“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 20 DE JULHO DE 2025
20 de julho de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 22 DE JULHO DE 2025
22 de julho de 2025Segunda-feira da Semana XVI do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Segunda Epístola aos Coríntios 1, 15 – 2, 11
Porque alterou o Apóstolo o seu itinerário
Irmãos: Eu queria primeiro ir ter convosco, para receberdes depois uma segunda graça, isto é, queria passar por vós, ao dirigir-me à Macedónia, para da Macedónia vir de novo ter convosco e ser ajudado por vós a seguir para a Judeia. Teria eu procedido com leviandade ao tomar esta resolução? Ou será que decido os meus projectos por critérios carnais, de modo que em mim se encontra simultaneamente o sim e o não?
Deus é testemunha fiel de que a nossa linguagem convosco não é sim e não. Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós pregamos entre vós – eu, Silvano e Timóteo – não foi sim e não, mas sempre foi um sim. Todas as promessas de Deus são um sim em seu Filho. É por Ele que nós dizemos ‘Amen’ a Deus para sua glória. Quem nos confirma, em Cristo – a nós e a vós – é Deus. Foi Ele que nos concedeu a unção, nos marcou com um sinal e imprimiu em nossos corações o penhor do Espírito.
Pela minha vida, invoco a Deus como testemunha de que foi para vos poupar que ainda não voltei a Corinto. Não que pretendamos dominar como senhores sobre a vossa fé, mas queremos apenas contribuir para a vossa alegria, porque estais firmes na fé.
Por isso, decidi, comigo mesmo, não ir outra vez ter convosco para não vos causar tristeza. Porque, se eu vos entristeço, quem me alegrará senão aquele que se entristece por minha causa? Se vos escrevi estas coisas, foi para que, quando eu chegar, não sinta tristeza da parte dos que deviam causar-me alegria. Confio em todos vós e sei que a minha alegria é a alegria de todos. Foi numa grande aflição e angústia de coração que vos escrevi, com muitas lágrimas, não para vos entristecer mas para conhecerdes o grande amor que vos tenho. Se alguém me contristou, não foi a mim que ele contristou, mas de certo modo – sem exagero – a todos vós. O castigo que ele recebeu da maioria é suficiente, de maneira que agora deveis antes ser benevolentes com ele e consolá-lo, para que esse homem não sucumba oprimido pela excessiva tristeza. Peço-vos que tenhais caridade para com ele.
Quando vos escrevi, a minha intenção foi também saber, por esta prova, se sois obedientes em tudo. A quem perdoardes, também eu perdoo. Porque se eu perdoo, na medida em que tenho alguma coisa a perdoar, é por causa de vós, na presença de Cristo, para não sermos enganados pela astúcia de Satanás, pois não ignoramos as suas intenções.
RESPONSÓRIO 2 Cor 1, 21-22; cf. Deut 5, 2.4
R. Quem nos confirma em Cristo é Deus; foi Ele que nos concedeu a unção, nos marcou com um sinal, * E imprimiu em nossos corações o penhor do Espírito.
V. O Senhor nosso Deus estabeleceu uma aliança connosco, falou-nos face a face. * E imprimiu em nossos corações o penhor do Espírito.
SEGUNDA LEITURA
Da Epístola de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir, aos Magnésios
(Nn. 6, 1 – 9, 2: Funk 1, 195-199) (Sec. I)
Uma só oração e uma só esperança na caridade e na santa alegria
Depois de ter visto e abraçado na fé a toda a comunidade, na pessoa dos vossos legados, exorto-vos a que procureis fazer tudo na concórdia de Deus, sob a presidência do bispo que ocupa o lugar de Deus, dos presbíteros que representam o colégio apostólico e dos diáconos, que me são muito queridos, a quem foi confiado o ministério de Jesus Cristo, que estava junto do Pai antes dos séculos e Se manifestou no fim dos tempos. Se quereis imitar os sentimentos da bondade divina, respeitai-vos mutuamente e ninguém olhe para o seu próximo segundo os olhos da carne, mas amai-vos sempre uns aos outros em Jesus Cristo. Nada haja entre vós que possa dividir‑vos, mas uni-vos ao bispo e aos que presidem, para serdes a imagem e a prova da vida imortal no Céu.
