“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 21 DE DEZEMBRO DE 2024
21 de dezembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE DEZEMBRO DE 2024
23 de dezembro de 2024Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 51, 1-11
Salvação prometida aos filhos de Abraão
Escutai-Me, vós que buscais a justiça,
vós que procurais o Senhor.
Olhai para a rocha de que fostes talhados
e para a pedreira de onde fostes extraídos.
Olhai para Abraão, vosso pai,
e para Sara, vossa mãe;
ele estava só quando o chamei,
mas abençoei-o e multipliquei-o.
O Senhor consola Sião,
restaura todas as suas ruínas;
faz do seu deserto um Éden
e da sua charneca um jardim do Senhor.
Nela haverá felicidade e alegria,
cânticos de louvor e sons melodiosos.
Prestai-me atenção, ó povos;
nações, dai-me ouvidos.
De Mim sairá a lei
e farei do meu direito a luz das gentes.
Está perto a minha justiça,
vai despontar a minha salvação,
e o meu braço julgará os povos;
as ilhas esperam em Mim
e contam com a força do meu braço.
Erguei os olhos ao Céu
e volvei o vosso olhar à terra:
os céus desvanecer-se-ão como fumo,
e a terra gastar-se-á como um vestido;
os seus habitantes morrerão como mosquitos.
Mas a minha salvação durará eternamente,
a minha justiça não terá fim.
Escutai-me, vós que conheceis a justiça,
povo que tens a minha lei no coração.
Não temais os sarcasmos dos homens,
nem vos deixeis intimidar pelas suas afrontas,
porque a traça os devorará como um vestido,
o bicho os comerá como pano de lã;
mas a minha justiça permanecerá para sempre
e a minha salvação por todas as gerações.
Desperta, desperta, braço do Senhor,
e reveste-te de força.
Desperta como nos dias de outrora,
no tempo das gerações antigas.
Não foste tu que despedaçaste Raab,
que trespassaste o Dragão?
Não foste tu que secaste o mar e as águas do grande abismo,
que das profundezas do mar fizeste um caminho
para dar passagem aos redimidos?
Os libertos do Senhor voltarão,
hão-de entrar em Sião com brados de alegria,
com a cabeça coroada duma alegria eterna.
Hão-de acompanhá-los a felicidade e a alegria,
e desaparecerão a tristeza e a angústia.
RESPONSÓRIO Cf. Is 51, 4. 5; 35, 10
R. Prestai-Me atenção, vós, meu povo; vós, minha nação, dai-Me ouvidos: * Está perto o meu Justo, vai despontar como a aurora o Salvador.
V. Voltarão os resgatados do Senhor e hão-de chegar a Sião com cânticos de alegria. * Está perto o meu Justo, vai despontar como a aurora o Salvador.
SEGUNDA LEITURA
Do Tratado de Santo Hipólito, presbítero, “Contra a heresia de Noeto”
(Cap. 9-12: PG l0, 815-819) (Sec. III)
Manifestação do mistério escondido
Único é o Deus que conhecemos, irmãos, e não por outra fonte que não seja a Sagrada Escritura. Devemos, pois, saber o que as divinas Escrituras anunciam e compreender o que ensinam. Devemos conhecer o Pai como Ele quer ser conhecido, glorificar o Filho como o Pai quer que O glorifiquemos e receber o Espírito Santo como Ele no-l’O quer conceder. Esforcemo-nos por chegar à compreensão das realidades divinas, não segundo o nosso arbítrio e interpretação pessoal, nem fazendo violência aos dons de Deus, mas seguindo os caminhos que o mesmo Senhor nos deu a conhecer nas santas Escrituras.
