LITURGIA DE 05 DE OUTUBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – XXVI SEMANA DO TEMPO COMUM
5 de outubro de 2023LITURGIA DE 07 DE OUTUBRO DE 2023 – SÁBADO – NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
7 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 06/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Br 1,15-22), de reconhecer que o Senhor nosso Deus é justo, porém as terríveis consequências que colhemos em nossas vidas e coletivamente, em sociedade, são decorrentes dos pecados cometidos contra o Senhor, pela nossa desobediência, pela nossa recusa em ouvir sua voz e seguir os seus mandamentos. […] Cumpre-nos refletir e reconhecer que não somos dignos das bênçãos do Senhor, pois tendemos a praticar até a própria religião seguindo nossas inclinações, fazendo do nosso jeito, ao invés de fazer do jeito que Deus deixou para ser; caímos, ainda que inconscientemente, em armadilhas que nos levam a nos comportar como idólatras… Consultemos com sinceridade nossas consciências: se não é o caso nesse momento, mas em alguns momentos de nossas vidas não priorizamos jogos de futebol e programas televisivos, colocando isso na frente da récita do santo rosário e da frequência à santa missa? […] Cabe-nos refletir com profundidade e reconhecer que, mesmo os que se pensam e se dizem cristãos, em sua maioria, estão distantes de Deus, caídos nessas e em outras armadilhas similares… Oremos e nos empenhemos no anúncio do Reino de Deus para que nossa semeadura seja diferente, ensejando uma colheita diversa da que temos merecido por nossa insensatez! As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 78) nos instam à tomar consciência das terríveis realidades que se abateram sobre o povo de Deus por ocasião da tomada de Jerusalém e a deportação dos israelitas para a Babilônia […]. Concitam-nos ainda a refletir sobre as desgraças que nos assolam em nossos tempos e a seguir o exemplo do salmista, clamando: Até quando, Senhor?… Será eterna vossa cólera? Será como um braseiro ardente o vosso zelo? […] vossa misericórdia venha logo ao nosso encontro, porque estamos reduzidos a extrema miséria [se não física, mas espiritual]. Ajudai-nos, ó Deus salvador, pela glória de vosso nome; livrai-nos e perdoai-nos os nossos pecados pelo amor de vosso nome. Quanto a nós, vosso povo e ovelhas de vosso rebanho, glorificaremos a vós perpetuamente; de geração em geração cantaremos os vossos louvores. Cumpre-nos, pois, voltarmo-nos para Deus, clamar-lhe misericórdia e nos empenharmos denodadamente em emendar nossas condutas, convertendo-nos e tornando-nos a cada dia mais vigilantes e orantes. O Santo Evangelho (Lc 10,13-16) concita-nos a refletir sobre o quão aplicáveis seriam essas palavras – ditas por Jesus em relação àquelas cidades – às nossas povoações, à nossa nação… Cumpre, pois contextualizá-las à nossa realidade, sendo razoável afirmar: ai de ti, Brasil, porque sendo terra tão prodigamente abençoada pela natureza; tendo nós, povo brasileiro, tido a maravilhosa graça de recebermos a herança cristã; tendo tido a oportunidade de recebermos os ensinamentos da fé católica… porque não colocamos em prática com efetivo amor e devoção os ensinamentos do Senhor, por que não fazemos penitência e não nos convertemo? Porque levianamente nos deixamos seduzir por tantas trivialidades, caindo tão facilmente em comportamentos levianos e promíscuos, priorizando banalidades como carnaval, futebol, novelas… ao invés de nos dedicarmos denodadamente às práticas da fé e assim realizar a nossa vocação de Terra da Santa Cruz? […] A parte final dessa perícope compele-nos ainda a refletir: temos atuado com plena consciência de que quem ouve os enviados de Jesus a ele ouvem; e quem os rejeita a ele rejeita – e que quem rejeita Jesus rejeita o Pai Celeste, que o enviou? Tais reflexões não se prestam a “apontar o dedo”, no sentido de julgamento, mas servem como amorosa exortação para emendarmos nossas condutas, nos convertermos, de modo a semear melhores sementes para merecer colher melhores frutos.
