“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 21 DE JUNHO DE 2024
21 de junho de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE JUNHO DE 2024
23 de junho de 2024SÁBADO – XI SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu empregue especial empenho e dedicação em prosseguir na senda cristã, buscando, gradual e progressivamente, plenificar meu viver usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”: o Invitatório; as orações da Liturgia das Horas “Ofício das Leituras” e “Laudes”; a Santa Missa e a Meditação da Palavra do Senhor. Que na sequência, eu me empenhe em extrair o néctar espiritual potencializador da prática cristã nas sessões: IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese da história de vida do santo do dia) e ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA – em que consistem as demais orações da Liturgia das Horas. Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro dos Juízes 16, 4-6.16-31
Traição de Dalila e morte de Sansão
Naqueles dias, Sansão enamorou-se de uma mulher do Vale de Sorec, chamada Dalila. Os chefes dos filisteus foram ter com ela e disseram-lhe: «Tenta seduzi-lo e vê se descobres donde lhe vem a sua grande força e como o poderemos vencer, a fim de o amarrarmos para o dominar. Dar-te-emos, cada um, mil e cem moedas de prata. Dalila disse a Sansão: «Diz-me donde vem a tua grande força e como poderias ser amarrado, para te dominarem».
Como ela o importunasse todos os dias com as suas palavras, Sansão impacientou-se a ponto de desejar a morte. Acabou por lhe abrir todo o seu coração e disse-lhe: «Nunca me passou navalha pela cabeça, porque sou consagrado a Deus desde o seio materno. Se me rapassem a cabeça, a minha força abandonar-me-ia e eu ficaria fraco como qualquer homem». Ao ver Dalila que ele lhe abrira todo o seu coração, mandou chamar os chefes dos filisteus e disse-lhes: «Vinde agora, porque ele abriu-me todo o seu coração».
Os chefes dos filisteus foram ter com ela, levando consigo o dinheiro. Entretanto ela adormeceu Sansão sobre os joelhos e chamou um homem, que cortou as sete tranças do seu cabelo. Então começou a enfraquecer e a sua força abandonou-o. Ela gritou: «Sansão, os filisteus vêm sobre ti!». Ele despertou do sono e disse: «Livrar-me-ei deles como das outras vezes». Mas não sabia que o Senhor o havia abandonado. Os filisteus apoderaram-se dele e vazaram-lhe os olhos. Depois levaram-no para Gaza e prenderam-no com duas cadeias de bronze. Na prisão fazia girar a mó.
Entretanto começou a crescer-lhe a cabeleira que tinha sido raspada. Os chefes dos filisteus reuniram-se para oferecerem um grande sacrifício ao seu deus Dagon e para fazerem festa, dizendo: «O nosso deus entregou-nos nas mãos o nosso inimigo Sansão». O povo, quando o via, louvava o seu deus e dizia: «O nosso deus entregou-nos nas mãos o nosso inimigo Sansão, que devastava a nossa terra e matava tantos dos nossos». E estando eles com o coração cheio de alegria, exclamaram: «Chamai Sansão, para nos divertir». Mandaram-no chamar à prisão e ele fez habilidades na sua presença; depois colocaram-no entre as colunas.
Sansão disse ao jovem que o conduzia pela mão: «Deixa-me encostar às colunas sobre que assenta o edifício, para descansar um pouco». O edifício estava cheio de homens e mulheres. Estavam lá todos os chefes dos filisteus, e no terraço uns três mil homens e mulheres, que assistiam aos jogos de Sansão. Sansão invocou o Senhor e disse: «Senhor meu Deus, lembrai-Vos de mim e dai-me força ainda desta vez, ó meu Deus, para fazer pagar aos filisteus de um só golpe os meus dois olhos». Depois agarrando as duas colunas do meio, sobre as quais assentava o edifício, pegou numa com o braço direito e noutra com o braço esquerdo. E exclamou: «Morra eu, com todos os filisteus». Dizendo isto, sacudiu fortemente o edifício que se desmoronou sobre os chefes e sobre todo o povo reunido. Sansão matou muito mais homens na sua morte do que matara durante a sua vida.
Seus irmãos e toda a família de seu pai vieram para o levar. Transportaram o corpo e sepultaram-no entre Soreá e Estaol, no túmulo de Manoé seu pai. Tinha sido juiz em Israel durante vinte anos.
