“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 19 DE ABRIL DE 2025
19 de abril de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 21 DE ABRIL DE 2025
21 de abril de 2025DOMINGO DE PÁSCOA (Ano C)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Do Livro do Êxodo 14, 15 – 15, 1
Os filhos de Israel entraram no mar a pé enxuto
Naqueles dias, disse o Senhor a Moisés: «Porque estás a bradar por Mim? Diz aos filhos de Israel que se ponham em marcha. E tu ergue a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel entrem nele a pé enxuto. Entretanto vou permitir que se endureça o coração dos egípcios, que hão-de perseguir os filhos de Israel. Manifestarei então a minha glória, triunfando do Faraó, de todo o seu exército, dos seus carros e dos seus cavaleiros. Os egípcios reconhecerão que Eu sou o Senhor, quando Eu manifestar a minha glória, vencendo o Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros».
O Anjo de Deus, que seguia à frente do acampamento de Israel, deslocou-se para a rectaguarda. A coluna de nuvem que os precedia veio colocar-se atrás do acampamento e postou-se entre o campo dos egípcios e o de Israel. A nuvem era tenebrosa de um lado, e do outro iluminava a noite, de modo que, durante toda a noite, não se aproximaram uns dos outros.
Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor fustigou o mar, durante a noite, com um forte vento de leste. O mar secou e as águas dividiram-se. Os fiçhos de Israel penetraram no mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda. Os egípcios foram atrás deles: todos os cavalos do Faraó, os seus carros e cavaleiros os seguiram pelo mar dentro. Na vigília da manhã, o Senhor olhou da coluna de fogo e da nuvem para o acampamento dos egípcios
e lançou nele a confusão. Bloqueou as rodas dos carros, que difi cilmente se podiam mover. Então os egípcios disseram: «Fujamos dos israelitas, que o Senhor combate por eles contra os egípcios».
O Senhor disse a Moisés: «Estende a mão sobre o mar, e as águas precipitar-se-ão sobre os egípcios, sobre os seus carros e os seus cavaleiros». Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar retomou o seu nível normal quando os egípcios fugiam na sua direcção. E o Senhor precipitou-os no meio do mar. As águas refluíram e submergiram os carros, os cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinham entrado no mar, atrás dos fi lhos de Israel. Nem um só escapou. Mas os filhos de Israel tinham andado pelo mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda.
Nesse dia, o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar. Viu também o grande poder que o Senhor exercera contra os egípcios, e o povo temeu o Senhor, acreditou n’Ele e em seu servo Moisés. Então Moisés e os filhos de Israel cantaram este hino em honra do Senhor:
Ant. Cantarei ao Senhor, que fez brilhar a sua glória.
Cântico Ex 15, 1-6. 17-18
Cantarei ao Senhor, que fez brilhar a sua glória: *
precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro.
O Senhor é a minha força e a minha protecção: *
a Ele devo a minha liberdade.
Ele é o meu Deus: eu O exalto; *
Ele é o Deus de meu pai: eu O glorifico.
O Senhor é um guerreiro: Omnipotente é o seu nome. *
Precipitou no mar os carros do Faraó e o seu exército.
Os seus melhores combatentes afogaram-se no Mar Vermelho, *
foram engolidos pelas ondas, †
caíram como pedra no abismo.
A vossa mão direita, Senhor, revelou a sua força, *
a vossa mão direita, Senhor, destroçou o inimigo.
Levareis o vosso povo e o plantareis na vossa montanha, *
na morada segura que fizestes, Senhor, †
no Santuário que vossas mãos construíram.
O Senhor reinará *
pelos séculos dos séculos.
Ant. Cantarei ao Senhor, que fez brilhar a sua glória.
Oração
Senhor nosso Deus, que iluminastes com a luz do Novo Testamento os prodígios dos tempos antigos, revelando no Mar Vermelho a imagem da fonte baptismal e no povo de Israel a figura do povo cristão, fazei que todos os homens, elevados pela fé à dignidade do povo eleito, alcancem a vida nova da graça pela participação no vosso Espírito. Por Nosso Senhor.
