LITURGIA DE 19 DE OUTUBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – XXVIII SEMANA COMUM
19 de outubro de 2023LITURGIA DE 21 DE OUTUBRO DE 2023 – SÁBADO – XXVIII SEMANA COMUM
21 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 20/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 4,1-8), de impregnar-nos da consciência de que Abraão, nosso pai na fé, creu em Deus e isso lhe foi imputado em conta de justiça. O autor sagrado proporciona-nos a plena clareza de que tal justificação não se deu a modo de salário – não foi um pagamento recebido em virtude de uma obra realizada. Com toda a clareza: não foi contrapartida a um mérito, não se trata de uma relação de reciprocidade em que o merecimento enseja a recompensa. Tal justificação pela fé consistiu em uma liberalidade, uma benesse, uma dádiva divina que o Senhor Deus concedeu a Abraão e a estende a todo aquele que crê. É tão somente crer o que o Senhor Deus requer de nós para nos justificar, sendo a fé imputada em conta de justiça, independentemente das obras. Tal extrema generosidade divina nos faz bem-aventurados, pois nossas iniquidades são perdoadas e nossos pecados cobertos; o senhor não mais no-los imputa, requerendo para isso tão somente que tenhamos fé, que acreditemos, que creiamos em Jesus, naquilo que ele ensina – e também nos desdobramentos de seus ensinamentos na atuação dos Apóstolos, na Igreja… As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 31) compelem-nos a exultar com o salmista: Feliz aquele cuja iniquidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido. Feliz o homem a quem o Senhor não argúi de falta, e em cujo coração não há dolo. Enquanto me conservei calado [antes de confessar os pecados e pedir o perdão, a absolvição], mirraram-se-me os ossos, entre contínuos gemidos. Pois, dia e noite, vossa mão pesava sobre mim; esgotavam-se-me as forças como nos ardores do verão. Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa. Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniquidade. E vós perdoastes a pena do meu pecado. Assim também todo fiel recorrerá a vós, no momento da necessidade. Quando transbordarem muitas águas, elas não chegarão até ele. Vós sois meu asilo, das angústias me preservareis e me envolvereis na alegria de minha salvação. Vou te ensinar, dizeis, vou te mostrar o caminho que deves seguir; vou te instruir, fitando em ti os meus olhos: não queiras ser sem inteligência como o cavalo, como o muar, que só ao freio e à rédea submetem seus ímpetos; de outro modo não se chegam a ti. São muitos os sofrimentos do ímpio. Mas quem espera no Senhor, sua misericórdia o envolve. Ó justos, alegrai-vos e regozijai-vos no Senhor. Exultai todos vós, retos de coração. O Santo Evangelho (Lc 12,1-7) compele-nos a guardar-nos do fermento da hipocrisia, porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se e nada há escondido que não venha a ser conhecido: o dito às escuras será dito na claridade, o falado ao ouvido, nos quartos, será publicado por sobre os telhados. Não havemos de temer os que matam o corpo, pois depois disso nada mais podem fazer, mas cumpre-nos vigiar e orar para que ninguém venha colocar a perder nossas almas no inferno. Instam-nos ainda à grande consolação de que nada passa despercebido diante do Senhor Deus, sendo até mesmo os cabelos de nossas cabeças todos contados, pois somos tidos em grande conta perante ele; considerados valorosos, cumprindo-nos nele confiar e nada temer!
Antífona da entrada
– Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir? Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel! (Sl 129,3s).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Rm 4,1-8
Salmo Responsorial: Sl 31
– Vós sois para mim proteção e refúgio, eu canto bem alto a vossa salvação.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos! (Sl 32,22).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 12,1-7
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamentos
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (Rm 4,1-8): 1.Que vantagem diremos, pois, que conseguiu Abraão, nosso pai segundo a carne? 2.Porque, se Abraão foi justificado em virtude de sua observância, tem que se gloriar; mas não diante de Deus. 3.Ora, que diz a Escritura? Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado em conta de justiça (Gn 15,6). 4.Ora, o salário não é gratificação, mas uma dívida ao trabalhador. 5.Mas aquele que sem obra alguma crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada em conta de justiça. 6.É assim que Davi proclama bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente das obras: 7.Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades foram perdoadas e cujos pecados foram cobertos! 8.Bem-aventurado o homem ao qual o Senhor não imputou o seu pecado (Sl 31,1s).
