“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE SETEMBRO DE 2024
28 de setembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 30 DE SETEMBRO DE 2024
30 de setembro de 2024DOMINGO – XXVI SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”: os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”), bem como a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Início da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses 1, 1–11
Saudação e acção de graças
Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os fiéis em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os seus dirigentes e diáconos: A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo estejam convosco.
Dou graças ao meu Deus, todas as vezes que me lembro de vós, e em todas as minhas orações peço sempre por todos vós com alegria, recordando-me da parte que tomastes na causa do Evangelho, desde o primeiro dia até ao presente. Tenho plena confiança de que Aquele que começou em vós tão boa obra há-de levá-la a bom termo, até ao dia de Cristo Jesus. Na verdade, é justo que eu tenha por vós estes sentimentos, porque vos trago no coração, a vós que, no meu cativeiro e na defesa e confirmação do Evangelho, participais na graça que me foi concedida.
Deus me é testemunha de que vos amo a todos profundamente no coração de Cristo Jesus. Por isso Lhe peço que a vossa caridade cresça cada vez mais em ciência e discernimento, para que possais distinguir o que é melhor e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo. Assim alcançareis a plenitude dos frutos de justiça que se obtêm por Jesus Cristo, para louvor e glória de Deus.
RESPONSÓRIO Filip 1, 9. 10a; cf. 6
R. Aumente cada vez mais a vossa caridade em ciência e discernimento, * Para que possais distinguir o que é melhor e vos torneis puros e irrepreensíveis.
V. Tenho plena confiança de que Aquele que começou em vós obra tão boa há-de levá-la a bom termo até ao dia de Cristo Jesus. * Para que possais distinguir o que é melhor e vos torneis puros e irrepreensíveis.
SEGUNDA LEITURA
Início da Carta de São Policarpo, bispo e mártir, aos Filipenses
(Cap. 1, 1 – 2, 3: Funk 1, 267-269) (Sec. II)
Fostes salvos pela graça
Policarpo e os presbíteros que estão com ele, à Igreja de Deus que vive como peregrina em Filipos: A misericórdia e a paz de Deus omnipotente e de Jesus Cristo nosso Salvador se multiplique entre vós.
Muito me alegro convosco em Nosso Senhor Jesus Cristo, porque recebestes aqueles que são as imagens da verdadeira caridade e acompanhastes no seu caminho, como era de esperar de vós, aqueles que iam presos com cadeias dignas dos santos, cadeias que são os diademas de quem foi escolhido pelo nosso Deus e Senhor. Alegro-me também porque a raiz vigorosa da vossa fé, tão celebrada desde tempos antigos, ainda permanece até aos nossos dias e produz frutos em Nosso Senhor Jesus Cristo, que, por nossos pecados, foi voluntariamente ao encontro da morte e que Deus ressuscitou, libertando-O das cadeias da morte. Sem O verdes ainda, vós acreditais n’Ele com uma alegria inefável e gloriosa, – alegria que muitos desejariam alcançar – porque sabeis que fostes salvos pela graça e não pelas obras, salvos pela vontade de Deus em Cristo Jesus.
Por isso, cingi os vossos rins e servi o Senhor com temor e verdade, pondo de parte as palavras inúteis e os erros da multidão e acreditando n’Aquele que ressuscitou Nosso Senhor Jesus Cristo de entre os mortos e O glorificou, colocando‐O à sua direita. A Ele foram submetidas todas as coisas no Céu e na terra, a Ele obedece tudo o que vive e respira; Ele há-de vir como juiz dos vivos e dos mortos, e Deus pedirá contas do seu Sangue àqueles que não quiseram acreditar n’Ele.
Aquele que O ressuscitou dos mortos também nos ressuscitará a nós, se cumprirmos a sua vontade e vivermos segundo os seus mandamentos, amando o que Ele amou e abstendo-nos de toda a injustiça, fraude, avareza, difamação, falso testemunho, não pagando o mal com o mal, nem injúria com injúria, nem violência com violência, nem maldição com maldição, mas recordando-nos do que o Senhor nos ensinou: Não julgueis e não sereis julgados; perdoai e sereis perdoados; sede misericordiosos e alcançareis misericórdia; pela medida com que medirdes sereis medidos; e ainda: Bem-aventurados os pobres e os que sofrem perseguição, porque deles é o reino de Deus.
