“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 2 DE MARÇO DE 2025
2 de março de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 4 DE MARÇO DE 2025
4 de março de 2025Segunda-feira da Semana VIII do Tempo comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Job 2, 1-13
Coberto de chagas, Job é visitado pelos amigos.
Um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, Satanás apareceu também entre eles na presença do Senhor. O Senhor disse-lhe: «De onde vens?» Ele respondeu: «De percorrer a terra, de rondar por toda ela». O Senhor disse a Satanás: «Reparaste no meu servo Job? Não há ninguém como ele na terra: é um homem íntegro e recto, que teme a Deus e se desvia do mal. Ele mantém-se na sua integridade, e foi sem razão que Me instigaste contra ele, para o arruinar». E Satanás respondeu ao Senhor: «Pele por pele! O homem dará tudo o que tem para salvar a própria vida. Mas estendei a mão e tocai-lhe nos ossos e na carne, e vereis como Vos amaldiçoa frente a frente». Disse então o Senhor a Satanás: «Pois bem. Ele está em tuas mãos; mas poupa-lhe a vida».Satanás saiu da presença do Senhor e feriu Job com uma úlcera maligna, desde a planta dos pés até ao cimo da cabeça. Job pegou num pedaço de telha para se coçar e sentou-se na cinza. Disse-lhe a mulher: «Ainda persistes na tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre». Job respondeu-lhe: «Tu falas como uma mulher insensata. Se aceitámos os bens das mãos de Deus, porque não havemos também de aceitar os males?». Em tudo isto Job não pecou com os seus lábios. Entretanto, três amigos de Job souberam de todo o infortúnio que tinha caído sobre ele e vieram cada qual da sua terra: Elifaz de Temã, Bildad de Suá e Sofar de Naamá. Combinaram vir manifestar-lhe o seu pesar e consolá-lo. Erguendo para ele os olhos de longe, não o reconheceram e choraram em altos brados. Depois rasgaram as suas vestes e lançaram poeira sobre a cabeça. E ficaram sentados por terra junto dele, durante sete dias e sete noites, sem lhe dizer uma palavra, pois tinham visto como era grande a sua dor.
RESPONSÓRIO Salmo 37, 2.3.4.12
R. Não me repreendais, Senhor, na vossa ira: * Em mim se cravaram as vossas setas, não há parte sã no meu corpo por causa da vossa indignação.
V. Meus amigos e companheiros mantêm-se afastados das minhas chagas. * Em mim se cravaram as vossas setas, não há parte sã no meu corpo por causa da vossa indignação.
SEGUNDA LEITURA
Do Comentário de São Gregório Magno, papa, sobre o livro de Job
(Lib. 3, 15-16: PL 75, 606-608) (Sec. VI)
Se aceitámos os bens das mãos do Senhor,
porque não havemos de aceitar também os males?
O apóstolo Paulo, considerando em si mesmo as riquezas da sabedoria interior e vendo ao mesmo tempo que no exterior não era mais que um corpo corruptível, diz: Levamos este tesouro em vasos de barro. No bem-aventurado Job, o vaso de barro experimentou exteriormente os golpes e rupturas das chagas, mas o tesouro interior permaneceu intacto. Por fora sentiu as fracturas das úlceras, mas do tesouro de sabedoria que inexaurivelmente nascia no seu interior brotaram estas palavras cheias de santos ensinamentos: Se aceitámos os bens das mãos do Senhor, porque não havemos de aceitar também os males? Chamava bens os dons de Deus, tanto temporais como eternos, e males as calamidades presentes, acerca dos quais diz o Senhor pela boca do Profeta: Eu sou o Senhor e não há outro: formo a luz e crio as trevas, dou a felicidade e provoco a desgraça. Formo a luz e crio as trevas, porque, enquanto pelas calamidades exteriores são criadas as trevas do sofrimento, acende-se no interior a luz do conhecimento espiritual. Dou a felicidade e provoco a desgraça, porque recuperamos a paz com Deus, quando as coisas criadas, que em si são boas, mas nem sempre bem usadas, se convertem para nós em calamidades e causa de sofrimento. Pelo pecado entrámos em conflito com Deus; é justo, portanto, que