“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 26 DE ABRIL DE 2024
26 de abril de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE ABRIL DE 2024
28 de abril de 2024SÁBADO DA IV SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <Comunidade Católica Nova Aliança – Liturgia de 27 de abril de 2024 (novaalianca.com.br)>]
Antífona da entrada
– Povo adquirido por Deus, anunciai os grandes feitos daqueles que vos chamou das trevas à sua luz maravilhosa, aleluia (1Pd 2,9)
Coleta
– Deus de bondade, pela solenidade pascal dais ao mundo remédios celestiais; sede indulgente com vossa Igreja, para que a celebração nesta terra nos seja proveitosa para a vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 13,44-52
Salmo Responsorial: Sl 97,1-4
– Os confins do mundo contemplaram a salvação do nosso Deus.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Se guardais minha Palavra, diz Jesus, realmente vós sereis os meus discípulos (Jo 8,31s).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 14,7-14
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 13,44-52): 44. No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus. 45. Os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e puseram-se a protestar com injúrias contra o que Paulo falava. 46. Então, Paulo e Barnabé disseram-lhes resolutamente: “Era a vós que em primeiro lugar se devia anunciar a Palavra de Deus. Mas, porque a rejeitais e vos julgais indignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os pagãos. 47. Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te estabeleci para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra” (Is 49,6). 48. Essas palavras encheram de alegria os pagãos que glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que estavam predispostos para a vida eterna fizeram ato de fé. 49. Divulgava-se, assim, a palavra do Senhor por toda a região. 50. Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território. 51. Estes sacudiram contra eles o pó dos seus pés, e foram a Icônio. 52. Os discípulos, por sua vez, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 97,1-4): 1. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória. 2. O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos. 3. Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus. 4. Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 14,7-14): 7. Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis, pois o tendes visto”. 8. Disse-lhe Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta”. 9. Respondeu Jesus: “Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai… 10. Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras. 11. Crede-me: estou no Pai, e o Pai em mim. Crede-o ao menos por causa dessas obras. 12. Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai 13. E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. 14. Qualquer coisa que me pedirdes, em meu nome, vo-lo farei.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da IV Semana da Páscoa (dia 27 de abril de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 13,44-52) que em certo sábado, nas pregações de Paulo e Barnabé na Antioquia, afluiu quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus, o que incitou a inveja de alguns judeus, que se puseram a protestar com injúrias contra o que Paulo falava.
Paulo e Barnabé lhes disseram, resolutamente “Era a vós que em primeiro lugar se devia anunciar a Palavra de Deus. Mas, porque a rejeitais e vos julgais indignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os pagãos. Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te estabeleci para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra” (Is 49,6). Os pagãoe que os ouviam encheram-se de alegria e glorificavam a palavra do Senhor, tendo os presentes predispostos à vida eterna feito o ato de fé, sendo tal evento impulsionador da divulgação da palavra do Senhor por toda a região.
Então os judeus opositores instigaram algumas mulheres religiosas da aristocracia e o líderes da cidade a promover uma perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os de seu território. Estes sacudiram o pó dos seus pés contra eles e foram para Icônio. Apesar de tais intercorrências, os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
Cabe-nos, a exemplo de Paulo e Barnabé, empenhar-nos para pregar a Palavra de Deus, cientes de que a persistência e a assistência do Espírito Santo levarão a expressivos sucessos na missão. Porém aos sucessos tendem suceder-se perseguições, cumprindo-nos, também seguindo seus exemplos, manter-nos firmes e determinados, não temendo a verdade, mas defendendo-a valorosamente, pois fomos estabelecidos para sermos luz das nações para levar a salvação até os confins da terra (conforme Isaías 49,6).
Cumpre-nos, pois, manter-nos persistentes na pregação para que as pessoas que ouvem se encham de alegria, glorifiquem a palavra do Senhor e se predisponham a fazer atos de fé que as levem a seguir a maravilhosa senda cristã que resgata o viver do pântano da vida imersa no pecado. Desse modo, gradual e progressivamente, se vai impulsionando a divulgação da palavra do Senhor por todas as partes.
