“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 20 DE FEVEREIRO DE 2025
20 de fevereiro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 22 DE FEVEREIRO DE 2025
22 de fevereiro de 2025Sexta-feira da Semana VI do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro dos Provérbios 15, 8-9.16-17.25-26.29.33; 16.1-9; 17, 5
O homem diante do Senhor
O Senhor abomina o sacrifício dos ímpios,
mas compraz-Se na súplica dos homens rectos.
O Senhor abomina o procedimento do ímpio,
mas ama o que segue a justiça.
Mais vale pouco com temor de Deus
do que um grande tesouro com inquietação.
Mais vale um prato de legumes com amizade
do que um vitelo gordo com ódio.
O Senhor destrói a casa dos soberbos,
mas consolida os marcos da viúva.
Os cálculos perversos são abomináveis ao Senhor,
mas são-Lhe agradáveis as palavras puras.
O Senhor está longe dos maus,
mas escuta a prece dos justos.
O temor do Senhor é escola de sabedoria
e a humildade precede a glória.
Compete ao homem fazer planos no seu íntimo,
mas do Senhor é que vem a decisão.
O homem pensa que todos os seus caminhos são puros,
mas é o Senhor que pesa os corações.
Confia ao Senhor a tua actividade
e os teus projectos realizar-se-ão.
O Senhor fez todas as coisas com uma finalidade,
até o ímpio para o dia da desgraça.
O Senhor abomina todo o coração altivo,
certamente não o deixará ficar impune.
Pela bondade e fidelidade se expia a culpa
e pelo temor de Deus se evita o mal.
Quando o Senhor Se compraz no proceder de alguém,
até o concilia com os próprios inimigos.
Mais vale pouco com justiça
do que muitos bens sem honestidade.
O coração do homem projecta o seu caminho,
mas o Senhor é que lhe dirige os passos.
Quem zomba do pobre ultraja o seu Criador
e o que se ri da desgraça alheia não ficará impune.
RESPONSÓRIO cf. Deut 6, 12b.13a; Prov. 15, 33
R. Não te esqueças do Senhor, que te fez sair da terra do Egipto. * Temerás ao Senhor teu Deus e só a Ele servirás.
V. O temor do Senhor é escola de sabedoria: a humildade é caminho de glória. * Temerás ao Senhor teu Deus e só a Ele servirás.
SEGUNDA LEITURA
Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre a Primeira Epístola de São João
(Tract. 4: PL 35, 2008-2009) (Sec. V)
O desejo do coração tende para Deus
Que é que nos foi prometido? Seremos semelhantes a Ele, porque O veremos como Ele é. A língua falou como pôde; o resto deve ser meditado no coração. Na verdade, que podia dizer o próprio São João em comparação d’Aquele que é? E que podemos dizer nós, que tão longe estamos dos seus méritos?
Voltemos, pois, àquela unção de Cristo, àquela unção que nos ensina interiormente o que não podemos exprimir com palavras; e já que, por agora, vos é impossível a visão, esforçai-vos por desejá-la.
Toda a vida dum bom cristão é um santo desejo. O que desejas não o vês ainda; mas o desejo torna-te capaz de ser saciado, quando chegar o momento da visão.
Supõe que queres encher uma bolsa e que é muito abundante o que te vão dar; então alargas o saco, ou o odre, ou o que for. Sabendo que era muito o que devias meter lá dentro e reparando que a bolsa é estreita, tens de a alargar, para aumentar a sua capacidade. Assim procede Deus: diferindo a sua promessa, faz aumentar o desejo; e com o desejo, dilata a alma, tornando-a mais apta a receber os seus dons.
Desejemos, irmãos, porque havemos de ser saciados. Vede como Paulo aumenta o desejo da sua alma, para se tornar capaz de receber o que há-de vir: Não é que eu tenha já chegado à meta, ou já tenha atingido a perfeição. Não penso, irmãos, que já tenha conseguido o prémio.
Que fazes então nesta vida, se ainda não conseguiste o prémio? Só penso numa coisa: esquecendo o que fica para trás e avançando para a frente, continuo a correr para a meta, em vista do prémio a que Deus, lá do alto, me chama em Cristo Jesus. Afirma de si mesmo que continua a correr para o que vê à sua frente e avança para a meta final. Sentia‑se ainda demasiado pequeno para receber o que nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pelo pensamento do homem.
Esta é a nossa vida: exercitarmo-nos pelo desejo. Pois bem: tanto mais eficaz será este santo desejo, quanto mais nos libertarmos dos desejos que em nós suscita o amor do mundo. Como já alguma vez dissemos, para encher uma bolsa, é preciso que esteja vazia. Se queres, portanto, encher-te de bens, liberta-te do mal.
