Será possível transmutar tristeza em alegria?
30 de junho de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 2 DE JULHO DE 2026
2 de julho de 2026Quarta-feira da Semana XIII do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Segundo Livro de Samuel 4, 2 – 5, 7
David reina sobre Israel. Conquista de Jerusalém
Naqueles dias, Isboset, filho de Saul, tinha ao seu serviço dois chefes de bando: um chamava-se baana, o outro Recab. Eram filhos de Rimon de Beerot, da tribo de Benjamim, porque também beerot era considerada de benjamim. Os habitantes de Beerot tinham-se refugiado em Gitaim e aí ficaram como imigrantes até ao dia de hoje. Jónatas, filho de Saul, deixara um filho que tinha os pés aleijados. Contava cinco anos de idade quando chegou a Jezrael a notícia do que sucedera a Saul e a Jónatas. A ama pegou nele e fugiu, mas na precipitação da fuga ele caiu e ficou aleijado. Chamava-se Mifiboset.
Os filhos de Rimon de Beerot, Recab e Baana, puseram-se a caminho e chegaram no calor do meio-dia a casa de Isboset, que estava a dormir a sesta. A porteira da casa, que estava a escolher trigo, adormecera também. Então os dois irmãos, Recab e baana, entraram furtivamente na casa, onde Isboset repousava no seu leito. Feriram-no mortalmente e deceparam-lhe a cabeça; depois tomaram a cabeça e caminharam toda a noite pela estrada de Araba.
Trouxeram a cabeça de Isboset a David, que estava em Hebron, e disseram ao rei: «Aqui está a cabeça de Isboset, filho de Saul, teu inimigo, que procurou tirar-te a vida. O Senhor concedeu hoje ao rei, meu senhor, plena vingança sobre Saul e a sua descendência». David, porém, respondeu a Recab e a seu irmão Baana, filhos de Rimon de Beerot, e disse-lhes: «Pelo Deus vivo, que me livrou de todos os perigos! Se a quem me veio anunciar que Saul tinha morrido e se julgava portador duma boa notícia, o mandei prender e matar em Siclag, para lhe pagar a sua boa mensagem, quanto mais agora, quando malfeitores foram matar um homem inofensivo em sua casa e no seu próprio leito, não deverei eu pedir-vos contas do seu sangue, exterminando-vos da face da terra?». E David deu ordens aos seus servos, que os mataram, lhes deceparam as mãos e os pés e os penduraram junto da piscina de Hebron. Quanto à cabeça de Isboset, sepultaram-na no túmulo de Abner, em Hebron.
Entretanto, todas as tribos de Israel foram ter com David a Hebron e disseram-lhe: «Nós somos dos teus ossos e da tua carne. Já antes, quando Saul era o nosso rei, eras tu quem dirigia as entradas e saídas de Israel. E o Senhor disse-te: ‘Tu apascentarás o meu povo de Israel, tu serás rei de Israel’». Todos os anciãos de Israel foram à presença do rei, em Hebron. O rei David concluiu uma aliança com eles, em Hebron, diante do Senhor, e eles ungiram David como rei de Israel. David tinha trinta anos quando começou a reinar e reinou durante quarenta anos. Em Hebron foi rei de Judá sete anos e seis meses, e em Jerusalém foi rei de Israel e de Judá trinta e três anos.
David marchou com os seus homens sobre Jerusalém, contra os jebuseus, que habitavam na região, e estes disseram-lhe: «Não entrarás aqui: os cegos e os coxos te hão-de repelir». Queriam dizer: «David não entrará aqui». Mas ele apoderou-se da fortaleza de Sião, que é a cidade de David.
RESPONSÓRIO Salmo 2, 2.6.1
R. Revoltam-se os reis da terra, e os príncipes conspiram juntos, contra o Senhor e contra o seu ungido: * Fui Eu quem ungiu o meu Rei sobre Sião, a minha montanha sagrada.
V. Porque se agitam em tumulto as nações e os povos intentam vãos projectos? * Fui Eu quem ungiu o meu Rei sobre Sião, a minha montanha sagrada.
SEGUNDA LEITURA
Do Livro chamado «Caminho de Perfeição», de Santa Teresa de Jesus, virgem
(Cap. 30, 1-5, BAC 120, 221-224) (Sec. XVI)
Venha a nós o vosso reino
Quem há, por mais irreflectido que seja, que, desejando pedir um favor a uma pessoa ilustre, não pensa primeiro como há-de fazer-lhe o pedido para lhe agradar e não ser molesto, e não considera bem o que há-de pedir e que necessidade tem daquilo que espera receber, em especial se pede coisas determinadas, como nos ensina a pedir o nosso bom Jesus? Parece-me que isto se deve ter muito em conta. Não poderíeis vós, Senhor, incluir tudo numa palavra e dizer: «Dai-nos, Pai, o que nos convém»? Para quem entende tudo tão perfeitamente, parece que não era preciso mais nada.
