06 DE JULHO DE 2023 – QUINTA-FEIRA DA XIII SEMANA DO TEMPO COMUM
6 de julho de 202308 DE JULHO DE 2023 – SÁBADO DA XIII SEMANA DO TEMPO COMUM
8 de julho de 2023Néctar espiritual extraído da Liturgia Diária de 07/07/2023
Essas santas palavras convidam de forma especial a assumir o compromisso de zelar pelo futuro dos filhos e de toda a posteridade, com confiança nos desígnios do Senhor, que castiga o povo de cabeça dura, mas também perdoa e restaura, tendo Jesus vindo chamar em especial os pecadores.
Antífona da entrada
– Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria. –Sl 46, 2.
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia (Coleta)
– Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Gn 23,1-4.19.24,1-8.62-67
Salmo Responsorial: Sl 105
– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor. –Mt 11,28
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 9,9-13
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!
Ensinamentos
As santas palavras desta Liturgia Diária ensinam em especial, na primeira leitura (Gn 23,1-4.19.24,1-8.62-67), sobre o zelo de Abraão com o futuro do filho e sua posteridade, incumbindo ao seu servo de confiança de buscar na terra de seus parentes, de onde haviam saído, uma esposa para seu filho Isaac; missão que foi bem sucedida, sob os auspícios do Senhor Deus.
No Salmo Responsorial as Sagradas Escrituras afirmam pelo salmista (Sl 105): 1. Aleluia. Louvai o Senhor porque ele é bom, porque a sua misericórdia é eterna. 2. Quem contará os poderosos feitos do Senhor? Quem poderá apregoar os seus louvores?3. Felizes aqueles que observam os preceitos, aqueles que, em todo o tempo, fazem o que é reto. 4. Lembrai-vos de mim, Senhor, pela benevolência que tendes com o vosso povo. Assisti-me com o vosso socorro, 5. para que eu prove a felicidade de vossos eleitos, compartilhe do júbilo de vosso povo e me glorie com os que constituem vossa herança. 6. Como nossos pais, nós também pecamos, cometemos a iniquidade, praticamos o mal. 7. Nossos pais, no Egito, não prezaram os vossos milagres, esqueceram a multidão de vossos benefícios e se revoltaram contra o Altíssimo no mar Vermelho. 8. Mas ele os poupou para a honra de seu nome, para tornar patente o seu poder. 9. Ameaçou o mar e ele se tornou seco, e os conduziu por entre as ondas como através de um deserto. 10. Livrou-os das mãos daquele que os odiava, e os salvou do poder inimigo. 11. As águas recobriram seus adversários, nenhum deles escapou. 12. Então acreditaram em sua palavra, e cantaram os seus louvores. 13. Depressa, porém, esqueceram suas obras, e não confiaram em seus desígnios. 14. Entregaram-se à concupiscência no deserto, e tentaram a Deus na solidão. 15. Ele lhes concedeu o que pediam, mas os feriu de um mal mortal. 16. Em seus acampamentos invejaram Moisés e Aarão, o eleito do Senhor. 17. Abriu-se a terra e tragou Datã, e sepultou os sequazes de Abiron. 18. Um fogo devassou as suas tropas e as chamas consumiram os ímpios. 19. Fabricaram um bezerro de ouro no sopé do Horeb, e adoraram um ídolo de ouro fundido. 20. Eles trocaram a sua glória pela estátua de um touro que come feno. 21. Esqueceram a Deus que os salvara, que obrara prodígios no Egito, 22. maravilhas na terra de Cam, estupendos feitos no mar Vermelho.23. Já cogitava em exterminá-los se Moisés, seu eleito, não intercedesse junto dele para impedir que sua cólera os destruísse. 24. Depois, eles desprezaram uma terra de delícias, desconfiados de sua palavra. 25. Em suas tendas se puseram a murmurar, e desobedeceram ao Senhor. 