“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 21 DE OUTUBRO DE 2026
21 de outubro de 2026Quinta-feira da Semana XXIX do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Ester 5, 1-5; 7, 1-10
O rei e Amã vão ao banquete de Ester
Amã é enforcado
Ao fim de três dias, Ester vestiu os seus trajes reais e apresentou-se no átrio interior do palácio, em frente dos aposentos do rei. O rei estava sentado no seu trono, na sala régia, em frente à entrada do palácio. Quando o rei viu a rainha no átrio, olhou-a com complacência e estendeu a Ester o ceptro de ouro que tinha na mão; e Ester aproximou-se e tocou na extremidade do ceptro.
Disse-lhe o rei: «Que tens, rainha Ester? Qual é o teu pedido. Ainda que seja metade do meu reino, ser-te-á concedido». Ela respondeu: «Se for do agrado do rei, venha hoje o rei com Amã ao banquete que lhe preparei». Então o rei disse:
«Avisai depressa Amã para fazer o que Ester pediu».
O rei e Amã foram ao banquete que Ester tinha preparado. Enquanto se bebia o vinho, o rei perguntou: «Qual é o teu pedido, rainha Ester? Ser-te-á concedido. Que desejas? Ainda que seja metade do meu reino, recebê-lo-ás». A rainha Ester tomou a palavra e respondeu: «Se achei graça a teus olhos, ó rei, se assim for do teu agrado, o meu pedido é que me seja concedida a vida, e o meu desejo é que seja salvo também o meu povo. Porque eu e o meu povo fomos vendidos, para sermos exterminados, mortos e aniquilados. Se fôssemos somente vendidos como escravos e escravas, ainda me calaria; mas o inimigo não poderá reparar o dano feito ao rei».
Então o rei Assuero perguntou-lhe: «Quem é e onde está aquele que projecta fazer tais coisas?». Ester respondeu:
«Esse perseguidor e inimigo é este malvado Amã». Amã ficou aterrado, diante do rei e da rainha. O rei, furioso, levantou-se e saiu do banquete para o jardim do palácio. Amã ficou junto da rainha Ester a pedir que lhe salvasse a vida, pois sabia que a sua morte já estava decidida pelo rei.
Quando o rei voltou do jardim do palácio à sala do banquete, viu Amã que se tinha lançado sobre o divã em que Ester se encontrava. Então o rei disse: «Quererá ele violentar a rainha na minha presença e no meu palácio?». Mal saíram da boca do rei estas palavras, cobriram com um véu o rosto de Amã. Entretanto Harbona, um dos eunucos que estava diante do rei, disse: «Na casa de Amã há uma forca de cinquenta côvados de altura que ele mandou preparar para Mardoqueu, o qual falou para bem do rei». O rei disse: «Que o enforquem nela». Assim Amã foi enforcado no patíbulo que ele tinha mandado preparar para Mardoqueu. E a ira do rei acalmou-se.
RESPONSÓRIO cf. Est 10, 3 f; Is 48, 20b
R. Israel clamou a Deus, e o Senhor salvou o seu povo. * Livrou-o de todos os males e fez grandes milagres entre as nações.
V. Anunciai com brados de alegria: o Senhor resgatou Jacob seu servo. * Livrou-o de todos os males e fez grandes milagres entre as nações.
SEGUNDA LEITURA
Da Carta de Santo Agostinho, bispo, a Proba
(Ep. 130, 14, 25-26: CSEL 44, 68-71) (Sec, V)
Não sabemos o que devemos pedir
Talvez perguntes ainda por que razão diz o Apóstolo: Não sabemos o que devemos pedir nas nossas orações, uma vez que é impossível pensar que ele ou aqueles a quem se dirigia desconhecessem a oração do Senhor.
