“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 19 DE SETEMBRO DE 2026
19 de setembro de 2026Domingo XXV do Tempo Comum (Ano A)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Ezequiel 24, 15-27
A vida do profeta é um sinal para o povo
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: «Filho do homem, vou tirar-te repentinamente aquela que é a alegria dos teus olhos. Não deverás lamentar-te, nem chorar, nem derramar lágrimas; suspira em silêncio, mas não pratiques o luto habitual pelos mortos. Mantém a cabeça coberta, calça as sandálias, não cubras a barba, nem comas o pão trazido pelos outros».
De manhã falei ao povo, à tarde minha mulher morreu. Na manhã seguinte fiz o que me tinha sido ordenado. Então o povo perguntou-me: «Não nos explicas o que significa para nós o que estás a fazer?». Eu respondi-lhes: «O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: ‘Diz à casa de Israel: Assim fala o Senhor Deus: Vou profanar o meu santuário, orgulho do vosso poder, alegria dos vossos olhos e paixão das vossas almas. Os filhos e filhas que deixastes em Jerusalém cairão ao fio da espada. Então fareis como eu fiz. Não cobrireis a barba, não comereis o pão trazido pelos outros, ficareis com a cabeça coberta, com sandálias nos pés, e não lamentareis nem chorareis. Ireis morrendo por causa das vossas iniquidades e gemereis uns com os outros. Ezequiel será para vós um símbolo: fareis como ele fez. Quando isto acontecer, reconhecereis que Eu sou o Senhor Deus.
Escuta, filho do homem: virá o dia em que Eu os privarei da sua fortaleza, da sua glória arrogante, da alegria dos seus olhos, da paixão das suas almas, de seus filhos e filhas. Nesse dia um fugitivo virá à tua presença para te dar a notícia. Nesse dia abrir-se-á a tua boca para falar ao fugitivo; falarás e não voltarás a ficar mudo. Serás para eles um símbolo e reconhecerão que Eu sou o Senhor».
RESPONSÓRIO Ez 24, 24; Joel 2, 13a
R. Ezequiel será para vós um sinal: procedereis em tudo como ele proceder, * E reconhecereis que Eu sou o Senhor Deus.
V. Rasgai o vosso coração e não as vossas vestes, voltai para o Senhor vosso Deus. * E reconhecereis que Eu sou o Senhor Deus.
SEGUNDA LEITURA
Do Sermão de Santo Agostinho, bispo, sobre os Pastores
(Sermo 46, 13: CCL 41, 539-540) (Sec. V)
Os cristãos doentes
Não fortaleceis as ovelhas débeis, nem tratais as doentes. Isto diz o Senhor aos maus pastores, aos falsos pastores, aos pastores que procuram os seus interesses e não os de Jesus Cristo, que recebem o leite e a lã das ovelhas, mas não têm cuidado do rebanho, nem fortalecem as ovelhas débeis.
Entre o doente e o débil ou enfermo, isto é, não firme – embora também se chamem enfermos ou débeis os doentes – pode notar-se uma diferença. É certo que estas ideias que nos esforçamos por distinguir, poderíamos explicá-las certamente com maior diligência e, sem dúvida, melhor o faria qualquer outro que tivesse alcançado uma luz espiritual mais abundante. Mas para que não vos sintais defraudados, vou dizer-vos o que penso quanto ao sentido que sugerem estas palavras da Escritura.
Débil é aquele de quem se teme que sucumba na tentação; doente é aquele que padece alguma paixão que o impede de seguir o caminho de Deus e aceitar o jugo de Cristo.
Pensai nesses homens que querem viver bem, que se decidiram já a viver dignamente, mas ainda não estão tão dispostos a sofrer o mal como a praticar o bem. Ora a fortaleza cristã deve levar-nos não só a praticar o bem, mas também a suportar o mal. Portanto, aqueles que desejam sinceramente praticar boas obras, mas não querem ou não podem suportar os sofrimentos, são realmente débeis. E aqueles que se entregam à vida mundana, cativos das más paixões, e não praticam boas obras, esses estão doentes e inválidos e são incapazes de realizar qualquer boa acção precisamente por causa da sua doença.
