“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 8 DE SETEMBRO DE 2024
8 de setembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 10 DE SETEMBRO DE 2024
10 de setembro de 2024SEGUNDA-FEIRA – XXIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu prossiga com diligência na senda cristã, buscando, gradual e progressivamente, plenificar meu viver usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”: os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”), bem como a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Do Livro de Jeremias 42, 1-16; 43, 4-7
Jeremias e o povo depois da tomada de Jerusalém
Naqueles dias, todos os chefes militares, bem como Joanã, filho de Careia, e Azarias, filho de Osaías, e o resto do povo, do mais pequeno ao maior, foram ter com o profeta Jeremias e disseram‑lhe: «Ouve a nossa súplica e intercede junto do Senhor teu Deus por nós, por todo este resto, porque de muitos que éramos, ficámos bem poucos, como podes ver com os teus próprios olhos. O Senhor teu Deus nos indique o caminho que devemos seguir e o que devemos fazer».
Respondeu‑lhes o profeta Jeremias: «Compreendi. Vou pedir ao Senhor vosso Deus, segundo os vossos desejos, e transmitir‑vos‑ei fielmente tudo o que o Senhor responder». E eles disseram: «Seja o Senhor contra nós testemunha fiel e verdadeira, se não procedermos em tudo conforme a palavra que o Senhor teu Deus nos dirigir. Favorável ou adversa, escutaremos a voz do Senhor nosso Deus a quem te enviamos: assim seremos bem sucedidos, por ter obedecido à voz do Senhor nosso Deus».
Dez dias depois, a palavra do Senhor foi dirigida a Jeremias. Este mandou chamar Joanã, filho de Careia, e todos os chefes militares que estavam com ele, bem como todo o povo, do mais pequeno ao maior, e disse‑lhes: «Assim fala o Senhor, Deus de Israel, a quem me enviastes para Lhe apresentar a vossa súplica: Se quiserdes realmente permanecer nesta terra, restaurar‑vos‑ei e não vos destruirei, plantar‑vos‑ei e não vos arrancarei. Porque sinto pesar de todo o mal que vos fiz. Não tenhais medo do rei de Babilónia, que tanto vos assusta. Não tenhais medo – oráculo do Senhor – porque Eu estou convosco para vos salvar e livrar das suas mãos. Conseguir‑vos‑ei a sua benevolência, e ele terá piedade de vós, deixando‑vos ficar na vossa terra.
Mas se disserdes: ‘Não queremos ficar neste país’, desobedecendoassim à voz do Senhor vosso Deus; se disserdes: ‘Não permaneceremos aqui; iremos para o Egipto, onde não veremos mais guerras nem ouviremos o toque da trombeta, nem teremos fome de pão, e lá nos instalaremos’; então, escutai a palavra do Senhor, resto de Judá: Assim fala o Senhor do Universo, Deus de Israel: Se vos obstinais em partir para o Egipto, a fim de lá fixardes residência, a espada que receais vos atingirá na terra do Egipto, e a fome que vos preocupa vos perseguirá até ao Egipto, onde morrereis».
Mas Joanã, filho de Careia, os chefes militares e todo o povo negaram‑se a escutar a voz do Senhor para ficarem na terra de Judá. Joanã, filho de Careia, e os chefes militares tomaram consigo todo o resto de Judá, os que tinham regressado das várias nações onde haviam sido dispersos, para permanecerem na terra de Judá: os homens, as mulheres, as crianças, bem como os filhos do rei e todos quantos Nabuzardã, comandante da guarda, tinha deixado com Godolias, filho de Aicão, filho de Safã, com o profeta Jeremias e com Baruc, filho de Néria. Desobedecendo à voz do Senhor, partiram para o Egipto e chegaram a Táfnis.