SEGUNDA LEITURA
Do Tratado de São Cipriano, bispo e mártir, sobre a Oração Dominical
(Nn. 28-30: CSEL 3, 287-289) (Sec. III)
Devemos orar não só com as palavras, mas também com as obras
Irmãos caríssimos, esta é a oração que Deus nos ensinou, resumindo todas as nossas petições em tão breves e salutares palavras. Já anteriormente tinha sido anunciado pelo profeta Isaías, quando ele falava, cheio do Espírito Santo, sobre a majestade e piedade de Deus: Deus completa e abrevia a sua palavra de justiça, Deus realiza uma palavra breve em todo o orbe da terra. Na verdade, a Palavra de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, veio para reunir todos os homens, sábios ou ignorantes, e para ensinar a todos, sem distinção de sexo ou idade, o caminho da salvação. Por isso resumiu num compêndio admirável os seus ensinamentos, para não sobrecarregar a memória dos que aprendiam a sua doutrina celeste e para que aprendessem com facilidade os elementos necessários à fé cristã.
E assim, para ensinar em que consiste a vida eterna, resumiu o mistério da vida nestas palavras tão breves e cheias de divina grandiosidade: Esta é a vida eterna: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste. Do mesmo modo, para salientar os principais e maiores preceitos da Lei e dos Profetas, disse: Escuta, Israel: o Senhor teu Deus é o único Senhor; e ainda: Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. Este é o primeiro mandamento; e o segundo é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Nestes dois mandamentos se resume toda a Lei e os Profetas. E também: Tudo o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles. Esta é, de fato, a Lei e os Profetas.
No entanto, Deus ensinou-nos a orar não somente com palavras mas também com fatos. Ele orava e suplicava frequentemente, mostrando com o testemunho do seu exemplo o que devíamos nós fazer. Assim está escrito: Então Jesus retirava-se para lugares desertos e orava; e outra vez: Subiu ao monte para orar e passou a noite em oração a Deus.
O Senhor, quando orava, não pedia por si mesmo – porque havia de rezar por si mesmo, se era inocente? – mas pelos nossos pecados, como declara com aquelas palavras que dirige a Pedro: Satanás procura-vos para vos joeirar como o trigo. Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E depois roga ao Pai por todos, dizendo: Não peço somente por eles, mas também por aqueles que hão de acreditar em Mmm através da sua palavra, para que todos sejam um, como Tu, Pai, em Mim, e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós.
Como é grande a bondade e misericórdia que Deus manifestou pela nossa salvação! Não contente com remir-nos pelo seu Sangue, também roga por nós. E vede qual era a sua súplica, quando orava: que assim como o Pai e o Filho são um só, também nós permaneçamos na mesma unidade.
Filip 2, 14-15
Fazei tudo sem murmurar nem discutir, para serdes irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha, no meio duma geração perversa e depravada, onde vós brilhais como estrelas no mundo.
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <Comunidade Católica Nova Aliança – Liturgia de 22 de junho de 2024 (novaalianca.com.br)>]
Antífona
– Escutai Senhor, a voz do meu apelo. Sede meu amparo; não me rejeiteis nem me abandoneis, ó Deus, meu salvador! (Sl 26,7.9)
Coleta
– Ó Deus, força daqueles que em vós esperam, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 2 Cr 24,17-25
Salmo Responsorial: Sl 89,4-5.29-30.31-32.33-34 (R: 29a)
– Guardarei eternamente para ele a minha graça!
R: Guardarei eternamente para ele a minha graça!
– “Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor: Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!”
R: Guardarei eternamente para ele a minha graça!
– Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha aliança indissolúvel. “Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência, e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar”.
R: Guardarei eternamente para ele a minha graça!
– “Se seus filhos, porventura, abandonarem minha lei e deixarem de andar pelos caminhos da aliança; se, pecando, violarem minhas justas prescrições e se não obedecerem aos meus santos mandamentos.”
R: Guardarei eternamente para ele a minha graça!
– Eu então, castigarei os seus crimes com a vara, com açoites e flagelos punirei as suas culpas. Mas não hei de retirar-lhes minha graça e meu favor e nem hei de renegar o juramento que lhes fiz.
R: Guardarei eternamente para ele a minha graça!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos mediante sua pobreza (2Cor 8,9).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 6,24-34
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!


Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz.
