“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE MAIO DE 2026
14 de maio de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE MAIO DE 2026
16 de maio de 2026Sexta-feira da Semana VI do Tempo Pascal
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Primeira Epístola do apóstolo São João 3, 11-17
A caridade para com os irmãos
Caríssimos: Esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: Amemo-nos uns aos outros. Não sejamos como Caim, que era do Maligno e matou o seu irmão. E porque o matou? Porque as suas obras eram más, ao passo que as do irmão eram justas.
Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. Nós sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é homicida, e vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo em si.
Nisto conhecemos o amor: Ele, Jesus, deu a sua vida por nós, e nós devemos também dar a vida pelos nossos irmãos. Se alguém possui bens deste mundo e, ao ver seu irmão passar necessidade, lhe fecha o coração, como pode estar nele o amor de Deus?
RESPONSÓRIO 1 Jo 3, 16.14a
R. Nisto conhecemos o amor de Deus: Cristo deu a sua vida por nós. * E nós devemos também dar a vida pelos nossos irmãos. Aleluia.
V. Nós sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os nossos irmãos. * E nós devemos também dar a vida pelos nossos irmãos. Aleluia.
SEGUNDA LEITURA
Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João
(Trat. 124, 5, 7: CCL 36, 685-687) (Sec. V)
As duas vidas
A Igreja conhece duas vidas que lhe foram anunciadas e confiadas por Deus: uma é vivida na fé, a outra na visão: uma no tempo da peregrinação sobre a terra, a outra nas moradas eternas; uma no trabalho, outra no descanso; uma no exílio, outra na pátria; uma no esforço da actividade, outra no prémio da contemplação.
A primeira está representada pelo apóstolo Pedro, a segunda pelo apóstolo João. A primeira desenvolve-se completamente sobre a terra, até que o mundo termine e então encontrará o fim; a outra prolonga-se para além do fim do mundo, e não tem fim no mundo que há-de vir. Por isso se diz a Pedro: Segue-Me; mas de João diz-se: Se quero que ele fique até que Eu venha, que tens a ver com isso? Tu, segue-Me.
«Segue-Me tu, imitando a minha paciência em suportar males temporais; e ele fique até que Eu volte para conceder os bens eternos». Ou, mais claramente ainda: «Siga-Me a actividade que, a exemplo da minha paixão, já terminou; mas a contemplação, que apenas começou, permaneça assim até que Eu venha para lhe dar a realização perfeita».
Portanto, quem segue a Cristo, acompanha-O na santa plenitude da paciência, até à morte; e permanece até que venha Cristo, para lhe manifestar a plenitude da ciência. Agora, suportamos os males deste mundo, na terra dos mortais; depois, contemplaremos os bens do Senhor, na terra dos vivos.
Não devemos interpretar aquelas palavras do Senhor: Quero que ele fique até que Eu venha, como se quisesse dizer: «Permanece até ao fim», ou «Fica assim para sempre», mas «Permanece na esperança»; porque o que João representa não alcança agora a sua plenitude, mas apenas quando Cristo vier. Ao contrário, o que representa Pedro, a quem o Senhor disse: Tu, segue-Me, deve cumprir-se agora, para podermos alcançar o que esperamos.
Mas ninguém ouse separar estes dois Apóstolos insignes. Ambos se encontravam na situação representada por Pedro e ambos se haviam de encontrar na situação representada por João. No plano do símbolo, Pedro seguia e João ficava; mas no plano da fé, ambos suportavam os males desta vida presente e ambos esperavam os bens da felicidade futura.
O que sucedeu com eles sucede com toda a santa Igreja, esposa de Cristo: também ela lutará no meio das tentações do mundo para alcançar a felicidade futura. Pedro e João representavam as duas vidas, simbolizando cada um deles um género de vida; mas ambos viveram esta vida temporal, animados pela fé, e ambos hão-de gozar eternamente da outra vida, pela contemplação.
Pedro, o primeiro dos Apóstolos, recebeu as chaves do reino dos Céus, com o poder de ligar e desligar os pecados, para que fosse o timoneiro de todos os santos, unidos inseparavelmente ao Corpo de Cristo, no meio das tempestades desta vida. E João, o evangelista, reclinou a cabeça sobre o peito de Cristo, para exemplo dos mesmos santos, a fim de lhes indicar o porto seguro daquela vida divinamente tranquila e bem-aventurada.
