LITURGIA DE 20 DE SETEMBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – SANTOS ANDRÉ E PAULO MÁRTIRES
20 de setembro de 2023LITURGIA DE 22 DE SETEMBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – XXIV SEMANA DO TEMPO COMUM
22 de setembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 21/09/2023
As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ef 4,1-7.11-13), de levar uma vida digna da vocação à qual fomos chamados, com toda humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-nos uns aos outros com caridade, sendo solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz, sendo um só corpo e um só espírito, assim como fomos chamados pela nossa vocação a uma só esperança, pois há um só Senhor, uma só fé e um só batismo […] até atingirmos o estado adulto, a estatura da maturidade de Cristo. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 18) instam-nos à consciência de que os céus narram a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. O dia de ontem transmitiu a esse essa notícia – e assim sucessivamente, ao longo dos tempos, pois nada existiria se o Senhor Deus não tivesse criado – sendo tudo o que existe testemunha eloquente da realidade da criação divina, espalhando-se, assim, por toda a terra o seu ruído: no canto dos pássaros, no troar do trovão, no zumbido do vento… […] Se essas maravilhosas manifestações exteriores nos dão a certeza da existência de Deus, não menos maravilhosas são as manifestações que em nosso íntimo asseveram essa existência: a perfeita a lei do Senhor que reconforta a alma; a segura ordem do Senhor que instrui os simples; os retos preceitos do Senhor que deleitam o coração […] Contudo, cumpre vigiar e orar, pois, conforme alerta o salmista: quem pode ver as próprias faltas? Cumpre-nos, pois, tomar consciência de que somos sujeitos a equívocos, a não enxergar pontos falhos que se mantêm ocultos à nossa compreensão, sendo necessário manter uma postura de humildade e de circunspecção, pedindo ao Senhor a purificação das faltas ocultas, buscar o sacramento da confissão, manter-nos atentos a essa realidade de possível ignorância de algumas faltas, invocando ao Senhor piedade para delas nos purificar, para nos preservar do orgulho, para não sermos dominados por ele e assim nos mantermos íntegros e livres de faltas graves. […] O Santo Evangelho (Mt 9,9-13) insta-nos a seguir o exemplo de conversão dado por São Mateus, que a partir do chamado que recebeu, prontamente seguiu Jesus e passou a fazer o melhor possível para bem servir o Mestre, convertendo-se, de pecador contumaz, em exemplo de esforço e dedicação […] Insta-nos ainda a seguir o exemplo de Jesus, que não fazia acepção de pessoas e anunciava o Evangelho a todos, priorizando os pecadores, compreendendo-os como os doentes que mais precisavam de cuidados […] pautado no preceito divino proclamado pelo profeta Oséias: “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6)”.
Biografia de São Mateus
(Por Dilva Frazão -Biblioteconomista e professora)

São Mateus foi um dos doze apóstolos de Cristo. É o autor do primeiro dos três evangelhos sinóticos, os outros dois são de Marcos e Lucas. No Evangelho, Mateus apresenta Jesus com o título de Emanuel, que significa “Deus está conosco”.
Mateus, também chamado de Levi, era filho de Alfeu conforme os Evangelhos de Marcos e Lucas (Marcos 2,14) (Lucas 5, 27). Antes de ser chamado para seguir Jesus, Mateus era um coletor de impostos do povo hebreu, durante a dominação romana. Por ordem de Herodes Antipas, ele estava alocado em Cafarnaum, uma cidade marítima no mar da Galileia, na Palestina.
Apóstolo de Jesus
Seu primeiro contato com Jesus se deu enquanto estava trabalhando: “saindo daí, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e lhe disse”: “siga-me!” Ele se levantou e seguiu Jesus. (Mateus 9, 9). “Depois, Mateus preparou, em sua casa, um grande banquete para Jesus”. “Estava aí uma numerosa multidão de cobradores de impostos e outras pessoas, sentadas à mesa com eles.” (Lucas 5, 27-28-29).