SEGUNDA LEITURA
Da profecia de Ezequiel 36, 16-28
Derramarei sobre vós uma água pura e dar-vos-ei um coração novo
A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: «Filho do homem: Quando os da casa de Israel habitavam na sua terra, mancharam-na com o seu proceder e as suas obras. A meus olhos o seu comportamento era como sangue imundo. Fiz-lhes então sentir a minha indignação, por causa do sangue que haviam derramado no país e dos ídolos com que o tinham profanado. Dispersei-os entre as nações, espalhei-os entre outros povos; julguei-os segundo o seu proceder e as suas obras. Em todas as nações para onde foram, profanaram o meu santo nome, e por isso se dizia deles: ‘São o povo do Senhor: tiveram de deixar a sua terra’. Quis então salvar a honra do meu santo nome, que a casa de Israel profanara entre as nações para onde tinha ido.
Por isso, diz à casa de Israel: Assim fala o Senhor Deus: Não faço isto por causa de vós, israelitas, mas por causa do meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. Manifestarei a santidade do meu grande nome, profanado por vós entre as nações para onde fostes. E as nações reconhecerão que Eu sou o Senhor – oráculo do Senhor Deus – quando a seus
olhos Eu manifestar a minha santidade, a vosso respeito.
Então retirar-vos-ei de entre as nações, reunir-vos-ei de todos os países, para vos restabelecer na vossa terra. Derramarei sobre vós água pura e fi careis limpos de todas as imundícies; e purificar-vos-ei de todos os falsos deuses.
Dar-vos-ei um coração novo e infundirei em vós um espírito novo. Arrancarei do vosso peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Infundirei em vós o meu espírito e farei que vivais segundo os meus preceitos, que observeis e ponhais em prática as minhas leis. Habitareis na terra que Eu dei a vossos pais; sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus».
Ant. Como suspira o veado pelas correntes das águas, assim minha alma suspira por Vós, Senhor.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Atos 10, 40-43
Deus ressuscitou Jesus ao terceiro dia e permitiu-lhe manifestar-se, não a todo o povo, mas às testemunhas de antemão designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com ele, depois de ter ressuscitado dos mortos. Jesus mandou-nos pregar ao povo e testemunhar que ele foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos. É d’Ele que todos os Profetas dão o seguinte testemunho: quem acredita n’Ele recebe, pelo seu nome, a remissão dos pecados.
Em vez do RESPONSÓRIO, diz-se:
Ant. Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA
CONFISSÕES DE SANTO AGOSTINHO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-de-pascoa-ano-c/>]
Domingo de Páscoa
Uma alegria maior que o tempo
Eis o dia que o Senhor fez, exultemos e cantemos de alegria.
Leitura I Act. 10, 34a, 37-43
Naqueles dias,
Pedro tomou a palavra e disse:
«Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia,
a começar pela Galileia,
depois do batismo que João pregou:
Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré,
que passou fazendo o bem
e curando a todos os que eram oprimidos pelo Demónio,
porque Deus estava com Ele.
Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez
no país dos Judeus e em Jerusalém;
e eles mataram-n’O, suspendendo-O na cruz.
Deus ressuscitou-O ao terceiro dia
e permitiu-Lhe manifestar-Se, não a todo o povo,
mas às testemunhas de antemão designadas por Deus,
a nós que comemos e bebemos com Ele,
depois de ter ressuscitado dos mortos.
Jesus mandou-nos pregar ao povo
e testemunhar que Ele foi constituído por Deus
juiz dos vivos e dos mortos.
É d’Ele que todos os profetas dão o seguinte testemunho:
quem acredita n’Ele
recebe pelo seu nome a remissão dos pecados».
No encontro com Cornélio e a sua família, Pedro anuncia o que Deus fez com o seu servo Jesus: consagrou-o e ressuscitou-o. Pedro é uma das testemunhas destes factos e convida Cornélio a reconhecer em Jesus as maravilhas de Deus, pois “quem acredita n’Ele recebe pelo seu nome a remissão dos pecados”.
