“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 06 DE MAIO DE 2024
6 de maio de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 08 DE MAIO DE 2024
8 de maio de 2024TERÇA-FEIRA DA VI SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4354-liturgia-de-07-de-maio-de-2024>]
Antífona da entrada
– Alegremo-nos e exultemos, demos glória a Deus. O Senhor, nosso Deus o Todo-Poderoso passou a reinar, aleluia! (Ap 19,7.6)
Coleta
– Deus Todo-Poderoso e Pai de misericórdia, fazei-nos participar verdadeiramente da ressurreição de Cristo vosso Filho. Ele, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 16,22-34
Salmo Responsorial: Sl 137,1-3.7c-8
– Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; ele vos conduzirá a toda a verdade (Jo 16,7.13).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 16,5-11
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 16,22-34): 22. O povo insurgiu-se contra eles. Os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes para açoitá-los com varas. 23. Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança. 24. Este, conforme a ordem recebida, meteu-os na prisão inferior e prendeu-lhes os pés ao cepo. 25. Pela meia-noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam um hino a Deus, e os prisioneiros os escutavam. 26. Subitamente, sentiu-se um terremoto tão grande que se abalaram até os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas e soltaram-se as algemas de todos. 27. Acordou o carcereiro e, vendo abertas as portas do cárcere, supôs que os presos haviam fugido. Tirou da espada e queria matar-se. 28. Mas Paulo bradou em alta voz: “Não te faças nenhum mal, pois estamos todos aqui”. 29. Então, o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas. 30. Depois os conduziu para fora e perguntou-lhes: “Senhores, que devo fazer para me salvar?”. 31. Disseram-lhe: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”. 32. Anunciaram-lhe a Palavra de Deus, a ele e a todos os que estavam em sua casa. 33. Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família. 34. Em seguida, ele os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua casa por haver crido em Deus.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 137,1-3.7c-8): 1. De Davi. Eu vos louvarei de todo o coração, Senhor, porque ouvistes as minhas palavras. Na presença dos anjos eu vos cantarei. 2. Ante vosso santo templo irei prostrar-me, e louvarei o vosso nome, pela vossa bondade e fidelidade, porque acima de todas as coisas exaltastes o vosso nome e a vossa promessa. 3. Quando vos invoquei, vós me respondestes; fizestes crescer a força de minha alma. 7. […] salva-me a vossa mão. 8. O Senhor completará o que em meu auxílio começou. Senhor, eterna é a vossa bondade: não abandoneis a obra de vossas mãos.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 16,5-11): 5. “Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: Para onde vais? 6. Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração. 7. Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei. 8. E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo. 9. Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim. 10. Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis; 11. ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Liturgia Diária da Terça-Feira da VI Semana da Páscoa (dia 07 de maio de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 16,22-34) que na cidade de Filipos Paulo expulsou o espírito de Pitão (da adivinhação) de uma escrava. Ela dava muito lucro aos seus amos pelas adivinhações que fazia e estes se indispuseram contra Paulo e seus companheiros por não mais poderem locupletar-se às custas dela; levaram-nos ao foro e os denunciaram de pregar um modo de vida que os romanos não podiam admitir (conforme Atos 16-22).
O povo insurgiu-se contra eles, os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes, açoitá-los e trancafiá-los na prisão, inclusive prendendo-lhes os pés em um cepo. Em torno da meia-noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam hinos a Deus e os demais prisioneiros ouviam. Então, subitamente, houve um terremoto que abalou os fundamentos da prisão.
Em seguida se abriram todas as portas e soltaram-se as algemas de todos. O carcereiro acordou, viu as portas do cárcere abertas, supôs que os presos haviam fugido e tirou a espada da bainha para se suicidar, ao que Paulo bradou: “Não te faças mal algum, pois estamos aqui.”
O carcereiro buscou luz, entrou e se lançou trêmulo aos pés de Paulo e Silas. Levou-os para fora e perguntou-lhes o que deveria fazer para se salvar. Eles lhe disseram: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”. Anunciaram-lhe a Palavra de Deus, bem como a todos os que se encontravam em sua casa. Ele então cuidou deles, lavou-lhes as chagas e em seguida foi batizado, com toda a sua família. Pôs-lhes a mesa e alegrou-sa com toda a sua casa por haver crido em Deus.
