“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 9 DE JULHO DE 2026
9 de julho de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE JULHO DE 2026
11 de julho de 2026Sexta-feira da Semana XIV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Primeiro Livro dos Reis 1, 11-35; 2, 10-12
David escolhe Salomão para seu sucessor
Naqueles dias, disse Natã a Betsabé, mãe de Salomão: «Não ouviste dizer que Adonias, filho de Hagit, se fez rei sem que o saiba David, nosso senhor? Agora, vou dar-te um conselho para que salves a tua vida e a do teu filho Salomão. Vai ter com o rei David e diz-lhe: ‘Não é verdade, ó rei, meu senhor, que fizeste à tua serva este juramento: O teu filho Salomão reinará depois de mim, ele sentar-se-á no meu trono? Como foi então que Adonias se proclamou rei?’. E antes de acabares de falar com o rei, eu entrarei e confirmarei as tuas palavras».
Betsabé foi ter com o rei David aos seus aposentos. O rei era já muito velho e tinha ao seu serviço Abisag, a Sunamita. Betsabé pôs-se de joelhos e prostrou-se diante do rei, que lhe perguntou: «Que queres?». Ela respondeu: «Tu, meu senhor, fizeste à tua serva este juramento pelo Senhor teu Deus: ‘O teu filho Salomão reinará depois de mim, ele sentar-se-á no meu trono’. Mas Adonias acaba de se proclamar rei, e tu, ó rei, meu senhor, nem sequer o sabes. Imolou bois, bezerros gordos e grande quantidade de carneiros, e convidou todos os filhos do rei, o sacerdote Abiatar e o chefe do exército Joab; mas não convidou o teu servo Salomão. No entanto, ó rei, meu senhor, todo o Israel tem os olhos postos em ti, para que declares aquele que se há-de sentar em teu lugar no trono depois de ti. De contrário, quando o rei, meu senhor, adormecer com os seus pais, eu e meu filho Salomão seremos tratados como culpados».
Ainda ela falava ao rei, quando chegou o profeta Natã. Anunciaram ao rei: «Está ali o profeta Natã». Este chegou até junto do rei e prostrou-se diante dele com o rosto por terra. Natã perguntou: «Foste tu, ó rei, meu senhor, que disseste: ‘Adonias reinará depois de mim, é ele que se há-de sentar no meu trono?’. Porque hoje ele desceu para imolar grande quantidade de bois, de bezerros gordos e de carneiros, e convidou todos os filhos do rei, os chefes do exército e o sacerdote Abiatar; e agora eles comem e bebem diante dele, gritando: ‘Viva o rei Adonias!’. Mas a mim, teu servo, não me convidou, nem ao sacerdote Sadoc, a Benaias, filho de Jóiada, nem a Salomão teu servo. Terá sucedido isto por ordem do rei, meu senhor, sem que tivesses dado a conhecer aos teus servos quem deverá sentar-se depois de ti no trono do rei, meu senhor?».
O rei David respondeu: «Chamai Betsabé à minha presença». Ela entrou e ficou de pé diante dele. O rei fez-lhe este juramento: «Tão certo como estar vivo o Senhor, que me livrou de toda a angústia, assim eu cumprirei hoje mesmo o que te jurei pelo Senhor, Deus de Israel: ‘O teu filho Salomão reinará depois de mim, é ele que se há-de sentar no trono em meu lugar’». Betsabé ajoelhou-se e, prostrada, com o rosto por terra diante do rei, disse: «Viva para sempre o rei David, meu senhor!».
O rei David ordenou: «Chamai à minha presença o sacerdote Sadoc, o profeta Natã e Banaias, filho de Jóiada». Eles apresentaram-se diante do rei, que lhes disse: «Tomai convosco os servos do vosso senhor, fazei montar o meu filho Salomão na minha própria mula e levai-o a Gion. Aí o sacerdote Sadoc e o profeta Natã ungi-lo-ão rei de Israel. Então tocareis a trombeta e direis: ‘Viva o rei Salomão!’. Voltareis depois, atrás dele, e ele virá sentar-se no meu trono para reinar em meu lugar, porque foi a ele que eu constituí como soberano de Israel e de Judá».