RESPONSÓRIO 2 Tim 1, 9; Salmo 113b (115), 1
R. Deus salvou-nos e chamou-nos para sermos santos, não em virtude das nossas obras, mas segundo o seu desígnio de graça, * Que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
V. Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória, pela vossa misericórdia e fidelidade. * Que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Ez 36, 25-27
Derramarei sobre vós água pura e ficareis limpos de todas as imundícies; purificar-vos-ei de todos os vossos deuses. Dar-vos-ei um coração novo e infundirei em vós um espírito novo; arrancarei do vosso peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Infundirei em vós o meu espírito e farei que vivais segundo os meus preceitos, que observeis e ponhais em prática as minhas leis.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Nós vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
R. Nós vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
V. Anunciamos as vossas maravilhas.
R. E invocamos o vosso nome.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Nós vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4502-liturgia-de-29-de-setembro-de-2024>]
DOMINGO – XXVI SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio – II semana do saltério)
Antífona
– Tudo quanto nos fizestes, Senhor, com verdadeira justiça o fizestes, porque pecamos contra vós e não obedecemos a vossos mandamentos, mas dai glória ao vosso nome e tratai-nos conforme a grandeza da vossa misericórdia
(Dn 3,31.29.43.42).
Coleta
– Ó Deus, que mostrai vosso poder sobretudo no perdão e na misericórdia, derramai em nós a vossa graça, para que, correndo ao encontro das vossas promessas, mereçamos participar os bens celestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
1ª Leitura: Nu 11,25-29
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 19, 8.10.12.13.14 (R: 8a.9a)
– A lei do Senhor Deus é perfeita, alegria ao coração.
R: A lei do Senhor Deus é perfeita, alegria ao coração.
– A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.
R: A lei do Senhor Deus é perfeita, alegria ao coração.
– É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.
R: A lei do Senhor Deus é perfeita, alegria ao coração.
– E vosso servo, instruído por eles, se empenha em guardá-los. Mas quem pode perceber suas faltas? Perdoai as que não vejo!
R: A lei do Senhor Deus é perfeita, alegria ao coração.
– E preservai o vosso servo do orgulho: não domine sobre mim! E assim, puro, eu serei preservado dos delitos mais perversos.
R: A lei do Senhor Deus é perfeita, alegria ao coração.
2ª Leitura: Tg 5,1-6
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Vossa Palavra é a verdade, orienta e dá vigor; na verdade santifica vosso povo, ó Senhor! (Jo 17,17).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 9,38-43.45.47-48
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xxvi-do-tempo-comum-7/>]
LEITURA I Num 11, 25-29
Naqueles dias, o Senhor desceu na nuvem e falou com Moisés. Tirou uma parte do Espírito que estava nele e fê-lo poisar sobre setenta anciãos do povo. Logo que o Espírito poisou sobre eles, começaram a profetizar; mas não continuaram a fazê-lo. Tinham ficado no acampamento dois homens: um deles chamava-se Eldad e o outro Medad. O Espírito poisou também sobre eles, pois contavam-se entre os inscritos, embora não tivessem comparecido na tenda; e começaram a profetizar no acampamento. Um jovem correu a dizê-lo a Moisés: «Eldad e Medad estão a profetizar no acampamento». Então Josué, filho de Nun, que estava ao serviço de Moisés desde a juventude, tomou a palavra e disse: «Moisés, meu senhor, proíbe-os». Moisés, porém, respondeu-lhe: «Estás com ciúmes por causa de mim? Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Espírito sobre eles!».
Perante a murmuração do povo por não ver satisfeitas as suas necessidades, Moisés manifesta junto de Deus a sua incapacidade para governar sozinho um povo tão difícil. Então, Deus, reparte o espírito que está em Moisés por mais setenta e dois anciãos para o ajudarem.