Salmo 117(118), 1-2, 16ab-17, 22-23
Nas palavras do salmo 117 ressoa o cântico daqueles que, como Pedro, testemunharam a ressurreição, e daqueles que, como Cornélio, encontraram em Jesus o Ungido, por meio de quem, no batismo, renasceram para uma nova vida na Vigília Pascal.
Leitura II Col. 3, 1-4
Irmãos:
Se ressuscitastes com Cristo,
aspirai às coisas do alto,
onde está Cristo, sentado à direita de Deus.
Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra.
Porque vós morrestes,
e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Quando Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar,
também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória.
A nossa participação na ressurreição de Cristo, através do Batismo, expandiu os horizontes desta vida. Agora, a meta não é a morte, mas a ressurreição. A morte não é o fim, e a vida abre-se diante de nós como eternidade. Embora esta realidade permaneça velada aos nossos olhos, já a vivemos pela fé em Jesus ressuscitado.
Ou
1Cor 5, 6b-8
«Purificai-vos do velho fermento, para serdes uma nova massa»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo são Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?
Purificai-vos do velho fermento,
para serdes uma nova massa,
visto que sois pães ázimos.
Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado.
Celebremos a festa,
não com fermento velho,
nem com fermento de malícia e perversidade,
mas com os pães ázimos da pureza e da verdade.
Utilizando a simbologia do pão ázimo e do cordeiro, elementos centrais na celebração da Páscoa, Paulo adverte sobre o risco de a vida cristã ser corrompida pelo fermento do pecado. O pão ázimo representa a vida nova, e o Cordeiro é Cristo, de quem recebemos essa vida.
Evangelho Jo 20, 1-9
No primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro
e viu a pedra retirada do sepulcro.
Correu então e foi ter com Simão Pedro
e com o discípulo predileto de Jesus
e disse-lhes:
«Levaram o Senhor do sepulcro
e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo
e foram ambos ao sepulcro.
Corriam os dois juntos,
mas o outro discípulo antecipou-se,
correndo mais depressa do que Pedro,
e chegou primeiro ao sepulcro.
Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira.
Entrou no sepulcro
e viu as ligaduras no chão
e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus,
não com as ligaduras, mas enrolado à parte.
Entrou também o outro discípulo
que chegara primeiro ao sepulcro:
viu e acreditou.
Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura,
segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
O texto de João evoca três atitudes: a tristeza, a incredulidade e a fé dos simples. Madalena, consumida pela tristeza, deixa-se inundar pelas lágrimas que a impedem de ver. Pedro, atormentado pela culpa de não ter acreditado nas palavras de Jesus sobre a sua morte, luta contra a incredulidade. João, por sua vez, liberto do medo, confia plenamente em Jesus e testemunha a manifestação do poder de Deus.
Reflexão da Palavra
O texto dos Atos dos Apóstolos situa-nos na casa de Cornélio, um centurião romano, reconhecido como um homem “piedoso e temente a Deus” (Act 10,1). Cesareia, a cidade onde reside, era um praça forte do Império romano, cujo porto recebia soldados vindos de Itália. Foi dedicada a César, daí o seu nome.
A presença de Pedro deve-se a uma visão que tanto ele como Cornélio receberam durante a oração. O Espírito promoveu este encontro, e Pedro, embora judeu de formação, encontrou-se na casa de um pagão, com a missão de anunciar Jesus.
Os apóstolos estavam a dar os primeiros passos após a ressurreição de Jesus. Eles Viveram e testemunharam tudo o que Jesus fez “passou fazendo o bem e curando a todos os que eram oprimidos pelo Demónio”, sofreram a desilusão da morte de Jesus, “eles mataram-n’O, suspendendo-O na cruz”, e experimentaram a ressurreição “Deus ressuscitou-O ao terceiro dia e permitiu-Lhe manifestar-Se… a nós que comemos e bebemos com Ele”.