Cumpre-nos, pois, a exemplo de Paulo e Silas, pregar incessantemente o Evangelho, com vistas a contribuir na libertação das pessoas das mais diversas interferências de espíritos malignos de multifacetadas espécies – mesmo com o risco de sofrer perseguições e retaliações.
Cabe-nos, também seguindo os exemplos de Paulo e Silas, manter-nos, em toda e qualquer circunstâncias, dispostos a rezar e louvar o Senhor, cientes de que a seu tempo tudo será providenciado, de modo que dos maiores males Deus extrairá os mais elevados bens.
Louvemos o Senhor e congratulemo-nos regozijantes, com profunda alegria, por termos tido a oportunidade de nos salvar por crermos em Jesus; por acolhermos a Palavra de Deus que nos é anunciada e por termos recebido os sacramentos que nos auxiliam na jornada cristã – e que nos dediquemos da forma mais elevada possível, a exemplo dos apóstolos, para levar a muitos esse sumo bem.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 137,1-3.7c-8).
O Santo Evangelho (Jo 16,5-11) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que disse Jesus: “Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: Para onde vais? Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração. Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo. Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim. Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis; ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado.”
Cumpre-nos, pois, impregnar-nos da consciência de que Jesus foi para o Pai e enviou-nos o Paráclito, o Espírito Santo, para convencer o mundo a respeito do pecado, que subsiste enquanto não se crê em Jesus; da justiça divina que Jesus ensinou e pela qual zela junto do Pai; bem como a respeito do juízo, que consiste no fato de o príncipe deste mundo já estar julgado e condenado.
Cabe-nos imbuir-nos profundamente da consciência de que o Espírito Santo operou e opera maravilhas prodigiosas; acompanhou os apóstolos em suas jornadas evangelizadoras e sustentou o desenvolvimento da Igreja que, contrariando todas as probabilidade, se expandiu mundo afora.
O pecado subsiste enquanto não se crê em Jesus, mas deixa de subsistir nas vidas daqueles que nele crêem, ouvem e se empenham para colocar em prática os seus ensinamentos. Aquele que crê em Jesus atrai sobre si a justiça divina, torna-se justificado pela fé e recebe profusamente as graças divinas de Jesus, que por nós intercede junto do Pai.
O testemunho daqueles que crêem em Jesus consolidam o juízo divino, que consiste no fato de o príncipe deste mundo já estar julgado e condenado, pois ele é efetivamente julgado e condenado, destronado e expulso das almas daqueles que aderem a Jesus, os quais percebem o quão maravilhoso é estar com Jesus, viver como ele ensinou e assim elevar-se à vida divina, sob o senhorio de Jesus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores – renunciando definitivamente a Satanás.
O maligno foi, portanto, julgado e condenado e será definitivamente – com todos os espíritos malignos a ele consorciados – rechaçado, repudiado, abominado, enxotado das vidas de todos. Esse movimento, em que pese as reações dos iludidos pelo maligno, que atrasam o processo, se consolidará gradual e progressivamente. Os novos céus e a nova terra foram consolidados por Jesus e é seu desejo que, a seu tempo se tornem realidade efetiva para todos!
Cumpre-nos regozijar-nos intensamente por já termos adentrado nessa realidade divina de pautarmos o viver pelos desígnios divinos, que nos impregna de uma felicidade à toda prova, imersos no imenso amor divino que Jesus trouxe a esse mundo. Redobremos, pois, nossos empenhos missionários para estendermos a muitos a oportunidade de acessar as maravilhas do Senhor!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração de disposição a pregar incessantemente o Evangelho e levar a muitos o sumo bem.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Terça-Feira da VI Semana da Páscoa (dia 07 de maio de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 16,22-34) que na cidade de Filipos Paulo expulsou o espírito de Pitão (da adivinhação) de uma escrava. Ela dava muito lucro aos seus amos pelas adivinhações que fazia e estes se indispuseram contra Paulo e seus companheiros por não mais poderem locupletar-se às custas dela; levaram-nos ao foro e os denunciaram de pregar um modo de vida que os romanos não podiam admitir (conforme Atos 16-22).
