“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 30 DE JUNHO DE 2024
30 de junho de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 2 DE JULHO DE 2024
2 de julho de 2024SEGUNDA-FEIRA – XIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu empregue especial empenho e dedicação em prosseguir na senda cristã, buscando, gradual e progressivamente, plenificar meu viver usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”: o “Invitatório” das orações da Liturgia das Horas seguido do “Ofício das Leituras” e “Laudes”; a Santa Missa e a Meditação da Palavra do Senhor. Que na sequência, eu me empenhe em extrair o néctar espiritual potencializador da prática cristã nas sessões: IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA – em que consistem as demais orações da Liturgia das Horas. Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Dos Livros de Samuel 1 Sam 31, 1-4; 2 Sam 1, 1-16
Morte de Saul
Naqueles dias, os filisteus travaram combate contra Israel, e os israelitas fugiram diante dos filisteus e caíram mortos no Monte Gelboé. Os filisteus perseguiram de perto Saul e os filhos, e mataram Jônatas, Abinadab e Malquissoá, filhos de Saul. Então todo o peso do ataque caiu sobre Saul. Os arqueiros avistaram-no e feriram-no gravemente. Saul disse ao seu escudeiro: «Tira a tua espada e trespassa-me, para que não venham esses incircuncisos e me atravessem e escarneçam de mim». Mas o escudeiro não quis, porque estava cheio de medo. Então Saul puxou da espada e atirou-se sobre ela.
Depois da morte de Saul, Davi, ao voltar da vitória sobre os amalecitas, ficou dois dias em Siclag. Ao terceiro dia, chegou do acampamento um homem que vinha do acampamento de Saul: trazia as vestes rasgadas e a cabeça coberta de poeira. Ao chegar à presença de Davi, prostrou-se por terra em profunda reverência. Davi perguntou-lhe: «De onde vens?». Ele respondeu: «Escapei-me do acampamento de Israel». Davi perguntou: «Que aconteceu? Conta-me tudo». O homem respondeu: «O exército fugiu do campo de batalha, muitos homens tombaram e o próprio Saul e seu filho Jônatas também pereceram».
Davi perguntou ao jovem que lhe trazia a notícia: «Como sabes que morreu Saul e o seu filho Jônatas?». Respondeu-lhe o jovem que trazia a notícia: «Encontrava-me por acaso no Monte Gelboé, quando vi Saul apoiado sobre a lança, enquanto os carros e os cavaleiros o perseguiam de perto. Ao voltar-se, viu-me e chamou-me. Eu respondi-lhe: ‘Aqui estou’. Ele perguntou-me: ‘Quem és tu?’. E eu disse-lhe: ‘Sou amalecita’. Tornou-me ele: ‘Aproxima-te e mata-me, porque estou já em agonia, mas sinto ainda toda a minha vida em mim’. Aproximei-me dele e matei-o, pois sabia que não podia sobreviver à sua derrota. Tirei o diadema que ele tinha na cabeça e o bracelete do seu braço, e vim trazê-los aqui ao meu senhor».
Então Davi agarrou as suas vestes e rasgou-as, e o mesmo fizeram todos os que estavam com ele. Depois lamentaram-se, choraram e jejuaram até à tarde, por Saul e seu filho Jônatas, pelo povo do Senhor e pela casa de Israel, porque tinham sucumbido ao fio da espada.
Davi perguntou ao jovem que lhe trouxera a notícia: «De onde és tu?». Ele respondeu: «Sou filho dum imigrante amalecita». Perguntou-lhe Davi: «Como não tiveste receio de estender a mão para matares o ungido do Senhor?». E Davi chamou um dos servos e ordenou: «Aproxima-te e mata-o». O servo feriu-o e ele morreu, enquanto Davi lhe dizia: «O teu sangue caia sobre a tua cabeça, pois a tua boca testemunhou contra ti, ao dizeres: ‘Eu matei o ungido do Senhor’».
RESPONSÓRIO 2 Sam 1, 21a.27a
R. Montes de Gelboé, nem orvalho nem chuva caiam sobre vós, * Onde sucumbiram os heróis de Israel!
V. Visite o Senhor todos os montes em redor, mas não olhe para Gelboé. * Onde sucumbiram os heróis de Israel!
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Serm. 47, 1.2.3.6, De ovibus:
CCL 41, 572-573.575-576) (Sec. V)
Ele é o Senhor nosso Deus e nós o povo do seu rebanho
Com as palavras que cantamos, professamos que somos o povo de Deus: Ele é o Senhor nosso Deus, que nos criou. Ele é o nosso Deus, nós somos o seu povo, ovelhas do seu rebanho. Os pastores humanos têm ovelhas que não foram criadas por eles; apascentam um rebanho que não foi feito por eles. Ao contrário, o Senhor nosso Deus, porque é Deus e Criador, criou por si mesmo as ovelhas que tem e apascenta. Não foi outro que criou as que ele apascenta, nem é outro que apascenta as que ele criou.
