“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 22 DE ABRIL DE 2024
22 de abril de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 24 DE ABRIL DE 2024
24 de abril de 2024TERÇA-FEIRA DA IV SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4340-liturgia-de-23-de-abril-de-2024>]
Antífona da entrada
– Alegremo-nos e exultemos, demos glória a Deus. O Senhor, nosso Deus, o todo-poderoso passou a reinar, aleluia (Ap 19,7.6).
Coleta
– Concedei, ó Deus todo-poderoso, a nós que celebramos os mistérios da ressurreição do Senhor, obter a alegria da nossa redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 11,19-26
Salmo Responsorial: Sl 86,1-7
– Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 10,22-30
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 11,19-26): 19. Entretanto, aqueles que foram dispersados pela perseguição que houve no tempo de Estêvão chegaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, pregando a palavra só aos judeus. 20. Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene, entrando em Antioquia, dirigiram-se também aos gregos, anunciando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus. 21. A mão do Senhor estava com eles e grande foi o número dos que receberam a fé e se converteram ao Senhor. 22. A notícia dessas coisas chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém. Enviaram então Barnabé até Antioquia. 23. Ao chegar lá, alegrou-se, vendo a graça de Deus, e a todos exortava a perseverar no Senhor com firmeza de coração, 24. pois era um homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. Assim uma grande multidão uniu-se ao Senhor. 25. Em seguida, partiu Barnabé para Tarso, à procura de Saulo. Achou-o e levou-o para Antioquia. 26. Durante um ano inteiro eles tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram grande multidão, de maneira que em Antioquia é que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados pelo nome de cristãos.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 86,1-7): 1. Salmo dos filhos de Coré. Cântico. 2. O Senhor ama a cidade que fundou nos montes santos; ele prefere as portas de Sião às tendas de Jacó. 3. De ti se anuncia um glorioso destino, ó cidade de Deus. 4. Ajuntarei Raab e Babilônia aos que me honram; eis a Filisteia e Tiro com a Etiópia, lá todos nasceram. 5. Será dito de Sião: “Um por um, todos esses homens nela nasceram; foi o próprio Altíssimo quem a fundou”. 6. O Senhor inscreverá então no registro dos povos: “Aquele também nasceu em Sião”. 7. E cantarão entre danças: “Todas as minhas fontes se acham em ti”.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 10,22-30): 22. Celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação. Era inverno. 23. Jesus passeava no templo, no pórtico de Salomão. 24. Os judeus rodearam-no e perguntaram-lhe: “Até quando nos deixarás na incerteza? Se tu és o Cristo, dize-nos claramente”. 25. Jesus respondeu-lhes: “Eu vo-lo digo, mas não credes. As obras que faço em nome de meu Pai, estas dão testemunho de mim. 26. Entretanto, não credes, porque não sois das minhas ovelhas. 27. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28. Eu lhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão. 29. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém as pode arrebatar da mão de meu Pai. 30. Eu e o Pai somos um”.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Terça-Feira da IV semana da páscoa (dia 23 de abril de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 11,19-26) que a perseguição promovida contra os cristãos em Jerusalém no tempo de Estêvão e a consequente dispersão deram causa a que chegassem até a Fenícia, Chipre e Antioquia.
Ali pregaram a palavra de Deus inicialmente apenas aos judeus, porém alguns deles, vindos de Chipre e de Cirene, entrando na Antioquia, dirigiram-se também aos gregos e lhes anunciaram o Evangelho do Senhor Jesus. Estando a mão do Senhor sobre eles, foi grande o número dos que receberam a fé e se converteram ao Senhor.
Tendo essa notícia chegado à Igreja de Jerusalém, enviaram até lá Barnabé, homem cheio do Espírito Santo e de fé, que alegrou-se vendo a graça de Deus e exortava a todos a perseverar no Senhor com firmeza de coração. Barnabé foi a Tarso à procura de Saulo, fazendo com que este o acompanhasse à Antioquia e durante um ano completo tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram uma grande multidão, tendo sido os discípulos ali pela primeira vez chamados de cristãos.