Salmo 18 (19), 8.10.12-13.14 (R. 9a)
O salmista reconhece que Deus é o Senhor, a sua lei é perfeita e as suas ordens são firmes e está disposto a deixar-se guiar pelos juízos do Senhor. No entanto, sente interiormente a dificuldade em vencer o orgulho. Julgando-se dono de si, pode ceder à tentação de pensar que é por si mesmo que vive e não pelo Senhor. Por isso ele pede ao Senhor: “Preservai do orgulho o vosso servo,
para que não tenha poder algum sobre mim”.
LEITURA II Tg 5, 1-6
Agora, vós, ó ricos, chorai e lamentai-vos, por causa das desgraças que vão cair sobre vós. As vossas riquezas estão apodrecidas e as vossas vestes estão comidas pela traça. O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se, e a sua ferrugem vai dar testemunho contra vós e devorar a vossa carne como fogo. Acumulastes tesouros no fim dos tempos. Privastes do salário os trabalhadores que ceifaram as vossas terras. O seu salário clama; e os brados dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do Universo. Levastes na terra uma vida regalada e libertina, cevastes os vossos corações para o dia da matança. Condenastes e matastes o justo e ele não vos resiste.
Os primeiros cristãos esperavam que Jesus regressasse em breve. Quando se aperceberam de que Jesus tardava, alguns, seduzidos pelo espírito do mundo, deixaram-se dominar pelas riquezas que tanto desejavam, ao ponto de explorarem os mais pobres. Tiago recorda que “os brados dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do Universo”.
EVANGELHO Mc 9, 38-43.45.47-48
Naquele tempo, João disse a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco». Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim. Quem não é contra nós é por nós. Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que creem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar. Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga. E se o teu pé é para ti ocasião de escândalo, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena. E se um dos teus olhos é para ti ocasião de escândalo, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, onde o verme não morre e o fogo nunca se apaga».
A primeira parte do evangelho recorda o que é dito no texto de Números. Aqueles que não pertencem ao nosso grupo também são capazes de praticar o bem e também são assistidos pelo Espírito de Deus. Nós é que não podemos viver desconfiados em relação aos outros e julgar mal o que é bem ou julgar bem o que é mal de acordo com quem o pratica. Jesus alerta para vermos a raiz do mal que está dentro de nós, a fim de o erradicar totalmente.
Reflexão da Palavra
O texto da primeira leitura, tirado do livro dos Números, relata a escolha de setenta anciãos para ajudar Moisés na condução do povo do Senhor. De facto, os israelitas, saídos do Egito, revoltam-se e murmuram continuamente contra Moisés. O Senhor vai-os acalmando com alguns castigos (Nm 11,1) e com o alimento, o Maná (Num 11,7), mas as murmurações são contínuas. Moisés manifesta-se, então, diante de Deus de forma desesperada: “acaso fui eu que concebi todo este povo? Fui eu que o dei à luz para me dizeres: ‘leva-o ao colo, como a ama leva a criança de peito, até à terra que prometes a seus pais? Eu sozinho não consigo suportar todo este povo, porque é demasiado pesado para mim”. Em resposta a este desabafo, o Senhor, manda-o escolher setenta anciãos para repartir por eles o Espírito que está nele.
A descrição que lemos hoje, coloca Deus no meio do seu povo “o Senhor desceu” e “falou” e “tomando o espírito que estava sobre nele, deu-o aos setenta anciãos”. Acontece que, dois dos que tinham sido escolhidos não estavam junto da tenda de Moisés com os restantes, mas o Senhor repartiu por eles o mesmo espírito e começaram a profetizar.
Perante a notícia, Josué quer impedi-los, mas Moisés reconhece que esse dom, de profetizar, vem de Deus e seria bom que todo o povo recebesse o mesmo dom e profetizasse.
O salmo 18 está construído em três partes com estilos distintos, sendo a primeira parte um hino ao criador por tudo quanto criou, a segunda parte é um elogio à lei do Senhor e finalmente, a terceira parte, é uma súplica ao Senhor.
O salmista reconhece que que há uma mensagem que ressoa em toda a criação, como um cântico de louvor, como uma dança entre Deus e todas as criaturas. “os céus proclamam… o firmamento anuncia… o dia passa a mensagem…a noite dá a conhecer… o seu eco ressoou… Deus percorre alegremente o seu caminho”.