Oh sabedoria eterna! Para Vós e o vosso Pai isso bastava; e de facto assim pedistes no Horto: mostrastes a vossa vontade e o vosso temor, mas conformastes-Vos com a sua. Mas bem sabeis, Senhor, que não estamos tão conformados como Vós estáveis à vontade do vosso Pai e que precisamos de pedir coisas determinadas, para considerarmos se nos convém o que pedimos, e não o pedirmos se não nos convém. Porque, pelo nosso modo de ser, se não nos dão o que queremos – em virtude do livre arbítrio que temos – não admitiremos o que o Senhor nos der; porque, ainda que seja o melhor, como não vemos logo o dinheiro na mão, pensamos que nunca seremos ricos.
O bom Jesus manda-nos dizer estas palavras, pelas quais pedimos que venha a nós tal reino: Santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino. Vede como é grande a sabedoria do nosso Mestre. Consideremos agora – e é bom que o entendamos – o que pedimos com este «reino». Como a sua Majestade viu que, pelas nossas poucas forças, não podíamos santificar, nem louvar, nem engrandecer, nem glorificar o nome santo do Eterno Pai de maneira condigna, se não providenciasse para nos dar aqui o seu reino, por isso o nosso bom Jesus uniu um ao outro. A fim de entendermos o que pedimos e quanto nos convém insistir frequentemente para o alcançarmos e fazer quanto pudermos para contentar a quem no-lo há-de dar, quero dizer-vos neste lugar o que entendo acerca disto.
O maior bem que me parece que há no reino dos Céus (com muitos outros) é não ter em conta as coisas da terra, mas gozar em si mesmos sossego e glória, alegrar-se porque todos se alegram; uma paz perpétua, uma satisfação grande em si mesmos, porque vêem que todos santificam e louvam o Senhor e bendizem o seu nome e ninguém O ofende. Todos O amam e a própria alma não se preocupa com outra coisa senão com amá-l’O, nem pode deixar de O amar, porque O conhece. E assim O amaríamos já neste mundo, ainda que não com esta perfeição nem na sua essência, mas amá-l’O-íamos de um modo muito mais excelente do que O amamos, se O conhecêssemos.
RESPONSÓRIO
R. Aquele que sabe dar coisas boas a seus filhos, manda-nos pedir, procurar e chamar. * Tanto mais receberemos, quanto mais fielmente acreditarmos, firmemente esperarmos e ardentemente desejarmos.
V. Na oração podem mais as lágrimas que os discursos, mais os gemidos que as palavras. * Tanto mais receberemos, quanto mais fielmente acreditarmos, firmemente esperarmos e ardentemente desejarmos.
Oração
Senhor, que pela vossa graça nos tornastes filhos da luz, não permitais que sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Tobias 4, 14-15a.16ab.19
Presta atenção, filho, a todas as tuas obras e sê prudente nas tuas palavras. Não faças a ninguém o que não queres que te façam a ti. Reparte o teu pão com os famintos e os indigentes; e agasalha com as tuas vestes os que não têm com que se cobrir. Dá esmola de tudo o que tens em abundância. Bendiz o Senhor em todo o tempo e pede-Lhe que oriente os teus caminhos, para que cheguem a bom termo todos os teus projetos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Inclinai, Senhor, o meu coração para cumprir as vossas ordens.
R. Inclinai, Senhor, o meu coração para cumprir as vossas ordens.
V. Fazei-me viver segundo a vossa palavra.
R. Para cumprir as vossas ordens.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Inclinai, Senhor, o meu coração para cumprir as vossas ordens.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quarta-feira-da-semana-xiii-do-tempo-comum-8/>]
Quarta-feira da Semana XIII do Tempo Comum
Leitura I Am 5, 14-15. 21-24
Procurai o bem e não o mal,
para que vivais.
Assim, o Senhor, Deus do Universo, estará convosco,
como vós dizeis.
Detestai o mal e amai o bem,
restabelecei a justiça no tribunal.
Talvez o Senhor, Deus do Universo,
tenha compaixão dos sobreviventes de José.
Eu detesto e desprezo as vossa festas,
desgostam-Me as vossas reuniões sagradas.
Se Me ofereceis holocaustos e oblações,
Eu não quero aceitá-los;
e para os vossos sacrifícios de animais gordos,
nem sequer Me digno olhar.
Afastai de Mim o barulho dos vossos cânticos,
que Eu não quero ouvir o som das vossas harpas.
