LITURGIA DE 12 DE OUTUBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – NOSSA SENHORA APARECIDA – PADROEIRA DO BRASIL
12 de outubro de 2023LITURGIA DE 14 DE OUTUBRO DE 2023 – SABADO – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM
14 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 13/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jl 1,13-15; 2,1-2), de adotar atitude de contrição, penitência, jejum e oração, tanto pessoal quanto comunitária, clamando ao Senhor e mantendo estado de alerta. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 9) concitam-nos a louvar o Senhor de todo o coração e narrar as suas maravilhas. Lembrar o Senhor é razão para estremecer de alegria e cantar seu nome Altíssimo! Aquele que está com o Senhor, ao abrigo de sua face, vê os inimigos recuarem, fraquejarem e perecerem sob o seu poder. Os verdadeiros inimigos, os mais pérfidos e cruéis são os espíritos malignos que nos espreitam para nos perderem com suas tentações, induzir-nos ao pecado… Mas quem é fiel ao Senhor se imuniza de enredar-se nas insídias demoníacos, de cair em suas armadilhas. O Senhor toma sobre si o direito e a causa dos que o buscam, assentando-se como justo Juiz em seu tribunal. Ele destrói o ímpio, que por sua conduta insensata consuma a própria ruína. O Senhor julgará o universo com justiça, com equidade pronunciará sua sentença sobre os povos. […] Invocamos vossa justiça, Senhor, agi sobre os pecadores e perversos; neutralizai a malícia que perpetram, que não subsista! Vós sois rei eterno, que as nações pagãs se convertam, que desapareça de toda a terra o domínio do maligno! Ouvi, Senhor, os desejos dos humildes, confortai-lhes o coração e os atendeis. Que a justiça seja feita aos órfãos e aos oprimidos, que não se lhes incuta terror e o gênero humano seja tirado do pó! O Santo Evangelho (Lc 11,15-26) compele-nos a tomar consciência da realidade das terríveis incitações do maligno a que estamos sujeitos. Ele se vale de pessoas insensatas para proferir blasfêmias e disparates da mais eloquente absurdidade, como no caso dos que afirmaram que Jesus expulsava demônios em nome do chefe dos demônios. Insta-nos a assimilar a sabedoria de Jesus, que ensinou: um reino dividido contra si mesmo não subsiste. Cumpre, pois, empenharmo-nos profunda e sinceramente para manter a unidade na rocha crística, na pedra angular, para não permanecermos perecendo, tornando-nos, entre irmãos na fé, como edifícios caindo uns sobre os outros, debatendo-nos em contendas e formando facções… Concita-nos a reconhecer que tudo o que Jesus fez e faz é pelo dedo de Deus, em plena sintonia com o Pai; ele é o Rei do Universo, cumpre-nos servi-lo denodadamente para que o Reino de Deus se expanda, para que todo óbice seja retirado e o Reino se torne acessível a todos, sendo o pré-requisito para acessá-lo tão somente aderir a Jesus. Cabe-nos, pois, anunciá-lo, invocando o Espírito Santo para que nos inspire a nos empenharmos da melhor forma possível nesse maravilhoso mister. Estejamos, pois, firmes no propósito da unidade em Jesus para não corrermos no risco de, confiados em nossas próprias forças e estribados em nossos próprios entendimentos, sermos espoliados pelo maligno. Empenhemo-nos, em uníssono, na construção e manutenção da unidade cristã, cientes de que, não o fazendo, estaremos contra Jesus; se não o fizermos, ao invés de recolher com ele, espalharemos. Mantenhamo-nos, pois, vigilantes e orantes, para que não sejamos surpreendidos com o recrudescimento do maligno em nós, pois, conforme alertou Jesus, se não nos mantivermos vigilantes e orantes, os espíritos malignos que nos assolavam recrutarão muitos outros para vir fazer morada em nós, fazendo de nosso ser e de nosso viver degradante filial do próprio inferno.
Antífona da entrada
– Senhor, tudo está em vosso poder, e ninguém pode resistir a vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo! (Est,13.9s).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Jl 1,13-15; 2,1-2
Salmo Responsorial: Sl 8
– O Senhor há de julgar o mundo inteiro com justiça!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Agora o príncipe deste mundo há de ser lançado fora; quando eu for elevado da terra, atrairei para mim todo ser (Jo 12,31s).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 11,15-26
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamento
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo profeta (Jl 1,13-15; 2,1-2): Revesti-vos de sacos, sacerdotes, e batei no peito! Lamentai-vos, ministros do altar! Vinde, passai a noite vestidos de saco, servos de meu Deus! 14. Publicai o jejum, convocai a assembléia, reuni os anciãos e toda a população no templo do Senhor, vosso Deus, 15.e clamai ao Senhor: Ai, que dia! O dia do Senhor, com efeito, está próximo, e vem como um furacão desencadeado pelo Todo-poderoso.