Supõe que Deus te quer encher de mel: se estás cheio de vinagre, onde deitarás o mel? É preciso esvaziar primeiro o recipiente; é preciso purificá-lo, mesmo com trabalho e sacrifício, para o tornar apto a receber qualquer outra coisa.
Assim como falámos de mel, podíamos falar de ouro ou vinho; de qualquer modo, o que pretendemos significar é uma realidade inefável; essa realidade chama-se Deus. E quando dizemos «Deus», que é que pretendemos exprimir? Nesta única sílaba está tudo o que esperamos. Tudo o que podemos dizer d’Ele fica sempre muito aquém da realidade. Dilatemos o nosso coração, para que Ele, quando vier, nos encha com a sua bondade. E seremos semelhantes a Ele, porque O veremos como Ele é.
RESPONSÓRIO Salmo 36 (37), 4-5a
R. Põe no Senhor as tuas delícias, * E Ele satisfará os anseios do teu coração.
V. Confia ao Senhor o teu destino e espera n’Ele. * E Ele satisfará os anseios do teu coração.
Oração
Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Efésios 2, 13-16
Foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes dele, graças ao sangue de Cristo. Cristo é, de fato, a nossa paz. Foi ele que fez de judeus e gentios um só povo, e derrubou o muro da inimizade que os separava, anulando, pela imolação do seu corpo, a lei de Moisés com as suas prescrições e decretos. E assim, de uns e outros ele fez em si próprio um só homem novo, estabelecendo a paz. Pela cruz, reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só corpo, levando em si próprio a morte à inimizade.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
R. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
V. Manda-me do céu a salvação.
R. E me enche de benefícios.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-vi-do-tempo-comum-5/>]
Sexta-feira da Semana VI do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) Gn 11, 1-9
Toda a terra tinha uma só língua e usava as mesmas palavras.
Ao emigrarem do Oriente,
os homens encontraram uma planície na região de Senaar
e nela se fixaram.
Disseram então uns aos outros:
«Vamos fabricar tijolos e cozê-los ao fogo».
Os tijolos serviam-lhes de pedra e o betume de argamassa.
Disseram ainda:
«Vamos edificar uma cidade
e uma torre cujo cimo atinja os céus,
para nos tornarmos famosos
e não nos dispersarmos por toda a superfície da terra».
Mas o Senhor desceu para ver a cidade e a torre
que os filhos dos homens construíam.
Disse então o Senhor:
«Aí está um povo unido e todos falam a mesma língua.
Se este é o começo dos seus empreendimentos,
nenhum projeto lhes será difícil.
Vamos descer até lá para lhes confundir a linguagem,
de modo que não entendam a fala uns dos outros».
E o Senhor dispersou-os por toda a superfície da terra,
e eles desistiram de construir a cidade.
Por isso lhe chamam Babel,
porque lá o Senhor confundiu a linguagem de todo o mundo
e de lá dispersou os habitantes por toda a superfície da terra.
compreender a palavra
Compreender a diversidade de línguas e de povos e o facto de haver homens em toda a terra, leva a uma reflexão a partir de uma história pitoresca. Os homens viviam unidos, falavam a mesma língua e estavam reunidos no mesmo lugar. Desta forma pensavam ser invencíveis e poder chegar até ao céu, morada de Deus e conquistar o que tinham perdido com o pecado, em Adão. Quando pareciam ter sucesso surge a confusão das línguas. De um dia para o outro deixam de se entender e acabam por se dispersar. A culpa é atribuída a Deus, como forma de o homem não realizar o seu projeto de ir cada vez mais longe e acabar destronando Deus do seu lugar no alto dos céus.
meditar a palavra
Fácil é desentendermo-nos. O difícil é, mesmo usando a mesma língua, concertarmos as nossas ideias e projetos e vivermos unidos para lá das questões que diariamente se levantam nas nossas relações. Quando as pessoas se juntam, falam, convivem, riem, projetam, tudo parece ser fácil e a relação parece sólida. Mas todas as relações estão marcadas pela debilidade do pecado que mais dia menos dia se revela em incompreensões, desilusões, afastamentos e culpabilização. A culpa tem que ser de alguém. Na realidade a culpa não é de Deus. Também não tem que ser objetivamente de alguém. A culpa está repartida um pouco por cada um. Mais importante do que atribuir culpas é perceber que as relações humanas estarão sempre em perigo por causa do pecado. Gerir esta debilidade e conseguir que uma relação sobreviva, depende um pouco de todos. O caminho para a experiência humana da amizade, do amor ou da simples relação cordial nunca depende só de um, todos têm que querer estabelecer os laços necessários e desejados sem acusações, com liberdade e dignidade. Só a amor que vem de Deus, livre de qualquer interesse, pode garantir a harmonia das relações. Como é difícil.
rezar a palavra
Olho a vida, Senhor, e veja como temos dificuldade em sustentar a amizade para lá dos interesses, materiais, sociais ou afetivos. Sempre que entram interesses, exclusividades, desconfianças, invejas e ciúmes destrói-se a amizade com intrigas, sabotagens, maledicência e protagonismos gratuitos. Dá-me, Senhor, um coração livre de tudo o que impede olhar o outro com liberdade.
compromisso
Que a minha boca não diga palavras que dividem, mas palavras que edificam.