Antífona da entrada
– Senhor, tudo o que fizestes conosco, com razão o fizestes, pois pecamos contra vós e não obedecemos aos vossos mandamentos. Mas honrai o vosso nome, tratando-nos segundo vossa misericórdia (Dn 3,31.29.43.42).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus, que mostrai vosso poder sobretudo no perdão e na misericórdia, derramai sempre em nós a vossa graça, para que, caminhando ao encontro das vossas promessas, alcancemos os bens que nos reservais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Br 1,15-22
Salmo Responsorial: Sl 78
– Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 10,13-16
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamento
As santas palavras da primeira leitura nos ensinam pelo profeta (Br 1,15-22): Eis o que direis: O Senhor, nosso Deus, é justo. Nós, porém, devemos, hoje, corar de vergonha, nós, homens de Judá e habitantes de Jerusalém, 16.nossos reis e príncipes, sacerdotes, profetas e nossos pais, 17.porque pecamos contra o Senhor.18. Nós lhe desobedecemos; recusamo-nos a ouvir a voz do Senhor, nosso Deus, e a seguir os mandamentos que nos deu. 19.Desde o dia em que o Senhor tirou nossos pais do Egito até agora, persistimos em nos mostrar recalcitrantes contra o Senhor, nosso Deus, e, em nossa leviandade, recusamos escutar-lhe a voz. 20.Por isso, como agora o vemos, persegue-nos a calamidade assim como a maldição que o Senhor pronunciara pela boca de Moisés, seu servo, quando este fez com que saíssem do Egito nossos pais, a fim de nos proporcionar uma terra que mana leite e mel. 21.Contudo, a despeito dos avisos dos profetas que nos enviou, não escutamos a voz do Senhor, nosso Deus. 22.Seguindo cada um de nós as inclinações perversas do coração, servimos a deuses estranhos e praticamos o mal ante os olhos do Senhor, nosso Deus.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 78): Salmo de Asaf. Senhor, povos infiéis invadiram a vossa herança, profanaram o vosso santo templo. De Jerusalém fizeram um montão de ruínas. 2.Os corpos de vossos servos expuseram como pasto às aves, e os de vossos fiéis às feras da terra. 3.Rios de sangue fizeram correr em torno de Jerusalém, e nem sequer havia quem os sepultasse. 4.Tornamo-nos, para nossos vizinhos, objetos de desprezo, de escárnio e zombaria para os povos que nos cercam. 5.Até quando, Senhor?… Será eterna vossa cólera? Será como um braseiro ardente o vosso zelo? 6.Desferi, antes, vossa ira sobre as nações que não vos conhecem, e sobre os reinos que não invocam o vosso nome, 7.pois Jacó foi por eles devorado e devastaram a sua habitação. 8.De nossos antepassados esqueçais as culpas; vossa misericórdia venha logo ao nosso encontro, porque estamos reduzidos a extrema miséria. 9.Ajudai-nos, ó Deus salvador, pela glória de vosso nome; livrai-nos e perdoai-nos os nossos pecados pelo amor de vosso nome. 10.Por que hão de dizer as nações pagãs: Onde está o seu Deus? Mostrai-lhes, a esses pagãos, diante de nossos olhos, que pedireis conta do sangue de vossos fiéis, por eles derramado. 11.Cheguem até vós os gemidos dos cativos: livrai, por vosso braço, os condenados à pena de morte. 12.Sobre as cabeças dos nossos vizinhos recaiam, sete vezes, as injúrias com que vos ultrajaram, Senhor. 13.Quanto a nós, vosso povo e ovelhas de vosso rebanho, glorificaremos a vós perpetuamente; de geração em geração cantaremos os vossos louvores.
