“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 21 DE ABRIL DE 2024
21 de abril de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE ABRIL DE 2024
23 de abril de 2024SEGUNDA-FEIRA DA IV SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4339-liturgia-de-22-de-abril-de-2024>]
Antífona da entrada
– Cristo ressuscitado dos mortos, não morre mais; a morte já não tem mais poder sobre ele, aleluia! (Rom 6,9)
Coleta
– Ó Deus, luz perfeita dos bem-aventurados, que concedestes celebrar aqui na terra os mistérios pascais; fazei, nós vos pedimos, que nos alegremos, pelos séculos eternos, com plenitude da vossa graça. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 11,1-18
Salmo Responsorial: Sl 41,2-3; 42,3.4
– Minha alma suspira por vós, ó meu Deus.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eu sou o bom pastor, diz o Senhor; eu conheço minhas ovelhas e elas me conhecem, assim fala o Senhor (jo 10,14).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 10,1-10
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 11,1-18): 1. Os apóstolos e os irmãos da Judeia ouviram dizer que também os pagãos haviam recebido a Palavra de Deus. 2. E, quando Pedro subiu a Jerusalém, os fiéis que eram da circuncisão repreenderam-no: 3. “Por que entraste em casa de incircuncisos e comeste com eles?” 4. Mas Pedro fez-lhes uma exposição de tudo o que acontecera, dizendo: 5. “Eu estava orando na cidade de Jope e, arrebatado em espírito, tive uma visão: uma coisa, à maneira duma grande toalha, presa pelas quatro pontas, descia do céu até perto de mim. 6. Olhei-a atentamente e distingui claramente quadrúpedes terrestres, feras, répteis e aves do céu. 7. Ouvi também uma voz que me dizia: Levanta-te, Pedro! Mata e come. 8. Eu, porém, disse: De nenhum modo, Senhor, pois nunca entrou em minha boca coisa profana ou impura. 9. Outra vez falou a voz do céu: O que Deus purificou não chames tu de impuro. 10. Isto aconteceu três vezes e tudo tornou a ser levado ao céu. 11. Nisso chegaram três homens à casa onde eu estava, enviados a mim de Cesareia. 12. O Espírito me disse que fosse com eles sem hesitar. Foram comigo também os seis irmãos aqui presentes e entramos na casa de Cornélio. 13. Este nos referiu então como em casa tinha visto um anjo diante de si, que lhe dissera: Envia alguém a Jope e chama Simão, que tem por sobrenome Pedro. 14. Ele te dirá as palavras pelas quais serás salvo tu e toda a tua casa. 15. Apenas comecei a falar, quando desceu o Espírito Santo sobre eles, como no princípio descera também sobre nós. 16. Lembrei-me então das palavras do Senhor, quando disse: João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo. 17. Pois, se Deus lhes deu a mesma graça que a nós, que cremos no Senhor Jesus Cristo, com que direito me oporia eu a Deus?” 18. Depois de terem ouvido essas palavras, eles se calaram e deram glória a Deus, dizendo: “Portanto, também aos pagãos concedeu Deus o arrependimento que conduz à vida!”
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 41,2-3; 42,3.4): 2. Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma suspira por vós, ó meu Deus. 3. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus? [Sl 42] 3. Lançai sobre mim a vossa luz e fidelidade; que elas me guiem, e me conduzam ao vosso monte santo, aos vossos tabernáculos. 4. E me aproximarei do altar de Deus, do Deus de minha alegria e exultação. E vos louvarei com a cítara, ó Senhor, meu Deus!
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 10,1-10): 1. “Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. 2. Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem. 4. Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas; e as ovelhas seguem-no, pois lhe conhecem a voz. 5. Mas não seguem o estranho; antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.” 6. Jesus disse-lhes essa parábola, mas não entendiam do que ele queria falar. 7. Jesus tornou a dizer-lhes: “Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. 8. Todos quantos vieram [antes de mim] foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram. 9. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo; tanto entrará como sairá e encontrará pastagem. 10. O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Segunda-Feira da Quarta Semana da Páscoa (dia 22 de abril de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 11,1-18) sobre a atitude de não acepção de pessoas tomada por Pedro ao entrar na casa de incircuncisos e comer com eles, bem como sobre sua visão tripla de que Deus purificou todos os alimentos, abolindo as antigas restrições de alimentos considerados profanos.