voltemos à paz com Ele através do sofrimento. Deste modo, se alguma coisa criada, boa em si mesma, se converte para nós em causa de sofrimento, isso nos serve de correctivo, para que voltemos humildemente à paz do Criador. Mas o que mais atentamente devemos considerar nas palavras de Job é o grande sentido de discernimento com que reage às imprecações da sua esposa, respondendo: Se aceitámos os bens das mãos do Senhor, porque não havemos de aceitar também os males? É certamente um grande conforto no meio da tribulação recordarmos os benefícios recebidos do nosso Criador, quando caem sobre nós as adversidades; e não nos deixaremos desanimar pela dor, se imediatamente trazemos à memória a lembrança reconfortante dos dons divinos. Por isso diz a Escritura: No dia da felicidade não te esqueças da desgraça, e no dia da desgraça não te esqueças da felicidade. Com efeito, àquele que no tempo da prosperidade perde o temor das calamidades, o bem-estar leva-o à arrogância. Por seu lado, àquele que no tempo da adversidade não procura consolar-se com a recordação dos dons divinos, o seu estado de espírito pode abatê-lo até ao mais profundo desespero. É necessário, portanto, associar os dois sentimentos, para que se completem mutuamente: a recordação do bem-estar mitiga o sofrimento na calamidade, e a previsão e temor da calamidade modera a alegria do bem-estar. É por isso que aquele santo homem, no meio dos sofrimentos que lhe causavam as calamidades, acalmava a sua dor evocando a memória dos dons divinos: Se aceitámos os bens das mãos de Deus, porque não havemos de aceitar também os males?
RESPONSÓRIO Job 2, 10; 1, 21-22
R. Se aceitamos os bens das mãos de Deus, porque não havemos de aceitar também os males? * O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor.
V. Em tudo isto Job não cometeu pecado, nem disse contra Deus nenhuma blasfémia. * O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor.
Oração
Fazei, Senhor, que os acontecimentos do mundo decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Demos graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Judite 8, 25-26a.27
Demos graças ao Senhor nosso Deus, que nos põe à prova como aos nossos pais. Lembrai-vos como procedeu com Abraão, como provou Isaac e o fez a Jacó. Assim como os provou pelo fogo para sondar os seus corações, também não se vinga de nós; mas é para advertir que o Senhor flagela os que dele se aproximam.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Aclamai, ó justos, o Senhor: os retos de coração devem louvá-lo.
R. Aclamai, ó justos, o Senhor: os retos de coração devem louvá-lo.
V. Cantai-Lhe um cântico novo.
R. Os rectos de coração devem louvá-lo.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Aclamai, ó justos, o Senhor: os retos de coração devem louvá-lo.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/segunda-feira-da-semana-viii-do-tempo-comum-8/>]
Segunda-feira da Semana VIII do Tempo comum
Leitura I (anos ímpares) Sir 17, 20-28 (gr. 24-29)
O Senhor permite que voltem para Ele os que se arrependem
e reconforta aqueles que tinham perdido a esperança.
Converte-te ao Senhor e abandona o pecado,
ora na sua presença e atenua assim a tua ofensa.
Volta-te para o Altíssimo e afasta-te da injustiça
e detesta profundamente a iniquidade.
Conhece a justiça e os juízos de Deus
e permanece constante na oferenda e na oração ao Deus Altíssimo.
Quem louvará o Altíssimo na morada dos mortos,
em lugar dos vivos e de todos os que O glorificam?
Anda na companhia do povo santo
com aqueles que vivem e proclamam a glória de Deus.
Não te detenhas no erro dos ímpios,
louva o Senhor antes da tua morte;
o morto, como se não existisse, deixa de O louvar.
Louva o Senhor enquanto viveres,
louva-O enquanto tens vida e saúde,
louva a Deus e glorifica-O pela sua misericórdia.
Como é grande a misericórdia do Senhor
e o seu perdão para os que a Ele se convertem!
