“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 10 DE FEVEREIRO DE 2025
10 de fevereiro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 12 DE FEVEREIRO DE 2025
12 de fevereiro de 2025Terça-feira da Semana V do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Epístola aos Gálatas 2, 11 – 3, 14
O justo vive da fé
Irmãos: Quando Pedro veio a Antioquia, opus-me a ele abertamente, porque era digno de censura. De facto, antes de terem vindo alguns homens da parte de Tiago, ele comia com os gentios. Mas depois de eles chegarem, retirava-se e mantinha-se à parte, com receio dos partidários da circuncisão. Com ele começaram a dissimular também os outros judeus, de tal modo que até Barnabé se deixou arrastar pela sua dissimulação.
Quando eu vi que eles não procediam correctamente segundo a verdade do Evangelho, disse a Pedro diante de todos: «Se tu que és judeu, vives à maneira dos gentios e não dos judeus, como podes obrigar os gentios às práticas judaicas?».
Nós somos judeus de nascimento e não pecadores de origem pagã. Sabendo, porém, que o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas somente pela fé em Jesus Cristo, acreditámos em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, porque ninguém é justificado pelas obras da Lei. Mas se ao procurarmos ser justificados em Cristo nos encontrássemos também pecadores, seria Cristo agente do pecado? De maneira nenhuma. Se eu reedifico aquilo que tinha demolido, declaro-me como transgressor. Com efeito, por meio da Lei, morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Com Cristo estou crucificado. Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. Se ainda vivo dependente de uma natureza carnal, vivo animado pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim. Não quero tornar inútil a graça de Deus, porque, se a justificação viesse por meio da Lei, então Cristo teria morrido em vão.
Ó gálatas insensatos, quem vos fascinou, depois de ter sido apresentada a vossos olhos a imagem de Jesus Cristo crucificado? Só quero que me respondais ao seguinte: Recebestes o Espírito pelas obras da Lei ou pela pregação da fé? Sois tão insensatos que, tendo começado com o Espírito, acabais agora na carne? Foi em vão que recebestes tantos dons? Se é que foi em vão! Aquele que vos dá o Espírito e realiza milagres entre vós, procede assim por cumprirdes as obras da Lei, ou por terdes acreditado na mensagem da fé?
Se Abraão acreditou em Deus e isto lhe foi atribuído como justiça, então procurai compreender: os verdadeiros filhos de Abraão são os que vivem segundo a fé. Tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar os gentios pela fé, anunciou previamente a Abraão esta boa nova: Em ti serão abençoadas todas as nações. Assim, os que vivem segundo a fé são abençoados com Abraão, que acreditou.
Na verdade, os que dependem das obras da Lei estão sob a maldição, porque está escrito: Maldito aquele que não cumpre tudo o que está escrito no Livro da Lei. Além disso, é evidente que, diante de Deus, ninguém é justificado pela Lei, porque o justo viverá pela fé. A Lei, porém, não se baseia na fé; mas somente quem tiver praticado aqueles preceitos viverá por eles.
Mas Cristo resgatou-nos da maldição da Lei, tornando-Se maldição por amor de nós, como está escrito: Maldito aquele que é suspenso no madeiro. Assim, por meio de Jesus Cristo, a bênção de Abraão estendeu-se aos gentios, e nós recebemos, pela fé, o Espírito prometido.
RESPONSÓRIO cf. Gal 2, 16.21b
R. O homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo. * Nós acreditámos em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei.
V. Se a justificação viesse pela Lei, então Cristo teria morrido em vão. * Nós acreditámos em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei.
SEGUNDA LEITURA
Das Homilias de Orígenes, presbítero, sobre o Génesis
(Hom. 8, 6.8.9: PG 12, 206-209) (Sec. III)
O sacrifício de Abraão
Abraão tomou a lenha para o holocausto e pô-la aos ombros de seu filho Isaac; tomou também o fogo e o cutelo e puseram-se os dois a caminho. Isaac, levando a lenha para o próprio sacrifício, é figura de Cristo que carregou a sua cruz. Ora, levar a lenha para o holocausto é serviço do sacerdote. Quer dizer: Cristo é ao mesmo tempo vítima e sacerdote. A isto se refere também a frase seguinte: Puseram-se os dois a caminho. Com efeito, Abraão dirige-se para o sacrifício, levando o fogo e o cutelo; e Isaac não caminha atrás dele, mas a par dele, mostrando assim que também ele exerce uma função sacerdotal.
