“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 9 DE OUTUBRO DE 2026
9 de outubro de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 10 DE OUTUBRO DE 2026
11 de outubro de 2026Domingo XXVIII do Tempo Comum (Ano A)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Início da Profecia de Ageu 1, 1 – 2, 9
No templo reconstruído o Senhor manifestará a sua glória
No segundo ano do rei Dario, no primeiro dia do sexto mês, foi dirigida a palavra do Senhor, por meio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Josadac, sumo sacerdote, nestes termos: «Assim fala o Senhor do Universo: Esse povo diz: ‘Não chegou ainda o tempo de se reconstruir o templo do Senhor’». E a palavra do Senhor foi manifestada, por meio do profeta Ageu, nestes termos: «Para vós chegou o tempo de habitardes em casas confortáveis; entretanto este templo continua em ruínas!». Por isso, assim fala o Senhor do Universo: «Pensai bem na vossa situação. Semeais muito e colheis pouco; comeis e não vos saciais; bebeis e não matais a sede; vestis-vos e não vos aqueceis; e o operário mete o seu salário num saco roto». Assim fala o Senhor do Universo: «Pensai bem na vossa situação. Subi ao monte, trazei madeira e reconstruí o meu templo; nele porei a minha complacência e manifestarei a minha glória – diz o Senhor. Esperáveis muito e veio pouco; o que armazenastes em casa, dissipei-o com um sopro. E porquê? – diz o Senhor do Universo. Por causa do meu templo que está em ruínas, enquanto cada um de vós se preocupa tanto com a própria casa. Por isso os céus vos recusaram o seu orvalho, e a terra os seus frutos. Mandei vir a seca sobre a terra, sobre os montes, sobre o trigo, sobre o vinho, sobre o azeite, sobre tudo o que a terra produz, sobre os homens e sobre os animais, sobre todo o trabalho das vossas mãos». Zorobabel, filho de Salatiel, Josué, filho de Josadac, sumo sacerdote, e todo o resto do povo escutaram a voz do Senhor seu Deus e as palavras do profeta Ageu, conforme o Senhor seu Deus lhe mandara. E todo o povo temeu o Senhor. Então Ageu, mensageiro do Senhor, falou ao povo por mandado do Senhor, dizendo: «Eu estou convosco – diz o Senhor». O Senhor suscitou o espírito de Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, o espírito do sumo sacerdote Josué, filho de Josadac, e o espírito de todo o povo. Puseram-se todos a trabalhar na construção do templo do Senhor do Universo, seu Deus, aos vinte e quatro dias do sexto mês do segundo ano do rei Dario. No dia vinte e um do sétimo mês, a palavra do Senhor foi manifestada por meio do profeta Ageu: «Vai dizer a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, a Josué, filho de Josadac, sumo sacerdote, e a todo o povo: ‘Haverá entre vós algum sobrevivente que tenha visto este templo na sua primeira glória? E em que estado o vedes agora? Não se apresenta ele a vossos olhos reduzido a nada? Agora, coragem, Zorobabel! – diz o Senhor. Coragem, Josué, filho de Josadac, sumo sacerdote! Coragem, povo inteiro deste país! – diz o Senhor. Mãos à obra, porque Eu estou convosco! – diz o Senhor. Segundo a aliança que firmei convosco, quando saistes do Egipto, o meu espírito está no meio de vós. Não temais’. Assim fala o Senhor do Universo: Dentro de pouco tempo, abalarei os céus e a terra, o mar e o continente. Abalarei todas as nações; afluirão riquezas de todos os povos e encherei de glória este templo – diz o Senhor do Universo. A pertence a prata, a Mim pertence o ouro – diz o Senhor do Universo. A glória deste novo templo será maior que a do antigo – diz o Senhor do Universo. E neste lugar farei reinar a paz – oráculo do Senhor do Universo».
