“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 24 DE MARÇO DE 2024
24 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 26 DE MARÇO DE 2024
26 de março de 2024SEGUNDA-FEIRA – SEMANA SANTA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4311-liturgia-de-25-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Julgai, Senhor, meus acusadores, combatei aqueles que me combatem. Tomai armadura e escudo e levantai-vos, vinde em meu socorro! Senhor, minha força e salvação (Sl 34,1; Sl 139,8).
Coleta
– Deus todo poderoso, concedei a nós, que desfalecemos em nossa fraqueza, recobrar novo alento, pelos méritos da paixão do vosso Filho unigênito. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 42,1-7
Salmo Responsorial: Sl 26,1-3.13-14
– O Senhor é minha luz e salvação.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 12,1-11
Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
– Salve, nosso rei, somente vós tendes compaixão dos nossos erros (Ez 33,11).
Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Is 42,1-7): Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião. 2. Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. 3. Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá, 4. até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos. 5. Eis o que diz o Senhor Deus que criou os céus e os desdobrou, que firmou a terra e toda a sua vegetação, que dá respiração a seus habitantes, e o sopro vital àqueles que pisam o solo: 6. Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a luz das nações; 7. para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão aqueles que vivem nas trevas.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 26,1-3.13-14): De Davi. O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei? O Senhor é o protetor de minha vida, de quem terei medo? 2. Quando os malvados me atacam para me devorar vivo, são eles, meus adversários e inimigos, que resvalam e caem. 3. Se todo um exército se acampar contra mim, não temerá meu coração. Se se travar contra mim uma batalha, mesmo assim terei confiança. 13. Sei que verei os benefícios do Senhor na terra dos vivos! 14. Espera no Senhor e sê forte! Fortifique-se o teu coração e espera no Senhor!
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 12,1-11): Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus a Betânia, onde vivia Lázaro, que ele ressuscitara. 2. Deram ali uma ceia em sua honra. Marta servia e Lázaro era um dos convivas. 3. Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo. 4. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse: 5. “Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres?”. 6. Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam. 7. Jesus disse: “Deixai-a; ela guardou este perfume para o dia da minha sepultura. 8. Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a mim nem sempre me tereis”.9. Uma grande multidão de judeus veio a saber que Jesus lá estava; e chegou, não somente por causa de Jesus, mas ainda para ver Lázaro, que ele ressuscitara. 10. Mas os príncipes dos sacerdotes resolveram tirar a vida também a Lázaro, 11. porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus. (= Mt 21,1-11 = Mc 11,1-10 = Lc 19,29-40)

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Segunda-Feira da Semana Santa (dia 25 de março de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 42,1-7) sobre que o Servo divino, o eleito do Pai celestial e que dele desfruta total afeição, recebeu o Espírito Santo para levar às nações a verdadeira religião, sendo seu proceder caracterizado por grande paz, benevolência, misericórdia e compaixão; sempre disposto a restaurar o que foi degradado e resgatar o perdido, sem desanimar nem desfalecer até estabelecer a verdadeira religião sobre toda a terra.
O Senhor Deus Pai, que criou os céus e firmou a terra com tudo o que neles existem, que dá respiração a todos os seres, o designou para ser a aliança com os povos e a luz para as nações, com poder para abrir os olhos aos cegos, libertar do cárcere do pecado e da prisão da vida envolta nas trevas a todos os que nele crerem – os que aderirem aos seus ensinamentos e os colocarem em prática.
Cumpre-nos, pois, empenhar-nos para que nossa adesão a Jesus se consolide dia-a-dia, até sermos definitivamente libertos da condição de prisioneiros das cadeias e das trevas a que nos subjuga a escravidão do pecado. Cabe-nos tornar-nos seus discípulos missionários, colaboradores cada vez mais empenhados na missão de levar às nações a verdadeira religião que leva as pessoas a se configurarem a Jesus, assemelharem-se a ele e assim tornarem-se marcadamente pacíficas, benevolentes, misericordiosas, compassivas e dispostas a restaurar a sociedade degradada e resgatar os valores perdidos, sem desanimar nem desfalecer até que seja restabelecida a verdadeira religião sobre toda a terra.
O Salmo Responsorial concita-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 26,1-3.13-14).
