“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 3 DE OUTUBRO DE 2024
3 de outubro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 5 DE OUTUBRO DE 2024
5 de outubro de 2024SEXTA-FEIRA – SÃO FRANCISCO DE ASSIS – RELIGIOSO E PAI DA ECOLOGIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”: os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”), bem como a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://oraciondelashoras.blogspot.com/2024/10/4-de-octubre-viernes-xxvi-del-t.html>]
PRIMEIRA LEITURA
Do livro de Judite 12, 1-13, 5
O BANQUETE DE HOLOFERNES
Naqueles dias, Holofernes ordenou que Judite fosse levada para onde guardava os seus pratos de prata e ordenou que lhe servissem a mesma comida e o mesmo vinho. Mas Judith disse:
«Não os testarei, para não cair em pecado. Eu trouxe minhas provisões.
Holofernes perguntou-lhe:
«E se ficar sem o que tem, onde conseguiremos a mesma comida? Não há ninguém da sua raça entre nós.
Judite respondeu:
«Pela sua vida, alteza! Não terminarei o que trouxe antes que o Senhor cumpra seu plano através de mim.
Os oficiais de Holofernes levaram-na para a sua tenda. Judite dormiu até meia-noite, levantou-se antes do amanhecer e mandou esta mensagem para Holofernes:
“Senhor, ordena que eu possa sair e orar.”
Holofernes ordenou aos seus guardas que a deixassem sair. Foi assim que Judit passou três dias no acampamento. À noite, foi até o desfiladeiro de Betulia e lavou-se na fonte onde ficava o posto de guarda. Depois de se lavar, ele implorou ao Senhor, o Deus de Israel, que dirigisse seu plano para a exaltação de seu povo. Depois, purificada, ela voltou para sua tenda e lá ficou até que, por volta do pôr do sol, lhe trouxeram comida.
No quarto dia, Holofernes ofereceu um banquete exclusivo aos seus criados, sem convidar nenhum oficial, e disse ao eunuco Bagoas, que era seu mordomo:
«Vá ver se consegue convencer aquela hebreia sob sua responsabilidade a vir comer e beber conosco. Porque seria uma pena não aproveitar a oportunidade de dormir com aquela mulher. Se eu não a conquistar, ela vai rir de mim.
Bagoas saiu da presença de Holofernes, entrou em Judite e disse:
“Não tenha medo, esta bela jovem, de se apresentar ao meu senhor como uma convidada de honra, para beber e se alegrar conosco, passando o dia como uma mulher assíria daqueles que vivem no palácio de Nabucodonosor.”
Judite respondeu:
«Quem sou eu para contradizer meu senhor? Farei imediatamente o que lhe agrada; Será uma lembrança feliz para mim até o dia da minha morte.”
Ele se levantou para se preparar. Ele se vestiu e colocou todas as suas joias femininas. A sua criada entrou na frente e estendeu no chão, diante de Holofernes, o velo de lã que Bagoas lhe dera para que ali ficasse diariamente deitada enquanto comia. Judit entrou e sentou-se. Quando Holofernes a viu, ficou perturbado, e a sua paixão se agitou com um desejo violento de se unir a ela, pois desde a primeira vez que a viu esperava a oportunidade de seduzi-la, e disse-lhe:
«Vamos, querido; regozije-se conosco.”
Judite respondeu:
«Claro que beberei, senhor. “Hoje é o maior dia de toda a minha vida.”
E comeu e bebeu diante de Holofernes, levando o que a sua criada lhe preparara. Holofernes, entusiasmado por ela, bebeu muito vinho, como nunca tinha bebido em toda a sua vida. Quando ficou tarde, o pessoal de serviço saiu imediatamente. Bagoas fechou a loja pelo exterior, depois de ter mandado embora os empregados. Todos foram para a cama, exaustos de tanto beber. Apenas Judith e Holofernes ficaram na tenda, deitados na cama, completamente bêbados. Judit ordenou à empregada que ficasse do lado de fora do quarto e esperasse por ela na saída como nos outros dias. Ele havia dito que sairia para fazer a oração e havia conversado sobre isso com Bagoas.
