“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE JANEIRO DE 2025
25 de janeiro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 27 DE JANEIRO DE 2025
27 de janeiro de 2025Domingo, 26 de Janeiro de 2025
3º Domingo do Tempo Comum, Ano C
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Deuteronómio 18, 1-22
Os levitas. Os verdadeiros profetas
Naqueles dias, Moisés falou ao povo, dizendo:
«Os sacerdotes levitas, toda a tribo de Levi, não terão parte nem herança juntamente com Israel: viverão das ofertas feitas ao Senhor e do seu património; não terão herança entre os seus irmãos: o Senhor é a sua herança, como prometeu.
Estes são os direitos dos sacerdotes sobre o povo, sobre aqueles que oferecem sacrifícios dos seus rebanhos e manadas: darão ao sacerdote a espádua, as queixadas e o bucho. Dar-lhe-ás as primícias do teu trigo, do teu vinho novo e do teu azeite, bem como as primícias da tosquia dos teus rebanhos. Porque o Senhor teu Deus o escolheu para sempre, a ele e aos seus filhos, entre todas as tuas tribos, para estarem ao serviço do Senhor.
Se um levita sair de uma das tuas cidades, ou de qualquer localidade de Israel, para viver espontaneamente no lugar escolhido pelo Senhor, aí poderá servir o Senhor seu Deus, como todos os seus irmãos levitas que aí se encontrarem na presença do Senhor. Receberá para o seu sustento uma porção igual à dos outros, sem contar com o produto do seu património.
Quando tiveres entrado na terra que o Senhor teu Deus te há-de dar, não imitarás os abomináveis costumes dessas nações. Não haverá no meio de ti ninguém que passe pelo fogo seu filho ou sua filha, que pratique a adivinhação, que recorra aos oráculos, aos sortilégios, à magia e aos encantamentos, que consulte os espíritos ou os feiticeiros, que invoque os mortos. Porque todo aquele que faz estas coisas é abominável aos olhos do Senhor, e por causa de tais abominações é que o Senhor teu Deus vai expulsar as nações diante de ti. Deves ser irrepreensível diante do Senhor teu Deus. Essas nações que vais expulsar escutam os oráculos e os adivinhos; mas a ti, o Senhor teu Deus não permitirá nada semelhante.
O Senhor teu Deus fará surgir no meio de ti, de entre os teus irmãos, um profeta como eu; a ele deverás escutar. Foi isto mesmo que pediste ao Senhor teu Deus no Horeb, no dia da assembleia: ‘Não ouvirei jamais a voz do Senhor meu Deus, nem verei este grande fogo, para que não venha a morrer’. O Senhor respondeu: ‘Têm razão. Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta como tu. Porei as minhas palavras na sua boca e ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar. Se alguém não escutar as minhas palavras que esse profeta há-de dizer em meu nome, Eu próprio lhe pedirei contas. Mas se um profeta tiver a ousadia de dizer em meu nome o que não lhe mandei, ou de falar em nome de outros deuses, tal profeta morrerá’.
Talvez perguntes em teu coração: ‘Como poderemos nós identificar a palavra que o Senhor tiver mandado?’. Se um profeta falar em nome do Senhor e a sua palavra ficar sem efeito e não se realizar, nesse caso o Senhor não disse tal coisa. O profeta falou temerariamente: não tens nada a temer dele».
RESPONSÓRIO Deut 18, 18; Lc 20, 13b; cf. Jo 6, 14b
R. Farei surgir para eles um profeta, porei as minhas palavras na sua boca, * E ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar.
V. Vou mandar o meu Filho muito amado: Este é verdadeiramente o Profeta que há-de vir ao mundo. * E ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar.
SEGUNDA LEITURA
Da Constituição Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano II, sobre a Sagrada Liturgia
(Nn 7-8.106) (Sec. XX)
Cristo está sempre presente na sua Igreja
Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas acções litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, tanto na pessoa do ministro – «Ele que Se oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que Se ofereceu na cruz» – como e sobretudo sob as espécies eucarísticas. Está presente pela sua virtude nos sacramentos, de modo que quando alguém baptiza é o próprio Cristo que baptiza. Está presente na sua palavra, pois é Ele que fala quando se lê na Igreja a Sagrada Escritura. Está presente, enfim, quando a Igreja reza e canta, Ele que prometeu: Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.
