“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE NOVEMBRO DE 2024
16 de novembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE NOVEMBRO DE 2024
18 de novembro de 2024DOMINGO DA XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Joel 2, 21 – 3,5
Os últimos tempos
Assim fala o Senhor: «Não temas, ó terra; exulta e alegra‑te, porque o Senhor fez grandes coisas. Não temais, animais do campo, porque as pastagens da planície reverdecerão, as árvores darão os seus frutos, a figueira e a vinha produzirão a sua riqueza. E vós, filhos de Sião, exultai e alegrai‑vos no Senhor vosso Deus, porque Ele vos dará chuvas abundantes, as chuvas do Outono e da Primavera, como no passado.
As eiras hão‑de encher‑se de trigo e os lagares hão‑de transbordar de vinho e azeite. Compensar‑vos‑ei pelos anos em que as colheitas foram devoradas pelo gafanhoto, o pulgão e a lagarta, o grande exército que enviei contra vós. Comereis até à saciedade e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que fez por vós maravilhas. O meu povo jamais será confundido. Sabereis que Eu estou no meio de Israel, que sou o Senhor vosso Deus e que não há outro. E o meu povo jamais será confundido. Depois disto, derramarei o meu Espírito sobre todo o ser vivo: vossos filhos e filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos e os vossos jovens terão visões; naqueles dias, até sobre os servos e servas derramarei o meu Espírito. Realizarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumo. O sol converter‑se‑á em trevas e a lua em sangue, antes de vir o dia do Senhor, grande e terrível. Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, porque no monte de Sião e em Jerusalém estará, como o Senhor disse, o resto dos que forem salvos; e entre os sobreviventes estarão aqueles que o Senhor tiver chamado».
RESPONSÓRIO Lc 21, 25a.31; Mc 13, 33
R. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas, e na terra angústia entre as nações. * Quando virdes isto acontecer, sabei que está próximo o reino de Deus.
V. Vigiai e estai alerta, porque não sabeis quando é o momento. * Quando virdes isto acontecer, sabei que está próximo o reino de Deus.
SEGUNDA LEITURA
Do Comentário de Santo Agostinho, bispo, sobre os salmos
(Ps. 95, 14.15: CCL 39, 1351-1353) (Sec. V)
Não ofereçamos resistência à sua primeira vinda, para não termos de recear a segunda
Alegrem‑se as árvores dos bosques diante do Senhor que vem, porque vem para julgar a terra. Veio a primeira vez e virá de novo. Na sua primeira vinda pronunciou esta palavra que lemos no Evangelho: Um dia vereis o Filho do homem vir sobre as nuvens do céu. Que quer dizer: Um dia? Não quer dizer, porventura, que o Senhor virá naquele dia em que hão‑de chorar todos os povos da terra? De facto, Ele veio primeiramente através dos seus pregadores e encheu toda a terra. Não ofereçamos resistência à sua primeira vinda, para não termos de recear a segunda.
Que deve fazer o cristão? Servir‑se do mundo, não servir o mundo. Que significa isto? Ter como se não tivéssemos. Assim fala o Apóstolo. O que tenho a dizer‑vos, irmãos, é que o tempo é breve. Doravante, os que têm esposas procedam como se as não tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que andam alegres, como se não andassem; os que compram, como se não possuíssem; os que utilizam este mundo, como se não o utilizassem; porque o cenário deste mundo é passageiro. Quero que não andeis preocupados. Quem não está preocupado espera tranquilamente a vinda do seu Senhor. Na verdade, que espécie de amor a Cristo terá aquele que teme a sua vinda? Não temos vergonha, irmãos? Amamo‑l’O e tememos a sua vinda. Mas amamo‑l’O realmente, ou não será que amamos antes os nossos pecados? Se odiarmos o pecado, amaremos certamente Aquele que vem castigar o pecado. Ele virá, quer queiramos quer não; o facto de não vir agora não quer dizer que não virá. Virá, e não sabes quando; se te encontrar preparado, nada te prejudica não saberes quando virá.