Assim estava a alma daquele paralítico que não pôde ser levado até junto do Senhor; e aqueles que o transportavam abriram o tecto e por ali o introduziram na casa onde o Senhor Se encontrava. Para conseguires o mesmo nas almas dos homens, também tu deves abrir o tecto e colocar na presença do Senhor a alma paralítica, isto é, imobilizada nos seus membros inválidos, vazia de boas obras, mas cheia de pecados e enfraquecida pela doença das suas paixões. Portanto, se todos os membros estão imobilizados e há realmente uma paralisia interior, para ires ter com o médico – talvez o médico esteja dentro de ti e não dás pela sua presença: seria este um sentido oculto nas Escrituras – se queres descobrir-lhe o que está oculto, abre o tecto e coloca diante d’Ele o paralítico.
Aos que não fazem nada disto nem se preocupam com fazê-lo, ouvistes a advertência que eles ouvem: Não fortaleceis as ovelhas débeis, não curais as que estão feridas. Como já dissemos, a ovelha é ferida pelo terror das tentações; e o pastor pode dar-lhe a medicina que cura essas feridas, recordando-lhe aquelas palavras de conforto: Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças; mas no tempo da tentação dar-vos-á forças para a vencer.
RESPONSÓRIO 1 Cor 9, 22-23
R. Com os fracos tornei-me fraco, para salvar os fracos. * Fiz-me tudo para todos, para salvar a todos.
V. Tudo faço por causa do Evangelho, para dele receber a minha parte. * Fiz-me tudo para todos, para salvar a todos.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
Esta última parte pode omitir-se.
Ou (em língua latina):
Te Deum laudámus, * te Dóminum confitémur.
Te aetérnum Patrem * omnis terra venerátur.
Tibi omnes ángeli, * tibi caeli et univérsae potestátes,
tibi chérubim et séraphim * incessábili voce proclámant:
Sanctus, * Sanctus, * Sanctus * Dóminus Deus Sábaoth.
Pleni sunt caeli et terra * maiestátis glóriae tuae.
Te gloriósus * Apostolórum chorus,
te prophetárum * laudábilis númerus,
te mártyrum candidátus * laudat exércitus,
Te per orbem terrárum * sancta confitétur Ecclésia,
Patrem * imménsae maiestátis;
venerándum tuum verum * et únicum Fílium;
Sanctum quoque * Paráclitum Spíritum.
Tu rex glóriae, * Christe.
Tu Patris * sempitérnus es Fílius.
Tu, ad liberándum susceptúrus hóminem, *
non horruísti Vírginis úterum.
Tu, devícto mortis acúleo, *
aperuísti credéntibus regna caelórum.
Tu ad déxteram Dei sedes, * in glória Patris.
Iudex créderis * esse ventúrus.
Te ergo, quaésumus, tuis fámulis súbveni, *
quos pretióso sánguine redemísti.
Aetérna fac cum sanctis tuis * in glória numerári.
Salvum fac pópulum tuum, Dómine, *
et bénedic haereditáti tuae.
Et rege eos * et extólle illos usque in aetérnum.
Per síngulos dies * benedícimus te;
et laudámus nomen tuum in saéculum, *
et in saéculum saéculi.
Dignáre, Dómine, die isto * sine peccáto nos custodíre.
Miserére nostri, Dómine, * miserére nostri.
Fiat misericórdia tua, Dómine, super nos, *
quemádmodum sperávimus, in te.
In te, Dómine, sperávi, * non cónfúndar in aetérnum.
Esta última parte pode omitir-se.
Oração
Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Ap 7, 10b.12
Louvor ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro. A bênção, a glória, a sabedoria, a acção de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amen.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que estais sentado à direita do Pai.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xxv-do-tempo-comum-ano-a/>]
Domingo XXV do Tempo Comum (Ano A)
Porque ficais sem fazer nada
Há uma vinha onde cada um pode chagar à hora que entender e começar a trabalhar. É uma vinha onde todos têm lugar. Uma vinha onde todos têm trabalho e salário. Uma vinha onde todos são bem-vindos.
Há uma vinha que precisa de braços para trabalhar. O proprietário desta vinha chama cada um pelo seu nome e paga generosamente.
Há uma vinha onde eu posso entrar e trabalhar porque o proprietário é generoso.
LEITURA I Is 55, 6-9
Procurai o Senhor, enquanto se pode encontrar,
invocai-O, enquanto está perto.
Deixe o ímpio o seu caminho,
e o homem perverso os seus pensamentos.
Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele,
ao nosso Deus, que é generoso em perdoar.
Porque os meus pensamentos não são os vossos,
nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor –.
Tanto quanto o céu está acima da terra,
assim os meus caminhos estão acima dos vossos,
e acima dos vossos estão os meus pensamentos.