[Fonte: <Sábado da Semana XI do Tempo Comum | A liturgia>]
Leitura I (anos pares) 2Cr 24, 17-25
Depois da morte de Joiadá, os chefes de Judá foram prostrar-se diante do rei e o rei deu-lhes ouvidos. Abandonaram o templo do Senhor, Deus de seus pais, e prestaram culto aos postes sagrados e aos ídolos. Por causa dessa infidelidade, a ira divina inflamou-se contra Judá e Jerusalém. O Senhor enviou-lhes profetas, a fim de os fazer voltar para si. Os profetas fizeram-lhes as suas advertências, mas eles não quiseram escutá-los. Então o espírito de Deus veio sobre Zacarias, filho do sacerdote Joiadá. Zacarias apresentou-se diante do povo e disse-lhe: «Assim fala Deus: Por que razão transgredis os mandamentos do Senhor, atraindo a desgraça sobre vós? Uma vez que abandonastes o Senhor, também ele vai abandonar-vos». Conspiraram então contra o profeta e apedrejaram-no por ordem do rei, no átrio do templo do Senhor. Assim o rei Joás, esquecendo a dedicação de Joiadá, pai de Zacarias, deu a morte ao profeta. Zacarias disse, ao morrer: «O Senhor veja isto e faça justiça». No princípio do ano seguinte, o exército dos arameus marchou contra Joás e invadiu Judá e Jerusalém. Os arameus mataram todos os chefes do povo e enviaram todos os seus despojos ao rei de Damasco. Embora o exército dos arameus tivesse vindo com poucos homens, o Senhor entregou em suas mãos um grande exército, porque o povo tinha abandonado o Senhor, Deus de seus pais. Os arameus infligiram justo castigo a Joás; e, quando se retiraram, deixando-o gravemente doente, os seus servos conspiraram contra ele, por ter derramado o sangue do filho do sacerdote Joiadá, e deram-lhe a morte no próprio leito. Morto o rei, deram-lhe sepultura na Cidade de David, mas não nos sepulcros dos reis.
Compreender a palavra [Leitura I]
O livro das Crônicas narra o que sucedeu no tempo do rei Joás. Ele que tinha sido ungido rei de Israel para lutar contra a idolatria da rainha Atalia, acaba seguindo os ídolos e abandonando o Senhor. Os profetas manifestaram-se sem qualquer resultado “O Senhor enviou-lhes profetas… mas eles não quiseram escutá-los”. Aparece então Zacarias, filho de Joiadá e denuncia a infidelidade para com o Senhor e anuncia a desgraça que virá sobre eles porque abandonaram o Senhor, Deus de seus pais. O rei manda matar Zacarias e, a partir daí, vem sobre Israel a força dos arameus que vence Israel e deixa o rei nas mãos dos seus servos que acabam por matá-lo.
Evangelho Mt 6, 24-34
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. Por isso vos digo: «Não vos preocupeis, quanto à vossa vida, com o que haveis de comer, nem, quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; o vosso Pai celeste as sustenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Quem de entre vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à sua estatura? E porque vos inquietais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam; mas eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao forno, não fará muito mais por vós, homens de pouca fé? Não vos inquieteis, dizendo: ‘Que havemos de comer? Que havemos de beber? Que havemos de vestir?’ Os pagãos é que se preocupam com todas estas coisas. Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso. Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã tratará das suas inquietações. A cada dia basta o seu cuidado».
Compreender a palavra [Evangelho]
Jesus ensina a confiança em Deus que sabe cuidar dos seres por ele criados sem esquecer nenhum. Podemos enganar-nos e em vez de servir a Deus acabar por servir os bens deste mundo que foram criados para nosso auxílio e não para ocupar o lugar de Deus. Se os bens são um perigo que afasta de Deus, as preocupações diárias também podem tornar-se avassaladoras. Podem tomar toda a nossa atenção e da nossa vida não deixando espaço para a providência divina. Por isso Jesus alerta, “não vos inquieteis com o que haveis de comer, … o que haveis de vestir”. Esta preocupação desmedida é uma atitude pagã, atitude de quem não confia que Deus sabe cuidar. As aves confiam, as flores confiam e o homem não confia. “Não vos inquieteis com o dia de amanhã”.


2o e 3o degraus da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer e oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.
[Fonte: <Sábado da Semana XI do Tempo Comum | A liturgia>]
Meditar a palavra [Leitura I]
Esta página de infidelidade do homem escolhido por Deus mostra a fragilidade de todo o homem. Ninguém se pode gloriar diante dos outros nem diante do Senhor. Todos estamos tocados pela fragilidade e, se não cuidarmos, caímos todos em desgraça. A infidelidade está a um passo das nossas decisões. Os nossos olhos e os nossos ouvidos permitem a sedução que atrai o coração e o afasta do Senhor. Estar atento e vigilante é o segredo que nos é recomendado muitas vezes pelo Senhor. Aquele que não vigia acaba perdendo-se do caminho da vida, como Joás.
