“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 7 DE SETEMBRO DE 2024
7 de setembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 9 DE SETEMBRO DE 2024
9 de setembro de 2024DOMINGO – XXIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu prossiga com diligência na senda cristã, buscando, gradual e progressivamente, plenificar meu viver usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”: os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”), bem como a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Do Livro de Jeremias 37, 21; 38, 14-28
Jeremias encarcerado exorta o rei Sedecias à paz
Naqueles dias, o rei Sedecias ordenou que Jeremias fosse detido no pátio da guarda e lhe dessem cada dia um pão da Rua dos Padeiros, até se esgotar todo o pão da cidade. E assim Jeremias ficou no pátio da guarda.
Depois o rei Sedecias mandou que trouxessem o profeta Jeremias à sua presença, junto da terceira entrada do templo do Senhor. O rei disse a Jeremias: «Tenho uma pergunta a fazer‑te; não me ocultes nada». Jeremias respondeu a Sedecias: «Se te der a resposta, mandas‑me matar. Se te der um conselho, não me escutarás». Então o rei Sedecias fez secretamente a Jeremias este juramento: «Em nome do Senhor que nos deu a vida, não te mandarei matar, nem te entregarei nas mãos desses homens que querem tirar‑te a vida».
Jeremias disse então a Sedecias: «Assim fala o Senhor, Deus do Universo, Deus de Israel: Se te renderes aos chefes do rei de Babilónia, salvarás a vida, e esta cidade não será pasto das chamas. Viverás tu e a tua família. Mas se não te renderes aos chefes do rei da Babilónia, esta cidade será entregue nas mãos dos caldeus, que lhe lançarão fogo, e tu não escaparás às suas mãos». O rei Sedecias disse a Jeremias: «Estou preocupado por causa dos judeus que se passaram para os caldeus: temo que me entreguem nas suas mãos e se riam de mim».
Jeremias respondeu: «Não te entregarão. Escuta a voz do Senhor, que se revela nas minhas palavras: tudo te correrá bem e terás a vida salva. Mas se recusares render‑te, eis o que o Senhor me revelou: Todas as mulheres que ficarem no palácio real de Judá serão levadas aos chefes do rei de Babilónia e dirão: ‘Enganaram‑te e iludiram‑te os teus amigos íntimos. Os teus pés atolaram‑se na lama, enquanto eles se puseram a salvo’. Todas as tuas mulheres e os teus filhos serão levados aos caldeus; tu mesmo não escaparás às suas mãos. Cairás em poder do rei de Babilónia, e esta cidade será pasto das chamas».
Sedecias disse a Jeremias: «Se ninguém tiver conhecimento destas palavras, não morrerás. Mas se os chefes souberem que eu falei contigo e te vierem dizer: ‘Conta‑nos o que disseste ao rei, não nos ocultes nada, e não te mataremos’, dir‑lhes‑ás: ‘Supliquei instantemente ao rei que não me fizesse voltar para casa de Jonatã, para ali morrer’».
De facto, todos os chefes vieram ter com Jeremias e interrogaram‑no. Ele respondeu‑lhes exactamente como o rei lhe tinha ordenado e os chefes deixaram‑no em paz, pois da conversa nada tinha transpirado. E Jeremias ficou no pátio da guarda, até ao dia em que Jerusalém foi tomada.
RESPONSÓRIO 2 Cor 6, 4-5; Judite 8, 27
R. Mostremo‑nos em tudo como ministros de Deus, com grande paciência nas tribulações, * Nas adversidades, nas angústias, nos açoites e nas prisões.
V. Todos quantos agradaram a Deus permaneceram fiéis. * Nas adversidades, nas angústias, nos açoites e nas prisões.
SEGUNDA LEITURA
Do Sermão de São Leão Magno, papa, sobre as Bem‑aventuranças
(Sermo 95, 4-6: PL 54,462-464) (Sec. V)
A sabedoria cristã
O Senhor continuou, dizendo: Bem‑aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Esta fome não deseja nada corporal, nem esta sede busca coisa alguma terrena, mas aspira aos bens da justiça, deseja conhecer o segredo de todos os mistérios, quer saciar‑se com o próprio Deus.