No Santo Evangelho, ensina-nos Jesus conforme o evangelista (Lc 10,13-16): Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e Sidônia tivessem sido feitos os prodígios que foram realizados em vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, cobrindo-se de saco e cinza. 14.Por isso haverá no dia do juízo menos rigor para Tiro e Sidônia do que para vós.15. E tu, Cafarnaum, que te elevas até o céu, serás precipitada até aos infernos. 16.Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Br 1,15-22), de reconhecer que o Senhor nosso Deus é justo, porém as terríveis consequências que colhemos em nossas vidas e coletivamente, em sociedade, são decorrentes dos pecados cometidos contra o Senhor, pela nossa desobediência, pela nossa recusa em ouvir sua voz e seguir os seus mandamentos. Nosso comportamento marcado pela teimosia, pela recalcitrância contra o que Deus nos orienta a fazer; nossa leviandade ao recusar escutar sua voz é motivo para corarmos de vergonha e é a razão pela qual somos fustigados com tribulações e calamidades. A Palavra de Deus nos alerta, pela voz dos profetas que foram enviados ao povo de Deus, porém não os escutamos, não lhes fizemos caso – e por isso acontece conosco o que ocorreu com povo de Deus que caiu em desgraça por ter seguido suas inclinações perversas: caíram na idolatria, praticaram o mal aos olhos do Senhor. Em nossos tempos, como tem sido as coisas, como temos nos comportado em relação a Deus? Cumpre-nos refletir e reconhecer que não somos dignos das bênçãos do Senhor, pois tendemos a praticar até a própria religião seguindo nossas inclinações, fazendo do nosso jeito, ao invés de fazer do jeito que Deus deixou para ser; caímos, ainda que inconscientemente, em armadilhas que nos levam a nos comportar como idólatras… Consultemos com sinceridade nossas consciências: se não é o caso nesse momento, mas em alguns momentos de nossas vidas não priorizamos jogos de futebol e programas televisivos, colocando isso na frente da récita do santo rosário e da frequência à santa missa? Somos mais afetivamente ligados, damos mais valor a Jesus ou a certos artistas e jogadores de futebol? Se nós já superamos isso, quantos ao nosso redor ainda se comportam dessa forma leviana e insensata? Cabe-nos refletir com profundidade e reconhecer que, mesmo os que se pensam e se dizem cristãos, em sua maioria, estão distantes de Deus, caídos nessas e em outras armadilhas similares… Oremos e nos empenhemos no anúncio do Reino de Deus para que nossa semeadura seja diferente, ensejando uma colheita diversa da que temos merecido por nossa insensatez!
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 78) nos instam à tomar consciência das terríveis realidades que se abateram sobre o povo de Deus por ocasião da tomada de Jerusalém e a deportação dos israelitas para a Babilônia: os infiéis invadiram a cidade, profanaram templo. De Jerusalém fizeram um montão de ruínas. Os corpos dos habitantes foram expostos como pasto às aves, rios de sangue fizeram correr em torno de Jerusalém, e nem sequer havia quem os sepultasse. O povo de Deus se tornou objeto de desprezo, de escárnio e zombaria para os povos que os cercavam. Concitam-nos ainda a refletir sobre as desgraças que nos assolam em nossos tempos e a seguir o exemplo do salmista, clamando: Até quando, Senhor?… Será eterna vossa cólera? Será como um braseiro ardente o vosso zelo? […] vossa misericórdia venha logo ao nosso encontro, porque estamos reduzidos a extrema miséria [se não física, mas espiritual]. Ajudai-nos, ó Deus salvador, pela glória de vosso nome; livrai-nos e perdoai-nos os nossos pecados pelo amor de vosso nome. Quanto a nós, vosso povo e ovelhas de vosso rebanho, glorificaremos a vós perpetuamente; de geração em geração cantaremos os vossos louvores. Cumpre-nos, pois, voltarmo-nos para Deus, clamar-lhe misericórdia e nos empenharmos denodadamente em emendar nossas condutas, convertendo-nos e tornando-nos a cada dia mais vigilantes e orantes.
O Santo Evangelho (Lc 10,13-16) concita-nos a refletir sobre o quão aplicáveis seriam essas palavras – ditas por Jesus em relação àquelas cidades – às nossas povoações, à nossa nação… Cumpre, pois contextualizá-las à nossa realidade, sendo razoável afirmar: ai de ti, Brasil, porque sendo terra tão prodigamente abençoada pela natureza; tendo nós, povo brasileiro, tido a maravilhosa graça de recebermos a herança cristã; tendo tido a oportunidade de recebermos os ensinamentos da fé católica… porque não colocamos em prática com efetivo amor e devoção os ensinamentos do Senhor, por que não fazemos penitência e não nos convertemo? Porque levianamente nos deixamos seduzir por tantas trivialidades, caindo tão facilmente em comportamentos levianos e promíscuos, priorizando banalidades como carnaval, futebol, novelas… ao invés de nos dedicarmos denodadamente às práticas da fé e assim realizar a nossa vocação de Terra da Santa Cruz? Tais reflexões se aplicam à nossa amada nação brasileira e, por extensão, a cada uma de nossas cidades… Os habitantes de nossas cidades amam a Deus sobre todas as coisas e aos seus próximos como a si mesmos? Do mesmo modo, essas reflexões, com as especificidades contextualizadoras atinentes a cada local, são aplicáveis a todas as nações da terra – em especial às que foram contempladas com o anúncio do Evangelho… A parte final dessa perícope compele-nos ainda a refletir: temos atuado com plena consciência de que quem ouve os enviados de Jesus a ele ouvem; e quem os rejeita a ele rejeita – e que quem rejeita Jesus rejeita o Pai Celeste, que o enviou? Tais reflexões não se prestam a “apontar o dedo”, no sentido de julgamento, mas servem como amorosa exortação para emendarmos nossas condutas, nos convertermos, de modo a semear melhores sementes para merecer colher melhores frutos.