Na verdade, também o Apóstolo experimentou a sua incapacidade de pedir o que convém. De facto, quando sentia o espinho que lhe fora deixado na carne, o anjo de Satanás que o esbofeteava para não se ensoberbecer com a sublimidade das revelações, três vezes pediu ao Senhor para o libertar desse tormento, ignorando certamente o que lhe era conveniente pedir. E ouviu a resposta de Deus, explicando-lhe a razão por que não se realizava nem era conveniente que se realizasse o que pedia um homem tão santo: Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta o meu poder.
Certamente, nas tribulações, que tanto nos podem ser úteis como prejudiciais, não sabemos o que devemos pedir; mas como elas nos são tão duras e difíceis e contrárias à inclinação da nossa débil natureza, todos nós, segundo um desejo comum a todos os homens, pedimos para sermos livres delas. Mas confiemos em Deus nosso Senhor. Se Ele não afasta de nós tais provações, nunca pensemos que Ele nos abandona; ao contrário, pela paciente tolerância destes males, esperemos obter bens melhores. É assim que na fraqueza se manifesta o seu poder. Isto está escrito para que ninguém se glorie, quando alcança de Deus alguma coisa que Lhe pediu com impaciência e que afinal seria melhor não alcançar; e também para que ninguém desanime ou desespere da misericórdia divina, quando Deus não o atende naquilo que pediu e que, possivelmente, ou seria para ele causa de um mal maior, ou ocasião de ruína total, se viesse a cair na sedução da prosperidade. Em tais circunstâncias não sabemos o que devemos pedir.
Portanto, se alguma coisa acontece contra o que pedimos na oração, nunca duvidemos de que o mais vantajoso é o que acontece segundo a vontade de Deus e não segundo a nossa, e suportemos com paciência tal contrariedade, dando graças a Deus por tudo. Temos nisto o exemplo do nosso divino Medianeiro, que disse na véspera da sua paixão: Pai, se é possível, afaste-se de Mim este cálice; mas sublimando a vontade humana assumida na Encarnação, imediatamente acrescentou: Não se faça, porém, a minha vontade, mas a tua. E foi assim que pela obediência de um só veio para todos a justificação.
RESPONSÓRIO Mt 7, 7a.8; Salmo 144 (145), 18
R. Pedi e dar-se-vos-á: * Quem pede recebe, quem procura encontra, a quem chama abrir-se-á a porta.
V. O Senhor está perto de quantos O invocam de coração sincero. * Quem pede recebe, quem procura encontra, a quem chama abrir-se-á a porta.
Oração
Deus eterno e omnipotente, dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço a dedicação da nossa vontade e a sinceridade do nosso coração. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Is 66, 1-2
Eis o que diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra escabelo dos meus pés. Que casa podereis construir-Me? Qual será o lugar do meu repouso? Pela minha mão foram feitas todas as coisas e tudo Me pertence, diz o Senhor. O meu olhar volta-se para os humildes e os corações contritos, para aqueles que temem as minhas palavras.
RESPONSÓRIO BREVE
V. De todo o coração eu clamo: Ouvi-me, Senhor.
R. De todo o coração eu clamo: Ouvi-me, Senhor.
V. Quero observar os vossos decretos.
R. Ouvi-me, Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. De todo o coração eu clamo: Ouvi-me, Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quinta-feira-da-semana-xxix-do-tempo-comum-12/>]
Quinta-feira da Semana XXIX do Tempo Comum
São João Paulo II, papa (MF)
Carlos José Wojtyła nasceu na localidade de Wadowice, na Polónia, em 1920. Ordenado presbítero, continuou os seus estudos teológicos em Roma. Regressado ao seu país, foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia e, em 1964, arcebispo do mesmo lugar. Tomou parte no II Concílio Ecuménico do Vaticano. Eleito papa a 16 de outubro de 1978, com o nome de João Paulo II, distinguiu-se pela extraordinária solicitude apostólica, o que o levou a realizar numerosas visitas pastorais a todo o mundo. Entre os frutos mais significativos, deixados em herança à Igreja, destacam-se o seu Magistério e a promulgação do Catecismo da Igreja Católica e do Código de Direito Canónico para a Igreja latina e oriental. Morreu em Roma, no 2 de abril de 2005.
