“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 31 DE OUTUBRO DE 2024
31 de outubro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 2 DE NOVEMBRO DE 2024
2 de novembro de 2024SEXTA-FEIRA – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Apocalipse de São João 5, 1-14
Resgatastes para Deus
homens de toda a tribo, língua, povo e nação
Eu, João, vi na mão direita d’Aquele que estava sentado no trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. Vi também um Anjo poderoso, que bradava em alta voz: «Quem é digno de abrir o livro e de lhe quebrar os selos?». Mas ninguém, nem no céu nem na terra nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. Eu chorava muito, porque não se encontrava ninguém que fosse digno de abrir o livro nem de olhar para ele. Disse-me então um dos Anciãos: «Não chores, que o leão da tribo de Judá, o descendente de David, alcançou a vitória; Ele abrirá o livro e os seus sete selos».
Vi então, entre o trono e os quatro Seres Vivos e os Anciãos, um Cordeiro de pé, que parecia ter sido imolado. Tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus, enviados por toda a terra. O Cordeiro foi receber o livro da mão direita d’Aquele que estava sentado no trono.
Quando o Cordeiro recebeu o livro, os quatro Seres Vivos e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante d’Ele, cada um com uma harpa e taças de ouro cheias de perfume, que são as orações dos santos, e cantavam um cântico novo, dizendo: «Sois digno de receber o livro e de abrir os selos, porque fostes imolado e resgatastes para Deus, com o vosso Sangue, homens de toda a tribo, língua, povo e nação, e fizeste deles, para o nosso Deus, um reino de sacerdotes, que reinarão sobre a terra».
Ouvi também a voz de muitos Anjos, que estavam em volta do trono, dos Seres Vivos e dos Anciãos. Eram miríades de miríades e milhares de milhares, que diziam em alta voz: «Digno é o Cordeiro que foi imolado, de receber o poder e a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor».
E ouvi todas as criaturas que estão no céu, na terra, debaixo da terra e sobre o mar, e o universo inteiro, exclamarem: «Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder pelos séculos dos séculos». Os quatro Seres Vivos diziam «Amen»; e os Anciãos prostraram-se em adoração.
RESPONSÓRIO Ap 11, 17.18; 1, 4; cf. 11, 18; Salmo 144 (145), 10
R. Nós Vos damos graças, Senhor Deus omnipotente, que sois e que éreis, porque assumistes o vosso imenso poder e reinais. * Chegou o tempo de dar a recompensa aos vossos servos e aos santos.
V. Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas e bendigam-Vos os vossos fiéis. * Chegou o tempo de dar a recompensa aos vossos servos e aos santos.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de São Bernardo, abade
(Sermo 2: Opera omnia, Ed. Cisterc. 5[1968], 364-368) (Sec. XII)
Corramos para os irmãos que nos esperam
Que aproveitam aos Santos o nosso louvor, a nossa glorificação e até esta mesma solenidade? Para quê tributar honras terrenas a quem o Pai celeste glorifica, segundo a promessa verdadeira do Filho? De que lhes servem os nossos panegíricos? Os Santos não precisam das nossas honras e nada podemos oferecer-lhes com a nossa devoção. Realmente, venerar a sua memória interessa-nos a nós e não a eles.
Por mim, confesso, com esta evocação sinto-me inflamado por um anelo veemente.
O primeiro desejo que a recordação dos Santos excita ou aumenta em nós é o de gozar da sua amável companhia, de merecermos ser concidadãos e comensais dos espíritos bem-aventurados, de sermos integrados na assembleia dos Patriarcas, na falange dos Profetas, no senado dos Apóstolos, no inumerável exército dos Mártires, na comunidade dos Confessores, nos coros das Virgens; enfim, de nos reunirmos e nos alegrarmos na comunhão de todos os Santos.
Aguarda-nos aquela Igreja dos primogénitos e nós ficamos insensíveis; desejam os Santos a nossa companhia e nós pouco nos importamos; esperam-nos os justos e nós parecemos indiferentes.
Despertemos, finalmente, irmãos. Ressuscitemos com Cristo, procuremos as coisas do alto, saboreemos as coisas do alto. Desejemos os que nos desejam, corramos para os que nos aguardam, preparemo-nos com as aspirações da nossa alma para entrar na presença daqueles que nos esperam. Não devemos apenas desejar a companhia dos Santos, mas também a sua felicidade, ambicionando com fervorosa diligência a glória daqueles por cuja presença suspiramos. Na verdade, esta ambição não é perniciosa, nem o desejo de tal glória é de modo algum perigoso.