RESPONSÓRIO Ageu 1, 8; Is 56, 7c
R. Subi ao monte e reconstruí a minha casa: * Nela porei a minha complacência, diz o Senhor.
V. A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. * Nela porei a minha complacência, diz o Senhor.
SEGUNDA LEITURA
Do Comentário de São Cirilo de Alexandria, bispo, sobre o profeta Ageu
(Cap. 14: PG 71; 1047-1050) (Sec. V)
O meu nome é glorificado entre as nações
Com a vinda do nosso Salvador, o templo de Deus apareceu incomparavelmente mais glorioso, e tanto mais excelente e grandioso que o antigo, quanto se pode julgar superior ao culto da religião legal o culto de Cristo e do Evangelho, quanto se pode julgar superior a realidade à sua sombra. Penso que ainda se pode dizer mais. O templo era um só, encontrava-se unicamente em Jerusalém e só o povo de Israel oferecia nele sacrifícios. Mas depois que o Unigénito Se fez nosso semelhante, sendo Ele Deus e Senhor que fez brilhar sobre nós a sua luz, como diz a Escritura, toda a terra se encheu de templos santos e de inumeráveis adoradores que veneram o Deus do universo com sacrifícios e incensos espirituais. Creio que é precisamente isto o que o profeta Malaquias anunciou em nome de Deus: Do Oriente ao Ocidente, diz o Senhor, o meu nome é glorificado entre as nações e em todo o lugar se oferece ao meu nome o incenso e a oblação pura. É verdade, portanto, que a glória do novo templo, isto é, da Igreja, havia de ser maior que a do antigo. A Escritura declara que todos aqueles que trabalham e se esforçam na construção deste templo hão-de receber, como recompensa do Salvador e dom do Céu, o próprio Cristo, que é a paz de todos os homens, pelo qual temos acesso ao Pai num só Espírito. Diz com efeito a Escritura: Farei reinar a paz neste lugar e darei a paz da alma a todo aquele que trabalhar na edificação deste templo. De maneira semelhante diz Cristo: Dou-vos a minha paz. E São Paulo fala-nos dos frutos desta paz que se dá aos que amam o Senhor: A paz de Deus que supera toda a inteligência guardará os vossos corações e os vossos pensamentos. Também o sábio Isaías orava neste sentido, dizendo: Senhor nosso Deus, Vós nos dareis a paz, porque em nosso favor realizastes obras grandiosas. Uma vez possuída a paz de Cristo, facilmente conservaremos a vida da alma e poderemos orientar a nossa vontade para a prática perfeita das virtudes. Por isso se diz que a paz é prometida a todos aqueles que se consagram à construção deste templo: quer se dediquem à edificação da Igreja interpretando os sagrados mistérios, isto é, como mistagogos à frente da Casa de Deus, quer se entreguem à santificação da própria alma, como pedras vivas e espirituais que formam um templo santo e morada de Deus, por meio do Espírito, todos eles alcançarão facilmente a salvação da sua alma.
RESPONSÓRIO Salmo 83 (84), 5; Zac 2, 15a
R. Felizes os que moram na vossa casa, Senhor; * Cantarão eternamente os vossos louvores.
V. Naquele dia, muitas nações se unirão ao Senhor e farão parte do meu povo. * Cantarão eternamente os vossos louvores.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
Esta última parte pode omitir-se.
Ou (em língua latina):
Te Deum laudámus, * te Dóminum confitémur.
Te aetérnum Patrem * omnis terra venerátur.
Tibi omnes ángeli, * tibi caeli et univérsae potestátes,
tibi chérubim et séraphim * incessábili voce proclámant:
Sanctus, * Sanctus, * Sanctus * Dóminus Deus Sábaoth.
Pleni sunt caeli et terra * maiestátis glóriae tuae.
Te gloriósus * Apostolórum chorus,
te prophetárum * laudábilis númerus,
te mártyrum candidátus * laudat exércitus,
Te per orbem terrárum * sancta confitétur Ecclésia,
Patrem * imménsae maiestátis;
venerándum tuum verum * et únicum Fílium;
Sanctum quoque * Paráclitum Spíritum.
Tu rex glóriae, * Christe.
Tu Patris * sempitérnus es Fílius.