Quando só existia Deus e nada havia ainda que existisse como Ele, decidiu criar o mundo. E criou o mundo pelo seu pensamento, a sua vontade e a sua palavra; e o mundo começou a existir como Ele o quis e realizou. Portanto, Deus existia na sua unicidade e nada havia de eterno com Ele. Nada havia fora d’Ele; só Ele existia, era perfeito em tudo. N’Ele estava a inteligência, a sabedoria, o poder e o conselho. Tudo estava n’Ele, e Ele era tudo. E quando quis e como quis, no tempo por Ele mesmo predeterminado, revelou ao mundo o seu Verbo, por quem foram feitas todas as coisas.
Deus possuía o Verbo em Si mesmo, e o Verbo era inacessível ao mundo criado; mas fazendo ouvir a sua voz, Deus tornou-O acessível.
Aquele que gerou a Luz da Luz, reproduziu na criatura a imagem do Senhor, que é o seu próprio pensamento. Deste modo, Aquele que só era visível para o Pai começou a ser visível também para o mundo, para que o mundo O visse e pudesse ser salvo.
Este é a Sabedoria eterna, que Se manifestou ao mundo como Filho de Deus. Tudo foi feito por Ele, mas Ele procede unicamente do Pai.
Foi Ele quem deu a lei e as profecias e impeliu os Profetas a falar sob a moção do Espírito Santo, a fim de que, recebendo a inspiração do poder do Pai, anunciassem os seus desígnios e a sua vontade.
O Verbo manifestou-Se, como diz São João. Este repete em síntese o que os Profetas haviam dito, demonstrando que Aquele era o Verbo por quem tinham sido criadas todas as coisas: No princípio era o Verbo; o Verbo estava em Deus, o Verbo era Deus. Tudo foi feito por Ele e sem Ele nada foi feito do que se fez. E mais adiante prossegue: O mundo foi feito por Ele e o mundo não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam.
RESPONSÓRIO Cf. Is 9, 5. 6; Lc 1, 32; Jo 1, 4
R. Um Menino vai nascer para nós e chamar-Se-á Deus Forte. * Sentar-Se-á no trono de David, seu pai, e o seu reino não terá fim.
V. N’Ele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. * Sentar-Se-á no trono de David, seu pai, e o seu reino não terá fim.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Rom 13, 11-12
Chegou a hora de despertarmos do sono, porque a salvação está agora mais perto de nós do que na altura em que abraçamos a fé. A noite vai adiantada e o dia está próximo. Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que haveis de vir ao mundo.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4590-liturgia-de-22-de-dezembro-de-2024>]
DOMINGO DA IV SEMANA DO ADVENTO ANO C
(roxo, creio, pref. do Advento II – ofício do Saltério)
Antífona
– Céus, deixai cair o orvalho, as nuvens façam chover o justo; abra-se a terra, e deixa germinar o Salvador (Is 45,8)
Coleta
– Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela anunciação do anjo a encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
1ª Leitura: Mq 5,1-4a
Salmo Responsorial: Sl 80,2ac-3b.15-16.18-19 (R: 4)
– Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos!
R: Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos!
– Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós que sobre os querubins vos assentais, aparecei cheio de glória e esplendor! Despertai vosso poder, ó nosso Deus, e vinde logo nos trazer a salvação!
R: Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos!
– Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao rebento que firmastes!
R: Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos!
– Pousai a mão por sobre o vosso Protegido, o filho do homem que escolhestes para vós! E nunca mais vos deixaremos Senhor Deus! Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!
R: Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos!
2ª Leitura: Hb 10,5-10
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eis a serva do Senhor; cumpra-se em mim a tua palavra! (Lc 1,38)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 1,39-45
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-iv-do-tempo-do-advento/>]
LEITURA I Miq 5, 1-4ª
Eis o que diz o Senhor:
«De ti, Belém-Efratá,
pequena entre as cidades de Judá,
de ti sairá aquele que há de reinar sobre Israel.
As suas origens remontam aos tempos de outrora,
aos dias mais antigos.
Por isso Deus os abandonará,
até à altura em que der à luz
aquela que há de ser mãe.
Então voltará para os filhos de Israel
o resto dos seus irmãos.