Ao comemorarmos os Santos, um segundo desejo se inflama em nós: que, tal como a eles, Cristo, nossa vida, Se nos manifeste também e que nos manifestemos também nós com Ele revestidos de glória. É que de momento a nossa Cabeça revela-Se-nos não como é, mas como encarnou por nós, não coroada de glória, mas rodeada dos espinhos dos nossos pecados. Envergonhemo-nos de sermos membros tão requintados sob uma Cabeça coroada de espinhos, à qual por agora a púrpura não proporciona honras mas afronta. Chegará o momento da vinda de Cristo; e já não se anunciará a sua morte, para sabermos que também nós estamos mortos e que a nossa vida está escondida com Ele. Aparecerá a Cabeça gloriosa e com ela resplandecerão os membros glorificados, quando Ele transformar o nosso corpo mortal e o tornar semelhante ao corpo glorioso da Cabeça que é Ele mesmo.
Desejemos pois esta glória com total e segura ambição. Mas para podermos esperar tal glória e aspirar a tamanha felicidade, devemos desejar também ardentemente a intercessão dos Santos, a fim de nos ser concedido pelo seu patrocínio o que as nossas possibilidades não alcançam.
RESPONSÓRIO Ap 19, 5b.6b; Salmo 32 (33), 1
R. Louvai o nosso Deus, todos os seus servos, e vós que O temeis, pequenos e grandes, * Porque reina o Senhor, nosso Deus omnipotente.
V. Alegrai-vos, justos, no Senhor; os corações rectos de- vem louvá-l’O. * Porque reina o Senhor, nosso Deus omnipotente.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Ef 1, 17-18
O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de luz para O conhecerdes plenamente, e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória que encerra a sua herança entre os santos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Alegrai-vos, justos, no Senhor.
R. Alegrai-vos, justos, no Senhor.
V. Exultai, corações retos.
R. Alegrai-vos, justos, no Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Alegrai-vos, justos, no Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4537-liturgia-de-01-de-novembro-de-2024>]
SEXTA FEIRA – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)
Antífona
– Exulte o coração que busca a Deus. Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face (Sl 104, 3s).
Coleta
– Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e, para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que prometeis. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Fl 1,1-11
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 111,1-6 (R: 2a)
– Grandiosas são as obras do Senhor!
R: Grandiosas são as obras do Senhor!
– Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração!
R: Grandiosas são as obras do Senhor!
– Que beleza e esplendor são os seus feitos! Sua justiça permanece eternamente! O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas.
R: Grandiosas são as obras do Senhor!
– Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua Aliança. Ao seu povo manifesta seu poder, dando a ele a herança das nações.
R: Grandiosas são as obras do Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem
(Jo 10,27).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 14,1-6
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/todos-os-santos-8/>]
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]
LEITURA I Ap 7, 2-4.9-14
Eu, João, vi um Anjo que subia do Nascente, trazendo o selo do Deus vivo. Ele clamou em alta voz aos quatro Anjos a quem foi dado o poder de causar dano à terra e ao mar: «Não causeis dano à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus». E ouvi o número dos que foram marcados: cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. Depois disto, vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão. E clamavam em alta voz: «A salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro». Todos os Anjos formavam círculo em volta do trono, dos Anciãos e dos quatro Seres Vivos. Prostraram-se diante do trono, de rosto por terra, e adoraram a Deus, dizendo: «Amen! A bênção e a glória, a sabedoria e a ação de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amen!». Um dos Anciãos tomou a palavra e disse-me: «Esses que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e de onde vieram?». Eu respondi-lhe: «Meu Senhor, vós é que o sabeis». Ele disse-me: «São os que vieram da grande tribulação, os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro».
A visão dos que passaram pela grande tribulação e lavaram as túnicas no sangue do Cordeiro e dos 144 mil que foram marcados na fronte, desperta em nós a coragem de atravessar a vida dando o melhor de nós mesmos como pessoas de fé, porque na casa do Pai há mesmo lugar para nós.
Salmo 23 (24), 1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6)
O salmo recorda que somos “a geração dos que procuram o Senhor”. Ele é o Senhor de toda a terra e em todas as coisas percebemos a sua presença. Seremos sempre demasiado pequenos para entrar no santuário e ir à presença do Senhor, mas podemos sempre purificar o coração e as mãos de todas as ações e intenções que desfiguram a veste própria para o encontro com ele.