O Santo Evangelho (Jo 12,1-11) compele-nos em especial a impregnar-nos profundamente da consciência da cena da homenagem feita a Jesus por Maria, irmã de Lázaro, que ele ressuscitara, para dela extrair preciosas lições.
Ocorreu em uma ceia em Betânia, seis dias antes da Páscoa, em que Marta servia e Lázaro era um dos convivas. Maria tomou uma libra (em torno de meio quilo) de bálsamo de nardo puro, essência aromática de grande preço, ungindo com esse perfume os pés de Jesus e enxugando-os com seus cabelos. Todo o recinto ficou impregnado com o perfume.
Judas Iscariotes protestou, afirmando que tal bálsamo deveria ser vendido por trezentos denários para dar aos pobres. Esclarece-nos São João Evangelista que o interesse de Judas Iscariotes não estava nos pobres, mas cobiçava o dinheiro, visto que era quem cuidava da bolsa em que eram depositados os recursos do grupo, da qual furtava o que era lançado.
Jesus afirmou que Maria havia guardado esse perfume para o dia da sua sepultura, prenunciando que já não o teriam com eles por muito tempo. Além desse inimigo interno, Judas Iscariotes – que era ladrão e na sequência o trairia pelo preço de trinta moedas de prata – acercaram-se de Jesus também seus inimigos externos, entre a multidão de judeus que até ali vieram, tanto para vê-lo quanto para ver Lázaro, que ele ressuscitara.
Muitos desses judeus acreditaram em Jesus ao constatarem ser verdadeiro o fato de que ele ressuscitara Lázaro, deixando de seguir as orientações contrárias a ele, emitidas pelos príncipes dos sacerdotes, que por essa razão decidiram tirar, além da vida de Jesus, também a de Lázaro.
Cumpre-nos, em primeiro plano, a exemplo de Maria, irmã de Lázaro, empenhar-nos profunda e sinceramente em dar o melhor que pudermos a Jesus – prestar-lhe as maiores homenagens, dar-lhe o que de mais precioso estiver ao nosso alcance, porém cientes de que o perfume que mais lhe agrada é uma vida compenetrada na Palavra – buscando conhecê-la profundamente e focada em praticá-la, de modo a tornar gradual e progressivamente maior em nossas vidas a intensidade da prática da caridade divina, que se efetiva em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Cabe-nos manter-nos vigilantes e orantes para não cairmos nas tentações de Judas Iscariotes: hipocrisia, cobiça, apropriação do alheio, traição… e também cientes de que essas tentações rondam a todos e qualquer um pode nelas cair – como em tantas outras. É assim que somos sugestionados pelo maligno a atuarmos como inimigos de outrem – e vice-versa, sendo por isso imprescindível nos mantermos vigilantes para não cairmos em tais tentações; orantes para nos permanecermos fiéis às orientações divinas e orantes também pelos demais.
Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que o maligno não tem limites em suas orquestrações para perder aos que não vigiam e não oram como devem, sendo exemplo de tal malignidade sem limites a atitude dos príncipes dos sacerdotes, que, tendo seus interesses contrariados, determinaram-se a matar Jesus e também Lázaro, para evitar que a evidência da verdade permanecesse presente.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo da Segunda-feira da Semana Santa – Oração de adesão à missão do Servo Sofredor para contribuir no reestabelecimento da verdadeira religião e clamor suplicante da intervenção divina para a cura das feridas produzidas pelos que se infiltraram na Igreja para desviá-la de sua meta
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Segunda-Feira da Semana Santa (dia 25 de março de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (Is 42,1-4.6-7) sobre que o Servo divino, o vosso eleito, que desfruta vossa total afeição, recebeu o Espírito Santo para levar às nações a verdadeira religião, sendo seu proceder caracterizado por grande paz, benevolência, misericórdia e compaixão, sempre disposto a restaurar o que foi degradado e resgatar o perdido, sem desanimar nem desfalecer até estabelecer a verdadeira religião sobre toda a terra.