RESPONSÓRIO Cf. Jdt 16, 16. 7; Senhor 36, 18; cf. Jd 6, 15
R. Senhor, tu és grande e glorioso, tu que deste a salvação pela mão de uma mulher. * Ouça o apelo de seus servos.
V. Bem-aventurado és tu, Senhor, que não abandonas aqueles que confiam em ti, e derrubas aqueles que se vangloriam do seu poder.
R. Ouça o apelo dos seus servos.
SEGUNDA LEITURA
Das Cartas de São Francisco de Assis, dirigidas a todos os fiéis
(Opúsculos, edição Quaracchi [Florença], 1949, 87-94)
DEVEMOS SER SIMPLES, HUMILDES E PUROS
A vinda ao mundo do Verbo do Pai, tão digno, tão santo e tão glorioso, foi anunciada pelo Pai Altíssimo, pela boca do seu santo arcanjo Gabriel, à santa e gloriosa Virgem Maria, de cujo ventre ele recebeu uma natureza humana autêntica, frágil como a nossa. Ele, sendo rico além de qualquer consideração, quis escolher a pobreza, junto com sua mãe santíssima. E, à medida que a sua paixão se aproximava, ele celebrou a Páscoa com os seus discípulos. Depois orou ao Pai, dizendo: Meu Pai, se for possível, passe de mim este cálice.
No entanto, ele submeteu a sua vontade à do Pai. E a vontade do Pai era que seu bendito e glorioso Filho, que ele deu por nós e que nasceu para nós, se oferecesse como sacrifício e vítima no altar da cruz, com seu próprio sangue, não por si mesmo, para quem todas as coisas foram feitas, exceto pelos nossos pecados, deixando-nos o exemplo para que sigamos os seus passos. E ele quer que todos nós sejamos salvos por meio dele e o recebamos com um coração puro e um corpo casto.
Quão felizes e bem-aventurados são aqueles que amam o Senhor e cumprem o que o próprio Senhor diz no Evangelho: Amarás o Senhor, o teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma e ao teu próximo como a ti mesmo! Amemos então a Deus e o adoremos com um coração puro e uma mente pura, pois ele nos mostra qual é o seu maior desejo, quando diz: Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Pois todos os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade. E dirijamos-lhe o nosso louvor e oração, dia e noite, dizendo: Pai nosso, que estás nos céus; porque devemos orar sempre e nunca desistir.
Procuremos também produzir frutos de verdadeiro arrependimento. E amemos o nosso próximo como a nós mesmos. Tenhamos caridade e humildade e demos esmolas, pois isso lava as almas da sujeira do pecado. Na verdade, os homens perdem tudo o que deixam neste mundo; Levam consigo apenas a recompensa da sua caridade e das esmolas que praticaram, pelas quais receberão do Senhor a recompensa e uma remuneração digna.
Não devemos ser sábios e prudentes segundo a carne, mas sim simples, humildes e puros. Nunca devemos desejar estar acima dos outros, mas, pelo contrário, devemos, seguindo o exemplo do Senhor, viver como servos e submissos a cada criatura humana, movidos pelo amor de Deus. O Espírito do Senhor repousará sobre aqueles que assim agem e perseveram até o fim, e fará deles o lugar de sua estadia e sua habitação, e serão filhos do Pai celestial, cujas obras imitam; Eles são os maridos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO Mt 5, 3-4. 6
R. Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. *Bem-aventurados os sofredores, porque herdarão a terra.
V. Bem-aventurados os que têm fome e sede de serem justos, porque serão satisfeitos.
R. Bem-aventurados os sofredores, porque herdarão a terra.
ORAÇÃO.
VAMOS ORAR,
Senhor Deus, que no pobre e humilde Francisco de Assis deste à tua Igreja uma imagem viva de Jesus Cristo, faze-nos, seguindo o seu exemplo, imitar o teu Filho e viver, como este santo, unidos a ti na alegria do amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que vive e reina convosco na unidade do Espírito Santo e é Deus, para todo o sempre.