Isaías desafia o seu povo a converter o coração à generosidade de Deus, à sua compaixão e capacidade de perdoar, para que despertem em nós os mesmos pensamentos de Deus e se firmem os nossos passos nos seus caminhos de libertação.
SALMO RESPONSORIAL Sl 144 (145), 2-3.8-9.17-18
Deus é grande, compassivo e cheio de bondade. A sua justiça leva-o a aproximar-se dos homens que o invocam de todo o coração.
LEITURA II Flp 1, 20c-24.27a
Irmãos:
Cristo será glorificado no meu corpo,
quer eu viva quer eu morra.
Porque, para mim, viver é Cristo e morrer é lucro.
Mas, se viver neste corpo mortal me permite um trabalho útil,
não sei o que escolher.
Sinto-me constrangido por este dilema:
desejaria partir e estar com Cristo, que seria muito melhor;
mas é mais necessário para vós
que eu permaneça neste corpo mortal.
Procurai somente viver de maneira digna do Evangelho de Cristo.
O anúncio do evangelho tem prioridade sobre todas as realidades da vida do cristão. Paulo está preso e deseja libertar-se das cadeias que esta vida lhe impõe por causa do evangelho. Mas ele vive de Cristo e, por isso, mais importante do que a sua libertação é que o evangelho continue a ser anunciado.
EVANGELHO Mt 20, 1-16a
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:
«O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário,
que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha.
Ajustou com eles um denário por dia
e mandou-os para a sua vinha.
Saiu a meia-manhã,
viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes:
‘Ide vós também para a minha vinha,
e dar-vos-ei o que for justo’.
E eles foram.
Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde,
e fez o mesmo.
Saindo ao cair da tarde,
encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes:
‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’.
Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’.
Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’.
Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz:
«Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário,
a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’.
Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um.
Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais,
mas receberam também um denário cada um.
Depois de o terem recebido,
começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo:
‘Estes últimos trabalharam só uma hora,
e deste-lhes a mesma paga que a nós,
que suportámos o peso do dia e o calor’.
Mas o proprietário respondeu a um deles:
‘Amigo, em nada te prejudico.
Não foi um denário que ajustaste comigo?
Leva o que é teu e segue o teu caminho.
Eu quero dar a este último tanto como a ti.
Não me será permitido fazer o que quero do que é meu?
Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’.
Assim, os últimos serão os primeiros
e os primeiros serão os últimos».
Para Jesus, Deus é como um proprietário que sai continuamente para contratar trabalhadores para a vinha. Contrata todos os que encontra, independentemente da hora e da situação de cada um. Contrata até os que ninguém quer e a todos dá o mesmo salário, a sua graça, a sua misericórdia, o seu amor, que são tudo o que cada homem precisa para viver cada dia.
Reflexão da Palavra
No final do segundo livro de Isaías, no contexto do eminente regresso a Jerusalém, o profeta recorda a promessa de Deus, feita por Jeremias quando o povo foi levado para Babilónia, por causa dos seus pecados. De facto, Jeremias, após a saída de Jerusalém enviou uma carta aos anciãos, sacerdotes e profetas, cativos em Babilónia, na qual Deus afirma: “Quando se cumprirem os setenta anos na Babilónia, Eu vos visitarei, a fim de realizar a promessa que fiz de vos trazer de novo a este lugar. (…) Invocar-me-eis e vireis suplicar-me, e Eu vos atenderei. Buscar-me-eis e me encontrareis, se me procurardes de todo o coração. Deixar-me-ei encontrar por vós – oráculo do SENHOR – farei regressar os cativos e irei buscar-vos a todas as nações e a todos os lugares por onde vos dispersei, a fim de vos fazer voltar ao lugar donde vos desterrei”.
Isaías recorda ao seu povo que chegou o tempo de procurar e invocar o Senhor que se deixa encontrar. Assim como a necessidade de inverter o caminho que os levou a Babilónia, pelo arrependimento e conversão, pois a compaixão de Deus e a sua generosidade abrem um caminho novo para o regresso à pátria.
Acreditar nesta possibilidade e no tempo presente como tempo de Deus, requer uma nova mentalidade, pois os homens estão longe de Deus, os seus caminhos e os seus pensamentos não coincidem com os de Deus.