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 31): 1.De Davi. Hino. Feliz aquele cuja iniquidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido. 2.Feliz o homem a quem o Senhor não argúi de falta, e em cujo coração não há dolo. 3.Enquanto me conservei calado, mirraram-se-me os ossos, entre contínuos gemidos. 4.Pois, dia e noite, vossa mão pesava sobre mim; esgotavam-se-me as forças como nos ardores do verão. 5.Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa. Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniqüidade. E vós perdoastes a pena do meu pecado. 6.Assim também todo fiel recorrerá a vós, no momento da necessidade. Quando transbordarem muitas águas, elas não chegarão até ele. 7.Vós sois meu asilo, das angústias me preservareis e me envolvereis na alegria de minha salvação. 8.Vou te ensinar, dizeis, vou te mostrar o caminho que deves seguir; vou te instruir, fitando em ti os meus olhos: 9.não queiras ser sem inteligência como o cavalo, como o muar, que só ao freio e à rédea submetem seus ímpetos; de outro modo não se chegam a ti. 10.São muitos os sofrimentos do ímpio. Mas quem espera no Senhor, sua misericórdia o envolve. 11.Ó justos, alegrai-vos e regozijai-vos no Senhor. Exultai todos vós, retos de coração.
No Santo Evangelho, ensina-nos Jesus conforme o evangelista (Lc 12,1-7): 1.Enquanto isso, os homens se tinham reunido aos milhares em torno de Jesus, de modo que se atropelavam uns aos outros. Jesus começou a dizer a seus discípulos: Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2.Porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se, e nada há escondido que não venha a ser conhecido. 3.Pois o que dissestes às escuras será dito à luz; e o que falastes ao ouvido, nos quartos, será publicado de cima dos telhados. 4.Digo-vos a vós, meus amigos: não tenhais medo daqueles que matam o corpo e depois disto nada mais podem fazer. 5.Mostrar-vos-ei a quem deveis temer: temei àquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno; sim, eu vo-lo digo: temei a este. 6.Não se vendem cinco pardais por dois asses? E, entretanto, nem um só deles passa despercebido diante de Deus. 7.Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois. Mais valor tendes vós do que numerosos pardais.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 4,1-8), de impregnar-nos da consciência de que Abraão, nosso pai na fé, creu em Deus e isso lhe foi imputado em conta de justiça. O autor proporciona-nos a plena clareza de que tal justificação não se deu a modo de salário – não foi um pagamento recebido em virtude de uma obra realizada. Com toda a clareza: não foi contrapartida a um mérito, não se trata de uma relação de reciprocidade em que o merecimento enseja a recompensa. Tal justificação pela fé consistiu em uma liberalidade, uma benesse, uma dádiva divina que o Senhor Deus concedeu a Abraão e a estende a todo aquele que crê. É tão somente crer o que o Senhor Deus requer de nós para nos justificar, sendo a fé imputada em conta de justiça, independentemente das obras. Tal extrema generosidade divina nos faz bem-aventurados, pois nossas iniquidades são perdoadas e nossos pecados cobertos; o senhor não mais no-los imputa, requerendo para isso tão somente que tenhamos fé, que acreditemos, que creiamos em Jesus, naquilo que ele ensina – e também nos desdobramentos de seus ensinamentos na atuação dos Apóstolos, na Igreja… Importa, porém, discernir com claro entendimento: o ato da fé, além desse aspecto neutralizante, qual seja, o de “zerar” nossas dívidas, livrar-nos dos pesados fardos do pecado, libertar-nos da escravidão do maligno e das consequências dessa terrível sujeição, tem também um aspecto portentosamente dinâmico: abre-nos as portas para usufruir de tesouros de inestimável valor! O ato de fé inicial pode ser comparado à atitude de levantar a cabeça, de parar de olhar para baixo – de trocar a direção do olhar que leva a derrocar o viver cada vez mais nas profundezas abissais da imundície a que o maligno nos insta permanentemente a afundar-nos. Na atitude inicial da fé, na decisão de aderir a Cristo, opera-se simbolicamente um levantar a cabeça e um estender os braços para Jesus que amorosamente nos estende os seus, para resgatar-nos e elevar-nos a alturas inimaginadas!
