“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE DEZEMBRO DE 2024
11 de dezembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 13 DE DEZEMBRO DE 2024
13 de dezembro de 2024QUINTA-FEIRA – NOSSA SENHORA DE GUADALUPE – PADROEIRA DA AMÉRICA LATINA. FESTA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 26, 7-21
Cântico dos justos. Promessa da ressurreição
O caminho do justo é recto, e Vós aplanais a senda do justo. Pela vereda dos vossos juízos, nós Vos esperamos, Senhor, e o vosso nome e a vossa lembrança são o desejo da nossa alma. Por Vós suspira a minha alma durante a noite, e o meu espírito Vos procura desde a aurora; porque as vossas leis são luz para o mundo: ensinam a justiça aos habitantes da terra. Embora se tenha indulgência pelo ímpio, ele não aprende a justiça: pratica o mal no país da rectidão e não vê a majestade do Senhor. Senhor, a vossa mão está levantada e eles não a vêem; mas verão, cheios de vergonha, o vosso amor ardente por este povo; devorá-los-á o fogo destinado aos vossos inimigos. Senhor, Vós nos dareis a paz, porque em nosso favor realizastes obras grandiosas. Senhor, nosso Deus, outros senhores, além de Vós, nos dominaram, mas só a Vós, só o vosso nome invocamos. Os mortos não podem reviver, as sombras não podem ressuscitar; porque Vós os julgastes e destruistes, e apagastes toda a sua memória. Fizestes crescer a nação, Senhor, fizestes crescer a nação; fostes glorificado e alargastes as fronteiras do país. Senhor, na angústia nós Vos procurámos; quando nos castigáveis, nós Vos invocámos. Como a mulher que está para ser mãe se contorce e grita com dores, assim estávamos diante de Vós, Senhor. Concebemos, sentimos as dores do parto, mas foi vento que demos à luz. Não trouxemos a salvação à terra, nem nasceram habitantes ao mundo. Os teus mortos voltarão à vida, os seus cadáveres ressuscitarão. – Despertai e cantai de alegria, vós que habitais no pó da terra, porque o teu orvalho é orvalho de luz, e a terra dará vida às próprias sombras. Vai, meu povo, entra nos teus aposentos e fecha atrás de ti os batentes da tua porta. Esconde-te por um momento, até que passe a indignação. Porque o Senhor vai sair da sua morada, para castigar o crime dos habitantes da terra. A terra porá a descoberto o sangue que recebeu e não esconderá mais os seus mortos.
RESPONSÓRIO Is 26, 19; Dan 12, 2
R.Despertai e cantai de alegria, vós que habitais no pó da terra. * Porque o orvalho do Senhor é orvalho de luz
V. Muitos dos que dormem no pó da terra hão-de acordar * Porque o orvalho do Senhor é orvalho de luz.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de São Pedro Crisólogo, bispo
(Sermo 147: PL 52, 594-595) (Sec. V)
O amor deseja ver a Deus
Ao ver o mundo oprimido pelo temor, Deus procura continuamente chamá-lo com amor; convida-o com a sua graça, atrai-o com a sua caridade, abraça-o com o seu afecto.
Por isso, purifica com as águas do dilúvio a terra que se tinha inveterado no mal e chama a Noé pai do mundo renovado, exorta-o com palavras de amizade, oferece-lhe uma confiança familiar, informa-o com bondade sobre o presente e conforta- o com a sua graça a respeito do futuro. E já não Se limita a dar-lhe ordens, mas, tomando parte no seu trabalho, encerra na arca toda aquela descendência que havia de perdurar por todos os tempos, para que esta aliança de amor acabasse com todo o temor servil e se conservasse na comunhão do amor o que se havia salvo com a comunhão de esforços.