Se professámos neste cântico que somos suas ovelhas, seu povo, ovelhas do seu rebanho, ouçamos o que diz às suas ovelhas. Anteriormente falava aos pastores; agora fala às ovelhas. Naquelas palavras, nós escutávamos com temor e vós com tranquilidade. Como será nestas palavras de hoje? Inverter-se-á a situação, escutando nós com tranquilidade e vós com temor? Não, por certo. Em primeiro lugar, porque, embora sejamos pastores, o pastor não só escuta com temor o que é dito aos pastores, mas também o que é dito às ovelhas. Se escuta tranquilamente o que é dito às ovelhas, é porque não se preocupa com as ovelhas. Em segundo lugar, como já explicamos à vossa caridade, há duas realidades a considerar em nós: somos cristãos e somos chefes. Pelo fato de sermos chefes, somos contados entre os pastores, se formos bons; pelo fato de sermos cristãos, somos ovelhas como vós. Portanto, quer fale o Senhor aos pastores quer fale às ovelhas, temos de ouvir sempre com temor para que não esmoreça a solicitude em nossos corações.
Ouçamos, portanto, irmãos, a razão pela qual o Senhor repreende as ovelhas más e o que promete às suas ovelhas. E vós, diz ele, sois as minhas ovelhas. Em primeiro lugar, se consideramos, irmãos, como é grande a felicidade de ser o rebanho de Deus, experimentaremos certamente uma grande alegria, mesmo no meio das lágrimas e tribulações desta vida. Na verdade, daquele mesmo de quem se diz: Pastor de Israel, diz-se também: Não dormirá nem adormecerá aquele que guarda Israel. Portanto, ele vela por nós quando velamos e vela por nós quando dormimos. Por isso, se o rebanho dos homens se sente seguro sob a vigilância de um pastor humano, quanto maior não há de ser a nossa segurança, tendo a Deus por pastor? E não somente porque ele nos apascenta, mas também porque foi ele que nos criou.
A vós, que sois minhas ovelhas, isto diz o Senhor Deus: Eu mesmo julgarei entre ovelha e ovelha e entre carneiros e cabritos. Que fazem aqui os cabritos no rebanho de Deus? Nas mesmas pastagens, nas mesmas fontes, andam misturados os cabritos, destinados à esquerda, com as ovelhas, destinadas à direita; por enquanto, são tolerados, mas um dia serão separados. E nisto se exercita a paciência dos homens à semelhança da paciência de Deus. É ele quem há de separar no último dia uns para a esquerda e outros para a direita.
RESPONSÓRIO Jo 10, 27-28; Ez 34, 15
R. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; Eu conheço-as e elas seguem-Me. Dou-lhes a vida eterna: * Nunca mais hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.
V. Eu apascentarei as minhas ovelhas, Eu as farei repousar. * Nunca mais hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.
Oração
Senhor, que pela vossa graça nos tornastes filhos da luz, não permitais que sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
2 Tes 3, 10b-13
Se alguém não quer trabalhar, também não deve comer. Ouvimos dizer que alguns de vós vivem na ociosidade, sem fazerem trabalho algum, mas ocupados em atividades inúteis. A esses ordenamos e recomendamos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que trabalhem em paz, para ganharem o pão que comem. Quanto a vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <Comunidade Católica Nova Aliança – Liturgia de 01 de julho de 2024 (novaalianca.com.br)>]
SEGUNDA-FEIRA – XIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Antífona
– Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria (Sl 46,2).
Coleta
– Ó Deus, pela graça da adoção nos tornastes filhos da luz; concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permanecemos sempre no esplendor da verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Am 2,6-10.13-16
Salmo Responsorial: Sl 50,16bc-23 (R: 22a)
– Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!
R: Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!
– “Como ousas repetir os meus preceitos e trazer minha Aliança em tua boca”? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios!
R: Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!
– Quando vias um ladrão, tu o seguias e te juntavas ao convívio dos adúlteros. Tua boca se abriu para a maldade e tua língua maquinava a falsidade.