E que se segue? Disse Isaac a seu pai Abraão: Pai! Esta palavra, pronunciada pelo filho, era naquele momento a voz da tentação. Imaginai quanto a voz daquele jovem, prestes a ser imolado, não terá comovido o coração paterno. Mas a fé inflexível de Abraão não o impediu de responder com voz afectuosa: Que é, filho? E Isaac continuou: Temos o fogo e a lenha; mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Quanto ao cordeiro para o holocausto, Deus providenciará, meu filho.
É comovedora esta resposta de Abraão, ao mesmo tempo exacta e prudente. Alguma coisa previa no seu espírito, ao falar não no presente mas no futuro: Quanto ao cordeiro, Deus providenciará. O filho pergunta-lhe acerca do presente e ele fala do futuro. Na verdade o Senhor havia de providenciar o cordeiro na pessoa de Cristo.
Abraão estendeu a mão para tomar o cutelo e degolar o filho. Mas o Anjo do Senhor chamou-o do céu e disse-lhe: Abraão, Abraão. Aqui estou, respondeu ele. Não levantes a tua mão sobre o menino, continuou o Anjo, e não lhe faças mal algum. Agora sei que temes a Deus. Relacionemos estas palavras com as que disse o Apóstolo referindo-se a Deus: Não poupou o seu próprio Filho, mas entregou-O à morte por todos nós. Vede como Deus rivaliza com os homens em magnanimidade e generosidade: Abraão ofereceu a Deus o filho mortal, que aliás não morreria, enquanto Deus entregou à morte por todos nós o seu Filho imortal.
Abraão ergueu os olhos e viu um carneiro preso pelos chifres a um silvado. Já dissemos, creio eu, que Isaac era figura de Cristo; mas também este carneiro parece prefigurar a Cristo. Vale a pena saber em que é semelhante a Cristo uma e outra figura: Isaac que não foi imolado e o carneiro que foi imolado.
Cristo é o Verbo de Deus, mas o Verbo fez-Se carne. Cristo padeceu, mas na sua carne; sofreu a morte, mas na carne, da qual o carneiro era figura, como dizia João: Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo. Mas o Verbo, isto é, Cristo segundo o espírito, de que Isaac é figura, permaneceu na incorruptibilidade. Portanto Cristo é ao mesmo tempo sacerdote e vítima: segundo o espírito, é Ele que oferece a vítima ao Pai; segundo a carne, Ele próprio é oferecido no altar da cruz.
RESPONSÓRIO cf. Jo 19, 16-17a; Gen 22, 6a
R. Trouxeram Jesus para fora do Pretório. * Tomando a sua cruz, Jesus pôs-Se a caminho do Calvário.
V. Abraão tomou a lenha do holocausto e pô-la aos ombros de seu filho Isaac. * Tomando a sua cruz, Jesus pôs-Se a caminho do Calvário.
Oração
Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Chegou a hora de nos levantarmos do sono. A noite vai adiantada, aproxima-se o dia. Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. Andemos dignamente, como convém em pleno dia.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Espero em Deus, minha fortaleza e meu refúgio.
R. Espero em Deus, minha fortaleza e meu refúgio.
V. Minha defesa e meu Salvador.
R. Minha fortaleza e meu refúgio.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Espero em Deus, minha fortaleza e meu refúgio.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/terca-feira-da-semana-v-do-tempo-comum-8/>]
Terça-feira da Semana V do Tempo Comum
Leitura I Gn 1, 20 — 2, 4a
Disse Deus: «Povoem as águas inúmeros seres vivos
e voem as aves na terra sob o firmamento do céu».
Deus criou os monstros marinhos
e todos os seres vivos que se movem nas águas,
segundo as suas espécies,
e todos os animais voadores, segundo as suas espécies.