Ele se levantará para apascentar o seu rebanho
pelo poder do Senhor,
pelo nome glorioso do Senhor, seu Deus.
Viver-se-á em segurança,
porque ele será exaltado até aos confins da terra.
Ele será a paz».
As invasões assírias, no século VIII a. C., deixam o povo desanimado, incapaz de acreditar que a promessa de Deus se vai cumprir. Comentam uns com os outros que, o menino prometido como descendente de David, dificilmente nascerá. O Profeta Miqueias tem palavras de esperança. Haverá um tempo de abandono, mas depois virá a restauração, um futuro de segurança e de paz, para tempos messiânicos.
Salmo 79 (80), 2ac.3b.15-16.18-19 (R.4)
Em situação de perigo, de total abandono de Deus, o povo sabe que não consegue alcançar a salvação só pelos seus meios. O Senhor é quem pode libertá-lo da angústia do momento. Por isso o povo suplica ao Senhor que venha em seu auxílio.
LEITURA II Hebr 10, 5-10
Irmãos:
Ao entrar no mundo, Cristo disse:
«Não quiseste sacrifícios nem oblações,
mas formaste-Me um corpo.
Não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado.
Então Eu disse: ‘Eis-Me aqui;
no livro sagrado está escrito a meu respeito:
Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade’».
Primeiro disse: «Não quiseste sacrifícios nem oblações,
não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado».
E no entanto, eles são oferecidos segundo a Lei.
Depois acrescenta: «Eis-Me aqui:
Eu venho para fazer a tua vontade».
Assim aboliu o primeiro culto
para estabelecer o segundo.
É em virtude dessa vontade
que nós fomos santificados
pela oblação do corpo de Jesus Cristo,
feita de uma vez para sempre.
A carta aos Hebreus mostra que, na vida de Jesus, não há outro projeto a não ser o de fazer a vontade do Pai. Olhando para ele percebemos que também na nossa vida não há outro caminho seguro senão a entrega de tudo o que somos ao serviço do projeto de Deus para a humanidade.
EVANGELHO Lc 1, 39-45
Naqueles dias,
Maria pôs-se a caminho
e dirigiu-se apressadamente para a montanha,
em direção a uma cidade de Judá.
Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria,
o menino exultou-lhe no seio.
Isabel ficou cheia do Espírito Santo
e exclamou em alta voz:
«Bendita és tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre.
Donde me é dado
que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?
Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos
a voz da tua saudação,
o menino exultou de alegria no meu seio.
Bem-aventurada aquela que acreditou
no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito
da parte do Senhor».
A disponibilidade de Maria, habitada por Jesus, transforma a vida de Isabel. Ao ouvir a saudação da mãe de Jesus, Isabel fica cheia do Espírito Santo e torna-se a profetiza que anuncia a divindade de Jesus.
Reflexão da Palavra
O livro do profeta Miqueias, de onde é tirado o texto da primeira leitura, recolhe, não apenas as palavras do profeta, mas palavras de outros profetas que são difíceis de identificar. O profeta Miqueias exerceu o seu ministério pelo século VIII a.C. Um tempo difícil por causa da corrupção política e económica, pela gritante desigualdade social e por causa da ameaça constante do império assírio. A profecia dirige-se a um povo desanimado que já não acredita que a promessa do Senhor se realize e o perigo espreita a cada passo. Afinal o rei pastor, descendente de David, nunca mais vem e o trono ameaça ficar vazio.
A profecia de Miqueias que lemos na primeira leitura é quase decalcada na de Isaías ou vice-versa. De facto, também Isaías fala da mulher que está para dar à luz “a jovem está grávida e vai dar à luz um filho, e há de pôr-lhe o nome de Emanuel” (Is 7,14) e, mais à frente “um menino nasceu para nós” (Is 9,5) e adianta também o regresso dos deportados “um resto voltará para o Deus forte” (Is 10,21).
