“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 27 DE FEVEREIRO DE 2025
27 de fevereiro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 01 DE MARÇO DE 2025
1 de março de 2025Sexta-feira da Semana VII do Tempo comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php?s=ufficio_delle_letture]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Coelet 8, 5 – 9, 10
A consolação do sábio
Quem cumpre o que está mandado não sofrerá nenhum mal; o coração do sábio sabe que há um tempo e um julgamento. Na verdade, para cada coisa há um tempo e um julgamento, e é grande o mal que pesa sobre o homem, porque ele não conhece o futuro: quem lhe dirá o que vai acontecer? O homem não tem poder sobre o seu sopro vital para o reter, e ninguém tem poder sobre o dia da sua morte; não há adiamento para este combate, nem ao ímpio lhe pode valer a sua impiedade. Verifiquei tudo isto, ao considerar o que se faz debaixo do sol, quando um homem escraviza outro homem para a sua desgraça. Vi os ímpios conduzidos à sepultura; partiam do lugar santo, e na cidade esquecia-se como tinham procedido. Também isto é vaidade. Porque a sentença contra as más acções não é prontamente executada, o coração dos homens vai-se enchendo de malícia. E o pecador, embora pecando cem vezes, continua a gozar da vida. Contudo, bem sei que só os que temem a Deus serão felizes, justamente porque O temem. Nunca os ímpios terão felicidade: passando como a sombra, não prolongarão os seus dias, porque não há neles o temor de Deus.
Há ainda outra desilusão no que acontece sobre a terra: há justos que são tratados como se fossem maus, e maus que são tratados como se fossem justos. Também isto é vaidade. Por isso louvo a alegria, porque para o homem não há maior felicidade debaixo do sol do que comer, beber e gozar. É isto que o acompanha no seu trabalho, nos dias de vida que Deus lhe concede debaixo do sol.
Apliquei-me com todo o empenho a conhecer a sabedoria e a considerar o trabalho que se faz sobre a terra, pois nem de dia nem de noite os olhos dos homens conhecem descanso. Verifiquei então que o homem não consegue compreender o que se passa debaixo do sol, no que se refere às obras de Deus. Por mais que se esforce para entender, não consegue; e se há sábio que entenda, não se consegue encontrar.
Meditei em tudo isto e compreendi: os justos, os sábios e as suas obras estão nas mãos de Deus; o homem nem sequer sabe se é digno de amor ou de ódio: tudo depende de Deus.
Têm todos igual fim:
o justo e o ímpio, o bom e o mau, o puro e o impuro,
o que oferece sacrifícios e o que não os oferece;
o mesmo sucede ao justo e ao pecador,
ao que presta juramento e ao que recusa prestá-lo.
É uma desgraça, em tudo o que acontece debaixo do sol, que haja a mesma sorte para todos, que o coração dos filhos de Adão se encha de malícia, que a loucura esteja no seu coração durante a vida e que, por fim, vão para a morada dos mortos. Enquanto se está ligado aos vivos, há uma esperança, porque mais vale um cão vivo que um leão morto. Os vivos sabem que hão-de morrer, ao passo que os mortos nada sabem, nem recebem mais recompensa, porque a sua memória é esquecida. Seus amores, ódios e invejas depressa desaparecem, e eles nunca mais tomarão parte alguma no que se passa debaixo do sol.
Come, pois, o teu pão com alegria
e bebe o teu vinho com prazer,
porque Deus compraz-Se nas tuas obras.
Em todo o tempo sejam brancas as tuas vestes
e não te falte o perfume na cabeça.
Goza a vida com a esposa que amas, durante os dias da tua breve existência que Deus te concede debaixo do sol, porque tal é a recompensa na vida de trabalho que suportas debaixo do sol. Tudo quanto puderes fazer, fá-lo enquanto viveres, porque não há nem actividade, nem raciocínio, nem ciência, nem sabedoria, na morada dos mortos para onde vais.
RESPONSÓRIO 1 Cor 2, 9-10; Coel 8, 17a
R. Nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pela mente humana o que Deus preparou para aqueles que O amam, * Mas a nós, Deus o revelou por meio do Espírito Santo, pois o Espírito penetra todas as coisas, até o que há de mais profundo em Deus.