Deus viu que isto era bom;
e abençoou-os, dizendo:
«Crescei e multiplicai-vos,
enchei as águas dos mares
e multipliquem-se as aves sobre a terra».
Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quinto dia.
Disse Deus: «Produza a terra seres vivos,
segundo as suas espécies:
animais domésticos, répteis e animais selvagens,
segundo as suas espécies».
E assim sucedeu.
Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies,
os animais domésticos, segundo as suas espécies,
e todos os répteis da terra, segundo as suas espécies.
Deus viu que isto era bom.
Disse Deus:«Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.
Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu,
sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens
e sobre todos os répteis que rastejam pela terra».
Deus criou o ser humano à sua imagem,
criou-o à imagem de Deus.
Ele o criou homem e mulher.
Deus abençoou-os, dizendo:
«Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra.
Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu
e sobre todos os animais que se movem na terra».
Disse Deus: «Dou-vos todas as plantas com semente
que existem em toda a superfície da terra,
assim como todas as árvores de fruto com semente,
para que vos sirvam de alimento.
E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu
e a todos os seres vivos que se movem na terra
dou as plantas verdes como alimento».
E assim sucedeu.
Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom.
Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia.
Assim se completaram o céu e a terra
e tudo o que eles contêm.
Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera
e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado.
Deus abençoou e santificou o sétimo dia,
porque nele descansou de todo o trabalho da criação.
Esta é a origem do céu e da terra, quando foram criados.
compreender a palavra
Génesis oferece-nos uma aproximação a Deus e ao homem como mistério. Por detrás de todas as coisas criadas, que os nossos olhos podem contemplar, esconde-se o criador que não podemos ver. Podemos, no entanto, intuir que nada do que existe apareceu por si mesmo, nem mesmo o homem, inteligente e senhor da criação, capaz de a dominar e de tirar dela o que necessita para viver, não tem em si mesmo a sua origem. Por detrás do homem está Deus em cujo mistério entendeu criar alguém à sua própria imagem, capaz de se tornar semelhante a ele. “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. Intuindo o mistério de Deus criador, o homem percebe o seu próprio mistério: De onde venho? Para onde vou? Que faço aqui?
meditar a palavra
S. Paulo convida-nos a trazer em nós a imagem do homem celeste do mesmo modo que trouxemos em nós a imagem do homem terreno (1Cor 15, 49). Paulo entende que esta imagem que nos é mostrada em Génesis não tem comparação com a verdadeira imagem em que nos tornamos pelo batismo. De facto, criado à imagem de Deus, o homem está, no entanto, longe de ser o que Deus é. A sua imagem é como a de um espelho. Pelo batismo, ao mergulharmos com Cristo na morte e ao ressurgir homens novos revestidos de Cristo, somos o que devemos ser, em Cristo. Ele sim, é semelhança do Pai, “eu e o Pai somos um só”, “quem me vê vê o pai”, e projeta em nós essa semelhança, essa imagem, purificando-nos de tudo o que em nossa humanidade nos distancia daquela realidade sonhada por Deus e que o levou ao ato criador. Deixemo-nos transformar pelo mistério redentor que nos reveste de Cristo, o Filho de Deus.
rezar a palavra
Nas imperfeições da minha humanidade, Senhor, tenho dificuldade em perceber que sou imagem e semelhança do meu criador. Só pelo batismo, mergulhado na graça do amor divino, posso entender-me obra das tuas mãos, por me ver recriado no teu filho Jesus Cristo.
compromisso
Revivo o meu batismo e agradeço por ser obra das mãos de Deus e do sangue de Cristo redentor.
Evangelho Mc 7, 1-13
Naquele tempo,
reuniu-se à volta de Jesus
um grupo de fariseus e alguns escribas
que tinham vindo de Jerusalém.
Viram que alguns dos discípulos de Jesus
comiam com as mãos impuras, isto é, sem as lavar.
– Na verdade, os fariseus e os judeus em geral
só comem depois de lavar cuidadosamente as mãos,
conforme a tradição dos antigos.
Ao voltarem da praça pública,
não comem sem antes se terem lavado.