Perante a ressurreição de Jesus, fizeram uma releitura de todos os factos e puderam, então, afirmar, “é d’Ele que todos os profetas dão testemunho” e que Deus esteve sempre presente e atuante. Foi Deus quem ungiu Jesus, “Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré”. Foi Deus quem o assistiu nos milagres e em todas as manifestações, “porque Deus estava com Ele”, e foi ainda Deus quem o ressuscitou, “Deus ressuscitou-O ao terceiro dia”.
Pedro e os apóstolos descobriram, assim, que a ressurreição de Jesus não se destinava apenas à salvação dos judeus, como a aliança realizada por Deus no passado, mas a todos os homens, porque a nova aliança no sangue de Cristo foi estabelecida para a remissão dos pecados. Portanto, “quem acredita n’Ele recebe pelo seu nome a remissão dos pecados”. Todo o que acredita, mesmo que não esteja circuncidado, mesmo que não seja judeu.
O salmo 117 estruturado em seis partes, faz parte da liturgia de ação de graças do templo de Jerusalém. Inicia-se com um convite ao louvor: “louvai o Senhor, porque ele é bom, porque é eterno o seu amor” (v. 1). Seguidamente, de forma individual, apresenta as razões da confiança: “o Senhor escutou-me”, “pôs-me a salvo”, “o Senhor está comigo”. O salmista descreve a situação em que se encontrava quando o Senhor o escutou e atendeu: “cercaram-me”, “rodearam-me”, “empurraram-me”. Cantam-se cânticos e hinos porque “o Senhor fez maravilhas”. Organiza-se, então, uma procissão que entra no templo para que o salmista agradeça ao Senhor: “quero entrar para dar graças ao Senhor”, “Esta é a porta do Senhor: os justos entrarão por ela”.
Na liturgia do domingo da ressurreição, este salmo aplica-se a Jesus, refletindo a experiência da paixão e a libertação operada por Deus a favor do seu filho, ressuscitando-o. A ressurreição de Jesus é, de entre todas as maravilhas realizadas por Deus e cantadas pelo salmo, a maior é mais admirável ação de Deus.
Para Paulo, o encontro do cristão com Cristo no Batismo é uma verdadeira morte e ressurreição, como ele afirma: “ressuscitastes com Cristo” e “vós morrestes”. Obviamente não se trata de uma morte e ressurreição física, pois, ainda não passámos por essa experiência. Mas sim de uma morte para um estilo de vida antigo e um renascimento para uma vida nova, que implica uma conduta transformada.
Esta transformação não significa abandonar a vida quotidiana, com as suas responsabilidades e tarefas. Pelo contrário, trata-se de realizar tudo com uma nova atitude, imbuída dos valores do Evangelho. As “coisas do alto”, às quais somos convidados a aspirar, referem-se à vivência plena do Evangelho, que abraçamos e testemunhamos no Batismo perante a comunidade. Trata-se de cultivar os sentimentos que Paulo descreve nesta carta: “revesti-vos de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência… e, acima de tudo, do amor”, evitando os vícios do mundo, como “ira, raiva, maldade, injúria, palavras grosseiras… não mintais”, que outrora caracterizavam a nossa conduta (Colossenses 3,5-9).
A vida nova que iniciámos no Batismo ainda não se manifestou em plenitude, pois “está escondida com Cristo em Deus”. Mas um dia, quando “Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar, então também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória”.”
Na carta aos coríntios, segunda opção para este domingo, o alerta de Paulo direciona-nos a considerar as coisas do mundo, o “fermento velho… fermento da malícia e perversidade”, como o fermento que corrompe a vida cristã. O cristão é chamado a viver como o pão ázimo, purificado de todo e qualquer fermento, e a alimentar-se de Cristo, o verdadeiro Cordeiro Pascal.
João recorda, ao longo do seu Evangelho, a incompreensão dos discípulos: “Depois de Jesus ressuscitar dos mortos, os discípulos lembraram-se de que ele tinha dito isto e acreditaram na Escritura e na palavra que Jesus tinha dito” (João 2,22); “Os seus discípulos não entenderam isto no princípio; mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram…” (João 12,16).