O salmo 144, um hino de louvor construído em ordem alfabética, já nos apareceu outras vezes na liturgia dominical. Aqui, surgem alguns versículos que enaltecem o Senhor pela sua bondade e misericórdia, pela sua grandeza e paciência, mas sobretudo pela sua justiça. O Senhor é um Deus próximo, mesmo que os caminhos dos homens sejam distantes dos caminhos de Deus, o Senhor não está longe, “está perto de quantos O invocam”.
Na Carta aos filipenses, Paulo coloca a prioridade do evangelho em relação a todas as situações pelas quais o apóstolo ou qualquer cristão tenha que passar. Paulo está preso e percebe que pode mesmo ser condenado à morte. Nesta situação experimenta sentimentos contraditórios a partir de uma certeza. No sofrimento que ele experimenta no corpo, por estar encarcerado, Cristo é glorificado e, portanto, não importa se morre ou se vive. Paulo já chegou à consciência de que “viver é Cristo e morrer é lucro”.
Neste sentido, os sentimentos atropelam-se. Por um lado, quer morrer para viver definitivamente em Cristo, por outro é necessário que ele continue a anunciar o evangelho.
O evangelho deste XXV domingo do tempo comum é todo ele ocupado com uma parábola de Jesus. Trata-se de uma parábola para explicar o que é o Reino de Deus “o reino dos céus pode comparar-se…” e onde se revela a distância entre os pensamentos de Deus e os dos homens.
Apresentado o objetivo da parábola, Jesus começa a contar, descrevendo uma situação perfeitamente comum naquele tempo e, em muitas situações, também hoje. Chegara o tempo das vindimas e os proprietários precisam de mão de obra para apanhar as uvas. Do mesmo modo, os trabalhadores precisam de ganhar o sustento para as suas famílias.
Estar na praça pública significa estar disponível para trabalhar. O salário é ajustado de acordo com o tempo de trabalho que resta até ao fim do dia. Por isso, Jesus, não se esquece de dizer, que ao contratar os primeiros trabalhadores, o proprietário ajustou com eles um denário.
A parábola conta que o proprietário sai várias vezes à praça pública para contratar trabalhadores. Os primeiros são contratados na primeira hora, os segundos a meio da manhã, os terceiros ao meio-dia, e às três horas da tarde ainda há homens que esperam ser contratados. No final do dia, o proprietário ainda contratou um grupo de homens. Com esta sequência Jesus quer dizer que o proprietário precisa de muitos trabalhadores, aliás ele próprio o diz claramente aos discípulos em outra parte do evangelho “a messe é grande mas os trabalhadores são poucos”. Significa que há trabalho para todos no Reino dos céus e que o proprietário não se cansa de sair à praça pública para contratar trabalhadores. Ninguém se pode queixar de não ter sido contratado porque o proprietário contrata todos os que encontra, mesmo aqueles que ninguém quis contratar.
Se os primeiros trabalhadores sabem que vão receber um denário, o suficiente para viver um dia, os outros não sabem o que vão receber, sabem apenas que será justo, de acordo com o trabalho realizado.
No final da parábola, não esqueçamos que Jesus tem como objetivo explicar o que é o Reino dos céus, o proprietário manda pagar o mesmo a todos os trabalhadores, um denário, como ajustou com os da primeira hora.
De acordo com a economia real, quem mais horas trabalha mais deve ganhar. No entanto, aqui, todos ganham o mesmo, um denário. Está em jogo uma nova economia que assenta, não no trabalho, mas na dignidade do trabalhador que merece o salário para viver um dia e na generosidade do proprietário. Ao ouvir a reclamação dos que trabalharam o dia inteiro, o proprietário objetou que fora um denário o que ajustou com eles, portanto, não há injustiça. E conclui “não me é permitido fazer o que quero do que é meu?”, isto é, não posso ser generoso com quem eu quero? Para questionar “ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?”.
Meditação da Palavra
A partir da experiência dos israelitas no desterro de Babilónia, Isaías dá-nos os elementos para fazermos a experiência de um Deus que cuida e não se esquece do seu povo. O Senhor tinha anunciado pelo profeta Jeremias que, no tempo certo, viria reunir o seu povo para o levar de volta à sua terra. As palavras de Jeremias são recuperadas por Isaías “Procurai o Senhor, enquanto se pode encontrar, invocai-O, enquanto está perto”. Com estas palavras, o profeta, anuncia que chegou o “tempo favorável”, o “dia da salvação”. Deus, “rico de compaixão” e “generoso em perdoar”, está disponível para acolher todos os que o invocam, como diz o salmo 145. O Senhor está perto e aguarda que “o ímpio deixe o seu caminho e o homem perverso os seus pensamentos” para iniciar o caminho novo de regresso. Todos podem vir, porque “O Senhor é bom para com todos e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas”.