Feliz a alma que suspira por este alimento da justiça e deseja ardentemente esta bebida; certamente não a desejaria se não tivesse saboreado a sua suavidade. Pressentiu o gosto da doçura celeste ao ouvir a palavra profética: Saboreai e vede como é bom o Senhor; e de tal modo se inflamou nas alegrias do casto amor, que, renunciando a todas as coisas temporais, desejou ardentemente comer e beber a justiça e compreendeu a verdade daquele mandamento que diz: Amarás o Senhor Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças; porque amar a Deus é amar a justiça.
E assim como o amor de Deus está sempre associado à solicitude pelo próximo, também este desejo da justiça é sempre acompanhado pela virtude da misericórdia; por isso diz o Senhor: Bem‑aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Reconhece, ó cristão, a sublime dignidade da tua sabedoria e compreende a excelência dos seus caminhos e a admirável recompensa a que és chamado. Aquele que é a misericórdia quer que sejas misericordioso, Aquele que é a justiça quer que sejas justo, para que, mediante a imitação das obras divinas, o Criador Se manifeste na sua criatura e a imagem de Deus resplandeça no espelho do coração humano. Nunca será frustrada a fé dos que praticam boas obras; se assim fizeres, cumprir‑se‑ão os teus desejos e gozarás eternamente os bens que amas.
E porque através da esmola tudo se torna puro para ti, chegarás também àquela bem‑aventurança que a seguir foi prometida pelo Senhor com estas palavras: Bem‑aventurados os
puros de coração, porque verão a Deus. Grande é a felicidade, irmãos caríssimos, daquele para quem está preparado tão grande prémio. Que é ter o coração puro, senão praticar diligentemente as virtudes anteriormente mencionadas? E que inteligência é capaz de compreender, que língua saberá explicar a imensa felicidade que é ver a Deus? E no entanto é isso precisamente que há‑de conseguir a natureza humana quando for transformada: verá a Divindade em Si mesma, não já como num espelho, de maneira confusa, mas face a face; verá Aquele que jamais homem algum pôde ver; então, o que os olhos não viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pela mente humana, será conseguido na alegria inefável da contemplação eterna.
RESPONSÓRIO Salmo 30 (31), 20; cf. 1 Cor 2, 9a
R. Como é grande, Senhor, a vossa bondade que tendes reservada para aqueles que Vos temem. * Vós a concedeis aos que em Vós confiam.
V. Nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pelo pensamento do homem a felicidade que preparastes para aqueles que Vos amam. * Vós a concedeis aos que em Vós confiam.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Ezequiel 37, 12b-14
Assim fala o Senhor Deus: Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra, e reconhecereis que eu, o Senhor, digo e faço – palavra do Senhor.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que estais sentado à direita do Pai.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4481-liturgia-de-08-de-setembro-de-2024>]
DOMINGO – XXIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio – III semana do saltério)
Antífona
– Vós sois justo, na verdade, ó Senhor, e os vossos julgamentos são corretos. Conforme o vosso amor, Senhor, tratai-me (Sl 118,137.124).
Coleta
– Ó Deus, Pai de bondade, os que redimistes e adotastes como filhos e filhas, e concedei aos que creem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 35,4-7a
– Leitura do livro do profeta Isaías: 4Dizei às pessoas deprimidas: “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para vos salvar”. 5Então se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. 6O coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos, assim como brotarão águas no deserto e jorrarão torrentes no ermo. 7aA terra árida se transformará em lago, e a região sedenta, em fontes de água.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 146,7.8-9a.9bc-10 (R: 12a)
– Bendize, ó minha alma, ao Senhor. Bendirei ao Senhor toda a vida!
R: Bendize, ó minha alma, ao Senhor. Bendirei ao Senhor toda a vida!
– O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos.
R: Bendize, ó minha alma, ao Senhor. Bendirei ao Senhor toda a vida!
– O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído o Senhor ama aquele que é justo, é o Senhor quem protege o estrangeiro.
R: Bendize, ó minha alma, ao Senhor. Bendirei ao Senhor toda a vida!
– Ele ampara a viúva e o órfão, mas confunde os caminhos dos maus. O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos!
R: Bendize, ó minha alma, ao Senhor. Bendirei ao Senhor toda a vida!
2ª Leitura: Tg 2,1-5
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Jesus Cristo pregava o Evangelho, a boa notícia do Reino, e curava seu povo doente de todos os males, sua gente! (Mt 4,23).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 7,31-37
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xxiii-do-tempo-comum-7/>]
LEITURA I Is 35, 4-7a
Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais. Aí está o vosso Deus; vem para fazer justiça e dar a recompensa; Ele próprio vem salvar-nos». Então se abrirão os olhos dos cegos e se desimpedirão os ouvidos dos surdos. Então o coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria. As águas brotarão no deserto e as torrentes na aridez da planície; a terra seca transformar-se-á em lago e a terra árida em nascentes de água.