Assim como o Senhor, que é um com o Pai, nada fez nem por Si mesmo nem por meio dos Apóstolos sem o Pai, do mesmo modo nada deveis fazer vós sem o bispo e os presbíteros; nem procureis apresentar como louvável o que fazeis separadamente, mas fazei tudo em comum: uma só oração, uma só prece, uma só alma, uma só esperança na caridade e na santa alegria, porque um só é Cristo Jesus, ao qual nada se pode preferir. Acorrei todos como a um só templo de Deus, a um só altar, a um só Jesus Cristo, que veio do Pai e voltou para o Pai, que é um só.
Não vos deixeis seduzir por doutrinas estranhas, nem por velhas fábulas, que não têm valor. Porque se ainda vivemos segundo a lei judaica, confessamos que não recebemos a graça. Já os divinos Profetas viveram segundo a lei de Jesus Cristo; e por causa disso foram perseguidos. Eles eram inspirados pela sua graça, para convencerem os incrédulos de que há um só Deus, que havia de manifestar-Se por meio de seu Filho Jesus Cristo, que é o seu Verbo, saído do silêncio, e que em tudo agradou Àquele que O tinha enviado.
Se os que viveram segundo a antiga aliança alcançaram uma nova esperança, não guardando já o sábado mas celebrando o dia do Senhor, porque nesse dia surgiu a nossa vida, fruto da sua morte – mistério que alguns negam, mas que é a fonte da nossa fé e da paciência com que sofremos, para sermos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, nosso único Mestre – como poderemos nós viver sem Ele, a quem os próprios Profetas, seus discípulos em espírito, esperavam como seu Mestre? E porque era por eles justamente esperado, quando Ele veio ressuscitou-os dos mortos.
RESPONSÓRIO cf. 1 Pedro 3, 8.9b; Rom 12, 10.11c
R. Permanecei unidos nos mesmos sentimentos, na compaixão, no amor fraterno, na misericórdia e na humildade. * Para isto fostes chamados, a fim de vos tornardes herdeiros da bênção divina.
V. Amai-vos uns aos outros com amor fraterno, rivalizando uns com os outros na estima recíproca, e dedicai-vos ao serviço do Senhor. * Para isto fostes chamados, a fim de vos tornardes herdeiros da bênção divina.
Oração
Sede propício, Senhor, aos vossos servos e multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Demos graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Judite 8, 25-26a.27
Demos graças ao Senhor nosso Deus, que nos põe à prova como aos nossos pais. Lembrai-vos como procedeu com Abraão, como provou Isaac e o fez a Jacó. Assim como os provou pelo fogo para sondar os seus corações, também não se vinga de nós; mas é para advertir que o Senhor flagela os que d’Ele se aproximam.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Aclamai, ó justos, o Senhor: os retos de coração devem louvá-lo.
R. Aclamai, ó justos, o Senhor: os retos de coração devem louvá-lo.
V. Cantai-Lhe um cântico novo.
R. Os retos de coração devem louvá-lo.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Aclamai, ó justos, o Senhor: os retos de coração devem louvá-lo.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/segunda-feira-da-semana-xvi-do-tempo-comum-8/>]
Segunda-feira da Semana XVI do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) Ex 14, 5-18
Naqueles dias,
quando anunciaram ao rei do Egito
que o povo israelita fugira,
mudou-se o coração do faraó e dos seus servos contra o povo
e disseram:
«Que fizemos nós, deixando partir Israel,
que não mais nos servirá?».
O faraó mandou atrelar o carro
e tomou a sua gente consigo.
Prepararam seiscentos carros escolhidos e todos os carros doEgito
cada qual com os seus combatentes.
O Senhor permitiu
que se endurecesse o coração do faraó, rei do Egito,
o qual perseguiu os filhos de Israel,
que partiram de mão erguida.
Os egípcios perseguiram-nos,
– com os cavalos e carros do faraó,
com os seus cavaleiros e o seu exército –
e alcançaram-nos, quando eles estavam acampados junto ao mar,
junto de Piairot, em frente de Baalsefon.
