“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 26 DE NOVEMBRO DE 2024
26 de novembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE NOVEMBRO DE 2024
28 de novembro de 2024QUARTA-FEIRA – XXXIV SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Segunda Epístola de São Pedro 2, 1-9
Os falsos doutores
Caríssimos: Assim como houve falsos profetas entre o povo, assim haverá também entre vós falsos doutores, que introduzirão doutrinas perniciosas e, renegando o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma pronta ruína. Muitos imitarão as suas libertinagens; e, por causa deles, o caminho da verdade será ultrajado. Movidos pela cobiça, hão-de explorar-vos com palavras enganadoras. Mas a sua condenação desde há muito foi pronunciada e a sua ruína não dorme.
Porque se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas os precipitou nas cavernas tenebrosas do Abismo, onde esperam o julgamento; se Ele não poupou o mundo antigo, mas só preservou oito pessoas, entre as quais Noé, arauto da justiça, quando desencadeou o dilúvio sobre o mundo dos ímpios; se condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas, para servirem de exemplo aos ímpios futuros; se livrou o justo Lot, revoltado com a vida dissoluta daquela gente perversa, porque aquele justo, vivendo no meio deles, sentia a sua alma atormentada, dia após dia, pelas obras abomináveis que via e ouvia, é porque o Senhor sabe livrar os justos da provação e reservar os maus para o castigo no dia do Juízo.
RESPONSÓRIO Mt 7, 15; cf. 24, 11.24
R. Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm ter convosco vestidos de ovelhas. * Por dentro são lobos devoradores.
V. Hão-de surgir muitos falsos profetas, e muitos serão seduzidos com seus sinais e prodígios. * Por dentro são lobos devoradores.
SEGUNDA LEITURA
Das Homilias atribuídas a São Macário, bispo
(Hom. 28: PG 34, 710-711) (Sec. IV)
Ai da alma em que não habita Cristo!
Assim como outrora Deus, irritado contra os judeus, entregou Jerusalém à afronta dos seus inimigos e ela foi dominada por aqueles que a odiavam, ficando sem poder celebrar festas nem sacrifícios, assim também agora Deus, irado contra a alma que transgride os seus mandamentos, a entrega ao poder dos mesmos inimigos que a seduziram e que a desfiguram completamente.
E assim como uma casa que não é habitada pelo dono, fica abandonada às trevas, à infâmia e ao desprezo, e se enche de lixo e imundície, assim também a alma, privada do seu Senhor que antes habitava nela com os seus Anjos, se enche das trevas do pecado, de paixões iníquas e de toda a ignomínia.
Ai do caminho que ninguém percorre, em que não se ouve uma voz humana, porque depressa se converte em asilo de animais! Ai da alma por onde o Senhor não passa, fazendo ouvir a sua voz para afugentar as feras espirituais da maldade! Ai da terra que não tem agricultor para a trabalhar! Ai do barco sem timoneiro: batido pelas ondas e tempestades do mar, acaba por naufragar! Ai da alma que não leva consigo o verdadeiro timoneiro que é Cristo: envolvida num violento mar de trevas, batida pelas ondas das suas paixões, impelida pela tempestade invernal dos espíritos malignos, caminha miseravelmente para o naufrágio!
Ai da alma privada de Cristo, o único que a pode cultivar diligentemente para a fazer produzir os bons frutos do Espírito: assim abandonada, cheia de espinhos e abrolhos, em vez de dar frutos, acaba na fogueira! Ai da alma em que não habita Cristo, o seu Senhor: assim abandonada, começa a emanar fétidas paixões e acaba por se converter num antro de vícios! Assim como o agricultor que quer trabalhar a terra escolhe os instrumentos mais apropriados e veste a roupa mais aconselhável para esse trabalho, também Cristo, o rei celeste e verdadeiro agricultor, vindo ao encontro da humanidade devastada pelo pecado, assumiu um corpo humano e, tomando a cruz como instrumento de trabalho, cultivou a alma abandonada, libertou-a dos espinhos e abrolhos dos maus espíritos, arrancou dela o joio do mal e lançou ao fogo toda a palha dos seus pecados; e tendo-a assim trabalhado com o madeiro da cruz, plantou nela o ameníssimo jardim do Espírito, que produz toda a espécie de frutos saborosos e agradáveis para Deus, que é o seu Senhor.