Assim, a partir do ato inicial da fé, recebemos a dádiva da justificação divina e acessamos uma base segura – somos como que resgatados em uma “plataforma”, retirados do pântano de areia movediça em que nos encontrávamos. Então paramos de descer; rompe-se o processo de “afundamento” no lamaçal do pecado. A partir do acessar dessa base de apoio – com a liquidação das dívidas, a libertação dos pecados e o desvencilhar-se da carga sobre os ombros que pressionava para nos enterrarmos, nos degradarmos, nos rebaixarmos de abismo em abismo – somos convidados a subir, com Jesus, apoiados em seus ensinamentos que nos orientam para subir com segurança o “monte santo do Senhor”. Ou seja: perdoados, justificados, acolhidos pela graça divina a partir desse primeiro ato de fé, paramos de descer. Essa é a primeira etapa – necessária, imprescindível, de sumo valor. Porém somos convidados a prosseguir, para o que a fé precisa ser cultivada, tornar-se ativa: paramos de afundar, fomos resgatados, agora precisamos caminhar! A etapa seguinte implica, portanto, em uma adesão séria, comprometida e efetiva, pois a generosidade divina não se esgota nesse perdão. O ato da fé – a decisão de aderir a Jesus, comprometer-se a segui-lo, além do referido “zeramento” – se constitui, na sequência, com a sua manutenção, em instrumento hábil para a tomada de posse de um tesouro sem igual: o usufruto das delícias inefáveis que são proporcionadas no processo de conhecer e colocar em prática a Palavra de Deus que nos é brindada pelas Sagradas Escrituras e pela sã doutrina da Igreja. Nesse caminho divino nos são apresentados tesouros maravilhosos e somos orientados, passo a passo, a galgar os píncaros, os pontos mais elevados da felicidade possível neste mundo, em um processo que leva também a estarmos preparados da melhor forma possível para a vida futura, a vida eterna.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 31) compelem-nos a exultar com o salmista: Feliz aquele cuja iniquidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido. Feliz o homem a quem o Senhor não argúi de falta, e em cujo coração não há dolo. Enquanto me conservei calado [antes de confessar os pecados e pedir o perdão, a absolvição], mirraram-se-me os ossos, entre contínuos gemidos. Pois, dia e noite, vossa mão pesava sobre mim; esgotavam-se-me as forças como nos ardores do verão. Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa. Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniquidade. E vós perdoastes a pena do meu pecado. Assim também todo fiel recorrerá a vós, no momento da necessidade. Quando transbordarem muitas águas, elas não chegarão até ele. Vós sois meu asilo, das angústias me preservareis e me envolvereis na alegria de minha salvação. Vou te ensinar, dizeis, vou te mostrar o caminho que deves seguir; vou te instruir, fitando em ti os meus olhos: não queiras ser sem inteligência como o cavalo, como o muar, que só ao freio e à rédea submetem seus ímpetos; de outro modo não se chegam a ti. São muitos os sofrimentos do ímpio. Mas quem espera no Senhor, sua misericórdia o envolve. Ó justos, alegrai-vos e regozijai-vos no Senhor. Exultai todos vós, retos de coração.
O Santo Evangelho (Lc 12,1-7) compele-nos a guardar-nos do fermento da hipocrisia, porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se e nada há escondido que não venha a ser conhecido: o dito às escuras será dito na claridade, o falado ao ouvido, nos quartos, será publicado por sobre os telhados. Não havemos de temer os que matam o corpo, pois depois disso nada mais podem fazer, mas cumpre-nos vigiar e orar para que ninguém venha colocar a perder nossas almas no inferno. Instam-nos ainda à grande consolação de que nada passa despercebido diante do Senhor Deus, sendo até mesmo os cabelos de nossas cabeças todos contados, pois somos tidos em grande conta perante ele; considerados valorosos, cumprindo-nos nele confiar e nada temer!
