“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE OUTUBRO DE 2024
28 de outubro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 30 DE OUTUBRO DE 2024
30 de outubro de 2024TERÇA-FEIRA – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Do Livro da Sabedoria 3, 1-19
Os justos possuirão o reino
As almas dos justos estão na mão de Deus
e nenhum tormento os atingirá.
Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido;
a sua saída deste mundo foi considerada uma desgraça,
e a sua partida do meio de nós um aniquilamento.
Mas eles estão em paz.
Aos olhos dos homens eles foram atormentados,
mas a sua esperança estava cheia de imortalidade.
Depois de leve pena, terão grandes benefícios,
porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de Si.
Experimentou-os como ouro no crisol
e aceitou-os como sacrifício de holocausto.
No tempo da sua recompensa, eles hão-de brilhar
e propagar-se como centelhas através da palha.
Hão-de governar as nações e dominar os povos,
e o Senhor reinará sobre eles eternamente.
Os que n’Ele confiam compreenderão a verdade,
e os que Lhe são fiéis permanecerão com Ele no amor,
pois a graça e a misericórdia são para os seus santos,
e a sua vinda será benéfica para os seus eleitos.
Mas os ímpios terão o castigo que merecem os seus projectos,
uma vez que menosprezaram o justo
e se afastaram do Senhor.
Porque é um desgraçado aquele que despreza
a sabedoria e a disciplina;
é vã a sua esperança, baldados os seus esforços,
inúteis as suas obras.
Suas mulheres são insensatas, perversos os seus filhos,
maldita a sua descendência.
Feliz a mulher estéril mas pura de toda a mancha,
que não manchou o seu tálamo,
porque terá o seu fruto quando as almas forem julgadas.
Feliz o eunuco cujas mãos não praticaram a iniquidade
nem concebeu pensamentos perversos contra o Senhor,
pois lhe será dado um prémio pela sua fidelidade
e um lugar de honra no templo do Senhor.
O fruto dos bons trabalhos é cheio de glória
e a raiz da inteligência é imortal.
Mas os filhos dos adúlteros não prosperarão
e a descendência ilegítima desaparecerá.
Ainda que tenham vida longa, não serão estimados
e finalmente a sua velhice será sem honra.
Se morrerem cedo, não terão esperança
nem consolação no dia do juízo;
é terrível o fim duma geração injusta.
RESPONSÓRIO Sab 3, 6-7a.9
R. O Senhor experimentou os seus eleitos como ouro no crisol e aceitou-os como sacrifício de holocausto; * A graça e a misericórdia são para os eleitos de Deus.
V. Os que n’Ele confiam compreenderão a verdade, e os que Lhe são fiéis permanecerão no seu amor. * A graça e a misericórdia são para os eleitos de Deus.
SEGUNDA LEITURA
Da Carta de São Clemente I, papa, aos Coríntios
(Cap. 24, 1-5; 27, 1 – 29, 1: Funk 1, 93-97) (Sec. I)
Deus é fiel às suas promessas
Consideremos, amados irmãos, como o Senhor nos manifesta continuamente a verdade da nossa futura ressur reição, cujas primícias realizou em Nosso Senhor Jesus Cristo, ressuscitando-O de entre os mortos. Pensemos, amados irmãos, na ressurreição que nos mostra a lei do tempo. O dia e a noite falam-nos da ressurreição. Vai-se a noite e desponta o dia; morre o dia e vem a noite. Tomemos como exemplo os frutos da terra. Como se faz a sementeira e como germina a semente? Sai o semeador e lança a semente à terra. Os grãos da semente, secos e nus, caem na terra e desagregam-se; mas a maravilhosa providênciado Senhor fá-los ressuscitar desta mesma desagregação, e de um só grão nascem muitos, que crescem e dão fruto.
Com esta esperança, unam-se as nossas almas Àquele que é fiel às suas promessas e justo em seus juízos. Quem nos proíbe mentir, certamente não mentirá. Nada é impossível a Deus, excepto a mentira. Reavive-se, portanto, a nossa fé n’Ele e acreditemos que tudo Lhe é possível.