Nesta obra grandiosa, pela qual Deus é perfeitamente glorificado e os homens são santificados, Cristo associa sempre a Si a Igreja, sua esposa muito amada, que invoca o seu Senhor e por Ele presta culto ao eterno Pai.
Com razão, portanto, a Liturgia é considerada como exercício da função sacerdotal de Cristo. Ela simboliza, através de sinais sensíveis, e realiza, em modo próprio de cada um deles, a santificação do homem; nela o Corpo místico de Jesus Cristo – Cabeça e membros – presta a Deus o culto público integral.
Por isso, toda a celebração litúrgica, por ser obra de Cristo sacerdote e do seu Corpo, que é a Igreja, é acção sagrada por excelência, cuja eficácia não é igualada, sob o mesmo título e grau, por nenhuma outra acção da Igreja.
Pela Liturgia da terra nós participamos, saboreando-a já, naquela Liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual nos encaminhamos como peregrinos e onde Cristo, ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, está sentado à direita de Deus; com toda a milícia do exército celestial, cantamos ao Senhor um hino de glória; veneramos a memória dos Santos, esperando tomar parte na sua companhia, e aguardamos, como Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, até que Ele, nossa vida, Se manifeste, e também nós nos manifestemos com Ele na glória.
Por tradição apostólica, que tem a sua origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal todos os oito dias, no dia que justamente se chama dia do Senhor ou domingo. Neste dia devem os fiéis reunir-se para ouvir a palavra de Deus e participar na Eucaristia, e assim recordar a paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus e dar graças a Deus, que os fez renascer para uma esperança viva pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos. Por isso o domingo é o principal dia de festa que se deve propor e inculcar à piedade dos fiéis, de modo que seja também o dia da alegria e do repouso. Não se lhe devem sobrepor outras celebrações que não sejam de máxima importância, porque o domingo é o fundamento e o núcleo de todo o ano litúrgico.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Ez 37, 12b-14
Assim fala o Senhor Deus: Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei de fixar-vos na vossa terra, e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço – palavra do Senhor.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que estais sentado à direita do Pai.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE EMERSON ANIZI
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-iii-do-tempo-comum-ano-c/>]
Domingo III do Tempo Comum (Ano C)
Nascidos da mesma Palavra
Há uma voz ressoa no silêncio de uma vida sempre aberta ao céu. Há uma voz que se impõe no silêncio que não se cala. Uma Palavra suave e terna que leva mais longe. Há uma voz que se diz no silêncio da cidade dos homens que já não creem. Uma Palavra que abre corações. Há uma voz que grita no silêncio dos corações perdidos recriando na derrocada de todas as desilusões. Uma Palavra para hoje.
LEITURA I Ne 8, 2-4a.5-6.8-10
Naqueles dias,
o sacerdote Esdras trouxe o Livro da Lei
perante a assembleia de homens e mulheres
e todos os que eram capazes de compreender.
Era o primeiro dia do sétimo mês.
Desde a aurora até ao meio dia,
fez a leitura do Livro,
no largo situado diante da Porta das Águas,
diante dos homens e mulheres
e todos os que eram capazes de compreender.
Todo o povo ouvia atentamente a leitura do Livro da Lei.
O escriba Esdras estava de pé
num estrado de madeira feito de propósito.
Estando assim em plano superior a todo o povo,
Esdras abriu o Livro à vista de todos;
e quando o abriu, todos se levantaram.
Então Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus,
e todo o povo respondeu, erguendo as mãos:
«Amen! Amen!».
E prostrando-se de rosto por terra, adoraram o Senhor.
Os levitas liam, clara e distintamente, o Livro da Lei de Deus
e explicavam o seu sentido,
de maneira que se pudesse compreender a leitura.
Então o governador Neemias,
o sacerdote e escriba Esdras,
bem como os levitas, que ensinavam o povo,
disseram a todo o povo:
«Hoje é um dia consagrado ao Senhor, vosso Deus.
Não vos entristeçais nem choreis».
_ Porque todo o povo chorava, ao escutar as palavras da Lei _.