O povo insurgiu-se contra eles, os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes, açoitá-los e trancafiá-los na prisão, inclusive prendendo-lhes os pés em um cepo. Em torno da meia-noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam hinos a Deus e os demais prisioneiros ouviam. Então, subitamente, houve um terremoto que abalou os fundamentos da prisão.
Em seguida se abriram todas as portas e soltaram-se as algemas de todos. O carcereiro acordou, viu as portas do cárcere abertas, supôs que os presos haviam fugido e tirou a espada da bainha para se suicidar, ao que Paulo bradou: “Não te faças mal algum, pois estamos aqui.”
O carcereiro buscou luz, entrou e se lançou trêmulo aos pés de Paulo e Silas. Levou-os para fora e perguntou-lhes o que deveria fazer para se salvar. Eles lhe disseram: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”. Anunciaram-lhe a Palavra de Deus, bem como a todos os que se encontravam em sua casa. Ele então cuidou deles, lavou-lhes as chagas e em seguida foi batizado, com toda a sua família. Pôs-lhes a mesa e alegrou-sa com toda a sua casa por haver crido em Deus.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Paulo e Silas, preguemos incessantemente o Evangelho, com vistas a contribuir na libertação das pessoas das mais diversas interferências de espíritos malignos de multifacetadas espécies – mesmo com o risco de sofrer perseguições e retaliações.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para também para que, seguindo os exemplos de Paulo e Silas, nos mantenhamos, em toda e qualquer circunstâncias, dispostos a rezar e louvar-vos, cientes de que a seu tempo tudo será providenciado, de modo que dos maiores males vós extraireis os mais elevados bens.
Louvamo-vos e congratulamo-nos regozijantes, com profunda alegria, por termos tido a oportunidade de nos salvar por crermos em Jesus; por acolhermos a Palavra de Deus que nos é anunciada e por termos recebido os sacramentos que nos auxiliam na jornada cristã. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos dediquemos da forma mais elevada possível, a exemplo dos apóstolos, para levar a muitos esse sumo bem!
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 137,1-3.7c-8): 1. De Davi. Eu vos louvarei de todo o coração, Senhor, porque ouvistes as minhas palavras. Na presença dos anjos eu vos cantarei. 2. Ante vosso santo templo irei prostrar-me, e louvarei o vosso nome, pela vossa bondade e fidelidade, porque acima de todas as coisas exaltastes o vosso nome e a vossa promessa. 3. Quando vos invoquei, vós me respondestes; fizestes crescer a força de minha alma. 7. […] salva-me a vossa mão. 8. O Senhor completará o que em meu auxílio começou. Senhor, eterna é a vossa bondade: não abandoneis a obra de vossas mãos.
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração de tomada de consciência das maravilhas prodigiosas operadas pelo Espírito Santo e de julgamento e condenação definitiva do maligno.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Terça-Feira da VI Semana da Páscoa (dia 07 de maio de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 16,5-11) que disse Jesus: “Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: Para onde vais? Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração. Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo. Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim. Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis; ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado.”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Jesus foi para o Pai e enviou-nos o Paráclito, o Espírito Santo, para convencer o mundo a respeito do pecado, que subsiste enquanto não se crê em Jesus; da justiça divina que Jesus ensinou e pela qual zela junto do Pai; bem como a respeito do juízo, que consiste no fato de o príncipe deste mundo já estar julgado e condenado.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos imbuamos profundamente da consciência de que o Espírito Santo operou e opera maravilhas prodigiosas; acompanhou os apóstolos em suas jornadas evangelizadoras e sustentou o desenvolvimento da Igreja que, contrariando todas as probabilidade, se expandiu mundo afora.
O pecado subsiste enquanto não se crê em Jesus, mas deixa de subsistir nas vidas daqueles que nele crêem, ouvem e se empenham para colocar em prática os seus ensinamentos. Aquele que crê em Jesus atrai sobre si a justiça divina, torna-se justificado pela fé e recebe profusamente as graças divinas de Jesus, que por nós intercede junto do Pai.