Na segunda parte, que é proclamada neste domingo, o salmista, instruído na lei do Senhor “o teu servo foi instruído”, faz o elogio da lei do Senhor. A lei do Senhor “é perfeita, reconforta a alma”, “as ordens do Senhor dão sabedoria”, “os mandamentos “alegram o coração”, os preceitos “iluminam os olhos”, as sentenças “são justas e verdadeiras”. Por isso, o salmista, pede a Deus que o preserve “do orgulho” para ser “irrepreensível e imune de culpa grave”.
O autor da carta de Tiago manifesta-se contra a atitude de alguns cristãos que, depois de verificarem que Jesus tarda em regressar, como prometera, começam a preocupar-se com as riquezas e a acumular tesouros até ao ponto de se deixarem dominar por elas e perderem o sentido da justiça e da caridade.
As primeiras comunidades tinham a caridade como um preceito diário. A partilha de bens, a preocupação com os pobres, o ter tudo em comum e pensarem uns nos outros, era uma norma. A eminente vinda do Senhor fazia-os pensar que não valia a pena acumularem riquezas para si mesmos. A grande riqueza era o amor. A demora do Senhor leva à transformação dos corações de alguns, que se deixam vencer pela tentação ao ponto de explorarem os pobres, os trabalhadores e endurecer o coração diante das dificuldades e sofrimentos dos irmãos da mesma comunidade. Tiago dirige-lhes palavras muito duras que recordam o alerta de Jesus “Não acumuleis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os corroem e os ladrões arrombam os muros, a fim de os roubar. Acumulai tesouros no Céu, onde a traça e a ferrugem não corroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois, onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6,19-21), para concluir “condenastes e matastes o justo” e agora “os brados dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do Universo”.
No evangelho Jesus continua a ensinar os seus discípulos. Agora, em relação aos que não pertencem ao grupo dos seguidores de Jesus. Que atitudes devem ter os seus discípulos diante de outras pessoas que, não sendo do grupo, também fazem coisas boas, neste caso “expulsar demónios”. Os seguidores de Jesus não devem colocar-se num plano superior, nem social nem espiritualmente, em relação aos que não são discípulos.
João vai apressadamente contar a Jesus como ele e os seus companheiros impediram um homem de expulsar demónios em seu nome. João considera que, por não pertencer ao grupo dos seguidores de Jesus, aquele homem não pode libertar os que estão prisioneiros do demónio. Jesus, porém, pensa que o mal se vence com o bem e todo aquele que faz o bem está a lutar a seu lado contra as forças do mal. As pessoas não se classificam a partir do grupo a que pertencem, mas pelos frutos que dão. “Toda a árvore boa dá bom fruto e toda árvore má dá mau fruto” (Mt 7,17), diz Jesus. Por outro lado, o mal não existe só fora da comunidade dos discípulos. Dentro também há muito mal e é preciso eliminá-lo.
Por isso, Jesus recorda que, também entre os seus, pode haver escândalo e pode haver fora do seu grupo copos de água distribuídos em seu nome. Pode haver entre eles, mãos, pés e olhos que não estão orientados para o bem, mas para o mal. O que fica bem expresso nas palavras de Tiago na carta que faz a segunda leitura.
Meditação da Palavra
A palavra coloca-nos diante da perspetiva de Jesus, quando no evangelho de Mateus diz aos discípulos para se acautelarem dos falsos profetas, recomendando que as árvores se conhecem pelos frutos, “toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos, pelos frutos os conhecereis”. Marcos não apresenta esta afirmação, mas o texto que se escuta neste domingo pretende ensinar os discípulos de Jesus, a não condenarem nem matarem o justo só porque, aparentemente, ele não pertence ao seu grupo.
João, como Josué na primeira leitura, ao dar-se conta de que um homem andava a expulsar demónios em nome de Jesus, resolve, juntamente com mais alguns do grupo dos doze, impedi-lo de o fazer porque, diz ele a Jesus, “ele não anda connosco”. Pretende João que Jesus aprove a sua atitude salvaguardando a identidade do seu grupo.