Miqueias encoraja o povo dizendo-lhe que tudo se vai realizar, o Messias vai chegar, “de ti sairá aquele que há de reinar sobre Israel”, mas antes haverá um tempo de abandono pois “Deus os abandonará”. Trata-se de uma promessa de Deus e ele não falha. Tudo se passa de acordo com o tempo de Deus. Quando chegar o tempo, o menino vai nascer e o resto de Israel vai regressar à sua terra.
O menino que vai nascer, segundo a profecia, é descendente de David. Foi a Belém, terra de Jesse, pai de David, que o profeta Samuel foi enviado por Deus para ungir o sucessor de Saúl. Por isso, ao falar da promessa de Deus, Miqueias aponta para aquela cidade que, sendo a mais pequena das cidades de Judá, nem por isso é a menos importante pois “de ti sairá aquele que há de reinar sobre Israel”, aquele que irá “apascentar o seu rebanho pelo poder do Senhor”. Vai trazer a paz e a segurança. “Ele, próprio, será a paz”.
Desta forma, o profeta, diz aos poderosos de Jerusalém, que eles serão humilhados. Deus rejeita a grandeza de Jerusalém e escolhe a pequenez de Belém para vir ao encontro do seu povo. Foi assim que Deus fez quando escolheu David rejeitando os seus irmãos.
O salmo 79 revela um povo em situação de emergência. É todo o povo quem clama ao Senhor “escuta, mostra-te, desperta, vem”. O desespero do povo faz com que grite “vinde em nosso auxílio”. A quem suplica o povo? Ao Senhor, que é “pastor de Israel”. Um pastor que conduz o seu povo. Um Deus que tem poder, “mostra a tua grandeza às tribos de Efraim… desperta o teu poder”. O povo que suplica aflito é o reino do norte, Israel, que se encontra desfeito, destroçado, em ruína.
O salmista mostra que tudo tem origem na indignação de Deus “até quando te mostrarás indignado”, por causa do seu povo, ao ponto de não responder. É aquele tempo de abandono de que fala Miqueias. Mas o povo atribui a Deus a culpa “deste-nos a comer o pão das lágrimas e a beber copioso pranto. Tornaste-nos presa disputada”. Israel sente-se uma vinha a quem o Senhor derrubou a vedação e a expôs a todos quantos “passam pelo caminho”.
Finalmente o povo clama ao Senhor “olhai dos céus e vede, visitai esta vinha… protegei a cepa… Estendei a mão sobre o homem que escolhestes” e assume um compromisso “nunca mais nos apartaremos de Vós”.
O autor da carta aos Hebreus encontra no salmo 40 as expressões ideais para falar da atitude de Jesus diante do Pai e diante dos homens. Deus não quer sacrifícios e a salvação dos homens não se realiza através de holocaustos. Não é o sangue dos animais oferecidos em sacrifício que purifica o homem dos seus pecados, mas o sangue de Cristo. Por isso, o autor coloca as palavras do salmo na boca de Cristo, para dizer que é ele, enquanto Deus feito homem, no seu corpo humano, quem nos purifica de todos os pecados. É na obediência à vontade do Pai, entregando o seu próprio corpo, que Cristo nos santifica a todos.
A passagem do evangelho de Lucas, conhecida por “visitação” coloca diante de nós um quadro inesperado em que se manifesta de modo extraordinário o Espírito Santo. Maria a “cheia de graça”, com a sua presença plena do mistério de Deus, mexe com Isabel ao ponto de o menino lhe saltar no seio. “Isabel ficou cheia do Espírito Santo” que a transformou em profetiza. Num tempo em que já não havia profetas, Isabel “exclamou em alta voz”, para que a notícia chegue a todos. Que proclama Isabel? Que Maria é “bendita”, que “bendito é o fruto do teu ventre” e que esse fruto é o “meu Senhor”. Esta é uma notícia feliz, alegre, de tal modo grandiosa que “o menino exultou de alegria no meu seio”.
