“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE JULHO DE 2026
28 de julho de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 30 DE JULHO DE 2026
30 de julho de 2026Quarta-feira da Semana XVII do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Segunda Epístola aos Coríntios 10, 1 – 11, 6
Apologia do Apóstolo
Irmãos: Sou eu mesmo, Paulo, que vos exorto, pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que na vossa presença me mostro humilde, mas, quando ausente, sou ousado convosco. Rogo-vos que não me obrigueis a usar, quando eu estiver presente, a minha autoridade, como penso fazer contra aqueles que julgam que procedemos segundo a carne.
Porque, embora vivamos na carne, não é segundo a carne que lutamos. As armas do nosso combate não são carnais, mas tão poderosas em Deus que são capazes de destruir fortalezas. Destruímos todos os sofismas e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus. Reduzimos todo o pensamento à obediência de Cristo e estamos prontos a castigar qualquer desobediência, desde que a vossa obediência seja perfeita.
Encarai as coisas de frente. Se alguém está convencido de que pertence a Cristo, considere no seu íntimo que, se ele é de Cristo, também nós o somos. Porque ainda que eu me orgulhasse algum tanto do poder que o Senhor nos concedeu para vossa edificação e não para vossa ruína, não teria de que me envergonhar. Mas não quero dar a impressão de querer intimidar-vos com as minhas cartas. «As cartas – dizem alguns – são duras e enérgicas, mas a presença pessoal é fraca e a linguagem desprezível». Considere bem isto quem assim falar: somos o mesmo em palavras pelas nossas cartas, quando ausentes, e nas obras, quando presentes.
De facto, não nos atrevemos a igualar-nos ou a comparar-nos a alguns que se elogiam a si mesmos; ao medirem-se consigo próprios e ao compararem-se a si próprios, dão mostras de pouca inteligência. Quanto a nós, não vamos gloriar-nos desmedidamente, mas só na medida da norma que Deus nos atribuiu e pela qual chegámos também até junto de vós. Assim não ultrapassámos os nossos limites, como seria se não conseguíssemos chegar até vós, porque chegámos até vós com a pregação do Evangelho de Cristo. Não nos gloriamos desmedidamente com os trabalhos alheios, mas temos esperança de que o aumento da vossa fé nos engrandeça cada vez mais entre vós, segundo a norma que nos foi dada, de modo que possamos levar o Evangelho além das vossas fronteiras, sem termos de gloriar-nos dos trabalhos já realizados por outrem. Quem se gloria, glorie-se no Senhor, porque não é aquele que se recomenda a si mesmo que é aprovado, mas aquele que o Senhor recomenda.
Podereis vós suportar-me um pouco de insensatez? Estou certo de que a suportareis. Sinto por vós um ciúme semelhante ao ciúme de Deus, porque vos desposei com um só esposo, que é Cristo, a quem devo apresentar-vos como virgem pura.
Mas receio que, assim como Eva foi seduzida pela astúcia da serpente, os vossos pensamentos sejam corrompidos e se afastem da simplicidade para com Cristo. De facto, se alguém vier pregar-vos outro Jesus diferente d’Aquele que vos pregámos, ou se vos oferecer um Espírito diferente d’Aquele que recebestes, ou um Evangelho diferente daquele que aceitastes, vós o suportareis muito bem. Mas eu penso que em nada sou inferior a esses eminentes apóstolos. Se eu sou inculto na arte de falar, não o sou na ciência, como sempre e em tudo vos temos claramente mostrado.
RESPONSÓRIO 2 Cor 10, 3-4a; Ef 6, 16a, 17b
R. Embora vivamos na carne, não é segundo a carne que lutamos. * As armas do nosso combate não são carnais.
V. Tomai o escudo da fé e a espada do espírito, que é a palavra de Deus. * As armas do nosso combate não são carnais.
SEGUNDA LEITURA
Dos sermões de São Bernardo, abade
(Sermo 3 in Assumptione beatæ Mariæ Virginis, 4. 5: PL 183, 423. 424).