Leitura I (Anos pares) Ef 3, 14-21
Irmãos:
Eu dobro os joelhos diante do Pai,
de quem recebe o nome
toda a paternidade nos céus e na terra,
para que Se digne, segundo as riquezas da sua glória,
armar-vos poderosamente pelo seu Espírito,
para que se fortifique em vós o homem interior
e Cristo habite pela fé em vossos corações.
Assim, profundamente enraizados na caridade,
podereis compreender, com todos os santos,
a largura, o comprimento, a altura e a profundidade
do amor de Cristo,
que ultrapassa todo o conhecimento,
para que sejais totalmente saciados na plenitude de Deus.
Àquele que, pela sua virtude que atua em nós,
pode fazer infinitamente mais do que possamos pedir ou imaginar,
a Ele a glória, na Igreja e em Jesus Cristo,
em todas as gerações, pelos séculos dos séculos. Amen.
compreender a palavra
Paulo pede para nós o pleno conhecimento de Cristo para que, pelo Espírito, ele habite em nossos corações. Pelo conhecimento de Cristo se enraíza a vida cristã na caridade e se aprofunda em nós a plenitude de Deus. Desta forma recebemos mais do que podemos imaginar.
meditar a palavra
O mistério do amor de Deus revelado em Cristo é mistério de caridade. Enraizados na caridade pela ação do Espírito podemos compreender a profundidade do amor de Cristo e a plenitude de Deus. Todo o mistério nos é revelado pelo Espírito que fortifica em nós o homem interior e torna Cristo presente em nossos corações. A oração de Paulo é convite para nos deixarmos invadir e trabalhar pela poderosa ação do Espírito Santo a fim de nos tornarmos manifestação do poder de Deus que realiza em nós mais do que podemos imaginar e faz de nós o lugar da sua glória.
rezar a palavra
Reveste-me, Senhor, com a poderosa arma do Espírito Santo, para conhecer a profundidade do mistério do teu amor revelado em Cristo. Habita em mim, para que a minha vida se enraíze cada vez mais na caridade e seja manifestação da tua glória.
compromisso
Acolher o Espírito é penetrar no mistério do amor e enraizar-se na caridade.
Evangelho Lc 12, 49-53
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
«Eu vim trazer o fogo à terra
e que quero Eu senão que ele se acenda?
Tenho de receber um batismo
e estou ansioso até que ele se realize.
Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra?
Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão.
A partir de agora,
estarão cinco divididos numa casa:
três contra dois e dois contra três.
Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai,
a mãe contra a filha e a filha contra a mãe,
a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».
compreender a palavra
Jesus apresenta a sua missão de um modo muito enigmático. Ele veio trazer o fogo. E ao mesmo tempo informa os discípulos das consequências dessa missão. “Estarão cinco divididos numa casa”. O fogo é uma manifestação de Deus. De muitos modos Deus se manifestou no fogo. Umas vezes como fogo que cai do céu e destrói o mal fazendo justiça, outras como luz que indica o caminho da libertação. Jesus é esse fogo que vem do céu e queima tudo o que é palha e indica o caminho a todos os que o querem seguir. Jesus sente desejo de que isso aconteça em breve e vai acontecer no batismo, na paixão, lugar de fogo pelo qual tem que passar. Jesus não vem, sem mais, trazer a paz. A paz é algo que tem que ser conquistado e às vezes custa a vida. Perante a pessoa de Jesus nem todos tomam a mesma decisão nem se colocam na mesma posição. Esta dificuldade pode trazer a espada, a divisão, até mesmo entre os membros de uma família, ninguém pode ficar indiferente diante da pessoa e mensagem de Jesus.