R: Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!
– Assentado, difamavas teu irmão, e ao filho de tua mãe injuriavas. Diante disso que fizeste, eu calarei? Acaso pensas que eu sou igual a ti? É disso que te acuso e repreendo e manifesto essas coisas aos teus olhos.
R: Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!
– Entendei isto, todos vós que esqueceis Deus, para que eu não arrebate a vossa vida, sem que haja mais ninguém para salvar-vos! Quem me oferece um sacrifício de louvor, este sim é que me honra de verdade. “A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus”.
R: Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em meriba!
(Sl 94,8)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 8,18-22
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!




1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.
[Fonte: <Segunda-feira da Semana XIII do Tempo Comum | A liturgia>]
Leitura I Amós 2, 6-10.13-16
Assim fala o Senhor: «Por três e por quatro crimes de Israel, não revogarei a minha decisão, porque vendem o justo por dinheiro e o pobre por um par de sandálias; porque esmagam no pó da terra a cabeça dos humildes e confundem o caminho aos pequenos; porque o filho e o pai vão à mesma mulher, profanando o meu santo nome; porque se prostram junto dos altares com as vestes recebidas em penhor e bebem o vinho das multas da casa do seu Deus. E no entanto fui eu que exterminei diante deles os amorreus, altos como cedros e fortes como carvalhos; destruí no alto os seus frutos e embaixo as suas raízes. Fui eu que vos retirei da terra do Egito e vos conduzi durante quarenta anos pelo deserto, para vos dar em posse a terra dos amorreus. Por isso, Eu vos afundarei na lama, como um carro cheio de feno. Então a fuga não será possível para o mais ágil, nem o mais forte poderá recorrer à sua força, nem o valente terá a vida salva. O arqueiro não resistirá, nem o corredor veloz escapará, nem o cavaleiro salvará a vida. O mais valente dos heróis fugirá nu naquele dia».
Compreender a Palavra
Iniciamos a leitura do profeta Amós. Perante o desprezo pela Lei e pelos humildes, Amós anuncia da parte de Deus um tempo de dificuldades. O próprio Senhor diz “Eu vos afundarei na lama”. Enganam o pobre e o justo, esmagam no pó os humildes e confundem os pequenos. Profanam o nome do Senhor e vivem na devassidão como se Deus não existisse. Mas o Senhor que os tirou do Egito e os livrou das mãos dos amorreus os afundará. Será tempo de desgraça para todos e nem os mais fortes e ágeis escaparão à mão do Senhor.
Meditar a Palavra
Como Israel também nós julgamos poder viver sem regras, sobretudo quando percebemos que tiramos proveito das nossas más inclinações. O lucro fácil, os favores, o prestígio, o prazer e o poder seduzem de tal modo que julgamos valer tudo para alcançar e manter a nossa posição. Chegamos mesmo a pensar que nunca seremos castigados pelas nossas faltas para com os irmãos que oprimimos, enganamos e roubamos. Mas o dia do Senhor chega, de muitas formas, e é implacável, porque o Senhor ouve o clamor dos humildes e dos pobres.
Rezar a Palavra
Ensina-me, Senhor, a tua lei e guia-me pelo caminho dos teus mandamentos para não me juntar com os que praticam o mal e trazem a mentira nos seus lábios. Não permitas Senhor que manche os meus lábios com palavras enganosas nem o meu coração com a artimanha dos que oprimem o pobre. Que a minha alegria esteja em ti, meu Senhor e meu Deus, que me livras da opressão dos meus inimigos.
Compromisso
Abro o meu coração diante do Senhor, para que me livre da mentira e do mal.
Evangelho: Mt 8, 18-22
Naquele tempo, vendo Jesus à sua volta uma grande multidão, mandou passar para a outra margem do lago. Aproximou-se então um escriba, que lhe disse: «Mestre, seguir-te-ei para onde fores». Jesus respondeu-Lhe: «As raposas têm as suas tocas e as aves os seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça». Disse-lhe outro discípulo: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai». Mas Jesus respondeu-Lhe: «Segue-me e deixa que os mortos sepultem os seus mortos».