Mas fazei que o direito corra como as águas
e a justiça como rio inesgotável.
compreender a palavra
Perante a prática da injustiça e a desordem visível na vida social de Israel, Amós fala em nome do Senhor para que se renove a fidelidade à Aliança. O convite feito implica repor a justiça no tribunal, detestar o mal e amar o bem, procurar o Senhor. Desta forma voltarão à vida e serão atendidos pelo Senhor. Os sacrifícios, as assembleias e o culto que prestam não tem qualquer valor nem significado aos olhos do Senhor porque o verdadeiro culto começa na justiça e na prática do bem.
meditar a palavra
Do mesmo modo que Israel, também nós somos convidados a renovar a aliança com Deus. Precisamos analisar a vida pessoal e as suas implicações sociais para verificarmos se estamos a agir de acordo com os critérios do Senhor nosso Deus. O amor a Deus implica o amor ao próximo e as orações exigem um coração puro que procura o bem e a justiça nas atitudes concretas. Não amar o próximo e escolher o mal em vez do bem, é sinal de que não amamos a Deus. “Voltai para mim”, pode ser a palavra que ecoa hoje nos nossos corações e o desejo de renovar em Deus as nossas vidas.
rezar a palavra
Senhor, abre os meus olhos para poder perceber as injustiças que pratico e o mal que faço. Só reconhecendo posso emendar, só vendo posso decidir amar mais o bem que o mal e voltar para o teu amor. Sabes que não é fácil ver em nós mesmos o mal e a injustiça para com os outros. Se não for com a luz do teu olhar não chegarei a perceber o quanto necessito renovar-me em ti.
compromisso
Necessito fazer um exame de consciência sobre as minhas opções de cada dia.
Evangelho Mt 8, 28-34
Naquele tempo,
quando Jesus chegou à região dos gadarenos,
na outra margem do lago,
vieram ao seu encontro, saindo dos túmulos,
dois endemoninhados.
Eram tão furiosos
que ninguém se atrevia a passar por aquele caminho.
E disseram aos gritos:
«Que tens que ver connosco, Filho de Deus?
Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?».
Ora, perto dali,
andava a pastar uma grande vara de porcos.
Os demónios suplicavam a Jesus, dizendo:
«Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos».
Jesus respondeu-lhes: «Então ide».
Eles saíram e foram para os porcos.
Então os porcos precipitaram-se pelo despenhadeiro abaixo
e afogaram-se no lago.
Os guardadores fugiram
e foram à cidade contar tudo o que acontecera,
incluindo o caso dos endemoninhados.
Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus.
Quando O viram,
pediram-Lhe que Se retirasse do seu território.
compreender a palavra
A palavra apresenta o relato de um exorcismo. Jesus chega à terra dos gadarenos, território pagão, e é recebido por dois endemoninhados. O confronto é violento e Jesus expulsa os demónios e manda-os para os porcos. Em conclusão Jesus é afastado da cidade por todos os seus habitantes. O texto apresenta Jesus em terra pagã, o que só acontece neste caso em todo o evangelho de Mateus. Desta forma percebe-se que Jesus, sendo o Messias para Israel, não o é de forma exclusiva. Por outro lado, Jesus aparece a resolver uma situação que ninguém tinha sido capaz de resolver. Ninguém se podia aproximar dos endemoninhados e Jesus enfrentou-os e libertou-os. São sinais muito interessantes para a nossa reflexão.
meditar a palavra
A presença de Jesus em território pagão com poder para vencer os demónios, que ninguém consegue enfrentar, com uma única palavra e antes de tempo, como eles dizem, mostra o grande poder de Jesus. Os gadarenos estam mergulhados no reino dos demónios e dominados pelas suas forças. Tinham com o sagrado uma relação de sedução e medo. Jesus aproxima-se e transforma a opressão em libertação, mas eles permanecem no medo. Uma palavra de Jesus é suficiente para alterar toda a nossa relação com Deus, mas para isso é necessário deixar Jesus atuar de perto na nossa vida. Os gadarenos ouviram aquela palavra e iniciaram um caminho até chegarem perto de Jesus, mas depois, foram tomados pelo medo e pediram que se afastasse. Connosco pode suceder o mesmo.
rezar a palavra
“Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus”. Podia ter terminado aqui o relato evangélico, mas a verdade é que a última palavra foi um pedido para que se afastasse daquela terra. Escuto esta palavra, Senhor, e percebo como tantas vezes faço um esforço enorme para chegar junto de ti e depois tenho medo das consequências de me deixar seduzir por ti. A libertação que operas em mim com uma única palavra assusta-me, porque não sei viver em liberdade. Sinto a opressão da vida, do mundo, das ideias e dos desejos e quero libertar-me, mas depois não sei viver essa liberdade. Ajuda-me, Senhor, a estar contigo para aprender de ti a ser verdadeiramente livre.