V. O homem não pode compreender o mistério das obras de Deus. * Mas a nós, Deus o revelou por meio do Espírito Santo, pois o Espírito penetra todas as coisas, até o que há de mais profundo em Deus.
SEGUNDA LEITURA
Do Comentário de São Gregório de Agrigento, bispo, sobre o Eclesiastes
(Lib. 8, 6: PG 98, 1071-1074) (Sec. VI)
Exulte a minha alma no Senhor
Come com alegria o teu pão e bebe o teu vinho com prazer, porque Deus Se compraz nas tuas obras.
Se queremos explicar estas palavras no seu sentido comum e imediato, diremos com razão que nos parece justa a exortação do Eclesiastes para que, levando um género de vida simples e aderindo sinceramente aos ensinamentos da fé em Deus, comamos o nosso pão com alegria e bebamos serenamente o nosso vinho; para que, evitando toda a maldade nas palavras e toda a simulação no modo de proceder, pensemos sempre em tudo o que é recto e, quanto nos seja possível, socorramos os necessitados e indigentes com benevolência e generosidade: são estes os sentimentos e as acções em que Deus Se compraz.
Mas a explicação anagógica leva-nos a uma consideração mais profunda e faz-nos pensar naquele pão celeste e místico que desceu do Céu para dar a vida ao mundo; e do mesmo modo nos ensina a beber com alegria de coração aquele vinho espiritual que brotou do lado d’Aquele que é a verdadeira videira, no momento da sua paixão salvadora. Nesse sentido nos fala o Evangelho da salvação: Jesus tomou o pão, abençoou-o e disse aos santos discípulos e apóstolos: Tomai e comei: Isto é o meu Corpo, entregue por vós, para remissão dos pecados. De igual modo, tomou o cálice e disse: Bebei todos: Este é o meu Sangue da nova aliança, derramado por vós e por todos os homens para remissão dos pecados. Os que comem deste pão e bebem deste vinho místico, enchem-se verdadeiramente de alegria e felicidade e podem exclamar em alta voz: Destes ao meu coração uma grande alegria.
Além disso, a Sabedoria divina em pessoa, Cristo nosso Salvador, refere-se também, segundo creio, a este pão e este vinho quando diz no livro dos Provérbios: Vinde, comei do meu pão e bebei o vinho que preparei para vós, sugerindo neste convite a comunhão sacramental com o Verbo. Os que são dignos desta participação têm sempre as suas vestes, isto é, as obras da luz, resplandecentes como a luz, segundo a palavra do Senhor nos Evangelhos: Resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus. Também nunca lhes falta sobre a cabeça o perfume da unção, isto é, o Espírito da verdade, que os protege e preserva de todo o pecado.
RESPONSÓRIO Salmo 15 (16), 8b-9a.5a
R. O Senhor está sempre na minha presença, com Ele a meu lado não vacilarei. * Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta.
V. O Senhor é a porção da minha herança e do meu cálice. * Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta.
Oração
Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, meditando continuamente nas realidades espirituais, pratiquemos sempre, em palavras e obras, o que Vos agrada. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
2 Coríntios 12, 9b-10
Prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. Por isso, sinto complacência nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições, nas angústias que sofro por amor de Cristo: quando me sinto fraco, então é que sou forte.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Fazei-me sentir, desde a manhã, a vossa bondade.
R. Fazei-me sentir, desde a manhã, a vossa bondade.
V. Mostrai-me o vosso caminho.
R. Fazei-me sentir, desde a manhã, a vossa bondade.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Fazei-me sentir, desde a manhã, a vossa bondade.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-vii-do-tempo-comum-7/>]
Sexta-feira da Semana VII do Tempo comum
Leitura I : Sir 6, 5-17
A palavra amável multiplica os amigos
e uma língua afável atrai saudações agradáveis.
Sejam muitos os que te saúdam,
mas por conselheiro escolhe um entre mil.
Se quiseres um amigo, tens de o pôr à prova
e não tenhas pressa em lhe dar a tua confiança.