Depois Neemias acrescentou:
«Ide para vossas casas,
comei uma boa refeição, tomai bebidas doces
e reparti com aqueles que não têm nada preparado.
Hoje é um dia consagrado a nosso Senhor;
portanto, não vos entristeçais,
porque a alegria do Senhor é a vossa fortaleza».
A Palavra de Deus foi proclamada solenemente numa grande celebração que reúne todo o povo e os seus chefes. Ao escutar a Palavra proclamada por Esdras e os levitas, o povo reencontra-se com Deus, enche-se de alegria e renova-se na esperança.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 18 B (19), 8.9.10.15 (R. Jo 6, 63c)
O salmo faz o elogio da lei do Senhor. Reconhece que a palavra do Senhor alegra o coração e ilumina os olhos. Aquele que se deixa instruir pela lei do Senhor encontra nela o conforto, a alegria, a sabedoria e um caminho de perfeição. Somos convidados a ouvir e saborear a palavra que sai da boca de Deus.
LEITURA II Forma longa 1Cor 12, 12-30
Irmãos:
Assim como o corpo é um só e tem muitos membros,
e todos os membros do corpo, apesar de numerosos,
constituem um só corpo,
assim sucede também em Cristo.
Na verdade, todos nós
_ judeus e gregos, escravos e homens livres _
fomos batizados num só Espírito,
para constituirmos um só corpo,
e a todos nos foi dado a beber um só Espírito.
De facto, o corpo não é constituído por um só membro,
mas por muitos.
Se o pé dissesse:
«Uma vez que não sou mão, não pertenço ao corpo»,
nem por isso deixaria de fazer parte do corpo.
E se a orelha dissesse:
«Uma vez que não sou olho, não pertenço ao corpo»,
nem por isso deixaria de fazer parte do corpo.
Se o corpo inteiro fosse olho, onde estaria o ouvido?
Se todo ele fosse ouvido, onde estaria o olfato?
Mas Deus dispôs no corpo cada um dos membros,
segundo a sua vontade.
Se todo ele fosse um só membro, que seria do corpo?
Há, portanto, muitos membros, mas um só corpo.
O olho não pode dizer à mão: «Não preciso de ti»;
nem a cabeça dizer aos pés: «Não preciso de vós».
Pelo contrário, os membros do corpo que parecem mais fracos
são os mais necessários;
os que nos parecem menos honrosos
cuidamo-los com maior consideração;
e os nossos membros menos decorosos
são tratados com maior decência:
os que são mais decorosos não precisam de tais cuidados.
Deus organizou o corpo,
dispensando maior consideração ao que dela precisa,
para que não haja divisão no corpo
e os membros tenham a mesma solicitude uns com os outros.
Deste modo, se um membro sofre,
todos os membros sofrem com ele;
se um membro é honrado,
todos os membros se alegram com ele.
Vós sois corpo de Cristo e seus membros,
cada um por sua parte.
Assim, Deus estabeleceu na Igreja
em primeiro lugar apóstolos,
em segundo profetas, em terceiro doutores.
Vêm a seguir os dons dos milagres, das curas, da assistência,
de governar, de falar diversas línguas.
Serão todos apóstolos? Todos profetas? Todos doutores?
Todos farão milagres? Todos terão o poder de curar?
Todos falarão línguas? Terão todos o dom de as interpretar?
A comunidade cristã é chamada a viver a unidade na mesma fé e no mesmo batismo. Nela não há lugar para individualismos nem superioridades. Todos os que receberam o batismo e beberam o mesmo Espírito formam um só corpo, o corpo de Cristo, e são responsáveis por edificar a comunidade em comunhão e partilha, reconhecendo a dignidade de todos os seus membros.
EVANGELHO Lc 1, 1-4; 4, 14-21
Já que muitos empreenderam narrar os factos
que se realizaram entre nós,
como no-los transmitiram os que, desde o início,
foram testemunhas oculares e ministros da palavra,
também eu resolvi,
depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens,
escrevê-las para ti, ilustre Teófilo,
para que tenhas conhecimento seguro do que te foi ensinado.
Naquele tempo,
Jesus voltou da Galileia, com a força do Espírito,
e a sua fama propagou-se por toda a região.
Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos.
Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado.
