LITURGIA DE 16 DE OUTUBRO DE 2023 – SEGUNDA-FEIRA DA XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM
16 de outubro de 2023LITURGIA DE 18 DE OUTUBRO DE 2023 – QUARTA-FEIRA – SÃO LUCAS – EVANGELISTA
18 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 17/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 1,16-25), de honrar-nos do Evangelho como força vinda de Deus para a salvação de todo o que crê, cientes de que nele se revela a justiça de Deus, a qual é obtida pela fé e conduz à fé, pois o justo viverá pela fé (Hab 2,4). Concita-nos a impregnar-nos da consciência de que a ira de Deus se manifesta contra toda a impiedade e perversidade praticada pelos que se locupletam na injustiça e aprisionam a verdade. A verdade divina é evidente, pode ser lida no próprio ser, pois desde a criação do mundo as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade são visíveis à inteligência. As obra do Senhor o revelam indelevelmente, não há como escusar-se alegando não ter acesso a esse conhecimento auto-evidente. Aqueles que, conhecendo a Deus não o glorificam e nem lhe rendem graças, mas vivem extraviados em vãos pensamentos, portam-se como pessoas insensatas e de espírito obscuro; pretendendo-se sábias, tornaram-se estultas. Em seus devaneios orquestrados pelo maligno, porém não sem a complacência culposa, mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações de figuras de homem corruptível, ou em ídolos de diversas formas, cometendo a insensatez de trocar a verdade pela mentira, adorando e servindo à criatura ao invés do Criador que é bendito pelos séculos. Como consequência de tais disparates, distanciaram-se de Deus e com isso se perderam em desejos espúrios, desonrando os próprios corpos, restando entregues à imundície… As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 18) compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista em homenagem ao Deus criador: Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. O dia ao outro transmite essa mensagem, e uma noite à outra a repete. Não é uma língua nem são palavras, cujo sentido não se perceba, porque por toda a terra se espalha o seu ruído, e até os confins do mundo a sua voz; aí armou Deus para o sol uma tenda. E este, qual esposo que sai do seu tálamo, exulta, como um gigante, a percorrer seu caminho. Sai de um extremo do céu, e no outro termina o seu curso; nada se furta ao seu calor. Em relação às excelências das orientações divinas, concitam-nos à consciência de que: A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples. Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos. O temor do Senhor é puro, subsiste eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros, todos igualmente justos. Mais desejáveis que o ouro, que uma barra de ouro fino; mais doces que o mel, que o puro mel dos favos. Na conclusão, as palavras do salmista compelem-nos à humildade: Ainda que vosso servo neles atente, guardando-os com todo o cuidado; quem pode, entretanto, ver as próprias faltas? Purificai-me das que me são ocultas. Preservai, também, vosso servo do orgulho; não domine ele sobre mim, então serei íntegro e limpo de falta grave. Aceitai as palavras de meus lábios e os pensamentos de meu coração, na vossa presença, Senhor, minha rocha e meu redentor. O Santo Evangelho (Lc 11,37-41) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que a pureza interior é mais importante que a exterior; que o conteúdo é mais relevante que a forma. De modo especial na perspectiva da integridade moral, no compromisso com o que é reto e justo, pois tudo o que se adquire com roubo e maldade, muito embora possa adornar o exterior, degrada o interior e torna quem assim age uma pessoa imunda, ainda que exteriormente se passe por superior aos demais.
