“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE SETEMBRO DE 2026
11 de setembro de 2026Sábado da Semana XXIII do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro das Lamentações 5, 1-22
Prece pela libertação do povo
Lembrai-Vos, Senhor, do que nos aconteceu, olhai e vede a nossa humilhação. A nossa herança passou para as mãos de estranhos, as nossas casas foram entregues a desconhecidos. Ficámos órfãos de pai e nossas mães são como viúvas. A água que bebemos custa-nos dinheiro, temos de pagar a nossa lenha. Levando o jugo ao pescoço, somos perseguidos; estamos esgotados e não temos descanso. Estendemos a mão ao Egipto e à Assíria, para sermos saciados de pão.
Os nossos pais pecaram, deixaram de existir, e nós suportamos o peso das suas faltas. Somos governados por escravos, ninguém nos arranca às suas mãos. Com risco da nossa vida procuramos o pão, enfrentando a espada do deserto. A nossa pele abrasa como um forno, sob os ardores da fome. Violentaram mulheres em Sião e jovens nas cidades de Judá. Os chefes foram enforcados pelas mãos dos inimigos, e não respeitaram os anciãos. Os adolescentes foram obrigados a trabalhar com a mó, os jovens vergaram ao peso dos fardos de lenha. Os anciãos já não aparecem na Porta e os novos deixaram os seus instrumentos de música.
Apagou-se a alegria do nosso coração, as nossas danças converteram-se em luto. Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós porque pecámos! Por isso desfalece o nosso coração; por isso escureceram-se os nossos olhos de tanto chorar: o Monte Sião está devastado, e nele andam à solta os chacais.
Mas Vós, Senhor, sois eterno, o vosso trono permanece de geração em geração. Porque nos esqueceríeis para sempre e nos abandonaríeis por tanto tempo? Reconduzi-nos a Vós, Senhor, e voltaremos; fazei que voltem os dias de outrora, se não nos rejeitastes completamente, irritado contra nós sem medida.
RESPONSÓRIO Lam 5, 19a.20a.21a; Mt 8, 25b
R. Vós, Senhor, permaneceis eternamente; porque nos esquecereis para sempre? * Fazei-nos voltar para Vós e volta- remos.
V. Salvai-nos, Senhor, que estamos perdidos, * Fazei-nos voltar para Vós e voltaremos.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de Santo Atanásio, bispo
(Oratio de incarnatione Verbi, 10: PG 25, 111-114) (Sec. IV)
A ressurreição e a vida nova
O Verbo de Deus, Filho do eterno Pai, não abandonou a natureza humana que caminhava para a ruína, mas com a obla- ção do seu próprio corpo destruiu a morte, sob cujo domínio o homem tinha caído. Com os seus ensinamentos corrigiu a negligência humana e pelo seu poder restaurou tudo o que o género humano tinha perdido.
Quem ler os escritos dos autores sagrados verá tudo isto confirmado com a sua autoridade de discípulos do Salvador, quando dizem: O amor de Cristo nos impele, ao pensarmos que um só morreu por todos e que todos portanto morreram. Cristo morreu por todos, para que os vivos deixem de viver para si próprios, mas vivam para Aquele que morreu e ressuscitou por eles. E noutro lugar: Aquele Jesus que por um pouco foi infe- rior aos Anjos, vemo-l’O agora coroado de glória e de honra por causa da morte que sofreu, pois era necessário que pela graça de Deus experimentasse a morte em proveito de todos.
A seguir, o mesmo texto indica a razão pela qual só o Filho de Deus, e não qualquer outro, devia fazer-Se homem: Convinha, na verdade, que Deus, origem e fim de todas as coisas, querendo conduzir para a sua glória um grande número de filhos, levasse à glória perfeita pelo sofrimento o Autor da salvação. Estas palavras significam que libertar os homens da corrupção corresponde unicamente ao Verbo de Deus, por quem no princípio foram criados.
Se o Verbo tomou corpo, foi para poder oferecer-Se como vítima pelos que tinham corpos semelhantes ao seu, como de- clara a Escritura: Uma vez que os filhos têm o mesmo sangue e a mesma carne, também Ele compartilhou igualmente a mesma natureza, para reduzir à impotência, pela sua morte, aquele que tinha o poder sobre a morte, isto é, o diabo, e libertar aqueles que pelo receio da morte se encontravam durante a vida inteira sujeitos à escravidão. Assim, ao imolar o próprio corpo, pôs fim à lei que pesava sobre nós e, pela esperança da ressurreição, fez-nos começar uma vida nova.
