LITURGIA DE 13 DE OUTUBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA DA XXVII SEMANA COMUM
12 de outubro de 2023LITURGIA DE 15 DE OUTUBRO DE 2023 – DOMINGO – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM
15 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 14/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jl 4,12-21), de impregnar-nos da consciência de que não haverá como furtar-se ao julgamento divino face a imensa maldade dos povos. Porém o Senhor será um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para os que lhe são fiéis. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 96) compelem-nos a reconhecer que o Senhor reina e cumpre-nos exultar de alegria com todos os povos da terra; rejubilar-nos com as multidões dos continentes e das ilhas, pois o trono do Senhor tem por fundamento a justiça e o direito. Seu poder é inalcançável ao entendimento humano; foi ele quem fez todas as coisas: dos organismos unicelulares aos peixes nos mares, pássaros no céu, animais e plantas na terra até os seres inteligentes; do menor dos planetas às miríades de galáxias… Os céus anunciam a sua justiça e todos os povos contemplam a sua glória. São ingênuos os que adoram estátuas e praticam quaisquer espécies de idolatria, pois o Senhor é o soberano de toda a terra, o Altíssimo, o Deus criador e além dele não há outro. Ele ama os que detestam o mal; vela pelas almas de seus servos e os livra das mãos dos ímpios. A luz resplandece para o justo e a alegria é concedida ao homem de coração reto. Alegremo-nos com os justos no Senhor, emulemos o reto proceder que os caracterizam e demos glória ao santo nome do Altíssimo! O Santo Evangelho (Lc 11,27-28) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que bem-aventurada é Maria Santíssima, a que trouxe Jesus em seu ventre e o amamentou com seu peito, sendo tal bem-aventurança o meio que tornou possível a maior das bem-aventuranças: a partir do sim de Maria Santíssima, tendo Jesus dela nascido, tornou-se possível ouvir a palavra de Deus através dos lábios do próprio Filho de Deus. E podendo ouvi-la, é possível também colocá-las em prática, com o que o viver se eleva aos píncaros da felicidade possível nesta vida e à suprema felicidade na vida eterna!
Antífona da entrada
– Senhor, tudo está em vosso poder, e ninguém pode resistir a vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo! (Est,13.9s).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Jl 1,13-15; 2,1-2
Salmo Responsorial: Sl 96
Ó Justos, alegrai-vos no Senhor.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus! (Lc 11-28).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 11,27-28
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamento
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo profeta (Jl 4,12-21): De pé, nações! Subi ao vale de Josafá, porque é ali que vou sentar-me para julgar todos os povos ao redor! 13.Metei a foice, a messe está madura; vinde pisar, o lagar está cheio; as cubas transbordam – porque é imensa a maldade dos povos! 14.Que multidão, que multidão no vale do julgamento, porque chegou o dia do Senhor (no vale do julgamento)! 15.O sol e a lua se obscurecem, as estrelas empalidecem. 16.O Senhor rugirá de Sião, trovejará de Jerusalém; os céus e a terra serão abalados. Mas o Senhor será um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para os israelitas. 17.Sabereis então que eu sou o Senhor, vosso Deus, que habita em Sião, minha montanha santa. Jerusalém será um lugar sagrado onde os estrangeiros não tornarão mais a passar. 18.Naquele dia, as montanhas destilarão vinho, o leite manará das colinas; todas as torrentes de Judá jorrarão; uma fonte sairá do templo do Senhor para irrigar o vale das Acácias. 19.O Egito será todo assolado, Edom será um deserto devastado, por causa das violências cometidas contra os judeus, e por causa do sangue inocente derramado em seu solo; 20.mas Judá será habitado perpetuamente, e Jerusalém, de idade em idade. 21.Vingarei o seu sangue, que eu não tinha ainda vingado, e o Senhor habitará em Sião.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 96): O Senhor reina! Que a terra exulte de alegria, que se rejubile a multidão das ilhas. 2.Está envolvido em escura nuvem, seu trono tem por fundamento a justiça e o direito. 3.Ele é precedido por um fogo que devora em redor os inimigos. 4.Seus relâmpagos iluminam o mundo, a terra estremece ao vê-los. 5.Na presença do Senhor, fundem-se as montanhas como a cera, em presença do Senhor de toda a terra. 6.Os céus anunciam a sua justiça e todos os povos contemplam a sua glória. 7.São confundidos os que adoram estátuas e se gloriam em seus ídolos; pois os deuses se prostram diante do Senhor. 8.Ouve e se alegra Sião, exultam as cidades de Judá por causa de vossos juízos, Senhor. 9.Porque vós, Senhor, sois o soberano de toda a terra, vós sois o Altíssimo entre todos os deuses. 10.O Senhor ama os que detestam o mal, ele vela pelas almas de seus servos e os livra das mãos dos ímpios. 11.A luz resplandece para o justo, e a alegria é concedida ao homem de coração reto.12. Alegrai-vos, ó justo, no Senhor, e dai glória ao seu santo nome.
