ao Senhor, recebeu-o nos braços. E, abraçando-o, assim morreu, sendo ambos recolhidos por cristãos da cidade e sepultados religiosamente.” às páginas 165-168: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%206.pdf
6. Em Sínope, no Ponto, também na actual Turquia, duzentos santos mártires, soldados. († s. IV). Conforme o Martirológio Romano-Monástico, em Sínopo, no Ponto, durante a perseguição de Maximiniano, o martírio de Duzentos Soldados, que se converteram diante dos prodígios realizados no momento em que dois cristãos eram torturados (M).
7. Em Mitilene, na ilha de Lesbos, na Grécia, São Jorge, bispo, que, no tempo do imperador Leão o Arménio, suportou muitos tormentos por defender o culto das sagradas imagens. († 816)
8*. Junto ao mosteiro de Crespin, no Hainaut, hoje na França, Santo Aiberto, presbítero e monge, que todos os dias recitava na solidão, de joelhos ou prostrado em terra, todo o Saltério, e aos penitentes que a ele acorriam administrava a divina misericórdia. († 1140). Ver “Santo Aiberto, confessor” às páginas 176-180: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%206.pdf
9*. No mosteiro premonstratense de Steinfeld, na Alemanha, Santo Hermano José, presbítero, que resplandeceu pelo seu terno amor para com a Virgem Maria e celebrou com hinos e cânticos a devoção ao divino Coração de Jesus. († 1241/1252). Ver “Bem-aventurado Hermano José, premonstratense, confessor.” páginas 171-172: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%206.pdf
10. Em York, na Inglaterra, Santo Henrique Walpole, da Companhia de Jesus, e o Beato Alexandre Rawlins, presbíteros e mártires, que, no reinado de Isabel I, foram presos e cruelmente atormentados por causa do seu sacerdócio e, finalmente, conduzidos ao patíbulo, enforcados e dilacerados, alcançaram a coroa eterna. († 1595)
11. Em Worcester, também na Inglaterra, os beatos mártires Eduardo Oldcorne, presbítero, e Rodolfo Asley, religioso, ambos da Companhia de Jesus, que exerceram clandestinamente durante muitos anos o ministério apostólico, até que, sob a acusação falsa de conjura contra o rei Jaime I, foram introduzidos no cárcere, torturados e finalmente dilacerados ainda vivos. († 1606)
12. Na Cochinchina, no actual Vietnam, São Pedro Nguyen Van Luu, presbítero e mártir, que, no tempo do imperador Tu Duc, foi condenado à pena capital e morreu com alegria no patíbulo. († 1861)
13*. Em Dongerkou, localidade da China, a Beata Maria Assunta Pallotta, virgem das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria, que, ocupando-se dos serviços humildes, levou uma vida simples e oculta pelo reino de Cristo. († 1905)
14. Santo Afraates, solitário. Conforme o Martirológio Romano-Monástico, Santo Afrato, anacoreta, filho de persas convertidos. No tempo do imperador Valêncio, confirmou diversos cristãos na fé na divindade do Verbo. Ver páginas 160-162: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%206.pdf
– Ver “Afraates ou Afrates (em grego: Aφραάτης; romaniz.: Aphraates; em persa: فرهاد; romaniz.: Aphrahat e em siríaco: ܐܦܪܗܛ) foi um ermitão de origem persa do século IV, que esteve ativo na Mesopotâmia e Síria durante o reinado do imperador Valente (r. 365–378) e talvez de Teodósio (r. 378–395). Sua vida é conhecida somente pelo relato de Teodoreto, que teria sido levado quando garoto para visitar o eremita em Antioquia e foi abençoado pelo mesmo.[1]”: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Afraates_(ermit%C3%A3o)
15. Bem-Aventurado Eberardo, confessor. Ver “…Com a espôsa, de comum acôrdo, deixou o século e abraçou a vida religiosa. Eberardo tomou o hábito no mosteiro de Todos os santos e Ita no convento de Santa Inês.”, às páginas 169-170: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%206.pdf
16. Bem-aventurada Ursulina, (também na Folhinha do Coração de Jesus, virgem. Ver páginas 173-175: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%206.pdf