Tu, ad liberándum susceptúrus hóminem, *
non horruísti Vírginis úterum.
Tu, devícto mortis acúleo, *
aperuísti credéntibus regna caelórum.
Tu ad déxteram Dei sedes, * in glória Patris.
Iudex créderis * esse ventúrus.
Te ergo, quaésumus, tuis fámulis súbveni, *
quos pretióso sánguine redemísti.
Aetérna fac cum sanctis tuis * in glória numerári.
Salvum fac pópulum tuum, Dómine, *
et bénedic haereditáti tuae.
Et rege eos * et extólle illos usque in aetérnum.
Per síngulos dies * benedícimus te;
et laudámus nomen tuum in saéculum, *
et in saéculum saéculi.
Dignáre, Dómine, die isto * sine peccáto nos custodíre.
Miserére nostri, Dómine, * miserére nostri.
Fiat misericórdia tua, Dómine, super nos, *
quemádmodum sperávimus, in te.
In te, Dómine, sperávi, * non cónfúndar in aetérnum.
Esta última parte pode omitir-se.
Oração
Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas acções e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
2 Tim 2, 8.11-13
Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos. É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos; se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; se O negarmos, também Ele nos negará; se formos infiéis, Ele permanecerá fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
V. Anunciamos as vossas maravilhas
R. E invocamos o vosso nome.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xxviii-do-tempo-comum-ano-a/>]
Domingo XXVIII do Tempo Comum (Ano A)
Há pão e vinho sobre a mesa
A mesa está posta. Foi escolhido um lugar alto, que pode ser avistado ao longe, amplo que pode comportar a todos. A mesa é suficientemente grande para que todos se possam sentar. Há comida em abundância, não vai faltar pão e vinho.
Faltam convidados, mas a sala enche-se.
Há pobres em número suficiente para fazer a festa e a alegria transborda mesmo quando a veste nupcial não parece ser a mais adequada.
LEITURA I Is 25, 6-10a
Sobre este monte,
o Senhor do Universo há de preparar para todos os povos
um banquete de manjares suculentos,
um banquete de vinhos deliciosos:
comida de boa gordura, vinhos puríssimos.
Sobre este monte,
há de tirar o véu que cobria todos os povos,
o pano que envolvia todas as nações;
destruirá a morte para sempre.
O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces
e fará desaparecer da terra inteira
o opróbrio que pesa sobre o seu povo.
Porque o Senhor falou.
Dir-se-á naquele dia:
«Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação;
é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança.
Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou.
A mão do Senhor pousará sobre este monte».
Vivemos na expetativa de nos sentarmos à mesa de Deus, no Reino dos Céus. Isaías anuncia o dia em que mudará a sorte dos que vivem no luto, na opressão, em lágrimas. Esse dia vai chegar e será celebrado no cimo do monte do Senhor, num banquete de manjares suculentos e vinhos deliciosos, no qual todos poderão ver a Deus.
Salmo responsorial Sl 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 6cd)
Jesus é o pastor que nos conduz e o anfitrião que nos acolhe na sua tenda. Ele transforma a nossa sorte com a vitória sobre a morte e revela a nossa grandeza, ungindo-nos com o óleo da alegria.
LEITURA II Flp 4, 12-14.19-20
Irmãos:
Sei viver na pobreza e sei viver na abundância.
Em todo o tempo e em todas as circunstâncias,
tenho aprendido a ter fartura e a passar fome,
a viver desafogadamente e a padecer necessidade.
Tudo posso n’Aquele que me conforta.
No entanto, fizestes bem em tomar parte na minha aflição.
O meu Deus proverá com abundância
a todas as vossas necessidades,
segundo a sua riqueza e magnificência, em Cristo Jesus.
Glória a Deus, nosso Pai, pelos séculos dos séculos. Amen.
Paulo recebeu dos filipenses apoio para as suas dificuldades, mas revela a sua liberdade face aos bens materiais. Para ele o bem que espera e no qual sente conforto é Cristo, o único de quem espera conforto nas tribulações.