Quando o faraó se aproximava,
os filhos de Israel levantaram os olhos
e viram que os egípcios vinham atrás deles.
Cheios de pavor, os filhos de Israel clamaram ao Senhor
e disseram a Moisés:
«Foi por falta de túmulos no Egito
que nos trouxeste para morrermos no deserto?
Que nos fizeste, tirando-nos do Egito?
Não era isto que te dizíamos no Egito:
‘Deixa-nos servir em paz os egípcios;
mais vale servir os egípcios que morrer no deserto’?».
Então Moisés disse ao povo:
«Não temais. Permanecei firmes
e vereis a salvação que o Senhor nos dará neste dia,
pois aqueles egípcios que hoje vedes,
nunca mais os vereis.
O Senhor combaterá por vós
e vós nada tereis que fazer».
O Senhor disse a Moisés:
«Porque estás a bradar por Mim?
Diz aos filhos de Israel que se ponham em marcha.
E tu ergue a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o,
para que os filhos de Israel entrem nele a pé enxuto.
Entretanto vou permitir que se endureça o coração dos egípcios,
que hão de perseguir os filhos de Israel.
Manifestarei então a minha glória,
triunfando do faraó, de todo o seu exército,
dos seus carros e dos seus cavaleiros.
Os egípcios reconhecerão que Eu sou o Senhor,
quando Eu manifestar a minha glória,
vencendo o faraó, os seus carros e os seus cavaleiros».
compreender a palavra
A noite da libertação transformou-se em dia de perseguição. O povo não pode acreditar que consegue sair ileso das mãos poderosas dos soldados do faraó porque as forças não estão equilibradas. O clamor do povo chega aos ouvidos de Moisés e Deus responde com fidelidade. Se o coração do faraó mudou e se endureceu, a vara de Moisés manifestará o poder de Deus que combate do lado de Israel de modo que “os egípcios reconhecerão que Eu sou o Senhor”.
meditar a palavra
O relato de Êxodo quer levar-nos à experiência libertadora de Deus. Não é fácil fazer o caminho da libertação, nem é fácil acreditar num Deus que não se vê e que não tem exércitos nem carros e cavalos como tem o faraó. O nosso coração afeiçoa-se ao que brilha aos nossos olhos. A sedução aparece diante de nós, como resposta e solução dos nossos problemas. O caminho da desgraça começa sempre por uma atração, começa por ser uma solução fácil para as nossas dificuldades, uma resposta agradável para as nossas fragilidades. O Egito parecia a solução para a fome de Israel e acabou tornando-se numa escravidão. Só o Senhor é resposta libertadora pois só o Senhor nos salva gratuitamente. Só ele se interessa por nós sem esperar qualquer recompensa. Confiar no Senhor é avançar apenas com uma vara na mão a abrir caminhos novos que deixam atrás de nós o pecado, a escravidão, a força e o poder do inimigo que nos persegue.
rezar a palavra
A tua fidelidade para comigo, Senhor, vence o poder do faraó e liberta-me das forças que me escravizam. Só tu me levas sobre asas de águia e me fazes atravessar a pé enxuto o mar das minhas indecisões. Fala, Senhor, à dureza do meu coração que prefere tantas vezes permanecer no Egito da escravidão, com medo de morrer no deserto das desilusões. Que os meus olhos se voltem para ti, confiantes, como Moisés e as minhas mãos se elevem para manifestar a tua glória e o teu poder.
compromisso
Vou recordar todas as vezes em que o Senhor me libertou dos meus inimigos.
Evangelho Mt 12, 38-42
Naquele tempo,
alguns escribas e fariseus disseram a Jesus:
«Mestre, queremos ver um sinal da tua parte».
Mas Jesus respondeu-lhes:
«Esta geração perversa e infiel pretende um sinal,
mas nenhum sinal lhe será dado,
senão o sinal do profeta Jonas.
Assim como Jonas
esteve três dias e três noites no ventre da baleia,
assim o Filho do homem
estará três dias e três noites no seio da terra.
No dia do Juízo, os homens de Nínive
levantar-se-ão com esta geração e hão de condená-la,
porque fizeram penitência quando Jonas pregou;
e aqui está quem é maior do que Jonas.