LEITURA II 1 Jo 3, 1-3
Caríssimos: Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamar filhos de Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele. Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é. Todo aquele que tem n’Ele esta esperança purifica-se a si mesmo, para ser puro, como Ele é puro.
O amor de Deus por nós manifestado em Cristo é razão suficiente para todo o esforço de purificação que nos é pedido, pois, como filhos, queremos ser semelhantes Deus.
EVANGELHO Mt 5, 1-12
Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo: «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».
As bem-aventuranças são um caminho de perfeição que Jesus ensina aos seus discípulos para eles alcançarem a felicidade. Nem todos querem seguir por este caminho que implica renúncia e desprendimento, dedicação e compromisso social com os mais desfavorecidos e com as causas mais difíceis que podem atrair a incompreensão e a perseguição.
Reflexão da Palavra
O último livro da Bíblia, pouco conhecido do comum das pessoas, não é fácil de ler e interpretar, devido ao estilo apocalítico. Escrito pelo evangelista João, pretende apresentar uma interpretação do sentido e fim da história à luz de Jesus. O texto da primeira leitura é antecedido pela visão dos quatro anjos, colocados nos quatro pontos cardeais, que seguram os quatro ventos para que não soprem sobre a terra. Prender o vento significa que se vive um intervalo onde não há destruição, porque o vento quando sopra com força destrói, mas também significa que podem reter o ar e impedir a respiração ao que resta da criação.
Depois ouve-se a voz do anjo do oriente que ordena aos quatro anjos que respeitem a vida e não provoquem a destruição, “não causeis dano à terra, nem ao mar, nem às árvores”. Até quando? “até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”. Portanto, só depois de serem marcados todos os que foram eleitos e que, apesar das ameaças, permaneceram fiéis. São particularmente os mártires. Estes permitem que continuem a viver os que os perseguem, graças à sua fidelidade. Pode ler-se a este propósito Jeremias capítulo 9.
Estes são 144 mil, um número simbólico com fundamento nas 12 tribos de Israel. São marcados 12 000 de cada tribo (Ap 7,5-8). Todos são marcados com o selo, homens e mulheres que dão testemunho de Jesus, enfrentando a morte se necessário. Também os adoradores da Besta são marcados na mão e na fronte “a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, marcou-os com um sinal na mão direita e na fronte” (Ap 13,16).
Da luta entre os “servos do Senhor” e os “adoradores da Besta”, saem vitoriosos os servos do Senhor que vêm de todas as tribos e línguas, não apenas de Israel, e são introduzidos na liturgia celeste, colocando-se “diante do trono e na presença do Cordeiro”. A vitória, cantada pelos que foram salvos, deve-se ao “nosso Deus que está sentado no trono e ao Cordeiro”.
Entra em cena, então, um ancião com uma pergunta para a qual João não tem resposta. Por isso o ancião dá a resposta afirmando que, todos os que constituem aquela multidão vieram da “grande tribulação” e “lavram as túnicas no sangue do Cordeiro” e podem entrar na vida para cantar o cântico novo, que diz “a bênção e a glória, a sabedoria e a ação de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus”.
O salmo 23 é um hino de louvor usado muito provavelmente nas celebrações do templo. Na sua composição podemos perceber três partes. O sacerdote começa por aclamar o Senhor pelo seu poder criador e pelo seu senhorio sobre todas as coisas; na segunda parte, levanta-se uma voz que pergunta quem pode aproximar-se do Senhor de toda a terra e entrar no seu santuário. A resposta dada pelo sacerdote invoca a pureza de coração como condição para entrar no santuário do Senhor. Finalmente, a conclusão anuncia a bênção para quem tem um coração puro juntamento com a decisão de todo o povo reconhecendo-se como “a geração dos que O procuram” e estão decididos a purificar o coração.
João faz a grande afirmação da experiência cristã, somos filhos de Deus nascido do seu amor “vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamar filhos de Deus”. Esta verdade não é compreendida por todos. João reconhece que muitos, a que ele chama “mundo”, não são capazes de reconhecer esta filiação, porque não conhecem a Deus. Mas aqueles que o reconhecem, sabem que a experiência filial é apenas o início do que seremos quando virmos Deus face a face. Então, “seremos semelhantes a Deus”. Esta certeza, que é esperança, motiva o cristão a “ser puro, como Deus é puro”.