Antífona da entrada
– Estou pregado na cruz com Jesus Cristo: já não sou eu que vivo, mas é o Cristo que vive em mim. Vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gl 2,19).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Deus eterno e todo-poderoso, que ornais a vossa Igreja com o testemunho dos mártires, fazei que a gloriosa paixão que hoje celebramos, dando a santo Inácio de Antioquia a glória eterna, nos conceda contínua proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Rm 1,16-25
Salmo Responsorial: Sl 18
– Os céus proclamam a glória do Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e intenções do coração (Hb 4,12).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 11,37-41
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamentos
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo profeta (Rm 1,16-25): 16.Com efeito, não me envergonho do Evangelho, pois ele é uma força vinda de Deus para a salvação de todo o que crê, ao judeu em primeiro lugar e depois ao grego. 17.Porque nele se revela a justiça de Deus, que se obtém pela fé e conduz à fé, como está escrito: O justo viverá pela fé (Hab 2,4). 18.A ira de Deus se manifesta do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade. 19.Porquanto o que se pode conhecer de Deus eles o lêem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência. 20.Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar. 21.Porque, conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato. 22.Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos. 23.Mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. 24.Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundície, de modo que desonraram entre si os próprios corpos. 25.Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém!
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 18): Ao mestre de canto. Salmo de Davi. 2.Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. 3.O dia ao outro transmite essa mensagem, e uma noite à outra a repete. 4.Não é uma língua nem são palavras, cujo sentido não se perceba, 5.porque por toda a terra se espalha o seu ruído, e até os confins do mundo a sua voz; aí armou Deus para o sol uma tenda. 6.E este, qual esposo que sai do seu tálamo, exulta, como um gigante, a percorrer seu caminho. 7.Sai de um extremo do céu, e no outro termina o seu curso; nada se furta ao seu calor. 8.A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples. 9.Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos. 10.O temor do Senhor é puro, subsiste eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros, todos igualmente justos. 11.Mais desejáveis que o ouro, que uma barra de ouro fino; mais doces que o mel, que o puro mel dos favos. 12.Ainda que vosso servo neles atente, guardando-os com todo o cuidado; 13.quem pode, entretanto, ver as próprias faltas? Purificai-me das que me são ocultas. 14.Preservai, também, vosso servo do orgulho; não domine ele sobre mim, então serei íntegro e limpo de falta grave. 15.Aceitai as palavras de meus lábios e os pensamentos de meu coração, na vossa presença, Senhor, minha rocha e meu redentor.
Evangelho, ensina-nos Jesus conforme o evangelista (Lc 11,37-41): 37.Enquanto Jesus falava, pediu-lhe um fariseu que fosse jantar em sua companhia. Ele entrou e pôs-se à mesa. 38.Admirou-se o fariseu de que ele não se tivesse lavado antes de comer. 39.Disse-lhe o Senhor: Vós, fariseus, limpais o que está por fora do vaso e do prato, mas o vosso interior está cheio de roubo e maldade! 40.Insensatos! Quem fez o exterior não fez também o conteúdo? 41.Dai antes em esmola o que possuís, e todas as coisas vos serão limpas.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 1,16-25), de honrar-nos do Evangelho como força vinda de Deus para a salvação de todo o que crê, cientes de que nele se revela a justiça de Deus, a qual é obtida pela fé e conduz à fé, pois o justo viverá pela fé (Hab 2,4). Concita-nos a impregnar-nos da consciência de que a ira de Deus se manifesta contra toda a impiedade e perversidade praticada pelos que se locupletam na injustiça e aprisionam a verdade. A verdade divina é evidente, pode ser lida no próprio ser, pois desde a criação do mundo as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade são visíveis à inteligência. As obra do Senhor o revelam indelevelmente, não há como escusar-se alegando não ter acesso a esse conhecimento auto-evidente. Aqueles que, conhecendo a Deus não o glorificam e nem lhe rendem graças, mas vivem extraviados em vãos pensamentos, portam-se como pessoas insensatas e de espírito obscuro; pretendendo-se sábias, tornaram-se estultas. Em seus devaneios orquestrados pelo maligno, porém não sem a complacência culposa, mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações de figuras de homem corruptível, ou em ídolos de diversas formas, cometendo a insensatez de trocar a verdade pela mentira, adorando e servindo à criatura ao invés do Criador que é bendito pelos séculos. Como consequência de tais disparates, distanciaram-se de Deus e com isso se perderam em desejos espúrios, desonrando os próprios corpos, restando entregues à imundície…
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 18) compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista em homenagem ao Deus criador: Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. O dia ao outro transmite essa mensagem, e uma noite à outra a repete. Não é uma língua nem são palavras, cujo sentido não se perceba, porque por toda a terra se espalha o seu ruído, e até os confins do mundo a sua voz; aí armou Deus para o sol uma tenda. E este, qual esposo que sai do seu tálamo, exulta, como um gigante, a percorrer seu caminho. Sai de um extremo do céu, e no outro termina o seu curso; nada se furta ao seu calor. Em relação às excelências das orientações divinas, concitam-nos à consciência de que: A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples. Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos. O temor do Senhor é puro, subsiste eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros, todos igualmente justos. Mais desejáveis que o ouro, que uma barra de ouro fino; mais doces que o mel, que o puro mel dos favos. Na conclusão, as palavras do salmista compelem-nos à humildade: Ainda que vosso servo neles atente, guardando-os com todo o cuidado; quem pode, entretanto, ver as próprias faltas? Purificai-me das que me são ocultas. Preservai, também, vosso servo do orgulho; não domine ele sobre mim, então serei íntegro e limpo de falta grave. Aceitai as palavras de meus lábios e os pensamentos de meu coração, na vossa presença, Senhor, minha rocha e meu redentor.