Na nossa casa o ordenamento da caridade
distribuiu três ministérios
Consideremos, irmãos, como uma caridade bem ordenada distribuiu três diferentes ocupações na nossa casa, dando a administração a Marta, a contemplação a Maria e a penitência a Lázaro. Qualquer alma perfeita tem tudo isso conjuntamente; todavia cada uma dessas ocupações parece convir mais a um do que a outros, de modo que se dedicam uns à santa contemplação, outros ao serviço dos seus irmãos e outros, por fim, a refletirem de alma amargurada nos anos da sua vida, como feridos dormindo nos sepulcros. Eis meus irmãos, sim: eis como Maria deve pensar no seu Deus com piedosos e elevados sentimentos, Marta no seu próximo com disposições de benevolência e de misericórdia e Lázaro em si mesmo com humildade e comiseração.
Considere cada qual em que situação se encontra. «Se estes três homens – Noé, Daniel e Job – se encontrarem nessa cidade, livrar-se-ão a si mesmos pela sua justiça, diz o Senhor, mas não poderão livrar nem filho nem filha». Não adulo ninguém e oxalá que também nenhum de vós se iluda! Os que não receberam qualquer ocupação, nenhum cargo para desempenhar, devem manter-se sentados, ou aos pés de Jesus com Maria, ou então no fundo do sepulcro com Lázaro. E porque não haveria Marta de andar atarefada com muitas coisas, se ela tem por função ocupar-se de todos os outros? Mas a ti, que não tens essa incumbência, resta-te uma das outras duas: ou não ficares perturbado, e antes te deleitares mais no Senhor ou, se ainda não és disso capaz, a não te preocupares com mais nada, mas somente contigo, como diz de si próprio o Profeta.
Mas também a própria Marta deve ser advertida de que o que acima de tudo se requer nos administradores é que sejam fiéis. Ora será fiel se procura os interesses de Jesus Cristo e não os seus, se tiver uma intenção pura, se faz a vontade de Deus e não a sua, se, enfim, a sua atividade for bem regulada. Há quem não tenha o olhar puro e receberá a sua recompensa. Outros há que se deixam guiar pelos seus próprios impulsos e tudo o que fazem está contaminado pela marca da sua vontade própria que aí fica gravada.
Vem agora comigo ao canto nupcial e consideremos como o Esposo, quando chama a si a Esposa, nem omite alguma destas três coisas nem lhes acrescenta nada: «Levanta-te – diz ele – vem daí, ó minha bem amada, formosa minha, minha pomba e vem!». Não será bem amada, porventura, a alma que só pensa nos interesses do seu Senhor e leva a sua fidelidade ao ponto de por Ele sacrificar a sua vida? Porque, de todas as vezes que, pelo mais pequenino dos que Lhe pertencem, ela interrompe a sua ocupação espiritual, ela sacrifica, espiritualmente falando, a sua vida por Ele. Porventura não será formosa a alma que, contemplando de rosto descoberto a glória do Senhor, se transforma nessa mesma imagem e avança de claridade em claridade como por obra do próprio Espírito do Senhor? E, por fim, não será pomba a alma que suspira e geme nas fendas do rochedo, nas frestas dos penhascos, como se estivesse sepultada sob uma lápide tumular?
RESPONSÓRIO Cf. Jo 12, 1-3
R. Depois de Jesus ter ressuscitado Lázaro, ofereceram‑Lhe uma ceia em Betânia, * E Marta servia à mesa.
V. Maria tomou uma libra de perfume precioso e ungiu os pés de Jesus. * E Marta servia à mesa.
Oração
Senhor nosso Deus, cujo Filho chamou de novo Lázaro do sepulcro para a vida e aceitou a hospitalidade que Marta Lhe oferecia em sua casa, concedei-nos que, servindo a Cristo em cada um dos nossos irmãos, mereçamos ser alimentados com Maria na meditação da sua palavra. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Rom 12, 1-2
Peço-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, que vos ofereçais a vós mesmos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, como culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe é agradável, o que é perfeito.