Oração final
Ó Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para reconhecer que o Senhor nosso Deus é justo, porém as terríveis consequências que colhemos em nossas vidas e coletivamente, em sociedade, são decorrentes dos pecados cometidos, de nossa desobediência, de nossa recusa em ouvir vossa voz e seguir os vossos mandamentos. Reconhecemos e pedimos perdão por nosso comportamento marcado pela teimosia, pela recalcitrância contra o que nos orientais a fazer; por nossa leviandade ao recusar escutar vossa voz, sendo essa a razão pela qual somos fustigados com tribulações e calamidades. Reconhecemos que a Palavra de Deus nos alerta, pela voz dos profetas que foram enviados ao povo de Deus, porém não os escutamos, não lhes fizemos caso – e por isso acontece conosco o que ocorreu com povo de Deus que caiu em desgraça por ter seguido suas inclinações perversas: caíram na idolatria, praticaram o mal aos vossos olhos. Reconhecemos que em nossos tempos temos nos comportado de forma semelhante em relação a vós. Reconhecemos que não somos dignos das bênçãos do Senhor, pois tendemos a praticar até a própria religião seguindo nossas inclinações, fazendo do nosso jeito, ao invés de fazer do jeito que Deus deixou para ser; caímos, ainda que inconscientemente, em armadilhas que nos levam a nos comportar como idólatras… Consultando com sinceridade nossas consciências, reconhecemos que, se não nesse momento, mas em muitos momentos de nossas vidas, priorizamos jogos de futebol e programas televisivos, deixando de lado a récita do santo rosário e a frequência à santa missa, tendo também cometido inconscientemente o sacrilégio de dar mais atenção a certos artistas e jogadores de futebol do que ao próprio Jesus e sua mãe, Maria Santíssima. Reconhecemos que muitos ao nosso redor ainda se comportam dessa forma leviana e insensata e mesmo os que se pensam e se dizem cristãos, em sua maioria, estão distantes de Deus, caídos nessas e em outras armadilhas similares. Clamamos a vós, oramos ardentemente que nos ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis para que nos empenhemos eficazmente no anúncio do Reino de Deus e que a nossa semeadura como povo de Deus dos tempos atuais seja diferente, ensejando uma colheita diversa da que temos merecido por nossa insensatez! Impregnamo-nos da consciência das terríveis realidades que se abateram sobre o povo de Deus por ocasião da tomada de Jerusalém e a deportação dos israelitas para a Babilônia (Sl 78): os infiéis invadiram a cidade, profanaram templo. De Jerusalém fizeram um montão de ruínas. Os corpos dos habitantes foram expostos como pasto às aves, rios de sangue fizeram correr em torno de Jerusalém, e nem sequer havia quem os sepultasse. O povo de Deus se tornou objeto de desprezo, de escárnio e zombaria para os povos que os cercavam. De forma similar, muitas desgraças e calamidades se fazem presentes em nossos tempos e, a exemplo do salmista, clamamos (Sl 78): Até quando, Senhor?… Será eterna vossa cólera? Será como um braseiro ardente o vosso zelo? […] vossa misericórdia venha logo ao nosso encontro, porque estamos reduzidos a extrema miséria [se não física, mas espiritual]. Ajudai-nos, ó Deus salvador, pela glória de vosso nome; livrai-nos e perdoai-nos os nossos pecados pelo amor de vosso nome. Quanto a nós, vosso povo e ovelhas de vosso rebanho, glorificaremos a vós perpetuamente; de geração em geração cantaremos os vossos louvores. Voltamo-nos para vós, clamamo-vos misericórdia e firmamos o propósito de nos empenharemos denodadamente para emendar nossas condutas, convertendo-nos e tornando-nos a cada dia mais vigilantes e orantes! Cientes do que afirmou Jesus em relação à ingratidão dos habitantes das cidades em que mais realizou milagres e ensinou divinamente (Lc 10,13-16), cumpre-nos reconhecer que do mesmo modo nos encontramos, sendo aplicáveis à nossa nação e nossas cidades as palavras de exortação: ai de ti, Brasil, porque sendo terra tão prodigamente abençoada pela natureza; tendo nós, povo brasileiro, tido a maravilhosa graça de recebermos a herança cristã; tendo tido a oportunidade de recebermos os ensinamentos da fé católica… por que não colocamos em prática com efetivo amor e devoção os ensinamentos do Senhor, por que não fazemos penitência e não nos convertemo? Por que levianamente nos