Pedro foi com seus companheiros, com a aprovação do Espírito Santo, à casa de um gentio chamado Cornélio, o qual lhe disse que um anjo lhe apareceu e ordenou que mandasse chamar Simão Pedro, afirmando que diria palavras pelas quais seria salvo com toda a sua casa.
Então Pedro começou a falar e o Espírito Santo desceu sobre eles, como o fez em Pentecostes sobre os Apóstolos e Maria Santíssima. Concluiu Pedro que aos pagãos foi concedida a mesma graça que aos Judeus, desde que cressem no Senhor Jesus Cristo – a mesma oportunidade de se arrependerem dos pensamentos e das atitudes que levam à morte e adotar e praticar os ensinamentos de Jesus, que conduzem à vida.
Cumpre-nos, pois, superar o que nos leva a fazer acepção de pessoas, buscando inspiração e iluminação do Espírito Santo para bem conviver com todos, dar bom testemunho e aproveitar todas as oportunidades possíveis para falar-lhes do Evangelho, de modo que se arrependam dos pensamentos e das atitudes que levam à morte e passem a praticar os ensinamentos de Jesus, que conduzem à vida.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 41,2-3; 42,3.4).
O Santo Evangelho (Jo 10,1-10) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus é a porta das ovelhas, quem por ele entra se salva, passa a viver com liberdade de filho de Deus, usufruindo de vida em abundância. Quem acessa os prados e campinas verdejantes dos quais Jesus é a porta de acesso encontra verdadeiramente um outro mundo, ingressa no Reino de Deus, tornando-se liberto das investidas do pecado, que furta, mata e destrói, lançando a vida de quem a ele se abandona nas mais degradantes e miseráveis realidades.
Cabe-nos, pois, adentrarmos na porta que é Jesus, aprofundando-nos em seus ensinamentos e colocando-os em prática, com o que ingressamos nos prados e campinas verdejantes do Reino de Deus e usufruímos da vida plena e abundante de paz e felicidade, ainda que em meio a provações e adversidades.
Cumpre-nos adentrar confiantes pela porta divina que é Jesus e assim nos libertarmos das investidas do pecado, que furta, mata e destrói os encantos do viver. Galguemos, pois, passo a passo, as alturas dos prados e campinas verdejantes a que nos levam os ensinamentos de Jesus e nos empenhemos com todas as forças para jamais retornar ao vale da sombra da morte em que nos precipita o pecado.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração pela superação do que leva a fazer acepção de pessoas e de invocação de inspiração e iluminação do Espírito Santo para dar bom testemunho e anunciar o Evangelho a todos para que se arrependam do que leva à morte e se conduzam pelo Boa Nova que conduz à vida
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Segunda-Feira da Quarta Semana da Páscoa (dia 22 de abril de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 11,1-18) sobre a atitude de não acepção de pessoas tomada por Pedro ao entrar na casa de incircuncisos e comer com eles, bem como sobre sua visão tripla de que Deus purificou todos os alimentos, abolindo as antigas restrições de alimentos considerados profanos.
Pedro foi com seus companheiros, com a aprovação do Espírito Santo, à casa de um gentio chamado Cornélio, o qual lhe disse que um anjo lhe apareceu e ordenou que mandasse chamar Simão Pedro, afirmando que diria palavras pelas quais seria salvo com toda a sua casa.
Então Pedro começou a falar e o Espírito Santo desceu sobre eles, como o fez em Pentecostes sobre os Apóstolos e Maria Santíssima. Concluiu Pedro que aos pagãos foi concedida a mesma graça que aos Judeus, desde que cressem no Senhor Jesus Cristo – a mesma oportunidade de se arrependerem dos pensamentos e das atitudes que levam à morte e adotar e praticar os ensinamentos de Jesus, que conduzem à vida.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para superar o que nos leva a fazer acepção de pessoas. Invocamos inspiração e iluminação do Espírito Santo para bem conviver com todos, dar bom testemunho e aproveitar todas as oportunidades possíveis para falar-lhes do Evangelho, de modo que se arrependam dos pensamentos e das atitudes que levam à morte e passem a praticar os ensinamentos de Jesus, que conduzem à vida.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 41,2-3; 42,3.4): 2. Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma suspira por vós, ó meu Deus. 3. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus? [Sl 42] 3. Lançai sobre mim a vossa luz e fidelidade; que elas me guiem, e me conduzam ao vosso monte santo, aos vossos tabernáculos. 4. E me aproximarei do altar de Deus, do Deus de minha alegria e exultação. E vos louvarei com a cítara, ó Senhor, meu Deus!