É importante salientar este “todos”, porque aqui se revela o novo horizonte, Deus. Os caminhos do Senhor e os seus pensamentos não são como os dos homens. Muito acima dos interesses dos homens está Deus que vê de outro modo e, por isso, a sua generosidade destina-se a todos.
É esta a visão que Jesus dá no evangelho. Na parábola, por ele contada, podemos perceber que há um proprietário que é Deus, um capataz que se identifica com Jesus, os trabalhadores que são todos os homens, uma vinha que tanto pode ser o mundo como a Igreja e o salário, um denário, é a generosidade de Deus, a sua graça, dizemos nós.
O proprietário está preocupado porque não tem trabalhadores suficientes para a sua vinha e há homens de braços cruzados sem fazerem nada. Ele é incansável. Sai a todas as horas do dia para contratar trabalhadores e encontra sempre alguém a quem contratar. Contrata os da primeira hora, os do meio da manhã, do meio dia, das três da tarde e os que ninguém quis contratar, os da última hora. Contrata os que garantem êxito, eficácia, competência, dedicação e contrata os que não dão garantias, mas precisam de um salário para sobreviverem, eles e as suas famílias.
Jesus fala do reino dos céus. Diz que “é semelhante a um proprietário”. Na sua vinha há lugar para todos. Ele não exclui ninguém. Todos podem entrar porque têm garantido o salário mínimo que é a sua generosidade, a sua graça. O proprietário não está centrado na competência e capacidade de produção dos trabalhadores, na quantidade de uva recolhida, mas na sua generosidade e no homem beneficiário da sua gratuidade.
Na vinha deste proprietário, que é Deus, há trabalho para todos e há salário para todos. Nesta vinha não há primeiros nem últimos, todos são iguais e todos recebem igual porque a vinha não lhes pertence, trabalhar não é um direito mas um dom, o salário não é o pagamento justo pelo trabalho realizado mas fruto da generosidade do Senhor que dá o que é seu a quem quer e quando quer.
A mensagem parece clara. Deus tem trabalho para todos na sua vinha. Ele não faz distinção de pessoas. Todos podem entrar no reino dos céus. Cada um entra para trabalhar independentemente da hora. Ele, o Senhor, o justo proprietário, dá a sua graça a todos, mas dá segundo os seus critérios, de acordo com a sua generosidade e conforme a necessidade de cada um e não de acordo com os critérios dos homens.
O mundo é a vinha do Senhor. Nele há lugar para todos, há trabalho para todos. Todos chamados pelo nome para colaborar com o Senhor na obra da criação.
A Igreja é a vinha do Senhor. Nela há lugar para todos, há trabalho para todos. Todos são chamados a colaborar na obra da salvação.
O Senhor conta com trabalhadores incansáveis que não pensam em si mesmos nem procuram garantir para si um salário chorudo, se possível superior ao dos demais. Os trabalhadores aprendem a generosidade do coração do Senhor, aprendem a ter um olhar bom. Paulo é um bom exemplo de trabalhador que entrou na vinha, numa determinada hora do dia, e se dedicou percebendo que o fruto a recolher é o evangelho anunciado a todos, incansavelmente. E toda a sua vida vale, na medida em que serve o evangelho. Ainda que o seu desejo seja ir ao encontro de Cristo libertando-se das limitações do corpo, a verdade é que o evangelho é mais importante que o seu bem-estar pessoal. Compreender isto é compreender o coração de Deus.
Rezar a Palavra
É fácil, Senhor, deixar-se estar comodamente na situação de exilado e não querer levantar-se para regressar à casa do Pai. É fácil ficar na praça pública de braços cruzados sabendo que há trabalho na vinha. É fácil procurar o bem pessoal em vez de lutar para que o evangelho chegue ao coração de todos. É fácil reclamar um salário mais elevado do que o dos outros do que entender a economia da generosidade que favorece os mais necessitados. Convidas-me a converter o coração para deixar que a tua graça chegue em abundância a todos de modo que todos conheçam os teus pensamentos e sigam pelos teus caminhos.
Compromisso semanal
Como é o meu olhar? De que modo sirvo o Senhor? Que reclamações tenho guardadas dentro de mim?