O testemunho daqueles que crêem em Jesus consolidam o juízo divino, que consiste no fato de o príncipe deste mundo já estar julgado e condenado, pois ele é efetivamente julgado e condenado, destronado e expulso das almas daqueles que aderem a Jesus, os quais percebem o quão maravilhoso é estar com Jesus, viver como ele ensinou e assim elevar-se à vida divina, sob o senhorio de Jesus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores – renunciando definitivamente a Satanás.
O maligno foi, portanto, julgado e condenado e será definitivamente – com todos os espíritos malignos a ele consorciados – rechaçado, repudiado, abominado, enxotado das vidas de todos. Esse movimento, em que pese as reações dos iludidos pelo maligno, que atrasam o processo, se consolidará gradual e progressivamente. Os novos céus e a nova terra foram consolidados por Jesus e é seu desejo que, a seu tempo se tornem realidade efetiva para todos!
Regozijamo-nos intensamente por já termos adentrado nessa realidade divina, pautando o viver pelos desígnios divinos, o que nos impregna de uma felicidade à toda prova, imersos no imenso amor divino que Jesus trouxe a esse mundo. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que redobremos nossos empenhos missionários para estendermos a muitos a oportunidade de acessar as maravilhas do Senhor!
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os imensos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 7 de Maio
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/05/santos-do-dia-da-igreja-catolica-07-de-maio/>]

Santo Agostinho Roscelli
Nasceu na pequena cidade de Bergone di Casarza Ligure, Itália, no dia 27 de julho de 1818. Durante sua infância, foi pastor de ovelhas. A sua família, de poucos recursos, constituiu para ele um exemplo de fé e de virtudes cristãs.
Aos dezessete anos, decidiu ser padre, entusiasmado por Antônio Maria Gianelli, arcebispo de Chiavari, que se dedicava exclusivamente à pregação aos camponeses, e hoje está inscrito no livro dos santos. Em 1835, Agostinho foi para Gênova, onde estudou enfrentando sérias dificuldades financeiras, mas sempre ajudado pela sua força de vontade, oração intensa e o auxílio de pessoas de boa vontade.
É ordenado sacerdote em 1846, e enviado para a cidade de São Martino d´Alboro como padre auxiliar. Inicia o seu humilde apostolado a serviço de Deus, dedicando-se com zelo, caridade e exemplo ao crescimento espiritual e ao ministério da confissão.
Agostinho é homem de diálogo no confessionário da igreja genovesa da Consolação, sendo muito procurado, ouvido e solicitado pela população. Sua fama de bom conselheiro corre entre os fiéis, o que faz chegar gente de todas as condições sociais em busca de sua ajuda. Ele passa a conhecer a verdadeira realidade do submundo.
Desde o início, identifica-se nele um exemplo de sacerdote santo, que encarna a figura do “pastor”, do educador na fé, do ministro da Palavra e do orientador espiritual, sempre pronto a doar-se na obediência, humildade, silêncio, sacrifício e seguimento dócil e abnegado de Jesus Cristo. Nele, a ação divina, a obra humana e a contemplação fundem-se numa admirável unidade de vida de apostolado e oração.
Em 1872, alarga o campo do seu apostolado, interessando-se não só pelas misérias e pobrezas morais da cidade, e pelos jovens, mas também pelos prisioneiros dos cárceres, a quem leva, com afeto, o conforto e a misericórdia do Senhor. Dois anos mais tarde, passa a dedicar-se também aos recém-nascidos, em favor das mães solteiras, vítimas de relações enganosas, dando-lhes assistência moral e material, inserindo-as no mundo do trabalho honesto.
Com a ajuda de algumas catequistas, padre Agostinho passa à ação. Nasce um grupo de voluntárias, e acolhem os primeiros jovens em dificuldades, para libertá-los do analfabetismo, dando-lhes orientação moral, religiosa e, também, uma profissão. E a obra cresce, exatamente porque responde bem à forte demanda social e religiosa do povo.