Por isso, chama também Abraão de entre os gentios, nobilita- o com um nome novo, constitui-o pai da fé, acompanha-o no caminho, protege-o entre os estrangeiros, enriquece‑o com toda a espécie de bens, honra-o com triunfos, empenha-o com promessas, livra-o das injúrias, faz-Se seu hóspede, glorifica-o com um herdeiro inesperado: tudo isto para que ele, cumulado de tantos benefícios, atraído com tão grandes provas da caridade divina, aprenda a amar a Deus e não a temê-l’O, a venerá-l’O com amor e não com temor.
Por isso também consola em sonhos a Jacob quando fugia, desafia-o para o combate no regresso, estreita-o no abraço do lutador, a fim de que ele fique a amar, e não a temer, o Autor daquele combate. Por isso ainda, interpela Moisés em sua língua paterna, fala-lhe com paterna caridade, convidando-o a ser o libertador do seu povo. Por todos estes factos que vimos evocando — que manifestam como a chama do amor divino inflamou os corações humanos e como Deus derramou em seus sentidos a abundância da sua caridade — os homens, que estavam privados da visão de Deus por causa do pecado, começaram a desejar ver a Deus com os olhos do corpo.
Mas, como podia o olhar do homem tão limitado captar a visão de Deus, a quem o mundo inteiro não pode conter? A força do amor não mede as possibilidades, ignora os limites. O amor não desiste perante o impossível, não desarma perante as dificuldades.
Se o amor não alcança o que deseja, chega a causar a morte daquele que ama; e por isso vai para onde é atraído e não para onde deveria. O amor gera o desejo, cresce com o ardor, com ardor busca o que não alcançou. E que mais?
O amor não descansa enquanto não vê o que ama; por isso, os santos dariam pouco valor a todas as suas recompensas, se não chegassem a ver a Deus.
Por isso mesmo, o amor que anela ver a Deus, vê-se impelido, para além de todo o raciocínio, pelo ardor da piedade.
Por isso Moisés se atreve a dizer: Se encontrei graça na vossa presença, mostrai-me o vosso rosto. Por isso diz também o salmista: Mostrai-me o vosso rosto. Por isso, enfim, até os próprios pagãos, no meio dos seus erros, modelaram ídolos, para poderem ver com seus próprios olhos o objecto do seu culto.
RESPONSÓRIO Cf. Is 66, 13; 1 Reis 11, 36; Is 66, 14; 46, 13
R. Como a mãe consola o seu filho, assim Eu vos consolarei, diz o Senhor; e de Jerusalém, cidade que Eu escolhi, vos há-de vir o auxílio: * Haveis de o ver, e o vosso coração rejubilará.
V. Estabelecerei em Sião a minha salvação, e em Jerusalém a minha glória. * Haveis de o ver, e o vosso coração rejubilará.
Oração
Despertai, Senhor, os nossos corações para preparar os caminhos de vosso Filho Unigénito, a fim de que, pelo mistério da sua vinda, possamos servir-Vos com espírito renovado. Por Nosso Senhor.
R. Amen.
R. Bendigamos o Senhor.
R. Demos graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Is 45, 8
Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
R. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
V. Sobre ti brilhará a sua glória.
R. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4580-liturgia-de-12-de-dezembro-de-2024>]
QUINTA-FEIRA – NOSSA SENHORA DE GUADALUPE – PADROEIRA DA AMÉRICA LATINA. FESTA
(branco, glória, prefácio de Maria – ofício da festa)
Antífona
– Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando este dia festivo em honra de Nossa Senhora de Guadalupe; os anjos se alegram conosco e dão glória ao Filho de Deus.
Coleta
– Ó Deus, que nos destes a Santa Virgem de Guadalupe para amparar-nos como mãe solícita, concedei aos povos da América Latina, que hoje se alegram com sua proteção, crescer constantemente na fé e alcançar o desejado progresso no caminho da justiça e da paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
1ª Leitura: Gl 4,4-7
Salmo Responsorial Sl 96,1-2a.2b-3.10 (R: 3a)
– Manifestai a sua glória entre as nações.
R: Manifestai a sua glória entre as nações.
– Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu Santo nome.
R: Manifestai a sua glória entre as nações.
– Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios!
– Manifestai a sua glória entre as nações.
– Publicai entre as nações: “Reina o Senhor! Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça”.
– Manifestai a sua glória entre as nações.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Maria alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Lc 1,28)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 1,39-47
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quinta-feira-da-semana-ii-do-advento-5/>]
Leitura I Is 41, 13-20
«Sou Eu, o Senhor, teu Deus,
que te seguro pela mão direita
e te digo: ‘Não temas,
Eu venho em teu auxílio’.
Não temas, pobre verme de Jacob, bichinho de Israel.
Eu venho socorrer-te – oráculo do Senhor – ,
o teu redentor é o Santo de Israel.
Eu te converterei em trilho aguçado, novo e bem cortante;
calcarás e triturarás os montes
e transformarás em palha as colinas.
Hás de joeirá-los e o vento os levará,
o vendaval os dispersará.
Mas tu exultarás no Senhor
e te gloriarás no Santo de Israel.
Os infelizes e os pobres buscam água e não a encontram
e a sua língua está ressequida pela sede.
Eu, o Senhor, os atenderei,
Eu, o Deus de Israel, não os abandonarei.
Farei brotar rios nos montes escalvados
e fontes por entre os vales.
Transformarei o deserto em lago
e a terra seca em nascentes de água.
No deserto farei crescer o cedro, a acácia, a murta e a oliveira;
na estepe plantarei o cipreste, o olmo e o pinheiro,
para que todos vejam e saibam, considerem e compreendam
que a mão do Senhor fez estas coisas,
que o Santo de Israel as realizou».
Compreender a palavra
Através do profeta, o Senhor insiste com o povo, reforçando a promessa da salvação. Facilmente influenciável, o povo precisa de uma atenção especial de Deus para não cair no desânimo perante as dificuldades que parecem fazer crer que a salvação não virá. As palavras do Senhor são claras, ‘sou eu o teu Deus, seguro-te pela mão direita, sou o teu redentor, o santo de Israel’. A sua ação é eficaz para com os pobres e os infelizes, ‘eu os atenderei, não os abandonarei, farei brotar rios, transformarei o deserto’. Portanto, ‘não temas… exultarás no Senhor e te gloriarás’, porque ‘eu te converterei em trilho aguçado’ e todos compreenderão ‘que a mão do Senhor fez estas coisas, que o Santo de Israel as realizou’.
Meditar a palavra
‘Não temas’ é a palavra decisiva do Senhor para mim. Diante dos adversários, diante das dificuldades de cada dia, diante de tudo o que provoca a infelicidade e traz a incerteza no amanhã, o Senhor compromete-se a estender a mão, a socorrer-me, a transformar os montes e as colinas para poder passar e vislumbrar a salvação que vem ao meu encontro. ‘Não temas’ porque o Senhor socorre os infelizes e os pobres abrindo fontes, fazendo jorrar água, transformando o deserto em lago. ‘Não temas’ porque o Senhor te dá razões para a alegria. Numa palavra, deixa-te cuidar pelo Senhor que salva. Viver a fé é viver ao sabor destas palavras e vê-las cumprirem-se em cada dia na ação direta do Senhor.
Rezar a palavra
De cabeça cheia de dúvidas e coração vazio pela dor de quem sofre, oprimido pelo pecado e pelas prisões que impedem a liberdade de tantos homens, desiludido por tantos fracassos na minha e na vida dos outros, escuto a tua voz dizer-me ‘Não temas pequenino verme’. A tua voz aquieta a minha dor, sossega as minhas dúvidas, apaga a minha sede, socorre a minha fraqueza, alivia o meu cansaço. Fala, Senhor, repete a cada instante ‘não tenhas medo’, aquieta-me no corpo e na alma, na mente e no coração, para que viva.
Compromisso
Escutar a voz de Deus é já viver e deixar-me cuidar por ele é ser salvo.