[…] Tocai a trombeta em Sião, dai alarme no meu monte santo! Estremeçam todos os habitantes da terra, eis que se aproxima o dia do Senhor, 2.dia de trevas e de escuridão, dia nublado e coberto de nuvens. Tal como a luz da aurora, derrama-se sobre os montes um povo imenso e vigoroso, como nunca houve semelhante desde o princípio, nem depois haverá outro até as épocas mais longínquas.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 9): Ao mestre de canto. Segundo a melodia A morte para o filho. Salmo de Davi. 2.Eu vos louvarei, Senhor, de todo o coração, todas as vossas maravilhas narrarei. 3.Em vós eu estremeço de alegria, cantarei vosso nome, ó Altíssimo! 4.Porque meus inimigos recuaram, fraquejaram, pereceram ante a vossa face. 5.Pois tomastes a vós meu direito e minha causa, assentastes, ó justo Juiz, em vosso tribunal. 6.Com efeito, perseguistes as nações, destruístes o ímpio; apagastes, para sempre, o seu nome. 7.Meus inimigos pereceram, consumou-se sua ruína eterna; demolistes suas cidades, sua própria lembrança se acabou. 8.O Senhor, porém, domina eternamente; num trono sólido, ele pronuncia seus julgamentos. 9.Ele mesmo julgará o universo com justiça, com equidade pronunciará sentença sobre os povos. 10.O Senhor torna-se refúgio para o oprimido, uma defesa oportuna para os tempos de perigo. 11.Aqueles que conheceram vosso nome confiarão em vós, porque, Senhor, jamais abandonais quem vos procura. 12.Salmodiai ao Senhor, que habita em Sião; proclamai seus altos feitos entre os povos. 13.Porque, vingador do sangue derramado, ele se lembra deles e não esqueceu o clamor dos infelizes. 14.Tende piedade de mim, Senhor, vede a miséria a que me reduziram os inimigos; arrancai-me das portas da morte, 15.para que nas portas da filha de Sião eu publique vossos louvores, e me regozije de vosso auxílio. 16.Caíram as nações no fosso que cavaram; prenderam-se seus pés na armadilha que armaram. 17.O Senhor se manifestou e fez justiça, capturando o ímpio em suas próprias redes. 18.Que os pecadores caiam na região dos mortos, todos esses povos que olvidaram a Deus. 19.O pobre, porém, não ficará no eterno esquecimento; nem a esperança dos aflitos será frustrada para sempre. 20.Levantai-vos, Senhor! Não seja o homem quem tenha a última palavra! Que diante de vós sejam julgadas as nações. 21.Enchei-as de pavor, Senhor, para que saibam que não passam de simples homens. 22.(1) Senhor, por que ficais tão longe? Por que vos ocultais nas horas de angústia? 23.(2) Enquanto o ímpio se enche de orgulho, é vexado o infeliz com as tribulações que aquele tramou. 24.(3) O pecador se gloria até de sua cupidez, o cobiçoso blasfema e despreza a Deus. 25.(4) Em sua arrogância, o ímpio diz: Não há castigo, Deus não existe. É tudo e só o que ele pensa. 26.(5) Em todos os tempos, próspero é o curso de sua vida; vossos juízos estão acima de seu alcance; quanto a seus adversários, os despreza a todos. 27.(6) Diz no coração: Nada me abalará, jamais terei má sorte. 28.(7) De maledicência, astúcia e dolo sua boca está cheia; em sua língua só existem palavras injuriosas e ofensivas. 29.(8) Põe-se de emboscada na vizinhança dos povoados, mata o inocente em lugares ocultos; seus olhos vigiam o infeliz. 30.(9) Como um leão no covil, espreita, no escuro; arma ciladas para surpreender o infeliz, colhe-o, na sua rede, e o arrebata. 31.(10) Curva-se, agacha-se no chão, e os infortunados caem em suas garras. 32.(11) Depois diz em seu coração: Deus depressa se esquecerá, ele voltará a cabeça, nunca vê nada. 33.(12) Levantai-vos, Senhor! Estendei a mão, e não vos esqueçais dos pobres. 34.(13) Por que razão o ímpio despreza a Deus e diz em seu coração Não haverá castigo? 35.(14) Entretanto, vós vedes tudo: observais os que penam e sofrem, a fim de tomar a causa deles em vossas mãos. É a vós que se abandona o infortunado, sois vós o amparo do órfão. 36.(15) Esmagai, pois, o braço do pecador perverso; persegui sua malícia, para que não subsista. 37.(16) O Senhor é rei eterno, as nações pagãs desaparecerão de seu domínio. 38.(17) Senhor, ouvistes os desejos dos humildes, confortastes-lhes o coração e os atendestes. 39.(18) Para que justiça seja feita ao órfão e ao oprimido, nem mais incuta terror o homem tirado do pó.