Cabe-nos manter-nos firmes e resolutos, muito embora cientes de que haverão pessoas recalcitrantes que oporão resistências; que poderão promover perseguições e até mesmo nos infligir duros reveses na jornada missionária. Porém, apesar de tais intercorrências, se nos mantermos fiéis, a alegria de estar travando o bom combate e a intensa presença do Espírito Santo não nos abandonarão jamais!
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 97,1-4).
O Santo Evangelho (Jo 14,7-14) compele-nos em especial impregnar-nos da consciência de que aquele que vê Jesus vê o Pai, sendo que o Pai realiza suas obras através de Jesus e nele permanece. Jesus afirmou que está no Pai e o Pai está nele e que aquele que nele crê fará também as obras que ele faz – e as fará ainda maiores – pois ele foi para junto do Pai e tudo o que pedirmos ao Pai em seu nome ele nos fará, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Cumpre-nos, pois, alegrar-nos e regozijar-nos intensamente por sabermos que Jesus é um com o Pai e que somos os mais privilegiados dos seres, pois cremos em Jesus e por nele crermos temos a faculdade de realizar as obras que ele fez e outras ainda maiores – pois Jesus foi para o Pai e atua como intercessor junto a ele para que possamos receber tudo o que pedirmos ao Pai em seu nome.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração para intensificação dos empenhos missionários, ainda que em meio a reveses e contrariedades.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária do Sábado da IV Semana da Páscoa (dia 27 de abril de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 13,44-52) que em certo sábado, nas pregações de Paulo e Barnabé na Antioquia, afluiu quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus, o que incitou a inveja de alguns judeus, que se puseram a protestar com injúrias contra o que Paulo falava.
Paulo e Barnabé lhes disseram, resolutamente: “Era a vós que em primeiro lugar se devia anunciar a Palavra de Deus. Mas, porque a rejeitais e vos julgais indignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os pagãos. Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te estabeleci para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra” (Is 49,6). Os pagãos que os ouviam encheram-se de alegria e glorificavam a palavra do Senhor, tendo os presentes predispostos à vida eterna feito o ato de fé, sendo tal evento impulsionador da divulgação da palavra do Senhor por toda a região.
Então os judeus opositores instigaram algumas mulheres religiosas da aristocracia e o líderes da cidade a promoveruma perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os de seu território. Estes sacudiram o pó dos seus pés contra eles e foram para Icônio. Apesar de tais intercorrências, os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Paulo e Barnabé, empenhemo-nos para pregar a Palavra de Deus, cientes de que a persistência e a assistência do Espírito Santo levarão a expressivos sucessos na missão. Porém aos sucessos tendem suceder-se perseguições, cumprindo-nos, também seguindo seus exemplos, manter-nos firmes e determinados, não temendo a verdade, mas defendendo-a valorosamente, pois fomos estabelecidos para sermos luz das nações para levar a salvação até os confins da terra (conforme Isaías 49,6).
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos persistentes na pregação para que as pessoas que ouvem se encham de alegria, glorifiquem a palavra do Senhor e se predisponham a fazer atos de fé que as levem a seguir a maravilhosa senda cristã que resgata o viver do pântano da vida imersa no pecado. Desse modo, gradual e progressivamente, se vai impulsionando a divulgação da palavra do Senhor por todas as partes.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos firmes e resolutos, muito embora cientes de que haverão pessoas recalcitrantes que oporão resistências; que poderão promover perseguições e até mesmo nos infligir duros reveses na jornada missionária. Porém, apesar de tais intercorrências, se nos mantermos fiéis, a alegria de estar travando o bom combate e a intensa presença do Espírito Santo não nos abandonarão jamais!
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 97,1-4): 1. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória. 2. O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos. 3. Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus. 4. Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai.
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração de tomada de consciência de que podemos realizar obras ainda maiores que as de Jesus porque ele é nosso intercessor junto ao Pai.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os imensos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
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SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 27 de Abril
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/04/santos-do-dia-da-igreja-catolica-27-de-abril/>]

Santa Zita
Zita foi empregada doméstica durante trinta anos em Luca, na Itália. Hoje em dia, as comunidades de baixa renda sofrem grande injustiça social, principalmente quando trabalham em serviços domésticos, como ela, mas no século XIII as coisas eram bem piores.