RESPONSÓRIO Jer 42, 2b; Lam 5, 3
R. Éramos um povo numeroso e ficámos tão poucos: * Ora ao Senhor teu Deus por este resto do seu povo.
V. Somos órfãos de pai, nossas mães ficaram viúvas. * Ora ao Senhor teu Deus por este resto do seu povo.
SEGUNDA LEITURA
Do Sermão de São Leão Magno, papa, sobre as Bem‑aventuranças
(Sermo 95, 8-9: PL 54, 465-466) (Sec. V)
Vivem em grande paz os que amam a vossa lei
Com toda a razão se promete aos puros de coração a bem‑aventurança da visão divina. Nunca os olhos impuros poderão contemplar o esplendor da luz verdadeira; e o que há‑de constituir a felicidade das almas puras será causa de tormento para as que estiverem manchadas de pecado. Ponhamos de parte, por conseguinte, a sombra tenebrosa das vaidades terrenas e purifiquemos de toda a mancha de pecado os olhos da nossa alma, para que possam saciar‑se tranquilamente na admirável visão de Deus.
Para merecermos esta visão, disse também o Senhor: Bem‑aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Esta bem‑aventurança, irmãos caríssimos, não se refere a qualquer espécie de concórdia ou harmonia humana, mas àquilo de que fala o Apóstolo: Tende paz com Deus, e de que diz o Profeta: Vivem em grande paz os que amam a vossa lei, e nada os pode perturbar.
Não bastam para garantir esta paz os mais estreitos laços de amizade nem as mais perfeitas semelhanças de carácter, se não estão em harmonia com a vontade de Deus. A amizade fundada em desejos pecaminosos, em pactos injustos e alianças criminosas, nada tem que ver com esta paz sublime. O amor do mundo não se harmoniza com o amor de Deus e não pode tomar parte na comunidade dos filhos de Deus quem não se afasta dos que vivem segundo a carne. Mas aqueles que têm sempre em Deus o seu pensamento, empenhando‑se em manter a unidade do espírito pelo vínculo da paz, esses nunca se apartam da lei eterna, dizendo na oração com fé sincera: Seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu.
Estes são os pacíficos, estes são os que vivem em santa harmonia e perfeita concórdia, estes são os que merecem ser chamados eternamente filhos de Deus e herdeiros com Cristo; porque o amor de Deus e o amor do próximo os tornam dignos do prémio eterno. Jamais temerão adversidade ou perturbação alguma; terminado o combate de todas as tentações, descansarão tranquilos na paz de Deus, por Nosso Senhor, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amen.
RESPONSÓRIO cf. Is 38, 3; 1 Jo 2, 6; 5, 3; 2, 5
R. Seja o nosso coração sincero com o Senhor nosso Deus; * Façamos a sua vontade e guardemos os seus mandamentos.
V. Para ser perfeito em nós o amor de Deus, * Façamos a sua vontade e guardemos os seus mandamentos.
Oração
Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Tiago 2, 12-13
Falai e procedei como pessoas que devem ser julgadas segundo a lei da liberdade. Porque o juízo será sem misericórdia para quem não usou de misericórdia. Mas a misericórdia triunfa do juízo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Bendito seja o Senhor, agora e para sempre.
R. Bendito seja o Senhor, agora e para sempre.
V. Só Ele faz maravilhas.
R. Agora e para sempre.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Bendito seja o Senhor, agora e para sempre.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4482-liturgia-de-09-de-setembro-de-2024>]
SEGUNDA FEIRA – XXIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde, ofício do dia)
Antífona
– Vós sois justo, na verdade, ó Senhor, e os vossos julgamentos são corretos. Conforme o vosso amor, Senhor, tratai-me (Sl 118,137.124).