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
Santo André Kim TaegonSanto André Kim Taegon e companheiros mártiresA Igreja coreana tem, talvez, uma característica única no mundo católico. Foi fundada e estabelecida apenas por leigos. Surgiu no início de 1600, a partir dos contatos anuais das delegações coreanas que visitavam Pequim, na China, nação que sempre foi uma referência no Extremo Oriente para troca de cultura.Ali os coreanos tomaram conhecimento do cristianismo. Especialmente por meio do livro do grande padre Mateus Ricci, “A verdadeira doutrina de Deus”. Foi o leigo Lee Byeok que se inspirou nele para, então, fundar a primeira comunidade católica atuante na Coréia.As visitas à China continuaram e os cristãos coreanos foram, então, informados, pelo bispo de Pequim, de que suas atividades precisavam seguir a hierarquia e organização ditada pelo Vaticano, a Santa Sé de Roma. Teria de ser gerida por um sacerdote consagrado, o qual foi enviado oficialmente para lá em 1785.Em pouco tempo, a comunidade cresceu, possuindo milhares de fiéis, Porém começaram a sofrer perseguições por parte dos governantes e poderosos, inimigos da liberdade, justiça e fraternidade pregadas pelos missionários. Tentando acabar com o cristianismo, matavam seus seguidores. Não sabiam que o sangue dos mártires é semente de cristãos, como já dissera o imperador Tertuliano, no início dos tempos cristãos. Assim, patrocinaram uma verdadeira carnificina entre 1785 e 1882, quando o governo decretou a liberdade religiosa.Foram dez mil mártires. Desses, a Igreja canonizou muitos que foram agrupados para uma só festa, liderados por André Kim Taegon, o primeiro sacerdote mártir coreano. Vejamos o seu caminho no apostolado.André nasceu em 1821, numa família da nobreza coreana, profundamente cristã. Seu pai, por causa das perseguições, havia formado uma “Igreja particular” em sua casa, nos moldes daquelas dos cristãos dos primeiros tempos, para rezarem, pregarem o Evangelho e receberem os sacramentos. Tudo funcionou até ser denunciado e morto, aos quarenta e quatro anos, por não renegar a fé em Cristo.André tinha quinze anos e sobreviveu com os familiares, graças à ajuda dos missionários franceses, que os enviaram para a China, onde o jovem se preparou para o sacerdócio e retornou diácono, em 1844. Depois, numa viagem perigosa vivida, tanto na ida quanto na volta, num clima de perseguição, foi para Xangai, onde o bispo o ordenou sacerdote.Devido à sua condição de nobre e conhecedor dos costumes e pensamento local, obteve ótimos resultados no seu apostolado de evangelização. Até que, a pedido do bispo, um missionário francês, seguiu em comitiva num barco clandestino para um encontro com as autoridades eclesiásticas de Pequim, que aguardavam documentos coreanos a serem enviados ao Vaticano. Foram descobertos e presos. Outros da comunidade foram localizados, inclusive os seus parentes.André era um nobre, por isso foi interrogado até pelo rei, no intuito de que renegasse a fé e denunciasse seus companheiros. Como não o fez, foi severamente torturado por um longo período e depois morto por decapitação, no dia 16 de setembro de 1846 em Seul, Coréia.Na mesma ocasião, foram martirizados cento e três homens, mulheres, velhos e crianças, sacerdotes e leigos, ricos e pobres. De nada adiantou, pois a jovem Igreja coreana floresceu com os seus mártires. Em 1984, o papa João Paulo II, cercado de uma grande multidão de cristãos coreanos, canonizou santo André Kim Taegon e seus companheiros, determinando o dia 20 de setembro para a celebração litúrgica.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Cândida e Francisco Maria.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 20 DE SETEMBRO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 15-16
Vós não recebestes um espírito de escravidão, para recair no temor, mas o Espírito de adopção filial, pelo qual exclamamos: «Abá, Pai». O próprio Espírito Santo dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus.
V. Em Vós, Senhor, está a fonte da vida:
R. Na vossa luz veremos a luz.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 22-23
Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não somente ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo.
V. Bendiz, minha alma, o Senhor:
R. Ele salva da morte a tua vida.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tim 1, 9
Deus salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça, essa graça que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a
eternidade.
V. O Senhor conduziu-os seguros e sem temor
R. E introduziu-os na sua terra santa.
Oração
Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Cor 1, 3-4
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as tribulações, para podermos também confortar aqueles que sofrem qualquer tribulação, por meio da consolação que nós próprios recebemos de Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
V. A Vós o louvor e a glória para sempre.
R. No firmamento dos céus.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