O Santo Evangelho (Lc 11,37-41) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que a pureza interior é mais importante que a exterior; que o conteúdo é mais relevante que a forma. De modo especial na perspectiva da integridade moral, no compromisso com o que é reto e justo, pois tudo o que se adquire com roubo e maldade, muito embora possa adornar o exterior, degrada o interior e torna quem assim age uma pessoa imunda, ainda que exteriormente se passe por superior aos demais.
Oração consolidadora do compromisso
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para considerarmos o Evangelho como força vinda de vós para a salvação de todo o que crê, cientes de que nele se revela a vossa justiça, a qual é obtida pela fé e conduz à fé, pois o justo viverá pela fé (Hab 2,4). Livrai-nos de vossa justa ira, que se manifesta contra toda a impiedade e perversidade praticada pelos que se locupletam na injustiça e aprisionam a verdade, pois a verdade divina é evidente; pode ser lida no próprio ser, pois desde a criação do mundo as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade são visíveis à inteligência. As vossas obras revelam indelevelmente a vossa existência, não há como escusar-se alegando não ter acesso a esse conhecimento auto-evidente. Aqueles que, conhecendo-vos, não vos glorificam e nem lhes rendem graças, mas vivem extraviados em vãos pensamentos, portam-se como insensatos e de espírito obscuro; pretendendo-se sábios, tornam-se estultos. Livrai-nos dos devaneios orquestrados pelo maligno e da complacência culposa com suas pérfidas sugestões, que instam a mudar a vossa majestade incorruptível em representações de figuras de homem corruptível, ou em ídolos de diversas formas. Quem se deixa levar por tais induções malignas comete a insensatez de trocar a verdade pela mentira, adorando e servindo à criatura ao invés do Criador que é bendito pelos séculos. Como consequência de tais disparates, distanciam-se de vós e com isso se perdem em desejos espúrios, desonrando os próprios corpos, restando entregues à imundície… Fazemos coro com o louvor orante do salmista em vossa homenagem: narram os céus a vossa glória, e o firmamento anuncia a obra de vossas mãos. O dia ao outro transmite essa mensagem, e uma noite à outra a repete. Não é uma língua nem são palavras cujo sentido não se perceba, porque por toda a terra se espalha o vosso ruído, e até os confins do mundo a vossa voz; aí armaste uma tenda para o sol. E este, qual esposo que sai do seu tálamo, exulta, como um gigante, a percorrer seu caminho. Sai de um extremo do céu, e no outro termina o seu curso; nada se furta ao seu calor. Louvamo-vos, bendizemo-vos e glorificamo-vos pelas excelências de vossas orientações divinas, pois a vossa lei é perfeita, reconforta a alma; a vossa ordem é segura, instrui o simples. Os vossos preceitos são retos, deleitam o coração; os vossos mandamentos são luminosos, esclarecem os olhos. Vós subsistis eternamente; os vossos juízos são verdadeiros, todos igualmente justos. Mais desejáveis que o ouro, que uma barra de ouro fino; mais doces que o mel, que o puro mel dos favos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que sigamos vossas orientações assertivamente, pois ainda que nelas atentemos, guardando-as com todo o cuidado; quem pode, entretanto, ver as próprias faltas? Purificai-nos das que nos são ocultas! Preservai-nos também do orgulho; não domine ele sobre nós, então seremos íntegros e limpos de falta grave. Aceitai as palavras de nossos lábios e os pensamentos de nossos corações na vossa presença, vós que sois a nossa rocha e nosso redentor! Impregnai-nos da consciência de que a pureza interior é mais importante que a exterior; que o conteúdo é mais relevante que a forma. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos moralmente íntegros, compromissados com o que é reto e justo, pois tudo o que se adquire com roubo e maldade, muito embora possa adornar o exterior, degrada o interior e torna quem assim age uma pessoa imunda, ainda que exteriormente se passe por superior aos demais. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
SANTO DO DIA
Santos do Dia da Igreja Católica – 17 de Outubro
Postado em: 16/10/2023 por: marsalima

No centro do Coliseu romano, o bispo cristão aguarda ser trucidado pelas feras, enquanto a multidão exulta em gritos de prazer com o espetáculo sangrento que vai começar. Por sua vez, no estádio, cristãos incógnitos, misturados entre os pagãos, esperam, horrorizados, que um milagre salve o religioso. Os leões estão famintos e excitados com o sangue já derramado na arena. O bispo Inácio de Antioquia, sereno, esperava sua hora pronunciando com fervor o nome do Cristo.
Foi graças a Inácio que as palavras cristianismo e Igreja Católica surgiram. Era o início dos tempos que mudaram o mundo, próximo do ano 35 da era cristã, quando ele nasceu. Segundo os estudiosos, não era judeu e teria sido convertido pela primeira geração de cristãos, os apóstolos escolhidos pelo próprio Jesus. Cresceu e foi educado entre eles, depois sucedeu Pedro no posto de bispo de Antioquia, na Síria, considerada a terceira cidade mais importante do Império Romano, depois de Roma e Alexandria, no Egito. Gostava de ser chamado Inácio Nurono. Inácio deriva do grego “ignis”, fogo, e Nurono era nome que ele mesmo dera a si, significando “o portador Deus”. Desse modo viveu toda a sua vida: portador de Deus que incendiava a fé.
Mas sua atuação logo chamou a atenção do imperador Trajano, que decretou sua prisão e ordenou sua morte. Como cristão, deveria ser devorado pelas feras para diversão do povo ávido de sangue. O palco seria o recém-construído Coliseu.
A viagem de Inácio, acorrentado, de Antioquia até Roma, por terra e mar, foi o apogeu de sua vida e de sua fé. Feliz por poder ser imolado em nome do Salvador da humanidade, pregou por todos os lugares por onde passou, até no local do martírio. Sua prisão e condenação à morte atraiu todos os bispos, clérigos e cristãos em geral, de todas as terras que atravessou. Multidões juntavam-se para ouvir suas palavras. Durante a viagem final, escreveu sete cartas que figuram entre os escritos mais notáveis da Igreja, concorrendo em importância com as do apóstolo Paulo. Em todas faz profissão de sua fé, e contêm ensinamentos e orientações até hoje adotados e seguidos pelos católicos, como ele tão bem nomeou os seguidores de Jesus.
Numa dessas cartas, estava o seu especial pedido: “Deixai-me ser alimento das feras. Sou trigo de Deus. É necessário que eu seja triturado pelos dentes dos leões para tornar-me um pão digno de Cristo”. Fazia-o sabendo que muitos de seus companheiros poderiam influenciar e conseguir seu perdão junto ao imperador. Queria que o deixassem ser martirizado. Sabia que seu sangue frutificaria em novas conversões e que seu exemplo tocaria o coração dos que, mesmo já convertidos, ainda temiam assumir e propagar sua religião.