Cabe-nos invocar a Deus para que transforme adversidades e contrariedades em causa de impulsionamento da ação evangelizadora e coloque a mão sobre nós, de modo que seja grande o número dos que recebam a fé e se convertam ao Senhor – e que nossos chefes sejam iluminados pelo Espírito Santo para bem gerir a Igreja, inspirados nos Apóstolos que enviavam em missão aos locais estratégicos homens cheios do Espírito Santo e de fé, como foi o caso de Barnabé e Saulo, que tornou-se São Paulo Apóstolo.
Cumpre-nos também, a exemplo de Barnabé e São Paulo Apóstolo, participar de reuniões de comunidades e outras atividades evangelizadoras, com denodado empenho para instruir grandes multidões, para que muitos venham a aderir a Cristo, exortando a todos a perseverar no Senhor com firmeza de coração, adotando o nome de cristãos, ouvindo e colocando em prática o que Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo ensinou.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 86,1-7).
O Santo Evangelho (Jo 10,22-30) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus foi rodeado por alguns judeus nas adjacências do Templo, no Pórtico de Salomão, os quais o concitaram a dizer claramente se ele era o Cristo, ao que ele respondeu: “Eu vo-lo digo, mas não credes. As obras que faço em nome de meu Pai, estas dão testemunho de mim. Entretanto, não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém as pode arrebatar da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um”.
Cumpre-nos invocar ao Senhor para que aumente a nossa fé e nosso discernimento para compreender os sinais divinos que nos rodeiam e dão testemunho de que Jesus é um com o Pai. Cabe-nos postar-nos obedientemente: ouvindo a voz do Senhor que nos conhece e nos chama a segui-lo; praticando o que ensina no Evangelho e nos deixando conduzir à vida plena neste mundo e à vida eterna após a nossa passagem deste mundo.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração de invocação da Trindade Santíssima para transformar adversidades e contrariedades em causa de impulsionamento da ação evangelizadora
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Terça-Feira da IV semana da páscoa (dia 23 de abril de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 11,19-26) que a perseguição promovida contra os cristãos em Jerusalém no tempo de Estêvão e a consequente dispersão deram causa a que chegassem até a Fenícia, Chipre e Antioquia.
Ali pregaram a palavra de Deus inicialmente apenas aos judeus, porém alguns deles, vindos de Chipre e de Cirene, entrando na Antioquia, dirigiram-se também aos gregos e lhes anunciaram o Evangelho do Senhor Jesus. Estando a mão do Senhor sobre eles, foi grande o número dos que receberam a fé e se converteram ao Senhor.
Tendo essa notícia chegado à Igreja de Jerusalém, enviaram até lá Barnabé, homem cheio do Espírito Santo e de fé, que alegrou-se vendo a graça de Deus e exortava a todos a perseverar no Senhor com firmeza de coração. Barnabé foi a Tarso à procura de Saulo, fazendo com que este o acompanhasse à Antioquia. Durante um ano completo tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram uma grande multidão, tendo sido os discípulos ali pela primeira vez chamados de cristãos.
Invocamo-vos, ó Trindade Santíssima, para que transformeis adversidades e contrariedades em causa de impulsionamento da ação evangelizadora e coloqueis a mão sobre nós, de modo que seja grande o número dos que recebam a fé e se convertam ao Senhor – e que nossos chefes sejam também por vós iluminados para bem gerir a Igreja, inspirados nos Apóstolos que enviavam em missão aos locais estratégicos homens cheios do Espírito Santo e de fé, como foi o caso de Barnabé e Saulo, que tornou-se São Paulo Apóstolo.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Barnabé e São Paulo Apóstolo, participemos de reuniões de comunidades e outras atividades evangelizadoras, com denodado empenho para instruir grandes multidões, de modo que muitos venham a aderir a Cristo, exortando a todos a perseverar no Senhor com firmeza de coração, adotando o nome de cristãos, ouvindo e colocando em prática o que Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo ensinou.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 86,1-7): 1. Salmo dos filhos de Coré. Cântico. 2. O Senhor ama a cidade que fundou nos montes santos; ele prefere as portas de Sião às tendas de Jacó. 3. De ti se anuncia um glorioso destino, ó cidade de Deus. 4. Ajuntarei Raab e Babilônia aos que me honram; eis a Filisteia e Tiro com a Etiópia, lá todos nasceram. 5. Será dito de Sião: “Um por um, todos esses homens nela nasceram; foi o próprio Altíssimo quem a fundou”. 6. O Senhor inscreverá então no registro dos povos: “Aquele também nasceu em Sião”. 7. E cantarão entre danças: “Todas as minhas fontes se acham em ti”.