Jesus, não só não aprova a sua atitude como aproveita para ensinar a João que a luta contra o mal é de todos e, se aquele homem liberta os que andam oprimidos pelo demónio, está a colaborar com ele, porque a sua missão é a luta contra toda a espécie de mal que impede o homem de viver e ser livre.
Depois, ensina que a prática do bem não tem dono, tanto os que estão no grupo dos doze, ou no grupo mais alargado dos discípulos, como os que estão fora são capazes de praticar o bem. E, garante que, todo o bem tem recompensa independentemente de quem o pratica, sobretudo se é feito em seu nome, pois “quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa”. Por outro lado, todo aquele, mesmo que seja de entre os seus discípulos, que escandalizar os mais pequeninos, esse merece o castigo e, a avaliar pelas palavras de Jesus, um castigo severo.
O ensinamento de Jesus vai ainda mais longe quando coloca a possibilidade do mal no próprio João, ao dizer diretamente, “Se a tua mão… se o teu pé… se um dos teus olhos…”, és capaz de a cortar? Isto é, estás na disposição de cortar o mal que há em ti, pela raiz? Assim, se o mal está na tua mão, cortas a mão? Cortas o pé? Arrancas o olho?
Jesus quer alertar para o facto de que mesmo dentro da comunidade dos que julgam pertencer a Cristo, pode surgir o mal, pode haver entre os membros da comunidade alguns que são árvores sem fruto. E avançar para a condenação dos que estão fora, só porque não pertencem ao nosso grupo, pode significar condenar alguém que atua por Cristo e faz o bem em seu nome. Do mesmo modo que, proteger aquele que está dentro da comunidade pode significar pactuar com o mal, em vez de o exterminar.
A carta de Tiago coloca diante de nós, na experiência de uma comunidade, a verdade ensinada por Jesus no evangelho. Na comunidade há homens que, cansados de esperar a vinda de Jesus, começam a pensar ao jeito dos homens e a procurar a sua segurança nas riquezas. Perderam o sentido original da caridade para com os irmãos, deixam de ter tudo em comum, não partilhem os bens pelos mais pobres e abandonam os mais fracos. Agora, Acumulam cada vez mais e são capazes de explorar os trabalhadores não pagando o salário justo, condenam e matam o justo. Tiago, lê uma sentença severa para estes. Diz que os bens acumulados estão apodrecidos, as vestes corroídas pela traça, a prata e o ouro enferrujaram. A sorte que os espera será ditada pelo Senhor que escuta o clamor dos pobres.
O drama descrito nestas leituras pode cair sobre cada um de nós se, como Josué, nos enchermos de ciúmes porque outros, que não estão connosco, também profetizam. Ou, como João, queremos impedir outros de fazerem o bem e se, levados pela sedução das riquezas, acumulamos tesouros na terra em vez de acumular tesouros no céu. É necessário, por isso, vigiar e, como o salmista, pedir ao Senhor “preservai do orgulho o vosso servo, para que não tenha poder algum sobre mim: então serei irrepreensível e imune de culpa grave”.
Rezar a Palavra
Ao escutar as tuas palavras, Senhor, lanço o olhar para as minhas mãos e para os meus pés. Olho dentro de mim e procuro ver o meu coração. Quem sou eu para julgar e condenar os outros. Quem me dá autoridade moral para reprimir os que fazem o bem em teu nome, se eu, com as minhas mãos, os meus pés e os meus olhos, não respondo como teu discípulo, amando a todos, para que todos, vendo as minhas boas obras, amem o Pai que está nos céus? Preserva-me do orgulho, para não me sentir dono de mim mesmo e reconheça que todo o bem, que há em mim, vem de ti.
Compromisso semanal
Acolho todos os que, cheios de bondade, fazem o bem e vou colaborar com eles para que o bem vença sempre o mal.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/09/santos-do-dia-da-igreja-catolica-29-de-setembro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 29 de Setembro
Postado em: por: marsalima
Arcanjos são Miguel, são Gabriel e são Rafael
O mês de setembro tornou-se o mais festivo para os cristãos, pois a Igreja unificou a celebração dos três arcanjos mais famosos da história do catolicismo e das religiões – Miguel, Gabriel e Rafael – para o dia 29 de setembro, data em que se comemorava apenas o primeiro.