Alegrem‑se todas as árvores dos bosques. Veio a primeira vez e virá de novo para julgar a terra; e encontrará cheios de alegria os que acreditaram na sua primeira vinda, porque Ele vem.
Julgará o mundo com justiça e os povos com fidelidade. Qual é esta justiça e esta fidelidade? Reunirá junto de Si os seus eleitos para proceder ao juízo; e separará os outros: colocará uns à direita e outros à esquerda. Que há de mais conforme à justiça e à fidelidade, que não esperem misericórdia do juiz aqueles que não quiseram praticar a misericórdia antes da vinda do juiz? Os que usaram de misericórdia serão julgados com misericórdia. Dirá Cristo aos que forem colocados à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, recebei o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. E serão recordadas as suas obras de misericórdia: Tive fome e destes‑Me de comer, tive sede e destes‑Me de beber, etc.
E de que serão acusados os que forem colocados à sua esquerda? De não terem usado de misericórdia. E para onde irão? Ide para o fogo eterno. Esta má notícia provocará enorme pranto. Mas que diz outro salmo? O justo deixará memória eterna; ele não receia más notícias, Qual é a má notícia? Ide para o fogo eterno que está preparado para o diabo e seus anjos. Quem se alegrar com a boa notícia não receará a notícia má. Aqui está a justiça, aqui está a fidelidade.
Ou será que, por tu seres injusto, o juiz não é justo? Ou por tu seres infiel, a fidelidade não é fiel? Ora se desejas que Ele seja misericordioso para contigo, sê tu misericordioso antes que Ele venha; perdoa a quem te ofendeu; dá do que tens em abundância. De quem é o que dás, senão d’Ele? Se desses do que era teu, seria liberalidade; mas porque dás do que é d’Ele, é uma restituição. Que tens tu, que não tivesses recebido? São estes os sacrifícios mais agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o louvor, a paz, a caridade. Apresentemos estas ofertas e esperaremos com segurança a vinda do juiz, que julgará o mundo com justiça e os povos com fidelidade.
RESPONSÓRIO Mt 16, 27; Salmo 95 (96), 13b
R. O Filho do homem há‑de vir na glória de seu Pai com os seus Anjos. * E retribuirá a cada um segundo as suas obras.
V. Julgará o mundo com justiça e os povos com fidelidade. * E retribuirá a cada um segundo as suas obras.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Ap 7, 10b.12
Louvor ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro. A bênção, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que estais sentado à direita do Pai.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4554-liturgia-de-17-de-novembro-de-2024>]
DOMINGO DA XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio – I semana do saltério)
Antífona
– Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e de todos os lugares reconduzirei vossos cativos (Jr 29,11.14).
Coleta
– Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de sempre nos alegrar em vosso serviço, porque só alcançaremos duradora e plena felicidade sendo fieis a vós, criador de todos os bens. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Dn 12,1-3
Salmo Responsorial: Sl 16,5.8.9-10.11 (R: 1a)
– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
– Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.
R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
– Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção.
R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!
R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
2ª Leitura: Hb 10,11-14.18
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– É preciso vigiar e ficar de prontidão; em que dia o Senhor há de vir, não sabeis, não! (Lc 21,36)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 13,24-32
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xxxiii-do-tempo-comum-7/>]
LEITURA I Dn 12, 1-3
Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande chefe dos Anjos, que protege os filhos do teu povo. Será um tempo de angústia, como não terá havido até então, desde que existem nações. Mas nesse tempo, virá a salvação para o teu povo, para aqueles que estiverem inscritos no livro de Deus. Muitos dos que dormem no pó da terra acordarão, uns para a vida eterna, outros para a vergonha e o horror eterno. Os sábios resplandecerão como a luz do firmamento e os que tiverem ensinado a muitos o caminho da justiça brilharão como estrelas por toda a eternidade.
No meio da perseguição movida por Antíoco Epifânio, os judeus encontram nas palavras de Daniel a consolação e a esperança. O anjo Miguel “protege os filhos do teu povo” e no final, quando parecer que o mal venceu, vai manifestar-se a verdadeira vitória com a ressurreição daqueles “que estiverem inscritos no livro de Deus”.