Mateus recria a cena onde decorre o célebre sermão da montanha que vai ocupar os capítulos cinco, seis e sete do seu evangelho. Jesus sobe ao monte, lugar da manifestação de Deus, como em Ex 19, 16 quando Moisés subiu ao Sinai. Depois, Jesus senta-se como mestre reconhecido por todos pela autoridade com que fala e, por isso, vêm de longe para o escutar (Mt 4,25). O sermão da montanha não é uma nova lei, mas um programa de vida para os que querem seguir Jesus como discípulos. Embora o auditório esteja formado pelos discípulos e por numerosa multidão, o conteúdo do sermão dirige-se em primeiro lugar aos discípulos. No entanto, a multidão também se entusiasma com as palavras de Jesus (Mt 7,28-29).
O corpo do evangelho desta solenidade é constituído pelas nove bem-aventuranças (5,3-10). As primeiras oito estão construídas a partir de uma estrutura simples que começa com a proclamação de “bem-aventurados”, a indicação dos beneficiários e a conclusão, “porque”, indicando o motivo, sendo que a primeira e a oitava terminam do mesmo modo “porque deles é o Reino dos Céus” e referem-se ao presente enquanto as demais se remetem ao futuro.
Relativamente à nona Bem-aventurança é importante referir que tem uma construção diferente. Jesus retoma o tema da oitava, a perseguição, desenvolve-o explicando os motivos que a provocam e explica que os seus discípulos encontram aí motivo de alegria e não de desânimo ou tristeza.
Os pobres (aqueles que por si mesmos não consegue resolver as questões mais importantes da sua vida) têm o privilégio da primeira bem-aventurança. É o único grupo de pessoas citado em particular. Jesus veio anunciar a Boa Nova aos pobres, por isso, eles têm o primeiro lugar no seu ministério, são a sua primeira preocupação. As outras bem-aventuranças têm como destinatários todos os homens, independentemente da sua situação social, económica, política ou religiosa.
Os que choram, da segunda bem-aventurança, são todos os que, perante a realidade, sentem que ainda não está em curso a realização da promessa de Deus ao seu povo. Para esses Deus e só Deus, realizará a sua esperança.
Os humildes, cujo significado se aproxima muitos dos pobres, são os que têm por herança a terra. Estes são os que, podendo ser ricos, se desprendem de tudo, dos bens e do poder, e vivem confiados apenas em Deus. É curioso que Jesus se identifica precisamente com os humildes “aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29).
Os que “têm fome e sede de justiça” são os que procuram o centro do evangelho, fazer a vontade de Deus. O próprio Jesus diz de si mesmo e recorda a João Batista “convém que cumpramos assim toda a justiça” (Mt 3,15). A justiça, que é um atributo de Deus, significa também misericórdia. Portanto, os que procuram a justiça são os que se identificam com Deus, procuram fazer a sua vontade e usam de misericórdia para com todos. A estes Jesus promete que um dia verão o mundo onde reina a justiça. Será quando todos se renderem à vontade de Deus e viverem uns com os outros com sentimentos de misericórdia.
Estes, que vivem sentimentos de misericórdia, de acordo com a quinta bem-aventurança, não são apenas pessoas de bons sentimentos, são pessoas ativas e dinâmicas em relação aos outros. Atuam de acordo com a misericórdia, compaixão, bondade e amor, como Deus, preocupados com a salvação de todos, prontos a prestar auxílio aos que necessitam e sobretudo dispostos ao perdão.
A pureza de coração é a condição, víamos no salmo 23 e na primeira carta de João, para entrar no santuário e ir ao encontro do Senhor. A relação com Deus constrói-se a partir deste requisito. Estes, os puros de coração, “verão a Deus”.
A desarmonia provocada pelo pecado afastou para longe a paz do paraíso perdido. A promessa de Deus, porém, prevê que a chegada do Messias será o regresso do paraíso, da paz desejada. “Pedi a paz para Jerusalém… haja paz dentro dos teus muros” (Sl 122). Os pacificadores são os que pedem a paz, os que restabelecem as relações entre as pessoas e os que trabalham pela união entre judeus e pagãos, os que se esforçam pela reconciliação e os que trabalham pela promoção dos povos. Jesus é o grande reconciliador da humanidade. Estes, como Jesus, são filhos de Deus.
A oitava bem-aventurança declara bem-aventurados os que sofrem perseguição. E diz que a razão da perseguição é a justiça, por quererem o que Deus quer. São como os profetas e como Jesus que, sentiram de forma permanente a vida ameaçada por causa da sua adesão à causa de Deus.