Isabel, cheia do Espírito Santo, proclama Maria “Bem-aventurada”. Ser Bem-aventurado é ser feliz. Ninguém é feliz, bem-aventurado, só porque sim, sem mais, mas por causa das escolhas que faz. É assim que Jesus proclama as bem-aventuranças. São bem-aventurados aqueles que escolhem um determinado caminho. Maria é bem-aventurada porque escolheu o caminho da fé, porque “acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor”. Maria eleva-se acima do povo que espera, mas duvida que se venha a cumprir a promessa feita a David. Para o povo, o menino da promessa nunca mais virá, não chega a nascer. Maria, porém, “acreditou” e, por isso, é chamada “mãe do meu Senhor”.
Meditação da Palavra
Quando no evangelho de Lucas, Isabel proclama Maria como “bem-aventurada” porque reconhece que ela “acreditou que havia de cumprir-se tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor”, está a revelar que Maria escolheu seguir por um caminho diferente daquele que seguem as pessoas do seu povo. Há uma distância entre Maria que acolhe na fé as palavras da promessa e o povo que desacreditou dessa possibilidade, como se percebe através dos profetas. Os tempos de abandono, como refere Miqueias, dias em que o Senhor se retira e faz silêncio, são tempos amargos para o povo. Nestes tempos os profetas tentam reanimar a esperança de Israel na promessa feita a David. No entanto, o povo desacredita da possibilidade de esse menino, descendente de David, rebento de Jesse, rei pastor, filho de uma virgem, vir a nascer.
Os profetas dão sinais concretos do como e onde este menino vai nascer. Hoje a primeira leitura é do profeta Miqueias, que diz “de ti [Belém] sairá aquele que há de reinar sobre Israel” quando “der à luz aquela que há de ser mãe”, mas podíamos ter lido um texto semelhante, de Isaías “a jovem está grávida e vai dar à luz um filho, e há de pôr-lhe o nome de Emanuel” (Is 7,14) ou de Jeremias “dias virão em que farei surgir para David um rebento justo. Será um verdadeiro rei e governará com sabedoria” (Jr 23,5). O menino da promessa há de nascer em Belém, de uma virgem, e será descendente de David.
A verdade é que o menino já veio e o evangelho relata os acontecimentos em torno da sua chegada e apresenta Maria como a virgem que o dá à luz porque acredita que se cumprem as promessas feitas a Israel, o seu povo. Ela é a bem-aventurada, ou seja, ela é aquela que fez uma opção diferente do seu povo. Eles preferiram desacreditar, duvidar, pôr em causa o cumprimento da promessa. Ela, Maria, faz a opção pelo caminho da fé. É um caminho mais difícil. É preciso subir a montanha e dizer a cada passo um sim, afirmar continuamente que vai cumprir-se, Deus não falta à sua promessa.
Com Maria vem o tempo da segurança e da paz prometido para a vinda do Messias “Viver-se-á em segurança, porque ele será exaltado até aos confins da terra. Ele será a paz”. O encontro de Maria com Isabel em Ain Karem anuncia o fim do tempo de abandono e o início de um tempo de alegria e de festa.
Com a chegada de Maria a casa de Isabel quebra-se o silêncio de Deus e transforma-se aquela casa no lugar do anúncio, alegre e festivo, de exaltação e glorificação daquele que vem “apascentar o seu rebanho pelo poder do Senhor”. A saudação de Maria não é mais do que a comunicação da paz, como fazem todos os judeus, Shalom, a paz esteja em ti, na tua casa. No entanto, nunca aquelas palavras foram tão verdadeiras como quando Maria as pronunciou, porque ela transporta no seu seio aquele que é a paz, “Ele será a paz”. Por isso Isabel fica cheia do Espírito Santo e começa a profetizar dizendo “Bendita és tu entre as mulheres” e reconhecendo que aquele que Maria traz no seu seio também o é “e bendito é o fruto do teu ventre” e mais, ele é “o meu Senhor” e Maria “a mãe do meu Senhor”.