Com uma palavra da sua majestade criou o universo e também com uma palavra pode reduzi-lo a nada. Quem ousaria perguntar‑Lhe: Que fizestes? Ou quem poderia opor‑se ao seu poder? Ele faz todas as coisas quando quer e como quer, e nada do que Ele decretou ficará por cumprir. Tudo está na sua presença e nada se opõe à sua vontade; porque os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos; um dia transmite ao outro esta mensagem e a noite a dá a conhecer à outra noite; não são palavras nem linguagem cujo sentido se não perceba.
Se Ele tudo vê e tudo ouve, vivamos em santo temor e afastemo-nos de todo o desejo impuro das obras más, a fim de que a sua misericórdia nos defenda no dia do juízo que há-de vir. Para onde poderíamos fugir da sua mão omnipotente? Que mundo poderia acolher um desertor de Deus? Diz algures a Sagrada Escritura: Para onde irei? Onde poderei evitar a vossa presença? Se subir ao céu, Vós lá estais; se voar para as extremidades da terra, ali está a vossa direita; se descer aos abismos, aí encontrarei o vosso espírito. Em que lugar, portanto, poderia alguém refugiar-se para escapar Àquele que tudo abrange?
Aproximemo-nos de Deus com a alma santificada, erguendo para Ele as nossas mãos puras e sem mancha; amemos o nosso Pai benigno e misericordioso, que nos escolheu para sermos a sua herança.
RESPONSÓRIO cf. Est 4, 17 c. 17 d; cf. 17 hh
R. Senhor do universo, Rei todo-poderoso, tudo está sujeito ao vosso poder, e ninguém pode resistir à vossa vontade. * Salvai-nos pela vossa misericórdia.
V. Vós fizestes o céu e a terra e todas as maravilhas do universo. * Salvai-nos pela vossa misericórdia.
Oração
Deus eterno e omnipotente, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade; e para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que mandais. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 4-5
Vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que o dia do Senhor vos surpreenda como um ladrão, porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Escutai, Senhor, a minha voz: Eu espero na vossa palavra.
R. Escutai, Senhor, a minha voz: Eu espero na vossa palavra.
V. Desde a aurora, imploro o vosso auxílio.
R. Eu espero na vossa palavra.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Escutai, Senhor, a minha voz: Eu espero na vossa palavra.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4534-liturgia-de-29-de-outubro-de-2024>]
TERÇA FEIRA – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)
Antífona
– Exulte o coração que busca a Deus. Procurai o Senhor e seu poder, buscai constantemente a sua face (Sl 104, 3s).
Coleta
– Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e, para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que prometeis. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Ef 5,21-33
– Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 21vós, que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. 22As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. 23Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. 24Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. 25Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. 26Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. 27Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. 28Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 29Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; 30e nós somos membros do seu corpo! 31Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. 32Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. 33Em todo caso, cada um, no que lhe toca, deve amar a sua mulher como a si mesmo; e a mulher deve respeitar o seu marido.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 128,1-2.3.4.5 (R: 1a)
– Felizes todos os que respeitam o Senhor!
R: Felizes todos os que respeitam o Senhor!
– Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem!
R: Felizes todos os que respeitam o Senhor!
– A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa.
R: Felizes todos os que respeitam o Senhor!
– Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.
R: Felizes todos os que respeitam o Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelastes os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 13,18-21
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/terca-feira-da-semana-xxx-do-tempo-comum-10/>]
Leitura I Ef 5, 21-33
Irmãos: Sede submissos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres submetam-se aos maridos como ao Senhor, porque o marido é a cabeça da mulher, como Cristo é a cabeça da Igreja, seu Corpo, do qual é o Salvador. Ora, como a Igreja se submete a Cristo, assim também as mulheres se devem submeter em tudo aos maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela. Ele quis santificá-la, purificando-a no batismo da água pela palavra da vida, para a apresentar a Si mesmo como Igreja cheia de glória, sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante, mas santa e imaculada. Assim devem os maridos amar as suas mulheres, como os seus corpos. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Ninguém, de facto, odiou jamais o seu corpo, antes o alimenta e lhe presta cuidados, como Cristo à Igreja; porque nós somos membros do seu Corpo. Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua mulher, e serão dois numa só carne. É grande este mistério, digo-o em relação a Cristo e à Igreja. Portanto, cada um de vós ame a sua mulher como a si mesmo e a mulher respeite o marido.