Em Roma, uma festa que duraria cento e vinte dias tinha prosseguimento. Mais de dez mil gladiadores dariam sua vida como diversão popular naquela comemoração pela vitória em uma batalha. Chegada a vez de Inácio, seus seguidores e discípulos esperavam, ainda, o milagre – que não viria, porque assim desejava o bispo mártir. Era o dia 17 de outubro de 107, sua trajetória terrena entrava para a história da humanidade e da Igreja.

Rodolfo nasceu no ano 1034, em Perugia, Itália. A sua família pertencia à nobreza local e era muito influente na Corte. Mas motivada pelas pregações do monge Pedro Damião, decidiu abandonar os hábitos mundanos e retornar o caminho do seguimento de Cristo. Esse monge fundara um mosteiro de eremitas na vizinhança de Fonte Avelana e a fama de sua santidade corria veloz no meio do mundo cristão.
Com a morte do pai, Rodolfo e seu irmão Pedro abriram mão da herança em favor da mãe e de João, o irmão caçula, para ingressarem no mosteiro de Pedro Damião. Porém, algum tempo depois, mãe e irmão caçula também optaram pela vida religiosa daquela comunidade, que os acolheu após doarem toda a fortuna da família para a Igreja.
Fonte Avelana tornara-se um verdadeiro viveiro de eremitas, pois desse mosteiro saíram os grandes renovadores da Igreja. Dentre eles, os três irmãos: Rodolfo, Pedro e João, discípulos de Pedro Damião, hoje celebrado como santo e doutor da Igreja. Nessa nova comunidade religiosa, a vida era simples, voltada apenas ao trabalho, à caridade aos pobres e doentes, dedicada à penitência e à oração contemplativa. No período medieval, foi um verdadeiro oásis que surgiu para a revitalização da vida monástica, uma vez que a Igreja ocidental vivia um grande desgaste com os conflitos internos, causados pela ambição e a ganância dos bispos e sacerdotes, mais interessados nos bens mundanos do que na condução do rebanho do Senhor.
Aos vinte e cinco anos de idade, Rodolfo recebeu a ordenação sacerdotal e, mesmo a contragosto, foi consagrado bispo de Gubio, cidade próspera e rica da região. Porém era uma diocese muito problemática para a Igreja. Os bispos anteriores haviam instituído o que se chamou de “ressarcimento”, isto é, os sacramentos eram condicionados a pagamentos e não aos méritos ou à vocação religiosa. Alguns sacerdotes pediam dinheiro para a absolvição dos pecados e bispos queriam comissões para ordenar os sacerdotes.
Rodolfo assumiu o posto e combateu tudo com firmeza, dentro do exemplo de fiel pastor. Vestia-se sempre com as mesmas roupas, velhas e surradas, fosse qual fosse o tempo ou a estação. Comia pouco, impondo-se um severo jejum. Dormia quase nada, mantendo-se em vigília constante, na oração e penitência. Percorria toda a diocese, e mantinha-se incansável, sempre pronto a atender os pobres, doentes e abandonados. Tornou-se o exemplo de humildade e de caridade cristã, um verdadeiro sacerdote da Igreja. Apenas com seu comportamento ele conseguiu recolocar Gubio no verdadeiro caminho do amor a Cristo e à Virgem Santíssima.
Foram cinco anos dedicados à diocese de Gubio, durante os quais participou do Concílio Romano, em 1059, como seu bispo. Rodolfo morreu jovem, com apenas trinta anos de idade, em 26 de junho de 1064, consumido pela fadiga e vida excessivamente austera. Entretanto a sua obra não chegou a ser interrompida, pois foi substituído por seu irmão João, que seguiu o seu exemplo de bispo benevolente com o rebanho, mas rigoroso consigo mesmo.