26. Então, com a mão alçada, ele jurou que havia de prostrá-los no deserto27. e dispersar sua descendência entre as nações pagãs, disseminando-os por toda a terra. 28. Aderiram também ao Baal de Fegor, comeram vítimas oferecidas a deuses sem vida. 29. E, provocando-o com seus crimes, uma peste irrompeu entre eles. 30. Mas levantou-se Finéias para fazer justiça; cessou a peste. 31. Seu zelo lhe foi imputado como mérito, de geração em geração, para sempre. 32. Em seguida, irritaram a Deus nas águas de Meribá, e adveio o mal a Moisés por causa deles. 33. Porque o provocaram tanto, palavras temerárias saíram-lhe dos lábios. 34. Não exterminaram os povos, como o Senhor lhes havia ordenado, 35. mas se misturaram com as nações pagãs e aprenderam seus costumes. 36. Prestaram culto aos seus ídolos, que se tornaram um laço para eles. 37. Imolaram os seus filhos e suas filhas aos demônios. 38. Derramaram o sangue inocente: o sangue de seus filhos e de suas filhas, que aos ídolos de Canaã sacrificaram; seu país ficou manchado com esse sangue. 39. Eles se contaminaram com homicídios, e se prostituíram com seus crimes .40. Então se inflamou contra seu povo a cólera divina, e Deus teve aversão de sua herança. 41. Ele os entregou nas mãos das nações pagãs, e foram dominados pelos que os odiavam. 42. Oprimiram-nos os seus inimigos, foram submetidos ao seu jugo. 43. Muitas vezes ele os libertou; mas sua conduta o exasperou, de tal modo que foram abatidos por causa de suas iniquidades. 44. Entretanto, vendo a sua aflição, ouviu-lhes as orações. 45. Em favor deles lembrou-se de sua aliança, e por sua misericórdia deles se apiedou. 46. E fez com que encontrassem a clemência junto aos que os tinham aprisionado. 47. Salvai-nos, Senhor, nosso Deus, e recolhei-nos de entre as nações, para que possamos celebrar o vosso santo nome e ter a satisfação de vos louvar.48. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, pelos séculos dos séculos! E que todo o povo diga: Amém!
No Santo Evangelho (Mt 9,9-13), sobre que Jesus dirigiu-se a Mateus, no posto de coleta de impostos e disse-lhe: Segue-me. Mateus o seguiu. Em seguida Jesus foi à casa de Mateus, homem de má fama por ser publicano, coletor de impostos. Estando Jesus em sua casa, ali se reuniram muitos outros publicanos e pessoas conhecidas como pecadoras públicas, diante do que os fariseus, escandalizados, questionaram os discípulos sobre por que Jesus tomava refeição com tal espécie de gente. Jesus ouviu-os e respondeu: Não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes. 13. Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6). Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos instam a assumir o compromisso – cumprindo pedir o auxílio divino para fazê-lo – na primeira leitura (Gn 23,1-4.19.24,1-8.62-67), de seguir o exemplo de zelo de Abraão com o futuro do filho e sua posteridade, empenhando-se para fazer o melhor em todos os aspectos, com a confiança de que se é bem sucedido quando tudo se faz sob os auspícios do Senhor Deus, nele confiando e seguindo suas divinas instruções.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 105) concitam a louvar o Senhor por sua bondade e eterna misericórdia, com a consciência de que são felizes os que seguem seus preceitos e atuam retamente. Instam ainda a lembrar com plena clareza de que todos pecamos, porém o Senhor invencível em benevolência não recusa sua assistência, socorrendo o seu povo e levando-o a provar a felicidade e o júbilo dos herdeiros do Deus único, que misericordiosamente perdoa os pecados. Cumpre, pois, louvá-lo e bendizê-lo pelos séculos dos séculos. Amém!
