“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 7 DE FEVEREIRO DE 2025
7 de fevereiro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 9 DE FEVEREIRO DE 2025
9 de fevereiro de 2025Sábado da Semana IV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Segunda Epístola aos Tessalonicenses 3, 1-18
Exortações e conselhos
Orai por nós, irmãos, para que a palavra do Senhor prossiga o seu caminho e seja glorificada, como sucede no meio de vós, e para que nos vejamos livres dos homens perversos e malvados, porque nem todos têm fé. Mas o Senhor é fiel: Ele vos confirmará e vos livrará do Maligno. Quanto a vós, temos
confiança no Senhor que estais fazendo e continuareis a fazer o que vos ordenamos. O Senhor dirija os vossos corações no amor de Deus e na paciência de Cristo.
Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos afasteis de todos os irmãos que vivem na ociosidade e não conforme os ensinamentos que de nós recebestes.
Sabeis como deveis imitar-nos, pois não vivemos no meio de vós na ociosidade, nem comemos de graça o pão de ninguém. Trabalhámos noite e dia, com esforço e fadiga, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não é que não tivéssemos esse direito, mas quisemos ser para vós um
exemplo a imitar.
Quando estávamos convosco, já vos dávamos esta ordem: quem não quer trabalhar, também não deve comer. Efectivamente, ouvimos dizer que alguns de vós vivem na ociosidade, sem fazerem trabalho algum, mas ocupados em actividades inúteis. A esses ordenamos e recomendamos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que trabalhem em paz, para comerem um pão que lhes pertença.
Quanto a vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. E se algum não obedecer ao que mandamos dizer nesta carta, assinalai-o: não tenhais familiaridade com ele, para que se envergonhe. Não o considereis, porém, como inimigo, mas repreendei-o como irmão.
O Senhor da paz vos conceda a paz em todo o tempo e por todas as formas. O Senhor esteja com todos vós.
A saudação é do meu punho: Paulo. Assino deste modo em todas as minhas cartas. A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós.
RESPONSÓRIO cf. 1 Tes 2, 13b; Ef 1, 13a
R. Depois de terdes recebido a palavra de Deus, * Vós a acolhestes, não como palavra humana, mas como ela é realmente, palavra de Deus.
V. Ouvistes a palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação. * Vós a acolhestes, não como palavra humana, mas como ela é realmente, palavra de Deus.
SEGUNDA LEITURA
Da Constituição pastoral Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, sobre a Igreja no mundo contemporâneo
(Nn. 35-36) (Sec. XX)
A actividade humana
A actividade humana, assim como procede do homem, também para o homem se ordena. Pela sua actividade, o homem não só transforma as coisas e a sociedade, mas aperfeiçoa-se a si mesmo. Aprende muitas coisas, desenvolve as próprias faculdades, sai de si mesmo e supera-se a si mesmo. Tal desenvolvimento, se for bem compreendido, vale mais do que todas as riquezas externas que se possam acumular. O homem vale mais pelo que é do que pelo que tem.
De igual modo, tudo o que os homens fazem para conseguir maior justiça, maior fraternidade e uma ordem mais humana nas relações sociais, vale mais do que os progressos técnicos. Estes podem fornecer a base material para a promoção humana, mas, por si sós, são incapazes de a realizar.
A norma da actividade humana é, portanto, a seguinte: segundo o plano e a vontade de Deus, deve corresponder ao verdadeiro bem da humanidade e tornar possível ao homem, considerado individualmente ou em sociedade, cultivar e realizar a sua vocação integral.
No entanto, muitos dos nossos contemporâneos parecem temer que a íntima ligação entre a actividade humana e a religião constitua um obstáculo para a autonomia dos homens, das sociedades e das ciências. Se por autonomia das realidades terrestres se entende que as coisas criadas e as próprias sociedades têm leis e valores próprios que o homem irá gradualmente descobrindo, utilizando e organizando, é perfeitamente legítima tal exigência de autonomia, que não só é reclamada pelos homens do nosso tempo, mas também corresponde à vontade do Criador. Com efeito, é pela virtude da própria criação que todas as coisas estão dotadas de consistência, verdade, bondade, de leis próprias e de uma ordem que o homem deve respeitar, reconhecendo os métodos peculiares de cada ciência ou arte.