Evangelho Mc 8, 34 — 9, 1
Naquele tempo,
Jesus chamou a multidão com os seus discípulos
e disse-lhes:
«Se alguém quiser seguir-Me,
renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á;
mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho,
salvá-la-á.
Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro,
se perder a sua vida?
Que daria o homem em troca da sua vida?
Portanto, se alguém se envergonhar de Mim e das minhas palavras
no meio desta geração infiel e pecadora,
também o Filho do homem Se envergonhará dele,
quando vier na glória de seu Pai, com os santos Anjos».
Jesus declarou-lhes ainda:
«Em verdade vos digo:
Alguns dos que estão aqui presentes não morrerão,
sem terem visto chegar o reino de Deus com o seu poder».
compreender a palavra
O texto de Marcos é interessante logo pela afirmação inicial: “Jesus chamou a multidão com os seus discípulos”. Jesus fala para todos. Não se trata de um discurso às multidões nem de uma explicação aos discípulos. Trata-se de uma verdade necessária a todos. Esta verdade implica a vida. Há um valor que se apresenta superior a todos, até à própria vida, “ser discípulo”. O anúncio é feito a todos, mas os discípulos não podem fechar os ouvidos a esta verdade. Quem quer ser discípulo tem que renunciar a si mesmo, estar disposto a perder a vida e reconhecer que seguir Jesus é a sua maior riqueza e único objetivo. Estes são os que não se envergonham de Jesus diante dos homens e os que poderão ver o Reino acontecer.
meditar a palavra
As palavras às vezes, de tão bonitas, fazem-nos esquecer que são para pôr em prática. É um ideal muito bonito, este que Jesus propõe. A cadência das palavras soa a poesia agradável ao ouvido: “tome a sua cruz e siga-Me”; “quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á”… Apaixonado por Jesus, como digo que estou, penso mais em mim do que nele, trabalho mais pelos meus projetos do que pelo seu reino, coloco mais confiança nas coisas do mundo do que na cruz de cada dia, prefiro as vitórias humanas à entrega da minha vida. Afinal satisfaço-me com dizer que sou discípulo mais do que em sê-lo de verdade. Fico pequenino dizendo “faço o que posso”, em vez de dizer “ainda não foi até ao sangue…”.
rezar a palavra
Senhor, ainda não foi até à cruz a renúncia a mim mesmo, a entrega na construção do teu reino, o despojamento das coisas deste mundo, o amor pelos irmãos. A minha cruz ainda está limpa, ainda não se ergueu aos céus, ainda não foi marcada pelos cravos do amor e eu já me considero o primeiro dos teus discípulos, o predileto. Ensina-me, Senhor, o amor ao amor mais do que à vã glória dos títulos que o mundo me pode reconhecer.
compromisso
Consigo falar de Jesus a todas as pessoas exceto a uma. Não sei porquê, mas nunca me senti confortável a fazê-lo. Pode ser o meu pai, o marido ou a esposa, o filho ou um colega de trabalho. Hoje vou manifestar a essa pessoa a minha fé em Jesus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-22-02-2013/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 21 de Fevereiro
Postado em: por: marsalima
São Pedro Damião
Pedro nasceu em Ravena, em 1007. Teve uma infância muito sofrida, ficou órfão muito cedo e foi criado de forma improvisada pelos irmãos que eram em grande número. Mesmo assim, o irmão mais velho, Damião, acabou por se responsabilizar sozinho por seus estudos. Estudou em Ravena, Faenza e Pádua e depois de ter ensinado em Parma, ingressou no mosteiro camaldulense de Fonte Avelana, na Úmbria, que se tornou o centro de suas atividades reformadoras. Pedro, em retribuição à seu irmão Damião, assumiu também o seu nome ao se ordenar sacerdote.
Pedro Damião, aos vinte e um anos, então na Ordem Camaldulense, por seus méritos logo tornou o superior diretor. As regras da Ordem já eram duras, mas ele as tornou mais rígidas ainda. Passou a criticar severamente conventos onde não havia pobreza e sua influência se estendeu por mosteiros da Itália e da França, entre eles Montecassino e Cluny, que passaram a seguir seus conceitos. Com seu reformismo, trabalhou incansavelmente para devolver à vida religiosa seu sentido de consagração total a Deus, na austeridade da solidão e da penitência.