Coleta
– Ó Deus, Pai de bondade, os que redimistes e adotastes como filhos e filhas, e concedei aos que creem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 1 Cor 5,1-8
– Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios: Irmãos, 1é voz geral que está acontecendo, entre vós, um caso de imoralidade; e de imoralidade tal que nem entre os pagãos costuma acontecer: um dentre vós está convivendo com a própria madrasta. 2No entanto, estais inchados de orgulho, ao invés de vestirdes luto, a fim de que fosse tirado do meio de vós aquele que assim procede? 3Pois bem, embora ausente de corpo, mas presente em espírito, eu julguei, como se estivesse aí entre vós, esse tal que tem procedido assim: 4Em nome do Senhor Jesus – estando vós e eu espiritualmente reunidos com o poder do Senhor nosso, Jesus -, 5entregamos tal homem a Satanás, para a ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo, no dia do Senhor. 6Vós vos gloriais sem razão! Acaso ignorais que um pouco de fermento leveda a massa toda? 7Lançai fora o fermento velho, para que sejais uma massa nova, já que deveis ser sem fermento. Pois o nosso cordeiro pascal, Cristo, já está imolado. 8Assim, celebremos a festa, não com velho fermento, nem com fermento de maldade ou de perversidade, mas com os pães ázimos de pureza e de verdade.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 5,5-6.7.12 (R: 9a)
– Na vossa justiça guiai-me, Senhor!
R: Na vossa justiça guiai-me, Senhor!
– Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, não pode o mau morar convosco; nem os ímpios poderão permanecer perante os vossos olhos.
R: Na vossa justiça guiai-me, Senhor!
– Detestais o que pratica a iniquidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador.
R: Na vossa justiça guiai-me, Senhor!
– Mas exulte de alegria todo aquele que em vós se refugia; sob a vossa proteção se regozijem, os que amam vosso nome!
R: Na vossa justiça guiai-me, Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Minhas ovelhas escutam minha voz, e eu as conheço e elas me seguem.
(Jo 10,27).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 6,6-11
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/segunda-feira-da-semana-xxiii-do-tempo-comum-9/>]
Leitura I 1Cor 5, 1-8
Irmãos: É voz corrente que existe entre vós um caso de imoralidade, que nem entre os pagãos se encontra, a ponto de um de vós viver com a mulher de seu pai. E vós andais cheios de orgulho, quando deveríeis andar tristes e obrigar a sair da vossa comunidade quem praticou tal ação. Quanto a mim, ausente de corpo, mas presente em espírito, já tenho a sentença lavrada, como se estivesse presente, contra quem procedeu desse modo: Em nome de Nosso Senhor Jesus, quando vos reunirdes em assembleia, – e eu em espírito convosco – entregareis esse homem a Satanás, pelo poder de Nosso Senhor Jesus. Será para ruína do seu corpo, a fim de o espírito ser salvo no dia do Senhor. Não vos fica bem essa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa? Purificai-vos do velho fermento, para serdes uma nova massa, visto que sois pães ázimos. Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado. Celebremos a festa, não com fermento velho, nem com fermento de malícia e perversidade, mas com os pães ázimos da pureza e da verdade.
Compreender a palavra
Acreditar em Cristo e viver de acordo com o evangelho são duas situações que por vezes entram em discordância. Aquele que recebe o evangelho, como é o caso dos coríntios, vive uma cultura, uma tradição e uns costumes que precisam ser purificados com a palavra do evangelho. Paulo manifesta-se contra uma situação concreta, mas há tantas situações quantas as pessoas e pede à comunidade que ajude a vencer o problema de cada um, na adesão a Cristo, para que se manifeste em todos a vida nova da ressurreição.
Meditar a palavra
Em cada um habita o poder das trevas (o fermento velho) e a todos é dada a possibilidade da graça (a vida nova da ressurreição). A dificuldade está em converter a vida ao evangelho ao mesmo tempo que o coração se abre à fé. Paulo é informado de algumas situações extremas de imoralidade, mas cada um precisa de um tempo, o tempo da vida, para se consciencializar da mudança necessária e correspondente à adesão a Cristo na fé. Em todos está presente esta dificuldades que se manifesta de modos diferentes em cada um e que só a graça de Deus pode vencer.
Rezar a palavra
Compadecei-vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade, pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados. Criai em mim um coração puro e fazei nascer dentro de mim um espírito firme. Dai-me de novo a alegria da vossa salvação e sustentai-me com espírito generoso. Então, a minha boca anunciará o vosso louvor. (Sl 50)
Compromisso
Reconhecer à luz da palavra as nossas fragilidades.