Zita nasceu em 1218, no povoado de Monsagrati, próximo a Luca, e, como tantas outras meninas, ela foi colocada para trabalhar em casa de nobres ricos. Era a única forma de uma moça não se tornar um peso para a família, pobre e numerosa. Ela não ganharia salário, trabalharia praticamente como uma escrava, mas teria comida, roupa e, quem sabe, até um dote para conseguir um bom casamento, se a família que lhe desse acolhida se afeiçoasse a ela e tivesse interesse em vê-la casada.
Zita tinha apenas doze anos quando isso aconteceu. E a família para quem foi servir não costumava tratar bem seus criados. Ela sofreu muito, principalmente nos primeiros tempos. Era maltratada pelos patrões e pelos demais empregados. Porém agüentou tudo com humildade e fé, rezando muito e praticando muita caridade. Aliás, foi o que tornou Zita famosa entre os pobres: a caridade cristã. Tudo que ganhava dos patrões, um pouco de dinheiro, alimentos extras e roupas, dava aos necessitados. A conseqüência disso foi que, em pouco tempo, Zita dirigia a casa e comandava toda a criadagem. Conquistou a simpatia e a confiança dos patrões e a inveja de outros criados.
Certa vez, Zita foi acusada de estar dando pertences da despensa da casa para os mendigos, por uma das criadas que invejavam sua posição junto aos donos da mansão. Talvez não fosse verdade, mas dificilmente a moça poderia provar isso aos patrões. Assim, quando o patriarca da casa perguntou o que levava escondido no avental, ela respondeu: “são flores”, e soltando o avental uma chuva delas cobriu os seus pés. Esta é uma de suas tradições mais antigas citadas pelos seus fervorosos devotos.
A sua vida foi uma obra de dedicação total aos pobres e doentes que durou até sua morte, no dia 27 de abril de 1278. Todavia, sua interferência a favor deles não terminou nesse dia. O seu túmulo, na basílica de São Frediano, conserva até hoje o seu corpo, que repousa intacto, como foi constatado na sua última exumação, em 1652, e se tornou um lugar de graças e de muitos milagres comprovados e aceitos. Acontecimentos que serviram para confirmar sua canonização em 1696, pelo papa Inocêncio XII.
Apesar da condição social humilde e desrespeitada, a vida de santa Zita marcou de tal forma a história da cidade que ela foi elevada à condição de sua padroeira. E foi uma vida tão exemplar que até Dante Alighieria a cita na Divina Comédia. O papa Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas.

Tiago Alberione
Padre Tiago Alberione, Fundador da Família Paulina, foi um dos mais carismáticos apóstolos do século XX. Nascido em San Lorenzo di Fossano (Cuneo), no dia 4 de abril de 1884, recebeu o batismo já no dia seguinte. A família Alberione, constituída por Miguel e Teresa Allocco e por seis filhos, era do meio rural, profundamente cristã e trabalhadora.
O pequeno Tiago, o quarto filho, desde cedo passa pela experiência do chamado de Deus: na primeira série do ensino primário, perguntado pela professora o que faria quando se tornasse adulto, ele responde: Vou tornar-me padre! Os anos da infância se encaminham nessa direção.
Com 16 anos, Tiago é recebido no Seminário de Alba. Desde logo se encontra com aquele que para ele será pai, guia, amigo e conselheiro por 46 anos: o cônego Francisco Chiesa.
No final do Ano Santo de 1900, já estimulado pela encíclica de Leão XIII Tametsi futura (Ainda que se trate de coisas futuras), Tiago vive a experiência decisiva de sua existência. Na noite de 31 de dezembro de 1900, noite que divide os dois séculos, põe-se a rezar por quatro horas diante do Santíssimo Sacramento e, na luz de Deus, projeta o seu futuro. Uma “luz especial” veio ao seu encontro, desprendendo-se da Hóstia e a partir daquele momento ele se sente “profundamente comprometido a fazer alguma coisa para o Senhor e para as pessoas do novo século”: “o compromisso de servir à Igreja”, valendo-se dos novos meios colocados à disposição pelo engenho humano.
No dia 29 de junho de 1907 foi ordenado sacerdote. Como passo seguinte, uma breve, mas significativa experiência pastoral em Narzole (Cuneo), na qualidade de vice-pároco. Lá encontra o bem jovem José Giaccardo, que para ele será o que foi Timóteo para o Apóstolo Paulo. Ainda em Narzole, Padre Alberione amadurece sua reflexão sobre o que pode fazer a mulher engajada no apostolado.