Todavia não é só Pedro, mas a Igreja universal, que liga e desliga os pecados. E não é só João que bebe da fonte do peito do Senhor, para ensinar com a sua pregação, que, no princípio, o Verbo era Deus junto de Deus, e outros ensinamentos profundíssimos a respeito da divindade de Cristo, da trindade e unidade de Deus, verdades essas que contemplaremos face a face no reino dos Céus, mas que na terra, até à vinda de Cristo, nos limitamos a ver como num espelho e obscuramente. Não é só ele que descobriu estes tesouros do coração de Cristo, mas a todos foi aberta pelo mesmo Senhor a fonte do Evangelho, para que por toda a face da terra, todos bebessem dela, cada um segundo a sua capacidade.
RESPONSÓRIO Hebr 8, 1b; 10, 22.23
R. Deus, Autor de toda a graça, que nos chamou à sua glória em Cristo Jesus, * Depois de breve sofrimento, nos aperfeiçoará, nos tornará inabaláveis e nos fortificará. Aleluia.
V. Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar com Jesus. * Depois de breve sofrimento, nos aperfeiçoará, nos tornará inabaláveis e nos fortificará. Aleluia.
Oração
Concedei, Senhor, que se realize em todo o mundo, pela pregação do Evangelho, a obra da salvação adquirida pelo sacrifício de Cristo, e se estenda a todos os homens a plenitude da adopção filial por Ele prometida. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Atos dos Apóstolos 5, 30-32
O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós destes a morte, suspendendo-o no madeiro. Deus exaltou-o pelo seu poder como Chefe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e o perdão dos pecados. E nós somos testemunhas destes fatos, juntamente com o Espírito Santo, que Deus tem concedido àqueles que lhe obedecem.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor ressuscitou do sepulcro. Aleluia, Aleluia.
R. O Senhor ressuscitou do sepulcro. Aleluia, Aleluia.
V. Ele que por nós foi cravado na cruz.
R. Aleluia, Aleluia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor ressuscitou do sepulcro. Aleluia, Aleluia.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-vi-do-tempo-pascal-9/>]
Sexta-feira da Semana VI do Tempo Pascal
Leitura I At 18, 9-18
Quando Paulo estava em Corinto,
certa noite o Senhor disse-lhe numa visão:
«Não temas, continua a falar,
que Eu estou contigo
e ninguém porá as mãos sobre ti, para te fazer mal,
pois tenho um povo numeroso nesta cidade».
Então Paulo demorou-se ali ano e meio
a ensinar aos coríntios a palavra de Deus.
Quando Galião era procônsul da Acaia,
os judeus levantaram-se todos contra Paulo
e levaram-no ao tribunal, dizendo:
«Este homem induz as pessoas
a prestarem culto a Deus à margem da lei».
Quando Paulo ia a abrir a boca,
disse Galião aos judeus:
«Judeus, se se tratasse de alguma injustiça ou grave delito,
escutaria certamente as vossas queixas, como é meu dever.
Uma vez, porém, que são questões de doutrina e de nomes
da vossa própria lei,
o assunto é convosco.
Eu não quero ser juiz dessas coisas».
E mandou-os sair do tribunal.
Todos então se apoderaram de Sóstenes, chefe da sinagoga,
e começaram a bater-lhe em frente do tribunal.
Mas Galião não se importou nada com isso.
Paulo demorou-se ainda algum tempo em Corinto;
depois despediu-se dos irmãos
e embarcou para a Síria,
em companhia de Priscila e Áquila,
e rapou a cabeça em Cêncreas,
por causa de um voto que fizera.
compreender a palavra
A confiança de Paulo e a presença do Senhor na vida dele e dos companheiros marcam o terreno desta experiência. Paulo é “visitado” pelo Senhor numa noite. Corinto é uma cidade grande e próspera, de gente simples, mas de maus costumes. Paulo anunciou ali a palavra de Deus e sentiu grande aceitação por parte das pessoas, mas, no entanto, os judeus, não se sentiram confortáveis com o anúncio de Paulo e moveram-lhe uma perseguição. Na realidade não tiveram muito êxito porque o procônsul Galião preferiu não se meter em questões religiosas, cumprindo-se as palavras do Senhor a Paulo “Não temas, continua a falar, que Eu estou contigo e ninguém porá as mãos sobre ti, para te fazer mal, pois tenho um povo numeroso nesta cidade”.
