“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE JULHO DE 2025
18 de julho de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 20 DE JULHO DE 2025
20 de julho de 2025Sábado da Semana XV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Segundo Livro dos Reis 2, 1-15
Assunção de Elias
Naqueles dias, quando o Senhor quis arrebatar o profeta Elias para o céu num redemoinho, Elias e Eliseu partiram de Gálgala. E Elias disse a Eliseu: «Fica aqui, porque o Senhor envia-me a betel». Eliseu, porém, respondeu: «Tão certo como o Senhor estar vivo e tu também, não te deixarei». E desceram a betel.
Os filhos dos profetas que viviam em Betel saíram ao encontro de Eliseu e disseram-lhe: «Sabes que o Senhor vai arrebatar hoje o teu mestre por cima da tua cabeça?». Eliseu respondeu: «bem sei. Calai-vos». Disse-lhe Elias: «Eliseu, fica aqui, porque o Senhor envia-me a Jericó». Mas ele respondeu: «Tão certo como o Senhor estar vivo e tu também, não te deixarei». E seguiram para Jericó.
Os discípulos dos profetas que estavam em Jericó vieram ter com Eliseu e disseram-lhe: «Sabes que o Senhor vai arrebatar hoje o teu mestre por cima da tua cabeça?». Ele respondeu: «bem sei. Calai-vos». Disse-lhe Elias: «Fica aqui, porque o Senhor envia-me ao Jordão». Mas ele respondeu: «Tão certo como o Senhor estar vivo e tu também, não te deixarei». E os dois seguiram juntos. Seguiram-nos cinquenta dos discípulos dos profetas, que pararam a certa distância, diante deles, enquanto os dois se detinham na margem do Jordão.
Então Elias tomou a sua capa e enrolou-a, bateu com ela nas águas, que se apartaram para um e outro lado, e ambos passaram a pé enxuto. Depois de terem atravessado, Elias disse a Eliseu: «Pede o que quiseres, antes que eu seja arrebatado para longe de ti. Que posso fazer em teu favor?». Eliseu respondeu: «Possa eu herdar uma dupla porção do teu espírito». Elias respondeu: «Pedes uma coisa difícil.Entretanto, se me vires quando eu for arrebatado para longe de ti, terás o que pedes. Mas se não me vires, não o terás».
Iam eles entretidos a conversar, quando um carro de fogo com dois cavalos também de fogo os separou um do outro. E Elias subiu ao céu num redemoinho. Enquanto o avistou, Eliseu exclamava: «Meu pai, meu pai! Carro e condutor de Israel!». Quando deixou de o ver, tomou os seus vestidos e rasgou-os em dois pedaços. Apanhou a capa que tinha caído a Elias e, voltando, parou na margem do Jordão. Com a capa que tinha caído a Elias, bateu nas águas e disse: «Onde está o Senhor, o Deus de Elias?». bateu nas águas, que se apartaram para um e outro lado, e Eliseu passou à outra margem.
Os discípulos dos profetas de Jericó, que observavam a distância, disseram: «O espírito de Elias repousa sobre Eliseu». Vieram logo ao seu encontro e prostraram-se por terra diante dele.
RESPONSÓRIO Mal 3, 23-24b; Lc 1, 15.17a
R. Vou enviar-vos o profeta Elias, antes de chegar o dia grande e terrível do Senhor. * Ele há-de trazer o coração dos pais a seus filhos e o coração dos filhos a seus pais.
V. João baptista será grande aos olhos do Senhor e irá à sua frente com o espírito e a força de Elias. * Ele há-de trazer o coração dos pais a seus filhos e o coração dos filhos a seus pais.
SEGUNDA LEITURA
Do Tratado de Santo Ambrósio, bispo, «Sobre os Mistérios»
(Nn. 52-54: SC 25 bis, 186-188.190) (Sec.IV)
Este sacramento que recebes
realiza-se pela palavra de Cristo
Vimos que a graça tem maior poder do que a natureza e todavia apenas considerámos a graça da bênção profética. Ora se a bênção de um homem teve tanto valor que transformoua natureza, que diremos da consagração divina, em que actuam as palavras do nosso Senhor e Salvador? Porque este sacramento que recebes realiza-se pela palavra de Cristo. Ora se a palavra de Elias teve tanto poder que fez descer fogo do céu, não terá poder a palavra de Cristo para mudar a natureza dos elementos? A propósito das criaturas de todo o universo leste que Deus disse e foram feitas; Ele mandou e foram criadas. Por conseguinte a palavra de Cristo, que do nada pôde criar o que não existia, não poderá mudar as coisas que existem naquilo que não eram? Maior poder supõe dar uma natureza ao que não existe do que mudá-la ao que já existe.
