“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 12 DE NOVEMBRO DE 2024
12 de novembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE NOVEMBRO DE 2024
14 de novembro de 2024QUARTA-FEIRA – DA XXXII SEMANA COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Daniel 5, 1-2.5-9.13-17.25 – 6, 1
Sentença de Deus no banquete de Baltasar
Naqueles dias, o rei Baltasar deu um grande banquete a um milhar dos seus dignitários, na presença dos quais bebeu vinho. Excitado pela bebida, Baltasar mandou buscar os vasos de ouro e de prata que seu pai, Nabucodonosor, trouxera do templo de Jerusalém, para beberem por eles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e as suas concubinas. Subitamente apareceram uns dedos de mão humana a escrever em frente do candelabro, na cal da parede do palácio real. Ao ver essa mão solta que escrevia, o rei mudou de cor e os seus pensamentos perturbaram-no; cederam as articulações dos seus quadris e os joelhos batiam um no outro. O rei gritou com voz forte que mandassem vir os adivinhos, os caldeus e os astrólogos. Disse então o rei aos sábios de Babilónia: «Quem ler esta escrita e me der a sua interpretação vestir‑se‑á de púrpura, trará ao pescoço o colar de ouro e será o terceiro no governo do reino». Acorreram todos os sábios do rei, mas não puderam ler a escrita, nem dar ao rei a sua interpretação. O rei Baltasar ficou muito assustado, mudou de cor, e os seus dignitários estavam perplexos. Entretanto Daniel foi trazido à presença do rei, e o rei dirigiu‑lhe estas palavras: «És tu Daniel, um dos exilados de Judá, que o rei meu pai trouxe da Judeia para aqui? Ouvi dizer que está em ti o espírito divino e que tens uma luz, uma inteligência e uma sabedoria superiores. Acabam de vir à minha presença os sábios e os adivinhos, para lerem essa escrita e darem‑me a sua interpretação. Mas eles não foram capazes de me indicar o sentido dessas palavras. Ora eu ouvi dizer que tu podes interpretar e decifrar os enigmas. Se conseguires ler essa escrita e dar‑me a sua interpretação, vestir‑te‑ás de púrpura, trarás ao pescoço o colar de ouro e serás o terceiro no governo do reino». Então Daniel tomou a palavra e disse ao rei: «Podes ficar com os teus dons e dar a outro os teus presentes. Contudo, vou ler ao rei essa escrita e dar‑lhe a sua interpretação. Eis a escrita que foi traçada: ‘Mené, Téquel, Farsin’. Eis a sua interpretação: ‘Mené’: ‘contou’ Deus o tempo do teu reinado e pôs‑lhe termo; ‘Téquel’: foste ‘pesado’ na balança e achado sem peso; ‘Farsin’ : o teu reino foi ‘dividido’ e dado aos medos e aos persas’. Então Baltasar ordenou que revestissem Daniel de púrpura, lhe pusessem ao pescoço o colar de ouro e o proclamassem o terceiro no governo do reino. Nessa mesma noite foi morto o rei caldeu Baltasar, e o medo Dario tomou posse do reino, tendo à volta de sessenta e dois anos.
RESPONSÓRIO Salmo 74 (75), 6.8.9; Ap 14, 9.10
R. Não levanteis a cabeça contra o Céu, porque Deus é quem julga, abatendo uns e exaltando outros. * O Senhor tem nas mãos uma taça: dela beberão todos os ímpios da terra.
V. Se alguém se prostrar diante do Monstro e da sua imagem, terá de beber o vinho do furor de Deus. * O Senhor tem nas mãos uma taça: dela beberão todos os ímpios da terra.