Evangelho Mt 11, 11-15
Naquele tempo,
disse Jesus à multidão:
«Em verdade vos digo
que, entre os nascidos de mulher,
não apareceu ninguém maior do que João Batista.
Mas o mais pequeno no reino dos céus é maior do que ele.
Desde os dias de João Batista até agora,
o reino dos céus sofre violência
e são os violentos que se apoderam dele.
Porque todos os profetas e a Lei profetizaram até João.
É ele, se quiserdes compreender,
o Elias que estava para vir.
Quem tem ouvidos oiça».
Compreender a palavra
É impressionante como meia dúzia de frases escondem tantas verdades que Jesus nos quer comunicar. Ele faz o elogio de João Batista. Ao mesmo tempo revela que há um caminho novo que João veio anunciar (o caminho é Jesus), que levará ao Reino aqueles que quiserem seguir por Ele. Por outro lado, Jesus mostra que não é fácil segui-lo, nem é fácil fazer parte do Reino porque as forças deste mundo são violentas e tudo farão para que o Reino não se implante (sinal disso é que João está preso e vai morrer). Finalmente Jesus convida a estar atento e a captar bem a mensagem que Ele comunica “Quem tem ouvidos oiça”.
Meditar a palavra
É fácil desanimar diante das dificuldades que se surgem na minha vida, na minha família e até na minha fé. Seguir Jesus não é fácil e manter a esperança n’Ele também não. Jesus faz o apelo à escuta da sua palavra. Ninguém vê renascer a esperança só porque sim. É a Palavra que, escutada, acolhida, meditada e rezada no íntimo do coração desperta a esperança e torna capazes de enfrentar a violência das adversidades.
Rezar a palavra
Senhor, é tão fácil cair no desanimo e ficar paralisado no sofá da indiferença. Fechar-se em casa e fingir que nada está a acontecer. Fechar os olhos e dizer que o mundo é maravilhoso. Difícil é olhar a violência e a miséria do mundo e continuar a dizer que vale a pena viver e que o futuro ainda não está hipotecado, porque temos um Deus que vem ao nosso encontro abrindo caminhos de salvação. Tu és esse Deus e Senhor em quem podemos confiar acima de todas as coisas. Faz renascer em mim, cada dia, a esperança.
Compromisso
Hoje vou vencer os pensamentos, as palavras e os olhares que me tentam para ver apenas os aspectos negativos da vida.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-12-de-dezembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 12 de Dezembro
Postado em: por: marsalima
Nossa Senhora de Guadalupe
Como toda aparição de Nossa Senhora, a que é venerada hoje é emocionante também. Talvez esta seja uma das mais comoventes, pelo milagre operado no episódio e pela dúvida lançada por um bispo sobre sua aparição a um simples índio mexicano.
Tudo se passou em 1531, no México, quando os missionários espanhóis já haviam aprendido a língua dos indígenas. A fé se espalhava lentamente por essas terras mexicanas, cujos rituais astecas eram muito enraizados. O índio João Diogo havia se convertido e era devoto fervoroso da Virgem Maria. Assim, foi o escolhido para ser o portador de sua mensagem às nações indígenas. Nossa Senhora apareceu a ele várias vezes.
A primeira vez, quando o índio passava pela colina de Tepyac, próxima da Cidade do México, atual capital, a caminho da igreja. Maria lhe pediu que levasse uma mensagem ao bispo. Ela queria que naquele local fosse erguida uma capela em sua honra. Emocionado, o índio procurou o bispo, João de Zumárraga, e contou-lhe o ocorrido. Mas o sacerdote não deu muito crédito à sua narração, não dando resposta se iria, ou não, iniciar a construção.
Passados uns dias, Maria apareceu novamente a João Diogo, que desta vez procurou o bispo com lágrimas nos olhos, renovando o pedido. Nem as lágrimas comoveram o bispo, que exigiu do piedoso homem uma prova de que a ordem partia mesmo de Nossa Senhora.
