LITURGIA DE 22 DE OUTUBRO DE 2023 – DOMINGO – XXIX SEMANA COMUM
22 de outubro de 2023LITURGIA DE 24 DE OUTUBRO DE 2023 – TERÇA-FEIRA – XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM
24 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 23/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 4, 20-25), de nos empenhar denodadamente para seguir o exemplo de Abraão, que ante a promessa de Deus, não vacilou nem desconfiou, mas conservou-se forte na fé e deu glória a Deus, pois estava plenamente convencido de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera. Por isso, sua fé lhe foi contada como justiça. Cumpre-nos tomar posse dessa imputação da fé como justiça, acreditando naquele que ressuscitou Jesus, que foi entregue por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação. As santas palavras destinadas a serem proclamadas nesta liturgia como Salmo Responsorial (Lc 1,69-75) nos compelem a impregnar-nos da consciência de que o Senhor Deus suscitou um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servo, como havia anunciado pelos profetas, para nos livrar dos nossos inimigos. Assim exerceu sua misericórdia, recordando sua santa aliança com Abraão, nosso pai na fé, de nos conceder que, libertados de mãos inimigas, possamos servi-lo sem temor, em santidade e justiça, mantendo-nos em sua presença todos os dias de nossas vidas. O Santo Evangelho (Lc 12,13-21) compele-nos a evitar apresentar a Deus questões que podem e devem ser resolvidas por nós mesmos – que se constituem de nossa alçada, de nossa responsabilidade – cumprindo, porém, pedir a iluminação e inspiração do Espírito Santo para tudo fazer da melhor forma possível e de acordo com a santa vontade de Deus. Compelem-nos em especial a impregnar-nos da consciência, a partir do profundo ensinamento de Jesus a respeito da avareza, de que cumpre guardar-nos escrupulosamente dela, cientes de que nossas vidas, ainda que vivamos em abundância, não dependem de nossas riquezas, podendo ser tomadas a qualquer momento, independentemente do quanto de bens tenhamos acumulado. Insta-nos ainda o Mestre dos mestres a desvencilhar-nos da armadilha da avareza associada à soberba – como ocorreu com o homem rico da parábola, que quando pensou que tudo o que havia acumulado lhe serviria para regalar-se, “curtir a vida”, faleceu, sem nada mais poder aproveitar. Cumpre-nos atuar cientes do quão fugaz é o viver humano – não sabemos nem o dia nem a hora em que seremos chamados a prestar contas de nossos dias nesta vida passageira. Cabe-nos, pois, dedicar os mais expressivos empenhos para acumular tesouros de caridade, de esmerado serviço a Deus e ao próximo, os quais terão utilidade eterna, tornando-nos assim ricos para Deus – ao invés de despender a maior parcela de nosso tempo e aplicar a maior parte de nossas energias no vão afã de acumular bens que, com grande probabilidade, se tornarão causa de disputa e discórdia pelos que os herdarão.
Antífona da entrada
– Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, de Jesus Cristo, nosso Senhor, e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Rm 4, 20-25
Salmo Responsorial: Lc 1,69-75
– Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Felizes os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 12,13-21
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamentos
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (Rm 4, 20-25): 20. Ante a promessa de Deus, não vacilou, não desconfiou, mas conservou-se forte na fé e deu glória a Deus.21. Estava plenamente convencido de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera.22. Eis por que sua fé lhe foi contada como justiça.23. Ora, não é só para ele que está escrito que a fé lhe foi imputada em conta de justiça.24. É também para nós, pois a nossa fé deve ser-nos imputada igualmente, porque cremos naquele que dos mortos ressuscitou Jesus, nosso Senhor,25. o qual foi entregue por nossos pecados e ressuscitado para a nossa justificação.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Lc 1,69-75): 69.e suscitou-nos um poderoso Salvador, na casa de Davi, seu servo 70.(como havia anunciado, desde os primeiros tempos, mediante os seus santos profetas), 71.para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam. 72.Assim exerce a sua misericórdia com nossos pais, e se recorda de sua santa aliança, 73.segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão: de nos conceder que, sem temor, 74.libertados de mãos inimigas, possamos servi-lo 75.em santidade e justiça, em sua presença, todos os dias da nossa vida.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 12,13-21): 13.Disse-lhe então alguém do meio do povo: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. 14.Jesus respondeu-lhe: Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós? 15.E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas. 16.E propôs-lhe esta parábola: Havia um homem rico cujos campos produziam muito. 17.E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita. 18.Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens. 19.E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20.Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão? 21.Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 4, 20-25), de nos empenhar denodadamente para seguir o exemplo de Abraão, que ante a promessa de Deus, não vacilou nem desconfiou, mas conservou-se forte na fé e deu glória a Deus, pois estava plenamente convencido de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera. Por isso, sua fé lhe foi contada como justiça. Cumpre-nos tomar posse dessa imputação da fé como justiça, acreditando naquele que ressuscitou Jesus, que foi entregue por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação.