Só após a ressurreição, os discípulos compreendem o que viveram com Jesus, algo que, no momento, lhes parecia incompreensível. Por isso, João conclui: “Ainda não tinham compreendido a Escritura, que era necessário que Jesus ressuscitasse dentre os mortos” (João 20,9).
Por que não tinham os discípulos entendido? Porque era ainda de noite, “muito escuro”, e não conseguiam ver. Só na manhã do “primeiro dia da semana” começaram a ver.
A narração de João põe em cena Maria Madalena que esteve junto à cruz com Maria, a mãe de Jesus, e o discípulo amado; Pedro, que foi introduzido no palácio do Sumo Sacerdote por João e que o negou três vezes; e João, o discípulo amado, que permaneceu junto à cruz com Maria.
O primeiro dia da semana começa cedo, ainda na escuridão, para Maria madalena. O seu foco é o sepulcro, onde jaz aquele que o seu coração ama. A tristeza pela sua morte e as lágrimas impedem-na de ver para além do túmulo vazio: “levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram”. No entanto, o que vê é suficiente para arrastar os discípulos da noite para a novidade do primeiro dia da semana. A notícia de Maria Madalena não é ainda a verdadeira notícia deste dia, mas conduz aos sinais que falam de ressurreição.
Ainda envoltos na escuridão, Pedro e João correm a velocidades diferentes, mas com a mesma curiosidade. Pedro entra no sepulcro, mas ainda não compreendeu. João entra e acredita, ao ver as provas que evidenciam a ressurreição de Jesus, pois ninguém roubaria ou deslocaria o corpo, deixando as ligaduras e o lençol para trás.
Da escuridão à luz da fé, João apresenta um caminho. Primeiro não veem, depois veem o túmulo vazio, entrando no mistério veem as ligaduras e o lençol, para finalmente acreditarem. É todo o percurso que fazem os que recebem o evangelho. Primeiro, não veem; depois, veem o túmulo vazio; entrando no mistério, veem as ligaduras e o lençol; e, finalmente, acreditam. É o percurso de todos os que recebem o Evangelho. A fé nasce, não da evidência, mas do testemunho: “viu e acreditou”.
Meditação da Palavra
Quando a liturgia de Páscoa, através do evangelho, nos diz que João “viu e acreditou”, está a relatar não um acontecimento do passado, mas a nossa própria experiência. Também nós, um dia vimos e acreditámos, e continuamos a acreditar, mesmo sem ver, que “Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando a todos os que eram oprimidos pelo Demónio”, que “eles mataram-n’O, suspendendo-O na cruz”, e que “Deus ressuscitou-O ao terceiro dia”.
A experiência de João no túmulo vazio tornou-se notícia, chegou aos nossos ouvidos e transformou-nos de curiosos, que querem confirmar o sepulcro vazio, em testemunhas de Cristo ressuscitado. Esta experiência exige tempo e pressa. O tempo de cada um para assimilar a verdade da ressurreição como experiência pessoal no encontro com Cristo, e a pressa de fazer chegar a todos a novidade do primeiro dia da semana, para que a noite, instalada no coração dos homens, dê lugar à luz verdadeira da esperança que vence a morte.
Antes de afirmar que João “viu e acreditou”, o evangelho conta que Maria Madalena saiu de “manhãzinha, ainda escuro” e “viu a pedra retirada do sepulcro”. Não viu mais nada, mas foi chamar os apóstolos. Para Maria Madalena, o que viu não parece ter sido suficiente, pois, vamos encontra-la posteriormente “junto do túmulo, da parte de fora, a chorar”, e só no encontro com Cristo ela se torna definitivamente testemunha missionária ao ouvir de Jesus “vai ter com os meus irmãos e diz-lhes…”.
Pedro vive a mesma experiência de João e Madalena, e só com o tempo se torna capaz de dar o testemunho que escutamos na primeira leitura, em casa de Cornélio.