Segundo o seu costume,
entrou na sinagoga a um sábado
e levantou-Se para fazer a leitura.
Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías
e, ao abrir o livro,
encontrou a passagem em que estava escrito:
«O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque Ele me ungiu
para anunciar a boa nova aos pobres.
Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos
e a vista aos cegos,
a restituir a liberdade aos oprimidos
e a proclamar o ano da graça do Senhor».
Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se.
Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga.
Começou então a dizer-lhes:
«Cumpriu-se hoje mesmo
esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».
A Palavra de Deus cumpre-se ao ser proclamada por Jesus, o ungido pelo Espírito. Nele todos os homens encontram a boa nova da salvação e descobrem o caminho da libertação. Esta palavra permanece atual e mantém o mesmo poder sempre que é anunciada e acolhida na fé.
Reflexão da Palavra
Apesar de continuarem sob o domínio persa, os desterrados de Israel em Babilónia obtiveram autorização para regressar à sua pátria e reconstruirem a cidade e o templo. A grande celebração relatada n a primeira leitura do livro de Neemias, acontece quando o povo já conquistou de novo a sua terra, tem reconstruída a cidade de Jerusalém, e nela foi reerguido o tempo. Falta apenas uma coisa para se poderem considerar de novo, com pleno direito, um povo, o povo do Senhor. Falta a Palavra.
Apesar de terem regressado do exílio, os israelitas não recuperaram ainda a esperança. Alimentaram a esperança do regresso, mas depararam-se com a destruição e viveram anos de conflito com os pagãos que se instalaram na região enquanto eles estiveram fora. O choque de culturas, a dificuldade em manter o povo fiel à lei, a resistência dos pagãos em aceitar a lei judaica, juntamente com os trabalhos difíceis de reconstrução, debilitaram a esperança.
A reconstrução da cidade e do templo foram uma vitória, mas é necessário reconstruir a alma de um povo que tem dificuldade em esquecer o drama vivido no exílio e ultrapassar a humilhação sofrida. Esdras e Neemias propõe a leitura da palavra de Deus. A Palavra de Deus tem o poder de curar as feridas, unir o povo e renovar a esperança.
Escolheram o primeiro dia do sétimo mês, mandaram construir um estrado no largo da Porta das Águas e prepararam uma grande celebração litúrgica composta por vários momentos: reunião de todo o povo numa grande assembleia; entrada solene do livro e abertura diante de todo o povo; leitura prolongada da Palavra de Deus, “desde a aurora até ao meio dia, fez a leitura do Livro”; compromisso, exortação à fortaleza “porque a alegria do Senhor é a vossa fortaleza”, convite à alegria “não vos entristeçais nem choreis”, e envio para comer e beber repartindo com quem não tem. Durante a celebração o povo respondia prostrando-se por terra, adorando, levantando os braços e dizendo“Amen”.
O salmo 19 é formado por três partes distintas. Na primeira podemos encontrar um hino a Deus criador, na segunda o elogio da lei do Senhor e na terceira uma súplica para não cair no pecado. O texto que se canta neste domingo é tirado da segunda parte, onde a Lei, os preceitos, os mandamentos do Senhor são apresentados na sua perfeição, retidão, fonte de sabedoria e de alegria e são reconhecidos como verdadeiros e mais preciosos que todas as riquezas do mundo. No final recolhe-se o último versículo como súplica para que o Senhor escute “as palavras da minha boca e os pensamentos do meu coração”.
Paulo serve-se de uma parábola de Tito Lívio, muito conhecida no seu tempo para atingir um objetivo fundamental nas comunidades cristãs. No domingo passado, Paulo dizia que a beleza da Igreja está na diversidade quando esta promove o bem comum. Hoje, fala da igual dignidade, do respeito que merecem todos os membros da comunidade e da unidade como forma de existência em Cristo. A importância e a superioridade de uns em relação aos outros é fruto do nosso olhar humano que se deixa cativar pelas aparências. Deus não vê assim. Aos olhos de Deus todos são igualmente importantes independentemente da função que realizam. Para Paulo o importante é o Batismo, o Espírito e Cristo. Ora todos recebemos o mesmo batismo, participamos do mesmo Espírito e fazemos parte do mesmo corpo, o corpo de Cristo. A dignidade de cada um vem desta pertença a Cristo. Não importa se uns são apóstolos, outros mestres, outros realizam milagres, outros falam línguas e outros interpretam as línguas ou fazem milagre. Todos pertencem ao mesmo corpo e merecem o mesmo respeito porque têm a mesma dignidade que lhes vem de serem membros do mesmo corpo. “Vós sois corpo de Cristo e seus membros, cada um por sua parte”.