No Santo Evangelho, ensina-nos Jesus conforme o evangelista (Lc 11,15-26): Mas alguns deles disseram: Ele expele os demônios por Beelzebul, príncipe dos demônios. 16.E para pô-lo à prova, outros lhe pediam um sinal do céu. 17.Penetrando nos seus pensamentos, disse-lhes Jesus: Todo o reino dividido contra si mesmo será destruído e seus edifícios cairão uns sobre os outros. 18.Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que expulso os demônios por Beelzebul. 19.Ora, se é por Beelzebul que expulso os demônios, por quem o expulsam vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes! 20.Mas se expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado a vós o Reino de Deus. 21.Quando um homem forte guarda armado a sua casa, estão em segurança os bens que possui. 22.Mas se sobrevier outro mais forte do que ele e o vencer, este lhe tirará todas as armas em que confiava, e repartirá os seus despojos. 23.Quem não está comigo, está contra mim; quem não recolhe comigo, espalha. 24.Quando um espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso; não o achando, diz: Voltarei à minha casa, donde saí. 25.Chegando, acha-a varrida e adornada. 26.Vai então e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele e entram e estabelecem-se ali. E a última condição desse homem vem a ser pior do que a primeira.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Jl 1,13-15; 2,1-2), de adotar atitude de contrição, penitência, jejum e oração, tanto pessoal quanto comunitária, clamando ao Senhor e mantendo estado de alerta.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 9) concitam-nos a louvar o Senhor de todo o coração e narrar as suas maravilhas. Lembrar o Senhor é razão para estremecer de alegria e cantar seu nome Altíssimo! Aquele que está com o Senhor, ao abrigo de sua face, vê os inimigos recuarem, fraquejarem e perecerem sob o seu poder. Os verdadeiros inimigos, os mais pérfidos e cruéis são os espíritos malignos que nos espreitam para nos perderem com suas tentações, induzir-nos ao pecado… Mas quem é fiel ao Senhor se imuniza de enredar-se nas insídias demoníacos, de cair em suas armadilhas. O Senhor toma sobre si o direito e a causa dos que o buscam, assentando-se como justo Juiz em seu tribunal. Ele destrói o ímpio, que por sua conduta insensata consuma a própria ruína. O Senhor julgará o universo com justiça, com equidade pronunciará sua sentença sobre os povos. Ele é refúgio para o oprimido, uma defesa oportuna para os tempos de perigo, jamais abandonando quem o procura. Cumpre, pois, salmodiar ao Senhor, proclamar seus altos feitos entre os povos; ele não esquece o clamor dos infelizes. Invoquemos a piedade do Senhor face à miséria a que nos reduziram os inimigos de nossas almas, os espíritos malignos que nos induziram a tantas temerárias aventuras pecaminosas que levam de abismo em abismo às mais degradantes situações; às próprias portas da morte. Publiquemos os louvores do Senhor e nos regozijemos de seu precioso auxílio, ele que faz com que os pérfidos caiam no fosso que cavaram; se prendam nas próprias armadilhas que armaram. O Senhor se manifesta e faz justiça, os povos que se esquecem de Deus amargam as mais duras consequências, até que se convertam, se arrependam, se penitenciem… Clamamo-vos, pois, Senhor, que não nos abandoneis ao eterno esquecimento; nem se frustre para sempre a esperança dos aflitos. Levantai-vos, Senhor! Não seja o homem quem tenha a última palavra! Que diante de vós sejam julgadas as nações! Inspirai-nos a fazer o que nos cabe para que não fiqueis longe de nós, nem vos oculteis nas horas de angústia. Não permitais que o ímpio se encha de orgulho por vexar o infeliz com as tribulações que trama incitado pelo maligno. Não permitais que o pecador se glorie até de sua cupidez; nem que em sua arrogância, o ímpio diga: “Não há castigo, Deus não existe.” Livrai-nos de pensar como os ímpios, que se iludem de que vossos juízos não os alcançarão, de que nada os abalará, mantendo a boca cheia de maledicência, astúcia, dolo, palavras injuriosas e ofensivas. Iludem-se de que suas atitudes nefastas, inspiradas pelo maligno, não produzirão as respectivas consequências. Atuam como marionetes do maligno, seus agentes, perpetradores das mais pérfidas ações, pondo-se de emboscada na vizinhança dos povoados, matando inocentes em lugares ocultos; seus olhos vigiam os infelizes. Como leões no covil, espreitam no escuro; armam ciladas para surpreender os infelizes, colhem-nos nas suas redes, arrebatando-os violentamente, supondo insensatamente que o Senhor Deus não vê nada disso. Clamamo-vos, Senhor: levantai-vos, estendei a vossa mão, não vos esqueçais dos inocentes! Vós vedes tudo: observais os que penam e sofrem, a fim de tomar a causa deles em vossas mãos. É a vós que se abandonam os infortunados, sois vós o amparo dos órfãos. Invocamos vossa justiça, Senhor, agi sobre os pecadores e perversos; neutralizai a malícia que perpetram, que não subsista! Vós sois rei eterno, que as nações pagãs se convertam, que desapareça de toda a terra o domínio do maligno! Ouvi, Senhor, os desejos dos humildes, confortai-lhes o coração e os atendeis. Que a justiça seja feita aos órfãos e aos oprimidos, que não se lhes incuta terror e o gênero humano seja tirado do pó!