Rezar a palavra [Leitura I]
Escuta, Senhor, a voz da minha súplica e tem compaixão de mim. Responde-me, Senhor do meio da minha fragilidade. O meu coração murmura e os meus olhos procuram a tua face. Não desvies de mim o teu olhar, pois só tu és o meu amparo. Não me abandones, pois és o meu único salvador.
Compromisso [Leitura I]
Apresento ao Senhor a minha fragilidade.
Meditar a palavra [Evangelho]
Aprender a confiar é a atitude certa. Sabemos que Deus cuida, que ele não deixa que nos falte o pão de cada dia, que nada escapa ao seu olhar, que ele bem sabe do que precisamos e nos dá o que lhe pedimos. Mas confiar sem nos inquietarmos é algo que ainda não aprendemos. Jesus não diz para não nos preocuparmos ao ponto de não trabalharmos, de não produzirmos o necessário para comer e vestir. Jesus alerta para o perigo de nos preocuparmos tanto que perdemos a noção do razoável, do suficiente, da obsessão. Jesus quer salvar-nos daqueles senhores que nos seduzem para nos escravizarem e depois nunca mais satisfazem o nosso desejo, antes o aumentam de modo a ficarmos prisioneiros. Jesus apresenta-se como o Senhor que liberta aqueles que o servem porque lhes dá de comer e de vestir como faz com as aves do céu e as flores do campo.
Rezar a palavra [Evangelho]
Ensina-me, Senhor, a ser como as aves do céu e as flores do campo. Ensina-me a confiar que nada me falta porque só Deus basta. Ensina-me a viver com o pouco sem desejar o muito que atrapalha a vida e impede a alegria da liberdade confiante.
Compromisso [Evangelho]
Aprendo a voar no olhar libertador de Jesus que vê nas flores e nas aves o modelo da confiança em Deus.

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, , ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. E que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários – ou pelo menos as ouça.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 22 de Junho
[Fonte: <https://cleofas.com.br/2206-santos-joao-fischer-e-tomas-more/>]

João Fischer era inglês, chamado por Deus à vida sacerdotal. Fez uma linda caminhada acadêmica até chegar a ser Arcebispo de Rochester. Foi um homem de grande influência intelectual, cultural e religiosa a partir do seu testemunho. Ele não se vendia: diante do contexto das confusões da Reforma ele já havia se declarado contra. Também escreveu e defendeu a fé católica. Henrique VIII, por causa de um envolvimento com uma amante, quis que a Igreja declarasse nulo seu casamento. Mas, ao ser analisado pelo Bispo de Rochester, viu-se que não era o caso. Mas com insistência e imposição, Henrique VIII se “auto-declarou” chefe da Igreja da Inglaterra. Em meio às confusões religiosas e políticas, o testemunho de Fischer indicou a verdade, que nem sempre é acolhida. O Papa já havia escolhido ele para Cardeal, mas Henrique VIII o condenou à morte. E ao ser apresentado para o martírio, São João Fischer deixou claro que era pela fé da Igreja Católica e de Cristo que ele estava ali. E seu sangue foi derramado em 1535. No mesmo ano, Tomás More, pai de família e de grande influência no meio universitário, era chanceler do rei, mas não se vendeu diante do ato de supremacia de Henrique VIII. Também foi martirizado. Era leal ao rei, mas acima de tudo a Deus. Em 1535, Tomás More foi decapitado. Em meio às confusões, o testemunho faz a diferença.
Santos João Fischer e Tomás More, rogai por nós!
Outros Santos do mesmo dia: São João Fischer, São Paulino de Nola, São Eberardo de Salisburgo e Beato Inocêncio.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 22 de Junho de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Sam 15, 22
Porventura agradam tanto ao Senhor os holocaustos e sacrifícios como a obediência à sua voz? A obediência vale mais do que o sacrifício, a docilidade vale mais do que a gordura dos carneiros.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 26; 6, 2
Não procuremos a vanglória. Não haja provocações nem invejas entre nós. Suportai os fardos uns dos outros, e deste modo cumprireis a lei de Cristo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Miq 6, 8
Já te foi indicado, ó homem, o que deves fazer, o que o Senhor exige de ti: praticar a justiça e amar a misericórdia e ser humilde diante o teu Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Pedro 1, 19-20
Temos bem confirmada a palavra dos profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia e a estrela da manhã nasça em vossos corações.
Antes de tudo, deveis saber que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular, porque nenhuma profecia foi proferida por vontade dos homens; mas foi em nome de Deus que os homens santos falaram, inspirados pelo Espírito Santo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