No dia do Juízo, a rainha do Sul
erguer-se-á com esta geração e há de condená-la,
porque veio dos confins da terra
para ouvir a sabedoria de Salomão;
e aqui está quem é maior do que Salomão».
compreender a palavra
Jesus manifesta a sua indignação perante a incredulidade dos escribas e fariseus. Pedem-lhe um sinal, uma prova, de que ele é quem manifesta com as suas palavras e as suas obras. É uma atitude irritante. Veem e não querem ver, ouvem e não querem ouvir. Jesus é claro na sua resposta “nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas”. Outros tiveram uma atitude diferente diante de pessoas menos importante do que Jesus.
meditar a palavra
Vejo-me tantas vezes diante do mistério da presença de Jesus na minha vida e na história dos homens e apesar disso, quantas vezes, exijo uma prova mais contundente, uma razão mais plausível para a creditar que Ele é mesmo quem pode mudar a minha vida. Esta incredulidade subtil que parece ser fé, este pedido malicioso que parece ser sinceridade, é reprovado por Jesus. Outros, com menos conhecimentos e tendo recebido menos dons, acreditam com mais determinação e não questionam com tanta violência como eu.
rezar a palavra
A tua vida escondida no silêncio e na escuridão da terra é o grande sinal da tua vitória sobre o mal, sobre a morte e a nossa incapacidade de acreditar. Que eu veja, Senhor, no mistério da tua morte e ressurreição, o grande sinal que abre caminhos de eternidade dentro de mim.
compromisso
Vou ser sinal de Cristo ressuscitado para todos os que encontrar no dia de hoje.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://igrejadoscapuchinhos.org.br/santo-do-dia-santa-maria-madalena-2/>]
Santo do dia 22 de julho: Santa Maria Madalena
21 de julho de 2025
Padroeira dos pecadores arrependidos, dos convertidos, das mulheres, das pessoas ridicularizadas por sua piedade, dos boticários, dos cabeleireiros, dos curtumeiros, dos fabricantes de perfumes, dos farmacêuticos, dos fabricantes de luvas, da vida contemplativa e contra a tentação sexual.

Origens
“Madalena”, na verdade, é um apelido e significa “aquela que veio de Magdala”, cidade que ficava às margens do Lago de Genesaré, perto de Cafarnaum, na Terra Santa. Por este apelido sabemos que esta Maria veio de Magdala. No tempo de Jesus, Magdala era uma cidade importante. Para se ter uma ideia, tintureiros e pescadores tinham bairros específicos na cidade. Ali havia indústrias de barcos e de peixes em conserva. Além disso, sabe-se que um excelente tipo de lã era vendida ali em mais de oitenta lojas. A palavra “Magdala” significa “torre”. Achados recentes indicam, de fato, uma torre nas ruínas de Magdala. Os arqueólogos acreditam que se tratava de um farol.
Santa Maria Madalena – mulher de posses
Sabemos que Maria Madalena foi uma pecadora convertida. Além disso, sabemos que ela era uma mulher de posses, contada entre as mulheres que ajudavam o grupo de Jesus e os doze com suas posses, ao lado da mulher de um procurador de Herodes entre outras. (Lucas 8, 2-3). Além disso, antes da ressurreição do Senhor, “Maria Madalena e outras duas mulheres compraram aromas para ungir Jesus”. (Marcos 16,1). Estes aromas usados na preparação dos defuntos eram artigos caros e poucos tinham dinheiro para comprá-los.
Dinheiro a serviço do Reino dos Céus
Se Maria Madalena foi, de fato, uma prostituta, deve ter sido famosa e muito bonita, porque poucas mulheres em Israel tinham posses como ela. O admirável nisso tudo é que, após conhecer Jesus e ter sido salva por Ele, Santa Maria Madalena colocou suas posses, conseguidas, talvez, com o dinheiro da prostituição, a serviço do Reino de Deus, mostrando que a conversão chegou a todas as áreas da vida desta grande santa.