O Santo Evangelho (Lc 11,15-26) compele-nos a tomar consciência da realidade das terríveis incitações do maligno a que estamos sujeitos. Ele se vale de pessoas insensatas para proferir blasfêmias e disparates da mais eloquente absurdidade, como no caso dos que afirmaram que Jesus expulsava demônios em nome do chefe dos demônios. Insta-nos a assimilar a sabedoria de Jesus, que ensinou: um reino dividido contra si mesmo não subsiste. Cumpre, pois, empenharmo-nos profunda e sinceramente para manter a unidade na rocha crística, na pedra angular, para não permanecermos perecendo, tornando-nos, entre irmãos na fé, como edifícios caindo uns sobre os outros, debatendo-nos em contendas e formando facções… Concita-nos a reconhecer que tudo o que Jesus fez e faz é pelo dedo de Deus, em plena sintonia com o Pai; ele é o Rei do Universo, cumpre-nos servi-lo denodadamente para que o Reino de Deus se expanda, para que todo óbice seja retirado e o Reino se torne acessível a todos, sendo o pré-requisito para acessá-lo tão somente aderir a Jesus. Cabe-nos, pois, anunciá-lo, invocando o Espírito Santo para que nos inspire a nos empenharmos da melhor forma possível nesse maravilhoso mister. Estejamos, pois, firmes no propósito da unidade em Jesus para não corrermos no risco de, confiados em nossas próprias forças e estribados em nossos próprios entendimentos, sermos espoliados pelo maligno. Empenhemo-nos, em uníssono, na construção e manutenção da unidade cristã, cientes de que, não o fazendo, estaremos contra Jesus; se não o fizermos, ao invés de recolher com ele, espalharemos. Mantenhamo-nos, pois, vigilantes e orantes, para que não sejamos surpreendidos com o recrudescimento do maligno em nós, pois, conforme alertou Jesus, se não nos mantivermos vigilantes e orantes, os espíritos malignos que nos assolavam recrutarão muitos outros para vir fazer morada em nós, fazendo de nosso ser e de nosso viver degradante filial do próprio inferno.
Oração consolidadora do compromisso
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para adotar atitudes de contrição, penitência, jejum e oração, tanto pessoal quanto comunitária, clamando ao Senhor e nos mantendo em estado de alerta. Louvamo-vos, ó Senhor, de todo o coração e narramos as suas maravilhas, sendo vossa simples lembrança razão para estremecermos de alegria e cantarmos jubilosamente vosso nome Altíssimo! Aquele que está com o Senhor, ao abrigo de sua face, vê os inimigos recuarem, fraquejarem e perecerem sob o vosso poder. Os verdadeiros inimigos, os mais pérfidos e cruéis são os espíritos malignos que nos espreitam para nos perderem com suas tentações, induzir-nos ao pecado… Mas quem é fiel ao Senhor se imuniza de enredar-se nas insídias demoníacos, de cair em suas armadilhas. Vós tomais sobre vós o direito e a causa dos que vos buscam, assentando-vos como justo Juiz em vosso tribunal. Destruís o ímpio, que por sua conduta insensata consuma a própria ruína. Vós julgareis o universo com justiça, com equidade pronunciareis vossa sentença sobre os povos. Vós sois refúgio para o oprimido, uma defesa oportuna para os tempos de perigo, jamais abandonando quem vos procura. Salmodiamo-vos, proclamamos vossos altos feitos entre os povos, pois não esqueceis o clamor dos infelizes. Invocamos vossa piedade face à miséria a que nos reduziram os inimigos de nossas almas, os espíritos malignos que nos induziram a tantas temerárias aventuras pecaminosas que levam de abismo em abismo às mais degradantes situações; às próprias portas da morte. Publicamos os vossos louvores e nos regozijamos por vosso precioso auxílio, vós que fazeis com que os pérfidos caiam no fosso que cavaram; se prendam nas próprias armadilhas que armaram. Vós fazeis justiça e vos manifestais com vosso poder; os povos que se esquecem de vós amargam as mais duras consequências, até que se convertam, se arrependam, se penitenciem… Clamamo-vos, pois, Senhor, que não nos abandoneis ao eterno esquecimento; nem se frustre para sempre a esperança dos aflitos. Levantai-vos, Senhor! Não seja o homem quem tenha a última palavra! Que diante de vós sejam julgadas as nações! Inspirai-nos a fazer o que nos cabe para que não fiqueis longe de nós, nem vos oculteis nas horas de angústia. Não permitais que o ímpio se encha de orgulho por vexar o infeliz com as tribulações que trama incitado pelo maligno. Não permitais que o pecador se glorie até de sua cupidez; nem que em sua