Mas para que estamos a servir-nos de argumentos? Sirvamo-nos dos seus exemplos e provemos a verdade deste mistério com o próprio mistério da Encarnação. Porventura foi segundo a ordem natural que o Senhor Jesus nasceu de Maria? Segundo a ordem natural, a geração provém da união da mulher com o homem. É evidente, portanto, que a concepção virginal de Cristo não foi segundo a ordem natural. Pois bem. O que nós tornamos aqui presente é o mesmo Corpo do Senhor nascido da Virgem. Porque hás-de procurar a ordem natural no Corpo de Cristo, se o Senhor Jesus nasceu da Virgem, fora das leis da natureza? Era verdadeira a Carne de Cristo que foi crucificada, que foi sepultada; é, portanto, verdadeiro o sacramento da sua Carne.
O próprio Senhor Jesus proclama: Isto é o meu Corpo. Antes da bênção das palavras celestes era outra realidade; depois da consagração é o Corpo de Cristo. Ele próprio diz também que é o seu Sangue. Antes da consagração recebia outro nome; depois da consagração é o Sangue de Cristo. E tu respondes: «Amen», quer dizer: «É verdade». O que a boca pronuncia professe-o o espírito; o que a palavra afirma sinta-o o coração.
Por isso a Igreja, ao ver tão grande graça, exorta os seus filhos, exorta os seus amigos, a que se aproximem dos sacramentos, dizendo: Comei, meus amigos; bebei e inebriai-vos, meus irmãos. O Espírito Santo indicou noutra passagem, por meio do Profeta, o que vamos comer e beber: Saboreai e vede como o Senhor é bom; feliz o homem quen’Ele se refugia. Naquele sacramento está Cristo, porque é o Corpo de Cristo. Não é, portanto, um alimento corporal, mas espiritual. Por isso diz o Apóstolo a respeito da sua prefiguração: Os nossos pais comeram um alimento espiritual e beberam uma bebida espiritual. Porque o Corpo de Deus é um Corpo espiritual, o Corpo de Cristo é o Corpo do Espírito divino, porque Cristo é Espírito como lemos: Cristo Senhor é Espírito diante de nós. E na Epístola de Pedro lemos também: Cristo morreu por nós. Finalmente, o Profeta recorda que este alimento fortalece o nosso coração e esta bebida alegra o coração do homem.
RESPONSÓRIO Mt 26, 26; Job 31, 31
R. Durante a Ceia, Jesus tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo: * Tomai e comei: Isto é o meu Corpo.
V. Diziam os que habitavam comigo: Quem nos saciará da sua mesa? * Tomai e comei: Isto é o meu Corpo.
Oração
Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Filipenses 2, 14-15
Fazei tudo sem murmurar nem discutir, para serdes irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha, no meio duma geração perversa e depravada, onde vós brilhais como estrelas no mundo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Clamei por Vós, Senhor: sois o meu refúgio.
R. Clamei por Vós, Senhor: sois o meu refúgio.
V. Sois a minha herança na terra dos vivos.
R. Sois o meu refúgio.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Clamei por Vós, Senhor: sois o meu refúgio.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sabado-da-semana-xv-do-tempo-comum-5/>]
Sábado da Semana XV do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) Ex 12, 37-42
Naqueles dias,
os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot:
eram cerca de seiscentas mil pessoas que iam a pé,
sem contar as crianças.
Seguia-os uma imensa multidão
e uma enorme quantidade de gado em rebanhos e manadas.
Da massa que tinham trazido do Egito cozeram pães ázimos,
pois a massa não tinha fermentado.
Expulsos do Egito sem qualquer demora,
nem sequer tinham podido preparar provisões.
A permanência dos filhos de Israel no Egito
durou quatrocentos e trinta anos.
E ao fim desses quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia,
as hostes do Senhor saíram da terra do Egito.
Foi uma noite de vigília para o Senhor,
quando Ele os fez sair da terra do Egito.