Lucas não foi uma testemunha ocular dos acontecimentos narrados no evangelho. Ele recebeu de outros, daqueles que viveram esses acontecimentos na primeira pessoa e investigou “cuidadosamente” para poder escrever com ordem o que diz respeito a Jesus de Nazaré. Esta informação serve a Teófilo como garantia de que lhe foi ensinada a verdadeira doutrina.
O texto do evangelho recorda que Jesus, depois do batismo de do retiro no deserto, é “impelido pelo Espírito”, começa a sua vida pública nas sinagogas da Galileia e ganha fama por onde passa. Jesus anda de terra em terra mas ao sábado vai, como é costume, à sinagoga. Em Nazaré tem o mesmo comportamento. Tudo ali se passa de forma perfeitamente normal. Jesus levanta-se, recebe o livro do profeta Isaías e faz a leitura como o fez em outros momentos e como o faria qualquer outro judeu do seu tempo.
O texto é emblemático e é atribuído tradicionalmente ao Messias. Após a leitura todos esperam uma palavra do chefe da sinagoga ou que alguém explicasse a palavra que tinha sido proclamada. É nesse momento que Jesus interrompe o silêncio e atrai sobre si o olhar de toda a sinagoga. As palavras explicativas deixam estupefactos todos os presentes, “cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir”.
Para os ouvintes as palavras de Jesus soavam como um atrevimento, pois só o Messias poderia encarnar esta profecia e Jesus era somente o filho do carpinteiro. Segundo a convicção judaica o Messias, o ungido do Senhor, seria o rei enviado por Deus para libertar o povo do domínio romano e, claramente, esse rei messias não era o filho do carpinteiro.
No entanto, Jesus, segundo Lucas, é mesmo o ungido do Espírito, é o Espírito quem conduz Jesus, como ele explica no início “impelido pelo Espírito Jesus voltou para a Galileia”, o mesmo Espírito que tinha descido sobre ele no batismo.
Meditação da Palavra
Celebra-se, hoje, o Domingo da Palavra de Deus, instituído pelo Papa Francisco com o Motu Proprio Aperuit illis, publicado no dia 30 de setembro de 2019.
A Palavra de Deus proclamada neste domingo, o III do Tempo Comum, há de ser escutada dentro do espírito que o Santo Padre quis dar-lhe ao instituí-lo como Domingo da Palavra de Deus. Com este Motu Proprio, cujo título é tirado do evangelho de Lucas, 24,45, onde se diz que Jesus ressuscitado, no encontro com os discípulos de Emaús, “abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras”, salienta-se de modo especial o papel da Palavra de Deus na experiência da fé cristã.
Nas leituras deste domingo começamos por observar que a Palavra de Deus “cumpre-se hoje”, afirmação de Jesus na sinagoga de Nazaré, presente na narração de Lucas. Com esta expressão percebe-se que a Palavra de Deus é atual, é de hoje e para os homens de hoje. Não se trata de uma palavra do passado, gasta, desatualizada, como acontece com as palavras dos milhares de livros que enchem as bibliotecas. Simultaneamente, diz-nos que esta Palavra tem poder para realizar aquilo que diz, no momento em que é proclamada e acolhida com fé. De facto, aquela palavra do profeta Isaías, lida na sinagoga, era uma promessa feita muito tempo antes de Jesus e fonte da esperança messiânica para o povo judeu. Proclamada naquele dia, ela cumpre-se em Jesus e para toda a humanidade, porque nele atuou o Espírito Santo que tinha recebido no batismo e que o impeliu através do deserto das tentações até àquele momento e àquele lugar.