RESPONSÓRIO Jo 15, 1.5a.9a
R. Eu sou a videira, vós sois os ramos; * Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto.
V. Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. * Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto.
Oração
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis, para que, correspondendo mais generosamente à acção da graça divina, recebamos maiores auxílios da vossa bondade. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Rom 8, 35.37
Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? Em tudo isto somos vencedores, graças àquele que nos amou.
RESPONSÓRIO BREVE
V. A toda a hora bendirei o Senhor.
R. A toda a hora bendirei o Senhor.
V. O seu louvor estará sempre na minha boca.
R. Bendirei o Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. A toda a hora bendirei o Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4564-liturgia-de-27-de-novembro-de-2024>]
QUARTA FEIRA – XXXIV SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia da II semana)
Antífona
– É de paz que, o Senhor vai falar a seu povo e seus fieis, e aos que a ele converterem (Sl 84,9).
Coleta
– Levantai, Senhor, nós vos pedimos, o ânimo dos vossos fiéis, para que, fazendo frutificar com solicitude a obra da salvação, recebam maiores auxílios de vossa paternal bondade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Ap 15,1-4
– Leitura do livro do Apocalipse de são João: Eu, João, 1vi no céu outro sinal, grande e admirável: sete anjos, com as sete últimas pragas. Com elas o furor de Deus ia-se consumar. 2Vi também como que um mar de vidro misturado com fogo. Sobre este mar estavam, de pé, todos aqueles que saíram vitoriosos do confronto com a besta, com a imagem dela e com o número do nome da besta. Seguravam as harpas de Deus. 3Entoavam o cântico de Moisés, o servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: “Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! 4Quem não temeria, Senhor, e não glorificaria o teu nome? Só tu és santo! Todas as nações virão prostrar-se diante de Ti, porque tuas justas decisões se tornaram manifestas”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 98,1. 2-3ab.7-8.9 (R: Ap 15,3b)
– Como são grandes e admiráveis vossas obras, ó Senhor e nosso Deus onipotente!
R: Como são grandes e admiráveis vossas obras, ó Senhor e nosso Deus onipotente!
– Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
R: Como são grandes e admiráveis vossas obras, ó Senhor e nosso Deus onipotente!
– O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.
R: Como são grandes e admiráveis vossas obras, ó Senhor e nosso Deus onipotente!
– Aplauda o mar com todo ser que nele vive, o mundo inteiro e toda gente! As montanhas e os rios batam palmas e exultem de alegria.
R: Como são grandes e admiráveis vossas obras, ó Senhor e nosso Deus onipotente!
– Na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade.
R: Como são grandes e admiráveis vossas obras, ó Senhor e nosso Deus onipotente!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Permanece fiel até a morte, e a coroa da vida eu te darei (Ap 2,10).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 21,12-19
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quarta-feira-da-semana-xxxiv-do-tempo-comum-10/>]
Leitura I (anos pares) Ap 15, 1-4
Eu, João, vi no Céu mais um sinal, grandioso e admirável: sete Anjos com sete flagelos, que são os últimos, porque eles vinham consumar a ira de Deus. Vi também uma espécie de mar de cristal misturado com fogo. Sobre o mar de cristal, estavam de pé, os vencedores do Monstro, da sua imagem e do número do seu nome. Tinham na mão harpas divinas e cantavam o cântico de Moisés, o servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: «Grandes e admiráveis são as vossas obras, Senhor, Deus omnipotente. Justos e verdadeiros são os vossos caminhos, Rei das nações. Senhor, quem não há de temer e glorificar o vosso nome? Porque só Vós sois santo e todas as nações virão prostrar-se diante de Vós, porque se manifestaram os vossos juízos».