EVANGELHO Forma longa Mt 22, 1-14
Naquele tempo,
Jesus dirigiu-Se de novo
aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo
e, falando em parábolas, disse-lhes:
«O reino dos Céus pode comparar-se a um rei
que preparou um banquete nupcial para o seu filho.
Mandou os servos chamar os convidados para as bodas,
mas eles não quiseram vir.
Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes:
‘Dizei aos convidados:
Preparei o meu banquete, os bois e os cevados foram abatidos,
tudo está pronto. Vinde às bodas’.
Mas eles, sem fazerem caso,
foram um para o seu campo e outro para o seu negócio;
os outros apoderaram-se dos servos,
trataram-nos mal e mataram-nos.
O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos,
que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade.
Disse então aos servos:
‘O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos.
Ide às encruzilhadas dos caminhos
e convidai para as bodas todos os que encontrardes’.
Então os servos, saindo pelos caminhos,
reuniram todos os que encontraram, maus e bons.
E a sala do banquete encheu-se de convidados.
O rei, quando entrou para ver os convidados,
viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial.
e disse-lhe:
‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’.
Mas ele ficou calado.
O rei disse então aos servos:
‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores;
aí haverá choro e ranger de dentes’.
Na verdade, muitos são os chamados,
mas poucos os escolhidos».
Os convidados do rei mostram desinteresse pelo convite que lhes foi feito para as núpcias do filho. O rei abre as portas do banquete para todos os que, convidados à última hora, aceitaram entrar na sala decididos a participar da sua alegria.
Reflexão da Palavra
Tirado da IV parte do primeiro livro de Isaías, conhecido como o Apocalipse de Isaías, o texto do banquete, relata o cumprimento da palavra do Senhor e da salvação dos homens. Destaca-se no texto a afirmação “porque o Senhor falou”, que revela o poder da palavra de Deus que atua como no princípio “Deus disse…” e tudo foi criado. Para depois afirmar “dir-se-á naquele dia” referindo-se aos que foram alvo da salvação de Deus. Todos reconhecerão que o Senhor é quem salva. Aqueles que antes não conseguiam ver, agora já veem. Antes, não viam porque estavam sob o “véu do luto”, debaixo do “pano que cobre as nações” e sob a ameaça da morte. Agora já veem porque o Senhor arrancou “o véu do luto, o pano que encobre as nações”, aniquilou a morte, enxugou as lágrimas e eliminou o opróbrio que pesava sobre o povo.
Salienta-se a universalidade da salvação, porque o Senhor prepara um banquete aberto a “todos os povos”, retira o luto a “todas as nações”, enxuga as lágrimas de “todas as faces”, elimina o opróbrio de “todas as nações”. Por isso o reconhecimento de Deus é também universal, pois o Senhor é “nosso Deus”, o Deus de todos e, por isso, todos são convidados à alegria e à festa.
A salvação de Deus é definitiva, não é passageira, como revela a abundância do banquete aberto a todos. Trata-se de “um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos: comida de boa gordura, vinhos puríssimos”, não vai faltar comida, sinal de que a festa não vai acabar.
A ideia do banquete salvífico está presente também no salmo 22. O Deus que salva aparece na figura de um pastor que sabe escolher as melhores pastagens para o seu rebanho e sabe conduzir as suas ovelhas para as águas refrescantes e do anfitrião que prepara a mesa, enche a taça a transbordar e derrama sobre a cabeça, daqueles que ele salva, o óleo da alegria, revelando a vitória sobre o inimigo, a morte, que permanece à espreita.
Paulo, na carta aos filipenses, continuação do texto do domingo passado, agradece a generosidade, atenção e interesse daquela comunidade. Mas aproveita para centrar toda a sua vida e a dos filipenses, em Cristo. O importante não é a abundância de bens materiais, mas a abundância de Cristo “o meu Deus proverá com abundância… em Cristo Jesus”. É, por isso, que a Paulo não importa se vive na pobreza ou na abundância, importa encontrar força naquele que o conforta.