Esses três arcanjos representam a alta hierarquia dos anjos-chefes, o seleto grupo dos sete espíritos puros que atendem ao trono de Deus e são seus “mensageiros dos decretos divinos” aqui na terra.
Miguel, que significa “ninguém é como Deus”, ou “semelhança de Deus”, é considerado o príncipe guardião e guerreiro, defensor do trono celeste e do Povo de Deus. Fiel escudeiro do Pai Eterno, chefe supremo do exército celeste e dos anjos fiéis a Deus, Miguel é o arcanjo da justiça e do arrependimento, padroeiro da Igreja Católica. Costuma ser de grande ajuda no combate contra as forças maléficas. É citado três vezes na Sagrada Escritura, que narramos na sua página. O seu culto é um dos mais antigos da Igreja.
Gabriel significa “Deus é meu protetor” ou “homem de Deus”. É o arcanjo anunciador, por excelência, das revelações de Deus e é, talvez, aquele que esteve perto de Jesus na agonia entre as oliveiras. Padroeiro da diplomacia, dos trabalhadores dos correios e dos operadores dos telefones, comumente está associado a uma trombeta, indicando que é aquele que transmite a Voz de Deus, o portador das notícias. Na sua página, descrevemos com detalhes as suas aparições citadas na Bíblia . Além da missão mais importante e jamais dada a uma criatura, que o Senhor confiou a ele: o anúncio da encarnação do Filho de Deus. Motivo que o fez ser venerado, até mesmo no islamismo.
Rafael, cujo significado é “Deus te cura” ou “cura de Deus”, teve a função de acompanhar o jovem Tobias, personagem central do livro Tobit, no Antigo Testamento, em sua viagem, como seu segurança e guia. Foi o único que habitou entre nós, passagem que pode ser lida na página dedicada a ele. Guardião da saúde e da cura física e espiritual, é considerado, também, o chefe da ordem das virtudes. É o padroeiro dos cegos, médicos, sacerdotes e, também, dos viajantes, soldados e escoteiros.
A Igreja Católica considera esses três arcanjos poderosos intercessores dos eleitos ao trono do Altíssimo. Durante as atribulações do cotidiano, eles costumam aconselhar-nos e auxiliar, além, é claro, de levar as nossas orações ao Senhor, trazendo as mensagens da Providência Divina. Preste atenção, ouça e não deixe de rezar para eles.
São Gabriel, arcanjo
Segundo o evangelho de são João, são sete os espíritos que atendem ao trono de Deus, tratando diretamente com ele e executando suas missões no universo. Gabriel é o arcanjo da Anunciação, aquele que usa a trombeta para levar as notícias. O seu nome significa “emissário do Senhor” e é o mais ligado aos acontecimentos da terra.
A maior preocupação deste arcanjo é desfazer conflitos e proporcionar aos seres humanos a capacidade de adaptação a todas as circunstâncias. É enviado à terra sempre com o objetivo de transmitir a luz divina e sensibilizar os adultos em relação às crianças e à própria humanidade. Este espírito puro do trono celeste é visto, citado e repetido tanto no Velho quanto no Novo Testamento.
Gabriel arcanjo foi o escolhido por Deus para acompanhar todo o advento da salvação, desde a revelação das profecias à anunciação da chegada do Messias, acompanhando-o durante toda a sua vida terrena, Paixão e Ressurreição. Além disso, é o portador da oração mais popular e mais querida do cristianismo: a ave-maria.
Vejamos algumas passagens do Evangelho de suas missões no evento que mudou a humanidade. Foi Gabriel arcanjo quem explicou ao profeta Daniel sua freqüente visão do carneiro e do bode. Foi ele, também, quem anunciou, ao mesmo profeta, a trajetória destinada a sua nação; a chegada do Messias, até a negação do mesmo por parte de seu povo, e sua morte na Terra.