Porque a morte tinha recebido dos homens as forças com que os dominara; mas pela encarnação do Verbo de Deus foi destruída a morte e restaurada a vida, como diz o Apóstolo: Uma vez que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos; porque do mesmo modo que em Adão todos morrem, assim também em Cristo serão todos restituídos à vida. Já não morremos como condenados, mas morremos com a esperança de ressuscitar dos mortos, no dia da ressurreição universal que Deus realizará e nos concederá a seu tempo.
RESPONSÓRIO Rom 3, 23-25a; 1 Cor 15, 22
R. Todos pecaram e estão privados da glória de Deus; e todos são justificados de maneira gratuita pela sua graça, mediante a redenção realizada em Cristo Jesus. * Deus apresentou-O como vítima de expiação, mediante a fé, pelo seu Sangue.
V. Assim como em Adão todos morrem, também em Cristo serão todos restituídos à vida. * Deus apresentou-O como vítima de expiação, mediante a fé, pelo seu Sangue.
Oração
Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Filip 2, 14-15
Fazei tudo sem murmurar nem discutir, para serdes irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha, no meio duma geração perversa e depravada, onde vós brilhais como estrelas no mundo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Clamei por Vós, Senhor: sois o meu refúgio.
R. Clamei por Vós, Senhor: sois o meu refúgio.
V. Sois a minha herança na terra dos vivos.
R. Sois o meu refúgio.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Clamei por Vós, Senhor: sois o meu refúgio.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sabado-da-semana-xxiii-do-tempo-comum-6/>]
Sábado da Semana XXIII do Tempo Comum
Leitura I 1Cor 10, 14-22
Irmãos:
Evitai adorar os falsos deuses.
Falo-vos como a pessoas sensatas:
ajuizai por vós o que vou dizer.
Não é o cálice de bênção que abençoamos
a comunhão com o Sangue de Cristo?
Não é o pão que partimos
a comunhão com o Corpo de Cristo?
Visto que há um só pão,
nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo,
porque participamos do único pão.
Olhai para o povo de Israel:
Não estão os que comem as vítimas em comunhão com o altar?
Que quero dizer com isto?
Que a carne imolada aos ídolos é alguma coisa?
Ou que o ídolo é alguma coisa?
Pelo contrário, afirmo que as vítimas que os gentios sacrificam
são imoladas aos demónios e não a Deus.
E eu não quero que entreis em comunhão com os demónios.
Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demónios,
não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demónios.
Ou queremos desafiar o Senhor?
Seremos nós mais fortes do que Ele?
compreender a palavra
Paulo adverte sobre os cristãos de Corinto sobre os hábitos pagãos a que estavam habituados antes de se terem convertido e que muitos dos seus familiares continuam a realizar em honra dos seus deuses. Paulo diz que a carne imolada aos ídolos não é nada, mas porque se trata de sacrifícios pagãos, que podem confundir o coração de quem neles participa, então, os cristãos não devem comer este alimento, para não estarem em comunhão com Deus e com os demónios. O cálice que abençoamos e o pão que partimos são o corpo e o sangue de Cristo que nos faz entrar em comunhão com ele e nos torna a todos num só corpo, a Igreja. Ora não podemos estar em comunhão com Cristo e formar um só corpo entre nós e depois estar em comunhão com os pagãos e formar com eles outro corpo.
meditar a palavra
É difícil retirar do nosso íntimo, do nosso coração, da nossa mente e das nossas práticas, certos hábitos pagãos que nos foram transmitidos a par de uma educação cristã. De facto, persistem entre nós princípios e costumes de raiz pagã que nunca chegaram a ser cristianizados e nos dividem interiormente. Há também manifestações cristãs que foram esvaziadas do seu sentido original, perderam a referência a Cristo, mas continuam aí como tradições pitorescas muito do agrado dos operadores turísticos. Na mesa da Eucaristia está o centro de todo o mistério cristão e está o ponto de equilíbrio para a vida do cristão. Aquele que participa do pão e do vinho que são corpo e sangue de Cristo, encontra um referencial que o mantém projetado em Cristo. Sem a Eucaristia corremos o risco de construir uma experiência cristã vazia, sem bússola, sem critérios, porque sem Cristo, que facilmente se desmorona.