SEGUNDA LEITURA
Da Homilia de um autor do século II
(Cap. 10, 1 – 12, 1; 13, 1: Funk 1, 157-159)
Perseveremos na esperança
Meus irmãos, façamos a vontade do Pai que nos chamou, para que tenhamos a vida e pratiquemos a virtude. Ponhamos de lado o vício que está na origem dos nossos pecados e fujamos da impiedade, para não sermos surpreendidos pelo mal. Se nos esforçamos por fazer o bem, teremos sempre connosco a paz. A razão por que alguns não alcançam a paz, é porque se deixam guiar por temores humanos e preferem os bens presentes à promessa dos bens futuros; ignoram o tormento que escondem os prazeres deste mundo e a felicidade que nos traz a promessa futura. Se fossem só eles a proceder assim, seria um mal menor; o pior é que pervertem as almas inocentes com suas opiniões depravadas e não se lembram de que o seu procedimento atrai uma dupla condenação, para si e para quem os ouve. Procuremos nós servir a Deus com um coração puro e seremos justos; porque se não servimos a Deus e não acreditamos nas suas promessas, seremos infelizes. Diz o Profeta: Infelizes os homens sem carácter e de coração inconstante, que dizem: Já ouvimos tudo isto desde o tempo de nossos pais; mas apesar de esperarmos dia após dia, nada vimos realizado. Oh insensatos! Comparai‑vos a uma árvore; tomai como exemplo a videira: primeiro perde as folhas, depois afloram os rebentos, em seguida vêm as uvas verdes e finalmente aparecem as uvas maduras. Assim também o meu povo: primeiro suportou calamidades e angústias; mas depois receberá benefícios. Por isso, meus irmãos, não sejamos inconstantes, mas esperemos com perseverança, para que a seu tempo recebamos a recompensa. Aquele que prometeu é fiel e dará a cada um segundo as suas obras. Se praticamos o que é justo aos olhos de Deus, entraremos no seu reino e receberemos o prémio que nem os olhos viram nem os ouvidos escutaram nem jamais passou pelo pensamento do homem. Esperemos a todo o momento o reino de Deus, vivendo na caridade e na justiça, porque não sabemos o dia em que o Senhor virá. Entretanto façamos penitência e pratiquemos o bem, porque estamos cheios de insensatez e de maldade. Purifiquemo‑nos dos nossos antigos pecados e façamos sincera penitência, para merecermos a salvação. Não sejamos aduladores e procuremos fazer o bem, não só aos irmãos mas também aos que não são cristãos; pratiquemos a justiça para com eles, a fim de que o nome de Deus não seja ultrajado por nossa culpa.
RESPONSÓRIO 1 Cor 15, 58; 2 Tes 3, 13
R. Permanecei firmes, inabaláveis, cada vez mais diligentes na obra do Senhor, * O vosso esforço não é inútil aos olhos do Senhor.
V. Não vos canseis de praticar o bem. * O vosso esforço não é inútil aos olhos do Senhor.
Oração
Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Deut 4, 39-40a
Fica sabendo hoje e grava-o no teu coração: Só o Senhor é Deus, no alto dos céus e cá em baixo na terra, e não existe nenhum outro Deus. Cumprirás, portanto, as suas leis e os seus mandamentos, que hoje te prescrevo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. A toda a hora bendirei o Senhor.
R. A toda a hora bendirei o Senhor.
V. O seu louvor estará sempre na minha boca.
R. Bendirei o Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. A toda a hora bendirei o Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4550-liturgia-de-13-de-novembro-de-2024>]
QUARTA-FEIRA – DA XXXII SEMANA COMUM
(verde– ofício do dia)
Antífona
– Chegue à vossa presença, Senhor, a minha oração; inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).
Coleta
– Deus de poder e misericórdia, dignai-vos afastar de nós toda adversidade, para que, sem impedimentos do corpo e do espírito, nos dediquemos com plena disposição ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Tt 3,1-7
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 23,1-3a.3b-4.5.6 (R: 1)
– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
R: O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
– O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.
R: O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
– Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!
R: O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
– Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.
R: O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
– Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.
R: O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Em tudo daí graças, pois esta é a vontade de Deus para convosco, em Cristo, o Senhor (1Ts 5,18).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 17,11-19
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quarta-feira-da-semana-xxxii-do-tempo-comum-7/>]
Leitura I (anos pares) Tt 3, 1-7
Caríssimo: Recorda a todos os irmãos que devem ser submissos aos governantes e às autoridades, que devem obedecer-lhes e estar prontos para toda a boa obra. Não digam mal de ninguém, não sejam conflituosos, mas pacíficos, mostrando-se sempre atenciosos para com todos. Também nós, antigamente, éramos insensatos, rebeldes, transviados, escravos de toda a espécie de paixões e prazeres, vivendo na perversidade e na inveja, odiados e odiando-nos uns aos outros. Mas, ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, que Ele derramou abundantemente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.
