“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 8 DE DEZEMBRO DE 2024
8 de dezembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 10 DE DEZEMBRO DE 2024
10 de dezembro de 2024SEGUNDA-FEIRA DA II SEMANA DO ADVENTO
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 24, 1-18
Manifestação do Senhor no seu dia
O Senhor vai devastar e saquear a terra, vai transtornar a sua face e dispersar os seus habitantes. O sacerdote ficará como o povo,o senhor como o escravo, a senhora como a serva, o vendedor como o comprador, o que empresta como quem pede emprestado, o credor como o devedor. A terra ficará totalmente devastada, completamente despojada, tal como o Senhor o decretou. A terra está de luto e desfalece, o mundo desfalece e definha, com a terra desfalecem as alturas. A terra foi contaminada pelos seus habitantes, porque transgrediram as leis, desprezaram os preceitos, romperam a aliança eterna. Por isso a maldição devora a terra, e os seus habitantes sofrem a pena dos seus crimes. Por isso os habitantes da terra são exterminados e reduzidos a um pequeno número. O vinho novo está de luto, a videira definha, suspiram os corações outrora jubilosos. Cessou a alegria dos tamborins, acabaram as manifestações de contentamento, calou‑se o som alegre da harpa. Já não se bebe vinho a cantar; a bebida forte tem sabor amargo para os que a bebem. A cidade do caos está arruinada, todas as casas estão fechadas. Nas ruas há lamentos por causa do vinho, desapareceu toda a alegria, o júbilo foi banido do país. Na cidade só resta a desolação, e a Porta, despedaçada, está em ruínas. Isto sucederá no país e no meio dos povos, como no varejo da azeitona, como no rebusco da videira depois da vindima. Eles levantam a voz e cantam alegremente, a partir do poente aclamam a majestade do Senhor; nos alvores do oriente glorificam o Senhor, nas ilhas do mar celebram o nome do Senhor, Deus de Israel. Dos confins da terra ouvimos cantar: «Glória ao Justo!». Mas eu disse: «Infeliz de mim, infeliz de mim! Ai de mim! Os traidores atraiçoam, os traidores cometem traição. O terror, a cova e a armadilha te perseguem, habitante do país. Quem fugir para escapar ao terror cairá na cova, quem escapar da cova será apanhado pela armadilha. Estão abertas as comportas do alto e vacilam os fundamentos da terra».
RESPONSÓRIO Is 24, 14. 15; Sal 95, 1
R. Esses levantam a voz, cantando alegremente: * Nos alvores do Oriente glorificai o Senhor.
V. Cantai ao Senhor um cântico novo; cantai ao Senhor, terra inteira * Nos alvores do Oriente glorificai o Senhor.
SEGUNDA LEITURA
Do Tratado de São João da Cruz, presbítero, “A subida ao monte Carmelo”
(Lib. 2, cap. 22) (Sec. XVI)
Deus falou-nos por meio de seu Filho
A razão principal por que na Lei antiga eram lícitas as perguntas que se faziam a Deus e era justo que os profetas e sacerdotes quisessem visões e revelações de Deus, é porque ainda não estava bem fundamentada a fé nem estabelecida a lei evangélica, e assim era mister que perguntassem a Deus e que Ele respondesse com palavras ou com visões e revelações, ou em figuras e comparações, ou por muitos outros modos de comunicação. Com efeito, tudo o que respondia, falava e revelava, eram mistérios da nossa santa fé ou verdades que a ela se referiam ou a ela conduziam.
Mas agora que está fundada a fé em Cristo e promulgada a lei evangélica, nesta era da graça, não há razão para O interpelar daquela maneira, nem para que Ele agora fale ou responda como então. Porque ao dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é a sua Palavra — e não tem outra — disse‑nos tudo ao mesmo tempo e de uma só vez nesta Palavra única, e nada mais tem a revelar. É este o sentido daquela autoridade com que São Paulo quer levar os hebreus a abandonar aqueles primitivos modos e tratos com Deus previstos na Lei de Moisés e a dirigir os olhos somente para Cristo, dizendo: Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora a nossos pais pelos Profetas; nos últimos tempos falou-nos por seu próprio Filho.