No Santo Evangelho, ensina-nos Jesus conforme o evangelista (Lc 11,27-28): Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! 28.Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Jl 4,12-21), de impregnar-nos da consciência de que não haverá como furtar-se ao julgamento divino face a imensa maldade dos povos. Porém o Senhor será um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para os que lhe são fiéis.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 96) compelem-nos a reconhecer que o Senhor reina e cumpre-nos exultar de alegria com todos os povos da terra; rejubilar-nos com as multidões dos continentes e das ilhas, pois o trono do Senhor tem por fundamento a justiça e o direito. Seu poder é inalcançável ao entendimento humano; foi ele quem fez todas as coisas: dos organismos unicelulares aos peixes nos mares, pássaros no céu, animais e plantas na terra até os seres inteligentes; do menor dos planetas às miríades de galáxias… Os céus anunciam a sua justiça e todos os povos contemplam a sua glória. São ingênuos os que adoram estátuas e praticam quaisquer espécies de idolatria, pois o Senhor é o soberano de toda a terra, o Altíssimo, o Deus criador e além dele não há outro. Ele ama os que detestam o mal; vela pelas almas de seus servos e os livra das mãos dos ímpios. A luz resplandece para o justo e a alegria é concedida ao homem de coração reto. Alegremo-nos com os justos no Senhor, emulemos o reto proceder que os caracterizam e demos glória ao santo nome do Altíssimo!
O Santo Evangelho (Lc 11,27-28) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que bem-aventurada é Maria Santíssima, a que trouxe Jesus em seu ventre e o amamentou com seu peito, sendo tal bem-aventurança o meio que tornou possível a maior das bem-aventuranças: a partir do sim de Maria Santíssima, tendo Jesus dela nascido, tornou-se possível ouvir a palavra de Deus através dos lábios do próprio Filho de Deus. E podendo ouvi-la, é possível também colocá-las em prática, com o que o viver se eleva aos píncaros da felicidade possível nesta vida e à suprema felicidade na vida eterna!