Como Mateus era coletor de impostos, uma ocupação desprezada pelo povo judeu, os fariseus criticaram Jesus ao vê-lo à mesa com os publicanos e pecadores. O Mestre respondeu: “Não vim chamar justos, mas pecadores”. (Lucas 5,29)
Evangelho de Mateus
Denominado de “Primeiro Evangelho”, logo no início, Mateus apresenta Jesus como o Mestre que veio realizar a justiça. Relata a morte e a ressurreição de Jesus. Seu evangelho é organizado em “cinco livrinhos”, cada um contendo uma parte narrativa seguida de um discurso, que reúne e explica o que está contido nas narrativas.
O nome de Mateus aparece sempre na relação dos 12 primeiros apóstolos de Cristo, geralmente ao lado de São Tomé. Entre as citações consta uma ordem de Jesus [após a ressurreição]: “Os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando viram Jesus, ajoelharam-se diante deles. Ainda assim, alguns duvidaram”. Então, Jesus se aproximou e falou: “Toda a autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra. Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo”. (Mateus 28, 16-17-18-19-20).
Pregação
Apóstolo e Evangelista, a tradição relata a pregação de São Mateus na Judéia durante 15 anos, depois de haver percorrido grande parte da Etiópia e Pérsia. Fora do Evangelho, segundo Eusébio de Cesaréia, em sua “História da Igreja”, a única referência a respeito de Mateus é uma citação do bispo Papias de Hierápolis, do século II. Da sua atividade após o Pentecostes, se conhece somente as páginas do seu Evangelho, primitivamente redigido em aramaico.
Martírio e morte
Existem várias versões sobre sua morte. Uma delas é que teria morrido na Etiópia apedrejado, decapitado e queimado, defendendo Santa Ifigênia.

Suas relíquias teriam sido encontradas em 1080, e levadas para a cidade italiana de Salerno, onde até hoje se encontram e são consideradas pelos mais crentes como verdadeiramente do santo. A Igreja Romana celebra sua festa em 21 de setembro, e a grega em 16 de novembro. O símbolo de São Mateus como Evangelista é o anjo.
Antífona da entrada
– Ide e de todas as nações fazei discípulos, diz o Senhor, batizando-os e ensinando-os a observar todos os mandamentos que vos dei (Mt 28,19)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus, que na vossa inesgotável misericórdia escolhestes o publicano Mateus para torná-lo Apóstolo, dai-nos, por sua oração e exemplo, a graça de vos seguir e permanecer sempre convosco. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Ef 4,1-7.11-13
Salmo Responsorial: Sl 18
– Seu som ressoa e se espalha em toda a terra!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos, vos louva, ó Senhor, o coro dos apóstolos.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 9,9-13
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamento
As santas palavras desta Liturgia Diária ensinam em especial, na 1ª Leitura, sobre que afirmou o Apóstolo (Ef 4,1-7.11-13): Exorto-vos, pois, – prisioneiro que sou pela causa do Senhor -, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, 2.com toda a humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-vos mutuamente com caridade. 3.Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. 4.Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. 5.Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. 6.Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos. 7.Mas a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo, 11.A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, 12.para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, 13.até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo.
O Salmo Responsorial oportuniza-nos fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 18): Ao mestre de canto. Salmo de Davi. 2.Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. 3.O dia ao outro transmite essa mensagem, e uma noite à outra a repete. 4.Não é uma língua nem são palavras, cujo sentido não se perceba, 5.porque por toda a terra se espalha o seu ruído, e até os confins do mundo a sua voz; aí armou Deus para o sol uma tenda. 6.E este, qual esposo que sai do seu tálamo, exulta, como um gigante, a percorrer seu caminho. 7.Sai de um extremo do céu, e no outro termina o seu curso; nada se furta ao seu calor. 8.A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples. 9.Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos. 10.O temor do Senhor é puro, subsiste eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros, todos igualmente justos. 11.Mais desejáveis que o ouro, que uma barra de ouro fino; mais doces que o mel, que o puro mel dos favos. 12.Ainda que vosso servo neles atente, guardando-os com todo o cuidado; 13.quem pode, entretanto, ver as próprias faltas? Purificai-me das que me são ocultas. 14.Preservai, também, vosso servo do orgulho; não domine ele sobre mim, então serei íntegro e limpo de falta grave. 15.Aceitai as palavras de meus lábios e os pensamentos de meu coração, na vossa presença, Senhor, minha rocha e meu redentor.