A figura do bispo Rodolfo tornou-se conhecida através da carta escrita por seu mestre, Pedro Damião, para comunicar sua morte ao papa Alexandre II. Nela, foi descrito como um homem de profundo espírito religioso e possuidor de grande cultura teológica e bíblica. Pedro Damião era a única pessoa a quem confiava seus escritos para serem corrigidos de possíveis distorções da doutrina católica e para a correta interpretação do Evangelho.
As relíquias de são Rodolfo, guardadas na Catedral de Gubio, foram destruídas durante as reformas executadas em 1670. Entretanto isso nada significou para seus devotos, que continuam a comemorá-lo no dia 17 de outubro, data oficial da sua festa.
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-17-de-outubro/>]
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 17 DE OUTUBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Início da Profecia de Zacarias 1, 1–2,4
Jerusalém será reconstruída
No oitavo mês do segundo ano de Dario, a palavra do Senhor foi dirigida ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ido, nestes termos: «O Senhor está muito irado contra os vossos pais. Tu lhes dirás: Assim fala o Senhor do Universo: Voltai para Mim, e Eu voltarei para vós – diz o Senhor do Universo. Não sejais como os vossos pais, a quem os primeiros Profetas clamavam: ‘Assim fala o Senhor do Universo: Convertei‑vos dos vossos maus caminhos e das vossas más ações’. Eles, porém, não Me ouviram nem Me prestaram atenção, diz o Senhor. Onde estão os vossos pais? E os profetas viverão eternamente? Mas as minhas palavras e os meus preceitos, que Eu dei aos Profetas meus servos, porventura não atingiram os vossos pais? Por isso eles converteram‑se e disseram: ‘O Senhor do Universo tratou‑nos como tinha determinado proceder conosco: segundo os nossos caminhos e as nossas obras’». No dia vinte e quatro do décimo primeiro mês, o mês de Sebat, no segundo ano do reinado de Dario, a palavra do Senhor foi dirigida ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ido, nestes termos: «Tive uma visão de noite: vi um homem montado num cavalo vermelho, que estava entre as murtas de fundas raízes; atrás dele havia cavalos ruivos, alazões e brancos». E eu perguntei: «Quem são esses, meu Senhor?». Respondeu‑me o Anjo que falava comigo: «Vou mostrar‑te quem são». O homem que estava entre as murtas tomou a palavra e disse: «São aqueles que o Senhor enviou a percorrer a terra». Estes dirigiram‑se ao Anjo do Senhor que estava entre as murtas e disseram‑lhe: «Percorremos a terra: toda a terra está tranquila e em paz». Então o Anjo do Senhor tomou a palavra e disse: «Senhor do Universo, até quando ficareis insensível à sorte de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estais irado há setenta anos?». E o Senhor respondeu ao Anjo que falava comigo dizendo‑lhe boas palavras, palavras de consolação. Disse‑me então o Anjo que falava comigo: «Proclama o seguinte: Assim fala o Senhor do Universo: Sinto um grande amor por Jerusalém e por Sião, mas sinto grande ira contra as nações arrogantes, porque Eu estava apenas um pouco irado, mas elas excederam a medida. Por isso, assim fala o Senhor: De novo Me voltarei para Jerusalém, cheio de misericórdia. Nela será reconstruído o meu templo, diz o Senhor do Universo, e a corda de medir será estendida em Jerusalém. Proclama também o seguinte: Assim fala o Senhor do Universo: As minhas cidades terão outra vez abundantes riquezas. O Senhor consolará de novo Sião e escolherá de novo Jerusalém». Levantei os olhos, pus‑me a olhar e vi quatro chifres. Perguntei ao Anjo que falava comigo: «Que é isto?». Respondeu‑me: «São os chifres que dispersaram Judá, Israel e Jerusalém». Depois o Senhor mostrou‑me quatro ferreiros, e eu perguntei: «Que vêm eles fazer?». Respondeu‑me: «Aqueles eram os chifres que dispersaram Judá, de tal modo que ninguém podia levantar a cabeça. Estes vieram para os abater, para destruir os chifres que os gentios levantavam contra a terra de Judá, a fim de dispersar os seus habitantes».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Carta de Santo Inácio, bispo e mártir, aos Romanos