meditar a palavra
As palavras de Jesus inquietam e desinstalam-me. Se julgo já ter feito o caminho que me leva a adesão plena, as palavras de Jesus vêm dizer-me que a adesão a ele não é pacífica, é como um fogo que consome o que é vazio de conteúdo e purifica tudo o que tem valor. Posso ser encontrado sem valor, sem peso, sem conteúdo. Jesus quer que a sua palavra se espalhe e cumpra a sua missão. Estarei eu a fugir deste juízo da palavra que revela a minha pobreza interior e me coloca em risco diante do fogo devorador? Diante da palavra de Jesus ninguém pode ficar indiferente. No entanto, eu posso tornar-me um conhecedor da palavra e deixá-la penetrar até à decisão de seguir Jesus, mesmo contra a vontade e diante das ameaças dos outros, da própria família. Estou preparado para fazer o que Jesus me diz na palavra, mesmo que isso suponha ter que me distanciar da vontade dos que me rodeiam?
rezar a palavra
Uns contra os outros por causa de ti, Jesus. Nem sempre consigo compreender como é possível que os homens entrem em conflito por causa da tua palavra. Muitas vezes dentro da mesma casa e dizendo-se todos cristãos, nem todos comungam da mesma decisão de seguir-te. Tantas vezes dentro da mesma casa, com a mesma decisão de te seguir, e ainda assim com rivalidades e discórdias sem sentido. Tantas vezes aqueles que te amam entram em preferências diante de ti, porque não sabem aceitar-se e amar-se na diferença e perdoar-se na ofensa. Como isto me acontece também a mim, Senhor. Ensina-me o caminho do fogo que purifica e da espada que corrige para poder seguir-te na liberdade total.
compromisso
Quero aceitar a cruz que são aqueles que me queimam interiormente por não me compreenderem nem aceitarem na minha experiência de fé.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São João Paulo IIA Igreja Católica celebra hoje, 22 de outubro, a memória litúrgica de João Paulo II, data que marca o dia de início do pontificado de Karol Wojtyla, em 1978.Karol Józef WoJtyła, eleito Papa a 16 de outubro de 1978, nasceu em Wadowice (Polônia), a 18 de maio de 1920. Foi o segundo de dois filhos de Karol Wojtyła e de Emília Kaczorowska, que faleceu em 1929. O seu irmão mais velho, Edmund, médico, morre em 1932, e o seu pai, oficial do Exército, em 1941.Aos nove anos recebeu a Primeira Comunhão e aos dezoito o sacramento da Confirmação. Terminados os estudos na Escola Superior de Wadowice, inscreveu-se em 1938 na Universidade Jagellónica de Cracóvia.Depois de as forças ocupantes nazis encerrarem a Universidade em 1939, o jovem Karol trabalhou (1940-1944) numa mina e, posteriormente, na fábrica química Solvay, para poder sustentar-se e evitar a deportação para a Alemanha.A partir de 1942, sentindo-se chamado ao sacerdócio, frequentou o Curso de Formação do Seminário Maior clandestino de Cracóvia, dirigido pelo Arcebispo local, o Cardeal Adam Stefan Sapieha. Simultaneamente, foi um dos promotores do «Teatro Rapsódico», também este clandestino.Depois da guerra, continuou os estudos no Seminário Maior de Cracóvia, novamente aberto, e na Faculdade de Teologia da Universidade Jagellónica, até à sua ordenação sacerdotal em Cracóvia a 1 de novembro de 1946. Depois foi enviado pelo Cardeal Sapieha a Roma, onde obteve o doutoramento em Teologia (1948), com uma tese sobre o conceito da fé nas obras de São João da Cruz. Naquele período – durante as suas férias – exerceu o ministério pastoral entre os emigrantes polacos na França, Bélgica e Holanda.Em 1948, regressou à Polônia e foi coadjutor, primeiro na paróquia de Niegowić, próxima de Cracóvia, e depois na de São Floriano, na própria cidade. Foi capelão universitário até 1951, quando retomou os seus estudos filosóficos e teológicos. Em 1953 apresentou na Universidade Católica de Lublin uma tese sobre a possibilidade de fundar uma ética cristã a partir do sistema ético de