meditar a palavra
O Senhor tem um povo numeroso nesta cidade e esta deve ser a maior preocupação de Paulo e dos companheiros, a nossa preocupação. Do seu povo podem fazer parte todos os homens, pagãos, judeus crentes e mesmo os que de forma violente recusam o evangelho. A Igreja, povo de Deus, não se fecha a ninguém e dá do seu tempo, (Paulo demorou-se), com tranquilidade a acolher uns, a ensinar outros e a conduzir para o mistério de Cristo os que acolhem com fé a novidade do evangelho. Muitos não quererão entrar e fazer parte, mas isso não perturba a Igreja porque a sua missão é responder aos apelos do Senhor, certa de que não está só, o Senhor acompanha-a na sua missão.
rezar a palavra
Senhor, nem sempre é fácil agradar àqueles a quem anunciamos o evangelho. A tua palavra incomoda, provoca reação, gera contradição e muitos não querem escutar. Dá-nos a confiança suficiente, como a Paulo, de que estás presente e não permites que seja inútil a nossa missão juntos do teu povo.
compromisso
Hoje é dia de anunciar: vou falar àqueles que me rodeia das razões da minha fé.
Evangelho Jo 16, 20-23a
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Em verdade, em verdade vos digo:
Chorareis e lamentar-vos-eis,
enquanto o mundo se alegrará.
Estareis tristes,
mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria.
A mulher, quando está para ser mãe,
sente angústia, porque chegou a sua hora.
Mas depois que deu à luz um filho,
já não se lembra do sofrimento,
pela alegria de ter dado um homem ao mundo.
Também vós agora estais tristes;
mas Eu hei de ver-vos de novo
e o vosso coração se alegrará
e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria.
Nesse dia, não Me fareis nenhuma pergunta».
compreender a palavra
Repete-se aqui o versículo 20, da liturgia de ontem, para ligar com a parábola da mulher que dá à luz e assim entendermos o que Jesus quer dizer. Está próximo um tempo em que Jesus deixará de ser visto e que provocará tristeza nos seus discípulos, mas essa tristeza não será para sempre, porque depois virá um tempo em que o poderão ver de novo e a alegria será ainda maior. Como acontece com a mulher diante do filho recém-nascido, assim os discípulos esquecerão a tristeza que sentiram diante da alegria nova que significará a ressurreição de Jesus.
meditar a palavra
“Ninguém vos poderá tirar a vossa alegria”. Medito nestas palavras e no que elas me querem dizer. A minha recusa de toda e qualquer situação de sofrimento pode significar a recusa de uma alegria que ninguém me pode tirar. Se pretendo que a minha vida seja vivida sem riscos para não ter que sofrer com os fracassos; se fujo das dificuldades para não experimentar a aflição; se me fecho em mim para não ter que enfrentar os embates com o mundo e com os outros; se me nego a enfrentar a morte para não perder a vida, então não chegarei a experimentar a verdadeira alegria. A alegria será tanto maior quanto mais arriscar perder, quanto maior for a luta, quanto mais sair de mim e quanto mais gastar a vida. Porque tudo se ganha quando tudo se dá.
rezar a palavra
Tantas perguntas para fazer, Senhor. Agora é que eu tenho perguntas e as respostas parecem tão poucas e curtas. E tu dizes-me que “nesse dia, não te farei nenhuma pergunta”. Pois, nesse dia verei tudo e já não terei dúvidas nem incertezas. Hoje, Senhor, hoje tenho tantas perguntas sem resposta e tantas respostas para perguntas que nunca fiz. Que o meu coração se alegre nas perguntas que te faço com a esperança na resposta que só com coração posso entender.