É como se dissesse: O que antigamente Deus disse pelos Profetas a nossos pais de muitos modos e de muitas maneiras, agora, por último, nestes dias, nos falou pelo Filho tudo de uma só vez. Com isso o Apóstolo nos dá a entender que Deus ficou como mudo e não tem mais que falar, porque o que antes disse parcialmente pelos Profetas, revelou‑O totalmente, dando-nos o Todo que é o seu Filho.
E por isso, quem agora quisesse consultar a Deus ou pedir‑Lhe alguma visão ou revelação, não só cometeria um disparate, mas faria agravo a Deus, por não pôr os olhos totalmente em Cristo e buscar fora d’Ele outra realidade ou novidade.
Poderia Deus responder-Lhe deste modo: Este é o meu Filho amado, no qual pus toda a minha complacência; escutai- O. Se já te falei todas as coisas na minha Palavra, que é o meu Filho — e não tenho outra — que mais te posso Eu responder agora ou revelar? Põe os olhos só n’Ele, porque n’Ele tudo disse e revelei, e acharás ainda mais do que pedes e desejas.
Desde o dia em que desci com o meu Espírito sobre Ele no monte Tabor, dizendo: Este é o meu Filho amado, no qual pus a minha complacência; escutai-O, abandonei todas essas maneiras de ensinamentos e respostas, e tudo Lhe confiei a Ele. Porque, se falava antes, era prometendo a Cristo; e se Me perguntavam, eram as perguntas orientadas à petição e esperança de Cristo, no qual haviam de encontrar o Bem total, como agora o dá a conhecer toda a doutrina dos Evangelistas e Apóstolos.
RESPONSÓRIO Mic 4, 2; Gv 4, 25
R. Numerosas nações acorrerão dizendo: Vinde, subamos ao monte do Senhor. * Ele nos ensinará os seus caminhos, e nós andaremos pelas suas veredas.
V. Há-de vir o Messias, a quem chamam Cristo: quando vier, há-de anunciar-nos todas as coisas. * Ele nos ensinará os seus caminhos, e nós andaremos pelas suas veredas.
Oração
Acolhei benignamente, Senhor, a nossa oração e suscitai nos vossos servos o desejo sincero de chegar, de coração purificado, ao grande mistério da Encarnação de vosso Filho Unigénito. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Isaías 2, 3
Vinde, subamos à montanha do Senhor, ao templo do Deus de Jacó. Ele nos ensinará os seus caminhos e andaremos pelas suas veredas. Porque de Sião sairá a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
R. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
V. Sobre ti brilhará a sua glória.
R. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4577-liturgia-de-09-de-dezembro-de-2024>]
Antífona
– Ó nações, escutai a palavra do Senhor; levai-a até os confins da terra. Eis que chega o nosso salvador, não tenhais medo! (Jr 31,10; Is 35,4).
Coleta
– Chegue à vossa presença, Senhor, a nossa oração suplicante, e possamos celebrar de coração purificado o grande mistério da encarnação do vosso Filho. Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 35,1-10
Salmo Responsorial: Sl 85,9ab-10.11-12.13-14 (R: Is 35,4d)
– Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar.
R: Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar!
– Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra.
R: Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar!
– A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.
R: Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar!
– O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.
R: Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eis que o Rei há de vir, Senhor da terra, ele mesmo de nós afastará o jugo de nosso cativeiro.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 5,17-26
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/segunda-feira-da-semana-ii-do-advento-6/>]
Leitura I Is 35, 1-10
Alegrem-se o deserto e o descampado,
rejubile e floresça a terra árida,
cubra-se de flores como o narciso,
exulte com brados de alegria.
Ser-lhe-á dada a glória do Líbano,
o esplendor do Carmelo e de Saron.
Verão a glória do Senhor,
o esplendor do nosso Deus.
Fortalecei as mãos fatigadas
e robustecei os joelhos vacilantes.
Dizei aos corações perturbados:
«Tende coragem, não temais:
Aí está o vosso Deus,
que vem para fazer justiça e dar a recompensa.
Ele próprio vem salvar-vos».
Abrir-se-ão os olhos dos cegos
e os ouvidos dos surdos.
Então o coxo saltará como um veado
e a língua do mudo cantará de alegria.
As águas brotarão no deserto
e as torrentes na aridez da planície;
a terra seca transformar-se-á em lago
e a terra sequiosa em nascentes de água.
No covil dos chacais crescerão canas e juncos.
Aí haverá uma estrada,
que se chamará «caminho sagrado»;
nenhum homem impuro passará por ele
e nele os insensatos não se perderão.