No Seminário de Alba desempenha o papel de Diretor Espiritual dos seminaristas maiores (filósofos e teólogos) e menores (estudantes do ensino médio), e de professor de diversas disciplinas. Dispõe-se a pregar, a catequizar, a dar conferências nas paróquias da diocese. Dedica também bastante tempo ao estudo da realidade da sociedade civil e eclesial do seu tempo e às novas necessidades que se projetam.
Conclui que o Senhor o convoca para uma nova missão: pregar o Evangelho a todos os povos, segundo o espírito do Apóstolo Paulo, usando os modernos meios da comunicação. Justificam essa direção os seus dois livros: Apontamentos de teologia pastoral (1912) e A mulher associada ao zelo sacerdotal (1911-1915).
Essa missão, para ser desenvolvida com carisma e continuidade, deve ser assumida por pessoas consagradas, considerando-se que “as obras de Deus se edificam mediante as pessoas que são de Deus”. Desse modo, no dia 20 de agosto de 1914, enquanto em Roma morria o sumo pontífice, Pio X, em Alba, o Padre Alberione dava início à “Família Paulina” com a fundação da Pia Sociedade São Paulo. O começo é marcado pela extrema pobreza, em conformidade com a pedagogia divina: “inicia-se sempre no presépio”.
A família humana – na qual o Padre Alberione se inspira – é constituída por irmãos e irmãs. A primeira mulher a seguir o Padre Alberione é uma moça de vinte anos, de Castagnito (Cuneo): Teresa Merlo. Com o apoio dela, Alberione dá início à congregação das Filhas de São Paulo (1915). Pouco a pouco, a “Família” cresce, as vocações masculinas e femininas aumentam, o apostolado toma seu curso e assume sua forma.
Em 1918 (dezembro) registra-se o primeiro envio das “filhas” para Susa: inicia-se uma história muito corajosa de fé e de empreendimento, que gera também um estilo característico, denominado (estilo) “paulino”.Em 1923, quando o Padre Alberione adoece gravemente e o diagnóstico médico não sugere um quadro de esperanças, o Fundador, milagrosamente, retoma o caminho: “Foi São Paulo quem me curou”, dirá em seguida. A partir daquele período aparece nas capelas paulinas a inscrição que em sonho ou em revelação o Divino Mestre dirige ao Fundador: Não temam – Eu estou com vocês – Daqui quero iluminar – Arrependam-se dos pecados.
No ano seguinte vem à luz a segunda congregação feminina: as Pias Discípulas do Divino Mestre, para o apostolado eucarístico, sacerdotal e litúrgico. Para orientá-las na nova vocação, Padre Alberione chama a jovem Irmã M. Escolástica Rivata, que morrerá nonagenária, em odor de santidade.
Ao mesmo tempo cresce o edifício espiritual: o Fundador inculca o espírito de dedicação mediante “devoções” de grande peso apostólico: a Jesus Mestre e Pastor “Verdade, Caminho e Vida”; a Maria Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos; a São Paulo apóstolo. É exatamente a referência ao Apóstolo que caracteriza na Igreja as novas instituições como “Família Paulina”. A meta que o Fundador quer que seja assumida como desafio primordial, é a conformidade plena com Cristo: abraçar por inteiro o Cristo Verdade Caminho e Vida em toda a pessoa, mente, vontade, coração e forças físicas. Diretriz sintetizada em um pequeno volume: Donec formetur Christus in vobis (1932).
Em outubro de 1938, Padre Alberione funda a terceira congregação feminina: as Irmãs de Jesus Bom Pastor ou “Pastorinhas”, que se dedicam ao apostolado pastoral destinado a auxiliar os Pastores.
O desvelo do Fundador é sempre o mesmo: quer que todos entendam que “o primeiro cuidado da Família Paulina deve ser a santidade de vida, o segundo a pureza de doutrina”. Sob essa luz deve ser entendido o seu projeto de uma enciclopédia sobre Jesus Mestre (1959).