Salmo 15 (16), 5.8.9-10.11 (R. 1)
O salmista, vendo a multiplicação dos ídolos no seu país, afirma a sua fé no Senhor, reconhecendo que “nada existe acima” do Senhor seu Deus. Reconhecendo que a sua sorte está nas mãos de Deus ele confia que não verá a morte nem descerá à sepultura, e, por isso pode dormir tranquilo. Esta certeza, porém, supõe um combate contínuo para permanecer fiel no meio de tantos que correm atrás dos ídolos.
LEITURA II Heb 10, 11-14.18
Todo o sacerdote da antiga aliança se apresenta cada dia para exercer o seu ministério e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca poderão perdoar os pecados. Cristo, ao contrário, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-Se para sempre à direita de Deus, esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo dos seus pés. Porque, com uma única oblação, tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica. Onde há remissão dos pecados, já não há necessidade de oblação pelo pecado.
Jesus ofereceu-se a si mesmo ao Pai em sacrifício pelos pecados dos homens. O seu sacrifício é único e irrepetível e concretiza a vitória sobre o pecado de uma vez para sempre. Os sacrifícios de animais realizados pelos judeus, não têm comparação com o sacrifício de Cristo, porque não têm o poder de salvar.
EVANGELHO Mc 13, 24-32
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas. Então, hão de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória. Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais, da extremidade da terra à extremidade do céu. Aprendei a parábola da figueira: quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai».
A linguagem apocalítica, usada por Marcos para falar da paixão de Cristo, que está prestes a acontecer, e dos tempos que se seguem à ressurreição, que serão de perseguição aos discípulos por causa do nome de Jesus, não pretende amedrontar o leitor mas despertar nele a capacidade de ver para lá das circunstâncias atuais e viver a esperança certa da salvação que vem de Jesus, que venceu a morte pela ressurreição
Reflexão da Palavra
O livro de Daniel, personagem principal mas não autor do livro, situa-nos no século II a.C., no tempo do rei Antíoco Epifânio. Este rei, ao contrário dos seus antecessores, proíbe o culto aos deuses dos povos dominados e impõe que as honras devidas a Deus se devem prestar a ele, como a um deus.
Perante a ordem do rei, muitos judeus recusam-se a obedecer o que provoca uma onda de perseguição que leva à morte muitos, que preferiram enfrentar a tortura e a morte e permanecer fiéis ao Senhor.
O povo, ao sofrer os horrores de uma perseguição sangrenta e sem piedade, questiona-se sobre quando terminará tudo isto, que sentido faz este terror e como agir perante tamanha perseguição.
O autor do livro procura dar uma resposta anunciando que, o que os seus olhos veem é o fracasso, o fim, a morte dos mais valentes e a vitória do horror, do terror e do mal, mas no final “nesse tempo”, aqueles que agora perecem serão os grandes vencedores.
A história do povo desenrola-se como um grande combate que se trava entre o céu e a terra. Os olhos humanos só veem o que se passa na terra e é o horror, a desgraça, a destruição e morte daqueles que são fiéis ao Senhor. O que não podem ver é que no céu já se levanta o vencedor.
No pequeno texto da primeira leitura, Daniel adianta a grande proteção do anjo Miguel que consola o povo do Senhor. E anuncia a vida eterna, a ressurreição, para aqueles que dão a vida pelo Senhor. “Nesse tempo virá a salvação para o teu povo” e esta salvação surge como ressurreição “muitos dos que dormem no pó da terra acordarão, uns para a vida eterna, outros para a vergonha e o horror eterno”.
O salmo 15 começa com uma súplica “defende-me, ó Deus”, que desemboca numa profissão de fé. O autor reconhece que à sua volta existem muitos ídolos e que muitos homens vão atrás deles, mas ele não, “não tomarei parte nas suas libações de sangue, nem sequer pronunciarei os seus nomes”. Porque “tu és o meu Deus, és o meu bem e nada existe acima de ti”.