O rei David adormeceu com seus pais e foi sepultado na cidade de David. O tempo do seu reinado sobre Israel foi de quarenta anos. Reinou sete anos em Hebron e trinta e três em Jerusalém. Salomão sentou-se no trono de seu pai David, e o seu reino consolidou-se firmemente.
RESPONSÓRIO Cant 3, 11; Salmo 71 (72), 1a.2b
R. Vinde, filhas de Sião, e vede o rei Salomão com o diadema com que o coroou sua mãe. * No dia da alegria do seu coração.
V. Meu Deus, dai ao rei o poder de julgar, e ele governará os vossos pobres com justiça. * No dia da alegria do seu coração.
SEGUNDA LEITURA
Da Epístola de São Clemente I, papa, aos Coríntios
(Nn. 50, 1 – 51, 3; 55, 1-4; Funk 1, 125-127.129) (Sec. I)
Felizes de nós se cumprirmos os mandamentos do Senhor na concórdia da caridade
Vede, irmãos caríssimos, como é grande e admirável a caridade e como é inefável a sua perfeição. Quem é capaz de viver na caridade, senão aqueles que Deus tornou dignos? Oremos e supliquemos-Lhe que pela sua misericórdia nos permita viver na caridade, irrepreensíveis e livres de toda a discórdia humana. Desde Adão até ao dia de hoje, todas as gerações passaram; mas aqueles que, pela graça de Deus, foram perfeitos na caridade, têm a sua morada entre os santos e manifestar-se-ão na vinda gloriosa do reino de Cristo. Assim está escrito: Entrai por um momento nas vossas moradas até que passe a minha ira e o meu furor; e recordar-Me-ei do dia favorável e vos farei ressurgir dos vossos sepulcros.
Felizes de nós, irmãos caríssimos, se cumprirmos os mandamentos do Senhor na concórdia da caridade, porque pela caridade nos são perdoados os nossos pecados. Assim está escrito: Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa e absolvido o pecado. Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade e em cuja boca não há mentira. Esta felicidade foi concedida àqueles que Deus escolheu por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Ele a glória pelos séculos dos séculos. Amen.
Peçamos perdão de todo o mal que praticámos, seduzidos pelas insídias do Adversário; e aqueles que foram os chefes da sedição e da discórdia devem considerar bem o que nos é comum na esperança. Com efeito, os que vivem no temor de Deus e na caridade preferem sofrer eles mesmos para que não sofram os outros; e preferem suportar a humilhação, para que não seja desacreditada aquela harmonia e concórdia que justa e honrosamente nos vem da tradição. É melhor para o homem confessar os seus pecados do que endurecer o seu coração.
Havendo, portanto, alguém entre vós que seja generoso, misericordioso e cheio de caridade, esse diga: «Se por minha causa surgiu a sedição, a discórdia e o cisma, então afasto-me, vou para onde quiserdes e faço o que a comunidade me ordenar, contanto que o rebanho de Cristo viva em paz com os presbíteros legitimamente constituídos». Quem proceder assim atrairá sobre si uma grande glória em Cristo e será bem recebido em toda a parte, porque do Senhor é a terra e tudo o que nela existe. Assim procedem e procederão os que vivem a vida divina, e disso nunca terão de se arrepender.
RESPONSÓRIO 1 Jo 4, 21; Mt 22, 40
R. É este o mandamento que recebemos de Deus: * Quem ama a Deus ame também o seu irmão.
V. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas. * Quem ama a Deus ame também o seu irmão.
Oração
Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Efésios 2, 13-16
Foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes dele, graças ao Sangue de Cristo. Cristo é, de fato, a nossa paz. Foi ele que fez de judeus e gentios um só povo, e derrubou o muro da inimizade que os separava, anulando, pela imolação do seu corpo, a Lei de Moisés com as suas prescrições e decretos. E assim, de uns e outros ele fez em si próprio um só homem novo, estabelecendo a paz. Pela cruz, reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só corpo, levando em si próprio a morte à inimizade.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
R. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
V. Manda-me do céu a salvação.
R. E me enche de benefícios.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-xiv-do-tempo-comum-11/>]
Sexta-feira da Semana XIV do Tempo Comum
Leitura I Os 14, 2-10
Assim fala o Senhor:
«Israel, converte-te ao Senhor, teu Deus,
porque foram os teus pecados que te fizeram cair.