RESPONSÓRIO BREVE
V. A lei de Deus está no seu coração.
R. A lei de Deus está no seu coração.
V. Os seus passos não vacilam.
R. A lei de Deus está no seu coração.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. A lei de Deus está no seu coração.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quarta-feira-da-semana-xvii-do-tempo-comum-11/>]
Quarta-feira da Semana XVII do Tempo Comum
Santos Marta, Maria e Lázaro
Memória
Marta era irmã de Maria e de Lázaro. Quando recebia o Senhor em sua casa de Betânia, próximo de Jerusalém, servia-O com grande diligência e com a sua oração, obteve a ressurreição de seu irmão.
Leitura I (Anos pares) Jr 15, 10.16-21
Como sou infeliz, minha mãe!
Porque me trouxestes ao mundo?
Sou um homem contestado e perseguido em toda a terra!
Ninguém me deve e eu não devo nada a ninguém;
e no entanto sou amaldiçoado por todos.
Quando apareciam as vossas palavras, Senhor,
eu tomava-as como alimento.
A vossa palavra era o encanto e a alegria do meu coração,
porque sobre mim foi invocado o vosso nome,
Senhor, Deus do Universo.
Nunca me sentei com os folgazões para me divertir;
sob o peso da vossa mão sentei-me solitário,
porque a vossa indignação enchia a minha alma.
Porque não tem fim a minha dor,
porque não tem cura a minha ferida?
Vós sois para mim como o ribeiro enganador,
em cujas águas não se pode confiar.
Então o Senhor falou-me, dizendo:
«Se quiseres voltar, Eu farei que voltes,
para estares na minha presença.
Se separares o metal das impurezas,
tu serás como a minha boca.
São eles que virão ter contigo
e não tu a ir ao seu encontro.
Farei de ti para este povo
uma forte muralha de bronze:
lutarão contra ti, mas não poderão vencer-te,
porque Eu estou contigo para te proteger e salvar.
Eu te livrarei das mãos dos malvados,
Eu te salvarei do poder dos violentos».
Compreender a Palavra
Sente-se nas palavras do profeta que ele perdeu a confiança e isso levou-o à solidão e à tristeza. Afinal, dedicou-se inteiramente ao serviço do Senhor anunciando a sua palavra, ele que sempre acolheu a palavra com alegria, como um alimento, mas recebeu em troca a maldição de todos. Como confiar no Senhor a quem serviu com tanta dedicação? O Senhor tornou-se para ele “como um ribeiro enganador, em cujas águas não se pode confiar”. O Senhor responde ao profeta abrindo-lhe um caminho de regresso. Caíste na solidão e o desânimo tomou conta de ti porque encontraste oposição entre aqueles a quem foste enviado. Muito bem, agora pode voltar para mim. Começa a ver melhor distinguindo o metal das impurezas, não metas tudo no mesmo saco. Então tudo será como antes, “farei de ti uma muralha de bronze”. “Eu estou contigo… eu te livrarei… eu te salvarei”.
Meditar a Palavra
O sentimento de ausência de Deus é muito comum sobretudo no sofrimento. Ninguém entende por que razão Deus se afasta quando mais precisamos dele. O profeta que entregou a vida ao serviço do Senhor, também não entende por que motivo, ele que anunciou com alegria a palavra de Deus, se vê rodeado de inimigos, opositores e adversários que o querem esmagar. Não entende que Deus não mostre o seu poder vindo em sua defesa. Sente-se só, abandonado. Percebe que não valeu a pena tanto esforço, tanta dedicação. Valia mais ter gozado a vida comendo e bebendo como os outros. Os momentos de desânimo não são bons concelheiros, não são o momento indicado para decisões importantes. É necessário deixar passar a instabilidade para discernir entre o metal e as impurezas. Afinal o Senhor esteve sempre presente, a salvar, a proteger. Se o sofrimento não deixa ver essa presença a culpa não é de Deus, ele está presente e repete “eu farei que voltes, para estares na minha presença”.
Rezar a Palavra
No meio da angústia chamo por ti Senhor, estende para mim a tua mão e vem salvar-me. Só tu és o meu salvador, a rocha segura, o refúgio onde posso ocultar-me aos olhos dos meus inimigos e refazer as minhas forças para a luta. Senhor meu Deus, faz-me voltar, mostra-me o teu rosto e serei salvo.