A propósito, seja-nos lícito lamentar certas atitudes que existiram até entre cristãos, por não terem entendido suficientemente a legítima autonomia da ciência, e que, pelas contendas e controvérsias a que deram origem, levaram muitos espíritos a pensar que a ciência e a fé eram incompatíveis.
Mas se por «autonomia das realidades temporais» se entende que as coisas criadas não dependem de Deus e que o homem pode dispor de tudo sem referência ao Criador, então todos aqueles que acreditam em Deus compreendem como são falsas tais afirmações. Na verdade, a criatura não tem razão de ser sem o seu Criador.
RESPONSÓRIO Deut 2, 7; 8, 5b
R. O Senhor abençoou-te em todas as tuas empresas, olhou por ti na travessia do grande deserto; * Esteve contigo e nada te faltou.
V. Como um pai educa o seu filho, assim o Senhor te educou a ti. * Esteve contigo e nada te faltou.
Oração
Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
2 Pedro 3, 13-15a
Nós esperamos, segundo a promessa do Senhor, os novos céus e a nova terra, onde habitará a justiça. Portanto, caríssimos, enquanto esperais tudo isto, empenhai-vos, sem pecado nem motivo algum de censura, para que o Senhor vos encontre na paz. Considerai esta paciente espera de Nosso Senhor como uma oportunidade para alcançardes a salvação.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cantar-vos-ei e meus lábios exultarão de alegria.
R. Cantar-vos-ei e meus lábios exultarão de alegria.
V. A minha língua anunciará a vossa justiça.
R. E meus lábios exultarão de alegria.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cantar-vos-ei e meus lábios exultarão de alegria.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEMEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sabado-da-semana-iv-do-tempo-comum-6/>]
Sábado da Semana IV do Tempo Comum
Leitura I Heb 13, 15-17.20-21
Irmãos:
Ofereçamos a Deus continuamente, por Jesus Cristo,
um sacrifício de louvor, isto é,
o fruto dos lábios que aclamam o seu nome.
Não esqueçais a beneficência e a solidariedade,
porque são estes sacrifícios que agradam a Deus.
Obedecei aos vossos chefes e sede-lhes submissos,
porque eles velam pelas vossas almas,
como quem tem de responder por elas.
Assim poderão fazê-lo com alegria, e sem queixumes,
o que vos seria prejudicial.
O Deus da paz, que ressuscitou dos mortos
Aquele que, pelo sangue de uma aliança eterna,
Se tornou o supremo pastor das ovelhas,
nosso Senhor Jesus,
vos torne aptos para cumprir a sua vontade
em toda a espécie de boas obras
e realize em nós o que Lhe é agradável,
por Jesus Cristo,
a quem seja dada glória pelos séculos dos séculos. Amen.
compreender a palavra
É muito interessante este final da carta aos Hebreus. Começa com um convite ao louvor e alerta para o facto de que os sacrifícios agradáveis a Deus não serem palavras, mas ações. Por isso, recorda a beneficência, a solidariedade, a obediência como fonte de bem-estar e harmonia na vida comunitária e na relação dos chefes com o povo. Para terminar apresenta uma doxologia onde refere a ressurreição de Jesus e a sua condição de pastor da humanidade e modelo de todo o cristão na prática das boas obras e origem de todo o bem.
meditar a palavra
Louvar a Deus não é dirigir-lhe orações muito bem elaboradas nem fazer sacrifícios físicos como se a Deus agradasse o que mais custa e causa dor. Deus quer homens e mulheres de coração disponível para realizar de boa vontade todas as suas obrigações diárias e prontos a fazer o bem a todos os que necessitam respeitando aqueles que têm responsabilidades na comunidade. A harmonia da vida comunitária é um bem que deve ser construído por todos e não apenas pelos seus responsáveis. Obedecer e submeter-se às orientações gera o fruto da harmonia e da paz e torna-se meio para alcançar a alegria. É que, acima de todos está Cristo Jesus, ele que passou pelo sangue da aliança e ressuscitou, só ele é o Pastor de todos.
rezar a palavra
Senhor Jesus, Pastor da humanidade, que deste a vida por nós, para nos aproximar do coração de Deus e nos inclinar diante dos irmãos, ensina-nos a viver a alegria das boas obras, da solidariedade e obediência.
compromisso
Quero olhar os outros como irmãos em quem presto louvor a Deus na ajuda e na obediência.