rezar a palavra
Tu, Senhor, és a pedra que dá firmeza à minha vida e à minha fé. Sem ti as minhas reflexões são pensamentos vazios, as minhas orações palavreado barato, os meus sentimentos emoções passageiras e a minha fé uma teimosia. No mistério da Eucaristia está a forma e o conteúdo de toda a minha existência. Purifica o meu olhar para que veja o fundamental cristão no meio de tantas manifestações religiosas que o mundo oferece, para que não me sente à mesa dos pagãos, eu que participo no pão da vida.
compromisso
Descobrir o essencial num mundo de ofertas fáceis e baratas.
Evangelho Lc 6, 43-49
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Não há árvore boa que dê mau fruto,
nem árvore má que dê bom fruto.
Cada árvore conhece-se pelo seu fruto:
não se colhem figos dos espinheiros,
nem se apanham uvas das sarças.
O homem bom,
do bom tesouro do seu coração tira o bem;
e o homem mau,
da sua maldade tira o mal;
pois a boca fala do que transborda do coração.
Porque Me chamais ‘Senhor! Senhor!’,
mas não fazeis o que vos digo?
Vou mostrar-vos a quem se assemelha
todo aquele que vem ter comigo,
ouve as minhas palavras e as põe em prática.
É semelhante a um homem, que, para construir a casa,
escavou, aprofundou e assentou os alicerces sobre a rocha.
Quando veio uma cheia,
a torrente irrompeu contra aquela casa,
mas não a pôde abalar, porque estava bem construída.
Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática
é semelhante a um homem
que construiu a casa sobre a terra, sem alicerces.
A torrente irrompeu contra aquela casa,
que imediatamente desabou;
e foi grande a sua ruína».
compreender a palavra
Durante o seu percurso pela Galileia, Jesus vai ensinando muitas coisas às multidões e aos seus discípulos. Uma delas é a necessidade de escutar a sua palavra e vivê-la, cumpri-la. Jesus, conta uma parábola para explicar esta necessidade de escutar e antes faz algumas chamadas de atenção. As árvores dão o fruto de acordo com a sua seiva, as boas dão bom fruto e as más dão mau fruto. Assim são os homens. O bem e o mal estão no íntimo, no coração e a boca fala do que está dentro. E conclui perguntando: “Porque Me chamais ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que vos digo?”
meditar a palavra
Podemos andar atrás de Jesus e chamar-lhe Senhor, mas fazê-lo por hipocrisia. Podemos dizer-nos seus discípulos e não fazer o que ele manda e aparentando segui-lo manifestar o contrário com as obras, os maus frutos. Aquele que escuta as palavras e se preocupa em praticá-las, esse é inabalável. Não há tempestade, não há tragédia que o derrube e afaste deste caminho de seguimento de Jesus. Pelo contrário, os que falsamente escutam e, portanto, não praticam porque não têm interesse, esses serão descobertos à primeira tempestade, ao primeiro problema que se levantar diante deles. Nós podemos ser boas ou más árvores, transportar boas coisas ou más nos nossos corações, seguir com atenção para viver como Jesus ou aparentar ser discípulos apenas porque dizemos “Senhor! Senhor!”
rezar a palavra
Livra-me Senhor, da hipocrisia. Purifica o meu coração de todo o mal. Abre os meus ouvidos à tua palavra e fortalece a minha vontade no desejo de pôr em prática o que me ensinas.