O pequeno volume Abundantes divitiae gratiae suae (As abundantes riquezas da sua graça), é considerado como a “história carismática da Família Paulina”. Família que foi se completando entre 1957 e 1960, com a fundação da quarta congregação feminina, o Instituto Rainha dos Apóstolos para as Vocações (Irmãs Apostolinas) e dos Institutos de vida secular consagrada: São Gabriel Arcanjo, Nossa Senhora da Anunciação, Jesus Sacerdote e Sagrada Família. Dez Instituições (inclusive os Cooperadores Paulinos) unidas entre si pelo mesmo ideal de santidade e de apostolado: viver e anunciar Jesus Cristo Caminho, Verdade e Vida.
Nos anos de 1962-1965, o Padre Alberione foi protagonista silencioso, mas atento do Concílio Vaticano II, cujas sessões ele participou diariamente.
Padre Alberione viveu 87 anos. No dia 26 de novembro de 1971 deixou a terra para assumir o seu lugar na Casa do Pai. As suas últimas horas tiveram o conforto da visita e da bênção do papa Paulo VI, que jamais ocultou a sua admiração e veneração pelo Padre Alberione. É sempre comovente o testemunho que deu na Audiência concedida à Família Paulina em 28 de junho de 1969 (o Fundador tinha 85 anos):
«Aí está ele: humilde, silencioso, incansável, sempre vigilante, sempre entretido com os seus pensamentos, que se mobilizam entre a oração e a ação, sempre atento para perscrutar os “sinais dos tempos”.
Em 25 de junho de 1996 o papa João Paulo II assinou o Decreto por meio do qual eram reconhecidas as virtudes heróicas de Alberione.
Foi beatificado por João Paulo II, aos 27 de Abril de 2003, na Praça de S. Pedro, em Roma.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 27 de Abril de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Apocalipse 18, 1-20
A ruína de Babilónia
Eu, João, vi outro Anjo descer do Céu com tão grande poder que a terra ficou iluminada com o seu esplendor. Ele bradou com voz forte, dizendo: «Caiu, caiu a grande Babilónia! Tornou-se morada de demónios, antro de todos os espíritos impuros e de todas as aves imundas e repelentes. Porque do vinho da sua furiosa imoralidade beberam todas as nações, com ela se prostituíram os reis da terra, e com o seu luxo desenfreado se enriqueceram os comerciantes da terra».
E ouvi outra voz vinda do Céu, que dizia: «Retirai-vos dela, vós, meu povo, para não participardes nos seus pecados, nem partilhardes os seus castigos; porque os seus pecados se foram acumulando até ao Céu, e Deus recordou as suas iniquidades. Pagai-lhe como ela paga; retribuí-lhe o dobro das suas obras. Na taça que ela preparou, misturai dupla dose. Dai-lhe tormento e lágrimas, na medida do seu esplendor e luxo. Porque ela disse em seu coração: ‘Estou sentada no meu trono de rainha; não sou viúva e jamais conhecerei o luto’. Por isso, em um só dia virão sobre ela os flagelos da peste, do luto e da fome, e será consumida pelo fogo; porque é poderoso o Senhor Deus que a condenou». Os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram luxuosamente, hão de chorá-la e lamentá-la, quando virem o fumo das suas chamas. Conservando-se à distância, pelo receio do seu suplício, dirão: «Ai, ai, grande cidade, ó Babilónia, cidade poderosa! Uma hora bastou para a tua condenação!».
Os comerciantes da terra choram e lamentam-se por causa dela, porque já ninguém compra as suas mercadorias: carregamentos de ouro, prata, pedras preciosas e pérolas; linho, púrpura, seda e escarlate; madeiras odoríferas de toda a espécie, objetos de marfim, de madeira preciosa, de bronze, de ferro e de mármore; cinamomo e amomo, perfumes, mirra e incenso; vinho e azeite, flor de farinha e trigo; gados, cavalos, carruagens, escravos e seres humanos.
A fruta sazonada que tanto apetecias afastou-se para longe de ti; todas as coisas requintadas e esplendorosas acabaram para ti e nunca mais voltarão.
Os negociantes que ela tinha enriquecido com o seu comércio conservar-se-ão à distância, pelo receio do seu suplício, chorando, lamentando-se e dizendo: «Ai, ai, a grande cidade, vestida de linho, de púrpura e escarlate, recamada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas! Uma hora bastou para arruinar tão grande riqueza!».