Pedro Damião era um sacerdote contemplativo, de vida simples, adepto à vida monástica e desse modo singular atacava o luxo dos cardeais. Citava os apóstolos Pedro e Paulo como exemplos, pois percorreram o mundo para evangelizar, sendo magros e andando descalços, ou seja, para levar a Palavra de Deus, era necessário sobretudo se despojar dos apegos materiais. Foi desse modo que solidificou a austeridade religiosa e como viveu toda sua existência terrena.
Seu trabalho não parou aí. Havia, na época, a venda de títulos, funções e cargos da Igreja, como se fazia com os títulos feudais. A essa troca de favores se deu o nome de simonia clerical. O ato de comprar ou vender benesses espirituais, era antigo e esse nome deriva de Simão, o Mago, que procurou comprar dos Apóstolos graças espirituais. Dessa forma, cargos da Igreja acabavam ocupados por pessoas despreparadas e indignas que se rebelavam contra a disciplina exigida deles, principalmente com relação ao celibato.
A Igreja, assim dilacerada, vitimada pelas discórdias e cismas, tinha necessidade de homens cultos e austeros como padre Pedro Damião. Por isso, ele foi chamado à Santa Se para auxiliar nesses combates. Esteve ao lado de seis papas, como viajante da paz, e em particular colaborou com o cardeal Hildebrando, o grande reformador que se tornou o Papa Gregório VII.
Pedro Damião após várias peregrinações à cidade de Milão, à França e à Alemanha, se tornou cardeal e foi designado para a diocese de Óstia. Seus escritos, após a sua morte, prosseguiram doutrinando religiosos importantes. Aos poucos, a situação da Igreja foi se normalizando. Já velho, foi enviado à Ravena para recompor a questão do antipapa. Morreu em 1072, na cidade italiana de Faenza, quando voltava de uma missão de paz.
A fama de sua santidade em vida se cristalizou junto aos fiéis, que então passaram a venerá-lo como santo. Em 1828 o papa Leão XII declarou Santo Pedro Damião e o proclamou também doutor da Igreja, por seus numerosos escritos teológicos e pela incansável e eficiente atuação para a unidade da Santa Mãe, a Igreja Católica de Roma.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 21 DE FEVEREIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 1, 31b
O Senhor conduziu-vos, como um pai conduz o seu filho, por todo o caminho por onde andastes até chegar a este lugar.
V. Amparai-me, Senhor, segundo a vossa promessa, para que eu viva
R. E não seja confundido em minha esperança.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que na hora de Tércia fostes levado ao suplício da cruz pela salvação do mundo, ajudai-nos a chorar os pecados da vida passada e a evitar as faltas no futuro. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Bar 4, 28-29
Quisestes apartar-vos de Deus: ponde agora dez vezes mais zelo em procurá-l’O. Aquele que sobre vós fez cair a catástrofe, dar-vos-á, com a libertação, a alegria eterna.
V. No Senhor está a misericórdia
R. E com Ele abundante redenção.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que à luz do meio-dia, enquanto as trevas envolviam o mundo, subistes à cruz para nossa salvação, concedei-nos sempre a vossa luz, para que ilumine os nossos caminhos e nos conduza à vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 1, 13-15
Não foi Deus quem fez a morte, nem Ele se alegra com a perdição dos vivos. Pela criação deu o ser a todas as coisas, e o que nasce no mundo destina-se ao bem. Em nada existe o veneno que mata, nem o poder da morte reina sobre a terra, porque a justiça é imortal.
V. O Senhor salvou a minha vida da morte,
R. Para andar na presença do Senhor, à luz da vida.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, suspenso na cruz, recebestes no reino eterno o ladrão arrependido, aceitai benignamente a humilde confissão das nossas culpas e abri-nos também a nós, depois da morte, as portas do paraíso. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Cor 2, 7-10a
Nós falamos da sabedoria de Deus, misteriosa e oculta, que já antes dos séculos Deus tinha destinado para a nossa glória. Nenhum dos príncipes deste mundo a conheceu; porque, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Mas, como está escrito: «Nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pelo pensamento do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam». Mas a nós, Deus o revelou por meio do Espírito Santo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo morreu pelos nossos pecados, para nos oferecer a Deus.
R. Cristo morreu pelos nossos pecados, para nos oferecer a Deus.
V. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito.
R. Para nos oferecer a Deus.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo morreu pelos nossos pecados, para nos oferecer a Deus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