Vós, que criastes os céus e firmastes a terra com tudo o que neles existem, que dais a respiração a todos os seres, o designastes para ser a aliança com os povos e a luz para as nações, com poder para abrir os olhos aos cegos, libertar do cárcere do pecado e da prisão da vida envolta nas trevas a todos os que nele crerem, aderirem aos seus ensinamentos e os colocarem em prática.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nossa adesão a Jesus se consolide dia-a-dia, até sermos definitivamente libertos da condição de prisioneiros das cadeias e das trevas a que nos subjuga a escravidão do pecado.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que sejamos vossos discípulos missionários, colaboradores cada vez mais empenhados na missão de levar às nações a verdadeira religião, que leva as pessoas a se configurarem a Jesus, assemelharem-se a ele e desse modo tornarem-se marcadamente pacíficas, benevolentes, misericordiosas, compassivas… E também dispostas, por sua vez, a colaborar na restauração da sociedade degradada, no resgate dos valores perdidos, sem desanimar nem desfalecer, até que seja restabelecida a verdadeira religião sobre toda a terra.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que possamos contribuir de forma cada vez mais qualificada com a Igreja, como integrantes do Corpo de Cristo e clamamos vossa intervenção divina para que ela seja curada das feridas nela produzidas pelos que nela se infiltraram para desviá-la de sua meta.
Clamamos a vossa divina intervenção, suplicamo-vos do mais profundo de nossas almas que intervenhais poderosamente na Santa Madre Igreja, para que ela intensifique a missão de estender a aliança divina a todos os povos e nações, levando ao maior número possível de seres a boa nova que ilumina – que liberta das trevas em que o pecado submerge os seres; que abre os olhos do entendimento e sana a cegueira espiritual.
Que a Santa Madre Igreja intensifique a atuação missionária, conforme ordenou nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura (Marcos 16,15)”, disseminando a fé para que toda a humanidade venha a ser salva pela adesão a nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Clamamos, Senhor, em coro com o profeta Daniel (Dan 9, 19): “Ouvi, Senhor. Perdoai, Senhor. Atendei, Senhor, e atuai. Não tardeis, meu Deus, por amor de Vós mesmo e porque sobre este povo é invocado o vosso nome.”
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 26,1-3.13-14): De Davi. O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei? O Senhor é o protetor de minha vida, de quem terei medo? 2. Quando os malvados me atacam para me devorar vivo, são eles, meus adversários e inimigos, que resvalam e caem. 3. Se todo um exército se acampar contra mim, não temerá meu coração. Se se travar contra mim uma batalha, mesmo assim terei confiança. 13. Sei que verei os benefícios do Senhor na terra dos vivos! 14. Espera no Senhor e sê forte! Fortifique-se o teu coração e espera no Senhor!
Néctar espiritual extraído do Evangelho da Segunda-feira da Semana Santa – Oração para intensificar a prática da caridade e de firmação do propósito de ampliar o nível de assepsia espiritual do viver
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Segunda-Feira da Semana Santa (dia 25 de março de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 12,1-11) sobre o ocorrido na cena da homenagem feita a Jesus por Maria, irmã de Lázaro, que ele ressuscitara.
Numa ceia em Betânia, seis dias antes da Páscoa, em que Marta servia e Lázaro era um dos convivas, Maria tomou uma libra (em torno de meio quilo) de bálsamo de nardo puro, essência aromática de grande preço, ungindo com esse perfume os pés de Jesus e enxugando-os com seus cabelos. Todo o recinto ficou impregnado com o perfume.
Judas Iscariotes protestou, afirmando que tal bálsamo deveria ser vendido por trezentos denários, para dar aos pobres. Esclarece-nos São João Evangelista que o interesse de Judas Iscariotes não estava nos pobres, mas cobiçava o dinheiro, visto que era quem cuidava da bolsa em que eram depositados os recursos doados ao grupo de Jesus, da qual furtava o que era lançado.
Jesus afirmou que Maria havia guardado esse perfume para o dia da sua sepultura, prenunciando que já não o teriam com eles por muito tempo. Além desse inimigo interno, Judas Iscariotes – que era ladrão e na sequência o trairia pelo preço de trinta moedas de prata – acercaram-se de Jesus também seus inimigos externos, entre a multidão de judeus que até ali vieram, tanto para vê-lo quanto para ver Lázaro, que ele ressuscitara.