arrogância, o ímpio diga: “Não há castigo, Deus não existe.” Livrai-nos de pensar como os ímpios, que se iludem de que vossos juízos não os alcançarão, de que nada os abalará, mantendo a boca cheia de maledicência, astúcia, dolo, palavras injuriosas e ofensivas. Iludem-se de que suas atitudes nefastas, inspiradas pelo maligno, não produzirão as respectivas consequências. Atuam como marionetes do maligno, seus agentes, perpetradores das mais pérfidas ações, pondo-se de emboscada na vizinhança dos povoados, matando inocentes em lugares ocultos; seus olhos vigiam os infelizes. Como leões no covil, espreitam no escuro; armam ciladas para surpreender os infelizes, colhem-nos nas suas redes, arrebatando-os violentamente, supondo insensatamente que o Senhor Deus não vê nada disso. Clamamo-vos, Senhor: levantai-vos, estendei a vossa mão, não vos esqueçais dos inocentes! Vós vedes tudo: observais os que penam e sofrem, a fim de tomar a causa deles em vossas mãos. É a vós que se abandonam os infortunados, sois vós o amparo dos órfãos. Invocamos vossa justiça, Senhor, agi sobre os pecadores e perversos; neutralizai a malícia que perpetram, que não subsista! Vós sois rei eterno, que as nações pagãs se convertam, que desapareça de toda a terra o domínio do maligno! Ouvi, Senhor, os desejos dos humildes, confortai-lhes o coração e os atendais. Que a justiça seja feita aos inocentes, aos órfãos e aos oprimidos; que não mais se lhes incuta o terror e o gênero humano seja tirado do pó! Cientes da terrível realidade das incitações do maligno a que estamos sujeitos – pois ele se vale de pessoas insensatas para todo tipo de mau procedimento, inclusive proferir blasfêmias e disparates da mais eloquente absurdidade, como no caso dos que afirmaram que Jesus expulsava demônios em nome do chefe dos demônios, rogamos vossa proteção para que ele não mais possa nos seduzir! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para assimilar a sabedoria de Jesus, que ensinou: um reino dividido contra si mesmo não subsiste. Que nos empenhemos profunda e sinceramente para manter a unidade na rocha crística, na pedra angular, para não permanecermos perecendo, tornando-nos, entre irmãos na fé, como edifícios caindo uns sobre os outros, debatendo-nos em contendas e formando facções… Reconhecemos que tudo o que Jesus fez e faz é pelo dedo de Deus, em plena sintonia com o Pai; ele é o Rei do Universo! Que o sirvamos denodadamente, contribuindo da forma mais elevada possível para que o Reino de Deus se expanda, para que todo óbice seja retirado e o Reino se torne acessível a todos. Sendo o pré-requisito para acessá-lo tão somente aderir a Jesus, que possamos anunciá-lo diligentemente. Firmes no propósito da unidade em Jesus, sustentai-nos, ó Senhor, para não corrermos no risco de, confiados em nossas próprias forças e estribados em nossos próprios entendimentos, sermos espoliados pelo maligno. Que nos empenhemos, em uníssono, na construção e manutenção da unidade cristã, cientes de que, não o fazendo, estaremos contra Jesus; se não o fizermos, ao invés de recolher com ele, espalharemos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para nos mantermos vigilantes e orantes, para que não sejamos surpreendidos com o recrudescimento do maligno em nós, pois, conforme alertou Jesus, se não nos mantivermos vigilantes e orantes, os espíritos malignos que nos assolavam recrutarão muitos outros para vir fazer morada em nós, fazendo de nosso ser e de nosso viver degradante filial do próprio inferno. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
SANTOS DO DIA
São Daniel e companheiros
Postado em: por: marsalima
Os esclarecimentos que se tem sobre o ocorrido com estes missionários franciscanos são devidos a duas cartas encontradas nas suas residências. Os estudiosos consideraram também autêntica a carta de um certo Mariano de Gênova, que escrevera ao irmão Elias de Cortona comunicando o destino glorioso dos missionários. Esse documento teria sido escrito poucos dias após os acontecimentos, e faz parte dos arquivos da Igreja.
O irmão Elias de Cortona era o superior da Ordem, em 1227, quando os sete franciscanos viajaram da Itália para a Espanha, desejosos de transferirem-se para o Marrocos, na África, onde pretendiam converter os muçulmanos. Era um período de grande entusiasmo missionário nas jovens ordens franciscanas, fortalecidas pela memória de são Francisco, que morrera no ano anterior.