Será uma noite de vigília consagrada ao Senhor,
para todos os filhos de Israel, de geração em geração.
compreender a palavra
Este relato breve da saída do povo do Egito guarda alguns elementos interessantes. Para além da descrição breve, revela a precariedade da saída. Ninguém teve tempo para preparar nada, saíram à pressa e vieram todos os que puderam, seiscentas mil pessoas que seguiam a pé. Depois de quatrocentos e trinta anos vêm de mãos a abanar, frágeis e desprotegidos. Foi o Senhor que os tirou numa longa vigília que recordarão para sempre.
meditar a palavra
Do Egito não se traz nada. Quem tem a desdita de cair na escravidão não pode esperar trazer as mãos cheias. As ilusões de uma terra abundante em trigo na qual o José fora governador, que exportava cereais para toda a parte, desfizeram-se em nada. Vêm descalços e sem provisões. Do pecado sai-se sem nada. As ilusões de ter, de alcançar, de subir, de obter, perdem-se rapidamente ao chegar à realidade. O êxodo para casa do Pai também não é lugar de privilégios é deserto, tempo de silêncio, para voltar ao coração e limpar os pés da lama do Egito. O caminho para o Pai é espaço de desprendimento, renúncia e encontro consigo mesmo. O caminho do êxodo é tempo para desejar o abraço do Pai e ser chamado de filho.
rezar a palavra
Abraça-me, Senhor, que regresso do meu Egito. Trago as mãos vazias e lama nos pés. O olhar vazio e o coração desiludido. Já não sonho nem vivo ilusões. Trago apenas a saudade do abraço e do pão.
compromisso
Olho em silêncio os meus pés e vejo-me peregrino da casa do Pai.
Evangelho Mt 12, 14-21
Naquele tempo,
os fariseus reuniram conselho contra Jesus,
a fim de O fazerem desaparecer.
Mas Jesus, ao saber disso, retirou-Se dali.
Muitos O seguiram
e Ele curou-os a todos,
mas intimou-os que não descobrissem quem Ele era,
para se cumprir o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer:
«Eis o meu servo, a quem Eu escolhi,
o meu predileto, em quem se compraz a minha alma.
Sobre ele farei repousar o meu Espírito,
para que anuncie a justiça às nações.
Não discutirá nem clamará,
nem se fará ouvir a sua voz nas praças.
Não quebrará a cana já fendida,
nem apagará a torcida que ainda fumega,
enquanto não levar a justiça à vitória;
e as nações colocarão a esperança no seu nome».
compreender a palavra
Jesus começa a sentir a perseguição dos fariseus. Na sua missão, mais importante do que todas as deliberações daqueles que o querem eliminar, a prioridade é para a justiça. Levar a justiça às nações é o seu programa de vida. Entenda-se “justiça” como misericórdia de um Deus que vem salvar o homem oprimido, esmagado, pela vida, pela sociedade, pela lei cega e indiferente, pelo sofrimento nas suas múltiplas expressões. Jesus cura a todos na simplicidade e no silêncio porque o reino de Deus acontece no silêncio do encontro de cada homem com Ele. E assim se cumprem as Escrituras.
meditar a palavra
Libertar o coração de todos os preconceitos em relação aos outros. Muitas vezes sinto o outro como uma ameaça. Porque é melhor, porque faz de outra forma, porque consegue mais resultados, porque atrai mais adeptos ou simplesmente porque revela no seu agir, as minhas fragilidades. Em vez de assumir, acolher o outro e gerar comunhão construindo juntos, prefiro criar obstáculos, gerar conflito, afastar e eliminar. Jesus torna-se presente e cura todos os que o seguem de coração livre. Cura deste preconceito, desta agressividade, deste mau sentimento que vê o outro como adversário e inimigo. O segredo que Jesus nos diz ao ouvido é o da abertura de coração. Abre-te à novidade do Reino que está a gerar-se no silêncio dos corações que se deixam seduzir no encontro com Ele.
rezar a palavra
É tão difícil, Senhor, com algumas pessoas, pela sua maneira de ser, pela forma como se apresentam, pelas suas atitudes, acolhê-las e assimilá-las no coração reconhecendo-as como irmãos, como dom, como dádiva que vem para enriquecer a nossa vida. Prefiro tantas vezes criar animosidade, indiferença ou mesmo travar uma guerra inútil. Dá-me um coração novo que saiba acolher a novidade.