Muitos desses judeus acreditaram em Jesus ao constatarem ser verdadeiro o fato de que ele ressuscitara Lázaro, deixando de seguir as orientações contrárias a ele, emitidas pelos príncipes dos sacerdotes, que por essa razão decidiram tirar, além da vida de Jesus, também a de Lázaro.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Maria, irmã de Lázaro, empenhemo-nos profunda e sinceramente em dar o melhor que pudermos a Jesus – prestemos-lhe as maiores homenagens, ofertemos-lhe o que de mais precioso estiver ao nosso alcance, porém cientes de que o perfume que mais lhe agrada é uma vida compenetrada na Palavra. Que busquemos conhecê-la profundamente e vivamos focados em praticá-la, de modo a tornar gradual e progressivamente maior em nossas vidas a intensidade da prática da caridade divina, que se efetiva em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos vigilantes e orantes, de modo a não cairmos nas tentações de Judas Iscariotes: hipocrisia, cobiça, apropriação do alheio, traição… e também cientes de que essas tentações rondam a todos e qualquer um pode nelas cair – como em tantas outras. É assim que somos sugestionados pelo maligno a atuarmos como inimigos de outrem – e vice-versa, sendo por isso imprescindível nos mantermos vigilantes para não cairmos em tais tentações; orantes para permanecermos fiéis às orientações divinas e orantes também pelos demais.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que o maligno não tem limites em suas orquestrações para perder aos que não vigiam e não oram como devem, sendo exemplo de tal malignidade sem limites a atitude dos príncipes dos sacerdotes, que, tendo seus interesses contrariados, determinaram-se a matar Jesus e também Lázaro, para evitar que a evidência da verdade permanecesse presente.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, cientes da necessidade imprescindível de vigiar e orar, conforme ordenou nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Mateus 26,41), dando ele também esse exemplo em diversas perícopes reveladoras de que tinha por hábito levantar-se muito cedo para orar (por vezes afastava-se para permanecer por toda a noite em oração); firmemos o sincero propósito de ampliar o estado de alerta, de circunspecção, de vigilância na fé. E de intensificar a vida orante, empenhando-nos para, na medida das possibilidades, mas com sincero esforço para fazê-lo da melhor forma possível, participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois da Santa Missa; estudar em espírito orante a Liturgia Diária; recitar o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos).
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos empenhemos denodadamente em buscar conhecer as histórias das vidas dos santos, ricas em exemplos de prática cristã; compenetrar-nos do teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas, empenhando-nos para pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários, cientes de que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que firmemos o propósito de usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, buscando, gradual e progressivamente – de acordo com a realidade e as possibilidades – avançar na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal; bem como buscar avançar na ampliação do conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos, cientes de que se constituem tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que busquemos sinceramente trilhar esse caminho, realizar – gradual e progressivamente – tais atividades, que visam o fortalecimento da prática cristã, cientes de que, além de se constituírem precioso alimento espiritual, consistem também em providências de assepsia espiritual. Cientes de que a palavra assepsia se refere ao método, ou ao conjunto de métodos utilizados para impedir a invasão de germes patogênicos no organismo, visando prevenir infecções, consistindo basicamente na limpeza que se faz preventivamente; que nos mantenhamos com o firme propósito de sermos católicos praticantes, não laxos, não negligentes, de modo que as tentações do maligno não tenham o poder de afetar nosso viver.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que mantenhamos da forma mais elevada possível o estado de limpeza, de assepsia espiritual, para não padecermos das enfermidades espirituais com que o maligno intenta contaminar-nos através de miríades de vírus malignos com que nos assola constantemente através de tentações, sugestões insidiosas e tentativas de seduções das mais variadas ordens.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino – na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária, com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 25 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-25-de-marco-2/>]

Santo Irêneo de Sírmium
Irêneo foi martirizado no século IV, sob a perseguição sangrenta e implacável do imperador Diocleciano. Era bispo de Sírmium, na Panônia. Atualmente Mitrovica, na Hungria. Não há muitos dados sobre sua vida, até ser condenado por ser cristão e levado à presença do governador da Hungria, Probo. Fora casado, mas ao assumir o sacerdócio se tornou celibatário, como era necessário naqueles tempos.
Além destas informações, temos sobre ele o relato do processo e do seu julgamento. Probo, o próprio governador que o interrogou, não se conformava com o fato de o bispo não exprimir vontade alguma de salvar sua vida, sacrificando aos deuses pagãos, como dizia o decreto do imperador romano. Assim, fez de tudo para que ele mudasse de ideia. Depois que Irêneo se recusou ao sacrifício ordenado, foi amarrado a um cavalete e torturado. Como nem ao menos reclamasse, Probo mandou buscar todos os membros de sua família. Vieram mãe, esposa e filhos e todos passaram a chorar por ele, ao redor do instrumento de tortura, pedindo que ele abrisse mão de sua condição de cristão. Igualmente, de nada adiantou. Não renegou a fé em Cristo.