Oração consolidadora do compromisso
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos e sustentai-nos para impregnar-nos da consciência de que não haverá como furtar-se ao julgamento divino face a imensa maldade dos povos. Porém vós sereis um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para os que lhe são fiéis. Reconhecemos que vós reinais e exultamos de alegria com todos os povos da terra; rejubilamo-nos com as multidões dos continentes e das ilhas, pois o vosso trono tem por fundamento a justiça e o direito. Vosso poder é inalcançável ao entendimento humano; fostes vós quem fizestes todas as coisas: dos organismos unicelulares aos peixes nos mares, pássaros no céu, animais e plantas na terra até os seres inteligentes; do menor dos planetas às miríades de galáxias… Os céus anunciam a vossa justiça e todos os povos contemplam a vossa glória. São ingênuos os que adoram estátuas e praticam quaisquer espécies de idolatria, pois vós sois o soberano de toda a terra, o Altíssimo, o Deus criador e além dele vós não há outro. Vós amais os que detestam o mal; velai pelas almas de vossos servos e os livrais das mãos dos ímpios. A luz resplandece para o justo e a alegria é concedida ao homem de coração reto. Alegramo-nos, pois com os justos em vós, Senhor, emularemos o reto proceder que os caracterizam e damos glória ao vosso santo nome, ó Altíssimo! Iluminai-nos, inspirai-nos e sustentai-nos para impregnar-nos da consciência de que bem-aventurada é Maria Santíssima, a que trouxe Jesus em seu ventre e o amamentou com seu peito, sendo tal bem-aventurança o meio que tornou possível a maior das bem-aventuranças: a partir do sim de Maria Santíssima, tendo Jesus dela nascido, tornou-se possível ouvir a palavra de Deus através dos lábios do próprio Filho de Deus. E podendo ouvi-la, é possível também colocá-las em prática, com o que o viver se eleva aos píncaros da felicidade possível nesta vida e à suprema felicidade na vida eterna! Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
SANTO DO DIA
São Daniel e Companheiros
Os esclarecimentos que se tem sobre o ocorrido com estes missionários franciscanos são devidos a duas cartas encontradas nas suas residências. Os estudiosos consideraram também autêntica a carta de um certo Mariano de Gênova, que escrevera ao irmão Elias de Cortona comunicando o destino glorioso dos missionários. Esse documento teria sido escrito poucos dias após os acontecimentos, e faz parte dos arquivos da Igreja.
O irmão Elias de Cortona era o superior da Ordem, em 1227, quando os sete franciscanos viajaram da Itália para a Espanha, desejosos de transferirem-se para o Marrocos, na África, onde pretendiam converter os muçulmanos. Era um período de grande entusiasmo missionário nas jovens ordens franciscanas, fortalecidas pela memória de são Francisco, que morrera no ano anterior.
O chefe do grupo era Daniel, nascido em Belvedere, na Calábria, que também ocupava o cargo de ministro provincial da Ordem naquela região; os outros se chamavam Samuel, Ângelo, Donulo, Leão, Nicolas e Hugolino. Após uma breve permanência na Espanha, transferiram-se para a cidade de Ceuta, no Marrocos.
Era um ato verdadeiramente corajoso, porque as autoridades marroquinas haviam proibido qualquer forma de propaganda da fé cristã. No início, e por pouco tempo, trabalharam nos inúmeros mercados de Pisa, Gênova e Marsiglia, enquanto residiam em Ceuta. Depois, nos primeiros dias de outubro de 1227, decidiram iniciar as pregações entre os infiéis.
Nas estradas de Ceuta, falando em latim e em italiano, pois não conheciam o idioma local, anunciaram Cristo, contestando com palavras rudes a religião de Maomé. As autoridades mandaram que fossem capturados. Levados à presença do sultão, foram classificados como loucos, devendo permanecer na prisão.
Depois de sete dias, todos eles voltaram à presença do sultão, que se esforçou de todas as maneiras para que negassem a religião cristã. Mas não conseguiu. Então, condenou à morte os sete franciscanos, que se mantiveram firmes no cristianismo. No dia 10 de outubro, foram decapitados em praça pública e seus corpos, destroçados.
Todavia os comerciantes cristãos ocidentais recuperaram os pobres restos, que sepultaram nos cemitérios dos subúrbios de Ceuta. Em seguida, os ossos foram transferidos para a Espanha. Hoje, as relíquias são conservadas em diversas igrejas de várias cidades da Espanha, de Portugal e da Itália.
O papa Leão X, em 1516, canonizou como santos Daniel e cada um dos seis companheiros, autorizando o culto para o dia 13 de outubro, três dias após suas mortes.
Santo Eduardo
Na história da humanidade, a palavra rei quase sempre está associada à palavra tirano. Mas na história do catolicismo, rei muitas vezes vem junto da palavra santo. É o caso exemplar de Eduardo, rei da Inglaterra. Seu avô era o santo rei e mártir Edgar, e esse exemplo de santidade norteou também a sua vida no seguimento de Cristo.