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração invocando obediência para ouvir a voz do Senhor e praticar o que ensina o Evangelho
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Terça-Feira da IV semana da páscoa (dia 23 de abril de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 10,22-30) que Jesus foi rodeado por alguns judeus nas adjacências do Templo, no Pórtico de Salomão, os quais o concitaram a dizer claramente se ele era o Cristo, ao que ele respondeu: “Eu vo-lo digo, mas não credes. As obras que faço em nome de meu Pai, estas dão testemunho de mim. Entretanto, não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém as pode arrebatar da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um”.
Invocamo-vos, ó Trindade Santíssima, para que aumenteis a nossa fé e nosso discernimento para compreender os sinais divinos que nos rodeiam e dão testemunho de que Jesus é um com o Pai e do amor do Pai e do Filho emana o Espírito Santo que ilumina, inspira, orienta e sustenta em unidade com o Pai e o Filho.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos postemos obedientemente: ouvindo a voz do Senhor que nos conhece e nos chama a segui-lo; praticando o que ensina no Evangelho e nos deixando conduzir à vida plena neste mundo e à vida eterna após a nossa passagem deste mundo.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 23 de Abril
[Fonte: <>]


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 23 de Abril de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Apocalipse 14, 1-13
O triunfo do Cordeiro
Eu, João, olhei e vi o Cordeiro de pé no monte Sião. Com Ele estavam cento e quarenta e quatro mil pessoas, que tinham o nome do Cordeiro e o nome de seu Pai gravados na fronte. E ouvi uma voz, vinda do Céu, semelhante ao rumor de águas caudalosas e ao ribombar de forte trovão. A voz que ouvi era também semelhante ao som de harpistas, tocando as suas harpas. Entoavam um cântico novo diante do trono e na presença dos quatro Seres Vivos e dos Anciãos. Ninguém podia aprender esse cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram resgatados da terra. São aqueles que não se mancharam com mulheres, pois são virgens; seguem o Cordeiro para onde quer que Ele vá. Foram resgatados de entre os homens como primícias oferecidas a Deus e ao Cordeiro. Na boca deles nunca se encontrou mentira: são irrepreensíveis.
Vi ainda outro Anjo que voava no mais alto do céu e que tinha uma boa nova eterna, para anunciar aos habitantes da terra, a toda a nação, tribo, língua e povo. E dizia com voz poderosa: «Temei a Deus e dai-Lhe glória, porque chegou a hora do seu julgamento; adorai Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas». Outro Anjo seguia-o, clamando: «Caiu, caiu a grande Babilónia, que embriagou todas as nações com o vinho da sua furiosa imoralidade».
Um terceiro Anjo os seguia, dizendo em alta voz: «Se alguém se prostrar diante do monstro e da sua imagem e receber o seu sinal na fronte ou na mão, deverá também beber o vinho do furor de Deus, preparado sem mistura no cálice da sua ira, e será torturado com fogo e enxofre, na presença dos santos Anjos e do Cordeiro. O fumo dos seus tormento subirá pelos séculos dos séculos; não terão descanso, nem de dia nem de noite, os que se prostram diante do monstro e da sua imagem e os que recebem o sinal do seu nome». Aqui se manifesta a constância dos santos, dos que observam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.
Depois ouvi uma voz vinda do Céu, que me dizia: «Escreve: Felizes os que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, – diz o Espírito – descansem dos seus trabalhos, porque as suas obras os acompanham».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de São Pedro Crisólogo, bispo
(Sermão 108: PL 52, 499-500) (Sec. V)
Sê tu o sacrifício e o sacerdote de Deus
Eu vos rogo pela misericórdia de Deus. Paulo exorta-nos, ou melhor, é Deus que por meio de Paulo nos exorta, já que deseja mais ser amado que temido. Deus exorta-nos, porque antes quer ser Pai que Senhor. Deus exorta-nos, pela sua misericórdia, para não ter de nos castigar com o seu rigor.