No Santo Evangelho, sobre que (Mt 9,9-13): Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado no posto do pagamento das taxas. Disse-lhe: Segue-me. O homem levantou-se e o seguiu. 10.Como Jesus estivesse à mesa na casa desse homem, numerosos publicanos e pecadores vieram e sentaram-se com ele e seus discípulos. 11.Vendo isto, os fariseus disseram aos discípulos: “Por que come vosso mestre com os publicanos e com os pecadores?” 12. Jesus, ouvindo isto, respondeu-lhes: “Não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes. 13.Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6). Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.”
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos instam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ef 4,1-7.11-13), de levar uma vida digna da vocação à qual fomos chamados, com toda humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-nos uns aos outros com caridade, sendo solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz, sendo um só corpo e um só espírito, assim como fomos chamados pela nossa vocação a uma só esperança, pois há um só Senhor, uma só fé e um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos, mas a cada um é dada a graça, segundo a medido do dom de Cristo, que a alguns constituiu apóstolos; a outros profetas; a outros evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus; até atingirmos o estado adulto, a estatura da maturidade de Cristo.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 18) instam-nos à consciência de que os céus narram a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. O dia de ontem transmitiu a esse essa notícia – e assim sucessivamente, ao longo dos tempos, pois nada existiria se o Senhor Deus não tivesse criado – sendo tudo o que existe testemunha eloquente da realidade da criação divina, espalhando-se, assim, por toda a terra o seu ruído: no canto dos pássaros, no troar do trovão, no zumbido do vento… Tudo o que vemos é também testemunho dessa criação divina: o sol, as nuvens, as árvores, os animais e em especial a espécie humana, bem como a precisão dos ciclos da natureza, desde o movimento de rotação, em que o sol nasce e se põe, a todos os maravilhosos e multifacetados mecanismos que regem o universo. Se essas maravilhosas manifestações exteriores nos dão a certeza da existência de Deus, não menos maravilhosas são as manifestações que em nosso íntimo asseveram essa existência: a perfeita a lei do Senhor que reconforta a alma; a segura ordem do Senhor que instrui os simples; os retos preceitos do Senhor que deleitam o coração; seus mandamentos luminosos que esclarecem os olhos; o puro temor do Senhor, que subsiste eternamente; os juízos do Senhor que são verdadeiros e justos, sendo mais desejáveis que o ouro e mais doces que o mel todos os seus ensinamentos, todas as orientações, os preceitos que elevam o viver tornando-o ditoso mesmo em meio aos mais diversos tormentos que possam surgir. Contudo, cumpre vigiar e orar, pois, conforme alerta o salmista: quem pode ver as próprias faltas? Cumpre-nos, pois, tomar consciência de que somos sujeitos a equívocos, a não enxergar pontos falhos que se mantêm ocultos à nossa compreensão, sendo necessário manter uma postura de humildade e de circunspecção, pedindo ao Senhor a purificação das faltas ocultas, buscar o sacramento da confissão, manter-nos atentos a essa realidade de possível ignorância de algumas faltas, invocando ao Senhor piedade para delas nos purificar, para nos preservar do orgulho, para não sermos dominados por ele e assim nos mantermos íntegros e livres de faltas graves. Aceitai, Senhor, esse puro propósito que ora firmamos, pois sois nossa rocha e nosso redentor!
O Santo Evangelho (Mt 9,9-13) insta-nos a seguir o exemplo de conversão dado por São Mateus, que a partir do chamado que recebeu, prontamente seguiu Jesus e passou a fazer o melhor possível para bem servir o Mestre, convertendo-se, de pecador contumaz, em exemplo de esforço e dedicação, a ponto de redigir o evangelho que foi utilizado mais expressivamente nas comunidades cristãs formadas por judeus e nos proporciona primorosas lições. Insta-nos ainda a seguir o exemplo de Jesus, que não fazia acepção de pessoas e anunciava o Evangelho a todos, priorizando os pecadores, compreendendo-os como os doentes que mais precisavam de cuidados. Que sigamos também o exemplo do Mestre dos mestres que atuou com misericórdia para com os pecadores, chamando-os com prioridade, pautado no preceito divino proclamado pelo profeta Oséias: “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6)”.