Ele também apareceu ao sacerdote Zacarias, anunciando que sua mulher lhe daria um filho profeta, chamado João Batista, o precursor do Cristo. E como Zacarias duvidou, por ser velho e a mulher estéril, castigou-o com a perda da voz até que tudo se cumprisse.
O seu apogeu ocorreu na Anunciação à Virgem Maria sobre a encarnação do Filho de Deus. Suas primeiras palavras tornaram-se uma oração, aquela que todos recorrem para pedir a proteção, a bênção ou a intervenção de Nossa Senhora: “Alegra-te, Maria, cheia de graça. O senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres”. Contou-lhe, então, o que a esperava, a missão que lhe era confiada, preparou-a espiritualmente para entender a intervenção do Espírito Santo. Fazendo o mesmo com o justo José, seu esposo, que, graças à aparição de Gabriel, compreendeu o que se passava, entregando-se de corpo e alma àquela missão.
Os teólogos e a Igreja entendem que foi também missão deste arcanjo avisar aos pastores de Belém sobre a chegada do Messias; alertar os reis magos para que não voltassem a Jerusalém; dar a José a ordem de fugir para o Egito e, depois, retornar a Nazaré; consolar Jesus no horto das Oliveiras e anunciar às santas mulheres a Ressurreição do Cristo.
Gabriel arcanjo e seus anjos são os mensageiros das boas notícias, ajudam-nos a dar bom rumo e direção à nossa vida, dão-nos compreensão e sabedoria. É a ele que recorremos quando necessitamos desses dons. Por isso devemos, sempre, agradecer por sua colaboração com nossas sinceras orações, em especial nos dias 24 de março e 29 de setembro, quando é festejado por todo o Povo de Deus, a Igreja de Cristo.
São Rafael, arcanjo
O nome deste arcanjo vem do hebraico Rafa, sinônimo de cura, e El, que significa Deus. “Cura de Deus” ou “Curador divino”, este é o arcanjo Rafael, que é o chefe dos anjos da guarda, considerado o anjo da Providência, que vela por toda a humanidade. Este arcanjo cura todos os ferimentos da alma e do corpo e defende igualmente as criaturas, de qualquer raça ou classe social, perante Deus.
Rafael é um dos sete arcanjos que fazem parte do círculo mais próximo do Senhor, um de seus mensageiros. Foi o único, segundo as Escrituras, que assumiu a forma humana e viveu entre os seres humanos durante alguns meses.
Segundo o Antigo Testamento, no livro de Tobit, foi o arcanjo que acompanhou o jovem filho deste, como guia conhecedor da região, na longa e perigosa viagem que fez à Média, no Egito. Ele protegeu Tobias durante esse período e inspirou-o a casar-se com Sara, sua parenta, a qual curou de uma obsessão, além da cegueira de seu pai, Tobit. Depois disso, apresentou-se:
[…] chamou-os à parte e disse-lhes: “Bendizei a Deus e proclamai entre todos os viventes os bens que ele vos concedeu […] Eu sou Rafael, um dos sete anjos que estão sempre presentes e tem acesso junto à glória do Senhor […]” Pai e filho, cheios de espanto caíram com a face em terra, com grande temor. Mas ele lhes disse: “Não tenhais medo […] Se estive convosco, não foi por pura benevolência minha para convosco, mas por vontade de Deus […] E agora, bendizei ao Senhor sobre a terra e daí graças a Deus. Vou voltar para aquele que me enviou. Ponde por escrito tudo quanto vos aconteceu […]” (Tb 5-12).
Rafael arcanjo é o portador da virtude da cura, do dom da transformação, da beleza curativa que é sua função no mundo. Conduz a humanidade ensinando-lhe o caminho da defesa contra os males físicos e espirituais que a possa ameaçar. Motivo que o tornou padroeiro dos sacerdotes e dos médicos, embora não deixem de pedir-lhe amparo os viajantes, soldados e escoteiros. Pleno de misericórdia, suas virtudes espirituais estão sempre direcionadas para hospitais, instituições e lares, onde esses dons são necessários.