Compreender a Palavra
Bem-Sirá exorta o povo à conversão, ao louvor e à oração. Viver não é apenas um estado antes de morrer é uma forma de existência diante de Deus. Os mortos não louvam o Senhor. Aquele que deixa de louvar o Senhor é como um morto sem coração, as suas mãos já não se elevam para Senhor e na sua boca já não há palavras. O convite à conversão é um desafio a viver. Arrepende-te, atenua a tua ofensa, afasta-te da injustiça, não te detenhas no caminho do ímpio, não percas a esperança volta para o Altíssimo, anda na companhia do povo santo, louva o Senhor antes da tua morte, não morras antes de tempo. É grande a misericórdia do Senhor.
Meditar a Palavra
As palavras de Bem-Sirá, são palavras de encorajamento. Aquele que se afasta do Senhor experimenta uma espécie de morte que o coloca na companhia dos ímpios, perdido e sem esperança. A palavra do Senhor levanta do chão os que andam prostrados e retira da morte os que habitam no lugar dos mortos. Escutar a voz do Senhor é fonte de esperança e caminho de perdão. Andam por este caminho aqueles que se arrependem, se afastam da injustiça e confiam na misericórdia do Senhor. Estes são os que louvam o Senhor.
Rezar a Palavra
Tantas vezes morro antes de morrer, Senhor. Tu és a vida e a fonte da misericórdia, mas eu experimento em mim o pecado e a tua ausência instala-se em mim. Perco a esperança e já não tenho vontade de te louvar. Não quero que isto me aconteça. Sei que não te louvar é já morrer e não levantar para ti as minhas mãos é cair no reino dos mortos. Derrama sobre mim a tua misericórdia porque estou arrependido.
Compromisso
Hoje é dia de reconhecer: Na minha meditação de hoje vou reconhecer os sinais de morte que permanecem em mim.
Evangelho: Mc 10, 17-27
Naquele tempo,
ia Jesus pôr-Se a caminho,
quando um homem se aproximou correndo,
ajoelhou diante d’Ele e Lhe perguntou:
«Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?».
Jesus respondeu:
«Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus.
Tu sabes os mandamentos:
‘Não mates; não cometas adultério; não roubes;
não levantes falso testemunho; não cometas fraudes;
honra pai e mãe’».
O homem disse a Jesus:
«Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude».
Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu:
«Falta-te uma coisa:
vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres
e terás um tesouro no Céu.
Depois, vem e segue-Me».
Ao ouvir estas palavras,
o homem ficou abatido e retirou-se pesaroso,
porque era muito rico.
Então Jesus, olhando à sua volta, disse aos discípulos:
«Como será difícil para os que têm riquezas
entrar no reino de Deus!».
Os discípulos ficaram admirados com estas palavras.
Mas Jesus afirmou-lhes de novo:
«Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus!
É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha
do que um rico entrar no reino de Deus».
Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros:
«Quem pode então salvar-se?».
Fitando neles os olhos, Jesus respondeu:
«Aos homens é impossível, mas não a Deus,
porque a Deus tudo é possível».
Compreender a Palavra
Para alcançar a vida eterna há um caminho que passa pelo cumprimento dos mandamentos e pelo seguimento de Jesus. Um homem traz este desejo dentro de si e questiona Jesus sobre o que precisa de fazer. Fica contente ao saber que já tinha percorrido uma boa parte desse caminho. A segunda parte, porém, parece-lhe exigente. Demasiado exigente. Ele quer ganhar e não perder. Apresenta-se diante de Jesus com as suas riquezas e Jesus propõe-lhe que primeiro perca para depois ganhar: “vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me”. As riquezas tornaram-se mais pesadas e mais importantes do que o desejo da vida eterna, mais importantes do que seguir Jesus.
Meditar a Palavra
Penso muitas vezes na minha vida como um lugar onde eu vou acumulando uma herança. A minha história, a minha família, os meus conhecimentos, o meu curso, o meu dinheiro, a minha casa, o meu projecto, o meu futuro. Tenho um grande património. No melhor de mim há um desejo de Deus, de fazer a sua vontade e até uma vontade de ser santo e alcançar a vida eterna. Sinto que, dentro de mim, tudo isto é sempre a somar. Mais bens, mais vida, mais Deus, mais vida eterna. Tudo o que tenho é importante para mim e não quero perder nada. Chega sempre o momento em que Jesus me diz: “queres seguir-me? Queres alcançar a vida eterna? Abre a tua mão e dá-me”. Aqui as coisas complicam-se porque não sei o que dar, porque não quero perder nada. Quero é que Jesus me dê mais ainda. Mais vida, mais saúde, mais juventude, mais alegrias. Não percebo que tudo o que tenho me impede de caminhar para poder ser o que é necessário ser para alcançar a vida eterna. E, a única coisa necessária para alcançar a vida eterna é, deixar tudo e seguir Jesus.