compromisso
Vou vencer os maus sentimentos que há em mim e evitar que outros se instalem e criem raízes.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://igrejadoscapuchinhos.org.br/santo-do-dia-19-de-julho-santo-arsenio/>]
Santo do dia 19 de julho: Santo Arsênio
18 de julho de 2025

Ele dizia: “Muitas vezes temos que nos arrepender de haver falado. Porém nunca me arrependi de haver guardado silêncio”
Arsênio pertencia a uma nobre e tradicional família de senadores, nasceu no ano 354 em Roma. Foi ordenado sacerdote pessoalmente pelo Papa Dâmaso. Em 383 o próprio imperador Teodósio o convidou para cuidar da educação e formação de seus filhos Arcádio e Honório, em Constantinopla. Arsênio permaneceu na corte por onze anos, até 394. Enfim, conseguiu a exoneração do cargo e retirou-se para o deserto no Egito.
A partir do século IV a vida de eremita passou a ser o sacrifício mais perfeito para a purificação. Os eremitas eram cristãos que se isolavam no deserto, em oração e penitência, numa vida solitária e contemplativa como forma de servir a Deus.
Arsênio se tornou um deles. O seu refúgio, no deserto egípcio da Alexandria, era dos mais procurados pelos cristãos, que buscavam na sabedoria e santidade de alguns eremitas, conselhos e paz para as aflições da alma, mesmo que para isto tivessem que fazer longas e cansativas peregrinações.
Mas a paz e a tranquilidade daqueles religiosos teve fim com a invasão de uma tribo das redondezas. Arsênio então abandonou o local. Entre 434 e 450 viveu isolado, só nos últimos anos aceitou a companhia de uns poucos discípulos. Morreu em 450.
Reflexão
Santo Arsênio foi um dos mais conhecidos eremitas do Egito, sendo considerado como um dos “pais do deserto”. O seu legado nos chegou através de uma crônica biográfica e de suas sábias máximas. Dizia: “Muitas vezes temos que nos arrepender de haver falado. Porém nunca me arrependi de haver guardado silêncio”. A vida ascética de Arsênio nos leva a buscar mais as coisas de Deus e deixar de lado as muitas preocupações inúteis da vida.
Oração
Santo Arsênio, vós que deixastes todas as vitórias do mundo para serdes vitorioso somente em Deus, intercedei para que alcancemos a graça dessas santas virtudes que tivestes. Que o silêncio seja mantido quando nos insultarem e que o amor supere todos os obstáculos. Por Cristo nosso Senhor. Amém!
A12 / Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 19 DE JULHO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Sam 15, 22
Porventura agradam tanto ao Senhor os holocaustos e sacrifícios como a obediência à sua voz? A obediência vale mais do que o sacrifício, a docilidade vale mais do que a gordura dos carneiros.
V. Honra-Me quem Me oferece um sacrifício de louvor
R. E a quem segue o caminho recto darei a salvação de Deus.
Oração
Senhor nosso Deus, Pai todo-poderoso, infundi em nós a luz do Espírito Santo, para que, livres de todos os inimigos, possamos alegrar-nos sempre no vosso louvor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 26; 6, 2
Não procuremos a vanglória. Não haja provocações nem invejas entre nós. Suportai os fardos uns dos outros, e deste modo cumprireis a lei de Cristo.
V. Como é bom e agradável viverem os irmãos em harmonia!
R. O Senhor lhes envia a sua bênção.
Oração
Senhor, fogo ardente de eterna caridade, fazei que, inflamados no vosso amor, Vos amemos sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Vós. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Miq 6, 8
Já te foi indicado, ó homem, o que deves fazer, o que o Senhor exige de ti: praticar a justiça e amar a misericórdia e ser humilde diante o teu Deus.
V. Senhor, a minha alegria está em seguir as vossas ordens;
R. Não hei-de esquecer a vossa palavra.
Oração
Ouvi, Senhor, a nossa oração e dai-nos a abundância da vossa paz, a fim de que, por intercessão da Virgem Santa Maria, dedicando alegremente ao vosso serviço todos os dias da nossa vida, possamos um dia chegar sem temor à vossa presença. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Pedro 1, 19-20
Temos bem confirmada a palavra dos profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia e a estrela da manhã nasça em vossos corações.
Antes de tudo, deveis saber que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular, porque nenhuma profecia foi proferida por vontade dos homens; mas foi em nome de Deus que os homens santos falaram, inspirados pelo Espírito Santo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
R. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
V. A sua glória está acima dos céus.
R. Seja louvado o nome do Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás-de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