Compreender a palavra
As palavras de Paulo relativamente à relação que deve existir entre os crentes e depois também entre mulher e marido têm como ponto de partida a relação de Cristo com a Igreja. Ora nós sabemos, e Paulo também o refere, Cristo entregou-se, deu toda a sua vida por amor. A Igreja nasce e vive deste amor dado, entregue, sofrido, gasto. Assim, diz Paulo, devemos fazer todos. Paulo serve-se da expressão “submissão”, “submeter”, “sede submissos”. Esta expressão significa “alinhar” como se alinham as dobradiças de uma porta. Por outro lado, esta atitude que Paulo refere ser necessária, tem a ver com o amor. Submetei-vos ao amor, no amor. Só no amor tem sentido a relação de Cristo com a Igreja, só no amor tem sentido a nossa relação como crentes e só no amor tem sentido a relação da mulher com o marido. Por isso Paulo manda aos maridos que amem as esposas como Cristo amou a Igreja. E como amou Cristo a Igreja? Santificou-a, purificou-a para a apresentar a si mesmo cheia de glória, sem mancha nem ruga, mas santa e imaculada.
Meditar a palavra
Alinhar-se no amor, submeter-se ao amor não é submeter-se ao outro. A liberdade do amor há levar-nos a alinhar a vida uns com os outros, na preocupação mútua de não satisfazermos os nossos desejos nem interesses, mas para que os outros sejam santificados, purificados, apresentados a Deus cheios de glória, sem mancha nem ruga, mas santos e imaculados. Dentro ou fora do matrimónio a preocupação não devemos ser nós, mas os outros. A preocupação não deve ser o cumprimento de normas e regras que nos são impostas pela sociedade, mas o desejo de que o outro seja santo, puro, sem macha para o apresentar a Deus. Esse é também o sentido do matrimónio, um sacramento em que, no amor, os dois se ajudam e não se prejudicam, para fazerem juntos no amor o caminho da santidade. Mais importante do que durar a vida toda é ser caminho onde todos se sentem bem, livres, amados, realizados, a crescer na santidade. Está aqui um bom exercício para a consciência.
Rezar a palavra
O teu exemplo, Senhor, é demasiado difícil para que nos decidamos a imitar-te. O amor, dado, entregue, gasto, sofrido por ti, pelo outro, sem pensar em nós é demasiado para a nossa pobre maneira de pensar. Abdicar de nós, das nossas ideias, da nossa vontade e dos nossos desejos e critérios e colocar o outro como centro do amor, isso é demais para nós. Temos ainda um caminho longo a fazer para podermos aproximar-nos de um amor como o teu.
Compromisso
Vencer os nossos critérios é o caminho para amarmos com o amor gratuito com que Deus nos ama.
Evangelho Lc 13, 18-21
Naquele tempo, disse Jesus: «A que é semelhante o reino de Deus, a que hei de compará-lo? É semelhante ao grão de mostarda que um homem tomou e lançou na sua horta. Cresceu, tornou-se árvore e as aves do céu vieram abrigar-se nos seus ramos». Jesus disse ainda: «A que hei de comparar o reino de Deus? É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado».
Compreender a palavra
Depois de curar a mulher na sinagoga, perante o olhar crítico das autoridades e a alegria da multidão, Jesus conta duas parábolas para explicar o que é o Reino de Deus. As parábolas são introduzidas pelas perguntas: “A que é semelhante o reino de Deus, a que hei de compará-lo?”. A pergunta é nitidamente para chamar a atenção sobre o que vem a seguir, para criar curiosidade e interesse pela mensagem que se quer transmitir. A comparação, quer de uma parábola quer de outra, é necessariamente exagerada. A semente é a mais pequena, mas fará surgir uma árvore que abriga os pássaros. O fermento é diminuto em relação à massa, mas leveda-a toda. O Reino é assim algo que começa na pequenez, imperceptível, no silêncio da semente lançada à terra e no mistério que a faz crescer e durante o repouso da massa. Tudo parece sem vida até que se vê o resultado. O Reino aparecerá com toda a sua força quando menos se esperar. Com estas imagens Jesus quer dizer que o Reino chegará a todos e a todos transformará.
Meditar a palavra
Parece-me tantas vezes que não acontece nada, que os sinais se apagaram, que os profetas se calaram e que o Espírito perdeu a força. Mas sou confrontado tantas vezes com o milagre que rompe o silêncio do mundo. Aquela pessoa, aquela família, aquela situação que parecia impossível de surpreender, sem se saber como nem porquê, surge cheia do Espírito de Deus e com que “violência”. É o Reino a romper a massa; é a planta a rasgar a terra onde menos se espera; é o mistério do Reino que acontece sem que saibamos como.