A viver numa época difícil e propícia ao desânimo, o profeta Isaías procura as palavras mais indicadas para anunciar a esperança, pois Deus vai restaurar o seu povo. O profeta fala de um tempo que se aproxima em que Deus vai curar o homem de todos os males, vai transformar o deserto numa nascente de água e a tristeza dará lugar à alegria.
Salmo Responsorial Sl 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. 1)
O salmo 145, nos versículos deste domingo, salienta todas as ações de Deus em favor dos homens, sobretudo daqueles que se sentem esmagados pelas circunstâncias da vida. O salmista conhece o coração de Deus e sabe que só no Senhor pode pôr a sua confiança. A partir da sua experiência ensina a confiar nele, todos os que passam fome, os que são injustiçados, os prisioneiros, os cegos e os abatidos, os peregrinos, órfãos e viúvas, os pecadores e até os justos. Enfim, todos os homens têm razões para confiar no Senhor.
LEITURA II Tg 2, 1-5
Irmãos: A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo não deve admitir aceção de pessoas. Pode acontecer que na vossa assembleia entre um homem bem vestido e com anéis de ouro e entre também um pobre e mal vestido; talvez olheis para o homem bem vestido e lhe digais: «Tu, senta-te aqui em bom lugar», e ao pobre: «Tu, fica aí de pé», ou então: «Senta-te aí, abaixo do estrado dos meus pés». Não estareis a estabelecer distinções entre vós e a tornar-vos juízes com maus critérios? Escutai, meus caríssimos irmãos: Não escolheu Deus os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Ele prometeu àqueles que O amam?
Deus é o modelo da comunidade cristã. Deus não faz distinção de pessoas e escolhe o que é pobre para manifestar nele a verdadeira riqueza, a que brota da fé. Fazer distinção de pessoas, preferir os ricos aos pobres, à espera de benefícios, é agir contra a fé em Cristo.
EVANGELHO Mc 7, 31-37
Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele. Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua. Depois, erguendo os olhos ao Céu, suspirou e disse-lhe: «Efatá», que quer dizer «Abre-te». Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar corretamente. Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam. Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».
Jesus manifesta continuamente que a sua vida é toda ela em favor dos homens, particularmente dos que revelam maior fragilidade. A surdez é um impedimento para acolher a palavra e a mudez uma incapacidade para louvar o Senhor. Libertando o homem destas incapacidades, Jesus restitui-lhe a possibilidade abrir a sua vida a Deus e aos outros.
Reflexão da Palavra
Servindo-se de um nome simbólico, Edom, o profeta Isaías anuncia a destruição de Babilónia, porque, oprimindo o povo do Senhor, merece um castigo divino. Este juízo, descrito no capítulo 34 faz com o capítulo 35, o da libertação, aquilo a que se pode chamar um pequeno apocalipse.
Depois de vaticinar a destruição de todas as nações, o julgamento transforma-se numa libertação, um sinal de bênção, para o povo do Senhor que se encontra humilhado longe da sua pátria. A cena está marcada pela alegria, o júbilo e a exultação. Deus, na sua ira, desce para transformar a situação em que se encontra o seu povo. Com a chegada do Senhor vai brotar água e vão crescer flores no meio do deserto, a tristeza vai transformar-se em alegria, “abrirão os olhos dos cegos e se desimpedirão os ouvidos dos surdos”, “o coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria”. O povo pode ver a glória do Senhor, porque ele “vem para fazer justiça e dar a recompensa; Ele próprio vem salvar-nos”. A chegada do Senhor é libertação para o seu povo que regressa a casa, a Jerusalém, por “uma estrada e um caminho, que se chamará Via sagrada”, por onde “apenas passarão os remidos”. Esta notícia tem que chegar a todos, sobretudo aos “corações perturbados”.