O chefe do grupo era Daniel, nascido em Belvedere, na Calábria, que também ocupava o cargo de ministro provincial da Ordem naquela região; os outros se chamavam Samuel, Ângelo, Donulo, Leão, Nicolas e Hugolino. Após uma breve permanência na Espanha, transferiram-se para a cidade de Ceuta, no Marrocos.
Era um ato verdadeiramente corajoso, porque as autoridades marroquinas haviam proibido qualquer forma de propaganda da fé cristã. No início, e por pouco tempo, trabalharam nos inúmeros mercados de Pisa, Gênova e Marsiglia, enquanto residiam em Ceuta. Depois, nos primeiros dias de outubro de 1227, decidiram iniciar as pregações entre os infiéis.
Nas estradas de Ceuta, falando em latim e em italiano, pois não conheciam o idioma local, anunciaram Cristo, contestando com palavras rudes a religião de Maomé. As autoridades mandaram que fossem capturados. Levados à presença do sultão, foram classificados como loucos, devendo permanecer na prisão.
Depois de sete dias, todos eles voltaram à presença do sultão, que se esforçou de todas as maneiras para que negassem a religião cristã. Mas não conseguiu. Então, condenou à morte os sete franciscanos, que se mantiveram firmes no cristianismo. No dia 10 de outubro, foram decapitados em praça pública e seus corpos, destroçados.
Todavia os comerciantes cristãos ocidentais recuperaram os pobres restos, que sepultaram nos cemitérios dos subúrbios de Ceuta. Em seguida, os ossos foram transferidos para a Espanha. Hoje, as relíquias são conservadas em diversas igrejas de várias cidades da Espanha, de Portugal e da Itália.
O papa Leão X, em 1516, canonizou como santos Daniel e cada um dos seis companheiros, autorizando o culto para o dia 13 de outubro, três dias após suas mortes.
São Eduardo
Na história da humanidade, a palavra rei quase sempre está associada à palavra tirano. Mas na história do catolicismo, rei muitas vezes vem junto da palavra santo. É o caso exemplar de Eduardo, rei da Inglaterra. Seu avô era o santo rei e mártir Edgar, e esse exemplo de santidade norteou também a sua vida no seguimento de Cristo.
Eduardo nasceu em Oxford, no ano 1003, num período em que a Inglaterra sofreu a invasão dos pagãos dinamarqueses. Seus pais, junto com toda a família real, tiveram de abandonar o país, indo refugiar-se na Corte da Normandia, norte da França, de parentes cristãos. No exílio, Eduardo freqüentou e estudou nas mais renomadas cortes da Europa, adquirindo uma educação primorosa e fundamentada no cristianismo. Recusou várias vezes tomar o trono à força, pois não queria derramamento de sangue. Em 1042, com a morte de seu meio-irmão, que governava a Inglaterra, ele finalmente assumiu o trono.
Seu reinado foi um dos mais felizes para o povo inglês. Mesmo sentindo-se um pouco “estrangeiro”, fez a pátria retomar seu caminho correto dos princípios cristãos, afastando a influência nefasta dos anos de domínio pagão e trazendo paz e prosperidade para seus súditos. Logo passou a ser chamado de “o santo homem” e os escritos registram vários prodígios de cura operados por sua intercessão em favor de pessoas simples do reino. Curou um doente de câncer com um sinal da cruz. E um paralítico que se movia penosamente na rua ele ajudou a chegar a uma igreja, onde, por meio de orações, o curou, além de outros fatos narrados pelos historiadores.
A política do Estado exigia que ele se casasse e, pelo bem do reino, Eduardo o fez. Casou-se com Edith, filha do conde Godwin, um dos seus adversários políticos. Gentil e elegante, por tratar-se de um acordo, prometeu viver com ela em estado de castidade, sem união corporal. Manteve sua palavra. O casal não teve filhos. Ela se tornou uma grande rainha e irmã, participando das obras de caridade, ajudando a restaurar e fundar igrejas e conventos por todo o país. Valorizando o lado espiritual da vida, viviam em perfeita ordem e harmonia. Tornaram-se exemplo de reis cristãos, piedosos e caridosos, amados e aclamados como “pais” pelos súditos e respeitados por todas as cortes.
Após quase sessenta e quatro anos de vida de penitência, oração, mortificação dos sentidos e luxos, no reto seguimento de Cristo, o rei Eduardo morreu no dia 5 de janeiro de 1066. Pouco tempo depois de ter assistido a consagração da igreja da Abadia de Westminster, totalmente restaurada, o mais antigo símbolo da aspiração e das lutas religiosas da Inglaterra, onde foi sepultado.
Venerado em vida, imediatamente o povo passou a celebrá-lo como santo. Quase quarenta anos após a sua morte, o seu corpo foi exumado e encontrado intacto, o que para o povo não causou nenhuma surpresa. Em 1161, o papa Alexandre III canonizou-o. A sua festa litúrgica é celebrada no dia 13 de outubro, mas os devotos ingleses costumam lembrá-lo também no dia de sua morte.