Rezar a palavra
O teu olhar em mim, Senhor. Como fizeste àquele homem, como fizeste aos discípulos, fita em mim o teu olhar e deixa-o bem gravado em mim para que compreenda o justo valor de todas as coisas na comparação contigo. Tu és a minha riqueza, o meu tesouro, a minha herança. Nada mais quero desde que te tenha a ti e possa seguir-te, seguir teus passos, na cruz de cada dia, na renúncia de cada momento, na incerteza do dia a dia. Dá-me essa coragem, Senhor.
Compromisso
Que riquezas estão a impedir-me de seguir Jesus? Não está na hora de renunciar a elas, reconhecendo em Jesus um valor mais alto?
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-03-de-marco-2/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 03 de Março
Postado em: por: marsalima
Santa Teresa Eustochio Verzeri
Ana Maria Teresa Eustochio Josefa Catarina Inácia Verzeri, ou como apenas Teresa Eustochio Verzeri, como ficou conhecida, nasceu no dia 31 de julho de 1801, em Bérgamo, Itália. Era a primogênita dos sete filhos de Antonio Verzeri e da condessa Helena Pedrocca-Grumelli. Desde criança, aprendeu de sua mãe, cristã muito devota, a conhecer e a amar a Deus acima de tudo e a qualquer preço.
Os estudos iniciais ela fez em casa. Inteligente, dotada de espírito aberto, quando menina, queria ser rapaz, para empreender nobres façanhas, como Santo Inácio, nas fileiras de Cristo. Da infância até a idade madura, deixou-se iluminar pelo Espírito da Verdade, percorrendo o caminho de libertação, de pureza, de retidão e de simplicidade que a levou a buscar “Deus só”. Interiormente, viveu a particular experiência mística da “ausência de Deus”, enfrentando um dos problemas da experiência religiosa de hoje: o peso da solidão humana diante da sensação inquietante de distância e de silêncio de Deus.
Entretanto, com uma fé inabalável, Teresa não deixou de confiar e de se abandonar ao Deus Vivo, Pai providente e misericordioso, a quem entregou a própria vida, em atitude de obediência dialogante. Como em Jesus, seu grito de solidão se transformou em oferta total de si mesma por amor.
Após uma experiência de vida religiosa entre as monjas beneditinas de Santa Grata, em Bérgamo, percebeu que sua vocação era o apostolado ativo. Orientada pelo Mons. Benaglio, seu diretor espiritual, aos vinte e cinco anos iniciou obras de assistência às crianças pobres e abandonadas. Atraindo para seu ideal jovens generosas e disponíveis, com as quais em 1831, fundou a Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Jesus.
A primeira metade de 1800, foi um período de grandes transformações na história da Itália, da sociedade de Bérgamo e do mundo, marcado por mudanças políticas, por revoluções, por perseguições que não pouparam a Igreja, atingida, também, pela crise de valores, resultante da Revolução Francesa. Ela percebeu com clareza a urgência e as necessidades do seu tempo e abraçou sua missão, de orientadora espiritual, evangelizadora e pedagoga.
Após consolidar sua obra em várias cidades italianas, Teresa faleceu no dia 03 de março de 1852, num gesto total de oblação a Deus. Foi beatificada pelo Papa Pio XII em 1946, e canonizada pelo Papa João Paulo II, em 2001. As suas relíquias são veneradas na capela da escola das Filhas do Sagrado Coração de Jesus, em Bérgamo; recebendo as homenagens no dia de sua morte.
Como educadora, pautou sua ação e seus escritos na pedagogia do elogio, concretizada no binômio: bondade-firmeza e no respeito à liberdade. Animadas por esse espírito, as Filhas do Sagrado Coração de Jesus continuam, hoje, a missão de Santa Teresa Eustochio Verzeri, na Itália, no Brasil, na Argentina e Bolívia, na República Centro-Africana e em Camarões, na Índia e na Albânia.
