“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 13 DE AGOSTO DE 2026
13 de agosto de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE AGOSTO DE 2026
15 de agosto de 2026Sexta-feira da Semana XIX do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Miqueias 6, 1-15
O Senhor julga o seu povo
Escutai o que diz o Senhor:
«Levanta-te, abre um processo diante dos montes,
oiçam as colinas a tua voz».
Escutai, ó montes, o juízo do Senhor;
prestai atenção, fundamentos da terra,
porque o Senhor tem um processo contra o seu povo,
está em demanda contra Israel:
«Meu povo, que te fiz Eu? Em que te ofendi? Responde-me.
Tirei-te da terra do Egipto,
livrei-te da casa de escravidão
e pus à tua frente Moisés, Aarão e Maria.
Lembra-te, meu povo, do que maquinava balac, rei de Moab,
e do que lhe respondeu Balaão, filho de Beor;
recorda o que sucedeu desde Chitim até Gálgala,
para reconheceres os benefícios do Senhor».
– «Com que me apresentarei diante do Senhor
e me inclinarei diante do Deus das alturas?
Apresentar-me-ei com holocaustos, com novilhos de um ano?
Agradarão ao Senhor milhares de carneiros ou rios de azeite?
Oferecerei o meu primogénito para expiar a minha culpa,
o fruto das minhas entranhas para expiar o meu pecado?»
Já te foi indicado, ó homem, o que deves fazer,
o que o Senhor exige de ti:
praticar a justiça e amar a misericórdia,
e ser humilde diante de Deus.
A voz do Senhor interpela a cidade
– é sabedoria temer o seu nome –:
«Escutai, tribo e assembleia da cidade.
Poderei Eu suportar na casa do ímpio
os tesouros mal adquiridos e as medidas desfalcadas?
Poderei considerar inocentes
as balanças viciadas e o saco de pesos falsos?
Porque os ricos estão cheios de violência
e os habitantes dizem mentiras
e têm na boca uma língua depravada.
Por isso comecei a castigar-te
e a entregar-te à ruína por causa dos teus pecados.
Comerás e não poderás saciar-te;
a fome reinará em tua casa.
Farás reservas e não conseguirás salvá-las,
e o que puderes salvar, entregá-lo-ei à espada.
Semearás, mas não poderás colher;
moerás a azeitona, mas não te servirás do azeite;
pisarás as uvas, mas não beberás o vinho».
RESPONSÓRIO Miq 6, 8; Salmo 36 (37), 3
R. Já te foi indicado, ó homem, o que deves fazer, o que o Senhor exige de ti: * Pratica a justiça, ama a piedade e sê humilde diante de Deus.
V. Confia no Senhor, pratica o bem e possuirás a terra. * Pratica a justiça, ama a piedade e sê humilde diante de Deus.
SEGUNDA LEITURA
Das Cartas de S. Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir
(Scritti del P. Massimiliano M. Kolbe, trad. ital., vol. I, p. I., Padova 1971, pp. 75-77; 166) (Sec. XX)
O zelo apostólico
pela salvação e santificação das almas
Sinto grande alegria, querido irmão, pelo teu ardente zelo pela glória de Deus. Nos nossos tempos, infelizmente, vemos com tristeza propagar se sob várias formas uma certa epidemia, a que chamam “indiferentismo”, não só entre os leigos mas também entre os religiosos. No entanto, porque Deus é digno de infinita glória, o nosso primeiro e mais importante objectivo é promover a sua glória, tanto quanto pode a nossa humana fraqueza, embora nunca possamos prestar Lhe a glória que Ele merece, dado que somos frágeis criaturas.
Uma vez, porém, que a glória de Deus resplandece sobretudo na salvação das almas que Cristo resgatou com o seu próprio sangue, o principal e mais profundo empenho da vida apostólica deve ser o de procurar a salvação do maior número de almas e a sua mais perfeita santificação. Sobre o caminho mais apto para este fim, isto é, para promover a glória divina e a santificação das almas, poucas palavras direi. Deus, que na sua infinita ciência e sabedoria conhece perfeitamente o que devemos fazer em todas as circunstâncias para promover a sua maior glória, manifesta nos normalmente a sua vontade através dos seus representantes na terra.
É a obediência, e só ela, que nos manifesta com certeza a vontade divina. É possível que o superior cometa um erro, mas não é possível que nós, seguindo a obediência, sejamos induzidos em erro. A única excepção para não obedecer seria quando o superior mandasse alguma coisa que implicasse claramente uma transgressão da lei divina, por mais pequena que seja: nesse caso ele não seria intérprete fiel da vontade de Deus.