Amém
CONCLUSÃO
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Agradeçamos a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://oraciondelashoras.blogspot.com/2024/10/4-de-octubre-viernes-xxvi-del-t.html>]
LEITURA BREVE
Rm 12, 1-2
Exorto-vos, pela misericórdia de Deus, a apresentarem os vossos corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus; Esta é a sua adoração razoável. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que saibais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que é agradável, o que é perfeito.
BREVE RESPONSÓRIO
V. Ele carrega a lei de seu Deus em seu coração.
R. Ele carrega a lei do seu Deus no coração.
V. E seus passos não hesitam.
R. Ele carrega a lei do seu Deus no coração.
V. Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.
R. Ele carrega a lei do seu Deus no coração.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4509-liturgia-de-04-de-outubro-de-2024>]
SEXTA FEIRA – SÃO FRANCISCO DE ASSIS – RELIGIOSO E PAI DA ECOLOGIA
(branco, pref. comum ou dos santos – ofício da memória)
Antífona
– Francisco de Assis, homem de Deus, deixou sua casa, abandonou sua herança e se fez pobre e desvalido. O Senhor, porém, o acolheu.
Coleta
– Ó Deus, que concedestes a São Francisco de Assis assemelhar-se ao Cristo na pobreza e na humildade, concedei que, trilhando o mesmo caminho, sigamos fielmente o vosso Filho e vivamos unidosa vós na perfeita alegria. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
1ª Leitura: Jó 38,1.12-21;40,3-5
Salmo Responsorial: Sl 139,1-3.7-8.9-10.13-14ab (R: 24b)
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 139,1-3.7-8.9-10.13-14ab (R: 24b)
– Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
– Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos.
R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
– Em que lugar me ocultarei de vosso espírito? E para onde fugirei de vossa face? Se eu subir até os céus, ali estais; se eu descer até o abismo, estais presente.
R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
-Se a aurora me emprestar as suas asas,para eu voar e habitar no fim dos mares; mesmo lá vai me guiar a vossa mão e segurar-me com firmeza a vossa destra.
R:Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
– Fostes vós que me formastes as estranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graça, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras!
R:Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 10,13-16
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-xxvi-do-tempo-comum-9/>]
Leitura I Jb 38, 1.12-21; 40, 3-5
O Senhor falou a Job do meio da tempestade: «Porventura alguma vez na vida deste ordens à manhã e marcaste à aurora o seu lugar, para que ela agarre as extremidades da terra e dela sacuda os malfeitores? Deste ordens à terra para ela se moldar como a argila debaixo do sinete e tingir-se como um vestido, recusando a luz aos malfeitores e quebrando a força do braço erguido? Acaso desceste às nascentes do mar e andaste pelo fundo do abismo? Foram-te abertas as portas da morte e viste os portões do país das trevas? Abrangeste com o olhar a extensão do mundo? Fala, se sabes tudo isto. Qual é o caminho para a morada da luz e onde residem as trevas, para que as possas levar aos seus domínios e ensinar-lhes o caminho da sua casa? Certamente deves saber isto, porque então já eras nascido e é grande o número dos teus anos!…». Job respondeu ao Senhor: «Sinto-me tão pequeno: que poderei responder-Vos? Ponho a mão sobre a minha boca. Falei uma vez, não replicarei; falei duas vezes, nada mais acrescentarei».
Compreender a palavra
Job escuta a voz de Deus que, com a sua razão, lhe mostra que ele não sabe nada diante do conhecimento de Deus. Ele criou os céus, a terra e todas as coisas que os homens podem contemplar e, onde estava Job enquanto Deus fazia tudo isto? “Fala se sabes tudo isto”, diz Deus a Job. Diante das palavras do Senhor, Job não podia senão prostrar-se humilde e reconhecer a verdade. Deus é maior do que ele e diante de Deus ele é demasiado pequeno. Como pode ele discutir com Deus? Por isso, sentindo que falou demais, responde: «Sinto-me tão pequeno: que poderei responder-Vos? Ponho a mão sobre a minha boca. Falei uma vez, não replicarei; falei duas vezes, nada mais acrescentarei».