Todos os pilotos e mareantes de navegação costeira, marinheiros e quantos trabalhavam no mar conservam-se todos à distância e bradam, ao verem o fumo das suas chamas: «Que havia de comparável à grande cidade?». E lançando poeira na cabeça, gritam entre lágrimas e gemidos: «Ai, ai, a grande cidade, cuja opulência enriqueceu todos os que possuíam navios no mar! Bastou uma hora para se consumar a sua ruína!».
Alegra-te, ó Céu, a seu respeito, e vós também, Santos, Apóstolos e Profetas, porque Deus fez justiça à vossa causa, com a sua condenação.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Comentário de São Cirilo de Alexandria, bispo sobre a Epístola aos Romanos
(Cap. 15, 7: PG 74, 854-855) (Sec. V)
Pela bondade de Deus, extensiva a todos os homens, foi salvo o universo inteiro
Sendo muitos, formamos um só Corpo e somos membros uns dos outros; e é Cristo quem nos une pelo vínculo da caridade, como está escrito: Ele fez de uns e outros um só povo, e derrubou o muro de inimizade que os separava, anulando, pela imolação do seu Corpo, as prescrições jurídicas da Lei. Convém, portanto, que todos tenhamos os mesmos sentimentos uns para com os outros: se um membro sofre qualquer mal, todos os membros sofrem com ele; mas se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele.
Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu para glória de Deus. Para pôr em prática este acolhimento recíproco, devemos ter os mesmos sentimentos, levando os fardos uns dos outros e conservando a unidade de espírito pelo vínculo da paz. Foi assim que Deus também nos acolheu em Cristo. Falou verdade quem disse: Deus amou de tal modo o mundo, que entregou o seu Filho por nós. Foi entregue, de facto, em resgate pela vida de todos nós, e assim fomos arrancados à morte e libertados da morte e do pecado. E ilustra a finalidade desta economia divina afirmando que Cristo foi constituído ministro da circuncisão, para demonstrar a fidelidade de Deus. De facto, Deus tinha prometido aos patriarcas do povo judeu abençoar toda a sua futura descendência e multiplicá-la como as estrelas do céu. Por isso Se revestiu de carne, fazendo-Se homem, Aquele que era Deus e era o próprio Verbo, que conserva todas as coisas criadas e a todas, como Deus, dispensa a sua proteção. Veio, porém, a este mundo na sua Carne, não para ser servido, mas ao contrário, como Ele afirma, para servir e dar a vida por muitos.
É verdade que Ele afirmara ter vindo ao mundo para cumprir as promessas feitas a Israel. Dissera com efeito: Não fui enviado senão para as ovelhas da casa de Israel, que se tinham desgarrado. Por isso não se enganou Paulo ao afirmar que Cristo foi o ministro da circuncisão, para ratificar as promessas feitas aos Patriarcas e, com esse fim, foi entregue por Deus Pai; mas foi entregue também para que os gentios conseguissem misericórdia e assim O glorificassem como criador, autor, salvador e redentor de todos os homens. Por isso, tornada extensiva a todos a bondade de Deus, foram recebidos os gentios e o mistério da sabedoria em Cristo não se desviou do seu desígnio de bondade. Efetivamente, em vez daqueles que se afastaram, foi salvo, por misericórdia de Deus, o mundo inteiro.
LEITURA BREVE
Rom 14, 7-9
Nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum de nós morre para si mesmo. Se vivemos, vivemos para o Senhor, e se morremos, morremos para o Senhor. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor. Na verdade, Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 5, 10-11
Se quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela sua vida. Mais ainda: também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem alcançamos agora a salvação.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 15, 20-22
Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. Uma vez que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos; porque assim como em Adão todos morreram, assim também em Cristo serão todos restituídos à vida.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Cor 5, 14-15
O amor de Cristo nos impele, ao pensarmos que um só morreu por todos e que todos, portanto, morreram. Cristo morreu por todos, para que os vivos deixem de viver para si próprios, mas vivam para aquele que morreu e ressuscitou por eles.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 2, 9-10
Vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus, para anunciar os louvores daquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável. Vós que outrora não éreis seu povo, agora sois o povo de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, agora alcançastes misericórdia.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