Só Deus é infinito, sapientíssimo, santíssimo; só Deus é Senhor clementíssimo, nosso Criador e nosso Pai, princípio e fim, sabedoria, poder e amor; Deus é tudo isto. Portanto, tudo o que se encontra fora de Deus, tudo o que não é Deus, só tem valor na medida em que se refere a Ele, que é o Criador de todas as coisas e o Redentor dos homens, o fim último de toda a criação. É Ele de facto que nos manifesta a sua adorável vontade por meio dos seus representantes na terra e nos atrai a Si, querendo também por meio de nós atrair as almas e uni las a Si na mais perfeita caridade.
Vê, irmão, como é grande, pela misericórdia de Deus, a dignidade da nossa condição. Pela obediência, apesar dos limites da nossa pequenez, como que nos transcendemos, conformando nos à vontade divina, que, na sua infinita sabedoria e prudência, nos dirige para procedermos rectamente. Mais: aderindo à vontade de Deus, a que nenhum ser criado pode resistir, tornamo nos mais fortes que todas as coisas.
É este o caminho da sabedoria e da prudência; é este o único caminho pelo qual podemos dar maior glória a Deus. Se houvesse outro caminho mais apto, Cristo no lo teria certamente manifestado com a sua palavra e o seu exemplo. Mas a Escritura divina resume a sua vida, durante a longa permanência em Nazaré, com estas palavras: Era lhes submisso; e insinua claramente que o resto da sua vida se passou sob o signo da obediência, declarando a cada passo que desceu à terra para fazer a vontade do Pai.
Amemos, portanto, irmãos, amemos com todo o coração o amantíssimo Pai celeste, e seja a nossa obediência a prova real desta caridade perfeita, que deve pôr se em prática sobretudo quando se nos pede o sacrifício da própria vontade. De facto, para progredir no amor de Deus, não conhecemos livro mais sublime que Jesus Cristo crucificado.
Tudo isto o alcançaremos mais facilmente por intermédio da Virgem Imaculada, a quem Deus, com infinita bondade, tornou dispenseira da sua misericórdia. Não há dúvida alguma de que a vontade de Maria é para nós a própria vontade de Deus. Se a ela nos consagramos, como instrumentos nas suas mãos, como ela o foi nas mãos de Deus, tornamo nos verdadeiramente instrumentos da misericórdia divina. Deixemo nos portanto, dirigir por ela, deixemo nos conduzir por ela, e fiquemos tranquilos e seguros sob o seu amparo: ela própria olhará por nós em todas as coisas, ela tudo providenciará; ela nos socorrerá prontamente nas necessidades de corpo e alma, ela nos livrará de todas as angústias e dificuldades.
RESPONSÓRIO Ef 5, 1-2; 6, 6
R. Sede imitadores de Deus, como filhos muito amados, e caminhai na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e Se entregou por nós, * Oferecendo-Se como sacrifício agradável a Deus.
V. Como servos de Cristo, que fazem a vontade de Deus com todo o coração. * Oferecendo-Se como sacrifício agradável a Deus.
Oração
Deus de infinita bondade, que inspirastes a São Maximiliano Maria, presbítero e mártir, uma ardente devoção à Virgem Imaculada e o fortalecestes no zelo das almas e no amor ao próximo, concedei-nos, por sua intercessão, que, trabalhando generosamente pela vossa glória ao serviço dos homens, possamos conformar‑nos até à morte com vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
2 Cor 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para podermos consolar aqueles que estão atribulados, por meio do conforto que nós próprios recebemos de Deus. Assim como abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também por Cristo abunda a nossa consolação.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória.
R. O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória.
V. Foi Ele o meu Salvador.
R. E a minha glória.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-xix-do-tempo-comum-11/>]
Sexta-feira da Semana XIX do Tempo Comum
São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir
Memória
Maximiliano Maria Kolbe nasceu na Polónia, no dia 8 de janeiro de 1894. Ainda adolescente, entrou na Ordem dos Frades Menores Conventuais e foi ordenado presbítero, em Roma, no ano 1918. Inspirado pela sua ardente devoção à Virgem Mãe de Deus, fundou uma piedosa associação com o nome de «Milícia de Maria Imaculada», que se propagou rapidamente noutras regiões. Chegando ao Japão como missionário, empenhou‑se generosamente na dilatação da fé cristã, com o auxílio e sob o patrocínio da Virgem Imaculada. Regressado à Polónia, teve de suportar graves tormentos no campo de Auschwitz, próximo de Cracóvia, na Polónia, por ocasião da Segunda Guerra Mundial. Ofereceu-se aos algozes para substituir um companheiro de prisão condenado à morte, transformando o seu ministério num holocausto de caridade e exemplo de fidelidade a Deus e aos homens. Morreu no dia 14 de agosto de 1941.