Evangelho Mc 6, 30-34
Naquele tempo,
os Apóstolos voltaram para junto de Jesus
e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado.
Então Jesus disse-lhes:
«Vinde comigo para um lugar isolado
e descansai um pouco».
De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir
que eles nem tinham tempo de comer.
Partiram, então, de barco
para um lugar isolado, sem mais ninguém.
Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam;
e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar
e chegaram lá primeiro que eles.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão
e compadeceu-Se de toda aquela gente,
porque eram como ovelhas sem pastor.
E começou a ensinar-lhes muitas coisas.
compreender a palavra
Os apóstolos tinham sido investidos do poder de Jesus para anunciar em seu nome a conversão e para curar. Ao regressar, encontram Jesus no meio da multidão, ocupado, sem possibilidade de descansar e até sem poder comer. Nesta confusão, Jesus propõe-lhes uma retirada para descansar. Há necessidade de estar com Jesus para aprender novas funções da sua missão enquanto continuadores da missão de Jesus. O barco segue lentamente e a multidão consegue perceber para onde vão e chegam primeiro. À chegada, os apóstolos recebem mais uma lição de Jesus, ele é o Bom Pastor que se compadece das suas ovelhas. É fácil entender que os apóstolos estão a ser preparados por Jesus para conduzir as multidões para as pastagens verdejantes e a tratá-las com compaixão, orientando-as com a Palavra.
meditar a palavra
Jesus confronta-nos continuamente com a sua palavra. Os pastores não podem cair no ativismo e as ovelhas não podem exigir demais dos pastores. Há momentos que parecem inúteis, mas são absolutamente necessários para refletir sobre o trabalho realizado e perspetivar a missão no futuro. Este é um tempo importante. É na barca, com Jesus, que se percebe o trabalho realizado e se traça o rumo para o futuro. Não somos estrategas, mas enviados que escutam de Jesus as inquietações do tempo e do lugar aonde somos enviados. Por outro lado, também é necessário sentir o apelo das pessoas para responder às suas verdadeiras necessidades e não apenas satisfazer vontades que não são nem resposta nem alimento.
rezar a palavra
Leva-me contigo, Senhor, na barca e deixa que o tempo passe lentamente para que saboreie a tua presença e descanse dos trabalhos de cada dia. Ergue a tua voz sobre o ruído das ondas e suavemente encanta o meu coração para que não me escute a mim mesmo. Sabes que facilmente me entretenho comigo e com as minhas vontades e desejos. Ensina-me essa atitude atenta e compassiva do pastor que sabe cuidar das suas ovelhas.
compromisso
Quero entrar no silêncio da barca de Jesus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
Sábado da Semana IV do Tempo Comum
Leitura I Heb 13, 15-17.20-21
Irmãos:
Ofereçamos a Deus continuamente, por Jesus Cristo,
um sacrifício de louvor, isto é,
o fruto dos lábios que aclamam o seu nome.
Não esqueçais a beneficência e a solidariedade,
porque são estes sacrifícios que agradam a Deus.
Obedecei aos vossos chefes e sede-lhes submissos,
porque eles velam pelas vossas almas,
como quem tem de responder por elas.
Assim poderão fazê-lo com alegria, e sem queixumes,
o que vos seria prejudicial.