Vinde com palavras de súplica,
voltai para o Senhor e dizei-Lhe:
“Perdoai todas as nossas faltas
e aceitai o dom que Vos oferecemos,
a homenagem dos nossos lábios.
Não é a Assíria que nos pode salvar;
não montaremos mais a cavalo,
nem chamaremos ‘Nosso Deus’ à obra das nossas mãos,
porque só em Vós o órfão encontra piedade”.
Curarei a sua infidelidade,
amá-los-ei generosamente,
pois a minha ira afastou-se deles.
Serei como orvalho para Israel,
que florirá como o lírio
e lançará raízes como o cedro do Líbano.
Os seus ramos estender-se-ão ao longe,
a sua opulência será como a da oliveira
e a sua fragrância como a do Líbano.
Voltarão a sentar-se à minha sombra,
farão reviver o trigo;
florescerão como a vinha,
criarão fama como o vinho do Líbano.
Que terá ainda Efraim de comum com os ídolos?
Sou Eu que o atendo e olho por ele.
Sou como o cipreste verdejante:
graças a Mim darás muito fruto».
Quem for sábio entenderá estas palavras,
quem for inteligente poderá compreendê-las.
Porque são rectos os caminhos do Senhor:
por eles caminham os justos
e neles tropeçam os pecadores.
compreender a palavra
O convite à conversão é um convite para pessoas inteligentes. Nem todos entendem que a verdadeira felicidade se encontra no Senhor que protege e ampara o órfão e perdoa ao pecador. Para muitos a felicidade está na força das armas de que a Assíria é símbolo e nas capacidades do homem de que os ídolos são sinal. Aquele que ouvir estas palavras e as compreender esse é sábio e inteligente. Dar ouvidos, é comparecer diante do Senhor com arrependimento e súplica “Perdoai todas as nossas faltas e aceitai o dom que Vos oferecemos, a homenagem dos nossos lábios”. Estes serão curados no amor e encontrarão no Senhor a vida feliz simbolizada nas expressões do profeta: “Sentar-se-ão à minha sombra… florescerão… graças a mim darás muito fruto… sou eu que o atendo e olho por ele”.
meditar a palavra
A experiência da vida leva-nos ao conhecimento do pecado como terreno escorregadio, no qual a vida se torna instável. Mas também a experiência de pecado se pode tornar um lugar de existência habitual, de modo que acabemos por pensar que viver é explorar até ao limite as novidades que o pecado nos proporciona. Enganados pela satisfação fácil dos nossos desejos e acompanhados por alguns que seguem pelo mesmo caminho, podemos chegar a pensar que estamos certos e que a felicidade está ali onde nos encontramos. O Senhor mostra-nos que, no final deste caminho, não vamos encontrar o fruto que desejamos. Nem a Assíria nos vai salvar nem os ídolos nos podem proteger. Só o Senhor protege o órfão e o pecador. E nós, sem o Senhor, somos órfãos desprotegidos e pecadores que ninguém sabe amar. Voltemos para o Senhor e seremos filhos perdoados no amor misericordioso de Deus. Esta decisão será um ato de inteligência e um sinal de sabedoria.
rezar a palavra
Ilumina a minha inteligência, Senhor, para conhecer os teus caminhos e dá-me a sabedoria para permanecer neles até ao fim. Confio, Senhor, em ti porque me chamas ao teu coração para me perdoar no amor. Aquilo que os meus pecados não merecem tu me ofereces gratuitamente no amor misericordioso, porque atendes a minha oração e olhas por mim como por um filho.
compromisso
Volto para o Senhor os meus olhos e suplico o perdão dos meus pecados.
Evangelho Mt 10, 16-23
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus apóstolos:
«Envio-vos como ovelhas para o meio de lobos.
Portanto, sede prudentes como as serpentes
e simples como as pombas.
Tende cuidado com os homens:
hão de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas sinagogas.
Por minha causa, sereis levados
à presença de governadores e reis,
para dar testemunho diante deles e das nações.
Quando vos entregarem,
não vos preocupeis em saber como falar nem com o que dizer,
porque nessa altura vos será sugerido o que deveis dizer;
porque não sereis vós a falar,
mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós.
O irmão entregará à morte o irmão
e o pai entregará o filho.
Os filhos hão de erguer-se contra os pais e causar-lhes a morte.
E sereis odiados por todos por causa do meu nome.
Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.
Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra.