Leitura I (anos pares) Ez 16, 1-15.60.63
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Filho do homem,
mostra a Jerusalém as suas ações abomináveis
e diz-lhe: Assim fala o Senhor Deus a Jerusalém:
Pela tua origem e nascimento, és da terra de Canaã.
O teu pai era amorreu e a tua mãe hitita.
Quando nasceste, no dia em que vieste ao mundo,
não te cortaram o cordão, nem te banharam para seres purificada;
não te fizeram as fricções de sal, nem te envolveram em panos.
Ninguém lançou sobre ti um olhar compassivo;
ninguém te prestou esses cuidados, nem teve pena de ti.
No dia em que nasceste, foste deixada no meio do campo,
pela repugnância que inspiravas.
Quando passei junto de ti, vi que te revolvias no teu sangue.
E, vendo-te ensanguentada, Eu disse-te: ‘Quero que vivas’;
e fiz-te crescer como a erva dos campos.
Cresceste, ganhaste corpo e chegaste à idade florida.
Formaram-se os teus seios, cresceram os teus cabelos,
mas estavas nua.
Passei de novo junto de ti
e vi que tinhas chegado à idade dos amores.
Estendi sobre ti a aba do meu manto
e escondi a tua nudez.
Fiz então um juramento e estabeleci uma aliança contigo,
– diz o Senhor Deus –
e ficaste a pertencer-Me.
Lavei-te com água, limpei-te do sangue que te cobria
e ungi-te com óleo.
Vesti-te com roupas bordadas,
calcei-te sandálias de fino cabedal,
dei-te uma faixa de linho e um manto de seda.
Adornei-te com joias, coloquei braceletes nos teus pulsos
e um colar ao teu pescoço.
Pus-te um anel no nariz, brincos nas orelhas
e um precioso diadema na cabeça.
Tinhas adornos de ouro e de prata,
os teus vestidos eram de linho fino, de seda e tecidos bordados,
e o teu alimento era a flor da farinha, mel e azeite.
Tornaste-te cada vez mais bela e chegaste a ser rainha.
A tua fama divulgou-se entre as nações,
por causa da tua formosura, que era perfeita,
graças ao esplendor com que Eu te tinha revestido,
– diz o Senhor Deus –.
Mas tu confiaste na tua beleza e aproveitaste a tua fama
para te prostituires com todos os que passavam.
Eu, porém, lembrar-Me-ei da aliança que fiz contigo
nos dias da tua juventude
e estabelecerei contigo uma aliança eterna,
de modo que te lembres do passado e te humilhes
e não voltes a abrir a boca de vergonha,
quando Eu te perdoar o que fizeste
– diz o Senhor Deus».
Compreender a Palavra
O Senhor recorda ao seu povo que ele veio do nada e não existiria se ele não lhe tivesse dado a vida, aproximando-se dele com compaixão e não se tivesse redobrado em cuidados. Teria morrido se o Senhor não o tivesse amado como se ama uma esposa. “no dia em que vieste ao mundo… Ninguém lançou sobre ti um olhar compassivo… vendo-te, … Eu disse-te: ‘Quero que vivas’”. Foi o Senhor encheu de beleza o seu povo como se faz com uma jovem desposada. Cobriu-a de joias e fez dela uma rainha. Mas o seu povo usou os dons recebidos do Senhor para abandonar o Senhor. Agora, o Senhor recorda-lhe a sua origem não para humilhar mas para que, reconhecendo, volte para ele e aceite, pelo perdão, viver uma aliança eterna.
Meditar a Palavra
As experiências diárias da nossa vida podem-nos fazer crer que é por nós mesmos que chegamos a concretizar os sonhos do nosso coração. Mas por nós próprios não passamos de uma vida em perigo, insustentável desde o início e de uma vaidade ao longo da vida. O que somos, somos pelo Senhor que cuida de nós e nos faz viver. É ele quem nos adorna de toda a espécie de dons que fazem a nossa beleza. Estende sobre nós o seu manto, veste-nos de linho e adorna-nos com joias. A vaidade não nos deixa ver o que somos porque o Senhor nos elevou à sua estatura e distanciou-nos da nossa miséria. Mas, é enganosa a vida sem ele. A ilusão paga-se cara e a vida longe do Senhor revela-se insustentável. Só no perdão podemos viver.