Oração consolidadora do compromisso
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para impregnar-nos da consciência de que Abraão, nosso pai na fé, creu em vós e isso lhe foi imputado em conta de justiça. Isso não se deu a modo de salário – não foi um pagamento recebido em virtude de uma obra realizada, não foi contrapartida a um mérito, não se trata de uma relação de reciprocidade em que o merecimento enseja a recompensa. Tal justificação pela fé consistiu em uma liberalidade, uma benesse, uma dádiva divina que concedestes a Abraão e a estendeis a todo aquele que crer. É tão somente crer o que o vós requereis de nós para nos justificar, sendo a fé imputada em conta de justiça, independentemente das obras. Tal extrema generosidade divina nos faz bem-aventurados, pois nossas iniquidades são perdoadas e nossos pecados cobertos; vós não mais no-los imputais, requerendo para isso tão somente que tenhamos fé, que acreditemos, que creiamos em Jesus, naquilo que ele ensina – e também nos desdobramentos de seus ensinamentos na atuação dos Apóstolos, na Igreja… Exultamos, pois, com o salmista: Feliz aquele cuja iniquidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido. Feliz o homem a quem o Senhor não argúi de falta, e em cujo coração não há dolo. Enquanto me conservei calado [antes de confessar os pecados e pedir o perdão, a absolvição], mirraram-se-me os ossos, entre contínuos gemidos. Pois, dia e noite, vossa mão pesava sobre mim; esgotavam-se-me as forças como nos ardores do verão. Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa. Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniquidade. E vós perdoastes a pena do meu pecado. Assim também todo fiel recorrerá a vós, no momento da necessidade. Quando transbordarem muitas águas, elas não chegarão até ele. Vós sois meu asilo, das angústias me preservareis e me envolvereis na alegria de minha salvação. Vou te ensinar, dizeis, vou te mostrar o caminho que deves seguir; vou te instruir, fitando em ti os meus olhos: não queiras ser sem inteligência como o cavalo, como o muar, que só ao freio e à rédea submetem seus ímpetos; de outro modo não se chegam a ti. São muitos os sofrimentos do ímpio. Mas quem espera no Senhor, sua misericórdia o envolve. Ó justos, alegrai-vos e regozijai-vos no Senhor. Exultai todos vós, retos de coração. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos guardemos do fermento da hipocrisia, porque não há nada oculto que não venha a ser descoberto e nada há escondido que não venha a ser conhecido: o dito às escuras será dito na claridade, o falado ao ouvido, nos quartos, será publicado por sobre os telhados. Que não temamos os que matam o corpo, pois depois disso nada mais podem fazer, mas vigiemos e oremos para que ninguém venha colocar a perder nossas almas no inferno. Cientes de que nada passa despercebido diante de vós, sendo até mesmo os cabelos de nossas cabeças todos contados, pois somos tidos em grande conta perante vós; considerados valorosos, em vós confiamos e nada temeremos! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
SANTOS DO DIA
Santos do Dia da Igreja Católica – 20 de Outubro -Postado em: 19/10/2023 por: marsalima
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-20-de-outubro/>]

Santa Maria Bertilla Boscardin
Uma simples camponesa pôde demonstrar, com suas atitudes diárias, que mesmo sem êxtases, sem milagres, sem grandes feitos, o ser humano traz em si a santidade e a marca de Deus em sua vida. Se vivermos com pureza e fé, a graça divina vai manifestar-se em cada detalhe da nossa vida.
A prova disso foi a beatificação de irmã Maria Bertilla pelo papa Pio XII, em 1952, quando ele disse: “É uma humilde camponesa”. Maria nasceu em 6 de outubro de 1888, na cidade de Vicenza, na Itália, e recebeu o nome de Ana Francisca no batismo. Os pais eram simples camponeses e sua infância transcorreu entre o estudo e os trabalhos do campo, rotina natural dos filhos e das filhas de agricultores dessa época.
Aos dezessete anos, mudou o modo de encarar a vida e ingressou no Convento das irmãs Mestras de Santa Dorotéia dos Sagrados Corações, quando adotou o nome de Maria Bertilla. Paralelamente, estudou e diplomou-se como enfermeira, de modo que pôde tratar os doentes com ciência e fé, assistindo-os com carinho de irmã e mãe.