Em verdade vos digo:
não acabareis de percorrer as cidades de Israel,
antes de vir o Filho do homem».
compreender a palavra
Jesus dá a conhecer aos discípulos os perigos que perseguirão os seus discípulos. Anunciar o Evangelho, colocar-se ao serviço de Jesus, ser mensageiro da salvação, não é tarefa fácil nem se trata de uma vida cómoda e instalada. O discípulo corre perigos e enfrentará dificuldades provocadas pelos homens até no seio da família, por causa de Jesus, por causa do seu nome. Desta forma darão testemunho com a própria vida, se necessário, mas não devem preocupar-se, assiste-os o Espírito do Pai. A recompensa será a salvação para todos os que perseverarem.
meditar a palavra
Esta palavra pede-me, essencialmente, que não me preocupe. Ser discípulo de Jesus traz consigo toda a espécie de dificuldades, perseguições, mal entendidos, julgamentos e condenações. Não é uma tarefa fácil. Não estar preocupado perante a adversidade que se abate contra mim, não é bem a minha maneira de reagir. Ficar sereno e tranquilo como se nada estivesse a acontecer, não costuma ser a minha forma de estar na vida. Bem sei que é o Espírito quem inspira a minha defesa. Jesus não diz para não me defender, mas para não me preocupar. E recorda que tudo é por causa dele, por causa do seu nome. A minha atenção volta-se para estas afirmações e faz-me perguntar: Tenho eu capacidade para aguentar todas as adversidades que o mundo me inflige por causa de Jesus? Não será necessário um grande amor a Jesus para assumir em mim um sofrimento que não tem a ver comigo, mas com Ele? Amo eu Jesus, ao ponto de ser capaz de aceitar o sofrimento que me vem de ser seu discípulo? Hoje mesmo hei de dar uma resposta.
rezar a palavra
Sinto-me como ovelha no meio de lobos, Senhor. Na minha própria vida, pelas minhas incapacidades, pela dificuldade de me assumir, de renunciar, de avançar e de viver por causa de ti, por causa do teu nome, sinto-me como ovelha no meio dos meus lobos interiores e também dos que estão fora de mim. Tu sabes, tu conheces os meus lobos, os meus impedimentos, as minhas próprias acusações e condenações. Tu conheces as partes de mim que não te aceitam e me atacam por causa de ti. Tu escutas como eu as condenações à morte que gritam dentro de mim. “Crucifica-o! Crucifica-o!”. Só tu me conheces. Fala, Senhor, em mim, pelo teu Espírito, para que persevere até ao fim.
compromisso
Vou recolher-me em oração para me fortalecer e poder vencer os meus lobos.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
Santa Verônica GiulianiSanta Verônica Giuliani, cuja memória é lembrada no dia 9 de julho, foi uma monja clarissa capuchinha e uma mística que não é da época medieval.Verônica nasce, pois, em 27 de dezembro de 1660, em Mercatello, no vale de Metauro, filha de Francisco Giuliani e Benedita Mancini; é a última de sete irmãs, das quais outras três abraçaram a vida monástica; deram-na o nome de Úrsula. Aos sete anos de idade, perde a sua mãe, e o pai muda-se para Piacenza como superintendente da alfândega do Ducado de Parma.Nesta cidade, Úrsula sente crescer em si o desejo de dedicar a vida a Cristo. O chamado se faz sempre mais presente, tanto que, aos 17 anos, entra na restrita clausura do mosteiro das Clarissas Capuchinhas da cidade de Castello, onde permanecerá por toda a sua vida. Lá recebe o nome de Verônica, que significa “verdadeira imagem”, e, de fato, ela se torna uma verdadeira imagem de Cristo Crucificado.Um ano depois, emite a solene profissão religiosa: inicia um caminho de configuração a Cristo, por meio de muitas penitências, grandes sofrimentos e algumas experiências místicas ligadas à Paixão de Jesus: a coroação de espinhos, o casamento místico, a ferida no coração e os estigmas.Em 1716, aos 56 anos, torna-se abadessa do mosteiro e será confirmada no cargo até a sua morte, em 1727, depois de uma dolorosíssima agonia de 33 dias que culminou numa profunda alegria, tanto que suas últimas palavras foram: “Encontrei o Amor, o Amor deixou-Se contemplar!” (Summarium Beatificationis, 115-120). No dia 9 de julho, deixa a morada terrena para encontrar-se com Deus. Tinha 67 anos, 50 deles vividos no mosteiro da cidade de Castello. É proclamada Santa em 26 de maio de 1839 pelo Papa Gregório XVI.Verônica Giuliani escreveu muito: cartas, relações autobiográficas, poesias. A