compreender a palavra
Paulo recomenda a Tito que construa a comunidade cristã instruindo os seus membros de acordo com princípios que os identificam com Cristo. Estes princípios simples devem ser postos em prática por causa da misericórdia que Deus teve connosco. Obedecer às autoridades e estar disponíveis para a construção da sociedade. Evitar conflitos e maledicência e mostrar amabilidade. O motivo é que também nós devemos tudo o que somos à benevolência de Deus que nos salvou na sua misericórdia. Nós também éramos rebeldes e insensatos. Foi em Cristo, graças à abundância da graça que fomos batizados e nele regenerados pelo Espírito Santo. Somos o que somos por graça e não por termos merecido, assim devemos proceder para com os que ainda vivem na insensatez.
meditar a palavra
Estas palavras de Paulo a Tito são muito significativas para nós. Vivemos no meio dos homens usufruindo e suportando de todos os bens e males da sociedade. Não podemos colocar-nos à margem da sociedade, mas entrar na sua construção para que seja cada vez mais propícia a todos os cidadãos. É verdade que somos cidadãos de outro reino e não temos aqui morada permanente, mas não nos alheamos das realidades deste mundo. Preocupamo-nos com os outros e por isso os tratamos com amabilidade e sem críticas porque já fomos como eles, insensatos. Vivemos agradecidos pelo dom da graça que nos foi dada no batismo. Porque recebemos de graça não nos gloriamos nas nossas forças, mas da gratuidade de Deus e compreendemos os que ainda não receberam a mesma renovação no Espírito Santo.
rezar a palavra
Pelo batismo recebi a abundância da graça que me regenerou para uma nova existência diante de ti, Senhor, e diante dos homens. Quero ser paciente para com os que erram e se enganam nos modelos de vida a seguir e quero obedecer àqueles que colocaste como chefes das nações ainda que não compreendam o dom da vossa graça.
compromisso
Vou ser obediente e compassivo.
Evangelho Lc 17, 11-19
Naquele tempo, indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. Conservando-se a distância, disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra. Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, e prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer. Era um samaritano. Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?». E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».
compreender a palavra
Jesus caminha para Jerusalém e passa entre a Samaria e a Galileia quando surgem dez leprosos. Dirigem-se a Jesus chamando-lhe Mestre e esperam que os cure. A resposta de Jesus dá-lhes confiança porque, embora não lhes tenha dito que estão curados, manda-os à presença dos sacerdotes para que decidam da sua cura e da possibilidade de regressar à vida normal. O texto caminha a passos largos para o momento mais importante de toda a narração que é o regresso de um samaritano que vem agradecer a cura operada durante o caminho. A decisão final está nas palavras de Jesus “Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?”.
meditar a palavra
A salvação que Jesus vem trazer é oferecida a todo o homem na sua situação de leproso, pecador. Muitos são os que escutam a palavra salvadora de Jesus e recebem com ela o mistério da vontade salvífica de Deus. Jesus, porém, deixa bem claro que esta salvação não é exclusiva de um grupo ou de um povo. Ele caminha entre judeus e samaritanos, estende uma mão para cada lado do caminho e a sua palavra pode ser escutada pelos dois lados. Todos os homens podem agora receber o dom de Deus oferecido em Jesus. A força de Jesus parece manifestar-se mais junto dos mais fracos. É um samaritano, o excluído, o que está em menor número, que volta para a gradecer. Sobre ele cai o elogio de Jesus.
rezar a palavra
Quantas vezes, Senhor, aqueles que parecem estar mais longe de ti me dão verdadeiras lições de fé e confiança. Mergulhado no meu cristianismo de rotina esqueço o mais importante que é o coração agradecido que reconhece o dom de Deus que me é oferecido diariamente. Obrigado, Senhor, por este samaritano que desperta a minha consciência.
compromisso
Quero reaprender a capacidade de agradecer de todo o coração a Deus e aos irmãos por todo o bem que recebo.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-13-de-novembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 13 de Novembro
Postado em: por: marsalima
Santo Estanislau Kostka
Apelidado de “anjo” na infância, Estanislau Kostka atingiu a juventude guardando todas as virtudes, como um anjo realmente. Mas não faltaram oportunidades para entregar-se aos prazeres mundanos, pois pertencia a uma família polonesa nobre e poderosa.