O Deus da paz, que ressuscitou dos mortos
Aquele que, pelo sangue de uma aliança eterna,
Se tornou o supremo pastor das ovelhas,
nosso Senhor Jesus,
vos torne aptos para cumprir a sua vontade
em toda a espécie de boas obras
e realize em nós o que Lhe é agradável,
por Jesus Cristo,
a quem seja dada glória pelos séculos dos séculos. Amen.
compreender a palavra
É muito interessante este final da carta aos Hebreus. Começa com um convite ao louvor e alerta para o facto de que os sacrifícios agradáveis a Deus não serem palavras, mas ações. Por isso, recorda a beneficência, a solidariedade, a obediência como fonte de bem-estar e harmonia na vida comunitária e na relação dos chefes com o povo. Para terminar apresenta uma doxologia onde refere a ressurreição de Jesus e a sua condição de pastor da humanidade e modelo de todo o cristão na prática das boas obras e origem de todo o bem.
meditar a palavra
Louvar a Deus não é dirigir-lhe orações muito bem elaboradas nem fazer sacrifícios físicos como se a Deus agradasse o que mais custa e causa dor. Deus quer homens e mulheres de coração disponível para realizar de boa vontade todas as suas obrigações diárias e prontos a fazer o bem a todos os que necessitam respeitando aqueles que têm responsabilidades na comunidade. A harmonia da vida comunitária é um bem que deve ser construído por todos e não apenas pelos seus responsáveis. Obedecer e submeter-se às orientações gera o fruto da harmonia e da paz e torna-se meio para alcançar a alegria. É que, acima de todos está Cristo Jesus, ele que passou pelo sangue da aliança e ressuscitou, só ele é o Pastor de todos.
rezar a palavra
Senhor Jesus, Pastor da humanidade, que deste a vida por nós, para nos aproximar do coração de Deus e nos inclinar diante dos irmãos, ensina-nos a viver a alegria das boas obras, da solidariedade e obediência.
compromisso
Quero olhar os outros como irmãos em quem presto louvor a Deus na ajuda e na obediência.
Evangelho Mc 6, 30-34
Naquele tempo,
os Apóstolos voltaram para junto de Jesus
e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado.
Então Jesus disse-lhes:
«Vinde comigo para um lugar isolado
e descansai um pouco».
De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir
que eles nem tinham tempo de comer.
Partiram, então, de barco
para um lugar isolado, sem mais ninguém.
Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam;
e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar
e chegaram lá primeiro que eles.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão
e compadeceu-Se de toda aquela gente,
porque eram como ovelhas sem pastor.
E começou a ensinar-lhes muitas coisas.
compreender a palavra
Os apóstolos tinham sido investidos do poder de Jesus para anunciar em seu nome a conversão e para curar. Ao regressar, encontram Jesus no meio da multidão, ocupado, sem possibilidade de descansar e até sem poder comer. Nesta confusão, Jesus propõe-lhes uma retirada para descansar. Há necessidade de estar com Jesus para aprender novas funções da sua missão enquanto continuadores da missão de Jesus. O barco segue lentamente e a multidão consegue perceber para onde vão e chegam primeiro. À chegada, os apóstolos recebem mais uma lição de Jesus, ele é o Bom Pastor que se compadece das suas ovelhas. É fácil entender que os apóstolos estão a ser preparados por Jesus para conduzir as multidões para as pastagens verdejantes e a tratá-las com compaixão, orientando-as com a Palavra.
meditar a palavra
Jesus confronta-nos continuamente com a sua palavra. Os pastores não podem cair no ativismo e as ovelhas não podem exigir demais dos pastores. Há momentos que parecem inúteis, mas são absolutamente necessários para refletir sobre o trabalho realizado e perspetivar a missão no futuro. Este é um tempo importante. É na barca, com Jesus, que se percebe o trabalho realizado e se traça o rumo para o futuro. Não somos estrategas, mas enviados que escutam de Jesus as inquietações do tempo e do lugar aonde somos enviados. Por outro lado, também é necessário sentir o apelo das pessoas para responder às suas verdadeiras necessidades e não apenas satisfazer vontades que não são nem resposta nem alimento.
rezar a palavra
Leva-me contigo, Senhor, na barca e deixa que o tempo passe lentamente para que saboreie a tua presença e descanse dos trabalhos de cada dia. Ergue a tua voz sobre o ruído das ondas e suavemente encanta o meu coração para que não me escute a mim mesmo. Sabes que facilmente me entretenho comigo e com as minhas vontades e desejos. Ensina-me essa atitude atenta e compassiva do pastor que sabe cuidar das suas ovelhas.
compromisso
Quero entrar no silêncio da barca de Jesus.