Compreender a palavra
Aqueles que venceram o mostro, pela perseverança, estão agora sobre o mar de cristal e cantam o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro. Esta descrição de João fala da vitória dos perseguidos sobre os seus perseguidores. Do mesmo modo que o povo saiu do Egito e atravessou o mar vermelho e isso significou a grande libertação, os que passaram a prova do martírio atravessaram a morte e experimentam a libertação definitiva. Cantam os cânticos de louvar e alegria por tudo quanto o Senhor fez por eles.
Meditar a palavra
O Apocalipse coloca diante de nós a vitória daqueles que perseveraram até ao fim. Esses atravessaram as portas da morte e estão diante de Deus em alegria e festa. Esta experiência fala às nossas vidas convidando-nos à perseverança mesmo no meio das maiores dificuldades, desafios e sofrimentos. A vitória não é para os que escapam à morte ou salvam a pele do fogo do martírio, mas daqueles que se entregam por amor. O martírio dos que cantam o cântico do Cordeiro é a máxima expressão do amor que responde ao martírio do próprio Cristo que, na cruz, nos deu a vida pela morte.
Rezar a palavra
Ensina-me a oferecer a minha vida na realidade de cada dia para que, entregando-me totalmente a vós e aos irmãos por amor, encontre a verdadeira vida que não se compra com prata nem ouro, mas se alcança pelo sangue derramado.
Compromisso
Como Maria quero oferecer a minha vida junto à cruz.
Evangelho Lc 21, 12-19
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deitar-vos-ão as mãos e hão de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Assim tereis ocasião de dar testemunho. Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós e todos vos odiarão por causa do meu nome; mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».
Compreender a palavra
Lucas, no meio do discurso apocalíptico, dá conta da situação concreta da comunidade cristã perseguida por causa da fé em Jesus. Os pormenores são interessantes e mostram a violência com que se atacam os cristãos. Esta perseguição tem, no entanto, um aspeto positivo porque se torna uma oportunidade para que os cristãos manifestem publicamente o testemunho da sua fé em Jesus. É também tempo de verdade porque nem todos permanecerão fiéis e muitos se revelarão denunciando os cristãos, a começar pela família e círculo de amigos. No final, os que permanecerem fiéis serão salvos.
Meditar a palavra
Nas palavras de Lucas posso ver um convite de Jesus a dar testemunho da minha fé, apesar de saber que serei perseguido por causa de Jesus. Nem todos reconhecem o valor da fé e muitos tornam-se mesmo inimigos da fé, como forma de se imporem contra os que creem. No meio da perseguição experimento a minha fragilidade, mas também a força da fé. Na fidelidade a Jesus confirmo que as suas promessas se realizam na minha vida. Primeiro experimento que não estou só, Ele está comigo até ao fim e a sua promessa de salvação realiza-se em mim segundo as suas palavras. A perseguição torna-se, então, um lugar privilegiado de encontro com Cristo.
Rezar a palavra
Pelo teu nome viverei. Senhor, a tua palavra realiza-se na minha vida e as tuas promessas encontram na minha fé o seu cumprimento. Quero experimentar a tua presença no meio das adversidades, diante dos meus adversários, frente às incertezas do futuro. Não permitas que os inimigos tenham poder sobre mim e dá-me a graça da fidelidade para poder participar na tua salvação.
Compromisso
Hoje, vou aceitar as humilhações ou agressões dos que não entendem a minha vida de fé e vou rezar pelos que no mundo são perseguidos por causa de Jesus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé, bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-27-de-novembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 27 de Novembro
Postado em: por: marsalima
São Virgílio
Foi um dos grandes missionários irlandeses do período medieval e um dos maiores viajantes da importante ilha católica, ao lado dos santos Columbano, Quiliano e Gallo.
Nasceu na primeira década do século VIII e foi batizado com o nome de Fergal, depois traduzido para o latim como Virgilio. Católico, na juventude voltou-se para a vida religiosa, tornou-se monge e, a seguir, abade do Mosteiro de Aghaboe, na Irlanda. Deixou a ilha em peregrinação evangelizadora em 743 e não mais voltou.
Morou algum tempo no reino dos francos, quando o rei era Pepino, o Breve, que lhe pedira para organizar um centro cultural. Mas problemas políticos surgiram na região da Baviera, agregada aos seus domínios. Lá, o duque era Odilon, que pediu a Pepino para enviar Virgilio para a Abadia de São Pedro de Salzburg, atual Áustria. E logo depois Odilon nomeou Virgilio como bispo daquela diocese.