Teve uma existência de união com Deus no silêncio, no trabalho, na oração e na obediência. Isso se refletia na caridade com que se relacionava com todos: doentes, médicos e superiores. Mas era submetida a constantes humilhações por parte de uma superiora.
Depois, foi enviada para trabalhar no hospital de Treviso, mais ao norte do país. Tinha apenas vinte e dois anos de idade quando, além de enfrentar a doença no próximo, teve que enfrentá-la em si mesma também. Logo foi operada de um tumor e, antes que pudesse recuperar-se totalmente, já estava aos pés dos seus doentes outra vez. As humilhações pessoais continuavam, agora associadas às dores físicas.
Na época, estourou a Primeira Guerra Mundial: a cidade de Treviso ocupava uma posição militar estratégica, estando mais sujeita a bombardeios. Era uma situação que exigia dedicação em dobro de todos no hospital. Irmã Maria Bertilla surpreendeu com sua incansável disposição e solidariedade de religiosa e enfermeira no tratamento dos feridos de guerra. Porém seu mal se agravou e, aos trinta e quatro anos, sofreu a segunda cirurgia, mas não resistiu e morreu, no dia 20 de outubro de 1922, no hospital de Treviso.
O papa João XXIII canonizou-a em 1961. O culto em sua homenagem ocorre no dia de sua morte. Junto à sua sepultura, na casa-mãe da congregação, em Vicenza, há sempre alguém rezando porque precisa da santa enfermeira para tratar de males diversos, e a ajuda, pela graça de Deus, sempre chega.

Santa Madalena de Nagasaki
Madalena, filha de nobres e fervorosos cristãos, nasceu em 1611, num povoado muito próximo da cidade de Nagasaki, no Japão. Dizem os antigos manuscritos que era uma jovem bela, graciosa e delicada. Sua família era de fervorosos cristãos e pertencia à nobreza. Ela era muito pequena quando os seus pais e irmãos foram condenados à morte pela fé em Cristo, sendo, antes, brutalmente torturados.
Cresceu educada no seguimento de Cristo, até que, em 1624, conheceu dois agostinianos recoletos, Francisco de Jesus e Vicente de Santo Antônio. Atraída pela profunda espiritualidade dos dois missionários, que se tornaram seus orientadores, Madalena acabou sendo consagrada a Deus como terciária agostiniana recoleta. Desde então, sua roupa de nobre foi substituída pelo hábito e as únicas ocupações foram a oração, a leitura da Bíblia e o apostolado.
Eram tempos muito difíceis. A perseguição enfurecida contra os cristãos crescia a cada dia em sistemática e crueldade. Os padres Francisco e Vicente também foram martirizados. Madalena, porém, não se intimidou. Continuou firme, transmitindo coragem aos cristãos, ensinando o catecismo às crianças e pedindo esmolas e donativos aos comerciantes portugueses, para os pobres e doentes.
Em 1629, procurou refúgio nas montanhas de Nagasaki, partilhando dos sofrimentos e das agonias dessa comunidade. Encorajava para que se mantivessem fortes na fé, e recolocava no caminho do Evangelho aqueles que tinham renegado Cristo sob tortura. Levava consolo para os doentes e ainda batizava as crianças.
Diante da grande renúncia da fé pelos cristãos, aterrorizados com as torturas a que eram submetidos se não a fizessem, e ansiando por unir-se para sempre a Cristo, Madalena decidiu enfrentar os perseguidores. Vestida com o hábito, em setembro de 1634 apresentou-se aos juízes. Levava consigo apenas a Bíblia, para pregar a palavra de Jesus e meditar no cárcere. Os magistrados, admirados com sua beleza e juventude e informados que ela possuía sangue nobre, fizeram-lhe promessas de vida confortável com um vantajoso casamento. Madalena não cedeu, mesmo sabendo das horríveis torturas que sofreria.
Nos primeiros dias de outubro de 1634, foi torturada. Ficou suspensa pelos pés, com a cabeça e o peito submersos em uma fossa. Cada vez que a tiravam do suplício, era solicitada a negar a fé. Em vez disso, Madalena pronunciava os nomes de Jesus e Maria e cantava hinos de glória ao Senhor.