Eduardo nasceu em Oxford, no ano 1003, num período em que a Inglaterra sofreu a invasão dos pagãos dinamarqueses. Seus pais, junto com toda a família real, tiveram de abandonar o país, indo refugiar-se na Corte da Normandia, norte da França, de parentes cristãos. No exílio, Eduardo frequentou e estudou nas mais renomadas cortes da Europa, adquirindo uma educação primorosa e fundamentada no cristianismo. Recusou várias vezes tomar o trono à força, pois não queria derramamento de sangue. Em 1042, com a morte de seu meio-irmão, que governava a Inglaterra, ele finalmente assumiu o trono.
Seu reinado foi um dos mais felizes para o povo inglês. Mesmo sentindo-se um pouco “estrangeiro”, fez a pátria retomar seu caminho correto dos princípios cristãos, afastando a influência nefasta dos anos de domínio pagão e trazendo paz e prosperidade para seus súditos. Logo passou a ser chamado de “o santo homem” e os escritos registram vários prodígios de cura operados por sua intercessão em favor de pessoas simples do reino. Curou um doente de câncer com um sinal da cruz. E um paralítico que se movia penosamente na rua ele ajudou a chegar a uma igreja, onde, por meio de orações, o curou, além de outros fatos narrados pelos historiadores.
A política do Estado exigia que ele se casasse e, pelo bem do reino, Eduardo o fez. Casou-se com Edith, filha do conde Godwin, um dos seus adversários políticos. Gentil e elegante, por tratar-se de um acordo, prometeu viver com ela em estado de castidade, sem união corporal. Manteve sua palavra. O casal não teve filhos. Ela se tornou uma grande rainha e irmã, participando das obras de caridade, ajudando a restaurar e fundar igrejas e conventos por todo o país. Valorizando o lado espiritual da vida, viviam em perfeita ordem e harmonia. Tornaram-se exemplo de reis cristãos, piedosos e caridosos, amados e aclamados como “pais” pelos súditos e respeitados por todas as cortes.
Após quase sessenta e quatro anos de vida de penitência, oração, mortificação dos sentidos e luxos, no reto seguimento de Cristo, o rei Eduardo morreu no dia 5 de janeiro de 1066. Pouco tempo depois de ter assistido a consagração da igreja da Abadia de Westminster, totalmente restaurada, o mais antigo símbolo da aspiração e das lutas religiosas da Inglaterra, onde foi sepultado.
Venerado em vida, imediatamente o povo passou a celebrá-lo como santo. Quase quarenta anos após a sua morte, o seu corpo foi exumado e encontrado intacto, o que para o povo não causou nenhuma surpresa. Em 1161, o papa Alexandre III canonizou-o. A sua festa litúrgica é celebrada no dia 13 de outubro, mas os devotos ingleses costumam lembrá-lo também no dia de sua morte.
Alexandrina Maria da Costa (Bem-Aventurada)
No dia 30 de março de 1904, nasceu Alexandrina Maria da Costa na pequena cidade de Balazar, em Póvoa de Varzim, Braga, Portugal. De família camponesa muito pobre, tinha apenas uma irmã mais velha, chamada Deolinda. Ambas foram educadas com amor pela mãe, Ana Maria e dentro da doutrina cristã.
Alexandrina cresceu forte, inteligente, alegre e vivaz, teve uma infância feliz dentro da sua realidade. Em 1911, recebeu a primeira eucaristia e, como em Balazar não havia escola, foi com a irmã Deolinda estudar em Póvoa de Varzim. Não chegaram a completar o estudo primário, um ano e meio depois estavam de volta. Nessa ocasião, as duas irmãs receberam a crisma pelo bispo do Porto, depois foram para um local chamado “Calvário”, onde se fixaram.
Elas viviam felizes, trabalhavam nos campos e se dedicavam à costura. Eram estimadas e queridas pelas famílias e colegas. Aos doze anos, porém, Alexandrina quase morreu por uma grave infecção. A doença foi superada, mas a sua saúde ficou abalada.
Em 1918, Alexandrina e sua irmã Deolinda e mais uma amiga aprendiz estavam na sala de costura, situada no piso superior da casa, quando três homens invadiram o local para molestá-las sexualmente. Alexandrina, para salvar a sua pureza, atirou-se pela janela, de uma altura de quatro metros. Assustados, os homens fugiram sem concluir suas intenções. Mas as conseqüências foram terríveis, embora não imediatas.