Continuando a dirigir-se aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, mas estando presentes também os discípulos e o povo, Jesus conta mais uma parábola. Desta vez desvia-se do tema da vinha, escolhe como personagem principal um rei que prepara as núpcias do seu filho, prepara um banquete e envia servos para avisar os convidados. A intenção da parábola é apresentar o Reino dos Céus.
A parábola está composta por duas partes. A primeira é preenchida pelo chamamento dos convidados para a festa e a segunda pela situação de um homem que se introduziu na sala do banquete sem a veste própria. Poderíamos ver aqui duas parábolas distintas, mas tal como as apresenta Mateus, numa só, estão no mesmo cenário das núpcias do filho do rei.
Na primeira parte, o rei, que prepara o banquete das núpcias do filho, faz três chamamentos. Os dois primeiros dirigem-se às mesmas pessoas, os previamente convidados que, na primeira vez manifestam não estar interessados em ir ao banquete e na segunda vez se ocupam com outros afazeres e há até quem trate mal e mate os enviados do rei. O terceiro convite é dirigido a outras pessoas, os que nunca seriam convidados, os que não esperam o convite e não estão preparados para a festa, mas, ainda assim, aceitam ir e enchem a sala do banquete. Estes últimos são “bons e maus”.
A segunda parte da parábola conta o diálogo do rei com um intruso que se apresentou sem traje nupcial e sobre quem vai recair uma pesada decisão.
Na parábola podemos identificar o rei como sendo Deus e Jesus o seu filho. Então, estamos a falar das bodas do Cordeiro. Trata-se de um banquete preparado antecipadamente e com os convites feitos e entregues a tempo de os convidados se poderem preparar para a festa.
Em qualquer momento, aquele que receber um convite, pode preparar-se e participar porque não há tempo a perder. O rei não desiste perante as manifestações de recusa, insiste no convite que é para todos não exclui ninguém. Só fica de fora quem se autoexcluir, resposta que será sempre incompreensível, perante a disponibilidade e interesse do rei.
O rei só não admite a agressão aos enviados. Para a recusa ao convite o rei tem misericórdia suficiente para não lhe impor um castigo, mas a morte dos seus servos vai contra o mandamento mais importante “não matarás”, como já tinha acontecido na parábola dos vinhateiros, e vão ser castigados.
Os encontrados nas encruzilhadas e nos caminhos fazem pensar nos amigos de Jesus, aqueles com quem ele come e bebe, os pecadores, publicanos e prostitutas. Já não importa quem vem, mas que a sala fique cheia. E é aqui que começa a segunda parte da parábola que centra a atenção sobre um homem que não tem veste nupcial. Mas, todos foram apanhados de surpresa. São todos pobres, famintos, doentes e pecadores, como podem ter veste nupcial?
Que falta a este homem, a quem o rei chama amigo, para que seja considerado sem traje nupcial? Parece que a única possibilidade é a comunhão com a alegria do rei partilhada por todos os presentes. Este homem entrou, mas não está na festa, vive só para si, vive dentro de si, não partilha das alegrias dos outros, não está em comunhão com o rei nem partilha da sua alegria. O seu único interesse é comer do banquete do rei, mas não fazer festa com ele e com os outros convidados, por isso, não pode permanecer ali, porque está a contaminar o ambiente como seu egoísmo.
Meditação da Palavra
Jesus continua a chamar-nos à conversão do coração. É fácil construir um coração que exclui os outros pelas suas diferenças ou pelas suas fragilidades. É fácil construir um mundo onde não cabem todos e onde atitudes contrárias às que entendemos como certas também não podem ter lugar. É fácil impor comportamentos aos outros mesmo que nós nem sempre nos ajustemos à medida que lhes impomos. Com a exclusão de pessoas, excluímos também a Deus, porque ele acolhe a todos. É tão fácil construir uma vida sem Deus, de tal modo que o seu convite para a festa se torna indiferente.