Rezar a palavra
Senhor, sabes que eu quero que tudo aconteça depressa, que tudo se veja e apareça em grande. Sabes que me custa esperar e me atormenta o silêncio porque não sei o que vai acontecer, se vai germinar ou não, se vai dar fruto ou não. Tenho tanto medo que não aconteça nada e tenha sido em vão o esforço realizado. Tenho medo da inutilidade das minhas ações. Creio que tudo tem que acontecer por mim, pela minha ação, com a minha decisão. Só tu podes serenar o meu espírito aventureiro que não me deixa esperar no silêncio da noite, no silêncio da massa, no silêncio da terra que faz germinar a semente do teu Reino no coração dos homens. Ensina-me o silêncio da semente.
Compromisso
Sei que a oração é o lugar do silêncio, mas nem sempre dedico tempo à oração. Vou programar um tempo novo de oração, com mais decisão e com melhor proveito para acolher Deus no silêncio do meu coração.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-29-de-outubro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 29 de Outubro
Postado em: por: marsalima
Caetano Errico (Bem Aventurado)
A cidade de Secondigliano, grande e populosa, do norte de Nápoles, Itália, é mais conhecida como uma região de mafiosos do que de santos.
Os problemas dos seus habitantes são inúmeros, entre os quais estão as facções da máfia, a corrupção social e política que, somados, desestruturam o sistema de serviços e a consciência, propiciando a formação de gangues de todos os tipos de tráficos. Mas ela também tem boas obras. Como a de padre Caetano Errico, que fundou, em 1833, a Congregação dos “Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria”.
A estátua de padre Caetano é bem visível de qualquer ângulo da cidade. Com a mão direita, ele abençoa; com a esquerda, empunha o crucifixo. A sua figura é imponente, não apenas pela beleza plástica da escultura. Ele era, realmente, um homem grande, alto e bem forte, um gigante na santidade e na figura humana.
Em 1791, essa cidade era pequena, uma planície com muito ar puro e úmido no final da tarde, chamada de Casale Régio da Cidade de Nápoles. Foi nesse ano que Caetano Errico nasceu, no dia 19 de outubro, o segundo dos nove filhos de Pasqual, modesto fabricante de macarrão, e de Maria. Quando mostrou vocação para a vida religiosa, logo obteve apoio da família. Aos dezesseis anos, ingressou no seminário e, em 1815, recebeu a ordenação sacerdotal.
Desde então, seu apostolado foi todo feito na igreja paroquial de São Cosme e São Damião, da sua cidade natal.
Em 1818, durante a pregação, teve inspiração divina para fundar uma congregação religiosa. Iniciou, imediatamente, pela construção de uma igreja dedicada a Nossa Senhora das Dores. Entre inúmeras dificuldades, a igreja foi erguida e abençoada doze anos depois, em 1830. Mas teve de esperar outros cinco anos para adquirir a imagem de madeira de Nossa Senhora das Dores e colocá-la no altar, onde permanece até hoje.
Além do trabalho pastoral da igreja, agora Caetano se ocupava com a construção da Casa para abrigar a nova congregação de padres. Decidiu que seria dedicada em honra dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. E nela empenhou toda a sua vida, que durou sessenta e nove anos de idade. Morreu em 29 de outubro de 1860.
Padre Caetano Errico foi homem de oração, de penitência, dedicava muito tempo ao atendimento das confissões e auxiliava materialmente, com suas obras, os marginalizados e pobres de toda a cidade e redondeza. Hoje, essa herança é distribuída através dos padres Missionários dos Sagrados Corações. Mas a memória e veneração a padre Caetano está muito presente e ainda é muito forte na população.
O culto e as graças atribuídas à sua santidade começaram quando ele ainda estava no seu leito de morte. Tanto que no interior da Casa-mãe da Congregação foi preciso instalar um museu para abrigar as doações dos elementos testemunhais dos devotos, que lembram as graças alcançadas. E é curioso como o povo não permite que a imagem do fundador seja retirada do altar, onde foi colocada, para a sua simples apresentação, quando chegou. Era para ficar no museu, mas todos a querem ver ali, ao lado de Nossa Senhora das Dores.