Porque há amigos de ocasião,
que não serão fiéis no dia da adversidade.
Há amigos que se tornam inimigos,
revelando as vossas contendas para tua humilhação.
Há amigos para a mesa,
que não serão fiéis no dia da desgraça.
Na tua prosperidade estará contigo,
falando livremente aos teus familiares;
mas se fores humilhado, será contra ti
e esconder-se-á da tua presença.
Afasta-te dos teus inimigos
e acautela-te dos teus amigos.
O amigo fiel é abrigo seguro:
quem o encontrou descobriu um tesouro.
O amigo fiel não tem preço:
não se pode medir o seu valor.
O amigo fiel é remédio da vida:
os que temem o Senhor hão de encontrá-lo.
Quem teme o Senhor orienta bem a sua amizade,
porque tal como ele é, assim é o seu amigo.
Compreender a Palavra
Bem Sira mostra-nos, neste caminho da sabedoria, quanto é difícil encontrar um amigo. A amizade é uma grande riqueza mas as armadilhas que as relações representam, nem sempre por mal, mas muitas vezes feridas de mal, provocam situações de infidelidade, por causa dos interesses que se instalam nas relações de amizade. Uma verdadeira amizade tem que estar livre daquela mesquinhez que nos impede de ver o outro como ele é e daquela pequenez que trazemos dentro de nós e nos impede uma total entrega ao outro, na liberdade e sem preconceitos e desconfianças. Por isso é tão difícil encontrar o verdadeiro amigo.
Meditar a Palavra
As crianças mal conhecem outra criança dizem logo que são amigos. Os adultos são menos espontâneos porque são menos livres. Há uma prisão dentro de cada homem que os impedem a liberdade total diante da amizade. Os interesses pessoais, escondidos, mas presentes nas relações, estragam a possibilidade da amizade porque não deixam a pessoa livre na relação. Chega sempre o momento em que o outro não concretiza os meus desejos mais profundos, afetos, prestígios, privilégios, promoções, exclusividades. Chega sempre o momento em que espero mais do outro do que aquilo que ele é capaz de dar. Chega sempre o momento da desilusão porque o outro não é o que pensava. Nunca nos lembramos de pensar que eu também não sou para ele o que ele espera de mim. O único e verdadeiro amigo é Deus. Ele é o amigo fiel que permanece para lá de todo o interesse e fora de qualquer julgamento porque está comigo não pelo que eu sou ou tenho, porque não precisa de mim. Está comigo apenas para me amar e fazer feliz.
Rezar a Palavra
Obrigado, Senhor, porque és meu amigo, porque estás sempre comigo e não te intimidam as minhas fraquezas e debilidades. Obrigado porque não me criticas nem censuras, mas sempre me levantas porque me amas.
Compromisso
Está na hora de avaliar o meu altruísmo na amizade.
Evangelho: Mc 10, 1-12
Naquele tempo,
Jesus pôs-Se a caminho
e foi para o território da Judeia, além do Jordão.
Voltou a reunir-se uma grande multidão junto de Jesus
e Ele, segundo o seu costume, começou de novo a ensiná-la.
Aproximaram-se então de Jesus uns fariseus,
que, para O porem à prova, Lhe perguntaram:
«Pode um homem repudiar a sua mulher?».
Jesus disse-lhes:
«Que vos ordenou Moisés?».
Eles responderam:
«Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio
para se repudiar a mulher».
Jesus disse-lhes:
«Foi por causa da dureza do vosso coração
que ele vos deixou essa lei.
Mas, no princípio da criação, ‘Deus fê-los homem e mulher.
Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa,
e os dois serão uma só carne’.
Deste modo, já não são dois, mas uma só carne.
Portanto, não separe o homem o que Deus uniu».
Em casa, os discípulos interrogaram-n’O de novo
sobre este assunto.
Jesus disse-lhes então:
«Quem repudiar a sua mulher e casar com outra,
comete adultério contra a primeira.
E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro,
comete adultério».