Em 1876, dessa obra funda a congregação das Irmãs da Imaculada, indicando-lhes o caminho da santidade em Maria, modelo da vida consagrada. Após o início difícil e incerto, a congregação se consolida e se difunde em toda a Itália e em quase todos os continentes.
A vida terrena do “sacerdote pobre”, como lhe costumam chamar, chega ao fim no dia 7 de maio de 1902. O papa João Paulo II proclama santo Agostinho Roscelli em 2001.

Santa Flávia Domitila
Há muito mais tradições envolvendo a existência de Flávia Domitila do que documentos históricos comprovados. Seu nome e santidade tanto se espalharam, nos primeiros tempos do cristianismo, que sua vida se mesclou a essas tradições pela transmissão dos próprios fiéis que fixaram o seu culto.
Flávia Domitila teria sido convertida ao cristianismo por dois eunucos. Enquanto ela se preparava para o casamento com o filho de um cônsul, Nereu e Aquiles lhe falaram sobre Cristo e a beleza da virgindade, “irmã dos Anjos”. Ela teria abandonado o casamento e se convertido imediatamente.
Contudo o próprio imperador, inconformado, tentou vencer a recusa pelo compromisso da jovem com uma tarde dançante em sua homenagem. A morte repentina do próprio noivo aconteceu em meio às danças. Segundo a tradição, Flávia Domitila morreu queimada num incêndio criminoso que destruiu sua casa, sendo provocado por um irmão do noivo.
Mas o que existe de real sobre a vida de santa Flávia Domitila é que ela era uma nobre dama romana, esposa do cônsul Flávio Clemente e sobrinha do imperador Vespasiano, pai de Domiciano. Esses dados foram encontrados em uma inscrição da época, conservada na basílica dos santos Nereu e Aquiles, que também morreram decapitados pelo testemunho em Cristo.
No primeiro século, ela enfrentou a ira da corte por não esconder sua fé em Cristo. Banida do convívio social, foi depois julgada e condenada ao exílio, sendo deportada para a ilha de Ponza.
Sua morte aconteceu de forma lenta, cruel e dolorosa, numa ilha abandonada, sem as menores condições de sobrevivência, conforme escreveu sobre ela são Jerônimo.

Santa Rosa Venerini
Nascida em Viterbo, Itália, no dia 9 de fevereiro de 1656, Rosa Venerini viveu um conflito. Um jovem apaixonado queria desposá-la, mas o seu desejo era consagrar-se a Deus. Sua vida muda radicalmente quando uma série de acontecimentos culmina com a morte do pretendente e, mais tarde, de seus pais. Rosa assume, então, a educação dos dois irmãos. Mesmo com essa responsabilidade ela não abandona seu desejo de consagrar-se a Deus. Passa a convidar as jovens da vizinhança para rezar o Rosário.
Foi convivendo com essas pessoas que Rosa descobriu o grave estado de ignorância religiosa e intelectual que atingia a juventude da época. Decidiu, então, que seria seu dever combatê-la. Um padre jesuíta, Ventura Bandinelli, percebendo a sua vocação natural para a religiosidade e para o ensino, abre-lhe as portas da vida religiosa. Rosa não perdeu a oportunidade e deu o primeiro passo, indo viver em comunidade. Junto de mais duas amigas, cria a primeira escola primária para crianças em 1685. Estava iniciada a sua grande obra.
Porém as oposições não tardaram a aparecer. Alguns padres acharam que a obra de Rosa agredia a sua autoridade no ensino religioso. Os nobres se posicionavam contra o ensino gratuito para os pobres. Rosa enfrentava uma batalha em nome de Deus e de um ideal. Felizmente, o bispo de Montefiascone intervém e a convida para fundar em sua diocese uma nova escola. Para lá Rosa Venerini se dirige, junto de uma colaboradora muito especial: a futura santa Lúcia Filippini.
As escolas, então, se expandem e chegam a muitas cidades, inclusive a Roma. Mas os problemas apareceriam novamente. Rosa tem de enfrentar discussões dolorosas, ambições e divisões dentro de sua instituição, problemas provocados pela inveja e ganância das pessoas.