Compreender a Palavra
Depois de realizar alguns milagres, Jesus dá a ordem de atravessar o lago deixando para trás a multidão. Entretanto, dois homens aproximam-se de Jesus, um escriba e um discípulo. O diálogo de cada um com Jesus identifica-o. O Escriba trata Jesus por Mestre, o discípulo chama-lhe, Senhor. Os dois querem seguir Jesus. O primeiro é mais determinado e não coloca nenhum impedimento, está pronto a seguir Jesus. No entanto, pode estar iludido pelos milagres que viu e não compreender a verdadeira missão de Jesus que deve ser partilhada por ele. Jesus mostra-lhe na sua resposta que, embora tenha poder para realizar milagres, a sua vida é precária, experimenta uma grande precariedade, não tem segurança nem refúgio diante dos seus adversários. O discípulo apresenta como dificuldade para o seguimento imediato, a situação do pai que precisa sepultura. Não sabemos se já estaria morto ou se teria que esperar que o pai morresse para lhe dar sepultura. A resposta de Jesus é exigente porque se trata de alguém que já é discípulo. Aquele que se decide seguir Jesus descobre uma nova relação familiar e adquire um outro Pai. É nesta relação que acontece o seguimento de Jesus. Por outro lado, o discípulo de Jesus deve segui-lo em todos os âmbitos da sua vida e em todos os lugares. Jesus quer dizer ao discípulo que ali, junto do pai mostre a sua condição de discípulo, não deixe de o seguir e que no enterro de seu pai dê provas da fé que vive.
Meditar a Palavra
Jesus pede-me, como ao escriba, que não construa as minhas fantasias nem as minhas seguranças à sua custa. Segui-lo é tudo menos encontrar seguranças. O desprendimento de Jesus e a fragilidade da sua vida apontam para a confiança no Pai que está nos céus, que bem sabe do que precisamos, mas precisamente isso, revela a situação de incapacidade frente aos adversários. Jesus pede-me também que seja seu discípulo nas mais diversas situações. Sem descurar o cuidado pela minha família, tenho consciência que o meu verdadeiro Pai é Deus. Viver como discípulo é viver de acordo com a atitude de Jesus nas circunstâncias da minha vida, também na morte.
Rezar a Palavra
“Seguir-te-ei, Senhor”. Como é fácil dizer estas palavras em determinados momentos da vida e como é difícil assumi-las com verdade, tornando-as acontecimento, seguimento verdadeiro, em cada dia. Só tu podes mostrar-me a fonte onde buscar a força para caminhar atrás de ti todos os dias. As seduções, as preocupações, as adversidades, constituem muitas vezes um obstáculo a seguir-te com todo o coração e em total disponibilidade. Dá-me, Senhor, o discernimento, para poder perceber a verdade da tua presença para além das circunstâncias que a vida me apresenta.
Compromisso
Escuto o meu coração de discípulo para poder acertar a minha vida com o chamamento de Jesus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL. Autor: Manuel José Marques. Vide: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, , ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. E que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários – ou pelo menos as ouça.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 01 de Julho
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/06/santos-do-dia-da-igreja-catolica-01-de-julho/>]

São Galo
Filho de pais nobres e ricos, descendente de família tradicional da corte da França, Galo nasceu no ano 489, na cidade de Clermont, na diocese de Auvergne. Foi tio e professor de outro santo da Igreja, o bispo Gregório de Tours.
Na sua época era costume os pais combinarem os matrimônios dos filhos. Por isso ele estava predestinado a casar-se com uma jovem donzela de nobre estirpe.
Mas Galo, desde criança, já havia dedicado sua alma à vida espiritual. Para não ter de obedecer à tradição social, ele fugiu de casa, refugiando-se no convento de Cournou, daquela mesma diocese.
Após intensas negociações, seu pai acabou permitindo que ele ingressasse na comunidade monástica. Foi assim que Galo iniciou uma carreira totalmente voltada para a fé e aos atos litúrgicos. Ele era tão dedicado às cerimônias da santa missa que se especializou nos cânticos. Contam os escritos que, além do talento para a música, era também dotado de uma voz maravilhosa, que encantava e atraía fiéis para ouvi-lo cantar no coro do convento.
Mas suas virtudes cristãs não se limitavam às liturgias. Sua atuação religiosa logo lhe angariou prestígio e, em pouco tempo, foi designado para atuar na corte de Teodorico, rei da Austrásia, atualmente Bélgica. Em 527, quando morreu o bispo Quinciano, Galo era tão querido e respeitado que o povo o elegeu para ocupar o posto.