Jesus conta mais uma parábola às autoridades do seu tempo, príncipes dos sacerdotes, anciãos e fariseus, para os fazer pensar num Deus misericordioso que tem lugar na sua casa para todos e apenas aguarda o tempo propício para lhe dizermos sim, ao convite para o seu amor. De facto, somos muitos os que sentimos que o Senhor nos chama para o banquete, mas teimamos em recusar, encontrando sempre motivos, razões e desculpas para não aceitar. Muitos há que até se tornam agressivos perante a possibilidade do chamamento, insistência do Senhor e a inevitabilidade de aceitar o convite. Há homens e mulheres a quem Deus envia como mensageiros e que sofrem na pele a recusa daqueles a quem Deus convidou para entrar no seu banquete.
Na mesma parábola, Jesus, recorda que a sala do banquete vai encher-se, seja com uns ou com outros, com os convidados de lista ou com os convidados de última hora, os improváveis, mas o banquete do reino dos céus vai realizar-se e vai ser alegria para todos os que nele participarem.
Tal como na profecia de Isaías, o banquete de Jesus é para todos. Todos os povos, todas as nações, todos os que choram, todos os que vivem na tristeza e todos os que se sentem oprimidos. Deus liberta de todos os constrangimentos aqueles que aceitarem entrar na sua festa.
Há uma exigência para todos, a comunhão com o coração misericordioso do Pai. Que ninguém se escandalize porque o Pai perdoa a todos, mesmo aos que entendemos não terem ou não merecerem perdão.
Em todos, é sempre a abundância de Deus que preenche e ninguém encontra conforto em si mesmo. Para todos o conforto está no filho do Rei, Jesus. É nele, como diz Paulo, que tudo podemos.
É importante encontrar espaço para todos e também que ninguém se autoexclua do banquete por ter preenchido a sua vida com outras ocupações que impedem aceitar o convite de Deus. Há sempre um dia em que todos os impedimentos são removidos e nesse dia poderemos entrar na festa.
Na parábola Jesus alerta os que preenchem a suas vidas com preocupações deste mundo, o trabalho exagerado, a ocupação permanente, a inquietação constante, a agressividade e violência, a irritabilidade, que impedem reconhecer e valorizar o coração generoso do Senhor, o rei da parábola e do seu filho, Jesus.
Mas alerta também os que aceitam o convite e entram na sala do banquete, mas só pensam em si próprios. No banquete do rei todos se sentam, todos comem, mas todos são chamados a adquirir os sentimentos que encontram no coração do Senhor. A disponibilidade para servir os outros, a capacidade de partilhar, estar ao serviço de todos, preocupar-se para que não fique ninguém de fora, para que todos tenham acesso à comida, não excluir ninguém, satisfazer-se com o essencial, sentir a alegria de se dar, transformar o coração numa sala como a do rei que tem espaço todos. Numa palavra, construir um coração universal, é adquirir a veste própria, é revestir-se de Cristo e dos sentimentos que nele se podem encontrar.
Hoje somos nós os chamados ao monte do Senhor, para participar no banquete das núpcias do Cordeiro. Temos uma resposta para dar que não é feita de palavras, mas de atitudes que transforme a festa na verdadeira comunhão universal dos homens com Deus.
Rezar a Palavra
Senhor, a tua graça chega primeiro e liberta o meu coração do luto e os meus olhos das lágrimas. Torna leve a minha vida sobrecarregada com as preocupações e o peso das responsabilidades, que me fazem crer não ter tempo para a festa. Insiste comigo para que entenda que o teu convite é dom e não mais uma obrigação. Faz-me compreender que em ti encontro o descanso para a minha alma e o alimento que dá força para a luta. Ensina-me a disponibilidade para servir no banquete do reino que já está a acontecer nos gestos de entrega de tantos homens e mulheres, deste tempo em que sou chamado a viver a alegria da salvação.