Compreender a Palavra
Jesus senta-se a ensinar a multidão. Interrogam-no para o experimentar. A pergunta é simples e da vida corrente daquele tempo: “Pode um homem repudiar a sua mulher?”. Jesus pede-lhes que respondam com o que ensinou Moisés. A intenção de Jesus é clara, confrontar os que o interrogavam com a verdade que trazem nos seus corações. Para eles a questão é “se pode repudiar”, é uma questão de direito. Para Jesus a questão é o coração, como está o teu coração? Por isso responde: “Foi por causa da dureza do vosso coração que ele vos deixou essa lei”. Depois, Jesus recorda o que eles também sabem, que é a lei do princípio: “Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne’. Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. A conclusão é simples: repudia a mulher aquele que não tem coração.
Meditar a Palavra
O matrimónio é um algo bonito e duradoiro. É como construir uma casa. Leva muitos anos a construir e requer muito trabalho, muito investimento, antes durante e depois, até ao fim. Tudo o que se possa investir na relação matrimonial revela-se sempre pouco, por isso, não se pode deixar de investir nem se deve perder de vista este objectivo. Tudo há-de concorrer para a sua edificação. Nunca é demais investir nos fundamentos dessa construção, para garantir que sustenta o edifício. Os fundamentos do matrimónio são a Palavra de Deus que torna Deus presente continuamente na nossa vida. O sacramento, que é força transformadora de Deus para sermos cada vez mais um só. O amor, que faz o outro existir em mim e me faz existir nele para sempre. O matrimónio é como uma casa bonita. Será duradoiro se souber construi-lo.
Rezar a palavra
O amor, Senhor, é o segredo que ofereceste ao homem para ele dar sabor à vida. A família foi o dom gratuito que não escolhi e onde tive oportunidade de aprender e experimentar o amor. Os meus pais foram os grandes instrumentos do amor para que eu me tornasse lugar de amor para os outros. Que o meu coração não se feche ao teu amor nem ao amor dos irmãos e que os casais possam continuar a ser o lugar onde se aprende o amor fiel e santo.
Compromisso
Hoje, os casados, vão manifestar o seu amor ao respectivo cônjuge. Os solteiros vão rezar por aquele ou aquela que um dia será seu esposo ou esposa, mesmo que ainda não o conheçam, para que, quando chegar, já traga algo vosso no seu coração. Os celibatários podem e devem rezar pelas famílias e agradecer a Deus a família onde nasceram.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/02/santos-do-dia-da-igreja-catolca-28-de-fevereiro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 28 de Fevereiro
Postado em: por: marsalima
São Romano
Nascido no ano 390, o monge Romano era discípulo de um dos primeiros mosteiros do Ocidente, o de Ainay, próximo a Lion, na França. No século IV, quando nascia a vida monástica no Ocidente, com o intuito de propiciar elementos para a perfeição espiritual assim como para a evolução do progresso, ele se tornou um dos primeiro monges franceses.
Romano achava as regras do mosteiro muito brandas. Então, com apenas uma Bíblia, o que para ele era o indispensável para viver, sumiu por entre os montes desertos dos arredores da cidade. Ele só foi localizado por seu irmão Lupicino, depois de alguns anos. Romano tinha se tornado um monge completamente solitário e vivia naquelas montanhas que fazem a fronteira da França com a Suíça. Aceitou o irmão como seu aluno e seguidor, apesar de possuírem temperamentos opostos.
A eles se juntaram muitos outros que desejavam ser eremitas. Por isso teve de fundar dois mosteiros masculinos, um em Condat e outro em Lancome. Depois construiu um de clausura, feminino, em Beaume, no qual Romano colocou como abadessa sua irmã. Os três ficaram sob as mesmas e severas regras disciplinares, como Romano achava que seria correto para a vida das comunidades monásticas. Romano e Lupicino se dividiam entre os dois mosteiros masculinos na orientação espiritual, enquanto no mosteiro de Beaume, Romano mantinha contato com a abadessa sua irmã, orientando-a pessoalmente na vida espiritual.
Consta nos registros da Igreja que, durante uma viagem de Romano ao túmulo de São Maurício, em Genebra, ele e um discípulo que o acompanhava, depois também venerado pela Igreja, chamado Pelade, tiveram de ficar hospedados numa choupana onde havia dois leprosos. Romano os abraçou, solidarizou-se com eles e, na manhã seguinte, os dois estavam curados.
