“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 3 DE MARÇO DE 2025
3 de março de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 5 DE MARÇO DE 2025
5 de março de 2025Terça-feira da Semana VIII do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Job 3, 1-26
Lamento de Job
Job abriu a boca e amaldiçoou o dia do seu nascimento.
Tomou a palavra e disse:
«Desapareça o dia em que eu nasci
e a noite em que se anunciou: ‘Foi concebido um homem’.
Seja de trevas esse dia,
e Deus lá do alto não o tenha em conta
nem brilhe sobre ele qualquer claridade.
Reclamem-no as trevas e as sombras,
envolvam-no as nuvens, um eclipse o apavore.
Apodere-se dessa noite a escuridão,
não se integre nos dias do ano, nem entre na conta dos meses.
Seja estéril essa noite,
não chegue a ela nenhum brado de alegria;
esconjurem-na os que amaldiçoam o dia,
os que se aprontam a despertar Leviatã;
escureçam as estrelas da sua madrugada,
espere a luz em vão,
não veja abrirem-se as pálpebras da aurora,
porque ela não me fechou as portas do seio materno
e não afastou de meus olhos tanto sofrimento.
Porque não morri eu no ventre de minha mãe,
ou não expirei ao sair do seio materno?
Porque houve dois joelhos para me acolherem
e dois seios para me amamentarem?
Estaria agora deitado e tranquilo,
dormiria o sono da morte e teria descanso,
com os reis e os grandes da terra
que edificaram seus mausoléus,
com os poderosos que possuem ouro
e enchem de prata os seus palácios.
Ou porque não fui eu como o aborto escondido,
como as crianças que não chegaram a ver a luz?
Ali acaba a agitação dos maus,
aí repousam os homens extenuados;
os prisioneiros são deixados em paz,
já não ouvem a voz do carcereiro.
Ali são todos iguais, pequenos e grandes,
e o escravo está livre do seu senhor.
Porque se dá luz ao infeliz
e vida aos corações amargurados,
que suspiram pela morte que tarda em chegar
e a procuram mais avidamente que um tesouro.
Ficariam contentes diante dum túmulo,
exultariam à vista de um sepulcro.
Porque se dá vida ao homem que não vê já o seu caminho
e que Deus cerca por todos os lados?
Por alimento tenho os meus soluços
e como água se derramam os meus gemidos.
O terror que me ameaça cai sobre mim,
e tudo o que temo me acontece.
Para mim não há paz, nem sossego, nem descanso:
vivo em contínuo sobressalto».
RESPONSÓRIO Job 3, 24-26; 6, 13
R. Por alimento tenho os meus soluços, e como água se derramam os meus gemidos. O terror que me ameaça cai sobre mim, e tudo o que temo me acontece. * A vossa indignação, Senhor, cai sobre mim.
V. Não encontro nenhum socorro, toda a esperança de salvação me foi arrebatada. * A vossa indignação, Senhor, cai sobre mim.
SEGUNDA LEITURA
Das Confissões de Santo Agostinho, bispo
(Lib. 10, 1, 1 – 2, 2; 5, 7: CSEL 33, 226-227.230-231) (Sec. V)
A Vós, Senhor, me manifesto tal como sou
Fazei que eu Vos conheça, ó Conhecedor de mim mesmo, que eu Vos conheça como de Vós sou conhecido. Ó força da minha alma, entrai nela e adaptai-a a Vós, para a terdes e possuirdes sem mancha nem ruga. Esta é a minha esperança, e por isso ouso falar; e nesta esperança me alegro com uma alegria salutar. Tudo o mais nesta vida, tanto menos se deveria chorar quanto mais o choramos; e tanto mais se deveria chorar quanto menos o choramos. Mas Vós amastes a verdade, e por isso, quem a pratica vem para a luz. Quero praticá-la, confessando-me a Vós no meu coração e a um grande número de testemunhas nos meus escritos. Para Vós, Senhor, a cujos olhos está patente o abismo da consciência humana, que poderia haver em mim oculto, mesmo que não Vo-lo quisesse confessar? Poderia esconder‑Vos de mim, mas não esconder-me de Vós. Agora que os meus gemidos são testemunhas de quanto me desagrado de mim, Vós me iluminais e agradais, e de tal modo Vos amo e desejo que me envergonho de mim e me desprezo, e vos escolho só a Vós; daqui em diante já não poderei agradar-me nem agradar-Vos senão em Vós. Apresento-me, Senhor, diante de Vós tal como sou; e já Vos disse o motivo