Alexandrina Maria da Costa (Bem-Aventurada)
No dia 30 de março de 1904, nasceu Alexandrina Maria da Costa na pequena cidade de Balazar, em Póvoa de Varzim, Braga, Portugal. De família camponesa muito pobre, tinha apenas uma irmã mais velha, chamada Deolinda. Ambas foram educadas com amor pela mãe, Ana Maria e dentro da doutrina cristã.
Alexandrina cresceu forte, inteligente, alegre e vivaz, teve uma infância feliz dentro da sua realidade. Em 1911, recebeu a primeira eucaristia e, como em Balazar não havia escola, foi com a irmã Deolinda estudar em Póvoa de Varzim. Não chegaram a completar o estudo primário, um ano e meio depois estavam de volta. Nessa ocasião, as duas irmãs receberam a crisma pelo bispo do Porto, depois foram para um local chamado “Calvário”, onde se fixaram.
Elas viviam felizes, trabalhavam nos campos e se dedicavam à costura. Eram estimadas e queridas pelas famílias e colegas. Aos doze anos, porém, Alexandrina quase morreu por uma grave infecção. A doença foi superada, mas a sua saúde ficou abalada.
Em 1918, Alexandrina e sua irmã Deolinda e mais uma amiga aprendiz estavam na sala de costura, situada no piso superior da casa, quando três homens invadiram o local para molestá-las sexualmente. Alexandrina, para salvar a sua pureza, atirou-se pela janela, de uma altura de quatro metros. Assustados, os homens fugiram sem concluir suas intenções. Mas as conseqüências foram terríveis, embora não imediatas.
Alexandrina sofreu dores terríveis num processo longo, gradual e irreversível que a deixou paralítica. A partir do dia 14 de abril de 1925, Alexandrina nunca mais levantou da cama. Assim, paralisada, passou trinta anos de sua vida, embora nos três anos seguintes ela ainda pedisse a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, a graça da cura. Depois entendeu que a sua vocação era o sofrimento. Desde então teve uma vida repleta de fenômenos místicos, de grande união com Cristo nos tabernáculos, por meio de Nossa Senhora.
Quanto mais clara se tornava a sua vocação de vítima, mais crescia nela o amor ao sofrimento. Atingiu tal grau de espiritualidade que às sextas-feiras vivia os sofrimentos da Paixão de Cristo. Nesses dias, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e, com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, por três horas e meia, os diversos momentos da “via crucis”.
Desde 1934, orientada espiritualmente por um padre jesuíta, passou a escrever tudo quanto lhe dizia Jesus durante seus êxtases contemplativos. Em 1936, segundo ela por ordem de Jesus, pediu ao papa a consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria. O pedido foi renovado várias vezes até 1941, quando, então, Alexandrina parou de escrever ao papa e também seu diário. A partir de 27 de março de 1942, deixou de alimentar-se, vivendo exclusivamente da eucaristia. No ano seguinte, passou a ser estudada por uma junta médica.
Em 1944, seu novo diretor espiritual, um padre salesiano, após constatar a profundidade espiritual a que tinha chegado, animou Alexandrina a voltar a ditar o seu diário; o que ela fez até a morte. No mesmo ano ela se inscreveu na União dos Cooperadores Salesianos, querendo colaborar com o seu sofrimento e as suas orações para a salvação das almas, sobretudo os jovens. Atraídas pela fama de santidade, muitas pessoas vindas de longe buscavam os conselhos da “rosa branca de Jesus”, como era também chamada pelos fiéis, que já veneravam em vida a “santinha de Balazar”.
No dia 13 de outubro de 1955, Alexandrina morreu dizendo: “Sou feliz porque vou para o céu”. A 25 de abril de 2004 foi proclamada Bem-aventurada pelo papa João Paulo II, que a propôs como modelo dos que sofrem.
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-13-de-outubro/>]
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 13 DE OUTUBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Primeira Epístola a Timóteo 6, 1-10
Os escravos. Os falsos doutores
Caríssimo: Todos aqueles que se encontram sob o jugo da escravidão tratem os seus senhores com todo o respeito, para que não se fale mal do nome de Deus e da sua doutrina. Os que têm homens crentes por senhores não os desprezem sob o pretexto de serem irmãos. Pelo contrário, sirvam-nos melhor, porque os que beneficiam dos seus serviços são crentes e amados de Deus.
É isto que deves ensinar e recomendar. Se alguém ensinar outra doutrina e não seguir as salutares palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo e a doutrina que é conforme à piedade, é um homem orgulhoso, um ignorante, um doente que se ocupa com questões e contendas de palavras. Daí nascem a inveja, a discórdia, os insultos, as suspeitas malévolas, as altercações entre homens de espírito perverso, que perderam o sentido da verdade e vêem na piedade uma fonte de lucro.