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração para adentrar pela porta do Reino de Deus, que é Jesus, libertando-nos assim do pecado, que nos precipita no vale da sombra da morte
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Segunda-Feira da Quarta Semana da Páscoa (dia 22 de abril de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 10,1-10) que Jesus é a porta das ovelhas, quem por ele entra se salva, passa a viver com liberdade de filho de Deus, usufruindo de vida em abundância.
Quem acessa os prados e campinas verdejantes dos quais Jesus é a porta de acesso encontra verdadeiramente um outro mundo, ingressa no Reino de Deus, tornando-se liberto das investidas do pecado, que furta, mata e destrói, lançando a vida de quem a ele se abandona nas mais degradantes e miseráveis realidades.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que adentremos na porta que é Jesus, aprofundando-nos em seus ensinamentos e colocando-os em prática, com o que ingressamos nos prados e campinas verdejantes do Reino de Deus e usufruímos da vida plena e abundante de paz e felicidade, ainda que em meio a provações e adversidades.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que adentremos confiantes pela porta divina que é Jesus e assim nos libertemos das investidas do pecado, que furta, mata e destrói os encantos do viver. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que galguemos, passo a passo, as alturas dos prados e campinas verdejantes a que nos levam os ensinamentos de Jesus e nos empenhemos com todas as forças para jamais retornar ao vale da sombra da morte em que nos precipita o pecado.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 22 de Abril
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/04/santos-do-dia-da-igreja-catolica-22-de-abril/>]

São Caio
No livro dos papas da Igreja, encontramos registrado que o papa Caio nasceu na Dalmácia, atual território da Bósnia, de família cristã da nobreza romana, ligada por parentesco ao imperador Diocleciano, irmão do padre Gabino e tio de Suzana, ambos canonizados.
Caio foi eleito no dia 17 de dezembro de 283. Governou a Igreja durante treze anos, num período de longa trégua nas perseguições anticristãs, que já vinham sendo bem atenuadas. Também ocorria uma maior abertura na obtenção de concessões para as construções de novas igrejas, bem como para as ampliações dos cemitérios cristãos. Ele contou com a ajuda de seu irmão, padre Gabino, e da sobrinha Suzana, que se havia consagrado a Cristo.
Antes de ser escolhido papa, os dois irmãos sacerdotes tinham transformado em igreja a casa em que residiam. Lá, ouviam os aflitos, pecadores; auxiliavam os pobres e doentes; celebravam as missas, distribuíam a eucaristia e ministravam os sacramentos do batismo e do matrimônio. Isso porque a Igreja não tinha direito à propriedade, pois não era reconhecida pelo Império.
O grande contratempo enfrentado pelo papa Caio deu-se no âmbito interno do próprio clero, devido à crescente multiplicação de heresias, criando uma grande confusão aos devotos cristãos. A última, pela ordem cronológica, na época, foi a de “Mitra”. Esta heresia era do tipo maniqueísta, de origem asiática, pela qual Deus assumia em si a contraposição celeste da luz e da treva. Tal heresia e outras ele baniu por completo, criando harmonia entre os cristãos.
Conforme antigos escritos da Igreja, apesar do parentesco com o imperador o papa se recusou a ajudar Diocleciano, que pretendia receber a sobrinha dele como sua futura nora Segundo se verificou nos antigos escritos, esse teria sido o motivo da ira do soberano ao assinar o severo decreto que mandou matar todos os cristãos, começando pelos três parentes.
Papa Caio morreu decapitado em 22 de abril de 296. A Igreja confirmou a sua santificação e o seu martírio, até pelo fato de Diocleciano ter encerrado por completo as perseguições somente no ano 303.
As suas relíquias foram depositadas primeiro no cemitério de São Calisto. Depois, em 631, foram trasladadas para a igreja que foi erguida no local da casa onde ele viveu, em Roma. A Igreja o reverencia com o culto litúrgico marcado para o dia de sua morte.

São Sotero
Poucas são as informações biográficas de Sotero. Foi papa entre 166 e 175, período em que ser cristão era muito difícil e perigoso. Ele foi eleito o sucessor do papa Aniceto, que morreu em 165. Nasceu na cidade de Fondi, na Campânia, Itália, e seu pai se chamava Concórdio.