por que me confesso na vossa presença. Não Vos faço esta confissão com palavras e vozes da carne, mas com palavras da alma e clamor do espírito, que vossos ouvidos já conhecem. Quando sou mau, confesso-me a Vós porque me desagrado de mim; quando sou bom, confesso-me a Vós porque não o atribuo a mim: Porque Vós, Senhor, abençoais o justo e justificais o que era ímpio. Assim, a confissão que faço na vossa presença, meu Deus, é ao mesmo tempo em silêncio e clamorosa: é feita em silêncio, mas é forte o clamor do afecto. Só Vós, Senhor, me podeis julgar; porque, embora ninguém conheça o interior do homem senão o espírito que está no homem, há contudo alguma coisa no homem que nem sequer o espírito do homem conhece. Só Vós, Senhor, conheceis tudo o que há nele, porque o criastes. E eu, que diante de Vós me desprezo e me considero como terra e cinza, sei de Vós alguma coisa que não conheço de mim mesmo. Agora vemos como num espelho, obscuramente, e não ainda face a face. Por isso, enquanto sou peregrino longe de Vós, sinto-me mais presente a mim do que a Vós. Sei que em nada podeis ser prejudicado, mas ignoro a que tentações posso ou não resistir. Todavia, tenho esperança, porque sois fiel e não permitis que sejamos tentados acima das nossas forças, mas no tempo da tentação nos dais os meios necessários para a vencer. Confessarei, pois, o que sei de mim e confessarei também o que de mim ignoro; porque o que sei de mim, só o sei porque Vós me iluminais, e o que não sei, ignoro-o somente enquanto as minhas trevas se não transformarem na luz do meio-dia, à luz do vosso rosto.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Isaías 55, 1
Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas. Vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei. Vinde e comprai, sem dinheiro e sem despesa, vinho e leite.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Escutai, Senhor, a minha voz: Eu espero na vossa palavra.
R. Escutai, Senhor, a minha voz: Eu espero na vossa palavra.
V. Desde a aurora, imploro o vosso auxílio
R. Eu espero na vossa palavra.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Escutai, Senhor, a minha voz: Eu espero na vossa palavra.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/terca-feira-da-semana-viii-do-tempo-comum-10/>]
Terça-feira da Semana VIII do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) Sir 35, 1-15
Cumprir a lei equivale a muitas oferendas,
ser fiel aos mandamentos é um sacrifício de salvação.
Dar graças é uma oblação de flor de farinha
e a esmola é um sacrifício de louvor.
O que mais agrada ao Senhor é desviar-se do mal,
afastar-se da injustiça é um sacrifício de expiação.
Não te apresentes diante do Senhor de mãos vazias,
todos estes sacrifícios se oferecem porque são mandados por Deus.
A oferenda do justo enriquece o altar
e o seu agradável perfume sobe à presença do Altíssimo.
O sacrifício do justo é agradável ao Senhor
e o seu memorial não será esquecido.
Dá glória ao Senhor com generosidade
e não sejas mesquinho nas primícias que ofereces.
Em todas as tuas oferendas mostra um rosto alegre
e consagra o dízimo de boa vontade.
Dá ao Altíssimo conforme Ele te deu,
com generosidade, segundo as tuas posses.
Porque o Senhor sabe retribuir
e te dará sete vezes mais.
Não tentes suborná-l’O com presentes,
porque não os aceitará.
Nem confies num sacrifício injusto,
porque o Senhor é juiz e não faz acepção de pessoas.
compreender a palavra
A prática dos mandamentos e a prática do culto devem andar juntas. Bem-Sirá alerta para a possibilidade de um culto vazio se não for acompanhado com as obras da justiça pelo cumprimento dos mandamentos e leis do Senhor. Oferendas, sacrifícios esmolas não significam nada se não nascerem de um desejo de justiça para com Deus e para com o próximo. Ser justo é ser verdadeiro, é fazer corresponder as obras das mãos às intenções do coração. Por isso, dá a Deus com generosidade, mostra um rosto alegre, não sejas mesquinho, não tentes subornar a Deus.