17. São Guilherme de Scicli. Lembrado na Folhinha do Coração de Jesus.
– Ver “Guilherme Cufitella era um terceiro franciscano que se tornou eremita nas imediações de Scicli na Sicília, e passou cerca de 70 anos em sua pequena cela, entregue à oração e a mortificações severíssimas. Vivia de hortaliças que cultivava em seu jardim e de pequena porção do que os fiéis lhe traziam. Raras vezes saía do eremitério, exceto para visitar e socorrer os doentes pobres pelos quais tinha grande compaixão, ou para atender ao serviço da capela de Nossa Senhora da Piedade, contígua à sua cela e que fora confiada a seus cuidados. Muita gente ia visitá-lo à procura de direção e orientação para sua vida espiritual. Uma amizade muito estreita unia-o a um outro santo solitário, o Beato Conrado de Piacenza (ver 19 de fevereiro), que vinha de Pizzoni passar a Quaresma em sua companhia.
O Beato Guilherme contava 95 anos de idade quando morreu. O povo de Scicli, ao ouvir o toque dos sinos, acorreu apressado e encontrou o ancião morto de joelhos, mãos postas em oração e cercado de raios de uma luz celeste. A cidade, que posteriormente o fez seu protetor em ação de graças por tê-la preservado da peste, ainda celebra sua festa. Seu culto foi aprovado em 1537.
Bem-aventurado Guillermo de Scicli, rogai por nós!”: https://ofsbc.wordpress.com/2015/04/06/bem-aventurado-guillermo-de-scicli/
18. Conforme o Martirológio Romano-Monástico, no ano do Senhor de 888, São Gilberto, abade de Luxeuil, morto com seus companheiros religiosos pelos bárbaros, por haver se recusado a renegar sua fé cristã e o ideal de vida monástico (X).
19. Outros santos do dia 07 de abril: págs. 160-183 (vol.6): VIDAS DOS SANTOS – 6.pdf (obrascatolicas.com)
“E em outras partes, muitos outros santos Mártires, Confessores, Virgens, Santas e Santos”.
R/: Demos graças a Deus!”
OBSERVAÇÃO: Transcrito acima conforme os textos da bibliografia: português de Portugal, por ex., ou português da época em que o livro foi escrito.
– Sobre 07 de abril, ver ainda: 7 de abril – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)
BIBLIOGRAFIA:
1. MARTIROLÓGIO ROMANO – Secretariado Nacional de Liturgia – Portugal http://www.liturgia.pt/martirologio/
2. MARTIROLÓGIO ROMANO ITALIANO – Editore: LIBRERIA EDITRICE VATICAN – A © Copyright by Fondazione di religione Santi Francesco di Assisi e Caterina da Siena, Roma, 2004 ISBN 978-88-209-7925-6 – PÁGINA 309-311:
Via Internet: https://liturgico.chiesacattolica.it/wp-content/uploads/sites/8/2017/09/21/Martirologio-Romano.pdf
3. VIDAS DOS SANTOS – PADRE ROHRBACHER – Abaixo o vol 1. São 22 volumes, sendo 20 volumes em PDF; 2 volumes não estão em PDF: Vol. 10 e 11: http://obrascatolicas.com/livros/Biografia/VIDAS%20DOS%20SANTOS%20-%201.pdf
4. Martirológio Romano-Monástico – adaptado para Brasil – Abadia de S. Pierre de Solesmes – Mosteiro da Ressurreição, Edições – 1997
5. Martirológio Romano – Editora Permanência – Rio de Janeiro, 2014 – Livraria on line – www.editorapermanencia.com
6. Folhinha do Coração de Jesus – virtual – aplicativo para celular.
DIVERSOS (OBSERVAÇÕES, CITAÇÕES E ORAÇÕES)
* Senhor, nosso Deus e Pai amado, obrigado por tudo o que o Senhor nos tem dado e permitido viver!