Nascido em 28 de outubro 1550, até a idade de treze anos Estanislau viveu na casa dos pais. Aos quatorze, eles o enviaram para estudar no seminário dos padres jesuítas em Viena, junto com o irmão mais velho e o tutor. Mas o seminário logo foi fechado pelo imperador Maximiliano e toda a comunidade estudantil acabou abrigada no castelo de um príncipe protestante. Aquele ambiente cheio de festas e jogos de prazeres em nada combinava com Estanislau, que buscava uma vida de virtudes e oração, dentro da doutrina cristã.
A situação para ele era das mais inadequadas, entretanto agradou o irmão e o tutor, que passaram a requisitar sua participação nesses jogos. Não bastasse isso, o tal príncipe protestante queria impedir os católicos de irem à missa receber a comunhão. Depois, também era atormentado pelos colegas, que zombavam muito de sua preferência pela vida religiosa.
Mas a luta contra o ambiente hostil e a vida de privações a que se obrigava acabaram por minar a saúde do rapaz. Frágil, ficou doente a ponto de quase perder a vida, mas o salvaram a fé profunda e a confiança em Maria Santíssima, de quem era devoto. Durante um sonho, um anjo apareceu para dar-lhe a eucaristia, e a Virgem Mãe também, curando-o ao colocar-lhe o Menino Jesus nos braços. Maria, em sua aparição, também o convidou a ingressar na Companhia de Jesus.
Estanislau, que já pensava em ser um padre jesuíta, contou tudo à família, que fora a Viena verificar como os filhos estavam vivendo e estudando. Aproveitou para dizer que queria mesmo ser um sacerdote. A oposição dos seus pais foi total. Tentou insistir, mas foi inútil. Então, fugiu sozinho, a pé e vestido de mendigo, para despistar se o perseguissem.
De Viena, na Áustria, foi para Treves, na Alemanha, percorrendo setecentos quilômetros até chegar a uma casa provincial dos jesuítas. O provincial, na época, era Pedro Canísio, que o recebeu com amabilidade, mas teve de enfrentar a reação do pai do jovem, que ameaçou fazer expulsar todos os jesuítas da Polônia caso o filho não voltasse ao convivo da família. Mas Estanislau manteve-se irredutível.
Aos dezessete anos, Estanislau foi enviado para Roma, com uma carta de recomendação ao superior geral da Ordem, são Francisco de Bórgia, que com carinho o encaminhou para complementar o noviciado e os estudos de teologia no Colégio Romano. Foram apenas nove meses entre os jesuítas, mas plenos de trabalho, estudo, dedicação e disciplina, exemplares. Até ser acometido por uma febre misteriosa e, no dia 15 de agosto de 1568, festa da Assunção de Nossa Senhora, partir docemente ao encontro de Deus.
O seu túmulo tornou-se local de muitas graças e rota de peregrinação. O papa Bento XIII canonizou-o em 13 de novembro de 1726, e designou esta data para celebrar a festa em memória do padroeiro dos noviços.
São Diogo (Diego) de Alcalá
São Diogo (Diego) é um dos santos mais populares da Espanha e das Américas, se não do mundo todo. Tal popularidade fica clara na quantidade de pinturas e imagens que o representam sempre como viveu: vestindo um hábito de irmão leigo franciscano, remendado, e portando pão e chaves que indicam os ofícios a que se dedicava, cozinheiro e porteiro. Sua expressão é a humildade personificada do mais puro seguidor do pobrezinho de Assis: são Francisco.
Diogo, ou melhor, Diego, como se diz em espanhol, nasceu, em Alcalá do Porto, Sevilha, Espanha, por volta do ano 1400. Filho de pais muito pobres e simples, foi autodidata e viveu como monge eremita às margens do povoado natal, em penitência e oração. Alimentava-se somente com os produtos da pequena horta que cultivava e vestia-se com as roupas velhas que o povo lhe dava em troca de trabalhos artesanais. Possuidor de dons místicos e inteligência infusa, sua piedade e bondade eram tão reconhecidas que logo ganhou fama de santidade. Para fugir dela, resolveu ingressar como noviço de irmão leigo no Convento dos frades franciscanos de Arizafe, próximo a Córdoba.