Juntamento com os salmos seguintes, o salmo 145 forma um grupo de salmos chamados “Hallel”, que se rezavam nas festas, particularmente na noite de Páscoa. Este salmo está composto em três partes, sendo a primeira (v. 1-2) uma introdução que é também uma declaração de compromisso do salmista a louvar o Senhor. A segunda parte (v. 3-4) apresenta a condição humana com as suas limitações, “não podem salvar”, “deixam de respirar”, “regressam ao pó da terra”, “não acabam os seus projetos”. A terceira parte (v. 5-10) apresenta Deus na sua ação, faz justiça, dá pão, liberta, ilumina, levanta, ama, protege, ampara, reina. Os versículos usados na liturgia deste domingo são uma ampliação da ação de Deus em favor do seu povo anunciada por Isaías na primeira leitura.
Tiago continua a ideia deixada no final da leitura do domingo passado em que afirmava que a “religião pura e sem mancha” consiste em assistir os mais pobres e desprotegidos. No início do capítulo 2 Tiago estabelece a relação entre a fé e a atitude para com os pobres. Para expressar melhor a sua ideia conta uma espécie de parábola, que poderá ter origem em alguma situação concreta passada na comunidade e que serve de ensinamento. A preferência pelos ricos e pelos benefícios que se podem tirar dessa preferência não é conciliável com a fé em Cristo que não faz distinção de pessoas. Esta atitude, não só marginaliza como humilha os pobres e manifesta rejeição por aqueles que Deus escolheu “para serem ricos na fé e herdeiros do reino”. A fé cristã não permite colocar a segurança nas riquezas, nem permite o favoritismo do rico, nem o julgamento do pobre pela sua aparência, mas exige acolher a todos sem distinção. A única riqueza admissível a um cristão é a que brota da fé.
A página do evangelho de Marcos está em ligação estreita com a primeira leitura e com o salmo, de modo que Jesus aparece como aquele que dá cumprimento à promessa de libertação feita por Deus ao seu povo.
Jesus abandona a região pagã de Tiro e Sidónia, através da Decápole e chega ao mar da Galileia. Se os pagãos são considerados pessoas incapazes de acolher a palavra de Deus, este homem, ao que parece, judeu, também não consegue acolher a palavra de Deus, porque é surdo e não pode louvar o Senhor porque fala com dificuldade. É um homem fechado em si mesmo, incapaz de comunicar, vive para dentro e não para os outros. De acordo com a mentalidade do tempo, esta dificuldade é uma manifestação do Espírito maligno que habita nele. Como em outras situações, retirando-lhe o espírito impuro, o homem pode ouvir e falar perfeitamente. Por essa razão o levam a Jesus na expetativa que lhe imponha as mãos.
No encontro com Jesus sucedem-se vários momentos significativos. Primeiro, Jesus retira o homem do meio da multidão para estar a sós com ele, “afastando-Se com ele da multidão”. Por vezes quem não nos deixa ouvir e falar é a multidão. Depois mete os próprios dedos nos ouvidos do homem, “meteu-lhe os dedos nos ouvidos”, isto é, implica-se todo na ação, inclinando-se para ele e metendo-lhe os dedos nas orelhas. Coloca saliva nos próprios dedos e toca-lhe a língua, “com saliva tocou-lhe a língua”. A saliva, para além do sentido curativo que tinha na antiguidade, provém da boca de Jesus, do seu interior, do íntimo, do lugar do alento, do sopro, significa comunicação da própria vida, do Espírito Santo que está nele e pode vence o espírito impuro que aprisiona o homem. Sequentemente Jesus “erguendo os olhos ao Céu, suspirou” o que dá ainda mais força aos gestos anteriores no sentido de que, tudo o que se vai passar tem a sua origem em Deus que é princípio de vida. Finalmente, Jesus fala, como Deus fez no ato criador, “disse Deus… e assim aconteceu” (Gn 1,6). Jesus diz “abre-te” e “imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar corretamente”.
O que se operou no homem não foi simplesmente uma cura física. O toque físico dos ouvidos e da língua provoca no homem uma capacidade para acolher a palavra de Deus que provoca a fé em Jesus. Pela ação de Jesus, aquele que estava fechado abriu-se e pode estabelecer relação com Deus e com os outros.
A multidão, admirada, reconhece que aquela ação é tão boa como a ação criadora de Deus. De facto, “Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa” (Gn 1,31). A multidão também reconhece que “tudo o que [Jesus] faz é admirável“, por isso, “cheios de assombro” não acatam a admoestação que lhes faz e “mais intensamente o apregoavam”.