Com Maria, quem entra na casa de Isabel é Jesus, que ela transporta no seu seio. É o Deus que dança que entra na casa de Isabel e, à sua chegada, João dança no seio de sua mãe. É desde ali que João aprende a dançar com Deus as acrobacias da fé que o Espírito revela aos que sabem caminhar para lá das montanhas até chegarem ao coração do mistério.
Ao aproximar-se a celebração do Natal e contemplando o encontro das duas mulheres grávidas, inundadas pelo Espírito Santo e enriquecidas pela alegria da presença do Messias, somos convidados a fazer a mesma experiência que elas viveram em Ain Karem, a terra de Isabel. Nunca naquele lugar se viu tanta abundância como quando elas experimentaram o abraço da alegria e dançaram ao ritmo do sonho de Deus que se revela aos humildes e simples do seu povo.
Também nós reconhecemos hoje, como Isabel, que Maria é “a mãe do meu Senhor”, a bem-aventurada que preferiu o caminho da fé e, por isso, acreditou. E reconhecemos que em Jesus, “o fruto do teu ventre” se cumpre a promessa de Deus porque ele é o Messias, rei e pastor, que vem trazer a paz. Por isso, também nós, como João exultamos de alegria, dançamos ao ritmo de Deus e proclamamos profeticamente que Jesus é o “bendito fruto”.
A carta aos hebreus diz-nos como se dança ao ritmo da vontade de Deus. De facto, recorda que, “ao entrar no mundo, Cristo disse: «Não quiseste sacrifícios nem oblações». Então Eu disse: ‘Eis-Me aqui; Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade”. Dançar, ou exultar de alegria, ao ritmo da vontade de Deus significa entregar-se todo inteiro à disposição daquele que, como a Isabel, nos enche do Espírito Santo e como em Maria faz acontecer em nós o Messias salvador.
Esta experiência não pode ser apenas uma intenção do momento, mas uma decisão de fé para toda a vida. Tenhamos a coragem de dizer, hoje, como o salmista “nunca mais nos apartaremos de Vós, fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome”
Rezar a Palavra
Quero alegrar-me, Senhor. Quero vencer o rosto fechado, o coração frio, o olhar amortecido, o sentimento de desilusão que me habita. Quero alegrar-me e exultar, dançar e proclamar, por causa das maravilhas que fazes em mim. Quero sentir-me abençoado, bem-aventurado por acreditar que tudo o que dizes se cumpre. Quer ser entrega total de tudo o que sou à tua vontade. Quero ser dom. Quero ser paz.
Compromisso semanal
Descubro à minha volta a presença daquele que me pode dar a paz.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-22-de-dezembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 22 de Dezembro
Postado em: por: marsalima
Santa Francisca Xavier Cabrini
Filha de família pobre, cresceu em meio à miséria que pairava, em meados do século XIX, no norte da Itália. Franzina, de saúde fraca, não conseguiu ser aceita nos conventos. Apesar disso, era dona de uma alma grandiosa, digna de figurar entre os santos. Assim pode ser definida santa Francisca Cabrini, com sua vida voltada somente para a caridade e o bem do próximo.
Francisca Cabrini foi a penúltima de quinze filhos de Antônio e Estela, camponeses muito pobres na pequena Santo Ângelo Lodigiano, região da Lombardia. Nascida em 15 de julho de 1850, desde pequena se entusiasmava ao ler a vida dos santos. A preferida era a de são Francisco Xavier, a quem venerou tanto que assumiu seu sobrenome, se auto-intitulando Xavier. Sua infância e adolescência foram tristes e simples, cheia de sacrifícios e pesares.
Francisca, porém, gostava tanto de ler e se aplicava de tal forma nos estudos que seus pais fizeram o possível para que ela pudesse tornar-se professora.