Compromisso
Vencer o desânimo com os olhos postos no Senhor que chama.
Evangelho: Mt 13, 44-46
Naquele tempo,
disse Jesus à multidão:
«O reino dos Céus é semelhante
a um tesouro escondido num campo.
O homem que o encontrou tornou a escondê-lo
e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía
e comprou aquele campo.
O reino dos Céus é semelhante
a um negociante que procura pérolas preciosas.
Ao encontrar uma de grande valor,
foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola».
Compreender a Palavra
Com estas duas parábolas, Jesus, pretende dizer à multidão que há “algo” de tal modo totalizante que vale mais do que tudo o que possuímos. Gastar a vida por coisas importantes mas não totalizantes e não procurar este bem maior, que está ao nosso alcance e pelo qual vale a pena deixar tudo, é sinal de insensatez. Aquele que encontra o tesouro, a pérola de grande valor, não hesita e vai vender tudo para adquirir o bem maior, que descobriu. Que bem maior é este?
Meditar a Palavra
Procuro incansavelmente o meu bem-estar, a satisfação das minhas necessidades imediatas e dos meus desejos mais exorbitantes. Sou capaz de tudo para alcançar estes bens a que habituei o meu coração. Sei que todas estas coisas são passageiras e que não poderei garantir a sua posse para sempre. Mesmo assim, não regateio esforços para os alcançar. Jesus ensina-me que há um bem maior, esse bem é ele mesmo, o Pai, a vida eterna, que se alcança pela escuta da sua palavra que ensina o nosso coração a querer o verdadeiro tesouro.
Rezar a Palavra
“Foi vender tudo quanto possuía”. Esta decisão é radical. Compreender o encontro contigo, Senhor, como algo tão extraordinariamente rico que vale a pena vender tudo para poder estar contigo, para te ter em minha vida, parece loucura. Ensina o meu coração a procurar sempre este bem maior que és tu na minha vida.
Compromisso
Vou estar atento, às minhas decisões, para não passar por cima do tesouro que o Senhor colocou no terreno da minha própria vida.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
Santa MartaAs Escrituras contam que, em seus poucos momentos de descanso ou lazer, Jesus procurava a casa de amigos em Betânia, local muito agradável há apenas três quilômetros de Jerusalém. Lá moravam Marta, Lázaro e Maria, três irmãos provavelmente filhos de Simão, o leproso. Há poucas, mas importantíssimas citações de Marta nas Sagradas Escrituras.É narrado, por exemplo, o primeiro momento em que Jesus pisou em sua casa. Por isso existe a dúvida de que Simão fosse mesmo o pai deles, pois a casa é citada como se fosse de Marta, a mais velha dos irmãos. Mas ali chegando, Jesus conversava com eles e Maria estava aos pés do Senhor, ouvindo sua pregação. Marta, trabalhadora e responsável, reclamou da posição da irmã, que nada fazia, apenas ouvindo o Mestre. Jesus aproveita, então, para ensinar que os valores espirituais são mais importantes do que os materiais, apoiando Maria em sua ocupação de ouvir e aprender.Fala-se dela também quando da ressurreição de Lázaro. É ela quem mais fala com Jesus nesse acontecimento. Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido. Mas mesmo agora, eu sei que tudo o que pedires a Deus, Deus dará”.Trata-se de mais uma passagem importante da Bíblia, pois do evento tira-se um momento em que Jesus chora: “O pranto de Maria provoca o choro de Jesus”. E o milagre de reviver Lázaro, já morto e sepultado, solicitado com tamanha simplicidade por Marta, que exemplifica a plena fé na onipotência do Senhor.Outra passagem é a ceia de Betânia, com a presença de Lázaro ressuscitado, uma prévia da última ceia, pois ali Marta serve a mesa e Maria lava os pés de Jesus, gesto que ele imitaria em seu último encontro coletivo com os doze apóstolos.Esta nobre hospedeira do Senhor queria que sua irmã também se dedicasse a Ele, pois lhe parecia que nada no mundo era demais para servir a um hóspede tão importante. Depois da ascensão do Senhor, quando os discípulos se dispersaram, ela, seu irmão Lázaro, sua irmã Maria Madalena e também o beato Maximino – que os havia batizado, e ao qual ela tinha sido confiada pelo Espírito Santo – foram, junto