Max Scheler. Mais tarde, tornou-se professor de Teologia Moral e Ética no Seminário Maior de Cracóvia e na Faculdade de Teologia de Lublin.Em 4 de julho de 1958, o Papa Pio XII nomeou-o Bispo Auxiliar de Cracóvia e Titular de Ombi. Recebeu a ordenação episcopal em 28 de setembro de 1958 na Catedral de Wawel (Cracóvia), das mãos do Arcebispo Eugeniusz Baziak.A 13 de janeiro de 1964 foi nomeado Arcebispo de Cracóvia pelo Papa Paulo VI, que o criou Cardeal a 26 de junho de 1967.Foi eleito Papa em 16 de outubro de 1978 e, em 22 de outubro, deu início ao seu ministério de Pastor Universal da Igreja.Morreu em Roma, no Palácio Apostólico do Vaticano, às 21.37h de sábado 2 de abril de 2005, vigília do Domingo in Albis e da Divina Misericórdia, por ele instituído. Os funerais solenes na Praça de São Pedro e a sepultura nas Grutas Vaticanas foram celebrados a 8 de abril.As informações citadas constam na breve biografia oficial oferecida no Livreto da Celebração da Beatificação de João Paulo II.Seis anos após seu falecimento, no dia 1° de maio de 2011, sua beatificação foi proclamada pelo Papa Bento XVI.No dia 27 de abril de 2014, Domingo da Divina Misericórdia, segundo domingo de Páscoa, João Paulo II juntamente com o Papa João XXIII teve sua canonização proclamada pelo Papa Francisco, tendo o papa emérito, Bento XVI, como concelebrante.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: São Donato, Maria Salomé, Josefina Leroux e Melânio.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 22 DE OUTUBRO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Am 4, 13
Aquele que formou os montes e criou os ventos, Aquele que revela ao homem os seus próprios pensamentos, que faz a aurora e as trevas e caminha sobre as alturas da terra, o seu nome é Senhor Deus dos Exércitos.
V. Obras do Senhor, bendizei o Senhor,
R. Louvai-O e exaltai-O para sempre.
Oração
Senhor, que à hora de Tércia enviastes o Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos em oração, concedei-nos a graça de tomar parte nos dons do mesmo Espírito. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Am 5, 8
Aquele que criou as Plêiades e o Orionte, Aquele que muda as trevas em aurora e transforma o dia em noite, que chama as águas do mar e as derrama sobre a face da terra, o seu nome é Senhor.
V. Diante do Senhor, a honra e a majestade,
R. No seu templo, o poder e o esplendor.
Oração
Deus eterno e omnipotente, para quem nada existe de obscuro e tenebroso: fazei brilhar sobre nós a claridade da vossa luz, para que, guardando os vossos mandamentos, andemos generosamente nos caminhos da vossa lei. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Am 9, 6
Aquele que constrói no céu a sua morada e firma sobre a terra a abóbada celeste, Aquele que chama as águas do mar e as derrama sobre a face da terra, o seu nome é Senhor.
V. Os céus proclamam a glória de Deus
R. E o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
Oração
Olhai benignamente, Senhor, para a vossa família em oração, e fazei que, imitando a paciência de vosso Filho Unigénito, nunca desanime perante a adversidade. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 6-9
A esperança vos enche de alegria, embora talvez vos seja preciso ainda, por pouco tempo, passar por diversas provações, para que a prova a que é submetida a vossa fé – muito mais preciosa que o ouro perecível, que se prova pelo fogo – seja digna de louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo Se manifestar. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, acreditais n’Ele. E isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa, porque conseguis o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha.
R. O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha.
V. Saciou-o com o mel dos rochedos.
R. Com a flor da farinha.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