A razão da perseguição aos discípulos de Jesus é o próprio Jesus. Terem-se alistado no grupo dos seguidores do mestre atraiu para eles a perseguição. O leitor do evangelho de Mateus percebe que aderir a Jesus é perigoso. Aderir a Jesus, assumir o desejo de fazer a vontade de Deus, lutar pela reconciliação entre os homens e dos homens com Deus, perdoar e promover o perdão, desprender-se dos bens deste mundo, assumir uma atitude humilde e chorar com os que choram é perigoso, atrai a incompreensão que leva à perseguição. O discípulo, porém, deve alegrar-se “porque é grande nos Céus a vossa recompensa”.
Meditação da Palavra
No dia em que a Igreja celebra a solenidade de todos os santos ressoa um convite a subir ao templo do Senhor, colocar-se diante do trono do Cordeiro e prostrar-se de rosto por terra para o adorar. Este convite questiona-nos: “Quem poderá subir à montanha do Senhor? Quem habitará no seu santuário?”
O evangelista João diz, na primeira leitura tirada do livro do Apocalipse, que é possível entrar no templo e ir à presença do Cordeiro, porque o Senhor, o “Deus vivo”, impede os anjos dos quatro ventos de provocar dano à terra, e marca na fronte com o seu selo aqueles que lhe pertencem, “os servos do nosso Deus”, e diz quantos são “cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel”. É um número perfeito que indica a totalidade dos que, sendo israelitas por nascimento se converteram ao cordeiro tornando-se cristãos. Mas também podem subir à presença de Deus todos “os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro”, depois de terem passado pela “grande tribulação”, ou seja, “uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas”.
Quem pode, então, entrar no santuário do Senhor e permanecer na sua presença? “O que tem as mãos inocentes e o coração puro, o que não invocou o seu nome em vão”, diz o salmo 23, “os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro”, diz o livro do Apocalípse e “todo aquele que tem n’Ele, (no Pai) esta esperança purifica-se a si mesmo, para ser puro, como Ele é puro” diz João na primeira carta.
É possível, e o caminho está aberto a todos, porque “o Pai nos consagrou” no seu amor e agora somos filhos e seremos ainda mais, diz João na segunda leitura, quando se manifestar “o que havemos de ser”. Então, “seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é”. É esta certeza que nos leva a exercer todo o esforço para chegar à pureza necessária e permanecermos diante de Deus “tal como ele é”.
Entrar no santuário do “Deus vivo” é possível para a todos os que “procuram a face de Deus”. Estes encontram nas bem-aventuranças um programa que os leva ao reino dos céus, como filhos de Deus e herdeiros da terra. O programa de Jesus propõe a pobreza livre e a opção pelo cuidado aos pobres que o são por imposição, como caminho para o reino dos céus. Valoriza os que choram e os que enxugam as lágrimas, os humildes porque põem a sua confiança unicamente em Deus e os famintos de justiça que desejam fazer sempre a vontade de Deus, os misericordiosos porque aprendem de Deus a compaixão e a bondade, sempre preocupados com a salvação de todos, prontos a prestar auxílio aos que necessitam e sobretudo dispostos ao perdão. Os que não têm maldade no coração e se purificam continuamente tornam-se lugares de paz, herdeiros do reino, filhos de Deus que o podem contemplar. Estes são os bem-aventurados, os felizes que podem entrar no santuário do Deus vivo. Estes, como diz o salmo 23, serão “abençoados pelo Senhor e recompensados por Deus, seu Salvador”. Estes podemos ser nós, se procurarmos a face de Deus, purificarmos as mãos e o coração, se, animados pela esperança que vem do amor com que Deus nos consagrou, lavarmos as nossas vestes no sangue do Cordeiro sem medo da tribulação em que vivemos por estarmos no mundo. Estes são todos os que se experimentam amados e por isso procuram aquele que os ama.
Rezar a Palavra
Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos a Deus, nosso Salvador. Vamos à sua presença e dêmos graças, ao som de cânticos aclamemos o Senhor. Grande Deus é o Senhor, Rei maior que todos os deuses. Em sua mão estão as profundezas da terra e pertencem-Lhe os cimos das montanhas. D’Ele é o mar, foi Ele quem o fez, d’Ele é a terra firme, que suas mãos formaram. Vinde, prostremo-nos em terra, adoremos o Senhor que nos criou. Ele é o nosso Deus e nós o seu povo, ovelhas do seu rebanho. (Sl 94).