(Cap. 4, 1-2; 6, 1 – 8, 3: Funk 1, 217-223) (Sec. I)
Sou trigo de Deus e serei moído pelos dentes das feras
Escrevo a todas as Igrejas e asseguro a todas elas que estou disposto a morrer de bom grado por Deus, se vós não o impedirdes. Peço‑vos que não manifesteis por mim uma benevolência inoportuna. Deixai‑me ser pasto das feras, pelas quais poderei chegar à posse de Deus. Sou trigo de Deus e devo ser moído pelos dentes das feras, para me transformar em pão limpo de Cristo. Rezai por mim a Cristo, para que, por meio desses instrumentos, eu seja sacrifício para Deus. Para nada me serviriam os prazeres do mundo ou os reinos deste século. Prefiro morrer em Cristo Jesus a reinar sobre todos os confins da terra. Procuro Aquele que morreu por nós; quero Aquele que ressuscitou por nossa causa. Estou prestes a nascer. Tende piedade de mim, irmãos. Não me impeçais de viver, não queirais que eu morra. Não me entregueis ao mundo, a mim que desejo ser de Deus, nem penseis seduzir‑me com coisas terrenas. Deixai‑me alcançar a luz pura. Quando lá chegar serei verdadeiramente um homem. Deixai‑me ser imitador da paixão do meu Deus. Se alguém O possuir, compreenderá o que quero e terá compaixão de mim, por conhecer a ânsia que me atormenta. O príncipe deste mundo quer arrebatar‑me e corromper a disposição da minha vontade para com Deus. Nenhum de vós o ajude; tornai‑vos antes partidários meus, isto é, de Deus. Não queirais ter ao mesmo tempo o nome de Jesus Cristo na boca e desejos mundanos no coração. Não me queirais mal. Mesmo que eu vo‑lo pedisse na vossa presença, não me devíeis acreditar. Acreditai antes nisto que vos escrevo. Estou a escrever‑vos enquanto ainda vivo, mas desejando morrer. O meu Amor está crucificado e não há em mim fogo que se alimente da matéria. Mas há uma água viva que murmura dentro de mim e me diz interiormente: «Vem para o Pai». Não me satisfazem os alimentos corruptíveis nem os prazeres deste mundo. Quero o pão de Deus, que é a Carne de Jesus Cristo, nascido da linhagem de David, e por bebida quero o seu Sangue que é a caridade incorruptível. Já não quero viver mais segundo os homens; e isto acontecerá, se vós quiserdes. Peço‑vos que o queirais, para que também vós alcanceis benevolência. Peço‑vos em poucas palavras: acreditai‑me. Jesus Cristo vos fará compreender que digo a verdade. Ele é a boca da verdade, no qual o Pai falou verdadeiramente. Pedi por mim para que o consiga. Não vos escrevi segundo a carne, mas segundo o espírito de Deus. Se padecer o martírio, ter‑me‑eis amado; se me rejeitarem, ter‑me‑eis querido mal.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
2 Cor 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para podermos consolar aqueles que estão atribulados, por meio do conforto que nós próprios recebemos de Deus. Do mesmo modo que abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também por Cristo abunda a nossa consolação.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
1 Jo 3, 17-18
Se alguém possui bens deste mundo e, ao ver seu irmão passar necessidade, lhe fecha o coração, como pode estar nele o amor de Deus? Meus filhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e em verdade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Deut 30, 11.14
A lei que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. Está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas cumprir.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Is 55, 10-11
Não roubes o pobre, porque é pobre; nem oprimas o infeliz às portas da cidade. Porque o Senhor advogará a sua causa e tirará a vida aos opressores.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Pedro 4, 13-14
Caríssimos, alegrai-vos na medida em que participardes nos sofrimentos de Cristo, a fim de que possais também alegrar-vos e exultar no dia em que se manifestar a sua glória. Felizes de Vós, se sois ultrajados pelo nome de Cristo, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vós.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Pedro 5, 8-9a Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, você aprenderá como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