fonte principal para reconstruir o seu pensamento é, no entanto, o seu Diário, iniciado em 1693: são 22 mil páginas manuscritas, que abrangem 34 anos de vida em clausura. A escritura flui espontânea e contínua, não existem riscos ou correções, nenhum sinal de interrupção ou distribuição do material em capítulos ou partes de acordo com um padrão predeterminado. Verônica não desejava compor uma obra literária; na verdade, foi obrigada a colocar por escrito suas experiências pelo Padre Jerônimo Bastos, religioso das Filipinas, de acordo com o Bispo diocesano Antonio Eustachi.Santa Verônica possui uma espiritualidade marcadamente cristológico-esponsal: é a experiência de ser amada por Cristo, Esposo fiel e sincero, e de desejar corresponder com um amor sempre mais envolvido e apaixonado. Nela, tudo é interpretado através da chave do amor, e essa lhe dá uma profunda serenidade. Cada coisa é vivida em união com Cristo, por amor seu, e com a alegria de poder demonstrar a Ele todo o amor do qual é capaz uma criatura.O Cristo ao qual Verônica está profundamente unida é aquele sofredor, da paixão, morte e ressurreição; é Jesus no ato da oferta ao Pai para salvar-nos. Dessa experiência, deriva também o amor intenso e sofredor pela Igreja, na dupla forma da oração e da oferta. A Santa vive nesta ótica: ora, sofre, busca a “pobreza santa”, como expropriação, perda de si (cfr. ibid., III, 523), propriamente para ser como Cristo, que doou tudo de si mesmo.Resumo da Catequese do Papa Bento XVIA Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Bvs. Francisco, Abdul-Muti e Rafael Masabki/ Maurício e Verônica Giuliani.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 10 DE JULHO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 1, 31b
O Senhor conduziu-vos, como um pai conduz o seu filho, por todo o caminho por onde andastes até chegar a este lugar.
V. Amparai-me, Senhor, segundo a vossa promessa, para que eu viva
R. E não seja confundido em minha esperança.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que na hora de Tércia fostes levado ao suplício da cruz pela salvação do mundo, ajudai-nos a chorar os pecados da vida passada e a evitar as faltas no futuro. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Bar 4, 28-29
Quisestes apartar-vos de Deus: ponde agora dez vezes mais zelo em procurá-l’O. Aquele que sobre vós fez cair a catástrofe, dar-vos-á, com a libertação, a alegria eterna.
V. No Senhor está a misericórdia
R. E com Ele abundante redenção.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que à luz do meio-dia, enquanto as trevas envolviam o mundo, subistes à cruz para nossa salvação, concedei-nos sempre a vossa luz, para que ilumine os nossos caminhos e nos conduza à vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 1, 13-15
Não foi Deus quem fez a morte, nem Ele se alegra com a perdição dos vivos. Pela criação deu o ser a todas as coisas, e o que nasce no mundo destina-se ao bem. Em nada existe o veneno que mata, nem o poder da morte reina sobre a terra, porque a justiça é imortal.
V. O Senhor salvou a minha vida da morte,
R. Para andar na presença do Senhor, à luz da vida.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, suspenso na cruz, recebestes no reino eterno o ladrão arrependido, aceitai benignamente a humilde confissão das nossas culpas e abri-nos também a nós, depois da morte, as portas do paraíso. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Cor 2, 7-10a
Nós falamos da sabedoria de Deus, misteriosa e oculta, que já antes dos séculos Deus tinha destinado para a nossa glória. Nenhum dos príncipes deste mundo a conheceu; porque, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Mas, como está escrito: «Nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pelo pensamento do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam». Mas a nós, Deus o revelou por meio do Espírito Santo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo morreu pelos nossos pecados, para nos oferecer a Deus.
R. Cristo morreu pelos nossos pecados, para nos oferecer a Deus.
V. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito.
R. Para nos oferecer a Deus.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo morreu pelos nossos pecados, para nos oferecer a Deus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