Depois da profissão de fé o salmista manifesta a sua confiança no Senhor, pois a sua herança e a sua sorte estão nas suas mãos. O Senhor é quem aconselha salmista e ele sabe que não “me entregará à morada dos mortos, nem deixarás o teu fiel conhecer a sepultura”, por isso, tem “sempre o Senhor diante dos meus olhos”, não vacila e “o meu corpo repousará em segurança”.
Continuando a comparação entre os sacrifícios do antigo culto com o sacrifício de Cristo, o autor da carta aos Hebreus afirma a vitória definitiva sobre o pecado realizada de uma vez para sempre no único sacrifício da nova aliança. Após o sacrifício da sua vida, Cristo entrou no céu e “sentou-se para sempre à direita de Deus”.
A luta entre o bem e o mal que atravessa a história da humanidade como se percebe na primeira leitura, é vencida por Cristo “com uma só oferta”, a da sua própria vida e consequente ressurreição. Desta forma ganha atualidade o sacrifício de Cristo “porque, com uma única oblação, tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica” e perdem sentido os sacrifícios da tradição judaica porque não “podem apagar os pecados”.
O evangelho, numa linguagem apocalíptica ou escatológica, pouco própria de Marcos mas muito de acordo com a literatura da sua época, adianta, com sinais extraordinários, o fim dos tempos onde se revelará a salvação, triunfo sobre as forças do mal que lutam contra a humanidade na tentativa de a destruir. Os sinais da sua chegada, ao contrário do que nos diz a esperança cristã, são de destruição “uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas”. Marcos serve-se deste forma de linguagem para adiantar o que vai acontecer com os discípulos depois de Jesus partir.
Deve notar-se que estamos no capítulo 13, imediatamente antes da paixão de Jesus, à qual se seguirá a sua ressurreição e em consequência, os discípulos ficam no mundo e vão ter que enfrentar a tribulação e a perseguição por causa do nome de Jesus.
Marcos não pretende assustar mas, como Daniel na primeira leitura, quer deixar antecipadamente a esperança nos discípulos de Jesus que enfrentam a luta pela fidelidade. Os sinais anunciados devem ser compreendidos pelo discípulo como sinais da vinda do Senhor, o Filho do Homem, que traz a salvação para os fiéis, do mesmo modo que compreende os sinais da natureza que anuncia o verão. Se a história se apresenta dramática, o discípulo sabe que a vitória não é do mal mas de Cristo e de todos os que permanecem firmes por terem sabido ler os sinais da figueira.
Marcos coloca diante do leitor o quadro antecipado da paixão. Do mesmo modo que Jesus teve que passar pela paixão para chegar à ressurreição, também os seus discípulos, que “não são mais que o Mestre”, não podem chegar a glória da ressurreição sem antes passar pela morte. A confiança é o segredo. Jesus confiou que os sinais de destruição, terror e morte, não podem ofuscar os sinais da vitória que já está presente na sua ressurreição que é garantia da nossa própria ressurreição. Se o tempo tarda em cumprir a promessa, o discípulo não pode desanimar, pois, não sabendo quando, sabe que vai acontecer porque confia em Jesus, quando ele diz “as minhas palavras não passarão”.
Meditação da Palavra
A liturgia deste XXXIII domingo do tempo comum, o penúltimo do ano litúrgico, está marcada pela luta que travam os homens. A história da humanidade está marcada pela luta entre o bem e o mal, luta que começa logo no início, como relata o livro dos Génesis ao descrever a entrada do pecado no mundo. Esta luta, tantas vezes sangrenta, como a conheceram os judeus do tempo de Antíoco Epifânio e os discípulos depois da ressurreição de Jesus, pode dar lugar ao desânimo e com ele ao sem sentido de uma luta que parece interminável e inglória porque termina na morte dos fiéis.
Todas as leituras, incluindo o salmo, têm a preocupação de revelar que há um sentido nesta luta e vale a pena travá-la, porque a vitória não pertence ao mal mas ao bem. A vitória é dos que permanecem fiéis ao Senhor Deus de nossos pais, dos que permanecem fiéis a Cristo.