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-08-de-janeiro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 08 de Fevereiro
Postado em: por: marsalima
Santo Jerônimo Emiliano
Jerônimo Emiliani, de nobre família, nasceu em Veneza, Itália, em 1486. Sua juventude foi bastante tumultuada, com comportamentos mundanos e desregrados. Desde os quinze anos serviu como soldado e durante muito tempo foi mantido como prisioneiro pelo exército imperial de Treviso. Neste período, ele foi envolvido numa forte experiência de conversão. Atormentado pela memória de seus pecados, reconheceu em Cristo Crucificado o amor misericordioso do Pai.
Quando saiu em liberdade, se desfez de toda a fortuna e se consagrou a uma missão muito especial, baseada na revelação da paternidade divina: compartilhar e viver em comunidade com os órfãos, os pobres e os doentes. Assim, em 1531 fundou um instituto de religiosos na cidade de Somasca, Itália. Logo foram chamados de “padres Somascos”. Jerônimo Emiliani permaneceu leigo e dedicou sua existência a Deus e à caridade. Seus trabalhos solidários se estendiam aos doentes e miseráveis como também as crianças órfãs e às prostitutas.
A motivação da sua vida espiritual foi o desejo de devolver a Igreja ao estado de santidade das primeiras comunidades cristãs. Este mesmo ideal determinou o modo de organizar a vida das casas que acolhiam os órfãos. O grupo religioso se destacou por proporcionar educação gratuita aos menores abandonados e órfãos. Dos muitos colaboradores que se aproximaram dele, alguns tomaram a decisão de seguir o seu estilo de vida. Assim nascia a Companhia dos Servos dos Pobres.
Prestes a morrer, Jerônimo Emiliani transmitiu a seus discípulos um testamento que sintetizava sua experiência espiritual e representava, ao mesmo tempo, um itinerário de vida cristã: “Segui o caminho do Crucificado, desprezai a iniqüidade, amai-vos uns aos outros e servi aos pobres”.
Jerônimo Emiliani faleceu na cidade de Somasca, Itália, no dia 8 de fevereiro de 1537, vitimado pela peste que contraiu servindo aos doentes durante uma epidemia que se alastrou na cidade. Apesar disso cuidou dos enfermos até os últimos momentos de sua vida.
O papa Santo Pio V, em 1568 oficializou a Ordem dos Religiosos de Somasca. Jerônimo Emiliani foi canonizado em 1767 e o dia 8 de Fevereiro escolhido para a sua homenagem. Em 1928, o Papa Pio XI o declarou Padroeiro dos órfãos e das crianças abandonadas.
Santa Josefina Bakhita
Bakhita nasceu no Sudão, África, em 1869. Este nome, que significa “afortunada”, não recebeu de seus pais ao nascer, lhe foi imposto por seus raptores. Esta flor africana conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão, sendo vendida e comprada várias vezes. A terrível experiência e o susto, provado naquele dia, causaram profundos danos em sua memória, inclusive o esquecimento do próprio nome.
Na capital do Sudão, Bakhita foi finalmente comprada por um cônsul italiano, que depois a levou consigo para a Itália. Durante a viagem, ele a entregou para viver com a família de um amigo, que residia em Veneza, e cuja esposa, havia se afeiçoado à ela.Depois, com o nascimento da filha do casal, Bakhita se tornou sua babá e amiga.
Os negócios desta família, na África, exigiam que retornassem. Mas, aconselhado pelo administrador, o casal confiou as duas, às irmãs da congregação de Santa Madalena de Canossa, em Schio, também em Veneza. Alí, Bakhita, conheceu o Evangelho. Era 1890 e ela tinha vinte e um anos quando foi batizada recebendo o nome de Josefina.