compromisso
Fortaleço-me para a luta, escutando e rezando a palavra de Jesus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São Guido de AnderlechtDois séculos antes que o pobrezinho de Assis celebrasse as núpcias com a Senhora Pobreza, outro santo, menos conhecido, advertira a respeito do perigo que o dinheiro traz às almas, diz Mario Sgarbossa no livro “Um Santo para cada dia”.Esse santo é São Guido, que nasceu na região belga de Brabante. Manso e generoso, Guido mostrou desde muito jovem o seu desapego dos bens terrenos, dando tudo o que possuía aos pobres. Viveu entre os séculos X e XI.Na ânsia de viver uma vida ascética, Guido abandonou a casa dos pais, que eram bondosos cristãos camponeses, e foi ser sacristão do vigário de Laken, perto de Bruxelas, pois assim poderia ser mais útil às pessoas carentes e também dedicar-se às orações e à penitência.Quando ficou órfão, decidiu ser comerciante, pois teria mais recursos para auxiliar e socorrer os pobres e doentes. Mas seu navio repleto de mercadorias afundou nas águas do Sena. Então, o comerciante Guido teve a certeza de que tinha escolhido o caminho errado. De modo que se convenceu do equívoco cometido ao abandonar sua vocação religiosa para trabalhar no comércio, mesmo que sua intenção fosse apenas ajudar os mais necessitados.Sendo assim, Guido deixou a vida de comerciante, vestiu o hábito de peregrino e pôs-se novamente no caminho da religiosidade, da peregrinação e assistência aos pobres e doentes. Percorreu durante sete anos as inseguras e longas estradas da Europa para visitar os maiores santuários da cristandade.Depois da longa peregrinação, que incluiu a Terra Santa, Guido voltou para o seu país de origem, já fraco e cansado. Ficou hospedado na casa de um sacerdote na cidade de Anderlecht, perto de Bruxelas, de onde herdou o sobrenome. Pouco tempo depois, morreu, com fama de santidade. Foi sepultado naquela cidade e sua sepultura tornou-se um pólo de peregrinação. Assim, com o passar do tempo, foi erguida uma igreja dedicada a ele, para guardar suas relíquias.Ao longo dos séculos, a devoção a são Guido de Anderlecht cresceu, principalmente entre os sacristãos, trabalhadores da lavoura, camponeses e cocheiros. Aliás, ele é tido como protetor das cocheiras, em especial dos cavalos. Diz a tradição que Guido não resistiu a uma infecção que lhe provocou forte desarranjo intestinal, muito comum naquela época pelos poucos recursos de saneamento e higiene das cidades. Seu nome até hoje é invocado pelos fiéis para a cura desse mal.A sua festa litúrgica, tradicionalmente celebrada no dia 12 de setembro, traz uma carga de devoção popular muito intensa. Na cidade de Anderlecht, ela é precedida por uma procissão e finalizada com uma benção especial, concedida aos cavalos e seus cavaleiros.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Selésio e Vitória Fornari.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 12 DE SETEMBRO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Sam 15, 22
Porventura agradam tanto ao Senhor os holocaustos e sacrifícios como a obediência à sua voz? A obediência vale mais do que o sacrifício, a docilidade vale mais do que a gordura dos carneiros.
V. Honra-Me quem Me oferece um sacrifício de louvor
R. E a quem segue o caminho recto darei a salvação de Deus.
Oração
Senhor nosso Deus, Pai todo-poderoso, infundi em nós a luz do Espírito Santo, para que, livres de todos os inimigos, possamos alegrar-nos sempre no vosso louvor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 26; 6, 2
Não procuremos a vanglória. Não haja provocações nem invejas entre nós. Suportai os fardos uns dos outros, e deste modo cumprireis a lei de Cristo.
V. Como é bom e agradável viverem os irmãos em harmonia!
R. O Senhor lhes envia a sua bênção.
Oração
Senhor, fogo ardente de eterna caridade, fazei que, inflamados no vosso amor, Vos amemos sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Vós. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Miq 6, 8
Já te foi indicado, ó homem, o que deves fazer, o que o Senhor exige de ti: praticar a justiça e amar a misericórdia e ser humilde diante o teu Deus.
V. Senhor, a minha alegria está em seguir as vossas ordens;
R. Não hei-de esquecer a vossa palavra.
Oração
Ouvi, Senhor, a nossa oração e dai-nos a abundância da vossa paz, a fim de que, por intercessão da Virgem Santa Maria, dedicando alegremente ao vosso serviço todos os dias da nossa vida, possamos um dia chegar sem temor à vossa presença. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Pedro 1, 19-20
Temos bem confirmada a palavra dos profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia e a estrela da manhã nasça em vossos corações.
Antes de tudo, deveis saber que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular, porque nenhuma profecia foi proferida por vontade dos homens; mas foi em nome de Deus que os homens santos falaram, inspirados pelo Espírito Santo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
R. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
V. A sua glória está acima dos céus.
R. Seja louvado o nome do Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás-de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