compromisso
Quero sentar-me junto de Jesus e saborear a sua liberdade como caminho novo para a minha vida.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
Santo do dia
julho/2026
Santo AarãoO perfil de Aarão já foi magistralmente traçado pela Bíblia, que por outra parte é a única fonte para sua biografia. Além do amplo e articulado desenvolvimento dos cinco primeiros livros da Sagrada Escritura (o Pentateuco) há dois trechos na carta aos hebreus e no livro do Eclesiástico. A carta aos hebreus refere-se diretamente ao sacerdote Aarão no início do quinto capítulo, quando começa a reflexão sobre o significado e extensão do sacerdócio de Cristo: “Porquanto, todo sumo sacerdote, tirado do meio dos homens, é constituído em favor dos homens em suas relações com Deus. A sua função é oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. É capaz de ter compreensão pelos que ignoram e erram, porque ele mesmo está cercado de fraqueza. Pelo que deve oferecer sacrifícios tanto pelos pecados do povo como pelos seus próprios. Ninguém, pois, se atribua esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão” (Hb 5,1-4).O livro do Eclesiástico enaltece a figura de Aarão inserindo-o nos primeiros lugares na galeria de homens ilustres, aos quais Jesus Ben Sirac dá importância singular. Na exaltação destes nossos antepassados por geração, de fato, o Autor sagrado pode sublinhar os aspectos que lhe parecem mais significativos para o entendimento da aliança que Deus empreendeu com seu povo. E o sacerdócio de Aarão (e dos seus sucessores, até o contemporâneo Simeão) é dos mais qualificados.Irmão carnal de Moisés, foi glória para Aarão a de ser colaborador privilegiado (embora um tanto ciumento) do grande líder carismático que Deus enviou ao seu povo escravo no Egito para guiá-lo à terra prometida. “Exaltou (Deus) seu irmão Aarão, semelhante a ele da tribo de Levi. Fez com ele aliança eterna. Deu-lhe o sacerdócio do seu povo. E cumulou-o de felicidade e de glória.” O elogio prossegue com a descrição pormenorizada dos magníficos paramentos vestidos por Aarão no exercício do seu ministério.Honrou-o com esplêndidos ornamentos e veste de glória. “Moisés o consagrou e ungiu-o com o óleo santo. Constituiu uma aliança perene com ele e com seus descendentes, enquanto durar o céu: a de presidir o culto e exercer o sacerdócio e abençoar o povo em nome do Senhor”. Homem frágil e pecador, como todos, Aarão é, todavia, o modelo de colaboração com Deus para a realização de seu desígnio de amor.Fonte: “Um Santo para cada dia”, de Mario Sgarbossa e Luigi GiovanniniA Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Teodorico e Domiciano


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE . DE JUNHO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 13-14
Tende o vosso espírito alerta e sede vigilantes. Ponde toda a vossa esperança na graça que vos será concedida, quando Jesus Cristo Se manifestar. Como filhos obedientes, não vos conformeis com os desejos de outrora, quando vivíeis na ignorância.
V. Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
R. Ensinai-me as vossas veredas.
Oração
Senhor, Pai santo, Deus fiel, que enviastes o Espírito Santo para reunir os homens, dispersos pelo pecado, ajudai-nos a ser, no meio do mundo, fermento de unidade e de paz. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 15-16
À semelhança do Deus santo que vos chamou, sede santos, vós também, em todas as vossas acções, como está escrito: «Sede santos, porque Eu sou santo».
V. Revistam-se de justiça os vossos sacerdotes,
R. Exultem de alegria os vossos fiéis.
Oração
Deus omnipotente e misericordioso, que a meio do dia concedeis um descanso à nossa fadiga, olhai benignamente o trabalho começado, e, remediando as nossas fraquezas, levai a bom termo as nossas acções, segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tg 4, 7-8a. 10
Submetei-vos a Deus. Resisti ao demónio e ele fugirá de vós. Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-Se-á de vós. Humilhai-vos diante do Senhor e Ele vos exaltará.
V. Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
R. Para os que esperam na sua bondade.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, de braços abertos na cruz, morrestes pela salvação dos homens, fazei que todas as nossas acções Vos sejam agradáveis e sirvam para manifestar ao mundo a vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 1, 22.25
Sede cumpridores da palavra, não apenas ouvintes, pois seria enganar-vos a vós mesmos. Aquele que se aplica atentamente a considerar a lei perfeita, que é a lei da liberdade, e nela persevera, sem ser um ouvinte que se esquece mas que efectivamente a cumpre, esse encontrará a felicidade no seu modo de viver.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
R. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
V. Não permitais que minha almase junte aos pecadores.
R. E tende piedade de mim.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