Compromisso semanal
Prostro-me diante do Senhor em adoração.

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-1o-de-novembro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 1º de Novembro
Postado em: por: marsalima
Todos os Santos
Vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do Trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão.”
A visão narrada por são João Evangelista, no Apocalipse, fala dos santos aos quais é dedicado o dia de hoje. A Igreja de Cristo possui muitos santos canonizados e a quantidade de dias do calendário não permite que eles sejam homenageados com exclusividade. Além desses, a Igreja tem, também, muitos outros santos sem nome, que viveram no mundo silenciosamente e na nulidade, carregando com dignidade a sua cruz, sem nunca ter duvidado dos ensinamentos de Jesus.
Enfim, santos são todos os que foram canonizados pela Igreja ao longo dos séculos e também os que não foram e nem sequer a Igreja conhece o nome e que nos precederam em vida na terra perseverando na fé em Cristo.
Portanto, são mesmo multidões e multidões, porque para Deus não existe maior ou menor santidade. Ele ama todos do mesmo modo. O que vale é o nosso testemunho de fidelidade e amor na fé em seu Filho, o Cristo, e que somente Deus conhece.
Como mesmo entre os canonizados muitos santos não têm um dia exclusivo para sua homenagem, a Igreja reverencia a lembrança de todos, até os sem nome, numa mesma data. A celebração começou no século III, na Igreja do Oriente, e ocorria no dia 13 de maio.
A festa de Todos os Santos ocorreu pela primeira vez em Roma, no dia 13 de maio de 609, quando o papa Bonifácio IV transformou o Panteão, templo dedicado a todos os deuses pagãos do Olimpo, em uma igreja em honra à Virgem Maria e a Todos os Santos.
A mudança do dia começou com o abade inglês Alcuíno de York, professor de Carlos Magno, perto do ano 800. Os pagãos celtas entendiam o dia 1o de novembro como um dia de comemoração que anunciava o início do inverno. Quando eles se convertiam, queriam continuar com a tradição da festa. Assim, a veneração de Todos os Santos lembrando os cristãos que morreram em estado de graça foi instituída no dia 1o de novembro.
O papa Gregório IV, em 835, fixou e estendeu para toda a Igreja a comemoração em 1o de novembro. Oficialmente, a mudança do dia da festa de Todos os Santos, de 13 de maio para 1o de novembro, só foi decretada em 1475, pelo do papa Xisto IV. Mas o importante é que a solenidade de Todos os Santos enche de sentido a homenagem de Todos os Finados, que ocorre no dia seguinte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 1 DE NOVEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 65, 18-19
Haverá alegria e felicidade eterna, por aquilo que Eu vou criar: Vou fazer de Jerusalém um motivo de júbilo e do seu povo uma fonte de alegria. Exultarei por causa de Jerusalém, alegrar-Me-ei por causa do meu povo. Nunca mais se hão-de ouvir nela vozes de pranto nem gritos de angústia.
V. Alegrai-vos e exultai, todos os Santos,
R. Porque é grande no Céu a vossa recompensa.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 15-16
À semelhança do Deus santo que vos chamou, sede santos, vós também, em todas as vossas ações, como está escrito: «Sede santos, porque Eu sou Santo».
V. Alegrai-vos, justos, no Senhor,
R. Dai graças ao seu nome santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ap 21, 10-11a; 22, 3b-4
O Anjo transportou-me em espírito ao cimo duma alta montanha e mostrou-me a cidade santa de Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, resplandecente da glória de Deus. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos prestar-lhe-ão culto; verão a sua face, e o seu nome estará escrito nas suas frontes.
V. O Senhor conduziu-os seguros e sem temor
R. E introduziu-os na sua terra santa.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que nos concedeis a graça de honrar numa única solenidade os méritos de todos os Santos, dignai-Vos derramar sobre nós, em atenção a tão numerosos intercessores, a desejada abundância da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Cor 6, 16b; 7, 1
Vós sois o templo de Deus vivo, como Deus disse: «Eu habitarei e andarei no meio deles. Serei o seu Deus e eles serão o meu povo». Tendo recebido tais promessas, caríssimos, purifiquemo-nos de toda a mancha da carne e do espírito, para ir completando a nossa santificação, no temor de Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Santos e justos, alegrai-vos no Senhor.
R. Santos e justos, alegrai-vos no Senhor.
V. Deus vos escolheu para sua herança.
R. Alegrai-vos no Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Santos e justos, alegrai-vos no Senhor.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