Rezar a Palavra
Contemplando os céus com tudo o que criaste para mim, a minha boca exclama: Como é admirável o teu nome em toda a terra. Quem sou eu, Senhor para te lembrares de mim, para comigo te preocupares? Quem sou eu para me revestires com tanto pode e glória? Quem sou eu para me elevares à tua condição divina? Senhor, meu Deus, de ti me vem tudo o que sou, não deixes que meu coração soberbo se envaideça com tanta beleza, porque nada me pertence, tudo me vem de ti e só em ti poderei existir.
Compromisso
Reconhecer a pequenez é encontrar a grandeza de Deus em mim.
Em vez da leitura precedente, pode utilizar-se a seguinte:
LEITURA I Ez 16, 59-63
«Lembrar-Me-ei da aliança que fiz contigo
e tu sentirás vergonha»
Leitura da Profecia de Ezequiel
Assim fala o Senhor Deus a Jerusalém:
«Procederei contigo como tu procedeste,
pois faltaste ao juramento e quebraste a aliança.
Mas lembrar-Me-ei da aliança que fiz contigo
nos dias da tua juventude
e estabelecerei contigo uma aliança eterna.
Tu recordarás o teu comportamento e sentirás vergonha,
quando Eu te der como filhas as tuas irmãs,
as mais velhas e as mais novas do que tu,
mas não em virtude da tua aliança.
Porque Eu restabelecerei a minha aliança contigo
e então reconhecerás que Eu sou o Senhor,
de modo que te lembres do passado e te humilhes
e não voltes a abrir a boca de vergonha,
quando Eu te perdoar o que fizeste
– diz o Senhor Deus».
Evangelho: Mt 19, 3-12
Naquele tempo,
aproximaram-se de Jesus alguns fariseus para O porem à prova
e disseram-Lhe: «É permitido ao homem
repudiar a sua esposa por qualquer motivo?».
Jesus respondeu: «Não lestes que o Criador, no princípio,
os fez homem e mulher e disse:
‘Por isso o homem deixará pai e mãe
para se unir à sua esposa
e serão os dois uma só carne?’.
Deste modo, já não são dois, mas uma só carne.
Portanto, não separe o homem o que Deus uniu».
Eles objectaram: «Porque ordenou então Moisés que se desse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher?».
Jesus respondeu-lhes:
«Foi por causa da dureza do vosso coração
que Moisés vos permitiu repudiar as vossas mulheres.
Mas no princípio não foi assim.
E Eu digo-vos:
Quem repudiar a sua mulher, a não ser em caso de união ilegítima,
e casar com outra, comete adultério».
Disseram-Lhe os discípulos:
Se é esta a situação do homem em relação à mulher,
não é conveniente casar-se».
Jesus respondeu-lhes:
«Nem todos compreendem esta linguagem,
senão aquele a quem é concedido.
Na verdade, há eunucos que nasceram assim do seio materno,
outros que foram feitos pelos homens
e outros que se tornaram eunucos por causa do reino dos Céus.
Quem puder compreender, compreenda».
Compreender a Palavra
Jesus fala sobre o matrimónio a partir de uma pergunta feita pelos fariseus. “É permitido repudiar?” Claro que tem a ver com o homem repudiar a sua esposa. Pergunta-se àquele que fala do amor a Deus e ao próximo, se é permitido “repudiar”. A pergunta não tem sentido pelo menos feita a Jesus. Jesus responde que homem e mulher têm origem em Deus que “os fez” e por isso não fazem o que querem mas o que Deus quer. “Deixam o pai e a mãe”; “unem-se numa só carne”; “já não são dois”; “não separam o que Deus uniu”. O texto exige aqui também uma outra reflexão que é a da união antes de Deus unir. Homem e mulher são dois e estão na casa do pai e da mãe (com tudo o que significa “estar”) em obediência e verdade porque não foram ainda unidos e não se pertencem. Porque foi então que Moisés permitiu que se fizesse o que não era permitido por Deus? Por causa da dureza do coração. Mas não é essa a verdade, nem é assim que Deus quer, porque Deus continua a querer o que sempre quis. E há adultério, antes e depois da união matrimonial. E nem todos compreendem. Quem puder compreender… encontra um tesouro.