Resistiu a tudo durante treze dias e meio, quando as águas inundaram a fossa e Madalena morreu afogada. Depois, teve o corpo queimado e as cinzas jogadas no mar, para evitar que suas relíquias fossem guardadas pelos cristãos.
Beatificada em 1981, foi canonizada pelo papa João Paulo II em 1987. A celebração de sua memória foi marcada para o dia 20 de outubro. A Ordem Dominicana venera-a no dia 19 de novembro. Em 1989, foi proclamada padroeira da Fraternidade Secular Agostiniana Recoleta.
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 20 DE OUTUBRO DE 2023 <http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Início da Profecia de Malaquias 1, 1-14; 2, 13-16
Oráculo sobre os sacerdotes negligentes e sobre o repúdio
Palavra do Senhor a Israel por intermédio de Malaquias: «Amei‑vos, diz o Senhor, e vós dizeis: ‘Como é que nos amastes?’. Não era Esaú irmão de Jacob? – diz o Senhor. Contudo, amei Jacob e detestei Esaú. Entreguei os seus montes à devastação e a sua herança aos chacais do deserto. Se Edom disser: ‘Fomos destruídos, mas havemos de reparar as nossas ruínas’, assim fala o Senhor do Universo: Eles construirão e Eu destruirei. Hão de chamar‑lhes ‘Terra da impiedade’ e ‘Povo contra o qual o Senhor se irou para sempre’. Vossos olhos o verão, e vós mesmos direis: ‘O Senhor é grande, mesmo para além das fronteiras de Israel’. O filho honra seu pai, e o servo respeita o seu senhor. Mas se Eu sou Pai, onde está a honra que Me é devida? Se Eu sou o Senhor, onde está o respeito que Me devem? Convosco falo, Eu, o Senhor do Universo, ó sacerdotes que desprezais o meu nome. Vós perguntais: ‘Como é que desprezamos o vosso nome?’. Ofereceis sobre o meu altar alimentos impuros e dizeis: ‘Como é que desprezamos o vosso nome?’. Quando afirmais: ‘A mesa do Senhor é desprezível’. Quando ofereceis em sacrifício um animal cego, não procedeis mal? E quando apresentais um animal coxo ou doente, não procedeis mal? Vai oferecê‑lo ao teu governador, a ver se ele fica contente contigo e te dá bom acolhimento! – diz o Senhor do Universo. Agora aplacai a face de Deus, para que tenha compaixão de vós. Se tudo isto veio das vossas mãos, receber‑vos‑á favoravelmente? – diz o Senhor do Universo. Quem de entre vós irá fechar as portas, para que não se acenda o fogo em vão sobre o meu altar? Não sinto nenhuma complacência em vós, diz o Senhor do Universo, nem Me agradam as oferendas das vossas mãos. Do Oriente ao Ocidente, o meu nome é grande entre as nações, e em todo o lugar se oferece ao meu nome um sacrifício e uma oblação pura. Porque o meu nome é grande entre as nações – diz o Senhor do Universo. Mas vós o profanais, dizendo: ‘A mesa do Senhor está manchada e os seus alimentos são desprezíveis’. E dizeis ainda: ‘Oh que fastio!’. Vós Me desprezais – diz o Senhor do Universo –, e trazeis‑Me animais roubados, animais coxos ou doentes, para os apresentar como oferendas. Poderei aceitá‑las da vossa mão? – diz o Senhor. Maldito seja o homem fraudulento, que possui no seu rebanho um macho e faz dele um voto, e depois sacrifica ao Senhor um animal defeituoso. Porque Eu sou um grande Rei – diz o Senhor do Universo –, e o meu nome é temível entre as nações. Ainda fazeis outra coisa: encheis o altar do Senhor com lágrimas, lamentos e gemidos, porque Ele já não recebe a vossa oferenda nem a aceita com agrado das vossas mãos. E vós dizeis: ‘Por que motivo?’. Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a esposa da tua juventude, a quem foste infiel, apesar de ela ser a tua companheira, a esposa da tua aliança. Não fez Ele um único ser que tem carne e espírito? E que procura esse único ser, senão uma descendência concedida por Deus? Respeitai, portanto, a vossa vida, e ninguém seja infiel à esposa da sua juventude. Quem por ódio repudia a mulher, diz o Senhor Deus de Israel, cobre com injustiça a sua veste – diz o Senhor do Universo. Portanto, respeitai a vossa vida e não sejais infiéis».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Livros de Santo Agostinho, bispo, sobre a Cidade de Deus