Nesse caminho não haverá leões,
nem andarão por ali animais ferozes.
Por ele caminharão os resgatados
e voltarão os que tiver libertado o Senhor.
Hão de chegar a Sião com brados de alegria,
com eterna felicidade a iluminar-lhes o rosto.
Reinarão o prazer e o contentamento
e acabarão a dor e os gemidos.
Compreender a palavra
A proposta é de alegria e felicidade eternas. O profeta apresenta uma certeza “o Senhor vem salvar” e apresenta esta salvação colocando a natureza a gritar de alegria, renovada pela vida nova que o Senhor lhe concede. O deserto e o descampado gritam de alegria, a terra árida cobre-se de flores e as águas brotarão no deserto criando lagos e nascentes. Cegos, coxos e surdos poderão participar e seguir pelo “caminho sagrado” de regresso a Sião. Ouvir-se-á a alegria e brilhará a felicidade eterna no rosto dos que fizerem o caminho.
Meditar a palavra
No deserto descampado da minha vida o Senhor salva. Não são imagens nem linguagem cujo sentido se não perceba, é a própria realidade, o Senhor vem salvar. A sua salvação robustece as minhas mãos e os meus joelhos vacilantes. Transforma o meu rosto de luto em resplendor de alegria e manifestação de felicidade eterna. Ele abre um caminho novo pelo qual posso regressar. Um caminho aberto a todos, coxos, cegos, surdos, todos serão conduzidos por este caminho sagrado. O Senhor vencerá em mim a dor e os gemidos. Não serei mais um deserto, uma terra árida, mas um jardim bem irrigado, um lago, uma nascente no meio do deserto. Animado por estas palavras experimento já, ao longo do caminho, a alegria que me aguarda quando chegar ao fim no encontro com aquele que nos salva.
Rezar a palavra
No meio das lágrimas de dor e gemidos a vida transforma-se em deserto se no silêncio da noite, Senhor, não me assiste a tua palavra renovadora. A promessa ressoa em meu coração “o Senhor vem salvar” e eu confio. Mas o meu coração teme ser enganado por falsas imagens e vãs palavras. Senhor, dá vigor às minhas mãos abertas para ti e aos meus joelhos caídos por terra em oração. Não deixes que o meu coração desanime neste caminho sagrado ao ver a proximidade dos leões ameaçadores. Faz resplandecer em mim a felicidade eterna para que siga alegre e confiante pela estrada de Sião.
Compromisso
Enquanto houver caminho não se perde a esperança e enquanto houver uma palavra, o deserto pode tornar-se um jardim, por isso procuro o caminho e escuto no silêncio.
Evangelho Lc 5, 17-26
Certo dia, enquanto Jesus ensinava,
estavam entre a assistência fariseus e doutores da Lei,
que tinham vindo de todas as povoações da Galileia,
da Judeia e de Jerusalém;
e Ele tinha o poder do Senhor para operar curas.
Apareceram então uns homens,
trazendo num catre um paralítico;
tentavam levá-lo para dentro e colocá-lo diante de Jesus.
Como não encontraram modo de o introduzir,
por causa da multidão,
subiram ao terraço
e, através das telhas, desceram-no com o catre,
deixando-o no meio da assistência, diante de Jesus.
Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse:
«Homem, os teus pecados estão perdoados».
Os escribas e fariseus começaram a pensar:
«Quem é este que profere blasfémias?
Não é só Deus que pode perdoar os pecados?»
Mas Jesus, que lia nos seus pensamentos,
tomou a palavra e disse-lhes:
«Que estais a pensar nos vossos corações?
Que é mais fácil dizer:
‘Os teus pecados estão perdoados’
ou ‘Levanta-te e anda’?
Pois bem, para saberdes que o Filho do homem
tem na terra o poder de perdoar os pecados…
Eu te ordeno – disse Ele ao paralítico –
levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa».
Logo ele se levantou à vista de todos,
tomou a enxerga em que estivera deitado
e foi para casa, dando glória a Deus.
Ficaram todos muito admirados e davam glória a Deus;
e, cheios de temor, diziam:
«Hoje vimos maravilhas».