A Palavra de Deus liberta. A Palavra de Deus não é pronunciada para oprimir nem sobrecarregar a vida com pesos insuportáveis. Ao cumprir-se em Jesus, a Palavra inaugura um tempo novo em que a boa nova chega a todos como fonte de libertação a começar pelos pobres, os cativos, os cegos e os oprimidos. Cumprindo-se em Jesus, a Palavra pode ver-se e ouvir-se na realidade concreta da vida dos homens que, como Jesus, vivem animados pelo Espírito recebido no batismo e se tornam libertadores. A Palavra de Deus “que acabais de ouvir” está presente no grito dos pobres e esquecidos da humanidade.
A Palavra de Deus reconforte a alma. A Palavra de Deus não tem como objetivo julgar nem condenar. O povo, regressado de Babilónia, ferido pela humilhação de ter sido levado da sua terra, tresmalhado por não ter um rei, triste por ter perdido a esperança, renova-se na alegria e na esperança quando Esdras e Neemias com os levitas sobem ao palco e começam a proclamar a Palavra de Deus.
Ao escutar e entender a palavra proclamada o povo reencontra-se com Deus, com a sua realidade existencial e com o destino comum. Escutando, o povo experimenta a consolação que vem de Deus descobrindo as razões para o perdão de um passado doloroso vivido em Babilónia, as razões da alegria que cura todas as feridas, as razões da esperança que abre a vida ao futuro e reencontra-se com a verdade de um Deus presente. Levantando os braços, prostrando-se por terra e chorando o povo descobre-se amado.
A Palavra de Deus tem o pode de unir. A Palavra de Deus não faz distinção de pessoas e não serve para distinguir entre bons e maus, entre santos e pecadores. A Palavra de Deus tem o poder de congregar e unir numa mesma experiência todos os que “fomos batizados num só Espírito” e todos aqueles a quem “foi dado a beber um só Espírito”. A palavra de Deus que primeiro criou os céus, a terra e o mar e tudo o neles existe, e depois se tornou carne em Jesus de Nazaré, agora, transforma num mesmo corpo, o corpo de Cristo, todos os que a escutam e nela colocam a sua confiança.
O poder transformador da Palavra une num mesmo corpo todos, judeus e gregos, escravos e homens livres, homens e mulheres, fazendo com todos um só e mesmo corpo na unidade do mesmo Espírito.
Também hoje, a palavra que acabámos de escutar tem o poder transformar o mundo em que vivemos, a partir da transformação da vida de cada um. Impelidos pelo Espírito que nos foi dado no Batismo podemos ser anunciadores de um tempo de graça, de um jubileu, um tempo em que os pobres, os oprimidos e os que se sentem humilhados, renascem na dignidade de filhos de Deus.
Também hoje a Palavra reconforta a alma curando as feridas do passado, reconduzindo ao perdão os corações magoados e abrindo novos horizontes de esperança.
Também hoje, a Palavra de Deus tem o poder de apagar os desejos de individualismo, os sentimentos de superioridade para formarmos um só corpo em Cristo Jesus.
Também hoje a Palavra de Deus tem poder para renovar a Igreja a partir da escuta atenta e humilde da Sagrada Escritura.
Rezar a Palavra
Cumpre hoje em mim, Senhor, aquela palavra que disseste no dia do meu Batismo “Tu és meu filho”. Cumpre hoje em mim a palavra que disseste aos teus discípulos “recebereis o Espírito Santo”. Cumpre hoje em mim a palavra da tua oração ao Pai “que todos sejam um”. Cumpre hoje em mim a palavra que disseste ao paralítico “os teus pecados estão perdoados”. Cumpre hoje em mim as palavras que disseste ao Zaqueu “hoje, a salvação entrou nesta casa”. Cumpre hoje em mim, Senhor, as palavras que disseste ao bom ladrão “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Cumpre hoje em mim, Senhor,
Compromisso semanal
Vou ler todos os dias um capítulo da Palavra de Deus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-26-de-janeiro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 26 de Janeiro
Postado em: por: marsalima
Santo Timóteo
O calendário da Igreja volta a homenagear Timóteo, agora juntamente com Tito, por terem ambos vivenciado toda a experiência de São Paulo, escolhendo por este motivo, o dia após a celebração da conversão do apóstolo. Os dois têm suas páginas individuais, destacando suas vidas.