Irêneo foi levado então de volta ao cárcere, onde durante dias permaneceu sendo espancado continuamente. Mais uma vez levado à presença do governador, o bispo novamente se negou a obedecer às ordens do imperador. Probo mandou então que ele fosse jogado no rio. Só então o bispo Irêneo reclamou: não admitia que tivessem dó dele por ser cristão, já que não tiveram do Cristo. Exigia ser passado a fio de espada. Irado com a insolência do religioso, Probo mandou então que fosse decapitado. Era o dia 25 de março de 304.
A Igreja celebra a festa litúrgica de Irêneo de Sírmium, no dia de sua morte.

São Dimas
O Evangelho fala pouco deste Santo. Nem mesmo o nome, os evangelistas fixaram. O que sabemos foi trazido pela tradição que são os nomes: Dimas, o Bom Ladrão e Simas, o mau ladrão.
Sem dúvida alguma, se trata de um santo original, único, privilegiado, que mereceu a honra de ser canonizado em vida por Jesus Cristo, na hora solene de nossa Redenção. Os outros santos só foram solenemente reconhecidos, no outro milênio, a partir do ano 999. A Igreja comemorava os mártires e confessores, mas sem uma declaração oficial e formal. Enquanto que, a de São Dimas quem proclamou foi o próprio Fundador da Igreja.
Dimas foi o operário da última hora, o que nos fez ver o mistério da graça derradeira. O mau ladrão resistiu, explodiu em blasfêmias. Rejeitou a graça, visivelmente dada pelo Redentor. O Bom Ladrão, depois de vacilar (Mt 27,44 -Mc 15,32), confessou a própria culpa, reclamou da injustiça contra Aquele que só fez o bem, reconheceu-O como Rei e lhe pediu que se lembrasse dele, quando estivesse no seu Reino.
Segundo a tradição, Dimas não era judeu, mas sim egípcio de nascimento. Dimas e Simas praticavam o banditismo nos desertos de passagem para o Egito. Lá a Sagrada Família, que fugia da perseguição do rei Herodes, foi assaltada por dois ladrões e um deles a protegeu. Era Dimas. Naquela época, entre os bandidos havia o costume de nunca roubar, nem matar, crianças, velhos e mulheres. Assim, Dimas deu abrigo ao Menino Jesus protegendo a Virgem Maria e São José.
Dimas foi um bandido muito perigoso da Palestina. E isso, realmente pode ser afirmado pelo suplício da cruz que mereceu. Essa condenação horrível era reservada somente aos grandes criminosos e aos escravos.
O Martirológio Romano diz apenas no dia 25 de Março: “Em Jerusalém comemoração do Bom Ladrão que na cruz professou a fé de Jesus Cristo”. E no mundo todo São Dimas passou a ser festejado neste dia.
O Bom Ladrão ou São Dimas foi o primeiro que entrou no céu: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso (Lc 23,43).” Ele passou a ser popularmente considerado o “Padroeiro dos pecadores arrependidos da hora derradeira, dos agonizantes, da boa morte”. Morreu sacramentado pela absolvição do próprio Cristo, e por Ele conduzido ao Paraíso.

Anunciação do Anjo à Virgem Maria
A visita do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria, quando esta se encontrava em Nazaré, cidade da Galiléia, marca o início de toda uma trajetória que cumpriria as profecias do Velho Testamento e daria ao mundo um novo caminho, trazendo à luz a Boa Nova. Ali nasceu também a oração que a partir daquele instante estaria para sempre na boca e no coração de todos os católicos: a Ave Maria.
Maria era uma jovem simples, noiva de José, um carpinteiro descendente direto da linhagem da casa de Davi. A cerimônia do matrimônio daquele tempo, entretanto, estabelecia que os noivos só teriam o contato carnal da consumação depois de um ano das núpcias. Maria, portanto, era virgem.