Evangelho Lc 6, 6-11
Naquele tempo, Jesus entrou numa sinagoga a um Sábado e começou a ensinar. Estava lá um homem com a mão direita paralítica. Os escribas e fariseus observavam Jesus, para verem se Ele ia curar ao Sábado e encontrarem assim um pretexto para O acusarem. Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão paralítica: «Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio». O homem levantou-se e ficou de pé. Depois Jesus disse-lhes: «Eu pergunto-vos se é permitido ao Sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la». Então olhou para todos à sua volta e disse ao homem: «Estende a mão». Ele assim fez e a mão ficou curada. Os escribas e fariseus ficaram furiosos e começaram a falar entre si do que haviam de fazer a Jesus.
Compreender a palavra
A recusa dos escribas e fariseus em aceitar Jesus, faz parte evidente dos Evangelhos. Lucas salienta este aspeto e insere o milagre do homem da mão paralítica neste contexto. Jesus entra na sinagoga e o homem que necessita de cura está lá. No mesmo lugar encontram-se já os escribas e fariseus que não têm intenção de ajudar o homem, mas de observar Jesus e poderem acusá-lo. Jesus coloca o homem no centro da cena e faz uma pergunta: “é permitido ao Sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la? A pergunta é claramente para escribas e fariseus. Jesus veio para fazer bem, para dar a vida. Nitidamente, os escribas e fariseus vieram para dar a morte a Jesus. Jesus cura o homem, salva-o, mas atrai para si a morte porque deixou furiosos os escribas e os fariseus.
Meditar a palavra
É interessante no texto, para além do milagre de Jesus e de todo o enredo à volta dele, a expressão com que Lucas descreve a atitude dos escribas e fariseus. Eles estavam lá e “observavam Jesus”. A intenção era, claramente, a de encontrar uma razão para o poderem acusar. Percebo que muitas vezes os inimigos de Jesus conhecem-no melhor do que os seus amigos. Vê-se nos evangelhos, que escribas e fariseus estão onde Jesus está, falam, dialogam e interrogam Jesus mais do que os discípulos e as multidões que andam com ele. Acontece assim também hoje. Há homens que estão claramente contra a fé, contra Jesus e contra a sua Igreja, mas sabem tudo sobre eles. Conhecem a Bíblia, leem as encíclicas dos Papas, estão informados sobre a vida da Igreja. Pode acontecer que andando atrás de Jesus e não me dê conta de quem ele é realmente.
Rezar a palavra
Jesus, ensina-me a observar-te. Abre o meu coração e desperta na minha inteligência e a minha vontade para desejar conhecer-te mais e melhor. Sei que só posso amar o que conheço e vejo que te conheço mal. Que todo o meu ser se deixe atrair pelo teu olhar, pelo teu amor, pela vida que me ofereces na tua palavra. Que tudo se transforme em mim a partir da tua palavra que tem o poder de me salvar.
Compromisso
Vou observar Jesus lendo de novo o evangelho ou fazendo-lhe uma visita no sacrário.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. E que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários – ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/09/santos-do-dia-da-igreja-catolica-09-de-setembro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 09 de Setembro
Postado em: por: marsalima
São Pedro Claver
Os escravos negros que chegavam em enormes navios negreiros ao porto de Cartagena, na Colômbia, eram recepcionados e aliviados de suas dores e sofrimentos por um missionário que, além de alimento, vinho e tabaco, oferecia palavras de fé para aquecer seus corações e dar-lhes esperança. Para quem vivia com corrente nos pés e sob o açoite dos feitores, a esperança vinha de Nosso Senhor.
Esse missionário era Pedro de Claver, nascido no povoado de Verdú, em Barcelona, na Espanha, em 26 de junho de 1580. Filho de um casal de simples camponeses muito cristãos, desde cedo revelou sua vocação. Estudou no Colégio dos Jesuítas e, em 1602, entrou para a Companhia de Jesus, para tornar-se um deles.