Era o tempo das colonizações espanholas e, em 1441, Diogo foi enviado como missionário às Ilhas Canárias. Trabalhou com tanto afinco junto à população que, mesmo sendo apenas um irmão leigo, cinco anos depois já era empossado como superior da Ordem. Mas sua atuação não era bem vista pelos colonizadores, pois Diogo defendia os indígenas locais, colocados na condição de escravos pelos dominadores. Assim, tornaram sua atuação muito difícil. Com tantas pressões, ele teve de voltar para a Espanha em 1449.
No ano seguinte, para as celebrações do Jubileu e da canonização do franciscano Bernardino de Sena, fez uma peregrinação a Roma. Lá, encontrou a população abandonada à mercê de uma trágica epidemia. Trabalhou como ninguém na assistência aos doentes, não só material como espiritualmente, pois seus dons místicos fizeram com que curasse muitos deles com orações e o simples toque das mãos. Era respeitado e venerado, mas voltou para a Espanha.
Dessa vez, fez questão de retomar as atividades humildes do início, trabalhando como porteiro e cozinheiro em vários conventos franciscanos. Morreu em 12 de novembro de 1463, exercendo, ainda, estss funções no Convento de Alcalá de Henares, próximo de Madri.
Com a santidade reconhecida, foi canonizado pelo papa Xisto V em 1588. Tornou-se um dos cultos de maior devoção da cristandade, que perpetua a sua memória pelo seu nome emprestado aos seus rios, baías e a várias cidades, além de ser padroeiro de muitas outras também. O exemplo mais famoso é a rica cidade de San Diego, no estado da Califórnia, América do Norte. A festa de são Diogo de Alcalá é celebrada no dia 13 de novembro.
Eugênio Bossilkov (Bem-Aventurado)
Vicente Bossilkov nasceu na cidade de Belém do Danúbio, Bulgária, no dia 16 de novembro de 1900. Filho de camponeses católicos romanos, fez os seus votos na Congregação da Paixão em 1920, e ordenou-se sacerdote em 1926, com o nome de Eugênio.
Homem dotado de uma grande inteligência, muito contribuiu para o desenvolvimento da diocese de Nicópolis, orientada por um bispo passionista. Era um padre ativo e colaborador, trabalhando para a aproximação entre a Igreja Católica e a Ortodoxa russa. Eugênio acabou sendo eleito para a sucessão em 1947, e tornou-se o bispo de Russe, na Bulgária.
A Bulgária vivia, então, sob o domínio do regime comunista do russo Josef Stálin. O bispo Eugênio foi preso no auge da repressão desse regime, iniciada, em 1944, contra os cultos religiosos, principalmente contra a Igreja Católica. Na ocasião, foram proibidos: feriados religiosos, manifestações fora das igrejas e obras sociais dos católicos romanos. Também fecharam escolas, hospitais e orfanatos. O objetivo era promover a adesão da pequena, mas compacta, comunidade católica búlgara ao culto ortodoxo através de uma lei especial que induzia a total desobediência ao sumo sacerdote da Igreja.
Assim, iniciaram a perseguição aos católicos romanos. O bispo Eugênio Bossilkov foi convidado a passar para o grupo dos ortodoxos, mas recusou-se e confirmou sua fidelidade ao sumo pontífice romano. Ele foi preso em julho de 1952 e negou-se a aceitar aquela lei especial de desobediência à Santa Sé. A polícia política do regime stalinista búlgaro acusou-o de subversão e espionagem por conta da Igreja de Roma. A sentença de morte foi ditada em 3 de outubro de 1952. Dom Eugênio, após ser torturado, morreu fuzilado no dia 11 de novembro do mesmo ano, em Sófia, Bulgária.
Numa das últimas cartas que enviou da prisão antes de morrer, para um dos seus amigos ortodoxos, escreveu: “Não vos preocupeis comigo; eu estou assistido pela graça de Deus e permaneço fiel a Cristo e à Igreja”.
Oficialmente, foi dado como desaparecido. Nem mesmo a família obtinha informações de seu paradeiro. No anuário pontifício, aparecia, ainda, como o bispo de Russe em 1975. Só naquele ano a notificação da morte foi dada oficialmente pelo governo búlgaro e depois confirmada com o acesso aos arquivos e ao relatório do fuzilamento.
Eugênio Bossilkov foi beatificado pela Igreja Católica em 15 de março de 1998, numa cerimônia solene presidida pelo papa João Paulo II na Basílica de São Pedro, em Roma, quando foi proclamado “primeiro mártir do século XX da Europa do Leste”, morto em nome da fé e da fidelidade ao papa.