Um santo muito antigo, venerado há muitos e muitos séculos, morreu no ano de 97. Timóteo era o “braço direito” do apóstolo Paulo, seu grande amigo e companheiro, sendo considerado, ao lado do mestre, como o primeiro e corajoso pregador do cristianismo. Quase sempre evangelizaram juntos, mas por várias vezes, Paulo o mandou como representante, em quase todos os lugares importantes daquela época, enquanto ele próprio abria novos caminhos.
Timóteo nasceu em Listra, Ásia. Seu pai era grego e pagão, a mãe se chamava Eunice e era judia. Foi educado dentro do judaísmo. Assim, quando o apóstolo Paulo esteve naquela cidade, tanto sua avó, mãe e ele próprio, então com vinte anos, se converteram. A partir daí, Timóteo decidiu que o seguiria e nunca mais se afastou do santo apóstolo.
Fiel colaborador de Paulo, o acompanhou em suas viagens a Filipos, Tessalônica, Atenas, Corinto, Éfeso e Roma. Exceto quando ele o enviava para algumas missões nas igrejas que tinham fundado, com o objetivo de corrigir erros e manter a paz. Como fez em Tessalônica, com o seu aspecto de rapaz frágil. Porém “que ninguém despreze a tua jovem idade”, lhe escreveu Paulo na primeira das duas cartas pessoais. E aos cristãos de Corinto o apresenta assim: “Estou lhes mandando Timóteo, meu filho dileto e fiel no Senhor: manterá em suas memórias os caminhos que lhes ensinei”.
O apóstolo Paulo, escreveu a segunda carta a Timóteo estando de novo na prisão, a espera de sua morte: “Procure vir para junto de mim”. Muitos, de fato, o haviam abandonado; o fiel Tito estava na Dalmácia; o frio o fazia sofrer e ele recomenda a Timóteo; “Traga-me o manto que deixei em Troadi”.
Quando Paulo retornou, por volta do ano 66, Timóteo era o bispo de Éfeso e, com este cargo, foi nomeado pelo apóstolo para liderar a Igreja da Ásia Menor. As epístolas de Paulo, à ele endereçadas, viraram pura literatura cristã e se tornaram documentos preciosos de todos os tempos, como leme e bússola para a Igreja.
Mas, a sua morte nos ilustra muito bem o que era ser cristão e apóstolo naquela época. Durante uma grande festa onde era adorada a deusa Diana, Timóteo se colocou no centro dos pagãos e, tentando convertê-los, iniciou um severo discurso criticando e repreendendo o culto herege. Como resposta, os pagãos o mataram a pedradas e pauladas.
Na Palestina, o apóstolo ficou preso durante dois anos e tudo indica que Timóteo foi seu companheiro nessa situação também. Mas ao final deste período, ele foi colocado em liberdade, enquanto Paulo era levado para Roma.
Santo Tito
Tito veio do mundo pagão e Timóteo veio do mundo judeu. Trabalharam com o apóstolo Paulo, que os liderou sem lhes tirar o brilho. E deu à eles “a gloria de uma perene lembrança”, como disse Eusébio de Cesarea no primeiro milênio, e será ainda assim nos outros que se seguirão: toda a Igreja os veneram juntos. Mas suas trajetórias foram tão distintas, que são relatadas em páginas individuais.
As únicas informações concretas nos são dadas pelas cartas do apóstolo Paulo. Tito era grego e pagão. Ainda jovem se converteu ao cristianismo e se tornou companheiro e inestimável colaborador do apóstolo. Quando Paulo disse a Tito: “Isto deves ensinar, recomendar e reprovar com toda autoridade”, fez surgir um outro grande evangelizador, que permaneceu trabalhando ao seu lado.
Encarregado pelo apóstolo para executar importantes missões, foi uma vez a Jerusalém para entregar a importância duma coleta em favor dos cristãos pobres. . “Meu companheiro e colaborador” como escreveu o apóstolo na segunda carta aos Corintos. Companheiro dos momentos importantes, como a famosa reunião do concílio de Jerusalém, que tratou da necessidade de renovação e diversificação dos ritos devido a evangelização no mundo pagão. Tito, porém, foi também um mediador persuasivo, e entusiasmou Paulo resolvendo uma grave crise entre ele e os Corintos.