Deu-se, então, o milagre. João Diogo caminhava em direção à capital por um caminho distante da colina onde, anteriormente, as duas visões aconteceram. O índio, aflito, ia à procura de um sacerdote que desse a unção dos enfermos a um tio seu, que agonizava. De repente, Maria apareceu à sua frente, numa visão belíssima. Tranqüilizou-o quanto à saúde do tio, pois avisou que naquele mesmo instante ele já estava curado. Quanto ao bispo, pediu a João Diogo que colhesse rosas no alto da colina e as entregasse ao religioso. João ficou surpreso com o pedido, porque a região era inóspita e a terra estéril, além de o país atravessar um rigoroso inverno. Mas obedeceu e, novamente surpreso, encontrou muitas rosas, recém-desabrochadas. João colocou-as no seu manto e, como a Senhora ordenara, foi entrega-las ao bispo como prova de sua presença.
E assim fez o fiel índio. Ao abrir o manto cheio de rosas, o bispo viu formar-se, impressa, uma linda imagem da Virgem, tal qual o índio a descrevera antes, mestiça. Espantado, o bispo seguiu João até a casa do tio moribundo e este já estava de pé, forte e saudável. Contou que Nossa Senhora “morena” lhe aparecera também, o teria curado e renovado o pedido. Queria um santuário na colina de Tepyac, onde sua imagem seria chamada de Santa Maria de Guadalupe. Mas não explicou o porquê do nome.
A fama do milagre se espalhou. Enquanto o templo era construído, o manto com a imagem impressa ficou guardado na capela do paço episcopal. Várias construções se sucederam na colina, ampliando templo após templo, pois as romarias e peregrinações só aumentaram com o passar dos anos e dos séculos.
O local se tornou um enorme santuário, que abriga a imagem de Nossa Senhora na famosa colina, e ainda se discute o significado da palavra Guadalupe. Nele, está guardado o manto de são João Diego, em perfeito estado, apesar de passados tantos séculos. Nossa Senhora de Guadalupe é a única a ser representada como mestiça, com o tom de pele semelhante ao das populações indígenas. Por isso o povo a chama, carinhosamente, de “La Morenita”, quando a celebra no dia 12 de dezembro, data da última aparição.
Foi declarada padroeira das Américas, em 1945, pelo papa Pio XII. Em 1979, como extremado devoto mariano, o papa João Paulo II visitou o santuário e consagrou, solenemente, toda a América Latina a Nossa Senhora de Guadalupe.
Bartolomeu Bompedoni (Bem-Aventurado)
Os condes João e Justina Bompedoni viviam muito felizes no seu castelo em São Gimigniano, na bela região italiana da Toscana. A felicidade ficou completa quando nasceu o filho, em 1228, batizado com o nome de Bartolomeu. A família, muito religiosa, educou-o dentro dos princípios verdadeiros da doutrina cristã. Ele cresceu humilde, caridoso e voltado apenas para a religião, apreciando mais a simplicidade que o luxo. Na juventude, quis seguir a vida religiosa. Mas os pais foram contra, queriam o único fílho junto de si e cuidando dos negócios da família. Decidiram que era melhor que ele se casasse.
Acertam a aliança com uma nobre família, cuja bela filha, cristã e caridosa, também aguardava por um matrimônio apropriado. Mas no dia do noivado Bartolomeu fugiu. Procurou acolhida no Mosteiro beneditino de São Vito, na vizinha cidade de Pisa. Não ingressou como noviço, decidiria isso só depois. Ficou lá apenas trabalhando como efermeiro entre os doentes.
Certa noite, que ele próprio não soube explicar se teve um sonho ou uma visão, Jesus Ressuscitado lhe apareceu, com o corpo cheio de chagas, e disse: “Para fazer a minha vontade, não devereis tornar-te um monge; devereis, ao invés, viver no sofrimento por vinte anos”. Bartolomeu, ouvindo o “recado”, deixou o mosteiro e a cidade, indo para outra região, Volterra, onde ingressou na Ordem Terceira Franciscana.