Meditação da Palavra
A preocupação de Jesus centra-se no homem, na pessoa concreta com as suas limitações e incapacidades. Jesus vem da região onde os homens, pagãos, têm dificuldade em acolher a palavra de Deus e converter o coração ao evangelho. Ao chegar à Galileia depara-se com um homem que, embora não seja pagão, também não está aberto à palavra, não comunica para lá de si mesmo, vive fechado no seu mundo onde não há lugar para os outros e para Deus.
Este homem é símbolo do povo da primeira leitura, desmoralizado, caído no desânimo, de coração perturbado, incapaz de acolher a boa notícia do profeta, que lhe anuncia a chegada do Senhor que “vem salvar-nos”. É símbolo de todo aquele que, fechado em si e nas suas circunstâncias acredita já não haver solução para si. Que se pode dizer àqueles que vivem com o coração apertado pela opressão, pelo sofrimento, pelos esmagamentos da vida? Palavra como “tem coragem, não temas”, “aí está o teu Deus… ele vem salar”? Tudo o que se possa dizer soa a paliativo e não a verdadeira cura. O surdo do evangelho são todos aqueles que, mesmo podendo ouvir fisicamente, não estão disponíveis para acolher a boa noticia da salvação anunciada pelos profetas e, definitivamente, por Jesus.
A comunidade cristã pode acolher em si homens e mulheres que, dizendo-se cristãos, não se deixam libertar de ideias feitas, preconceitos, hábitos e costumes antigos, critérios de avaliação e análise, julgamentos e condenações, isolamentos e individualismos, preferências e radicalismos. Também pode acolher homens e mulheres que têm em Jesus uma fé feita de ideias e não de adesão verdadeira ao seu projeto de renovação interior. E pode ainda acolher aqueles que procuram em Jesus a resposta milagrosa a um problema de resolução urgente. A comunidade cristã pode estar cheia de gente que não ouve e que, por isso, também sofre de incapacidade para falar.
O evangelho diz que, muitas vezes, as multidões procuravam Jesus na expetativa de um milagre, de uma cura extraordinária. No entanto, o evangelho esforça-se também por apresentar Jesus como o Messias, alguém que atua para além do milagre, porque a sua ação não visa, apenas, a cura física, mas a abertura do homem para o mistério salvífico de Deus.
É o que acontece com este homem surdo e mudo. Fechado em si, não pode encontrar-se com os outros e com Deus. O toque de Jesus no corpo físico, transmite-lhe uma vida nova no corpo espiritual de modo que começa nele uma vida nova. É como o profeta Isaías que vendo, o que mais ninguém vê, desperta no povo o ânimo de uma vida nova que vem de Deus e não deles. Uma vida nova que, por eles nunca acontecerá porque estão demasiado caídos, mas que Deus, e só Deus, pode operar neles, como só Jesus pode abrir naquele homem e em cada homem a possibilidade de uma nova vida.
É esta a experiência dos cristãos após a ressurreição de Jesus. Ao anunciarem o Kerigma, Jesus morto e ressuscitado, percebem a dificuldade que muitos têm em aderirem à fé por se encontrarem fechados em si mesmos e surdos para a palavra que os pode abrir e fazer viver a vida nova de Cristo ressuscitado. As suas tradições, os seus costumes, as experiências religiosas anteriores, a família, entre outros motivos, são entraves que muitos não querem vencer para aderir a Jesus, ficando, muitas vezes, numa admiração pela sua maneira de pensar e de viver.
A fé em Jesus não é apenas a adesão intelectual à sua história e à sua pessoa, como um homem extraordinário que foi, mas a adesão a uma nova forma de vida, assumindo as opções de Jesus, que não fazia acessão de pessoas, como alerta Tiago na sua carta. De facto, Tiago recorda que, mesmo os que se dizem cristãos e participam na vida comunitária, podem continuar fechados dentro de si próprios para o verdadeiro evangelho, para a verdadeira libertação, quando não vencem em si mesmos as atitudes pagãs de considerar os homens pelo exterior e procuram algum benefício com a bajulação dos ricos, provocando, desta forma, o desprezo pelos pobres que são os escolhidos por Deus para confundir os poderosos.
A libertação que o Senhor oferece é interior e não exterior, a riqueza que ele nos dá brota da fé e não do bolso dos ricos e a sua proposta de vida não é instalação, mas o incómodo de fazer como ele, praticar a justiça, dar de comer, libertar, iluminar, levantar, amar, proteger, amparar e cuidar daqueles que, por serem os preferidos de Deus, são lugar de libertação para os que lhes dedicam a vida.