Maria perturbou-se ao receber do anjo o aviso que fora escolhida para dar a luz ao Filho de Deus, a quem deveria dar o nome de Jesus, e que Ele era enviado para salvar a Humanidade e cujo Reino seria eterno. Sim porque Deus, que na origem do Mundo Criou todas as coisas com sua Palavra, desta vez escolheu depender da palavra de um frágil ser humana, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Redentor da Humanidade.
Ela aceitou sua parte na missão que lhe fora solicitada, demonstrando toda confiança em Deus e em Seus desígnios, para o cumprimento dessa profecia e mostrou porque foi ela a escolhida para ser Instrumento Divino nos acontecimentos que iriam mudar o destino da Humanidade.
Ao perguntar como poderia ficar grávida, se não conhecia homem algum e receber de Gabriel a explicação de que seria fecundada pelo Espírito Santo, por graças do Criador, sua resposta foi tão simples como sua vida e sua fé: “Sou a serva do Senhor. Faça-se segundo a Sua vontade”.
Com esta resposta, pelo seu consentimento, Maria aceitou a dignidade e a honra da maternidade divina, mas ao mesmo tempo também os sofrimentos, os sacrifícios que a ela estavam ligados. Declarou-se pronta a cumprir a vontade de Deus em tudo como sua serva. Era como um voto de vítima e de abandono. Esta disposição é a mais perfeita, é a fonte dos maiores méritos e das melhores graças. O momento da Anunciação, onde se dá a criação, na pessoa de Maria como a Mãe de Deus, que acolhe a divindade em si mesma, contém em si toda a eternidade e, nesta, toda a plenitude dos tempos.
Por isso a data de hoje marca e festeja este evento que se trata de um dos mistérios mais sublimes e importantes da História do homem na Terra: a chegada do Messias, profetizada séculos antes no Antigo Testamento. Episódio que está narrado em várias passagens importantes do Novo Testamento.
A festa da Anunciação do Anjo à Virgem Maria (Lc 1,26-38), é comemorada desde o Século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal, só é transferida quando coincide com a Semana Santa.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 25 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Epístola aos Hebreus 10, 19-39
Perseverança na fé. Expectativa do dia do Senhor
Irmãos: Tendo nós plena confiança de entrar no Santuário, por meio do Sangue de Jesus, por este caminho novo e vivo que Ele nos inaugurou através do véu, isto é, o caminho da sua carne, e tendo tão grande sacerdote à frente da casa de Deus, aproximemo-nos de coração sincero, na plenitude da fé, tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado na água pura. Conservemos firmemente a esperança que professamos, pois Aquele que fez a promessa é fiel. Velemos uns pelos outros, para nos estimularmos à caridade e às boas obras, sem abandonarmos a nossa assembleia, como é costume de alguns, mas exortando-nos mutuamente, tanto mais quanto vedes que se aproxima o dia do Senhor.
Porque, se pecamos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não nos resta qualquer sacrifício pelos pecados, mas a tremenda expectativa de uma condenação e de um fogo ardente que virá consumir os rebeldes.
Se alguém rejeita a Lei de Moisés, é condenado à morte, sem compaixão, pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto pior castigo julgais vós que merecerá quem tiver calcado aos pés o Filho de Deus, tiver tratado como profano o Sangue da Aliança, pelo qual foi santificado, e tiver ultrajado o Espírito da graça? Nós conhecemos, de facto, Aquele que disse: «A Mim pertence fazer justiça; Eu retribuirei»; e ainda: «O Senhor julgará o seu povo». É terrível cair nas mãos do Deus vivo!
Lembrai-vos, porém, dos primeiros dias, em que, depois de terdes sido iluminados, suportastes tão grandes e dolorosos combates, ora expostos publicamente aos insultos e tribulações, ora tornando-vos solidários com os que eram assim tratados. De facto, compartilhastes o sofrimento dos prisioneiros e aceitastes com alegria a espoliação dos vossos bens, por saberdes que possuís riqueza melhor e duradoira.
Não queirais, portanto, perder a vossa confiança, que terá uma grande recompensa. Vós tendes necessidade de perseverança, para cumprir a vontade de Deus e alcançar os bens prometidos. Porque «ainda um pouco e bem pouco tempo, e Aquele que há de vir não tardará». «Ora o meu justo viverá pela fé, mas se retroceder não agradará à minha alma». Nós não somos daqueles que retrocedem para a sua perdição, mas daqueles que conservam a fé para salvar a sua alma.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermo Guelferbytanus 3: PLS 2, 545-546) (Sec. V)
Gloriemo-nos também nós na cruz do Senhor
A paixão de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é para nós penhor seguro de glória e exemplo admirável de paciência.