Aos trinta anos de idade, o bispo de Volterra ordenou-o sacerdote e enviou-o como capelão de um pequeno povoado e, depois, pároco de outro. Nas duas missões, distinguiu-se pelo zelo apostólico. Foram vinte anos dedicados à caridade aos pobres, de amor ao próximo e de palavras reconciliadoras. Padre Barrolomeu era amado por todos, ricos e pobres.
Com pouco mais de cinqüenta anos de idade, consternou os fiéis ao comunicar que havia contraído a lepra. Chegara, então, o momento do seu sofrimento. Naquele tempo, a doença significava total exclusão social, ou seja, era a morte em vida. Pediu ao seu bispo, que concordou, e se retirou como reitor do leprosário de Cellole, na mesma região.
Foi então que Bartolomeu, agora isolado, ganhou fama e notoriedade. A serenidade e santidade da sua figura causavam admiração na população de toda a Itália. A paciência e a capacidade de suportar o seu sofrimento, aliviando e confortando seus companheiros de infortúnio, eram realmente dignas de um irmão franciscano.
Comparado ao personagem bíblico leproso e mesmo assim agradecido a Deus, passou a ser chamado de “o Jó da Toscana”. Recebia devotos de todos os lugares que iam à sua procura em busca de conselho. Aos que se lamentavam de qualquer dificuldade ou doença, respondia com a alegria dos santos: “Não sabes que precisava que Cristo sofresse para entrar na sua glória?” Morreu vinte anos depois, em 12 de dezembro de 1300, aos setenta e dois anos.
Seu túmulo, na igreja de Santo Agostinho, em São Gimigniano, Toscana, ainda hoje é um lugar de milagres e graças atribuídos à sua intercessão, sobretudo pelos doentes de hanseníase, a popular lepra. O culto nessa data foi aprovado em 1498, quando a Santa Sé declarou bem-aventurado Bartolomeu Bompedoni.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 12 DE DEZEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Miq 5, 4-5a
Aquele que há-de reinar sobre Israel levantar-se-á para apascentar o seu rebanho pelo poder do Senhor e pelo nome glorioso do Senhor, seu Deus. Viver-se-á em segurança, porque Ele será exaltado até aos confins da terra. Ele será a paz.
V. Os povos, Senhor, temerão o vosso nome
R. E todos os reis da terra a vossa glória.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ag 2, 7.10
Dentro de pouco tempo, hei-de abalar o céu e a terra, o mar e o continente. A glória deste novo templo será maior que a do antigo, e neste lugar farei reinar a paz, diz o Senhor do Universo.
V. Lembrai-Vos de nós, Senhor, por amor do vosso povo
R. E visitai-nos com a vossa salvação.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Mal 4, 2
Para vós que temeis o meu nome nascerá o Sol da justiça, trazendo em suas asas a salvação. Nesse dia, saireis exultando de alegria como novilhos saltitantes ao sair do estábulo, diz o Senhor do Universo.
V. Vinde, Senhor, e não tardeis:
R. Perdoai os pecados do vosso povo.
Oração
Despertai, Senhor, os nossos corações para preparar os caminhos de vosso Filho Unigénito, a fim de que, pelo mistério da sua vinda, possamos servir-Vos com espírito renovado. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 5, 7-8.9b
Tende paciência, irmãos, até à vinda do Senhor. Vede como o agricultor espera pacientemente o precioso fruto da terra, aguardando a chuva temporã e a tardia. Sede pacientes, vós também, e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima. Eis que o Juiz está à porta.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Vinde libertar-nos, Deus omnipotente.
R. Vinde libertar-nos, Deus omnipotente.
V. Mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.
R. Vinde libertar-nos, Deus omnipotente.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Vinde libertar-nos, Deus omnipotente.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