meditar a palavra
O justo é o homem verdadeiro diante de Deus, aquele que ama a Deus e ao próximo em tudo o que faz. Podemos fazer muito bem aos homens e mostrar com atos de culto muita fé a Deus e ter o coração longe do irmão a quem se ajuda e longe de Deus a quem se presta culto. Se aos olhos dos homens os gestos valem por si mesmos, aos olhos de Deus o que conta é o coração porque Deus vê para lá das nossas mãos. Ir à presença de Deus de mãos vazias significa realizar gestos exteriores sem coração. Pode o homem apresentar grandes ofertas no altar de Deus e ter o coração vazio. Subornar a Deus é querer comprá-lo com os bens materiais, com a aparências das boas obras e não lhe entregar o coração. Interessa a Deus o bem feito com coração e os atos de cultos feitos com verdade e fé. Interessa a justiça para com Deus e para com os irmãos.
rezar a palavra
Tantas vezes encho a minha vida de atos de culto, orações e sacrifícios e esqueço o mandamento do amor a Deus e aos irmãos. Tu olhas ao coração e pedes-me a verdade de um amor que salve o irmão da sua indigência e a justiça de o reconhecer na sua dignidade. Pedes-me um amor a Deus que corresponda em generosidade à verdade da fé. Não permitas, Senhor, que faça o bem sem amor nem celebre o culto sem verdade.
compromisso
Hoje quero ser coração para Deus e para os irmãos.
Evangelho Mc 10, 28-31
Naquele tempo,
Pedro começou a dizer a Jesus:
«Vê como nós deixámos tudo para Te seguir».
Jesus respondeu:
«Em verdade vos digo:
Todo aquele que tiver deixado casa,
irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras,
por minha causa e por causa do Evangelho,
receberá cem vezes mais, já neste mundo,
em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras,
juntamente com perseguições,
e, no mundo futuro, a vida eterna.
Muitos dos primeiros serão os últimos
e muitos dos últimos serão os primeiros».
compreender a palavra
No seguimento das palavras de Jesus a propósito do homem rico que recusou desprender-se dos bens para o seguir, Pedro lembra que ele e os outros discípulos deixaram tudo, «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir». Para o rico é impossível, mas nós, nós deixámos tudo. Que recompensa teremos? Jesus responde à inquietação de Pedro com a abundante generosidade de Deus. Receberás cem vezes mais. Mas simultaneamente receberás a cruz das perseguições para não teres a tentação de ser o primeiro.
meditar a palavra
As palavras de Jesus fazem-me experimentar uma terrível divisão. Por um lado, Ele impõe-se em mim nas suas palavras e na sua presença e seduz-me, de tal modo, que me apetece largar tudo para o seguir. Mas depois fica em mim esta nostalgia dos bens perdidos. Bem sei que, tudo o que deixo vale muito pouco comparado com Jesus, mas as coisas, as pessoas, a vida, os acontecimentos, os encontros, os sentimentos fazem já parte de mim mesmo. Pensar em deixar tudo é cortar um pedaço de mim. Deixar tudo é um despojamento existencial. De facto, enquanto não for Cristo a viver em mim e não eu, persistirá sempre esta dificuldade de o seguir.
rezar a palavra
Amar a tua cruz, Senhor. Amar a minha cruz. Experimentar a alegria da cruz para compreender tudo o resto como lixo, comparado com seguir-te todos os dias. Que mistério este do aniquilamento que me eleva para ti. Não pelas casas, Senhor, nem pelas pessoas ou tesouros deste mundo, mas por querer salvar a minha pele. É aí que sinto a maior dificuldade. Esta fuga às perseguições, ao ser humilhado por ser teu discípulo. Como me dói. Ensina-me, Senhor, a alegria da cruz para apreciar o caminho até ao calvário no desprendimento de mim mesmo.
compromisso
Na dor que hoje tiver que experimentar, em especial a dor de ser humilhado por amar Jesus, vou fortalecer a minha vontade de o seguir.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-04-de-marco-2/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 04 de Março
Postado em: por: marsalima
São Casimiro
Casimiro nasceu na Croácia no dia 03 de outubro de 1458 e era o décimo terceiro filho do rei da Polônia, Casimiro IV, e da rainha Elisabete d’Asburgo. Ele poderia muito bem colocar sobre a cabeça uma coroa e reinar sobre um território, como todos os seus doze irmãos o fizeram. Porém, apesar de possuir os títulos de príncipe da Polônia e grão-duque da Lituânia, não seguiu esse caminho. Desde pequeno abriu mão do luxo da corte, suas ricas festas e todas as facilidades que a nobreza proporcionava. Fez voto de castidade e vivia na simplicidade do seu quarto, que transformou numa cela como a de um eremita, dedicando-se à oração, disciplina, penitência e solidão.