Santa Cunegundes
Cunegundes viveu na realeza. Nasceu no ano 988, era filha de Sigfredo, conde de Luxemburgo e Asdvige, que transmitiu pessoalmente à ela os profundos ensinamentos cristãos. Desde pequena a menina desejava se tornar religiosa.
Porém casou-se com Henrique, duque da Baviera, que era católico e em 1002 se tornou rei da Alemanha. Em 1014 o casal real recebeu a coroa imperial das mãos do Papa Bento VIII, em Roma. Para o povo, foi um tempo de paz e prosperidade. O casal ficou famoso pela felicidade que proporcionava aos seus súditos, o que chamou a atenção dos inimigos do reino e do imperador. Mas também porque a população e a corte diziam que eles haviam feito um “matrimonio de São José”, o que equivale viver em união apenas como bons irmãos. Verdade ou não, o fato é que Henrique percebeu que a esposa não podia ter filhos e decidiu ficar com ela, sem usar o direito do repúdio público para dissolver o casamento, como era legítimo na Alemanha e cuja situação era tolerada por Roma.
Mais tarde, os inimigos da corte espalharam uma forte calúnia contra a imperatriz, dizendo que ela havia traído seu marido. A princípio os dois não se importaram, mas os boatos começaram a rondar o próprio palácio e Cunegundes resolveu acabar com a maledicência. Numa audiência pública, negou a traição e evocou Deus para comprovar que dizia a verdade. Para isso, mandou que colocassem à sua frente grelhas quentes. Rezou, fechou os olhos e pisou descalça sobre elas várias vezes, sem que seus pés se queimassem. Isso bastou para o imperador, a corte e o povo admirar ainda mais a santidade da imperatriz, que vivia trabalhando para atender os pobres e doentes, crianças e idosos abandonados, com suas obras religiosas assistenciais.
Em 1021 o casal imperial fundou um mosteiro beneditino em Kaufungen, em agradecimento à Deus pela cura completa de uma doença grave que Cunegundes havia contraído. Quatro anos depois, quando Henrique faleceu, ela retirou-se para esse mosteiro, abdicando do trono e da fortuna, onde viveu como religiosa por quinze anos.
Até hoje o mosteiro possui em seu acervo os riquíssimos e belos paramentos que Cunegundes costurava. Contudo, ela própria usava somente um hábito muito simples, também feito com as próprias mãos. Com ele trabalhava diariamente e com ele fez questão de ser enterrada, embora suas companheiras tivessem preparado cobertas ricamente bordadas e enfeitadas com jóias preciosas para seu velório.
Antes de morrer, no dia 03 de março de 1039, pediu que a enterrassem como uma simples monja e ao lado da sepultura do esposo, na Catedral de Bamberg, que eles também haviam construído. O local foi palco de numerosos prodígios e graças, por isso seu culto correu entre os fiéis e se propagou por toda a Europa. O Papa Inocêncio III a canonizou em 1200, autorizando sua festa para o dia de sua morte. Santa Cunegundes é padroeira de Luxemburgo, da Lituânia e da Polônia o que faz com que sua devoção se mantenha ainda muito forte e intensa.
Santa Catarina Drexel
Catarina , era a segunda filha de Francisco Antonio Drexel e de Ana Langstrot, nasceu na Filadélfia, no Estado da Pensilvânia, E.U.A., em 26 de novembro de 1858. Seu pai era um famoso banqueiro, que ao lado da esposa atuava intensamente junto às sociedades cristãs filantrópicas do seu país. Desta maneira ensinaram aos filhos que os bens da família não eram somente para eles, mas deviam ser compartilhados com os que tinham menos sorte, conforme os ensinamentos de Jesus, o nosso Cristo.