Após algum tempo, quando vieram buscá-las, Bakhita ficou. Queria se tornar uma irmã canossiana, para servir a Deus que lhe havia dado tantas provas do seu amor. Depois de sentir muita clareza do chamado para a vida religiosa, em 1896, Josefina Bakhita se consagrou para sempre a Deus, que ela chamava com carinho “o meu Patrão!”.
Por mais de cinqüenta anos, esta humilde Filha da Caridade, se dedicou às diversas ocupações na congregação, sendo chamada por todos de “Irmã Morena”. Ela foi cozinheira, responsável do guarda-roupa, bordadeira, sacristã e porteira. As irmãs a estimavam pela generosidade, bondade e pelo seu profundo desejo de tornar Jesus conhecido. “Sejam boas, amem a Deus, rezem por aqueles que não O conhecem. Se soubésseis que grande graça é conhecer a Deus!”.
A sua humildade, a sua simplicidade e o seu constante sorriso, conquistaram o coração de toda população. Com a idade, chegou a doença longa e dolorosa. Ela continuou a oferecer o seu testemunho de fé, expressando com estas simples palavras, escondidas detrás de um sorriso, a odisséia da sua vida: “Vou devagar, passo a passo, porque levo duas grandes malas: numa vão os meus pecados, e na outra, muito mais pesada, os méritos infinitos de Jesus. Quando chegar ao céu abrirei as malas e direi a Deus: Pai eterno, agora podes julgar. E a São Pedro: fecha a porta, porque fico”.
Na agonia reviveu os terríveis anos de escravidão e foi a Santa Virgem que a libertou dos sofrimentos. As suas últimas palavras foram: “Nossa Senhora!”. Irmã Josefina Bakhita faleceu no dia 8 de fevereiro de 1947, na congregação em Schio, Itália. Muitos foram os milagres alcançados por sua intercessão. Em 1992, foi beatificada pelo Papa João Paulo II e elevada à honra dos altares em 2000, pelo mesmo Sumo Pontífice. O dia para o culto de “Santa Irmã Morena” foi determinado o mesmo de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 8 DE FEVEREIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Dan 6, 26b-27
O nosso Deus é um Deus vivo e permanece eternamente. O seu reino é indestrutível e o seu domínio é perpétuo. Ele salva e liberta, Ele faz maravilhas no céu e na terra.
V. Rendei-vos e reconhecei que Eu sou Deus:
R. Triunfo das nações e domino a terra
Oração
Senhor nosso Deus, Pai todo-poderoso, infundi em nós o vosso Espírito Santo, para que, livres de todos os inimigos, possamos alegrar-nos sempre no vosso louvor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 15, 5-7
O Deus da paciência e da consolação vos conceda que alimenteis os mesmos sentimentos uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que, numa só alma e numa só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Acolhei-vos, portanto, uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para glória de Deus.
V. O Senhor ama o seu povo
R. E dá a vitória aos humildes.
Oração
Senhor, fogo ardente de amor eterno, fazei que, inflamados na vossa caridade, Vos amemos sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Vós. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Filip 4, 8.9b
Irmãos: tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, é o que deveis ter no pensamento. E o Deus da paz estará convosco.
V. Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,
R. E bendizer o vosso nome de geração em geração.
Oração
Ouvi, Senhor, a nossa oração e dai-nos a abundância da vossa paz, a fim de que, por intercessão da Virgem Santa Maria, dedicando alegremente ao vosso serviço todos os dias da nossa vida, possamos um dia chegar sem temor à vossa presença. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 11, 33-36
Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus! Como são insondáveis os seus juízos e incompreensíveis os seus caminhos! Quem conheceu o pensamento do Senhor? Quem foi o seu conselheiro? Quem Lhe deu primeiro para que tenha de receber retribuição? D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória a Deus para sempre. Amen.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Como são grandes, Senhor, as vossas obras.
R. Como são grandes, Senhor, as vossas obras.
V. Tudo fizestes com sabedoria.
R. Como são grandes, Senhor, as vossas obras.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Como são grandes, Senhor, as vossas obras.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