Quando os húngaros se rebelaram contra o seu rei, Mateus Corvino, e ofereceram ao jovem príncipe Casimiro, então com treze anos, a coroa, ele a renunciou tão logo soube que seu pai havia se declarado contra a deposição daquele rei e a imposição pela força de outro, no caso ele. O príncipe tinha de fato apenas uma ambição, se é que assim pode ser chamada, dedicar-se ao ideal da vida monástica.
Entretanto não fugia dos deveres políticos, tendo ajudado o pai nos negócios do reino desde os dezessete anos, principalmente nos problemas referentes à Lituânia, onde era muito querido pelo povo. Com a conversão do rei da Hungria que abdicou para entrar num mosteiro, o rei Casimiro IV, seu pai, herdou esses domínios que incluíam além da Hungria a Prússia. Porém, isso também não entusiasmou o jovem príncipe a se coroar. Desde a infância levava uma vida ascética, muito humilde, jejuando continuamente e dormindo no chão, por isso sua saúde nunca foi perfeita.
Dessa forma, jovem príncipe acabou contraiu a tuberculose. Mesmo assim seu pai lhe cofiou a regência do reino, por um breve período. O rei desejando ampliar ainda mais os domínios do já imenso império, pretendia firmar um contrato de matrimonio para o filho com a bela e rica herdeira de Frederico III, cujas fronteiras passariam as ser mar Báltico e o mar Negro, realizando seu velho sonho. Por isso precisava se ausentar, pois queria tratar pessoalmente de tão delicado assunto.
Casimiro, como príncipe regente, não se furtou às obrigações junto ao seu amado povo. Cumpriu a função com inteligente política, todavia sem se deixar seduzir pelo poder. Depois, o rei teve de se conformar, porque Casimiro preferiu o celibato e o tratado do matrimônio foi desfeito. Ele preferiu ser lembrado por ficar entre os pobres de espírito, entre aqueles que receberam o reino de Deus, do que ser recordado entre os homens famosos e poderosos que governaram o mundo.
Morreu aos vinte e cinco anos de idade e foi sepultado em Vilnius, capital da Lituânia, em 04 de março de 1484. Logo passou a ser venerado por todo o povo polonês, lituano, húngaro, russo. Seu culto acabou sendo introduzido na Europa ocidental através dos peregrinos que visitavam sua sepultura. Menos de quarenta anos após sua morte já era canonizado pelo Papa Leão X. São Casimiro foi declarado padroeiro da Lituânia e da juventude lituana; também da Polônia, onde até hoje é considerado um símbolo para os cristãos, que o veneram como o protetor dos pobres.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 4 DE MARÇO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 3, 17-18
Se alguém possui bens deste mundo e, ao ver seu irmão passar necessidade, lhe fecha o coração, como pode estar nele o amor de Deus? Meus filhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e em verdade.
V. Ditoso o homem que se compadece e empresta:
R. O justo deixará memória eterna.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que à hora de Tércia enviastes o vosso Espírito sobre os Apóstolos, derramai também sobre nós o mesmo Espírito de caridade, para que demos aos homens o testemunho fiel do vosso amor. Por Nosso Senhor.
https://www.youtube.com/watch?v=O1BI2f0QYdQ
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 30, 11.14
A lei que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. Está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas cumprir.
V. A vossa palavra, Senhor, é farol para os meus passos
R. E luz para os meus caminhos.
Oração
Senhor, que revelastes ao apóstolo São Pedro o desejo de salvar todos os povos, fazei que as nossas ações sejam agradáveis a vossos olhos e se integrem no vosso plano de amor e salvação. Por Nosso Senhor.
https://www.youtube.com/watch?v=hv5oK2UEZUg
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 55, 10-11
Não roubes o pobre, porque é pobre; nem oprimas o infeliz às portas da cidade. Porque o Senhor advogará a sua causa e tirará a vida aos opressores.
V. O Senhor envia à terra a sua palavra,
R. Corre veloz a sua mensagem.
Oração
A chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a haverem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer. Assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Col 3, 16
Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e, com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Dar-me-eis, Senhor, a alegria plena em vossa presença.
R. Dar-me-eis, Senhor, a alegria plena em vossa presença.
V. Delícias eternas à vossa direita.
R. Dar-me-eis, Senhor, a alegria plena em vossa presença.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Dar-me-eis, Senhor, a alegria plena em vossa presença.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demónio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