Compreender a palavra
A palavra começa por nos mostrar a existência de duas forças, a de Jesus que ensinava com o poder de Deus e os incrédulos, fariseus e doutores da lei. A verdade é que há quem precise de libertação e encontre a resposta para a sua vida em Jesus. Os incrédulos, não consta que tenham libertado alguém, mas Jesus sim, Ele toca, e salva. Este homem paralítico viu-se curado e viu também a sua vida cheia de alegria, sentindo vontade de dar glória a Deus. E a multidão reconheceu que aquelas maravilhas vinham de Deus e também terminou por dar glória a Deus.
Meditar a palavra
Hoje posso fazer a experiência do paralítico que é levado a Jesus. Perante a minha paralisia só Jesus pode responder com a sua palavra libertadora. Quando Jesus me dirige a sua palavra toda a vida se renova em mim e não só começo a andar como vejo a minha existência repleta de alegria. Estas são razões suficientes para dar glória a Deus.
Rezar a palavra
Vem à minha vida, Senhor, e toca o meu coração, ali onde o pecado não me deixa levantar. Olha-me no mais íntimo de mim e conhece-me naquele conhecimento que tudo transforma e tudo faz renascer como vida nova. Estou totalmente disponível para ouvir a tua voz que me liberta e sentir o teu amor que me preenche. Vem, Senhor Jesus.
Compromisso
Hoje vou experimentar a presença libertadora de Jesus, num momento de oração ou até mesmo, se possível, numa confissão bem feita.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-09-de-dezembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 09 de Dezembro
Postado em: por: marsalima
São João (Juan) Diego Cuauhtlatoatzin
Os registros oficiais narram que Juan Diego, para nós João Diego, nasceu em 1474 na calpulli, ou melhor, no bairro de Tlayacac ao norte da atual Cidade do México. Era um índio nativo, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin, traduzido como “águia que fala” ou “aquele que fala como águia”.
Era um índio pobre, pertencia à mais baixa casta do Império Azteca, sem ser, entretanto, um escravo. Dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas não tinha filhos.
Atraído pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram ao México em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, respectivamente. Era um homem dedicado, religioso, que sempre se retirava para as orações contemplativas e penitências. Costumava caminhar de sua vila à Cidade do México, a quatorze milhas de distância, para aprender a Palavra de Cristo. Andava descalço e vestia, nas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de fibra de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social.
A esposa, Maria Lúcia, ficou doente e faleceu em 1529. Ele, então, foi morar com seu tio, diminuindo a distância da igreja para nove milhas. Fazia esse percurso todo sábado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer. Durante uma de suas idas à igreja, no dia 9 de dezembro de 1531, por volta de três horas e meia, entre a vila e a montanha, ocorreu a primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, num lugar hoje chamado “Capela do Cerrinho”, onde a Virgem Maria o chamou em sua língua nativa, nahuatl, dizendo: “Joãozinho, João Dieguito”, “o mais humilde de meus filhos”, “meu filho caçula”, “meu queridinho”.
A Virgem o encarregou de pedir ao bispo, o franciscano João de Zumárraga, para construir uma igreja no lugar da aparição. Como o bispo não se convenceu, ela sugeriu que João Diego insistisse. No dia seguinte, domingo, voltou a falar com o bispo, que pediu provas concretas sobre a aparição.
Na terça-feira, 12 de dezembro, João Diego estava indo à cidade quando a Virgem apareceu e o consolou. Em seguida, pediu que ele colhesse flores para ela no alto da colina de Tepeyac. Apesar do frio inverno, ele encontrou lindas flores, que colheu, colocou no seu manto e levou para Nossa Senhora. Ela disse que as entregasse ao bispo como prova da aparição. Diante do bispo, João Diego abriu sua túnica, as flores caíram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Tinha, então, cinqüenta e sete anos.
Após o milagre de Guadalupe, foi morar numa sala ao lado da capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter passado seus negócios e propriedades ao seu tio. Dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos nativos, que se convertiam. Ele amou, profundamente, a santa eucaristia, e obteve uma especial permissão do bispo para receber a comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias.
João Diego faleceu no dia 30 de maio de 1548, aos setenta e quatro anos, de morte natural.
O papa João Paulo II, durante sua canonização em 2002, designou a festa litúrgica para 9 de dezembro, dia da primeira aparição, e louvou são João Diego, pela sua simples fé nutrida pelo catecismo, como um modelo de humildade para todos nós.