(Lib. 10, 6; CCL 47, 278-279) (Sec. V)
Em toda a parte se oferece ao meu nome uma oblação pura
É verdadeiro sacrifício toda a obra que se realiza para nos unir em santa comunhão com Deus, isto é, toda a obra que se orienta para aquele sumo bem que nos dá a verdadeira felicidade. Por isso, uma obra de misericórdia para socorrer o próximo, se não se faz por Deus, não se pode chamar verdadeiro sacrifício. Embora realizado ou oferecido pelo homem, o sacrifício é uma realidade divina, como nos indica o nome que lhe davam os antigos latinos. Também é verdadeiro sacrifício o próprio homem, que se consagra e oferece a Deus, enquanto morre para o mundo a fim de viver para Deus. E de fato, isso faz parte da misericórdia que cada um deve ter para consigo mesmo, como está escrito: Tem compaixão da tua alma, tornando‑te agradável a Deus. Portanto, se as obras de misericórdia, quer para conosco quer para com o próximo, contanto que estejam referidas a Deus, são verdadeiro sacrifício, e se por outro lado, são obras de misericórdia as que se fazem para nos libertarmos da miséria e nos tornarmos felizes (o que não é possível senão graças àquele bem do qual está escrito: Para mim a felicidade é estar junto de Deus), então não há dúvida de que toda a cidade redimida, isto é, a comunidade e assembleia dos santos, é oferecida a Deus como um sacrifício universal por meio daquele sumo sacerdote que Se ofereceu a Si mesmo por nós segundo a condição de servo, para que nos tornássemos Corpo de tão digna Cabeça. Ofereceu de fato esta natureza humana e nela Se ofereceu a Si mesmo, porque só na condição de servo Se tornou ao mesmo tempo mediador, sacerdote e sacrifício. Por isso nos exorta o Apóstolo a oferecer os nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, como verdadeiro culto espiritual, e a não nos conformarmos com este mundo, mas a transformar‑nos pela renovação da nossa mente, para sabermos discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe é agradável, o que é perfeito, e compreendermos que nós mesmos somos todo este sacrifício; assim se exprime São Paulo: Em virtude da graça que me foi concedida, digo a todos os que se encontram no meio de vós: ninguém tenha de si mesmo uma opinião superior à que deve ter, mas sim uma opinião moderada, cada um conforme o grau de fé que Deus lhe atribuiu. Na verdade, nós temos muitos membros num só corpo e nem todos os membros têm a mesma função. Assim também, nós que somos muitos, formamos em Cristo um só Corpo e somos membros uns dos outros, possuindo dons diferentes conforme a graça que nos foi dada. Este é o sacrifício dos cristãos: Somos muitos e formamos um só Corpo em Cristo. Este é o sacrifício que a Igreja celebra no sacramento do altar, bem conhecido dos fiéis, onde lhe é mostrado que, naquilo mesmo que ela oferece, se oferece a si mesma.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Gal 2, 19b-20
Com Cristo estou crucificado. Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. Se ainda vivo dependente duma natureza carnal, vivo animado pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Rom 12, 17a. 19b-21
Não pagueis o mal com o mal. Diz a Escritura: A Mim pertence fazer justiça, Eu retribuirei, diz o Senhor. Mas se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
1 Jo 3, 16
Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a sua vida por nós, e nós devemos também dar a vida pelos nossos irmãos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
1 Jo 4, 9-11
Assim se manifestou o amor de Deus para conosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigênito, para que vivamos por Ele. Nisto consiste o seu amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. Se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Rom 8, 1-2
Nenhuma condenação existe agora para aqueles que estão em Cristo Jesus, pois a lei do Espírito, que dá vida em Cristo Jesus, nos libertou da lei do pecado e da morte.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, você aprenderá como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