Oração final
Ó Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos e sustentai-nos para levar uma vida digna da vocação à qual fomos chamados, com toda humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-nos uns aos outros com caridade, sendo solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz, sendo um só corpo e um só espírito, assim como fomos chamados pela nossa vocação a uma só esperança, pois há um só Senhor, uma só fé e um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos, mas a cada um é dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo, que a alguns constituiu apóstolos; a outros profetas; a outros evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus; até atingirmos o estado adulto, a estatura da maturidade de Cristo. Nós vos louvamos e bendizemos, cientes de que os céus narram a vossa glória e o firmamento anuncia a obra de vossas mãos. O dia de ontem transmitiu a esse essa notícia – e assim sucessivamente, ao longo dos tempos, pois nada existiria se vós não houvésseis criado – sendo tudo o que existe testemunha eloquente da realidade da criação divina, espalhando-se, assim, por toda a terra o seu ruído: no canto dos pássaros, no troar do trovão, no zumbido do vento… Tudo o que vemos é também testemunho dessa criação divina: o sol, as nuvens, as árvores, os animais e em especial a espécie humana, bem como a precisão dos ciclos da natureza, desde o movimento de rotação, em que o sol nasce e se põe, a todos os maravilhosos e multifacetados mecanismos que regem o universo. Se essas maravilhosas manifestações exteriores nos dão a certeza da vossa existência, não menos maravilhosas são as manifestações que em nosso íntimo asseveram essa existência: a vossa perfeita a lei que reconforta a alma; a vossa segura ordem que instrui os simples; os vossos retos preceitos que deleitam o coração; os vossos luminosos mandamentos que esclarecem os olhos; o puro temor do Senhor, que subsiste eternamente; os vosso santos juízos que são verdadeiros e justos; mais desejáveis que o ouro e mais doces que o mel são todos os vossos ensinamentos, todas as vossas orientações, os vossos preceitos que elevam o viver tornando-o ditoso mesmo em meio aos mais diversos tormentos que possam surgir. Iluminai-nos e sustentai-nos para que vigiemos e oremos, pois, conforme alerta o salmista: quem pode ver as próprias faltas? Cumpre-nos, pois, tomar consciência de que somos sujeitos a equívocos, a não enxergar pontos falhos que se mantêm ocultos à nossa compreensão, sendo necessário manter uma postura de humildade e de circunspecção… Rogamo-vos a purificação de nossas faltas ocultas e firmamos o propósito de buscar reiteradamente o sacramento da confissão. Iluminai-nos para nos mantermos atentos a essa realidade de possível ignorância de algumas faltas, invocamos vossa piedade para delas nos purificar, para nos preservar do orgulho, para não sermos dominados por ele e assim nos mantermos íntegros e livres de faltas graves. Aceitai esse puro propósito que ora firmamos, pois sois nossa rocha e nosso redentor! Iluminai-nos e sustentai-nos para seguir o exemplo de conversão dado por São Mateus, que a partir do chamado que recebeu, prontamente seguiu Jesus e passou a fazer o melhor possível para bem servir o Mestre, convertendo-se, de pecador contumaz, em exemplo de esforço e dedicação, a ponto de redigir o evangelho que foi utilizado mais expressivamente nas comunidades cristãs formadas por judeus e nos proporciona primorosas lições. Iluminai-nos ainda para seguir o exemplo dado por Jesus, que não fazia acepção de pessoas e anunciava o Evangelho a todos, priorizando os pecadores, compreendendo-os como os doentes que mais precisavam de cuidados. Que sigamos também o exemplo do Mestre dos mestres que atuou com misericórdia para com os pecadores, chamando-os com prioridade, pautado no preceito divino proclamado pelo profeta Oséias: “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6)”. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
Leitura complementar
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 21 DE SETEMBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da carta do Apóstolo São Paulo aos Efésios 4, 1-16
Diversidade de dons em um mesmo corpo
Exorto-vos, pois, – prisioneiro que sou pela causa do Senhor -, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda a humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-vos mutuamente com caridade. Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos. Mas a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo, a uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores. Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a cabeça, Cristo. É por ele que todo o corpo – coordenado e unido por conexões que estão ao seu dispor, trabalhando cada um conforme a atividade que lhe é própria – efetua esse crescimento, visando a sua plena edificação na caridade
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Homilias de São Beda Venerável, presbítero (Hom. 21: CCL 122, 149-151) (Sec. XIII)
Jesus viu-o, compadeceu-Se dele e chamou-o
Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: Segue-Me. Viu-o não tanto com os olhos do corpo, como com o seu olhar interior, cheio de misericórdia. Jesus viu um publicano e compadeceu-Se dele; escolheu-o e disse-lhe: Segue-Me, isto é, imita-Me. Disse para O seguir não tanto com os seus passos como no modo de viver. Porque, quem diz que permanece em Cristo, deve também proceder como Ele procedeu.