deixamos seduzir por tantas trivialidades, caindo tão facilmente em comportamentos vulgares e promíscuos, priorizando banalidades como carnaval, futebol, novelas… ao invés de nos dedicarmos denodadamente às práticas da fé e assim realizar a nossa vocação de Terra da Santa Cruz? Os habitantes de nossas cidades amam a Deus sobre todas as coisas e aos seus próximos como a si mesmos? Reconhecemos que tais reflexões, com as especificidades contextualizadoras atinentes a cada local, são aplicáveis a todas as nações da terra – em especial às que foram contempladas com o anúncio do Evangelho… Tende piedade de nós, porque somos pecadores e concedei-nos a vossa misericórdia! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuar com plena consciência de que quem ouve os enviados de Jesus a ele ouvem; e quem os rejeita a ele rejeita – e que quem rejeita Jesus rejeita o Pai Celeste, que o enviou. Que possamos acolher e ouvir quem o Senhor envia para suscitar essas reflexões, as quais não se prestam a “apontar o dedo”, no sentido de julgamento, mas servem como amorosa exortação para emendarmos nossas condutas, nos convertermos, de modo a semear melhores sementes para merecer colher melhores frutos. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
Santo do dia 6 de outubro / SÃO BRUNO ABADE
Suas últimas palavras foram: “Eu creio nos Santos Sacramentos da Igreja Católica, em particular, creio que o pão e o vinho consagrados, na Santa Missa, são o Corpo e Sangue, verdadeiros, de Jesus Cristo”

Bruno, nascido em 1035, era um nobre alemão, que nasceu e cresceu na bela cidade de Colônia, na Alemanha. Sua família era conhecida pela piedade e fervorosa devoção cristã. Respondendo aos apelos vocacionais, Bruno estudou teologia e tornou-se logo um excelente padre.
Conta-nos a tradição que Bruno sonhou com sete estrelas pousadas sobre um lugar deserto. Alguns dias depois ele foi procurado por sete nobres ricos que queriam dedicar-se ao serviço de Deus. Reconhecendo a ação de Deus, Bruno e estes sete homens iniciam o grupo chamado Cartuxos. Os cartuxos destacam-se pelo isolamento, pelo silêncio e pela simplicidade de vida.
Em 1090 Bruno foi chamado para ser conselheiro do Papa Urbano II, que havia sido seu aluno. Ele devendo obediência abandonou aquele lugar ermo que amava profundamente. Porém, não resistiu muito em Roma e pediu para voltar para a vida no mosteiro.
Viveu assim recolhido até que adoeceu gravemente. Chamou então os irmãos e fez uma confissão pública da sua vida e reiterou a profissão da sua fé, entregando o espírito a Deus, em 06 de outubro de 1101.
Reflexão
A austeridade de vida é a marca registrada dos cartuxos. Infelizmente o número de pessoas que resolvem viver este estilo de vida é cada vez mais limitado. A absoluta entrega a vontade de Deus, o silêncio exterior e interior, a simplicidade de vida fazem destes homens verdadeiros testemunhos para uma humanidade dedicada quase exclusivamente às vaidades desmedidas e ao bem estar acima de tudo.
Oração
São Bruno, que adotastes como regra de vida a oração, o trabalho, o estudo e a pobreza, que fundastes uma ordem monástica para uma ainda maior intimidade com Deus, inspirai-nos também a uma vida contemplativa esquecendo-nos bem mais das ocupações terrenas e nos ocupando mais com nossa união cada vez mais íntima com nosso Deus e Criador. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
A12 / Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
[Fonte: <https://igrejadoscapuchinhos.org.br/santo-do-dia-6-de-outubro-sao-bruno-abade/>]
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 06 DE OUTUBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Epístola aos Filipenses 3, 17 – 4, 9
Permanecei firmes no Senhor
Irmãos: Sede meus imitadores e ponde os olhos naqueles que procedem segundo o modelo que tendes em nós. Porque há muitos, de quem tenho falado várias vezes e agora falo a chorar, que procedem como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição: têm por deus o ventre, orgulham-se da sua vergonha e só apreciam as coisas terrenas. Mas a nossa pátria está nos Céus, donde esperamos, como Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que há-de transformar o nosso corpo miserável, para o tornar semelhante ao seu Corpo glorioso, pelo poder que Ele tem de sujeitar a Si todo o universo.