com muitos outros, colocados pelos infiéis num navio sem remos, velas, lemes e alimentos. Conduzidos por Deus, chegaram a Marselha. De lá, foram a Aix-en-Provence, onde converteram a população local.A bem-aventurada Marta era muito eloquente e simpática com todos.Havia naquela época na região do Ródano, na floresta entre Arles e Avignon, um dragão metade animal, metade peixe, mais gordo que um boi, mais comprido que um cavalo, com dentes cortantes como espadas e pontiagudos como cornos, munido de cada lado de dois escudos. Ele se escondia no rio para afundar barcos e matar todos os que por ali passavam. A pedido do povo, Marta foi até a floresta, onde o encontrou comendo um homem, jogou nele água benta e mostrou-lhe uma cruz. Instantaneamente vencido, imóvel, como uma ovelha, Marta o amarrou com seu cinturão e ele foi morto pelo povo com golpes de lanças e pedradas.O dragão era chamado pelo povo de Tarascono, e em memória disso o lugar ainda é conhecido por Tarascon, em vez de Nerluc, como antes. Foi aí que a bem-aventurada Marta passou a viver, com a concordância de seu mestre Maximino e de sua irmã, entregando-se a orações e jejuns ininterruptos. Mais tarde, depois de ter reunido um grande número de seguidoras, ela ali levantou uma grande basílica em honra da bem-aventurada Maria sempre virgem.Os primeiros a dedicarem uma festa litúrgica a santa Marta foram os frades franciscanos, em 1262, e o dia escolhido foi 29 de julho. Ela se difundiu e o povo cristão passou a celebrar santa Marta como a padroeira do lar, das cozinheiras, donas de casa, faxineiras, casas de hóspedes, hoteleiros, lavadeiras e das irmãs de caridade.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Olavo, Beatriz de Roma.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 29 DE JULHO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 13-14
Tende o vosso espírito alerta e sede vigilantes. Ponde toda a vossa esperança na graça que vos será concedida, quando Jesus Cristo Se manifestar. Como filhos obedientes, não vos conformeis com os desejos de outrora, quando vivíeis na ignorância.
V. Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
R. Ensinai-me as vossas veredas.
Oração
Senhor, Pai santo, Deus fiel, que enviastes o Espírito Santo para reunir os homens, dispersos pelo pecado, ajudai-nos a ser, no meio do mundo, fermento de unidade e de paz. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 15-16
À semelhança do Deus santo que vos chamou, sede santos, vós também, em todas as vossas acções, como está escrito: «Sede santos, porque Eu sou santo».
V. Revistam-se de justiça os vossos sacerdotes,
R. Exultem de alegria os vossos fiéis.
Oração
Deus omnipotente e misericordioso, que a meio do dia concedeis um descanso à nossa fadiga, olhai benignamente o trabalho começado, e, remediando as nossas fraquezas, levai a bom termo as nossas acções, segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tg 4, 7-8a.10
Submetei-vos a Deus. Resisti ao demónio e ele fugirá de vós. Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-Se-á de vós. Humilhai-vos diante do Senhor e Ele vos exaltará.
V. Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
R. Para os que esperam na sua bondade.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, de braços abertos na cruz, morrestes pela salvação dos homens, fazei que todas as nossas acções Vos sejam agradáveis e sirvam para manifestar ao mundo a vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 8, 28-30
Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam, dos que são chamados segundo o seu desígnio. Porque aos que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogénito de muitos irmãos. E àqueles que predestinou, também os chamou; e àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou, também os glorificou.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor é justo e ama a justiça.
R. O Senhor é justo e ama a justiça.
V. Os homens rectos contemplarão a sua face.
R. O Senhor é justo e ama a justiça.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor é justo e ama a justiça.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