Durante uma viagem com a família ao Oeste americano, Catarina, ainda criança, percebeu a miséria em que viviam os indígenas da América. Esta experiência, que muito a perturbou, fez que ela crescesse atenta àquela triste situação de pobreza e às condições desesperadas de quase todos nativos americanos e afro-americanos. Na juventude começou a distribuir os seus bens à obra missionária e pedagógica, destinadas a estas minorias. Mas, consciente de que seus protegidos estavam longe de serem livres, sentiu a urgência de um trabalho diferenciado em seu favor. Por isto, em 1887, fundou a sua primeira escola em Santa Fé, Novo México, destinada aos indígenas.
Depois, por sugestão do Papa Leão XIII, e sob a orientação do seu diretor espiritual, o bispo James O’Connor, recebeu o hábito de religiosa e adotou nome de irmã Catarina Maria, em 1891. No mesmo ano, fundou a Congregação das Irmãs do Santíssimo Sacramento para os índios e afro-americanos. Mulher de muita oração, encontrou sempre na Eucaristia a fonte do seu amor pelos pobres. Determinou que a fundação de escolas com bons professores para todos, índios e afro-americanos, em todo o país, seria a sua prioridade absoluta, bem como para a Congregação.
Ao longo da vida, ela abriu e financiou com os seus bens, cerca de sessenta escolas, missões e todos os professores; situadas principalmente no oeste e sudoeste do país. O ápice dos seus esforços, neste campo, foi a construção, em 1925, da Xavier University , na Louisiana, a única instituição de ensino superior nos Estados Unidos, destinada preferencialmente aos católicos afro-americanos.
Educação religiosa, serviço social, visitas às famílias, nos hospitais, nas prisões, faziam parte do apostolado de irmã Catarina e das suas co-irmãs. Após uma grave doença, irmã Catarina passou os últimos dezoito anos de vida, quase totalmente imóvel. Neste período se dedicou às orações contemplativas ao Cristo Eucarístico, elevando seu espírito ao grau de santidade. Morreu no dia 3 de março de 1955, na Pensilvânia, E.U.A.
A herança que deixou à sua comunidade religiosa, as Irmãs do Santíssimo Sacramento, foi exatamente a lição da espiritualidade, baseada na oração em união com o Senhor Eucarístico e no serviço devotado aos pobres e às vítimas da discriminação racial. O seu apostolado contribuiu para aumentar a consciência da necessidade de combater todas as formas de racismo, através da educação e dos serviços sociais. O Papa João Paulo II beatificou Irmã Catarina Drexel, em 1988, para ser venerada no dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 3 DE MARÇO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Lev 20, 26
Sede para Mim santos, porque Eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos outros povos para que sejais meus.
V. Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
R. O povo que Ele escolheu para sua herança.
Oração
Deus, nosso Pai, que confiastes aos homens o dever do trabalho, para que, colaborando uns com os outros, conseguissem sucessos cada vez maiores, ajudai-nos a viver de tal modo no meio das nossas atividades, que nos sintamos sempre filhos vossos e irmãos de todos os homens. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 15, 1.3
Vós, Senhor nosso Deus, sois bondoso, fiel e paciente, e tudo governais com misericórdia. Conhecer-Vos é a perfeita justiça e conhecer o poder do vosso nome é fonte de imortalidade.
V. Senhor, sois um Deus bondoso e compassivo,
R. Paciente e cheio de misericórdia e fidelidade.
Oração
Senhor da vinha e da messe, que repartis as tarefas e dais o verdadeiro salário, ajudai-nos a levar o peso do dia e do calor, sem nunca nos queixarmos da vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Bar 4, 21-22
Coragem, meus filhos. Clamai a Deus e Ele vos libertará da opressão, das mãos dos inimigos. Eu espero do Eterno a vossa salvação e do Santo me vem grande alegria, pela misericórdia que em breve vos será concedida pelo Eterno, vosso Salvador.
V. Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
R. E das vossas graças que são eternas.
Oração
Senhor, que nos reunistes na vossa presença à mesma hora em que os Apóstolos subiam ao templo para orar, ouvi as súplicas que Vos dirigimos em nome de Cristo e concedei a salvação a quantos O invocam. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Tes 3, 12-13
O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, como nós a temos tido para convosco, a fim de que os vossos corações se conservem irrepreensíveis na santidade, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, Nosso Senhor, com todos os seus santos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
V. Como incenso, na vossa presença.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.