As santas palavras do Santo Evangelho (Mt 9,9-13) instam à atuar com a consciência de que precisamos seguir o exemplo de Jesus, dedicando especial atenção aos que mais necessitam, levando com especial zelo aos doentes espirituais o remédio da Palavra de Deus e todos os imensos benefícios do Reino de Deus, priorizando a misericórdia, levando o chamado de Jesus com preponderância aos pecadores.
Oração final
Dai-nos, Senhor, sabedoria para atuar com o devido zelo em relação ao futuro de nossos filhos e sua posteridade. Confiamos em vossos auspícios; vós que castigais o povo de cabeça dura, mas que perdoais e restaurais, tendo Jesus vindo chamar com especial atenção os pecadores!
Leitura complementar
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 07 DE JULHO DE 2023 <http://www.ibreviary.com/m2/breviario.php?s=ufficio_delle_letture>
Do livro de Santo Agostinho, bispo, sobre a predestinação dos santos
(Cap. 15, 30-31: PL 44, 981-983) (Sec. V)
Jesus Cristo é descendente de David, segundo a carne
O exemplo mais luminoso da predestinação e da graça é o próprio Salvador, o Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus. Para o ser, com que méritos antecedentes de obras e de fé pôde contar a sua natureza humana? Peço que me respondais: Aquele homem assumido pelo Verbo, eterno com o Pai na unidade da pessoa, como mereceu chegar a ser Filho Unigênito de Deus? Que mérito precedeu esta união? Que realizou antes, em que acreditou, que pediu para atingir tão inefável dignidade? Não foi porventura logo no início da sua existência que este homem, criado e assumido pelo Verbo, começou a ser o Filho Unigênito de Deus?
Seja, portanto, bem claro para nós que é em Cristo, nossa Cabeça, que está a fonte da graça, donde se difunde para todos os seus membros, segundo a capacidade de cada um deles. É pela graça que, desde o início da sua fé, o homem se torna cristão, como foi também pela graça que aquele homem, desde o início da sua existência, Se tornou Cristo: do mesmo Espírito de que Jesus nasceu também o homem renasceu; o Espírito que O preservou de todo o pecado é o mesmo Espírito que opera em nós a remissão dos pecados. Deus sabia perfeitamente de antemão o que havia de realizar. Nisto consiste a predestinação dos santos, que teve o seu máximo esplendor no Santo dos Santos. De entre os que compreendem retamente as palavras da verdade, quem pode negar esta predestinação? Nós sabemos, de facto, que o próprio Senhor da glória foi predestinado, na medida em que, sendo homem, Se tornou Filho de Deus.
Jesus estava, por conseguinte, de tal modo predestinado, que, havendo de ser filho de David segundo a carne, seria também Filho de Deus segundo o Espírito de santidade; por isso nasceu do Espírito Santo e da Virgem Maria. Esta foi a admirável elevação do homem, realizada de maneira inefável pelo Verbo divino, para que Jesus Cristo fosse chamado ao mesmo tempo, verdadeira e propriamente, Filho de Deus e Filho do homem: Filho do homem, pela natureza humana assumida, e Filho de Deus, porque o Unigênito de Deus a assumiu; de outro modo dever-se-ia acreditar em quatro pessoas divinas, e não três.
Assim foi predestinada aquela natureza humana a tão admirável, excelsa e sublime dignidade, que nenhuma elevação podia ser maior; da mesma maneira, a divindade, ao assumir a nossa natureza com todas as suas debilidades até à morte de cruz, não podia humilhar-se mais por amor de nós. Por isso, assim como Cristo, um só homem, foi predestinado para ser a nossa Cabeça, também nós, sendo muitos, fomos predestinados para sermos seus membros. Emudeçam, portanto, os méritos humanos, que pereceram em Adão, e reine a graça triunfante de Deus, por Jesus Cristo, Nosso Senhor, único Filho de Deus e único Senhor. E assim, se não é possível encontrar na nossa Cabeça os méritos que precederam a sua singular geração, também em nós, seus membros, não poderão encontrar-se os méritos que precederam tão multiplicada regeneração.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes realizados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode também digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