Fiel até o fim
Outra característica marcante de Santa Maria Madalena foi a fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo. Três versículos do Evangelho de São Mateus que, por vezes, passam despercebidos, revelam-nos esta fidelidade. Primeiro, aos pés da cruz de Jesus, quando todos os discípulos (menos João) tinham fugido, ela estava lá junto com Maria, Mãe de Jesus:
“Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu” ( Mt 27,56). Depois, quando Jesus tinha sido sepultado, “Maria Madalena e a outra Maria ficaram lá, sentadas defronte do túmulo” (Mt 27,61). E, por fim, “Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo” (Mt 28,1). Tudo isso revela o amor e a fidelidade de Santa Maria Madalena. Não é à toa que seu nome figura entre os primeiros da Ladainha de Todos os Santos.
A primeira a ver Jesus ressuscitado
Outro dado marcante sobre Santa Maria Madalena é o fato de ela ter sido a primeira testemunha ocular de Jesus ressuscitado. Sim, segundo os Evangelhos, ela foi a primeira a ver e a falar com Jesus na madrugada do domingo, logo após a ressurreição do Mestre, como vemos no Evangelho de São João 20, 1-18.
A primeira anunciadora da ressurreição de Jesus
Além de ter sido a primeira testemunha de Jesus ressuscitado, ela foi também a primeira a anunciar o milagre da ressurreição de Jesus. Este primeiro anúncio, chamado “Kerigma”, tão prezado pelos Apóstolos, foi, antes de tudo, feito por uma mulher, em contraponto à mentalidade machista da época. O fato evidencia que Nosso Senhor Jesus Cristo preza a fidelidade e o amor, antes das convenções sociais. A Tradição Cristã também atesta que Santa Maria Madalena foi uma grande anunciadora do Evangelho depois de Pentecostes. Seu exemplo é maravilhoso. Ela foi discípula de Jesus e, depois, evangelizadora. Por tudo isso, Santa Maria Madalena é grande e seu exemplo deve ser seguido por todos nós.
Oração a Santa Maria Madalena
“Santa Maria Madalena, o Deus Todo Poderoso, cujo Filho vos purificou de corpo e alma, fostes chamada para ser testemunha da Sua ressurreição. Misericordiosamente vos foi concedida a graça de serdes purificada de todas as enfermidades físicas e morais. Fazei com que também eu, pobre pecador, conheça o poder da vida infinita. Trazei até mim a bênção do Espírito Santo que vive e reina, o poder do Deus único e de Seu Filho Jesus Cristo. Agora, e para sempre. Amém.”


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 21 DE JULHO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Lev 20, 26
Sede para Mim santos, porque Eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos outros povos para que sejais meus.
V. Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
R. O povo que Ele escolheu para sua herança.
Oração
Deus, nosso Pai, que confiastes aos homens o dever do trabalho, para que, colaborando uns com os outros, conseguissem sucessos cada vez maiores, ajudai-nos a viver de tal modo no meio das nossas atividades, que nos sintamos sempre filhos vossos e irmãos de todos os homens. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 15, 1.3
Vós, Senhor nosso Deus, sois bondoso, fiel e paciente, e tudo governais com misericórdia. Conhecer-Vos é a perfeita justiça e conhecer o poder do vosso nome é fonte de imortalidade.
V. Senhor, sois um Deus bondoso e compassivo,
R. Paciente e cheio de misericórdia e fidelidade.
Oração
Senhor da vinha e da messe, que repartis as tarefas e dais o verdadeiro salário, ajudai-nos a levar o peso do dia e do calor, sem nunca nos queixarmos da vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Bar 4, 21-22
Coragem, meus filhos. Clamai a Deus e Ele vos libertará da opressão, das mãos dos inimigos. Eu espero do Eterno a vossa salvação e do Santo me vem grande alegria, pela misericórdia que em breve vos será concedida pelo Eterno, vosso Salvador.
V. Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
R. E das vossas graças que são eternas.
Oração
Senhor, que nos reunistes na vossa presença à mesma hora em que os Apóstolos subiam ao templo para orar, ouvi as súplicas que Vos dirigimos em nome de Cristo e concedei a salvação a quantos O invocam. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Tes 3, 12-13
O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, como nós a temos tido para convosco, a fim de que os vossos corações se conservem irrepreensíveis na santidade, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, Nosso Senhor, com todos os seus santos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
V. Como incenso, na vossa presença.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