Compromisso semanal
Quero participar no convite aos que estão mais longe e no serviço aos que já participam no banquete do reino, sem preconceitos, para que todos vivam a festa da salvação que vem de Jesus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São João XXIIITerceiro franciscano (1881-1963). Beatificado em 1º de outubro de 2000 por João Paulo II e canonizado por Papa Francisco em 27 de abril de 2014.Nasceu no dia 25 de novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo (Itália), e nesse mesmo dia foi batizado com o nome de Ângelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal. Ao seu tio Xavier, ele mesmo atribuirá a sua primeira e fundamental formação religiosa. O clima religioso da família e a fervorosa vida paroquial foram a primeira escola de vida cristã, que marcou a sua fisionomia espiritual.Ingressou no Seminário de Bérgamo, onde estudou até ao segundo ano de teologia. Ali começou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no “Diário da alma”. No dia 1 de Março de 1896, o seu diretor espiritual admitiu-o na ordem franciscana secular, cuja regra professou a 23 de Maio de 1897.De 1901 a 1905 foi aluno do Pontifício Seminário Romano, graças a uma bolsa de estudos da diocese de Bérgamo. Neste tempo prestou, além disso, um ano de serviço militar. Recebeu a Ordenação sacerdotal a 10 de Agosto de 1904, em Roma, e no ano seguinte foi nomeado secretário do novo Bispo de Bérgamo, D. Giacomo Maria R. Tedeschi, acompanhando-o nas várias visitas pastorais e colaborando em múltiplas iniciativas apostólicas: sínodo, redação do boletim diocesano, peregrinações, obras sociais. Às vezes era também professor de história eclesiástica, patrologia e apologética. Foi também Assistente da Ação Católica Feminina, colaborador no diário católico de Bérgamo e pregador muito solicitado, pela sua eloquência elegante, profunda e eficaz.Naqueles anos aprofundou-se no estudo de três grandes pastores: São Carlos Borromeu (de quem publicou as Actas das visitas realizadas na diocese de Bérgamo em 1575), São Francisco de Sales e o então Beato Gregório Barbarigo. Após a morte de D. Giacomo Tedeschi, em 1914, o Pade Roncalli prosseguiu o seu ministério sacerdotal dedicado ao magistério no Seminário e ao apostolado, sobretudo entre os membros das associações católicas.Em 1915, quando a Itália entrou em guerra, foi chamado como sargento sanitário e nomeado capelão militar dos soldados feridos que regressavam da linha de combate. No fim da guerra abriu a “Casa do estudante” e trabalhou na pastoral dos jovens estudantes. Em 1919 foi nomeado diretor espiritual do Seminário.Em 1921 teve início a segunda parte da sua vida, dedicada ao serviço da Santa Igreja. Tendo sido chamado a Roma por Bento XV como presidente nacional do Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé, percorreu muitas dioceses da Itália organizando círculos missionários.Em 1925, Pio XI nomeou-o Visitador Apostólico para a Bulgária e elevou-o à dignidade episcopal da Sede titular de Areopolis.Tendo recebido a Ordenação episcopal a 19 de Março de 1925, em Roma, iniciou o seu ministério na Bulgária, onde permaneceu até 1935. Visitou as comunidades católicas e cultivou relações respeitosas com as demais comunidades cristãs. Atuou com grande solicitude e caridade, aliviando os sofrimentos causados pelo terremoto de 1928. Suportou em silêncio as incompreensões e dificuldades de um ministério marcado pela táctica pastoral de pequenos passos. Consolidou a sua confiança em Jesus crucificado e a sua entrega a Ele.Em 1935 foi nomeado Delegado Apostólico na Turquia e Grécia: era um vasto campo de trabalho. A Igreja tinha uma presença ativa em muitos âmbitos da jovem república, que se estava a renovar e a organizar. Mons. Roncalli trabalhou com intensidade ao serviço dos católicos e destacou-se pela sua maneira de dialogar e pelo trato respeitoso com os ortodoxos e os muçulmanos. Quando irrompeu a segunda guerra mundial ele encontrava-se na Grécia, que ficou devastada pelos combates. Procurou dar notícias sobre os prisioneiros de guerra e salvou muitos judeus com a “permissão de trânsito” fornecida pela Delegação Apostólica. Em 1944 Pio XII nomeou-o Núncio Apostólico em Paris.Durante os últimos meses do conflito mundial, e uma vez restabelecida