Se não bastasse sua humildade, piedade e caridade, para atender às necessidades do seu rebanho, Galo protagonizou vários prodígios ainda em vida. Um dos mais citados foi ter salvado a cidade de um pavoroso incêndio que ameaçava transformar em cinzas todas as construções locais. As orações de Galo teriam aplacado as chamas, que se apagavam na medida em que ele rezava. Outro muito conhecido foi o que livrou os habitantes de morrerem vítimas de uma peste que assolava a região. Diante da bênção de Galo, o fiel ficava curado da doença.
Ele morreu em 1o de julho de 554, causando forte comoção na população, que logo começou a invocá-lo como santo nas horas de dor e necessidade, antes mesmo de sua canonização ter sido decretada. Com o passar dos séculos, São Galo foi incluído no livro dos santos da Igreja de Roma, cuja festa litúrgica foi mantida no dia da sua morte, como quer a tradição cristã.

Santo Oliver Plunkett
Oliver Plunkett, irlandês, nasceu no ano de 1625, em Loughcrew, numa família de nobres. Ele queria ser padre, mas para realizar sua vocação estudou particularmente e na clandestinidade. Devido à perseguição religiosa empreendida contra os católicos, seus pais o enviaram para completar o seminário em Roma, onde recebeu a ordenação em 1654.
A ilha irlandesa pertence à Coroa inglesa e possuía maioria católica. Mas como havia rompido com a Igreja de Roma, o exército real inglês, liderado por Cromwel, assumiu o poder para conseguir a unificação política da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Obcecado pelo projeto, mandara até mesmo assassinar o rei Carlos I. E na Irlanda não fez por menos, todos os religiosos, sem exceção, foram mortos, além de leigos, militares e políticos; enfim, todos os que fossem católicos. Por isso o então padre Plunkett ficou em Roma exercendo o ministério como professor de teologia.
Em 1669, o bispo da Irlanda, que estava exilado na Itália, morreu. Para sucedê-lo, o papa Clemente IX consagrou o padre Oliver Plunkett, que retornou para a Irlanda viajando como clandestino. Dotado de carisma, diplomacia, inteligência, serenidade e de uma fé inabalável, assumiu o seu rebanho com o intuito de reanimar-lhes a fé. Junto às autoridades ele conseguiu amenizar os rigores impostos aos católicos.
Porém Titus Oates, que fora anglicano e depois conseguiu tornar-se jesuíta, ingressando num colégio espanhol, traiu a Igreja romana. Ele, para usufruir os benefícios da Coroa inglesa, apresentou uma lista de eclesiásticos e leigos afirmando que tentariam depor o rei Carlos II. Nessa relação estava o bispo Plunkett, que foi condenado à morte por decapitação pública.
A execução ocorreu em Londres, no dia 1o de julho de 1681. Antes, porém, ele fez um discurso digno de um santo e mártir. Segundo registros da época, o seu heroísmo na hora do martírio, somado ao seu discurso, contribuiu para a glória da Igreja de Roma mais do que muitos anos do mais edificante apostolado.
O seu culto foi confirmado no dia 1o de julho ao ser beatificado, em 1920. Canonizado pelo papa Paulo VI em 1975, santo Oliver Plunkett possui duas sepulturas. O seu corpo esta na Abadia de Downside, em Londres, enquanto sua cabeça esta na Abadia de Drogheda, na Irlanda. Ele foi o último católico condenado à morte na Inglaterra em razão de sua fé.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 22 de Junho de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 13, 8.10
Não tenhais qualquer dívida a ninguém, senão a de vos amar uns aos outros, pois quem ama o próximo cumpre a lei. A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno cumprimento da lei.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tg 1, 19b-20.26
Cada qual seja pronto para ouvir, lento para falar e lento para se irar, porque a ira do homem não realiza a justiça de Deus. Se alguém se considera religioso e não refreia a própria língua, engana-se a si mesmo e a sua religião é vã.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 17-19
Vivei com temor, durante o tempo de exílio neste mundo. Lembrai-vos que não foi por coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados da vã maneira de proceder, herdada de vossos pais, mas pelo sangue precioso de Cristo, Cordeiro sem defeito e sem mancha.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Col 1, 9b-11
Procurai conhecer plenamente a vontade de Deus, com toda a sabedoria e inteligência espiritual, para viverdes de maneira digna do Senhor e agradar-lhe inteiramente, realizando toda a espécie de boas obras e progredindo no conhecimento de Deus.
Sereis fortalecidos pelo seu poder glorioso, para que se confirme a vossa constância, longanimidade e alegria a toda a prova.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a ele.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