Portanto, meus amados e queridos irmãos, minha alegria e minha coroa, permanecei firmes no Senhor.
Recomendo a Evódia e a Síntique que vivam em boa harmonia no Senhor. E peço também a ti, fiel companheiro, que as ajudes, porque combateram comigo pelo Evangelho, com Clemente e todos os outros meus colaboradores, cujos nomes estão escritos no livro da vida.
Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos. Seja de todos conhecida a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com coisa alguma. Mas em todas as circunstâncias recorrei à oração e à súplica, juntamente com ações de graças, para que os vossos pedidos cheguem à presença de Deus. E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.
Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, é o que deveis ter no pensamento. O que aprendestes, recebestes e ouvistes de mim e vistes em mim é o que deveis praticar. E o Deus da paz estará convosco.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Tratado de Santo Ambrósio, bispo, sobre a Epístola aos Filipenses
(PLS 1, 617-618) (Sec. IV)
Alegrai-vos sempre no Senhor
Como acabamos de ouvir na presente leitura, irmãos caríssimos, a misericórdia divina chama-nos às alegrias da eterna bem-aventurança, para salvação das nossas almas, mediante aquelas palavras do Apóstolo: Alegrai-vos sempre no Senhor. As alegrias do mundo conduzem à tristeza eterna; ao contrário, as alegrias segundo a vontade do Senhor durarão sempre e levarão os que nelas perseveram à felicidade eterna. Por isso insiste o Apóstolo: Novamente vos digo: alegrai-vos.
Ele exorta-nos a aumentar cada vez mais a nossa alegria em Deus, mediante a observância dos seus mandamentos; porque, quanto mais lutarmos neste mundo para obedecer aos preceitos de Deus Nosso Senhor, tanto mais ditosos seremos na vida futura e tanto maior será a glória que alcançaremos junto de Deus.
Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. Quer dizer: a vossa santidade de vida não seja conhecida apenas de Deus, mas manifeste-se também aos homens; deste modo, ela será um exemplo de bondade e sobriedade para todos os que vivem convosco na terra e ficará também como grata memória diante de Deus e dos homens.
O Senhor está próximo; não vos inquieteis com coisa alguma. O Senhor está sempre próximo de quantos O invocam com sinceridade, fé reta, esperança firme e caridade perfeita. Ele sabe o que vos é preciso mesmo antes de lho pedirdes, Ele está sempre disposto a ajudar em todas as necessidades a todos aqueles que O servem fielmente. Por isso não devemos preocupar-nos demasiadamente com os males que nos sobrevêm, pois devemos saber que temos sempre em Deus um defensor próximo, segundo as palavras do salmo: O Senhor está próximo dos que têm o coração atribulado e salva os de ânimo abatido. Muitas são as tribulações do justo, mas de todas elas o livra o Senhor. Se nos esforçamos por cumprir e guardar o que Ele nos manda, Ele não tardará em conceder-nos o que prometeu.
Mas em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e ações de graças; não suceda que, esmagados pelas tribulações, as suportemos com murmuração ou tristeza – Deus nos livre – mas com paciência e alegria, dando continuamente graças a Deus por tudo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Ef 2, 13-16
Foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes d’Ele, graças ao Sangue de Cristo. Cristo é, de fato, a nossa paz. Foi Ele que fez de judeus e gentios um só povo, e derrubou o muro da inimizade que os separava, anulando, pela imolação do seu Corpo, a Lei de Moisés com as suas prescrições e decretos. E assim, de uns e outros Ele fez em Si próprio um só homem novo, estabelecendo a paz. Pela cruz, reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só Corpo, levando em Si próprio a morte à inimizade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Dt 1,31b
O Senhor, teu Deus, te levou por todo caminho por onde andaste, como um homem costuma levar seu filho, até que chegásseis a esse lugar.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Ba 4,28-29
Quisestes apartar-vos de Deus; ponde agora dez vezes mais zelo em procurá-lo. Porquanto, aquele que sobre vós precipitou a catástrofe vos concederá, com a libertação, eterno regozijo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Sabedoria 1, 13-15
Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1Cor 2, 7-10a
Nós falamos da sabedoria de Deus, misteriosa e oculta, que já antes dos séculos Deus tinha destinado para a nossa glória. Nenhum dos príncipes deste mundo a conheceu; porque, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Mas, como está escrito: «Nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pelo pensamento do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam». Mas a nós, Deus o revelou por meio do Espírito Santo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