Segundo a tradição mais antiga, Tito permaneceu como bispo de Creta até sua morte, que ocorreu em idade avançada, por causa natural e não por martírio. Ele teria conservado a virgindade até a morte. São Paulo o chama repetidamente “meu companheiro e colaborador”, e na segunda carta aos Corintos, num momento de especial amargura, diz: “Deus me consolou com a chegada de Tito”.
Santa Paula Romana
Paula nasceu no ano de 347 em Roma, descendia de tradicional família da nobreza desta corte. Aos quinze anos casou-se com Taxozio, que embora pagão, tolerava os cristãos. Ela era riquíssima e vivia no esplendor da opulência da aristocracia romana. Porém esta condição social não afetou seu caráter, não era uma pessoa orgulhosa o que a fazia ser amada e respeitada por todos, ricos ou pobres.
Teve cinco filhos todos educados dentro da religião cristã. Sua vocação religiosa sempre foi muito forte, sentindo-se atraída pelo ideal ascético de outras damas da corte que, em Aventino, viviam em comunidade na casa de Marcela, hoje Santa. Ela transformara sua moradia quase num convento, onde se dedicavam às orações, caridade, penitência e a aprenderem a Palavra de Deus.
Em 379, Paula ficou viúva . Ao lado da filha Eutóquio, cujo nome escreve-se assim mesmo, decidiu ingressar na comunidade de Marcela, que então já era orientada por Jerônimo, Bispo de Hipona, que depois se tornou um Santo e Doutor da Igreja e cujo pensamento continua a influenciar o rumo da Igreja de Roma.
Não demorou muito tempo, Paula e a filha transformaram sua casa num mosteiro. Nela hospedou Epifanio, Bispo de Constança, que junto com Jerônimo e Paulino, Bispo da Antioquia chegaram em Roma para o sínodo de 382. Com ele, Paula pode conhecer melhor a vida monástica dos eremitas egípcios. Depois, os dois bispos partiram e Jerônimo ficou em Roma como secretário do Papa Dâmaso. Então ele passou a guiar pessoalmente o mosteiro de Marcela orientando espiritualmente as religiosas e formulando as regras da nova comunidade.
Mais tarde com a morte do Papa, Jerônimo voltou para sua diocese no Oriente, acompanhado por Paula, Eutóquio e outras religiosas. Elas foram peregrinar na cidade santa da Palestina e por todos os outros lugares Santos. Quando chegaram em Belém, Paula decidiu fixar sua residência alí.
Logo ela construiu dois mosteiros, um hospital e uma pousada para peregrinos dedicando-se ao ensinamento litúrgico e ao estudo da Palavra de Deus. A vida era rústica e Paula se tornou o exemplo na oração, penitência e caridade, executando os serviços mais humildes e atendendo os pobres e doentes. Para estes, ela dispôs de todos os seus bens e sua vida. Patrocinou inclusive muitos religiosos, especialmente Jerônimo, que graças à Paula pôde completar sua grandiosa obra de comentários e versões.
Ela morreu no ano 404 em Belém, e foi sepultada na Gruta de São Jerônimo na Igreja da Natividade nesta cidade, na Palestina. Seu culto se difundiu por todo o mundo católico, graças à São Jerônimo que escreveu sua biografia. A igreja confirmou a festa de Santa Paula Romana que se realiza no dia 26 de janeiro.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 26 DE JANEIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 15-16
Vós não recebestes um espírito de escravidão, para recair no temor, mas o Espírito de adopção filial, pelo qual exclamamos: «Abá, Pai». O próprio Espírito Santo dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus.
V. Em Vós, Senhor, está a fonte da vida:
R. Na vossa luz veremos a luz.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 22-23
Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não somente ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo.
V. Bendiz, minha alma, o Senhor:
R. Ele salva da morte a tua vida.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tim 1, 9
Deus salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça, essa graça que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
V. O Senhor conduziu-os seguros e sem temor
R. E introduziu-os na sua terra santa.
Oração
Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua grande misericórdia nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos, para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe nem se mancha nem desaparece, reservada nos Céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que se vai revelar nos últimos tempos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
V. A Vós o louvor e a glória para sempre.
R. No firmamento dos céus.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