Meditar a palavra
Diante das circunstâncias da vida entendemos que temos sempre razão porque não paramos para olhar bem dentro de nós, avaliar a situação, perceber o lugar dos outros e o lugar de Deus nas coordenadas da nossa vida. Para Job era injusto todo aquele sofrimento e Deus que o tinha permitido era o culpado, porque ele, Job, não tinha qualquer culpa. Deus fá-lo ver que não é dono da verdade e não sabe tudo. Deus conhece os mistérios de toda a criação, conhece cada criatura e conhece-o a ele. Diante de Deus ninguém é justo. Como Job, também nós devemos parar para pensar e reconhecer como somos pequenos. Tapar a boca com a mão. Calar todo o nosso ser e deixar Deus falar porque só ele tem a razão.
Rezar a palavra
Senhor, que as minhas palavras não sejam arma contra ninguém e não sirvam para discutir contigo as razões da minha vida. Que em vez de palavras eu saiba fazer o silêncio necessário para acolher a tua voz e reconhecer a verdade da tua presença na minha vida. Tapa a minha boca com a tua mão e trava o meu coração para que siga humildemente pelos teus caminhos.
Compromisso
A razão de Deus está acima das minhas decisões e das minhas exigências.
Evangelho Lc 10, 13-16
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado os milagres que em vós se realizaram, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre a cinza. Assim, no dia do Juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós. E tu, Cafarnaum, serás elevada até ao céu? Até ao inferno é que descerás. Quem vos escuta, escuta-Me a Mim; e quem vos rejeita, rejeita-Me a Mim. Mas quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou».
Compreender a palavra
Estas palavras de Jesus estão imediatamente a seguir ao envio dos setenta e dois discípulos. O anúncio do Reino é para todos, mas nem todos recebem esse anúncio. Muitos não querem ouvir e os que ouvem, não acolhem. Jesus lamenta-se por causa das cidades onde ele anunciou a chegada do Reino confirmada com milagres e onde não aconteceu a adesão esperada. Na sua lamentação compara estas cidades com outras, que eram tidas como cidades manchadas pelo pecado e onde proliferavam muitos pagãos que influenciavam o povo com a sua cultura e as suas ideias. Jesus aproveita para mostrar como é grave o pecado de não acolher a palavra por ele anunciada. Aquelas cidades, Tiro e Sidónia, marcadas pelo paganismo, responderiam melhor se nelas tivesse sido feito o anúncio que foi feito em Corazim, Betsaida e Cafarnaúm. A afirmação final mostra que as palavras de Jesus continuam presentes naqueles que ele envia em seu nome.
Meditar a palavra
Diante desta palavra só posso sentir que Jesus fala para mim. Aderir de coração e colocar a vida toda na disponibilidade do serviço ao Reino de Deus que se implanta em nós e entre nós, não é tarefa fácil. Jesus quer entrega total e absoluta e muitas vezes esta disponibilidade encontra-se naqueles que nunca ouviram falar dele. Para mim parece que já nada é novidade. Corro o risco de não me deixar entusiasmar com o que Jesus me diz nem com as propostas que me faz. Por mais palavras e milagres que aconteçam diante de mim, posso tornar-me insensível e não acreditar o suficiente para avançar com Jesus. Não quero rejeitar Jesus e, diretamente, não o faço, mas também não me entrego totalmente ao seu projeto.