Quando terminou os estudos teológicos, Pedro de Claver viajou com uma missão para Cartagena, hoje cidade da Colômbia, na América do Sul. Iniciou seu apostolado antes mesmo de ser ordenado sacerdote, o que ocorreu logo em seguida, em 1616, naquela cidade. E assim, foi enviado para Carque, evangelizar os escravos que chegavam da África. Apesar de não entenderem sua língua, entendiam a linguagem do amor, da caridade e do sentimento cristão e paternal que emanavam daquele padre santo. Por esse motivo os escravos negros o veneravam e respeitavam como um justo e bondoso pai.
Em sua missão, lutava ao lado dos negros e sofria com eles as mesmas agruras. O que podia fazer por eles era mitigar seus sofrimentos e oferecer-lhes a salvação eterna. Com essa proposta, Pedro de Claver batizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica. Foram atribuídos a ele, ainda, muitos milagres de cura.
Durante a peste, em 1650, ele foi o primeiro a oferecer-se para tratar os doentes. As conseqüências foram fatais: em sua peregrinação entre os contaminados, foi atacado pela epidemia, que o deixou paralítico. Depois de quatro anos de sofrimento, Pedro de Claver morreu aos setenta e três anos de idade, em 8 de setembro de 1654, no dia na festa da Natividade da Virgem Maria.
Foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1888. São Pedro Claver foi proclamado padroeiro especial de todas as missões católicas entre os negros em 1896. Sua festa, em razão da solenidade mariana, foi marcada para 9 de setembro, dia seguinte ao da data em que se celebra a sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 9 de Setembro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Cor 13, 11
Irmãos, vivei com alegria; trabalhai pela vossa perfeição; animai-vos uns aos outros; tende os mesmos sentimentos; vivei em paz. E o Deus do amor e da paz estará convosco.
V. Os olhos do Senhor estão voltados para o justo
R. E os ouvidos atentos ao seu grito.
Oração
Deus, nosso Pai, que confiastes aos homens o dever do trabalho, para que, colaborando uns com os outros, conseguissem sucessos cada vez maiores, ajudai-nos a viver de tal modo no meio das nossas atividades, que nos sintamos sempre filhos vossos e irmãos de todos os homens. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 6, 22
Libertos do pecado e tornados servos de Deus, tendes como fruto a santidade e como fim a vida eterna.
V. Vós, Senhor, voltareis a dar-nos a vida,
R. Para que o vosso povo se alegre em Vós.
Oração
Senhor da vinha e da messe, que repartis as tarefas e dais o verdadeiro salário, ajudai-nos a levar o peso do dia e do calor, sem nunca nos queixarmos da vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 1, 21-22
Outrora éreis estranhos a Deus e na vossa mente seus inimigos pelas vossas más acções. Mas agora Deus reconciliou-vos consigo pela morte de Cristo no seu Corpo de carne, para vos apresentar diante d’Ele santos, puros e irrepreensíveis.
V. Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,
R. E dai graças ao seu nome santo.
Oração
Senhor, que nos reunistes na vossa presença à mesma hora em que os Apóstolos subiam ao templo para orar, ouvi as súplicas que Vos dirigimos em nome de Cristo e concedei a salvação a quantos O invocam. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 4, 11-12
Não faleis mal uns dos outros, irmãos. Aquele que diz mal do irmão ou critica o irmão, fala mal da Lei e critica a Lei. Ora, se criticas a Lei, já não és cumpridor da Lei, mas o seu juiz. Há um só legislador e um só juiz: Aquele que pode salvar ou condenar. Mas quem és tu para julgar o próximo?
RESPONSÓRIO BREVE
V. Senhor, salvai a minha alma, porque sou pecador.
R. Senhor, salvai a minha alma, porque sou pecador.
V. Eu disse: Senhor, tende piedade de mim.
R. Porque sou pecador.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Senhor, salvai a minha alma, porque sou pecador.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