Ocorre que, na época, são Bonifácio, o chamado apóstolo da Alemanha, atuava como representante do papa na região, e caberia a ele essa indicação e não a Odilon. O que o desagradou não foi a escolha de Virgilio, mas o fato de ter sido feita por Odilon. Ambos nutriam entre si uma profunda divergência no campo doutrinal e Virgilio participava do mesmo entendimento de Odilon. Essa situação perdurou até a morte de são Bonifácio, quando, e só então, ele pôde ser consagrado bispo de Salzsburg.
Mas Virgílio era homem de fé fortalecida e de vasta cultura, dominava como poucos as ciências matemáticas, ganhando, mesmo, o apelido de “o Geômetra” em seu tempo. Viveu oito séculos antes de Galileu e Copérnico e já sabia que a Terra era redonda, o que na ocasião e em princípio era uma heresia cristã. Foi para Roma para se justificar com o papa, deixou a ciência de lado e abraçou integralmente o seu apostolado a serviço do Reino de Deus como poucos bispos consagrados o fizeram. Revolucionou a diocese de Salzburg com o seu testemunho e converteu aquele rebanho para a redenção de Cristo, aproveitando-se do interesse político do rei.
Em 755, um ano após a morte de são Bonifácio, Virgílio foi consagrado bispo de Salzburg. Continuou evangelizando a Áustria de norte a sul, inclusive uma parte do norte da Hungria. Fundou e restaurou mosteiros e igrejas, com isso construiu o primeiro catálogo e crônica dos mosteiros beneditinos.
Morreu e foi sepultado na Abadia de Salzburg, Áustria, em 27 de novembro de 784, em meio à forte comoção dos fiéis, que transformaram essa data a de sua tradicional festa. Séculos depois, suas relíquias foram trasladadas para a bela Catedral de Salzburg. Em 1233, foi canonizado, e o dia de sua festa mantido. São Virgílio foi proclamado padroeiro de Salzburg.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 27 DE NOVEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 1,16-17a
Dei esta ordem aos vossos juízes: Ouvi as dissenções entre os vossos irmãos e julgai com justiça as questões de cada um deles com o seu irmão ou com o estrangeiro que mora com ele. Não fareis acepção de pessoas nos vossos julgamentos: ouvireis tanto o pequeno como o grande. Não vos intimideis diante de homem algum, porque o juízo é de Deus.
V. O Senhor é justo e ama a justiça:
R. Os rectos de coração hão-de contemplar a sua face.
Oração
Senhor, Pai santo, Deus fiel, que enviastes o Espírito Santo para reunir os homens, dispersos pelo pecado: ajudai-nos a ser, no meio do mundo, fermento de unidade e de paz. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 55, 8-9
Os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor. Tanto quanto os céus estão acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos, e acima dos vossos estão os meus pensamentos.
V. Quem como Vós, Senhor Deus dos Exércitos?
R. Sois poderoso, Senhor, e cheio de fidelidade.
Oração
Deus omnipotente e misericordioso, que a meio do dia concedeis um descanso à nossa fadiga, olhai benignamente o trabalho começado, e, remediando as nossas fraquezas, levai a bom termo as nossas ações segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1Sam16,7b
Deus não vê como o homem: o homem olha às aparências, mas o Senhor vê o coração.
V. Sondai-me, ó Deus, e vede o meu coração:
R. Conduzi-me pelo caminho da paz.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, de braços abertos na cruz, morrestes pela salvação dos homens, fazei que todas as nossas acções Vos sejam agradáveis e sirvam para manifestar ao mundo a vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 5b-7
Revesti-vos de humildade uns para com os outros, porque Deus resiste aos soberbos e dá a graça aos humildes. Humilhai-vos sob a poderosa mão de Deus, para que Ele vos exalte no tempo oportuno. Confiai-Lhe todas as vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
R. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
V. Protegei-nos à sombra das vossas asas.
R. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