Rezar a palavra
Ai de mim, Senhor, que não me decido em seguir-te para onde quer que fores. Ai de mim que faço contas à vida para ver se fico com uma boa posição. Ai de mim, Senhor, que não posso pensar em perder. Ai de mim que vivo satisfeito com a pequena adesão intelectual à tua palavra e não me decido a vivê-la. Ensina-me, Senhor, o segredo que dá segurança aos que te seguiram ao longo dos séculos e continua a dar segurança aos que deixaram tudo para te seguir. Também eu quero ser um desses que se entusiasmam de coração com a tua proposta de vida eterna.
Compromisso
Vou pensar seriamente na minha vida para ver o que me custa mais deixar e me está a impedir de aderir ao projeto de Jesus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-04-de-outubro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 04 de Outubro
Postado em: por: marsalima
São Francisco de Assis
Filho de comerciantes, Francisco Bernardone nasceu em Assis, na Umbria, em 1182. Nasceu em berço de ouro, pois a família tinha posses suficientes para que levasse uma vida sem preocupações. Não seguiu a profissão do pai, embora este o desejasse. Alegre, jovial, simpático, era mais chegado às festas, ostentando um ar de príncipe que encantava.
Mas mesmo dado às frivolidades dos eventos sociais, manteve em toda a juventude profunda solidariedade com os pobres. Proclamava jamais negar uma esmola, chegando a dar o próprio manto a um pedinte por não ter dinheiro no momento. Jamais se desviou da educação cristã que recebeu da mãe, mantendo-se casto.
Francisco logo percebeu não ser aquela a vida que almejava. Chegou a lutar numa guerra, mas o coração o chamava à religião. Um dia, despojou-se de todos os bens, até das roupas que usava no momento, entregando-as ao pai revoltado. Passou a dedicar-se aos doentes e aos pobres. Tinha vinte e cinco anos e seu gesto marcou o cristianismo. Foi considerado pelo papa Pio XI o maior imitador de Cristo em sua época.
A partir daí viveu na mais completa miséria, arregimentando cada vez mais seguidores. Fundou a Primeira Ordem, os conhecidos frades franciscanos, em 1209, fixando residência com seus jovens companheiros numa casa pobre e abandonada. Pregava a humildade total e absoluta e o amor aos pássaros e à natureza. Escreveu poemas lindíssimos homenageando-a, ao mesmo tempo que acolhia, sem piscar, todos os doentes e aflitos que o procuravam. Certa vez, ele rezava no monte Alverne com tanta fé que em seu corpo manifestaram-se as chagas de Cristo.
Achando-se indigno, escondeu sempre as marcas sagradas, que só foram descobertas após a sua morte. Hoje, seu exemplo muito frutificou. Fundador de diversas ordens, seus seguidores ainda são respeitados e imitados.
Franciscanos, capuchinhos, conventuais, terceiros e outros são sempre recebidos com carinho e afeto pelo povo de qualquer parte do mundo.
Morreu em 4 de outubro de 1226, com quarenta e quatro anos. Dois anos depois, o papa Gregório IX o canonizou. São Francisco de Assis viveu na pobreza, mas sua obra é de uma riqueza jamais igualada para toda a Igreja Católica e para a humanidade. O Pobrezinho de Assis, por sua vida tão exemplar na imitação de Cristo, foi declarado o santo padroeiro oficial da Itália. Numa terra tão profundamente católica como a Itália, não poderia ter sido outro o escolhido senão são Francisco de Assis, que é, sem dúvida, um dos santos mais amados por devotos do mundo inteiro.
Assim, nada mais adequado ter ele sido escolhido como o padroeiro do meio ambiente e da ecologia. Por isso que no dia de sua festa é comemorado o “Dia Universal da Anistia”, o “Dia Mundial da Natureza” e o “Dia Mundial dos Animais”. Mas poderia ser, mesmo, o Dia da Caridade e de tantos outros atributos. A data de sua morte foi, ao mesmo tempo, a do nascimento de uma nova consciência mundial de paz, a ser partilhada com a solidariedade total entre os seres humanos de boa vontade, numa convivência respeitosa com a natureza.
São Petrônio
Petrônio era descendente da nobre e influente família Petrônia, de cônsules romanos, o que lhe propiciou ocupar cargos importantes na política. Alguns historiadores afirmam que era cunhado do imperador Teodósio II, apelidado de o Moço.