a paz, ajudou os prisioneiros de guerra e trabalhou pela normalização da vida eclesial na França. Visitou os grandes santuários franceses e participou nas festas populares e nas manifestações religiosas mais significativas. Foi um observador atento, prudente e repleto de confiança nas novas iniciativas pastorais do episcopado e do clero na França. Distinguiu-se sempre pela busca da simplicidade evangélica, inclusive nos assuntos diplomáticos mais complexos. Procurou agir sempre como sacerdote em todas as situações, animado por uma piedade sincera, que se transformava todos os dias em prolongado tempo a orar e a meditar.Em 1953 foi criado Cardeal e enviado a Veneza como Patriarca, realizando ali um pastoreio sábio e empreendedor e dedicando-se totalmente ao cuidado das almas, seguindo o exemplo dos seus santos predecessores: São Lourenço Giustiniani, primeiro Patriarca de Veneza, e São Pio X.Depois da morte de Pio XII, foi eleito Sumo Pontífice a 28 de Outubro de 1958 e assumiu o nome de João XXIII. O seu pontificado, que durou menos de cinco anos, apresentou-o ao mundo como uma autêntica imagem de bom Pastor. Manso e atento, empreendedor e corajoso, simples e cordial, praticou cristãmente as obras de misericórdia corporais e espirituais, visitando os encarcerados e os doentes, recebendo homens de todas as nações e crenças e cultivando um extraordinário sentimento de paternidade para com todos. O seu magistério foi muito apreciado, sobretudo com as Encíclicas “Pacem in terris” e “Mater et magistra”.Convocou o Sínodo romano, instituiu uma Comissão para a revisão do Código de Direito Canônico e convocou o Concílio Ecumênico Vaticano II. Visitou muitas paróquias da Diocese de Roma, sobretudo as dos bairros mais novos. O povo viu nele um reflexo da bondade de Deus e chamou-o “o Papa da bondade”. Sustentava-o um profundo espírito de oração, e a sua pessoa, iniciadora duma grande renovação na Igreja, irradiava a paz própria de quem confia sempre no Senhor. Faleceu na tarde do dia 3 de junho de 1963.A Igreja festeja, em 11 de outubro, São João XXIII. O Papa bom, o Papa do Discurso da Lua, o Papa do carinho às crianças, mas sobretudo, o Papa do Concílio, visto que a data escolhida para a sua memória litúrgica remete à abertura do Vaticano II, em 11 de outubro de 1962.Foi canonizado pelo Papa Francisco em 27 de abril de 2014, mesma data da canonização de São João Paulo II.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Santo Alexandre Sauli, Zenaide e Jaime.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 11 DE OUTUBRO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 6, 19-20
Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós e vos foi dado por Deus? Não vos pertenceis a vós mesmos: fostes resgatados por grande preço. Glorificai a Deus no vosso corpo.
V. A minha alma suspira pelos átrios do Senhor,
R. O meu coração e a minha carne exultam no Deus vivo
Oração
Fazei, Senhor, que os acontecimentos do mundo decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 10, 12
Agora, Israel, que te pede o Senhor teu Deus? Que respeites o Senhor teu Deus, que sigas todos os seus caminhos, que O ames e sirvas com todo o teu coração e com toda a tua alma.
V. Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?
R. O que vive sem mancha e diz a verdade que tem no coração.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Cant 8, 6b-7
O amor é forte como a morte, e a paixão é violenta como o abismo. É uma chama ardente, um fogo divino. As águas torrenciais não conseguem apagar o amor, nem os rios o podem submergir.
V. Eu Vos amo, Senhor, minha fortaleza,
R. Meu protector, minha defesa e meu salvador.
Oração
Fazei, Senhor, que os acontecimentos do mundo decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 12, 22-24
Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva; de uma assembleia dos primogénitos cujos nomes estão inscritos no Céu; de Deus, juiz do universo; dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição; de Jesus, Mediador da Nova Aliança, e do Sangue de aspersão que fala mais eloquentemente que o sangue de Abel.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
V. Infinita é a sua sabedoria
R. Admirável é o seu poder.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