E seguem muitos outros costumes
a que se prenderam por tradição,
como lavar os copos, os jarros e as vasilhas de cobre –.
Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus:
«Porque não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos,
e comem sem lavar as mãos?».
Jesus respondeu-lhes:
«Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas,
como está escrito:
‘Este povo honra-Me com os lábios,
mas o seu coração está longe de Mim.
É vão o culto que Me prestam,
e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos’.
Vós deixais de lado o mandamento de Deus,
para vos prenderdes à tradição dos homens».
Jesus acrescentou:
«Sabeis muito bem desprezar o mandamento de Deus,
para observar a vossa tradição.
Porque Moisés disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’;
e ainda: ‘Quem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe
deve morrer’.
Mas vós dizeis que se alguém tiver bens
para ajudar os seus pais necessitados,
mas declarar esses bens como oferta sagrada,
nesse caso fica dispensado de ajudar o pai ou a mãe.
Deste modo anulais a palavra de Deus
com a tradição que transmitis.
E fazeis muitas coisas deste género».
compreender a palavra
Um grupo de fariseus e escribas vieram de Jerusalém estar com Jesus. Vieram confrontar Jesus. Apresentaram-se cheios de sabedoria e conhecimento das leis e tradições e quiseram confrontar as atitudes de Jesus e dos discípulos. Jesus aproveita para os confrontar a eles com os mandamentos de Deus. As palavras de Jesus recordam que o importante não são as tradições dos homens, mas os mandamentos de Deus. O mais importante não é o estrito cumprimento da lei, mas o coração com que se põe em prática a lei. Na sua inteligência os escribas e fariseus são até capazes de fazer com que a lei diga o que eles querem, isso é uma habilidade. Mas a verdadeira sabedoria, está no coração que aproveita a lei para se moldar à vontade de Deus.
meditar a palavra
As expressões de que Jesus se serve para responder aos fariseus e escribas “seguem… costumes a que se prenderam por tradição”, “honram-me com os lábios”, “É vão o culto que me prestam”, “deixais de lado o mandamento de Deus”, “sabeis muito bem desprezar o mandamento de Deus”, são expressões que tocam bem dentro de nós mesmos. Ao ler estas palavras também eu questiono se a minha vida cristã, a minha relação com Deus e com os outros, não está assente em normas de conduta exterior que não passam pelo coração. Percebo que Jesus hoje me diz que podia ser mais feliz se fizesse as coisas com o coração e não como cumprimento exterior de leis e preceitos.
rezar a palavra
Percebo, Senhor, o que querias dizer com as palavras “a letra mata, mas o espírito dá vida” e aquela outra em que dizes “os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz”. De facto, Senhor, gasto a minha vida, o meu tempo, o meu esforço por nada, muitas vezes, porque não uso o coração. Quantos gestos vazios, sem proveito? Quanta fachada sem vida? Quanta aparência sem conteúdo? Os filhos das trevas sabem tirar partido. E eu, filho da luz, tocando nas coisas sagradas, não sei aproveitar a riqueza que me ofereces. Que eu use a minha inteligência para te amar e não para fugir do teu amor no cumprimento estéril das tradições.
compromisso
Hoje vou estar atento para fugir das rotinas a que me habituei e me levam a fazer as coisas sem coração e vou criar novas situações para me encontrar com Jesus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-11-de-fevereiro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 11 de Fevereiro
Postado em: por: marsalima
Santo Castrense
Castrense viveu no século V, era cristão e bispo de Cartagine, atual Tunísia, África. Durante a invasão dos Vândalos, comandados pelo rei Genserico, ele foi lançado ao mar, junto com outros sacerdotes e fiéis, dentro de um velho navio desprovido de velas, remos e leme. Com certeza, o intuito era que morressem afogados, mas milagrosamente ele sobreviveu, desembarcando na costa italiana, próxima a Nápolis.
Pelos registros, ele retomou sua missão apostólica e logo se tornou bispo de Castel Volturno. Depois, de acordo com o antiquíssimo “Calendário Marmóreo” de Nápolis, ele também foi eleito bispo de Sessa, aceitando a difícil tarefa de conduzir os dois rebanhos, os quais guiou com amor e zelo paternal. Castrense era humilde e carismático, penitente e caridoso, durante a sua vida patrocinou dois episódios prodigiosos, registrados nos arquivos da Igreja: libertou um homem possesso pelo demônio e salvou um navio cheio de passageiros de uma grande tempestade.