São Pedro Fourier
Pedro Fourier nasceu em 30 de novembro de 1565, em Mirecourt, uma pequena aldeia da Lorena, na França. Ainda jovem, tornou-se um professor admirado e respeitado por seu caráter e competência, que quase todas as famílias desejavam lhe entregar seus filhos para educar. Percebendo o chamado para a vida religiosa, ao completar vinte anos entrou para a Ordem dos Cônegos de Santo Agostinho, onde cursou teologia e filosofia, para finalmente ser ordenado sacerdote.
Mas Pedro era tão rigoroso e disciplinado consigo mesmo e com os irmãos de Ordem, que estes logo fizeram com que fosse transferido do convento. Assim, ele foi designado para ocupar uma das três paróquias que estavam vagas. Preferiu a mais pobre e carente, numa região onde dominavam a corrupção moral e os protestantes calvinistas.
Nessa paróquia permaneceu trinta anos, o suficiente para mudar o comportamento de praticamente toda a população. Incansável, conseguia tempo para percorrer os arredores, arrebanhando centenas de convertidos com sua pregação simples e eficiente. Também fundou em sua paróquia três associações apostólicas: a de São Sebastião, para homens; a do Rosário, para mulheres; e a da Nossa Senhora Imaculada, para moças. Todas voltadas para a educação e formação das crianças e jovens daquela região e arredores.
Entretanto Pedro não obteve sucesso quando criou a primeira escola para os meninos. Por isso, antes de fundar a das meninas, decidiu preparar pessoalmente, e muito bem, as professoras. Reuniu quatro moças, dirigidas pela jovem Alix Le Clerc, e começou a ensinar-lhes as técnicas pedagógicas de ensino, valendo-se da sua grande cultura e didática. Foi assim que fundou a Congregação de Nossa Senhora das Cônegas de Santo Agostinho. A nova Ordem foi aprovada pelo sumo pontífice em 1616, tendo como co-fundadora Alix Le Clerc, hoje bem-aventurada.
Cumprida essa missão, recebeu a tarefa de reformar a própria Ordem, expulsando dela qualquer indício do espírito calvinista, que ameaçava instalar-se. Pedro, em 1622, foi eleito superior dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Mas encontrou muita oposição dentro do clero e, principalmente, do governo.
Em 1636, o rei da França exigiu que Pedro fizesse um juramento que ia contra sua consciência e contra o papa. Em vez disso, preferiu o exílio. Teve, então, de mudar-se para a diocese de Gray, na Borgonha. Embora tivesse o cargo de superior da Ordem, os últimos quatro anos ele passou exercitando o que mais gostava e que fizera em toda sua vida: ensinando as crianças e os jovens numa escola gratuita que ele mesmo ali fundara.
O grande educador, fundador e pregador Pedro Fourier morreu no dia 9 de dezembro de 1640, em Gray. Foi canonizado, em 1897, pelo papa Leão XIII.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 9 DE DEZEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Isaías 10, 20-21
Naquele dia, o resto de Israel e os sobreviventes de Jacó hão-de colocar sinceramente toda a sua confiança no Senhor, o Santo de Israel. Voltará um resto, um resto de Jacó, ao Deus forte.
V. Os povos, Senhor, temerão o vosso nome
R. E todos os reis da terra a vossa glória.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 10, 24.27
Eis o que diz o Senhor Deus do Universo: Meu povo que habitas em Sião, não temas. Naquele dia será tirado o fardo dos teus ombros e será arrancado o jugo do teu pescoço.
V. Lembrai-Vos de nós, Senhor, por amor do vosso povo
R. E visitai-nos com a vossa salvação.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 14, 1
A sua hora está prestes a chegar e os seus dias não tardarão. O Senhor terá compaixão de Jacob e Israel será salvo.
V. Vinde, Senhor, e não tardeis:
R. Perdoai os pecados do vosso povo.
Oração
Acolhei benignamente, Senhor, a nossa oração e suscitai nos vossos servos o desejo sincero de chegar, de coração purificado, ao grande mistério da Encarnação de vosso Filho Unigénito. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Filip 3, 20b-21
Esperamos o Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, que há-de transformar o nosso corpo mortal para o tornar semelhante ao seu Corpo glorioso, pelo poder que tem de sujeitar a Si todo o universo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Vinde libertar-nos, Deus omnipotente.
R. Vinde libertar-nos, Deus omnipotente.
V. Mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.
R. Vinde libertar-nos, Deus omnipotente.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Vinde libertar-nos, Deus omnipotente.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