Um dos momentos emocionantes da solenidade foi o encontro com Gabriela Bossilkov, sobrinha do bispo mártir, que entregou ao papa João Paulo II um pedaço da camisa ensangüentada que seu tio vestia no momento da execução. A data para a celebração de sua lembrança foi indicada para o dia 13 de novembro.
Maria Crucifixa Cúrcio (Bem-Aventurada)
Maria Crucifixa Cúrcio nasceu no dia 30 de janeiro de 1877, em Íspica, na ilha da Sicília (Itália). Desde a adolescência, sentiu-se chamada a seguir a Cristo, que, através da terna mãe do Carmelo, lhe confiava o projeto divino de “fazer reflorescer o Carmelo, na sua cidade e em muitas outras”.
Madre Maria Crucifixa, para realizar este projeto divino, passou por inúmeras provas e sofrimentos até se encontrar, providencialmente, com o padre carmelita Lourenço Van Den Eerenbeemt e poder fundar um pequeno Carmelo Missionário em santa Marinella, perto de Roma. A amizade espiritual que existia entre madre Crucifixa e padre Lourenço garantiu que a congregação crescesse com raízes fortes.
O início foi marcado pelo sofrimento, tanto para Madre Crucifixa como para o padre Lourenço, mas acolheram o sofrimento com alegria a fim de que pudesse nascer um carisma, cujo centro é a vida missionária e a atividade específica, a educação da juventude mais pobre e necessitada. Colocaram a obra sob a proteção de santa Teresinha, pois desejavam concretizar o ideal missionário da Padroeira das Missões.
Madre Crucifixa compreendeu sempre com clareza que a finalidade de sua vida e o motivo pelo qual Deus a cumulava de dons era a “missão em sentido amplo. E esta convicção transmitiu à espiritualidade da congregação. Queria que se difundisse, sobretudo, para salvar as moças pobres e necessitadas”. Tudo fez para que Deus fosse amado.
Mulher simples, com pouca instrução, porém de uma profunda espiritualidade. Foi uma pessoa profundamente mística. Como santa Terezinha, a quem dedicou a sua congregação, Crucifixa também sentiu a vocação de rezar pelos sacerdotes. Muitas vezes ela passava noites inteiras diante do Sacrário, e encorajava a todos buscarem sua força na Eucaristia.
Madre Crucifixa morreu, em 1957, sua congregação já estava presente em muitos países do mundo, inclusive no Brasil.
No dia 13 de novembro de 2004 o papa João Paulo II, ao proclamá-la bem-aventurada, disse: “foi uma contínua oração, inclusive quando ia servir às pessoas, em particular as jovens pobres e necessitadas”.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 13 DE NOVEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 10, 24.31
Ninguém busque o seu interesse, mas o do próximo. Quando comeis ou bebeis, ou fazeis qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.
V. É bom louvar o Senhor
R. E cantar salmos ao vosso nome, ó Altíssimo.
Oração
Senhor, Pai santo, Deus fiel, que enviastes o Espírito Santo para reunir os homens, dispersos pelo pecado, ajudai-nos a ser, no meio do mundo, fermento de unidade e de paz. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 17
Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças por Ele a Deus Pai.
V. Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor,
R. Invocando, Senhor, o vosso nome.
Oração
Deus onipotente e misericordioso, que a meio do dia concedeis um descanso à nossa fadiga, olhai benignamente o trabalho começado, e, remediando as nossas fraquezas, levai a bom termo as nossas ações, segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 23-24
Qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor e não aos homens, certos de que recebereis como recompensa a herança do Senhor. Servi a Cristo, que é o Senhor.
V. Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
R. Está nas vossas mãos o meu destino.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, de braços abertos na cruz, morrestes pela salvação dos homens, fazei que todas as nossas acções Vos sejam agradáveis e sirvam para manifestar no mundo a vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Jo 2, 3-6
Nós sabemos que conhecemos a Cristo, se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz conhecê-l’O e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso e a verdade não está nele. Mas se alguém guardar a sua palavra, nesse, em verdade, o amor de Deus é perfeito. Nisto reconhecemos que estamos n’Ele. Quem diz que permanece n’Ele, deve proceder como Ele procedeu.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
R. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
V. Protegei-nos à sombra das vossas asas.
R. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.