Rezar a Palavra
Abre-me, Senhor, o coração para amar aqueles que tu amas, os teus preferidos e faz de mim um instrumento para a libertação de todos os que estão caídos, oprimidos, esmagados. Faz de mim sinal de esperança para os desanimados e de fortaleza para os que não conseguem levantar-se. Abre a minha boca para proclamar o teu evangelho e os meus ouvidos para escutar o clamor dos pobres. Abre a minha vida ao mistério da cruz para me tornar Via Sagrada através da qual entram no reino os humilhados e perseguidos, os desprezados e esquecidos.
Compromisso semanal
Que ouvir a voz de Jesus que me diz “Efatá”.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. E que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários – ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/09/santos-do-dia-da-igreja-catolia-08-de-setembro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 08 de Setembro
Postado em: por: marsalima
São Tomás de Vilanova
Ainda na infância, Tomás de Vilanova já demonstrava ser uma pessoa extremamente caridosa. Para compartilhar com os pobres as dores e dificuldades de uma vida de necessidade e sofrimento, abriu mão de tudo o que tinha. Tomás de Vilanova nasceu no ano de 1486, em Fuenllana, na Espanha, e foi considerado uma das pessoas mais importantes e representativas do seu século.
Em 1516, ingressou na vida religiosa, junto aos agostinianos. Dois anos depois foi ordenado sacerdote e, logo em seguida, contra sua vontade, foi eleito superior, cargo que ocupou até 1544. O imperador Carlos V propôs, então, que se tornasse bispo da sede de Valência. Seu ingresso no bispado deu-se exatamente no dia 1o de janeiro de 1545. Baseou seu trabalho, como pastor, nos ensinamentos de Paulo e nos exemplos de grandes bispos da antiguidade cristã, entre eles Agostinho, Ambrósio e Gregório Magno.
Uma de suas maiores obras foi organizar várias formas de assistência. Entre elas, criou, no palácio episcopal, um orfanato para as criancinhas abandonadas, dando-lhes abrigo, cuidados e o carinho que tanto necessitavam. Acolhia de tal forma essas crianças que um dia chegou a ceder sua própria cama, pois não havia mais lugar para abrigá-las.
Tomas de Vilanova morreu no dia 8 de setembro de 1555. Só em 1658 foi incluído no álbum dos santos, pelo papa Alexandre VII.
São Sérgio I
Nascido em Palermo, numa data desconhecida, Sérgio foi eleito papa em 15 de dezembro de 687. Logo em seguida, chegou da Bretanha o rei pagão Ceadwalla, soberano de Wessex, o qual desejava tornar-se cristão, recebendo o batismo diretamente das mãos do papa Sérgio I, adotando o nome de Pedro.
Sérgio I foi um papa muito popular, por ter sido um homem de fé, de oração. Antes de tornar-se sacerdote, já era famoso na Schola Cantorum. Depois de ordenado, tornou-se um personagem eminente do clero. Quando morreu o papa Cónon, em 687, foi indicado para sucedê-lo.
Naquela época, os imperadores romanos do Ocidente e do Oriente reclamavam para si a autoridade de pontífice, não aceitando estar abaixo do papa, mesmo em questões de fé. Os papas que iam contra essa exigência eram forçados a aceitá-la, ou morriam. Um exemplo foi o papa Martinho I, que foi morto pelo imperador do Oriente, Constante II.
Agora, Justiniano II, imperador do Oriente, desejava impor a Roma e a todos os cristãos as normas disciplinares adotadas em um concílio composto somente de bispos orientais, efetuado em Constantinopla. Assim, ele mandou o respectivo decreto para aprovação do papa Sérgio I.
Entre outras coisas, o decreto terminava com o celibato sacerdotal. Sérgio negou-se, terminantemente, a aprovar tal decreto. Justiniano, então, enviou um alto dignitário, Zacarias, para prendê-lo e deportá-lo a Constantinopla, a exemplo de Martinho I. Porém Zacarias foi recebido pelas milícias formadas pelo povo que tentava ajudar Sérgio. Eram milhares de pessoas revoltadas pelos desmandos do imperador que circundavam o palácio Lateranense, residência do papa.