João “viu e acreditou”, mas não viu sozinho; precisou das lágrimas e da pressa de Maria Madalena, que apenas viu a pedra retirada do sepulcro. Precisou da introspeção de Pedro que, baralhado, procurava entender o que significavam as ligaduras espalhadas pelo chão e o lençol dobrado à parte. A experiência de fé tímida e frágil de muitos, pouco esclarecida de outros, é, muitas vezes, o caminho que não podemos desprezar se queremos chegar à verdadeira fé.
Por vezes, parece pouco, pequeno, pobre e frágil o testemunho daqueles que anunciam a novidade da ressurreição, porque são demasiado humanos, mas neles revela-se um poder maior, o de Cristo vivo, ressuscitado, vencedor da morte, Senhor da vida e da história, “juiz dos vivos e dos mortos”. Desprezar o testemunho de quem anuncia a verdade da ressurreição é correr o risco de não chegar a lado nenhum.
Muitos acreditaram apesar da fragilidade das testemunhas e do conteúdo pobre do anúncio. O testemunho de Pedro, “Deus ressuscitou-O ao terceiro dia e permitiu-Lhe manifestar-Se, não a todo o povo, mas às testemunhas de antemão designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com Ele, depois de ter ressuscitado dos mortos”, foi suficiente para que Cornélio se enchesse do Espírito Santo e entrasse na comunidade dos crentes, dos que experimentam em si mesmos a verdade da ressurreição.
Hoje, muitas comunidades cristãs, entre nós e espalhadas pelo mundo, são comunidades pobres, pequenas, quase insignificantes. Mas, quando se reúnem para celebrar a ressurreição de Cristo, não são só aquelas poucas pessoas, simples e de fé pouco trabalhada, quem se manifesta naquele lugar. É toda a força da vida nova que brota de Cristo ressuscitado que toma conta do lugar onde eles se encontram e faz transbordar a notícia da vitória sobre a morte, de modo que todos naquele lugar e no mundo inteiro, mesmo sem o saberem, recebem o seu testemunho e se renovam na esperança.
Não desvalorizemos ao pequeno testemunho da nossa vida que, ao reunir-nos com a nossa comunidade, damos ao mundo. Um testemunho de vida, de esperança e de alegria, porque em Cristo ressuscitado encontrámos um modo de vivermos as coisas normais do dia a dia com uma nova esperança.
Rezar a Palavra
Com o coração iluminado pela tua ressurreição quero louvar-te dizendo “A mão do Senhor fez prodígios, a mão do Senhor foi magnífica. Não morrerei, mas hei de viver, para anunciar as obras do Senhor”.
Compromisso semanal
Mesmo com lágrimas nos olhos digo a todos “Cristo Ressuscitou”
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/04/santos-do-dia-da-igreja-catolica-20-04-2012/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 20 de Abril
Postado em: por: marsalima
São Teodoro
O significado de seu nome, “dom de Deus”, tem tudo a ver com os talentos especiais que Teodoro demonstrou durante toda a vida. O religioso, nascido na segunda metade do século VI na Galícia, hoje França, desde pequeno demonstrou ter realmente vindo ao mundo para a edificação da Igreja, terminando seus dias como instrumento dos prodígios e graças que brotavam à sua volta.
Diz a tradição que, já aos oito anos, procurava lugares escondidos e solitários para rezar. Depois, quando adolescente, chegou a cavar uma gruta na capela de São Jorge, especialmente para ali entregar-se à oração e a contemplação.
É preciso esclarecer que, além de tudo, seus pais pediram para o filho a proteção de são Jorge desde o instante do seu nascimento, pois sua mãe teve um parto muito difícil. Teodoro foi agradecido ao santo, que tinha como padrinho, pelo resto de seus dias.
Todavia seus pais também não esperavam que ele se dedicasse tanto assim à religião e se preocupavam, pois ele era muito diferente dos outros meninos da sua idade, principalmente por ter cavado “sua” caverna na capela.
Dizem os devotos que o próprio são Jorge apareceu num sonho a sua mãe, para que ficasse tranquila quanto ao futuro de Teodoro. Logo depois alguns prodígios e graças começaram a acontecer na gruta, pois que, em pouco tempo, todos os dias, grande parte dos moradores locais eram atraídos para lá.