Ouve como o Senhor exorta: Vede, vede em Mim o vosso corpo, os vossos membros, o vosso coração, os vossos ossos, o vosso sangue. E se temeis o que é de Deus, porque não amais o que também é vosso? Se fugis ao Senhor, porque não recorreis ao Pai?
Talvez vos confunda a grandeza da minha paixão, de que fostes responsáveis. Não temais. Esta cruz não Me feriu a Mim; antes feriu a morte. Estes cravos não Me provocam dor; antes fazem penetrar mais fundo em Mim o amor por vós. Estas chagas não Me fazem soltar gemidos; antes servem para vos introduzir mais intimamente no meu coração. O meu corpo, ao ser estirado na cruz, não aumenta a minha pena; antes se transforma num regaço mais amplo para vos acolher. O meu sangue não é uma perda para Mim, mas antes o preço do vosso resgate.
Vinde, pois, voltai e experimentai ao menos a bondade do Pai, que assim paga os males com o bem, as injúrias com amor, tão graves feridas com tão grande caridade.
Mas ouçamos agora o que pede o Apóstolo: Rogo-vos que ofereçais os vossos corpos. Pedindo assim, o Apóstolo levantou todos os homens à dignidade do sacerdócio: Que ofereçais os vossos corpos como vítima viva.
Oh inaudito mistério do sacerdócio cristão, em que o homem é para si mesmo vítima e sacerdote! O homem não tem de procurar fora de si a vítima que deve oferecer a Deus; traz consigo e em si o que por si há de sacrificar a Deus. Permanecem intactos tanto a vítima como o sacerdote: a vítima é imolada mas continua viva, e o sacerdote que oferece o sacrifício não pode matar a vítima.
Admirável sacrifício, em que o corpo é oferecido sem imolação do corpo, o sangue sem derramamento de sangue: Rogo-vos, pela misericórdia de Deus, que ofereçais os vossos corpos como vítima viva.
Irmãos, este sacrifício é imagem do sacrifício de Cristo, que, para dar a vida ao mundo, imolou o seu corpo, permanecendo vivo; na verdade, Ele fez do seu corpo uma vítima viva, porque, tendo sido morto, continua vivo. Num sacrifício como este, a morte teve a sua parte, mas a vítima permanece; a vítima vive, enquanto a morte é castigada. Por isso os mártires nascem com a morte, no fim da vida começam a vivê-la; com a sua imolação revivem, e brilham agora nos Céus os que na terra eram tidos como mortos.
Rogo-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, que ofereçais os vossos corpos como vítima viva, santa. É isto o que cantava o Profeta: Não quisestes sacrifícios nem oblações, mas formastes-Me um corpo.
Procura, ó homem, ser o sacrifício e o sacerdote de Deus; não percas aquilo que te foi dado pelo poder do Senhor. Reveste-te com a estola da santidade, cinge-te com o cíngulo da castidade; seja Cristo o capacete de proteção da tua cabeça; permaneça na tua fronte a cruz como defesa. Grava no teu peito o sinal da ciência divina; eleva continuamente a tua oração como perfume de incenso, empunha a espada do Espírito; faz do teu coração um altar. E assim, com toda a confiança, oferece o teu corpo como vítima a Deus.
Deus não quer a morte, mas a fé; não tem sede do teu sangue, mas do teu sacrifício; não Se aplaca com a morte, mas com a vontade generosa.
LEITURA BREVE
Atos 13, 30-33
Deus ressuscitou Jesus de entre os mortos, e Ele apareceu durante muitos dias àqueles que o tinham acompanhado da Galileia a Jerusalém e são agora suas testemunhas diante do povo. Nós vos anunciamos a boa nova de que a promessa feita a nossos pais, Deus a cumpriu para nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como está escrito no salmo segundo: «Tu és meu Filho, eu hoje te gerei».
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Atos 4, 11-12
Jesus é a pedra rejeitada pelos construtores, que veio a tornar-se pedra angular. E não há salvação em mais ninguém, porque não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 3, 21-22a
Vós sois salvos pelo Batismo, que não é uma purificação da imundície corporal, mas o compromisso para com Deus de uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo, que está à direita de Deus.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 1-2
Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 2, 4-5
Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