De facto, na leitura de Daniel fica claro que o “tempo de angústia, como não terá havido até então”, provocado pela perseguição, será mudado no tempo em que “virá a salvação para todo o povo, para aqueles que estiverem inscritos no livro de Deus”. E, não se trata de uma salvação passageira, do aqui e agora, trata-se de uma salvação definitiva e permanente, trata-se de ressuscitar “muitos dos que dormem no pó da terra acordarão… resplandecerão como a luz do firmamento… brilharão como estrelas por toda a eternidade”.
O salmista afirma a vitória depois da luta conta os ídolos, para aqueles que, como ele, são capazes de uma profissão de fé inabalável no Senhor e colocam nele a sua confiança. Só no Senhor está a herança do homem, só ele pode livrar da morada dos mortos e ensinar o caminho da vida.
Para a carta aos Hebreus o único que é capaz de salvar, de tirar da morte aqueles que desceram ao sepulcro e os que estão cativos do pecado, é Cristo, o Messias. Ao contrário dos sacrifícios antigos realizados pelos sacerdotes diariamente no templo, o sacrifício de Cristo, realizado uma única vez, vence o pecado e dá a vitória àqueles que travam a luta contra o mal, Estes, como Cristo, chegarão à perfeição porque serão santificados por ele.
O evangelho aponta para a vitória daqueles que aprendem a ler os sinais, como Cristo. Ele, ao chegar a Jerusalém, observa os sinais claros da morte que se mostrava eminente por causa da intolerância das autoridades judaicas que não conseguiam ver nele o Messias. Do mesmo modo não vão conseguir ver nos discípulos os sinais de um tempo novo que começa e que traz a salvação.
Os discípulos de Jesus podem reconhecer nos horrores da perseguição os sinais claros desse novo tempo que chega, “o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas”. Aprendendo a ver com Jesus, os discípulos permanecerão fiéis, certos de que a vitória está ao seu alcance, “não passará esta geração”, porque o “Filho do Homem” já vem sobre as nuvens para “reunir os seus eleitos dos quatro ventos, da extremidade da terra à extremidade do céu”.
Todos os textos desta liturgia, apesar de usarem imagens dramáticas da luta dos homens contra o mal, revelam que a luta do homem não é solitária nem inglória. Deus luta com os homens contra as forças do mal e garante-lhes a vitória do amor sobre os poderes do ódio. Ainda que a realidade se mostre na sua expressão mais horrível e dramática, a última palavra não pertence às forças do mal, mas a Deus. No final, o mal será definitivamente destruído e viverão na alegria os que “estiverem inscritos no livro de Deus”. A vitória que se espera para o final é já uma certeza em Cristo, porque ele, Cristo, passou pela morte e saiu vencedor.
Aqueles que hoje sofrem os horrores da fome, da guerra, da injustiça, todos os que entre nós sentimos a vida paralisada por causa de uma doença grave, de um problema complexo, por causa da violência dos homens que não permitem que vivamos em paz ou aqueles de entre nós que sentem a angústia por causa do pecado que não conseguem vencer, temos, na palavra deste domingo, a razão da esperança. Não estamos sós na nossa luta contra as diversas expressões do mal. O mal que enfrentamos não vai vencer em nós. Cada um de nós tem o seu nome inscrito no livro de Deus e Deus não vai deixar na morte aqueles que lhe pertencem. A última palavra na nossa vida pertence a Deus e não ao mal. A última palavra de Deus é vida, é ressurreição. Ainda que os nossos olhos só vejam os horrores do tempo presente, a fé que nos anima já aponta para o tempo novo da vitória de Cristo que nos espera. Como o salmista digamos “dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença, delícias eternas à vossa direita”.
Rezar a Palavra
Na travessia escura do dia a dia, com tantas experiências dolorosas, a luz da tua ressurreição ilumina o nosso caminho e faz renascer em nós a esperança. Na vida nova que brota da tua Páscoa experimentamos a vitória sobre todos os males que se levantam contra nós na luta pela fidelidade e pelo amor. Dá-nos, Senhor, a capacidade de ver mais longe como Daniel e afirmar a nossa confiança na tua palavra, que jamais passará.