Em 1716, uma visita do papa Clemente XI foi o reconhecimento do valor de sua obra. O apoio do papa foi um fator importante para o desenvolvimento de sua instituição, que não era uma congregação, e agora é chamada “Mestras Pias Venerini”.
O fim de sua vida foi marcado por uma doença que a consumiu por quatro anos. Rosa veio a falecer no dia 7 de maio de 1728. Em 1909, é fundada a primeira Casa nos Estados Unidos. O reconhecimento canônico para essas professoras chegou apenas em 1941, quando, finalmente, se tornam uma congregação.
O papa Pio XII proclama bem-aventurada Rosa Venerini em 1952, quando a congregação já operava em muitos países do mundo todo. Suas relíquias estão guardadas na capela da Casa mãe da congregação em Roma.
Em 15 de outubro de 2006 o papa Bento XVI, na praça de São Pedro, proclama Rosa Venerini, santa.

Gisela (Bem-Aventurada)
Gisela, filha dos duques bávaros Henrique, o briguento, e Gisela da Borgonha, nasceu no ano 985. Era a irmã mais nova de Henrique II da Alemanha, de Bruno, que depois se tornaria bispo de Augsburgo, e de Brígida, futura abadessa de Mittelmuenster. Como se vê, uma família nobre e católica. Gisela, desde pequena, queria tornar-se religiosa, mas decidiu aceitar um casamento, que contribuiria muito para a expansão do cristianismo, deixando sua vocação para mais tarde.
Em 996, ela foi pedida em casamento por Estêvão, príncipe da Hungria. Gisela aceitou e se tornou a primeira rainha católica húngara. Logo depois, devido à sua atuação cristã, o rei, seu marido, se converteu, e com ele todos os seus súditos. Gisela construiu muitas igrejas, inclusive a catedral de Vezprim, decorando-a com trabalhos dos mais importantes artistas da época, até mesmo de escultores gregos. Além da importância religiosa e cultural que seu reinado obteve, há de considerar-se, também, a importância política, que permitiu, graças a seu casamento e à conversão da Hungria, que as boas relações com a Alemanha chegassem até o século XXI.
Gisela cumpriu essa missão com muito sofrimento pessoal. Primeiro morreu seu filho mais velho, depois uma filha. As duas outras filhas seguiram seus maridos para terras distantes e ela nunca mais as viu. Seu primogênito, Américo, que era o sucessor natural do trono, também morreu quase ao mesmo tempo em que o marido, Estêvão. Mais tarde, os dois seriam canonizados.
Embora tivesse enfrentado todas estas tragédias, foi a morte do marido que mais a fez sofrer. Os húngaros da oposição que assumiram o poder desejando neutralizar a sua influência junto ao povo a mantiveram presa por vários anos, impossibilitando-a de qualquer contato com os parentes do exterior.
Finalmente, depois de muitas negociações com o rei Henrique III, em 1042 Gisela pôde retornar para a Alemanha, onde se recolheu no mosteiro beneditino de Niedernburg. Essa cidade era uma abadia principesca, isto é, a abadessa eleita era, automaticamente, a princesa do Império Alemão. Por seus dons e experiência, pouco depois de sua entrada, Gisela foi eleita abadessa-princesa, governando até o dia 7 maio de 1060, quando faleceu.
Assim, o fim do primeiro milênio assistiu à atuação dessa grande figura feminina da história da Igreja: Beata Gisela, a rainha cristã, que se fez abadessa-princesa da Alemanha, que patrocinou grandes obras de caridade, construiu igrejas, ajudou a converter a Hungria e por isso teve grande participação política na expansão do cristianismo.