Entretanto ele tem um especial cuidado com os peregrinos, mas não só os que viajam, também aqueles que estão em peregrinação rumo a Deus. Rafael arcanjo protege-os e guia pelo caminho reto e seguro da vida, que é a Paixão de Cristo, onde encontramos a verdadeira felicidade e salvação eterna, cura completa do corpo e da alma. A Igreja celebrava-o, especialmente, no dia 24 de outubro. Desde 1969, sua festa passou para 29 de setembro, mas os devotos de todo o mundo veneram-no todos os dias, durante suas orações.
São Miguel, arcanjo
O nome Miguel tem o significado de uma pergunta: “Quem é um com Deus?”. Uma alusão bem clara do alto grau de convicção e fidelidade que este arcanjo tem no Altíssimo, ao qual atende diretamente no seu trono, comandando o seu exército de anjos. Por isso podemos traduzir seu nome como “semelhança de Deus”, já que semelhante não é um sinônimo de igual. Este espírito puro é também chamado e reconhecido como príncipe do céu e ministro de Deus. Seu nome é citado três vezes no Evangelho: no capítulo 12 do livro de Daniel, no capítulo 12 do livro do Apocalipse e na carta de são Judas.
Segundo a Bíblia, é um dos sete espíritos que assistem ao trono do Altíssimo. O profeta Daniel nomeia este arcanjo chamando-o de príncipe protetor dos judeus e depositário das profecias do Antigo Testamento. Sendo assim, Miguel torna-se, também, protetor especial de todos nós, filhos de Deus, pois a Igreja e o seu povo são herdeiros definitivos das revelações e dos mistérios divinos. Por isso Miguel arcanjo assumiu a posição de padroeiro da Igreja Católica.
Miguel arcanjo, protetor dos justos, é assim lembrado na passagem bíblica do Apocalipse. Pois nela se vê que houve uma batalha no céu e Miguel, com seu exército de anjos, teve de combater e vencer a primitiva serpente, chamada de satanás. A partir daquele momento, satanás não tinha mais lugar no céu e foi expulso para a terra, juntamente com seus anjos maus, os demônios. Assim começou a antiga batalha do bem contra o mal.
Espírito vigoroso, atravessa céus e terras inundando os seres humanos com os sentimentos de justiça e arrependimento. Ele intercede pelo nosso livre-arbítrio, defende-nos, pisando nos dragões da indecisão e da dúvida. E quando o invocamos, ele nos defende, com o grande poder que Deus lhe concedeu, para mantermos a serenidade, a fé e para perseverarmos na nossa missão dentro dos preceitos da Igreja de Cristo, até entrarmos na vida eterna.
Na carta de são Judas, lê-se: “O arcanjo Miguel, quando enfrentou o diabo, disse: ‘Que o Senhor o condene’”. Por isso Miguel arcanjo é representado nas artes vestindo armadura e atacando o dragão infernal. Segundo a tradição, foi este arcanjo quem libertou o apóstolo Pedro da prisão e o conduziu entre os guardas. A Igreja Católica tem uma grande devoção pelo arcanjo Miguel, e o comemora no dia 29 de setembro.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 29 de Setembro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 5, 1-2.5
Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus. Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
V. Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor
R. E para sempre proclamarei a sua fidelidade.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 26
O Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos o que pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.
V. A Vós, Senhor, se eleva a minha súplica:
R. Dai-me inteligência segundo a vossa palavra.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Cor 1, 21-22
Quem nos confirma em Cristo – a nós e a vós – é Deus. Foi Ele que nos concedeu a unção, nos marcou com um sinal e imprimiu em nossos corações o penhor do Espírito.
V. O Senhor é minha luz e salvação,
R. O Senhor é o protector da minha vida.
Oração
Senhor, que dais a maior prova do vosso poder quando perdoais e Vos compadeceis, derramai sobre nós a vossa graça, para que, correndo prontamente para os bens prometidos, nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Tes 2, 13-14
Devemos continuamente dar graças a Deus por vós, irmãos amados por Deus, porque Deus vos escolheu como primícias para serdes salvos pelo Espírito que santifica e pela fé na verdade. Foi para isso que Ele vos chamou por meio do Evangelho, para possuirdes a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
V. Infinita é a sua sabedoria.
R. Admirável é o seu poder.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.