Durante o seu pontificado, a Igreja ampliou-se bastante. Ele mesmo ordenou inúmeros diáconos, sacerdotes e bispos; e seu pontificado foi exemplar. Disciplinou, por meio das leis canônicas, a participação das mulheres na Igreja, que até então não tinham seu caminho muito bem definido. Mas, sobretudo, o papa Sotero combateu com grande valentia e coragem as heresias que pairavam sobre a Igreja dos tempos iniciais do cristianismo.
No seu tempo, foi extinta a heresia de Montano, que propunha um exagerado rigor de costumes. Era uma doutrina de medo e de pessimismo, porque o fim do mundo sempre poderia acontecer a qualquer momento. Supondo isso, todos os cristãos deveriam viver numa santidade irreal, renunciando ao matrimônio e buscando o sofrimento da penitência constante, porque, segundo Montano, a Igreja não tinha faculdades para perdoar os pecados. Essa doutrina, que também era defendida por Tertuliano e, principalmente, Novaciano, foi condenada pela Igreja na época do papa Sotero.
Ele defendeu a doutrina ensinada por Jesus Cristo e que a Igreja sempre continuou praticando, ou seja, que para o pecador verdadeiramente arrependido não existe pecado, por maior que seja, a que não se possa conceder o perdão. Assim, desapareceu o clima de rigor e pessimismo que tanto atormentava os cristãos, tão contrário ao da doutrina do Evangelho, que prega o amor, o perdão, a alegria e a esperança.
Outra característica do papa Sotero foi sua ardente caridade para com os necessitados. Ele desejava que se vivesse como os primeiros cristãos, citados nos textos dos apóstolos, onde “tudo era comum entre eles” e onde “todos eram um só coração e uma só alma…” Papa Sotero pedia esmolas para as dioceses mais ricas, para que fossem distribuídas entre as mais pobres e esforçava-se “por tratar a todos com palavras e obras, como um pai trata os seus filhos”.
Ele foi um eloquente defensor dos cristãos perseguidos e deixou isso registrado na carta que enviou especialmente para os de Corinto. Os vestígios dela foram encontrados quando Eusébio de Cesareia entregou a ele a eufórica resposta de Dionísio, em agradecimento pelo conforto que o valoroso papa levou aos corações aflitos pela morte iminente.
Provavelmente, foi este corajoso apoio que levou ao martírio o papa Sotero, que morreu em 20 ou 22 de abril de 175, pela perseguição do imperador Marco Aurélio. Segundo uma antiga tradição, mantida pela Igreja, são Sotero é homenageado no dia 22 de abril.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 22 de Abril de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Apocalipse 13, 1-18
Os dois monstros
Eu, João, vi surgir do mar um monstro com dez chifres e sete cabeças; nos chifres tinha dez diademas e nas cabeças títulos blasfemos. O monstro que vi era semelhante ao leopardo, com patas como as do urso e boca como a do leão. O dragão deu-lhe a sua força, o seu trono e grande poder.
Uma das cabeças parecia ferida de morte, mas esta ferida mortal sarou. E a terra inteira, admirada, seguiu o monstro. Prostraram-se diante do dragão, porque dera o poder ao monstro, e prostraram-se diante do monstro, exclamando: «Quem há semelhante ao monstro e quem pode lutar contra ele?».
Ao monstro foi dada uma boca para dizer arrogâncias e blasfémias, e deram-lhe também o poder de agir durante quarenta e dois meses. Começou então a proferir blasfémias contra Deus, a blasfemar do seu nome e da sua morada e dos que habitam no Céu. Foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los; foi-lhe dado poder sobre toda a tribo, povo, língua e nação. E prostraram-se diante dele todos os habitantes da terra, cujo nome não está inscrito, desde a criação do mundo, no livro de vida do Cordeiro imolado.
Quem tem ouvidos ouça! Se alguém é destinado ao cativeiro, vai para o cativeiro; se alguém é destinado a morrer à espada, tem de ser morto à espada. Nisto está a constância e a fé dos santos.
Vi depois surgir da terra outro monstro; tinha dois chifres como um cordeiro, mas falava como um dragão. Exerce todo o poder do primeiro monstro, na sua presença, levando a terra e os seus habitantes a prostrarem-se diante do primeiro monstro, cuja ferida mortal sarara.