Meditar a Palavra
Jesus fala sobre um tema controverso e difícil no seu tempo e nos tempos de hoje. Porque permitiu Moisés que se fizesse o que Deus não queria? Porque me permito a mim mesmo fazer o que Deus não quer? Porque permitem os pais aquilo que Deus não permite? Por causa da dureza do coração. Moisés desistiu de um caminho de perfeição que conduz à verdadeira felicidade. Nós hoje também desistimos desse caminho porque nos parece que não é por aí que encontramos a felicidade. Parece-nos, não experimentámos seguir por esse caminho para sabermos. Os pais não querem aborrecimentos e não se sentem com forças para lutar contra o que parece uma mentalidade geral. Que está a acontecer? A resposta é simples “falta coração”. Falta coração para mim, para me amar na dignidade. Falta coração para o outro, para aqueles que estão em casa e a quem digo que amo. Falta coração para Deus. A felicidade? Todos querem este tesouro mas ninguém o procura.
Rezar a Palavra
Ajuda-me, Senhor, a compreender a tua linguagem, a ser coerente com o que tu dizes, a formular as minhas opções a partir da tua palavra. Mostra-me o caminho seguro dos teus mandamentos e ensina-me o verdadeiro sentido da família. Não permitas que a dureza de coração afecte a minha relação com os que estão em minha casa porque não sei viver sem eles. Dá-me a humildade de te procurar naqueles que formam a minha família e ensina-me o caminho da obediência.
Compromisso
Hoje pode ser o dia daquele abraço que nunca fui capaz de dar aos que estão comigo, de renovar a minha declaração de amor ou simplesmente de assumir responsavelmente o meu lugar dentro da minha família.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São Maximiliano Maria KolbeRaymond Kolbe, filho de Júlio Kolbe e Maria Dabrowska, nasceu aos 8 de janeiro de 1894, em Zdunska Wola, perto de Lódz, na Polônia. Sua família era pobre, de humildes operários, mas muito rica de religiosidade. Ingressou no Seminário franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais aos treze anos de idade, logo demonstrando sua verdadeira vocação religiosa.Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado ‘Milícia da Imaculada’. Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia.Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte, sendo que um, desesperadamente, caiu em prantos:“Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial com a decisão própria de um mártir da caridade, ou seja, substituir o pai de família e ajudar a morrer os outros nove e, foi aceita, pois se identificou: “Sou um Padre Católico”.Os 10 prisioneiros, despidos, foram empurrados numa pequena, úmida e totalmente escura cela dos subterrâneos, para morrer de fome. Durante 10 dias Frei Maximiliano conduziu os outros prisioneiros com cânticos e orações, e os consolou um a um na hora da morte. Após esses dias, como ainda estava vivo, recebeu uma injeção letal. Era o dia 14 de agosto de 1941.O corpo de Maximiliano Kolbe foi cremado e suas cinzas atiradas ao vento. Numa carta, quase prevendo seu fim, escrevera: “Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”.Ao final da Guerra, começou um movimento pela beatificação do Frei Maximiliano Maria Kolbe, que ocorreu em 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI. Em 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, que sobreviveu aos horrores do campo de concentração, São Maximiliano foi canonizado pelo Papa São João Paulo II, como mártir da caridade. Por seu intenso apostolado, é considerado o patrono da imprensa.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Atanásia e Eberaldo.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 14 DE AGOSTO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 1, 16b-17
O Evangelho é força de Deus para a salvação de todo o crente. Porque no Evangelho se revela a justiça de Deus, que tem origem na fé e conduz à fé, conforme está escrito: «O justo viverá pela fé».
V. No Senhor se alegra o nosso coração
R. Em seu santo nome pomos a nossa confiança.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que na hora de Tércia fostes levado ao suplício da cruz pela salvação do mundo, ajudai-nos a chorar os pecados da vida passada e a evitar as faltas no futuro. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 3, 21-22a
Independentemente da lei de Moisés, manifestou-se agora a justiça de Deus, de que dão testemunho a Lei e os Profetas; porque a justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo, para todos os crentes.
V. Os preceitos do Senhor são rectos e alegram o coração,
R. Os mandamentos do Senhor são claros e iluminam os olhos.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que à luz do meio-dia, enquanto as trevas envolviam o mundo, subistes à cruz para nossa salvação, concedei-nos sempre a vossa luz, para que ilumine os nossos caminhos e nos conduza à vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ef 2, 8-9
É pela graça que fostes salvos, por meio da fé. A salvação não vem de nós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar.
V. Na terra se conhecerão os vossos caminhos
R. E entre os povos a vossa salvação.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, suspenso na cruz, recebestes no reino eterno o ladrão arrependido, aceitai benignamente a humilde confissão das nossas culpas e abri-nos também a nós, depois da morte, as portas do paraíso. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