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Assim, a fama de santidade já o acompanhava, quando morreu como mártir de Jesus Cristo, em 11 de fevereiro de 450, em Sessa, Nápolis. Logo passou a ser venerado pela população em toda Campânia e em muitas outras cidades, inclusive na África.
As relíquias do Santo, foram transferidas, antes do século XII, de Sessa para Cápua e depois por determinação de Guilherme II o Bom, último rei normando da Sicília, foram enviadas para Monreale. Em 1637, foram transladadas para a Capela anexa à Catedral de Monreale, em uma urna de prata com uma placa onde se pode ler “São Castrense, eterno baluarte da cidade de Monreale”.
As mais recentes informações sobre este Santo de origem africana, datam de 1881, e foram encontradas durante as escavações arqueológicas na gruta de Calvi, próximas de Monreale. São pinturas do século VII que retratam o bispo Castrense, nas duas dioceses e ao lado de outros mártires da mesma época e região.
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Mas ainda hoje encontramos o efeito da sua presença na Catânia, seja na pequena região que leva o nome de São Castrense, seja nas diversas igrejas e no convento feminino beneditino erguido ao lado da Catedral, sendo tudo dedicado à sua memória. Inclusive nas manifestações de sua devoção quando da comemoração de sua passagem no dia 11 de fevereiro. Data oficializada pela Igreja, quando reconheceu o seu martírio e declarou o bispo Castrense, Santo e padroeiro da cidade de Monreale. Neste dia a sua estátua segue em procissão da Catedral de Monreale, indo para a de Sessa e retornando após o culto litúrgico. Dizem os devotos que durante este trajeto muito graças são alcançadas por sua intercessão.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 11 DE FEVEREIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 17, 7-8
Feliz de quem confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. Semelhante a uma árvore plantada à beira da água, estende as suas raízes para a corrente. Nada tem a temer quando vem o calor, e as suas folhas mantêm-se sempre verdes. Em ano de estiagem não se inquieta, nem deixa de produzir sempre os seus frutos.
V. O Senhor não recusa os seus bens aos que procedem com rectidão:
R. Senhor dos Exércitos, feliz daquele que em Vós confia.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que à hora de Tércia enviastes o vosso Espírito Santo sobre os Apóstolos, derramai também sobre nós o mesmo Espírito de caridade, para que demos aos homens o testemunho fiel do vosso amor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Prov 3, 13-15
Feliz de quem encontrou a sabedoria, de quem adquiriu a inteligência. Porque vale mais este lucro que o da prata, e o fruto que se obtém é melhor que o ouro fino. Ela é mais preciosa que as pérolas: jóia alguma a pode igualar.
V. Senhor, Vós amais a sinceridade de coração
R. E ensinais a sabedoria no íntimo da alma.
Oração
Senhor, que revelastes ao apóstolo São Pedro o desejo de salvar todos os povos, fazei que as nossas ações sejam agradáveis a vossos olhos e se integrem no vosso plano de amor e salvação. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jó 5, 17-18
Feliz o homem a quem Deus corrige: não desprezes a lição do Omnipotente. Ele fere e cura; Ele produz a ferida e com suas mãos a sara.
V. Tratai, Senhor, o vosso servo segundo a vossa bondade
R. E dai-me a conhecer os vossos decretos.
Oração
Senhor, que enviastes um Anjo ao centurião Cornélio para lhe revelar o caminho da salvação, ajudai-nos a trabalhar cada vez mais e melhor pela salvação dos homens, para que, juntamente com nossos irmãos, incorporados na vossa Igreja, possamos chegar até Vós. Por Nosso Senhor
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Jo 3, 1a.2
Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto. Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos como Ele é.
RESPONSÓRIO BREVE
V. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
R. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
V. A vossa fidelidade mantém-se de geração em geração.
R. Permanece eternamente.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demónio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