Teodoro ainda não tinha idade para isso, mas o bispo da cidade vizinha de Anastasiópolis assumiu a tutela do rapaz e o ordenou sacerdote. E mal voltou para sua cidade natal, o povo o elegeu bispo. No cargo ele permaneceu por dez anos, quando abandonou tudo e voltou à sua vida solitária de penitência e oração contemplativa.
Novamente as graças passaram a fazer parte do cotidiano da gruta de Teodoro, onde grandes multidões o procuravam. Teodoro ali ficou até o dia 20 de abril de 613, quando morreu. Sua festa é muito celebrada pelos católicos do mundo todo, especialmente na França, Alemanha e entre os cristãos de língua eslava.
Santa Inês de Montepulciano
Inês nasceu em 28 de janeiro de 1268, na aldeia de Graciano, próxima da cidade de Montepulciano, que depois lhe serviu de sobrenome. Era filha de pais riquíssimos, da família dos Segni. Mas sua vocação deve ter se manifestado quando era ainda criança, pois mal aprendeu a falar e já ficava pelos cantos recitando orações, procurando lugares silenciosos para conversar com Deus.
Não tinha ainda seis anos quando manifestou aos pais a vontade de tornar-se religiosa e, com nove anos, já estava entregue aos cuidados das religiosas de São Domingos. Entretanto não foi só isso. Ainda não completara dezesseis anos de idade, quando suas companheiras de convento a elegeram superiora e o papa Nicolau VI referendou essa decisão incomum.
Contudo sua atuação no cristianismo fica bem demonstrada com uma vitória histórica que muito contribuiu para sua canonização. Existia em Montepulciano uma casa que várias mulheres utilizavam como prostíbulo. Inês passou a dizer às religiosas que um dia transformaria aquela casa em convento.
Partindo dela, prometer, lutar e conseguir não era surpresa alguma para ninguém. A surpresa foi ter conseguido ir além do prometido, tanto influenciou as mulheres que as pecadoras se converteram, e a casa se transformou num convento exemplar na ordem e na virtude.
Como não poderia deixar de ser, numa vida tão explosiva quanto um raio, a morte também lhe veio precocemente. Não tinha completado cinqüenta anos de idade quando uma dolorosa doença a acometeu e ela morreu rapidamente, no dia 20 de abril de 1317, assim como acontecera com as outras etapas de sua vida.
O local de sua sepultura se tornou alvo de peregrinações, com muitas graças ocorrendo por intercessão de santa Inês de Pulciano, como passou a ser chamada. Ali foram registradas curas de doentes, a conversão de grandes e famosos pecadores e outros fatos prodigiosos. Inês de Montepulciano foi canonizada pelo papa Bento XIII em 1726.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE .. DE FEVEREIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 15, 3b-5
Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze.
V. Este é o dia que o Senhor fez. Aleluia.
R. Exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ef 2, 4-6
Deus, que é rico em misericórdia, pela grande caridade com que nos amou, a nós que estávamos mortos por causa dos nossos pecados, restituiu-nos à vida com Cristo – é pela graça que fostes salvos – com Ele nos ressuscitou e nos fez sentar nos Céus com Cristo Jesus.
V. Este é o dia que o Senhor fez. Aleluia.
R. Exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 6, 4
Fomos sepultados com Cristo pelo Baptismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos para glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.
V. Este é o dia que o Senhor fez. Aleluia.
R. Exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
Oração
Senhor Deus do Universo, que neste dia, pelo vosso Filho Unigénito, vencedor da morte, nos abristes as portas da eternidade, concedei-nos que, celebrando a solenidade da ressurreição de Cristo, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos para a luz da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 10, 12-14
Cristo, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-Se para sempre à direita de Deus, esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo dos seus pés. Por uma única oblação tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica.
Em vez do RESPONSÓRIO, diz-se:
Ant. Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás-de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
Em vez do RESPONSÓRIO, diz-se:
Ant. Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