A tradição, que a Igreja mantém, nos narra que este foi apenas o começo de uma viagem cheia de prodígios e milagres. Depois, voltando dessa peregrinação, Romano viveu recluso, na cela de seu mosteiro e se reencontrou na ansiada solidão. Assim ele morreu, antes de seu irmão e irmã, aos 73 anos de idade, no dia 28 de fevereiro de 463.
O culto de São Romano propagou-se velozmente na França, Suíça, Bélgica, Itália, enfim por toda a Europa. As graças e prodígios que ocorreram por sua intercessão são numerosos e continuam a ocorrer, segundo os fieis que mantêm sua devoção ainda muito viva, nos nossos dias.
Santo Osvaldo

Osvaldo figura entre os grandes nomes católicos da Inglaterra e da Europa ao final do primeiro milênio. De origem dinamarquesa, ele era sobrinho de Oto, arcebispo da Cantuária e parente de Osil, arcebispo de York. Para abraçar a religião escolheu a vida de monge beneditino e, por isso, ingressou no convento de Fleury-sur-Lofre, na França.
Entretanto, Osvaldo foi chamado por seu tio Oscil que, desejando fazer reformas em sua diocese, escolheu o sobrinho para encabeçá-las, por causa de seu senso de justiça e da generosidade para com os pobres.
Assim, ele foi nomeado bispo de Worcester e uniu-se a dois outros religiosos da mesma estirpe da região: Dunstan, arcebispo de Cantuária e Eteluolde , bispo de Winchester. Desse modo, Osvaldo conseguiu restabelecer a disciplina monástica que levou a diocese de seu tio a recuperar o caminho correto dentro do cristianismo. Fundou dois mosteiros em Westburi, perto de Bristol e o mais influente, o de Ramsei.
Por esta e muitas outras obras, o rei Edgar, o nomeou arcebispo de York, em 972. Osvaldo fundou ainda uma abadia de beneditinos em Worcester e desenvolveu muito o estudo científico nos mosteiros e conventos que dirigiu.
Mas, ao mesmo tempo em que dava grande importância aos estudos terrenos, em nenhum momento se desprendeu das obrigações e regras espirituais, alcançando a graça de receber dons especiais e vivenciar muitos fatos prodigiosos. Consta que ele operou diversas graças em vida.
No dia 28 de fevereiro de 992, como de hábito o bispo Osvaldo reproduzia durante a Quaresma a cerimônia do lava-pés e estava banhando ele próprio os pés de doze mendigos, quando morreu. O seu corpo foi transladado para uma nova sepultura na igreja de Santo Vulfistano, ele também bispo de Worcester de 1062 até 1095.
Daniel Aleixo Brottier (Bem-Aventurado)

Daniel Aleixo Brottier nasceu no dia 7 de setembro de 1876, na diocese francesa de Blois. Desde a infância revelou um caráter caridoso e profunda religiosidade. Ingressou no seminário em 1890, passando com tranqüilidade pelas ordenações menores, fazendo por um ano o serviço militar e se consagrando sacerdote aos vinte e três anos.
Iniciou seu ministério lecionando no colégio eclesiástico, próximo de Paris, mas sentiu logo sua particular vocação para a vida missionária. Em 1902, ingressou na Congregação do Espírito Santo, na qual, emitiu seus votos perpétuos, um ano depois. Como padre espiritiano partiu para o distante Senegal, colônia francesa na África, onde deu vazão ao seu zelo missionário, de forma ímpar.
Depois de três anos, adoeceu gravemente e teve de retornar em definitivo. Mas, não abandonou sua missão. Na França, fundou a obra do “Memorial Africano” com o objetivo de construir a catedral de Dakar, capital do Senegal. Para isto, com o apoio do bispo de Dakar, outro padre espiritiano, foi nomeado vigário geral de Dakar, com residência em Paris e diretor da Catedral-Monumento.