Compromisso semanal
Como o salmista faço a minha profissão de fé a partir da realidade existencial que experimento hoje.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-17-de-novembro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 17 de Novembro
Postado em: por: marsalima
Santa Isabel da Hungria
Isabel da Hungria era princesa, foi rainha e se fez santa. Era a filha do rei André II, da Hungria, e da rainha Gertrudes, de Merano, atual território da Itália. Nasceu no ano de 1207, e naquele momento foi dada como esposa a Luís, príncipe da Turíngia, atual Alemanha. Desde os quatro anos viveu no castelo do futuro marido, onde foram educados juntos.
O jovem príncipe Luís amava verdadeiramente Isabel, que se tornava cada dia mais bonita, amável e modesta. Ambos eram católicos fervorosos. Luís admirava a noiva, amável nas palavras e atitudes, que vivia em orações e era generosa em caridade com pobres e doentes.
A mãe de Luís não gostava da devoção da sua futura nora, e tentou convencer o filho de desistir do casamento, alegando que Isabel seria uma rainha inadequada politicamente. A própria Corte a perseguia por causa de seu desapego e simplicidade cristã. Mas Luís foi categórico ao dizer preferir abdicar do trono a desistir de Isabel. Certamente, amava-a muito.
No castelo de Wartenburg, quando atingiu a maioridade, foi corado rei e casou-se com Isabel, que se tornou rainha aos catorze anos de idade. Ela foi a única soberana que se recusou a usar a coroa, símbolo da realeza, durante a cerimônia realizada na Igreja. Alegou que, diante do nosso Rei coroado de espinhos, não poderia usar uma coroa tão preciosa. Foi assim que o então rei Luís IV acompanhou a seu desejo e tornou-se rei sem colocar a sua coroa, também, diante de Cristo.
Foi um casamento feliz. Ele era sincero, paciente, inspirava confiança e era amado pelo povo. Nunca colocou obstáculos à vida de oração, penitência e caridade da rainha, sendo, ao contrário, seu incentivador. Em Marburg, Isabel construiu o Hospital de São Francisco de Assis para os pobres e doentes leprosos. Além de ajudar com seu dinheiro muitos asilos e orfanatos, os quais visitava com freqüência.
Depois de seis anos, a rainha Isabel ficou viúva, com três filhos pequenos. O rei Luís IV, participando de uma cruzada, morreu antes de voltar para a Alemanha. A partir de então, as perseguições da Corte contra ela aumentaram. A tolerância quanto à sua caridade e dedicação religiosa acabou de vez. E o cunhado, para assumir o poder, expulsou-a do palácio junto com os três reais herdeiros ainda crianças.
Isabel ingressou, então, na Ordem Terceira de São Francisco e dedicou-se à vida de religião e à assistência aos leprosos no hospital que ela própria havia construído. Quando os cruzados que acompanhavam seu marido retornaram à Alemanha, ficaram indignados ao constatar como a rainha viúva e os herdeiros haviam sido tratados. Conseguiram fazer a viúva rainha Isabel reassumir o trono, que depois entregou ao seu filho, na maioridade.
Isabel da Hungria faleceu no dia 17 de novembro de 1231, com apenas vinte e quatro anos de idade, em Marburg, Alemanha. Quatro anos depois, em 1235, foi canonizada pelo papa Gregório IX. A Ordem Franciscana Secular venera-a como sua padroeira na festa celebrada no dia de sua morte.
São Roque Gonzales
“Matastes a quem tanto vos amava. Matastes meu corpo, mas minha alma está no céu.”
Contam os escritos que estas palavras foram ouvidas pelos índios que assassinaram o missionário jesuíta Roque Gonzalez e seus companheiros, padres Afonso Rodrigues e João de Castillo, em 1628. As palavras foram prodigiosamente proferidas pelo coração de padre Roque, ao ser transpassado por uma flecha, porque o fogo não tinha conseguido consumir.