Alexandrina sofreu dores terríveis num processo longo, gradual e irreversível que a deixou paralítica. A partir do dia 14 de abril de 1925, Alexandrina nunca mais levantou da cama. Assim, paralisada, passou trinta anos de sua vida, embora nos três anos seguintes ela ainda pedisse a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, a graça da cura. Depois entendeu que a sua vocação era o sofrimento. Desde então teve uma vida repleta de fenômenos místicos, de grande união com Cristo nos tabernáculos, por meio de Nossa Senhora.
Quanto mais clara se tornava a sua vocação de vítima, mais crescia nela o amor ao sofrimento. Atingiu tal grau de espiritualidade que às sextas-feiras vivia os sofrimentos da Paixão de Cristo. Nesses dias, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e, com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, por três horas e meia, os diversos momentos da “via crucis”.
Desde 1934, orientada espiritualmente por um padre jesuíta, passou a escrever tudo quanto lhe dizia Jesus durante seus êxtases contemplativos. Em 1936, segundo ela por ordem de Jesus, pediu ao papa a consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria. O pedido foi renovado várias vezes até 1941, quando, então, Alexandrina parou de escrever ao papa e também seu diário. A partir de 27 de março de 1942, deixou de alimentar-se, vivendo exclusivamente da eucaristia. No ano seguinte, passou a ser estudada por uma junta médica.
Em 1944, seu novo diretor espiritual, um padre salesiano, após constatar a profundidade espiritual a que tinha chegado, animou Alexandrina a voltar a ditar o seu diário; o que ela fez até a morte. No mesmo ano ela se inscreveu na União dos Cooperadores Salesianos, querendo colaborar com o seu sofrimento e as suas orações para a salvação das almas, sobretudo os jovens. Atraídas pela fama de santidade, muitas pessoas vindas de longe buscavam os conselhos da “rosa branca de Jesus”, como era também chamada pelos fiéis, que já veneravam em vida a “santinha de Balazar”.
No dia 13 de outubro de 1955, Alexandrina morreu dizendo: “Sou feliz porque vou para o céu”. A 25 de abril de 2004 foi proclamada Bem-aventurada pelo papa João Paulo II, que a propôs como modelo dos que sofrem.
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-13-de-outubro/>]
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 14 DE OUTUBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Primeira Epístola a Timóteo 6, 11-21
Última exortação
Caríssimo: Tu, homem de Deus, pratica a justiça e a piedade, a fé e a caridade, a constância e a mansidão. Combate o bom combate da fé. Conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e sobre a qual fizeste tão bela profissão de fé perante numerosas testemunhas.
Ordeno-te na presença de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu testemunho diante de Pilatos: guarda este mandamento sem mancha e acima de toda a censura, até à aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo, a qual manifestará a seu tempo o venturoso e único Soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui a imortalidade e habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu nem pode ver. A Ele a honra e poder eterno. Amém!
Ordena aos ricos deste mundo que não se orgulhem nem ponham a sua esperança nas incertezas da fortuna, mas em Deus, que nos dá abundantemente todos os bens, para nosso proveito. Recomenda-lhes que façam o bem, que se enriqueçam de boas obras, sejam generosos, amigos de repartir com os outros. Assim juntarão para si um sólido tesouro para o futuro, a fim de alcançarem a verdadeira vida.
Timóteo, guarda o depósito da fé que te foi confiado, evita as palavras vãs e ímpias, bem como objeções de uma falsa ciência que alguns professam, desviando-se da fé. A graça esteja convosco.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Homilias de São Gregório Magno, papa, sobre os Evangelhos
(Hom. 17.3, 14: PL 76, 1139-1140.1146) (Sec. VI)
A responsabilidade do nosso ministério
Ouçamos o que diz o Senhor ao enviar os pregadores do Evangelho: A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe. Os trabalhadores são poucos para messe tão grande; não podemos falar nesta escassez de operários do Evangelho sem deixar de sentir uma profunda tristeza, pois embora haja quem esteja disposto a escutar a Boa Nova, faltam os pregadores. O mundo está cheio de sacerdotes, mas são raros os que encontramos a trabalhar na messe de Deus. Recebemos o ministério sacerdotal, mas não cumprimos as exigências desse ministério.