Mal se viu formada, porém, encontrou-se órfã. No prazo de um ano perdeu o pai e a mãe. Enquanto lecionava e atuava em obras de caridade em sua cidade, acalentava o sonho de entregar-se de vez à vida religiosa. Aos poucos, foi criando coragem e, por fim, pediu admissão em dois conventos, mas não foi aceita em nenhum. A causa era a sua fragilidade física. Mas também influiu a displicência e o egoísmo do padre da paróquia, que a queria trabalhando junto dele nas obras de caridade da comunidade.
Francisca, embora decepcionada, nunca desistiu do sonho. Passado o tempo, quando já tinha trinta anos de idade, desabafou com um bispo o quanto desejava abraçar uma obra missionária e esse a aconselhou: “Quer ser missionária? Pois se não existe ainda um instituto feminino para esse fim, funde um”. Foi, exatamente, o que ela fez.
Com o auxílio do vigário, em 1877 fundou o Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, que colocou sob a proteção de são Francisco Xavier. Ainda: obteve o apoio do papa Leão XIII, que apontou o alvo para as missões de Francisca: “O Ocidente, não o Oriente, como fez são Francisco”. Era o período das grandes migrações rumo às Américas por causa das guerras que assolavam a Itália. As pessoas chegavam aos cais do Novo Mundo desorientadas, necessitadas de apoio, solidariedade e, sobretudo, orientação espiritual. Francisca preparou missionárias dispostas e plenas de fé, como ela, para acompanhar os imigrantes em sua nova jornada.
Tinham o objetivo de fundar, nas terras aonde chegavam, hospitais, asilos e escolas que lhes possibilitassem calor humano, amparo e conforto.
Em trinta anos de intensa atividade, Francisca Cabrini fundou sessenta e sete Casas na Itália, França e nas Américas, no Brasil inclusive. Mais de trinta vezes cruzou os oceanos aquela “pequena e fraca professora lombarda”, que enfrentava, destemida, as autoridades políticas em defesa dos direitos de seus imigrantes nos novos lares.
Madre Cabrini, como era popularmente chamada, morreu em Chicago, Estados Unidos, em 22 de dezembro de 1917. Solenemente, seu corpo foi transportado para New York, onde o sepultaram na capela anexa à Escola Madre Cabrini, para ficar mais próxima dos imigrantes. Canonizada em 1946, santa Francisca Xavier Cabrini é festejada no mundo todo, no dia de sua morte, como padroeira dos imigrantes.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 22 DE DEZEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 13, 13-14a
Vivamos dignamente, como em pleno dia, não em festins licenciosos e na embriaguês, não em desonestidades e libertinagens, não em contendas e invejas. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.
V. Os povos, Senhor, temerão o vosso nome
R. E todos os reis da terra a vossa glória.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Tess 3, 12-13
O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros, como nós para convosco, a fim de que os vossos corações se conservem irrepreensíveis na santidade, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, nosso Senhor, com todos os seus Santos.
V. Lembrai-Vos de nós, Senhor, por amor do vosso povo
R. E visitai-nos com a vossa salvação.
https://www.youtube.com/watch?v=vZJUqnnL_Fs
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tess 1, 6. 7. 10
É justo que Deus vos recompense pelas tribulações que sofrestes, dando-vos o descanso, juntamente connosco, quando aparecer o Senhor Jesus, descendo do Céu com os Anjos do seu poder, entre as aclamações do povo santo e a admiração de todos os crentes.
V. Vinde, Senhor, e não tardeis:
R. Perdoai os pecados do vosso povo.
Oração
Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Filip 4, 4-5
Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos. Seja de todos conhecida a vossa bondade. O Senhor está próximo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Mostrai-nos, Senhor a vossa misericórdia.
R. Mostrai-nos, Senhor a vossa misericórdia.
V. E dai-nos a vossa salvação.
R. Mostrai-nos, Senhor a vossa misericórdia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Mostrai-nos, Senhor a vossa misericórdia.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