Haverá alguma coisa que não possam esperar da graça divina os corações dos fiéis, se por eles o Filho Unigénito de Deus, eterno como o Pai, não só quis nascer como homem entre os homens, mas também morrer às mãos dos homens que Ele tinha criado?
É verdadeiramente grande a realidade futura que o Senhor nos promete; mas é muito maior o que Ele já fez por nós e que hoje celebramos. Onde estávamos ou quem éramos, quando Cristo morreu por nós pecadores? Quem pode duvidar que Cristo dará a vida aos seus fiéis, se por eles Se entregou à morte? Porque hesita ainda a humana fragilidade em acreditar que um dia os homens viverão com Deus? Muito mais incrível é o que já se realizou: Deus morreu pelos homens.
Quem é Cristo senão Aquele que no princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus? Este Verbo de Deus fez-Se carne e habitou entre nós. Se não tomasse da nossa natureza a carne mortal, Ele não tinha possibilidade de morrer por nós. Mas deste modo, o imortal pôde morrer e dar a vida aos mortais: fez-Se participante da nossa morte para nos tornar participantes da sua vida. De facto, assim como os homens pela sua natureza não tinham possibilidade alguma de alcançar a vida, também Ele pela sua natureza não tinha possibilidade alguma de sofrer a morte.
Este é o admirável intercâmbio que Ele realizou conosco: de nós tomou a mortalidade, d’Ele recebemos a vida. Por conseguinte, de modo algum podemos envergonhar-nos da morte do nosso Deus e Senhor; pelo contrário, ela é a razão de toda a nossa confiança e de toda a nossa glória: tomando sobre Si a morte que em nós encontrou, assegurou-nos a vida que por nós não podíamos alcançar.
Se Ele tanto nos amou, que sendo inocente tomou sobre Si o castigo que merecíamos pelos nossos pecados, como deixará de nos dar o que merecemos pela nossa justiça, que é fruto da sua justificação? Se Ele, o Justo, suportou o castigo dos pecadores, como deixará de dar a recompensa aos seus fiéis, Ele que é fidelíssimo às suas promessas?
Portanto, irmãos, reconheçamos corajosamente, mais ainda, proclamemos bem alto que Cristo foi crucificado por amor de nós; digamo-lo, não com temor mas com alegria, não com vergonha mas com santo orgulho.
Compreendeu bem este mistério o apóstolo Paulo e proclamou-o como o seu título de glória. Ele podia recordar as grandiosas manifestações da divindade de Cristo, mas não disse que se gloriava nessas grandezas admiráveis – por exemplo, que, sendo Deus como o Pai, criou o mundo; que, sendo homem como nós, manifestou o seu domínio sobre o mundo – mas disse: Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
LEITURA BREVE
Jer 11, 19-20
Eu era como manso cordeiro levado ao matadouro e ignorava a conjura que tramavam contra mim, dizendo: «Destruamos a árvore no seu vigor, arranquemo-la da terra dos vivos, para não mais se falar no seu nome».
Senhor do universo, que julgais com justiça e sondais os sentimentos e o coração, seja eu testemunha do castigo que haveis de aplicar-lhes, pois a vós confio a minha causa.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Ez 33, 10b. 11a
Os nossos crimes e os nossos pecados pesam sobre nós; por isso desfalecemos. Como poderemos continuar a viver? Por minha vida, diz o Senhor, não quero a morte do pecador, mas antes que se converta e viva.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 18, 20b
Lembrai-Vos que me apresentei diante de vós, para vos falar em seu favor, para deles afastar a vossa ira.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 31, 2. 3b. 4a
Assim fala o Senhor: O povo que escapou à espada foi favorecido no deserto: Israel vai chegar ao seu repouso. De longe, apareceu-lhe o Senhor, dizendo: Amei-te com amor eterno; por isso tive compaixão de ti. Hei de edificar-te novamente, e serás reconstruída, ó virgem de Israel.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 5, 8-9
Deus prova assim o seu amor para conosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores. E agora, que fomos justificados pelo seu sangue, com muito maior razão seremos por ele salvos da ira divina.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