Zacarias procurou fugir, porém foi pego pelas milícias. Sérgio foi em seu socorro, libertou-o e perdoou. Mandou que retornasse ao seu imperador, ileso. Justiniano nada podia fazer para combater a popularidade deste papa. A vontade de Roma permaneceu, bem como o celibato em toda a Igreja Católica.
Apesar desses acontecimentos, o pontificado de Sérgio I foi marcado pela paz religiosa, numa época de muitas divergências teológicas a respeito da pessoa e da natureza de Cristo. Em seus quatorze anos de pontificado, Sérgio I trabalhou para o enriquecimento da liturgia. Deve-se a ele o canto do “Agnus Dei” durante a missa.
Sérgio morreu aos 8 de setembro de 701 e foi sepultado na antiga basílica de São Pedro.
Frederico Ozanam (Bem-Aventurado)
Nascido na Itália, em 23 de abril de 1813, Antonio Frederico Ozanam viveu na França. Muito de sua vida de caridade e serviço aos pobres deve-se, particularmente, ao pai, João Antônio, um exemplo de caridade cristã, que era médico oficial do exército napoleônico e cuidava gratuitamente de pessoas humildes que não tinham como pagar pelos cuidados médicos.
Frederico foi estudar direito e letras na Universidade de Sorbonne, em Paris, onde depois foi professor, mas a sua paixão era o estudo de religião comparada, nas horas vagas. Nessa época, havia se hospedado na casa de André-Marie Ampère, o famoso estudioso da eletrodinâmica. Contagiado pela fé do amigo e orientado pelo seu confessor, o abade Noirot, envolveu-se com jovens intelectuais cristãos numa época onde o clericalismo ortodoxo estava sendo duramente combatido em toda a Europa.
Defensor da fé, empolgante orador, excelente escritor e precioso professor, Frederico não estava satisfeito em apenas praticar o cristianismo intelectual. Entendia que era necessário fundamentar essa fé no exercício de uma obra de caridade, pois assim ela se justificaria. Então, voltou-se para os pobres e norteou a sua vida no sentido de servi-los, a exemplo de seu pai e dos ensinamentos de Jesus Cristo.
Junto de outros jovens cristãos com o mesmo objetivo, fundou a Sociedade de São Vicente de Paulo, em 1833, uma instituição católica, mas de leigos, direcionada para dar abrigo e assistência aos pobres e aos excluídos. Entretanto pensou não apenas no objetivo social, mas também no religioso para os integrantes da Sociedade, que, além de proporcionar o bem-estar aos pobres, trilhariam o caminho da santificação, no seguimento de Cristo. Também colocariam em prática os princípios da verdadeira democracia social e dos direitos humanos dos indivíduos baseados na caridade cristã. Por essa visão humanitária e democrática cristã ele é considerado precursor da doutrina social da Igreja.
Frederico Ozanam casou-se em 1841. Teve uma filha. Mas continuou firme na Obra. Amigo da nobreza e da intelectualidade parisiense, viajou por toda a Europa difundindo as “Conferências de Caridade da Sociedade São Vicente de Paulo”. Porém, quando sentiu seu organismo ser tomado pela doença, preferiu ir viver numa das Casas da Sociedade São Vicente de Paulo, optando pela vida simples e humilde. Sua obra expandiu-se e seus integrantes tornaram-se numerosos, espalhando-se por todo o planeta.
Morreu em 8 de setembro de 1853, em Marselha, França. Em 1997, o papa João Paulo II, durante a solenidade de sua beatificação, na catedral de Notre Dame, em Paris, disse: “Frederico Ozanam é verdadeiramente um santo laico do nosso tempo”. Sua festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 8 de Setembro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 15-16
Vós não recebestes um espírito de escravidão, para recair no temor, mas o Espírito de adopção filial, pelo qual exclamamos: «Abá, Pai». O próprio Espírito Santo dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus.
V. Em Vós, Senhor, está a fonte da vida:
R. Na vossa luz veremos a luz.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 22-23
Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não somente ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo.
V. Bendiz, minha alma, o Senhor:
R. Ele salva da morte a tua vida.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tim 1, 9
Deus salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça, essa graça que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
V. O Senhor conduziu-os seguros e sem temor
R. E introduziu-os na sua terra santa.
Oração
Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua grande misericórdia nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos, para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe nem se mancha nem desaparece, reservada nos Céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que se vai revelar nos últimos tempos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
V. A Vós o louvor e a glória para sempre.
R. No firmamento dos céus.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.