Realiza grandes prodígios, até o de fazer descer fogo do céu sobre a terra, à vista dos homens. E seduz os habitantes da terra com os prodígios que lhe foi permitido realizar na presença do monstro, incitando os habitantes da terra a erguerem uma imagem em honra do monstro, que tinha sido ferido à espada mas sobrevivera. Foi-lhe ainda permitido dar vida à imagem do monstro, de modo a fazê-la falar e causar a morte a quantos se não prostrarem diante da imagem do monstro. E leva todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receberem um sinal na mão direita ou na fronte, de modo que ninguém possa comprar ou vender, senão quem tiver esse sinal: o nome do monstro, ou o número do seu nome.
Aqui está a sabedoria: Quem tiver inteligência calcule o número do monstro; é número de homem. Esse número é seiscentos e sessenta e seis.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro de São Basílio, bispo, sobre o Espírito Santo
(Cap. 15, 35-36: PG 32, 130-131) (Sec.IV)
O Espírito vivifica
O Senhor, que nos dá a vida, estabeleceu conosco a aliança do Baptismo, símbolo da morte e da vida, onde a água é a imagem da morte e o Espírito nos dá o penhor da vida. Assim se torna para nós evidente o que antes se perguntava: Porque está a água unida ao Espírito? É dupla, com efeito, a finalidade do Baptismo: abolir o corpo do pecado, para que nunca mais produza frutos de morte, e vivificá-lo pelo Espírito, para que dê frutos de santidade. A água é a imagem da morte, ao receber o corpo como num sepulcro; e o Espírito Santo, por sua vez, comunica a força vivificante que renova as nossas almas, libertando-as da morte do pecado e restituindo-lhes a vida. Nisto consiste o renascer da água e do Espírito: na água realiza-se a nossa morte, mas o Espírito opera em nós a vida.
O grande mistério do Baptismo realiza-se em três imersões e três invocações, para que não só fique bem expressa a imagem da morte, mas também seja iluminada a alma dos batizados com o dom da ciência divina. Por isso, se a água tem o dom da graça, não é por sua própria natureza mas pela presença do Espírito. O Baptismo, com efeito, não é uma purificação da imundície corporal, mas o compromisso de uma consciência pura perante Deus. Assim o Senhor, a fim de nos preparar para a vida da ressurreição, propõe-nos todo o programa da vida evangélica, prescrevendo-nos que não nos irritemos, que sejamos pacientes nas contrariedades e livres da afeição aos prazeres e do amor ao dinheiro; isto nos manda o Senhor, para nos induzir a praticar, já desde agora, aquelas virtudes que na vida futura se possuem como condição conatural à nova existência.
Pelo Espírito Santo se nos concede de novo a entrada no Paraíso, a ascensão ao reino dos Céus, o retorno à adopção de filhos. Por Ele se nos dá a confiança de chamar a Deus nosso Pai, de participar na graça de Cristo, de sermos chamados filhos da luz, de tomar parte na glória eterna, numa palavra, de receber a plenitude de todas as bênçãos, tanto na vida presente como na vida futura, e de poder contemplar, como num espelho, como se já estivessem presentes, os bens que em promessa nos estão destinados e que pela fé esperamos usufruir. Ora, se tal é o antítipo, qual não será a realidade perfeita? E se tão grandes são as primícias, qual não será a plenitude final?
LEITURA BREVE
Rom 10, 8b-10
A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração. Esta palavra é a palavra da fé que nós pregamos. Se confessares com a tua boca que Jesus é o Senhor e se acreditares no teu coração que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Pois com o coração se acredita para obter a justiça e com a boca se professa a fé para alcançar a salvação.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Ap 1, l7c-18
Vi o Filho do homem, que me disse: Eu sou o primeiro e o último, o que vive. Estive morto, mas eis-me vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e da morada dos mortos.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 2, 9. 10a. 12
Em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e nele alcançastes a vossa plenitude. Sepultados com ele pelo Batismo, também com ele fostes ressuscitados pela fé que tivestes no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tim 2, 8. 11
Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de Davi, ressuscitou de entre os mortos, segundo o meu Evangelho. É digna de fé esta palavra: se morremos com Cristo, também com ele viveremos.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 8,1b-3a
Nós temos um sumo sacerdote que está sentado nos Céus à direita do trono da divina majestade, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, que foi construído pelo Senhor e não pelo homem. Na verdade, todo o sumo sacerdote é constituído para oferecer oblações e sacrifícios.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