O papa João Paulo II proclamou bem-aventurado Caetano Errico em 2002, e designou o dia de sua morte para a homenagem litúrgica.
São Narciso
Os registros da Igreja revelam que na diocese de Jerusalém houve um bispo que foi eleito com quase cem anos de idade. E que ele teria morrido com mais de cento e dezesseis anos. Um fato raro na história da Igreja Católica.
Trata-se de Narciso, que não era judeu e teria nascido no ano 96. A lembrança que se guardou dele é a de um homem austero, penitente, humilde, simples e puro. Também que, desde a infância, demonstrando apego à religião, esperou a idade necessária para tornar-se sacerdote.
Fez um trabalho tão admirável, amando os pobres e doentes, que a população logo o quis para conduzir a paróquia de São Tiago. Como bispo, a idade não pesou, governou com firmeza em um longo período marcado por atuações importantes e vários milagres. Presidiu o Concilio em que se decidiu que a Páscoa devia cair no domingo. Conta-se que foi também na véspera de uma festa de Páscoa que Narciso transformou água em azeite para acender as lamparinas da igreja que estavam secas.
Entretanto um fato marcou tragicamente a vida de Narciso. Ele foi caluniado, sob juramento, por três homens. Um deles disse que podia ser queimado vivo se estivesse mentindo. O outro, que podia ser coberto pela lepra se a acusação não fosse verdadeira. Já o terceiro empenhou a própria visão no que dizia.
Embora perdoasse seus detratores, o inocente bispo preferiu retirar-se para o isolamento em um deserto. Mas não tardou para que os caluniadores recebessem seu castigo. Um morreu num incêndio, no qual pereceu também toda sua família. O outro ficou leproso e o terceiro chorou tanto em público, arrependido do crime cometido, que ficou cego.
O bispo Narciso não foi encontrado para reassumir seu cargo e todos pensaram que tinha morrido. Assim, dois outros bispos o sucederam. Quando o segundo morreu, Narciso reapareceu na cidade. O povo o acolheu com aclamação e ele foi recolocado para liderar a diocese novamente.
A última notícia que temos desse bispo de Jerusalém está numa carta escrita por santo Alexandre, na qual cita que o longevo bispo Narciso tinha completado cento e dezesseis anos, e, como ele, exortava para que a concórdia fosse mantida.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 29 de Outubro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 12, 4-6
Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.
V. A salvação de Deus está perto dos que O temem,
R. A sua glória habitará na nossa terra.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que à hora de Tércia enviastes o vosso Espírito Santo sobre os Apóstolos, derramai também sobre nós o mesmo Espírito de caridade, para que dêmos aos homens o testemunho fiel do vosso amor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 12, 12-13
Assim como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim também sucede com Cristo. Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos baptizados num só Espírito, para constituirmos um só corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito.
V. Pai Santo, guardai-nos no vosso nome,
R. Para que sejamos consumados na unidade.
Oração
Senhor, que revelastes ao apóstolo São Pedro o desejo de salvar todos os povos, fazei que as nossas ações sejam agradáveis a vossos olhos e se integrem no vosso plano de amor e salvação. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 12, 24b.25-26
Deus organizou o corpo, dispensando maior consideração ao que dela precisava, para que não haja desunião no corpo, mas os membros tenham a mesma solicitude uns com os outros. Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro for honrado, todos se alegram com ele.
V. Senhor nosso Deus, reuni todos os homens no vosso amor,
R. Para dar graças ao vosso santo nome.
Oração
Senhor, que enviastes um Anjo ao centurião Cornélio para lhe revelar o caminho da salvação, ajudai-nos a trabalhar cada vez mais e melhor pela salvação dos homens, para que, juntamente com os nossos irmãos, incorporados na vossa Igreja, possamos chegar até Vós. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 3, 23-25a
Todos pecaram e estão privados da glória de Deus. E todos são justificados de maneira gratuita pela sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus, que Deus apresentou como vítima de propiciação, mediante a fé, pelo seu Sangue, para manifestar a sua justiça.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Dar-me-eis, Senhor, alegria plena em vossa presença.
R. Dar-me-eis, Senhor, alegria plena em vossa presença.
V. Delícias eternas à vossa direita.
R. Alegria plena em vossa presença.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Dar-me-eis, Senhor, alegria plena em vossa presença.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demónio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