Padre Daniel entrou com entusiasmo no jogo do seu bispo, e cumpriu sua tarefa. Organizou um secretariado, instalou um serviço de relações públicas, envolvendo no projeto um conjunto de personalidades, mas, sobretudo, emitiu uma alma para esta obra, de maneira que os cristãos da França não puderam ficar insensíveis. Depois de alguns meses de trabalho persistente, uma rede de amigos solidários se formou e se fixou, em todo o país.
O trabalho foi interrompido durante a Primeira Guerra Mundial, em 1914, quando ele foi voluntário e se alistou como capelão militar nas linhas de frente. Por quatros anos, assistiu os moribundos, cuidou dos feridos, dando assistência espiritual a todos, oficiais e soldados. Capelão lendário, arrojado e ponderado, corajoso e prudente, amigo e confidente, no final da Guerra, foi condecorado como “Oficial da Legião de Honra” e da “Cruz de Guerra”.
A partir de 1919, padre Daniel retomou com toda energia o apostolado missionário e o projeto da Catedral de Dakar. Em 1923, decidiu fazer mais, fundou a Casa dos Órfãos Aprendizes de Autenil, passando a ser chamado “Pai dos Órfãos”. Foi nomeado diretor da Casa pelo próprio Cardeal de Paris. À esta obra dedicou os últimos treze anos da sua vida. Educador nato, bondoso, conseguiu abrigar cerca de mil e quatrocentos jovens carentes e abandonados, sem nunca dispensar nenhum que batesse à sua porta. Fundou também a União Nacional dos Antigos Combatentes, tendo cerca de dois milhões de associados.
Sua fé, sua oração, sua grande capacidade inventiva e de organização fizeram dele um apóstolo e “homem de empresa”, inovador, atuante e contemplativo; foi um padre moderno, um religioso inserido no seu tempo. No dia 2 de fevereiro de 1936, a Catedral de Dakar foi consagrada e entregue aos senegaleses. Ele não esteve presente, muito doente, morreu vinte e seis dias depois, em Paris. O Papa João Paulo II, em 1984, declarou Beato, Daniel Aleixo Brottier, cuja festa marcou para o dia do seu transito.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 28 DE FEVEREIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 1, 16b-17
O Evangelho é força de Deus para a salvação de todo o crente. Porque no Evangelho se revela a justiça de Deus, que tem origem na fé e conduz à fé, conforme está escrito: «O justo viverá pela fé».
V. No Senhor se alegra o nosso coração
R. Em seu santo nome pomos a nossa confiança.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que na hora de Tércia fostes levado ao suplício da cruz pela salvação do mundo, ajudai-nos a chorar os pecados da vida passada e a evitar as faltas no futuro. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 3, 21-22a
Independentemente da lei de Moisés, manifestou-se agora a justiça de Deus, de que dão testemunho a Lei e os Profetas; porque a justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo, para todos os crentes.
V. Os preceitos do Senhor são rectos e alegram o coração,
R. Os mandamentos do Senhor são claros e iluminam os olhos.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que à luz do meio-dia, enquanto as trevas envolviam o mundo, subistes à cruz para nossa salvação, concedei-nos sempre a vossa luz, para que ilumine os nossos caminhos e nos conduza à vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ef 2, 8-9
É pela graça que fostes salvos, por meio da fé. A salvação não vem de nós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar.
V. Na terra se conhecerão os vossos caminhos
R. E entre os povos a vossa salvação.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, suspenso na cruz, recebestes no reino eterno o ladrão arrependido, aceitai benignamente a humilde confissão das nossas culpas e abri-nos também a nós, depois da morte, as portas do paraíso. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 1, 2-4
Considerai como motivo de grande alegria, meus irmãos, as diversas provações por que tendes passado. Vós sabeis que a vossa fé, assim provada, produz a constância. A constância, por sua vez, deve ser exercida plenamente, para serdes perfeitos e irrepreensíveis, sem nenhuma deficiência.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo amou-nos e purificou-nos com o seu Sangue.
R. Cristo amou-nos e purificou-nos com o seu Sangue.
V. E fez de nós um reino de sacerdotes para Deus.
R. Cristo amou-nos e purificou-nos com o seu Sangue.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo amou-nos e purificou-nos com o seu Sangue.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