compromisso
Eu posso e quero viver todo este dia na alegria de Deus presente em mim.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
Santo Isidoro LavradorIsidoro nasceu em Madri, na Espanha, em 1070, filho de pais camponeses, simples e seguidores de Cristo. O menino cresceu sereno, bondoso e muito caridoso, trabalhando com os familiares numa propriedade arrendada. Levantava muito cedo para assistir a missa antes de seguir para o campo. Quando seus atos de fé começaram a se destacar, já era casado com Maria Toríbia e pai de um filho.Sua notoriedade começou quando foi acusado de ficar rezando pela manhã, na igreja, em vez de trabalhar. De fato, tinha o hábito de parar o trabalho uma vez ao dia para rezar, de joelhos, o terço. Mas isso não atrapalhava a produção, porque depois trabalhava com vontade e vigor, recuperando o tempo das preces. Sua bondade era tanta que o patrão nada lhe fez.Não era só na oração que Isidoro se destacava. Era tão solidário que dividia com os mais pobres tudo o que ganhava com seu trabalho, ficando apenas com o mínimo necessário para alimentar os seus. Quando seu filho morreu, ainda criança, Isidoro e Maria não se revoltaram, ao contrário, passaram a se dedicar ainda mais aos necessitados.Isidoro Lavrador morreu pobre e desconhecido, no dia 15 de maio de 1130, em Madri, sendo enterrado sem nenhuma distinção. A partir de então começou a devoção popular. Muitos milagres, atribuídos à sua intercessão, são narrados pela tradição do povo espanhol. Quarenta anos depois, seu corpo foi trasladado para uma igreja.Humilde e incansável foi esse homem do campo, e somente depois de sua morte, e com a devoção de todo o povo de sua cidade, as autoridades religiosas começaram a reconhecer o seu valor inestimável: a devoção a Deus e o cumprimento de seus mandamentos, numa vida reta e justa, no seguimento de Jesus.Foi o rei da Espanha, Filipe II, que formalizou o pedido de canonização do santo lavrador, ao qual ele próprio atribuía a intercessão para a cura de uma grave enfermidade. Em 1622, o papa Gregório XV canonizou santo Isidoro Lavrador, no mesmo dia em que santificou Inácio de Loyola, Francisco Xavier, Teresa d’Ávila e Filipe Néri.Hoje, ele é comemorado como protetor dos trabalhadores do campo, dos desempregados e dos índios. Enfim, de todos aqueles que acabam sendo marginalizados pela sociedade em nome do progresso. Santo Isidoro Lavrador é o padroeiro de Madri.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Cássia, Dionísia e Torquato.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE . DE MAIO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Actos 2, 32. 36
Deus ressuscitou Jesus, e todos nós somos testemunhas. Saiba com absoluta certeza toda a casa de Israel: Deus fez Senhor e Messias esse Jesus que vós crucificastes.
V. O Senhor ressuscitou verdadeiramente. Aleluia.
R. Exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 3, 27-28
Todos vós que fostes baptizados em Cristo, fostes revestidos de Cristo. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; todos vós sois um só em Cristo Jesus.
V. Os discípulos exultaram de alegria, Aleluia,
R. Quando viram o Senhor. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 5, 7-8
Purificai-vos do velho fermento para serdes uma nova massa, visto que sois pães ázimos. Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado. Celebremos a festa, não com fermento velho nem com fermento de malícia e perversidade, mas com os pães ázi- mos da pureza e da verdade.
V. Ficai connosco, Senhor, Aleluia,
R. Porque já vem caindo a noite. Aleluia.
Oração
Senhor nosso Deus, que, para nos libertar do poder do inimigo, quisestes que o vosso Filho sofresse por nós o suplício da cruz, concedei aos vossos servos a graça da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 5, 8-10
Cristo, apesar de ser Filho de Deus, aprendeu a obediência no sofrimento e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se, para todos os que Lhe obedecem, causa de salvação eterna, Ele que foi proclamado por Deus sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedec.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Os discípulos exultaram de alegria. Aleluia, Aleluia.
R. Os discípulos exultaram de alegria. Aleluia, Aleluia.
V. Quando viram o Senhor.
R. Aleluia, Aleluia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Os discípulos exultaram de alegria. Aleluia, Aleluia.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Aleluia, Aleluia.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Aleluia, Aleluia.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Aleluia, Aleluia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Aleluia, Aleluia.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