Os três padres eram jesuítas missionários na América do Sul, no tempo da colonização espanhola. Organizavam as missões e reduções implantadas pela Companhia de Jesus entre os índios guaranis do hoje chamado Cone Sul. O objetivo era catequizar os indígenas, ensinando-lhes os princípios cristãos, além de formar núcleos de resistência indígena contra a brutalidade que lhes era praticada pelos colonizadores europeus. Elas impediam que eles fossem escravizados, ao mesmo tempo que permitiam manter as suas culturas. Eram alfabetizados através da religião e aprendiam novas técnicas de sobrevivência e os conceitos morais e sociais da vida ocidental. Era um modo comunitário de vida em que todos trabalhavam e tudo era dividido entre todos. O grande sucesso fez que os colonizadores se unissem aos índios rebeldes, que invadiam e destruíam todas as missões e reduções, matando os ocupantes e pondo fim à rica e histórica experiência.
Roque foi um sacerdote e missionário exemplar. Era paraguaio, filho de colonizadores espanhóis, nascido na capital, Assunção, em 1576. A família pertencia à nobreza espanhola, o pai era Bartolomeu Gonzales Vilaverde e a mãe era Maria de Santa Cruz, que o criaram na virtude e piedade. Aos quinze anos, decidiu entregar sua vida a serviço de Deus. Ingressou no seminário e, aos vinte e quatro anos de idade, foi ordenado sacerdote. Padre Roque quis trabalhar na formação espiritual dos índios que viviam do outro lado do rio Paraguai, nas fazendas dos colonizadores.
O resultado foi tão frutífero que o bispo de Assunção o nomeou pároco da catedral e depois vigário-geral da diocese. Mas ele renunciou às nomeações para ingressar na Companhia de Jesus, onde vestiu o hábito de missionário jesuíta em 1609. Depois, passou toda a sua vida a serviço dos índios das regiões dos países do Paraguai, Argentina, Uruguai, Brasil e parte da Bolívia. Em 1611, chefiou por quatro anos a redução de Santo Inácio Guaçu. Em 1626, fundou quatro reduções: Candelária, Caaçapa-Mirim, Assunção do Juí e Caaró.
Foi na Redução de Caaró, atualmente pertencente ao Brasil, que os martírios ocorreram, em 15 de novembro de 1628. Depois de celebrar a missa com os índios, padre Roque estava levantando um pequeno campanário na capela recém-construída, quando índios rebeldes, a mando do invejoso e feiticeiro Nheçu, atacaram aquela e a vizinha Redução de São Nicolau. Mataram todos e incendiaram tudo. Padre João de Castillo morreu naquela de São Nicolau, enquanto padre Afonso Rodrigues, que ficou na de Caaró, morreu junto com padre Roque Gonzales, esse último com a cabeça golpeada a machado de pedra.
Dois dias depois, os índios rebeldes voltaram para saquear os escombros. Viram, então, que o corpo de padre Roque estava pouco queimado, então transpassaram seu coração com uma flecha. Foi aí que ocorreu o prodígio citado no início deste texto e mantido pela tradição. Eles foram beatificados pelo papa Pio XI em 1934 e canonizados pelo papa João Paulo II em 1988, em sua visita à capital do Paraguai. A festa de são Roque Gonzales ocorre no dia 17 de novembro.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 17 DE NOVEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 15-16
Vós não recebestes um espírito de escravidão, para recair no temor, mas o Espírito de adopção filial, pelo qual exclamamos: «Abá, Pai». O próprio Espírito Santo dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus.
V. Em Vós, Senhor, está a fonte da vida:
R. Na vossa luz veremos a luz.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 22-23
Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não somente ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo.
V. Bendiz, minha alma, o Senhor:
R. Ele salva da morte a tua vida.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tim 1, 9
Deus salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça, essa graça que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a
eternidade.
V. O Senhor conduziu-os seguros e sem temor
R. E introduziu-os na sua terra santa.
Oração
Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Cor 1, 3-4
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as tribulações, para podermos também confortar aqueles que sofrem qualquer tribulação, por meio da consolação que nós próprios recebemos de Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
V. A Vós o louvor e a glória para sempre.
R. No firmamento dos céus.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