O seu culto é muito antigo e ainda intenso em todo o norte da Itália, Hungria, Alemanha, França, por todo o Oriente e pelos países onde os beneditinos se instalaram, levando com eles essa comemoração litúrgica.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE -7 de Maio de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Primeira Epístola do apóstolo São João 2, 12-17
O cumprimento da vontade de Deus
Escrevo-vos, meus filhos, porque os vossos pecados foram perdoados, pelo nome de Jesus. Escrevo-vos, pais, porque conheceis Aquele que existe desde o princípio. Escrevo-vos, jovens, porque vencestes o Maligno. Escrevo-vos, meus filhos, porque conheceis o Pai. Escrevo-vos, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós e vencestes o Maligno. Não ameis o mundo nem o que existe no mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo – concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e orgulho da riqueza – não vem do Pai, mas do mundo. Ora o mundo passa com as suas concupiscências, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece eternamente.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Comentário de São Cirilo de Alexandria, bispo, sobre o Evangelho de São João
(Liv. 11, 11: PG 74, 559-562) (Sec. V)
Cristo é o vínculo da unidade
Todos quantos participamos da Carne sagrada de Cristo, unimo-nos com Ele corporalmente, como afirma São Paulo ao falar do mistério do amor misericordioso de Deus: O qual, nas gerações passadas, não foi dado a conhecer aos homens, mas em nossos dias foi revelado pelo Espírito aos seus santos Apóstolos e Profetas, isto é: os gentios são co-herdeiros e membros do mesmo Corpo e participantes da mesma promessa em Cristo Jesus. Ora se todos nós formamos um só Corpo em Cristo, não só uns com os outros, mas também com Aquele que em nós habita pela sua Carne, porque é que não vivemos plenamente esta união que existe entre nós e com Cristo? Cristo, com efeito, é o vínculo da unidade, porque é ao mesmo tempo Deus e homem. Seguindo o mesmo caminho, podemos falar da nossa união espiritual, afirmando que todos nós, ao recebermos o mesmo e único Espírito, isto é, o Espírito Santo, nos unimos uns com os outros e com Deus. Embora separadamente sejamos muitos e em cada um de nós Cristo faça habitar o Espírito do Pai que é também o seu, todavia o Espírito é uno e indivisível, e com a sua presença e ação reúne aqueles que individualmente são distintos uns dos outros, e em Si mesmo faz com que todos sejam um só. E julgo que, assim como a virtude da Carne santa de Cristo transforma num só Corpo os que dele participam, do mesmo modo o único e indivisível Espírito de Deus, ao habitar em cada um, os vincula a todos numa unidade espiritual. Por isso de novo São Paulo nos exortava: Suportai-vos uns aos outros com caridade, empenhando-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito, como existe uma só esperança na vida a que fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, atua em todos e em todos Se encontra. Se de facto habita em nós o único Espírito, também em nós estará, por seu Filho, o único Deus e Pai de todos, unindo entre Si e consigo todos os que participam do Espírito. Já desde agora se torna manifesto, de alguma maneira, que estamos unidos ao Espírito Santo por participação. Com efeito, se abandonamos a vida puramente natural e obedecemos às leis do Espírito, é evidente que, prescindindo da nossa vida anterior e unindo-nos ao Espírito Santo, adquirimos uma nova configuração espiritual e nos transformamos, até certo ponto, noutra natureza. Deste modo já não somos simplesmente homens, mas filhos de Deus e habitantes do Céu, pelo facto de nos termos tornado participantes da natureza divina. Todos, portanto, somos um só no Pai, no Filho e no Espírito Santo: um só, repito, pela identidade de condição, um só pela união da caridade, pela comunhão da Carne santa de Cristo e pela participação do único Espírito Santo.
LEITURA BREVE
Atos 13, 30-33
Deus ressuscitou Jesus de entre os mortos, e ele apareceu durante muitos dias àqueles que o tinham acompanhado da Galileia a Jerusalém e são agora suas testemunhas diante do povo. Nós vos anunciamos a boa nova de que a promessa feita a nossos pais, Deus a cumpriu para nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como está escrito no salmo segundo: «Tu és meu Filho, eu hoje te gerei».
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Atos 4, 11-12
Jesus é a pedra rejeitada pelos construtores, que veio a tornar-se pedra angular. E não há salvação em mais ninguém, porque não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 3, 21-22a
Vós sois salvos pelo Batismo, que não é uma purificação da imundície corporal, mas o compromisso para com Deus de uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo, que está à direita de Deus.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 1-2
Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 2, 4-5
Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