Refleti, irmãos caríssimos, refleti no que dizemos: Rogai ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe. Rogai também por nós, para que sejamos capazes de trabalhar por vós como convém, para que a nossa língua não deixe de exortar-vos, de modo que, tendo recebido o ministério da pregação, não sejamos um dia acusados diante do justo Juiz pelo nosso silêncio. Muitas vezes é a própria maldade dos pregadores que lhes impede de fazer ouvir a sua voz; outras vezes é por culpa dos súditos que a palavra dos que presidem às nossas comunidades não chega aos ouvidos do povo.
Efetivamente, a língua dos pregadores pode ver-se paralisada pela sua própria maldade, como afirma o salmista: Ao ímpio Deus declara: como falas tanto na minha lei? Por sua vez, a maldade dos súbditos pode fechar a boca dos pregadores, como diz o Senhor ao profeta Ezequiel: Pegarei a tua língua ao céu da boca e ficarás mudo; e não os poderás repreender, porque são um povo de rebeldes. É como se dissesse abertamente: «Vou tirar-te da boca as palavras da pregação, porque esse povo continua a irritar-Me com seus atos e não é digno de ser exortado à verdade». Não é fácil saber por culpa de quem é retirada a palavra ao pregador; mas o que facilmente se vê é que o silêncio do pastor é sempre prejudicial para o povo e, algumas vezes, para o próprio pregador.
Há outra coisa, caríssimos irmãos, que me aflige profundamente na vida dos sacerdotes; mas para que a ninguém pareça injurioso o que vou dizer, acuso-me também a mim mesmo, apesar de me encontrar neste lugar, não por minha vontade, mas obrigado por este tempo calamitoso em que vivemos.
Somos arrastados muitas vezes para assuntos profanos, o que não corresponde às exigências da missão sacerdotal. Abandonamos o ministério da pregação e, para nossa vergonha, continuamos a chamar-nos bispos, tendo de bispos o título honorífico mas não a virtude. Abandonam a Deus os que nos foram confiados e calamo-nos. Vivem imersos no pecado e não estendemos a mão para os corrigir e salvar.
Mas como podemos nós corrigir a vida dos outros, se descuidamos a nossa? Envolvidos nos cuidados mundanos, vamos nos tornando tanto mais insensíveis às realidades interiores do espírito, quanto mais nos dedicamos às coisas exteriores do mundo.
Com razão diz a santa Igreja a propósito dos seus membros enfermos: Puseram-me a guardar as vinhas e não fui capaz de guardar a minha própria vinha. Escolhidos como guardas das vinhas, não guardamos sequer a nossa vinha, porque, entregando-nos a atividades estranhas, descuidamos os deveres do nosso ministério.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Filip 2, 14-15
Fazei tudo sem murmurar nem discutir, para serdes irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha, no meio duma geração perversa e depravada, onde vós brilhais como estrelas no mundo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
1 Sam 15, 22
Porventura agradam tanto ao Senhor os holocaustos e sacrifícios como a obediência à sua voz? A obediência vale mais do que o sacrifício, a docilidade vale mais do que a gordura dos carneiros.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Gal 5, 26; 6, 2
Não procuremos a vanglória. Não haja provocações nem invejas entre nós. Suportai os fardos uns dos outros, e deste modo cumprireis a lei de Cristo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Miq 6, 8
Já te foi indicado, ó homem, o que deves fazer, o que o Senhor exige de ti: praticar a justiça e amar a misericórdia e ser humilde diante o teu Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
2 Pedro 1, 19-20
Temos bem confirmada a palavra dos profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia e a estrela da manhã nasça em vossos corações.
Antes de tudo, deveis saber que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular, porque nenhuma profecia foi proferida por vontade dos homens; mas foi em nome de Deus que os homens santos falaram, inspirados pelo Espírito Santo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás-de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, você aprenderá como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]