A piedade é realmente uma fonte de lucro para quem se contenta com o que tem. Nada trouxemos para este mundo e nada podemos levar dele. Se tivermos que comer e que vestir, estaremos contentes. Mas aqueles que querem enriquecer caem na tentação e em muitos desejos insensatos e funestos, que mergulham os homens na ruína e na perdição. O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; alguns, ao tentarem alcançá-lo, transviaram-se da fé e atraíram sobre si muitos sofrimentos.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Primeira Exortação de São Vicente de Lerins, presbítero
(Cap. 23; PL 50, 667-668) (Sec. V)
A evolução do dogma cristão
Não haverá progresso algum dos conhecimentos religiosos na Igreja de Cristo? Há, sem dúvida, e muito grande. Com efeito, quem será tão malévolo para com a humanidade e tão inimigo de Deus que pretenda impedir este progresso? Mas é preciso que seja um verdadeiro progresso da fé e não uma alteração da fé. Verifica-se um verdadeiro progresso quando uma coisa se desenvolve sem deixar de ser ela mesma; dá-se uma alteração quando deixa de ser o que é e se transforma noutra.
É necessário, portanto, que, através das idades e dos séculos, cresça e se desenvolva continuamente a inteligência, a ciência e a sabedoria de todos e cada um, de cada homem e de toda a Igreja. Mas este desenvolvimento na fé deve dar-se segundo a sua natureza, isto é, conservando a identidade do dogma, da doutrina e do seu significado.
O conhecimento religioso das almas imita no seu desenvolvimento a estrutura dos corpos. Estes crescem e desenvolvem-se através dos anos, mas conservam sempre a sua natureza. Há uma grande diferença entre a flor da infância e a maturidade da velhice; mas os que atingem a velhice são os mesmos que outrora eram adolescentes. Mudam a condição física e a aparência do homem; no entanto continua igual a sua natureza, permanece idêntica a sua pessoa.
São pequenos os membros dos recém-nascidos e grandes os dos jovens; e contudo, os membros são os mesmos. Os adultos têm o mesmo número de órgãos que as crianças ; e se é verdade que alguns órgãos vão aparecendo com o processo de desenvolvimento, eles encontravam-se já incluídos no embrião, de tal modo que nada de novo se revela nos mais velhos que não estivesse já latente nas crianças.
Sobre isto não há dúvida alguma. É esta a norma legítima de todo o progresso, são estas as leis maravilhosas de todo o crescimento: com o decorrer dos anos, vão-se manifestando nos adultos aquelas perfeições que a sabedoria do Criador tinha formado previamente no corpo do recém-nascido.
Se um ser humano mudasse de tal modo que viesse a apresentar uma estrutura não correspondente à sua espécie, quer aumentando quer subtraindo algum dos seus membros, necessariamente pereceria todo o organismo ou converter-se-ia num ser monstruoso ou pelo menos ter-se-ia gravemente deformado. Também o dogma da religião cristã deve seguir estas leis de desenvolvimento: fortalece-se com o decorrer dos anos, desenvolve-se através das idades, cresce com o andar dos tempos.
Os nossos antepassados semearam outrora neste campo da Igreja a semente da fé. Seria gravemente iníquo e incongruente que nós, seus descendentes, substituíssemos a autêntica verdade daquele trigo pelo erro da cizânia.
A retidão e a coerência exigem que não haja contradição entre a raiz e os seus frutos: se eles semearam o trigo da verdadeira doutrina, o fruto que se há-de colher é o trigo do verdadeiro dogma; e se há sempre alguma porção daquelas primitivas sementes que se pode ainda desenvolver com o andar dos tempos, isso deve continuar a ser objecto de uma feliz e frutuosa cultura.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
2 Cor 12, 9b-10
Prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. Por isso, sinto complacência nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições, nas angústias que sofro por amor de Cristo: quando me sinto fraco, então é que sou forte.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Rom 1, 16b-17
O Evangelho é força de Deus para a salvação de todo o crente. Porque no Evangelho se revela a justiça de Deus, que tem origem na fé e conduz à fé, conforme está escrito: «O justo viverá pela fé».
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Rom 3, 21-22a
Independentemente da lei de Moisés, manifestou-se agora a justiça de Deus, de que dão testemunho a Lei e os Profetas; porque a justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo, para todos os crentes.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Ef 2, 8-9
É pela graça que fostes salvos, por meio da fé. A salvação não vem de nós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Tg 1, 2-4
Considerai como motivo de grande alegria, meus irmãos, as diversas provações por que tendes passado. Vós sabeis que a vossa fé, assim provada, produz a constância. A constância, por sua vez, deve ser exercida plenamente, para serdes perfeitos e irrepreensíveis, sem nenhuma deficiência.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, você aprenderá como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]