Querida Mãe Maria, proteja-nos!
São José, Anjos e Santos, intercedam por nós!
Amém!
* PAI AMADO DÊ-NOS, À NOSSA FAMÍLIA E A TODOS OS QUE O SENHOR JÁ CHAMOU E OS QUE ESTÃO AQUI, A GRAÇA DE ESTARMOS COM O SENHOR, A MÃEZINHA MARIA, SÃO JOSÉ E TODAS AS SANTAS E SANTOS QUANDO O SENHOR NOS CHAMAR TAMBÉM! DÊ-NOS A SUA GRAÇA! OBRIGADO PAI AMADO! PEDIMOS POR JESUS CRISTO, SEU FILHO, NA UNIDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO! NÓS CONFIAMOS NO SENHOR! AMÉM!
* OBSERVAÇÃO: MUITO MAIS PODE SER ACRESCENTADO A ESSA LISTA DE SANTAS/OS E MÁRTIRES. ACEITAMOS SUGESTÕES.
CONTATE-NOS, POR GENTILEZA:
barpuri@uol.com.br
* SANTAS E SANTOS DE DEUS, INTERCEDEI POR NÓS!
* “O maior jejum é a abstinência do vício” (Santo Agostinho)
* “Nos vemos no Céu. Viva Cristo Rei! Viva sua mãe, a Virgem de Guadalupe!” (últimas palavras do jovem mártir São José Sánchez del Rio, lembrado em 10 de fevereiro)
* “Ó meu Deus, sabeis que fiz tudo quanto me foi dado fazer.” (últimas palavras de São João Batista da Conceição Garcia, 14 de fevereiro). Que essas palavras sejam também as nossas, quando o Pai amado nos chamar. Amém!
* “Senhor, não permita que eu entristeça o Divino Espírito Santo que o Senhor derramou sobre mim na Confirmação. Divino Espírito Santo me inspire, me guie para que eu sempre lhe dê alegria! Peço-lhe, Senhor, Pai amado, por Jesus Cristo, na unidade do Divino Espírito Santo! Amém!” (baseado na Coleta Salmódica após o Cântico Ez 36,24-28 do sábado depois das cinzas de 2021)
* Jesus me diz: “Filho (filha), eu estou com você!”


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 7 DE ABRIL DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
Ant. Cristo, ressuscitado dos mortos, já não pode morrer. Aleluia.
LEITURA BREVE Cf. Actos 4, 11-12
Jesus é a pedra rejeitada pelos construtores, que veio a tornar-se pedra angular. E não há salvação em mais ninguém, porque não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos.
V. Este é o dia que o Senhor fez. Aleluia.
R. Exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
Ant. Cristo foi entregue à morte pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. Aleluia.
LEITURA BREVE Cf. 1 Pedro 3, 21-22a
Vós sois salvos pelo Baptismo, que não é uma purificação da imundície corporal, mas o compromisso para com Deus de uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo, que está à direita de Deus.
V. Este é o dia que o Senhor fez. Aleluia.
R. Exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ant. Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto. Aleluia.
LEITURA BREVE Col 3, 1-2
Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra.
V. Este é o dia que o Senhor fez. Aleluia.
R. Exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
Oração
Senhor, que nos renovastes e fortalecestes pela celebração dos mistérios pascais, ajudai o vosso povo com a abundância da graça celeste, para que alcance a liberdade perfeita e goze um dia no Céu a alegria que já começou a saborear na terra. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Ant. Disse Jesus: «Não temais. Ide dizer aos meus irmãos que partam para a Galileia. Lá Me vereis». Aleluia.
LEITURA BREVE 1 Pedro 2, 4-5
Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo.
Em vez do RESPONSÓRIO, diz-se:
Ant. Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
LEITURA BREVE Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás-de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
Em vez do RESPONSÓRIO, diz-se:
Ant. Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