Mateus levantou-se e seguiu-O. Não devemos admirar-nos de que o publicano, ao primeiro chamamento do Senhor, abandonasse os negócios terrenos em que estava ocupado e, renunciando aos seus bens, seguisse Aquele que via totalmente desprovido de riquezas. É que o Senhor chamava o exteriormente com a sua palavra, mas iluminava-o de um modo interior e invisível para que O seguisse, infundindo na sua mente a luz da graça espiritual, para que pudesse compreender que Aquele que na terra o afastava dos negócios temporais, lhe podia dar no Céu tesouros incorruptíveis.
E quando Ele estava sentado à mesa em sua casa, vieram muitos publicamos e pecadores e sentaram se à mesa com Jesus e os seus discípulos. A conversão de um publicano deu a muitos publicanos e pecadores um exemplo de penitência e de perdão. Foi, na verdade, um belo e feliz precedente: aquele que havia de ser apóstolo e doutor das gentes, atraiu consigo ao caminho da salvação, logo no primeiro momento da sua conversão, um numeroso grupo de pecadores. Deste modo, já desde os primeiros indícios da sua fé, começou o ministério de evangelização que mais tarde havia de desempenhar, quando chegasse à perfeição das suas virtudes.
Se desejamos compreender mais profundamente o significado destes fatos, devemos observar que Mateus não se limitou a oferecer ao Senhor um banquete corporal na sua casa terrestre, mas preparou Lhe com a sua fé e o seu amor um banquete muito mais agradável na morada interior do seu coração, segundo o testemunho d’Aquele que diz: Eu estou à porta e chamo; se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo.
Tendo ouvido a sua voz, nós abrimos-Lhe a porta para O receber quando damos o nosso livre assentimento às suas advertências interiores ou exteriores e pomos em prática o que sabemos ser sua vontade. E Ele entra para cear, Ele conosco e nós com Ele, porque habita no coração dos eleitos pela graça do seu amor, para os alimentar continuamente com a luz da sua presença, a fim de que se elevem cada vez mais para os desejos celestes, e Ele próprio seja saciado com as aspirações eternas dos seus eleitos, que são o mais delicioso manjar que Lhe podem oferecer.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Efésios 2, 19-22
Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus. É nele que todo edifício, harmonicamente disposto, se levanta até formar um templo santo no Senhor. É nele que também vós outros entrais conjuntamente, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se torna a habitação de Deus
LEITURA BREVE DA HORA TERÇA
2Co 5, 19b-20
Deus nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, desempenhamos o encargo de embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta por nosso intermédio. Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!
LEITURA BREVE DA HORA SEXTA
Atos dos Apóstolos, 5,12a.14
Enquanto isso, realizavam-se entre o povo pelas mãos dos apóstolos muitos milagres e prodígios. Cada vez mais aumentava a multidão dos homens e mulheres que acreditavam no Senhor.
LEITURA BREVE DA HORA NONA
Atos dos Apóstolos, 5,41-42
Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus. E todos os dias não cessavam de ensinar e de pregar o Evangelho de Jesus Cristo no templo e pelas casas.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Efésios 4, 11-13
Mas a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo, a uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Tessalonicences 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