Ao certo, temos que foi ordenado sacerdote pelo bispo de Milão, santo Ambrósio, no ano 421. Até então, levava uma vida fútil e mundana na Gália, atual França, quando teve uma profunda crise existencial e largou tudo para vestir o hábito.
Até por isso ele foi usado como exemplo por Euquério, bispo de Lyon. Em carta a um cunhado, o bispo diz que ele deveria agir como Petrônio, que largou a Corte para abraçar o serviço de Deus.
Mais tarde, Petrônio foi nomeado o oitavo bispo de Bolonha. Um dos melhores, porque marcou seu mandato nos dois planos, espiritual e material. Conduziu seu rebanho nos caminhos do cristianismo, mas também trabalhou muito na reconstrução da cidade, destruída por ordem do imperador Teodósio I, chamado o Grande. Uma antiga tradição local conta que Petrônio teria sido nomeado e consagrado pelo próprio papa Celestino I, no ano 430. O pontífice teve um sonho, no qual são Pedro o auxiliou nessa escolha.
Contudo a nomeação foi perfeita, pois Petrônio enfrentou até invasões dos povos bárbaros durante a reconstrução. E não deixou o povo esmorecer, revigorando a fé e estimulando o trabalho duro. Depois de sua morte, em 480, a população passou a venerá-lo como padroeiro de Bolonha, guardando-o com carinho e respeito no coração.
Para conservar as suas relíquias, construíram uma das mais grandiosas basílicas do cristianismo, bem no centro da cidade. Iniciada em 1390, a construção demorou muitos anos para ser concluída, embora, de geração em geração, venha sendo embelezada por pintores e escultores de grande renome.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 4 de Outubro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 1, 31b
O Senhor conduziu-vos, como um pai conduz o seu filho, por todo o caminho por onde andastes até chegar a este lugar.
V. Amparai-me, Senhor, segundo a vossa promessa, para que eu viva
R. E não seja confundido em minha esperança.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que na hora de Tércia fostes levado ao suplício da cruz pela salvação do mundo, ajudai-nos a chorar os pecados da vida passada e a evitar as faltas no futuro. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Bar 4, 28-29
Quisestes apartar-vos de Deus: ponde agora dez vezes mais zelo em procurá-l’O. Aquele que sobre vós fez cair a catástrofe, dar-vos-á, com a libertação, a alegria eterna.
V. No Senhor está a misericórdia
R. E com Ele abundante redenção.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que à luz do meio-dia, enquanto as trevas envolviam o mundo, subistes à cruz para nossa salvação, concedei-nos sempre a vossa luz, para que ilumine os nossos caminhos e nos conduza à vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 1, 13-15
Não foi Deus quem fez a morte, nem Ele se alegra com a perdição dos vivos. Pela criação deu o ser a todas as coisas, e o que nasce no mundo destina-se ao bem. Em nada existe o veneno que mata, nem o poder da morte reina sobre a terra, porque a justiça é imortal.
V. O Senhor salvou a minha vida da morte,
R. Para andar na presença do Senhor, à luz da vida.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, suspenso na cruz, recebestes no reino eterno o ladrão arrependido, aceitai benignamente a humilde confissão das nossas culpas e abri-nos também a nós, depois da morte, as portas do paraíso. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rm 8, 28-30
Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus: aqueles a quem Ele chamou segundo o seu desígnio. Deus predestinou aqueles que escolheu para serem a imagem de seu Filho, para que ele fosse o primogênito de muitos irmãos. Aqueles a quem ele predestinou, ele chamou; aqueles que ele chamou, ele justificou; aqueles a quem justificou, ele glorificou.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor é justo e ama a justiça.
R. O Senhor é justo e ama a justiça.
V. Os bons verão seu rosto.
R. O Senhor é justo e ama a justiça.
V. Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.
R. O Senhor é justo e ama a justiça.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