As santas palavras destinadas a serem proclamadas nesta liturgia como Salmo Responsorial (Lc 1,69-75) nos compelem a impregnar-nos da consciência de que o Senhor Deus suscitou um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servo, como havia anunciado pelos profetas, para nos livrar dos nossos inimigos. Assim exerceu sua misericórdia, recordando sua santa aliança com Abraão, nosso pai na fé, de nos conceder que, libertados de mãos inimigas, possamos servi-lo sem temor, em santidade e justiça, mantendo-nos em sua presença todos os dias de nossas vidas.
O Santo Evangelho (Lc 12,13-21) compele-nos a evitar apresentar a Deus questões que podem e devem ser resolvidas por nós mesmos – que se constituem de nossa alçada, de nossa responsabilidade – cumprindo, porém, pedir a iluminação e inspiração do Espírito Santo para tudo fazer da melhor forma possível e de acordo com a santa vontade de Deus. Compelem-nos em especial a impregnar-nos da consciência, a partir do profundo ensinamento de Jesus a respeito da avareza, de que cumpre guardar-nos escrupulosamente dela, cientes de que nossas vidas, ainda que vivamos em abundância, não dependem de nossas riquezas, podendo ser tomadas a qualquer momento, independentemente do quanto de bens tenhamos acumulado. Insta-nos ainda o Mestre dos mestres a desvencilhar-nos da armadilha da avareza associada à soberba – como ocorreu com o homem rico da parábola, que quando pensou que tudo o que havia acumulado lhe serviria para regalar-se, “curtir a vida”, faleceu, sem nada mais poder aproveitar. Cumpre-nos atuar cientes do quão fugaz é o viver humano – não sabemos nem o dia nem a hora em que seremos chamados a prestar contas de nossos dias nesta vida passageira. Cabe-nos, pois, dedicar os mais expressivos empenhos para acumular tesouros de caridade, de esmerado serviço a Deus e ao próximo, os quais terão utilidade eterna, tornando-nos assim ricos para Deus – ao invés de despender a maior parcela de nosso tempo e aplicar a maior parte de nossas energias no vão afã de acumular bens que, com grande probabilidade, se tornarão causa de disputa e discórdia pelos que os herdarão.
Oração consolidadora do compromisso
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para empenhar-nos denodadamente para seguir o exemplo de Abraão, nosso pai na fé, que ante a promessa de Deus, não vacilou nem desconfiou, mas conservou-se forte na fé e deu glória a Deus, pois estava plenamente convencido de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera. Por isso, sua fé lhe foi contada como justiça. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que tomemos posse dessa imputação da fé como justiça, acreditando naquele que ressuscitou Jesus, que foi entregue por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação. Que nos impregnemos da consciência de que vós suscitastes um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servo, como havia anunciado pelos profetas, para nos livrar dos nossos inimigos. Assim exercestes vossa misericórdia, recordando vossa santa aliança com Abraão, nosso pai na fé, de nos conceder que, libertados de mãos inimigas, possamos servir-vos sem temor, em santidade e justiça, mantendo-nos em vossa presença todos os dias de nossas vidas. Que evitemos apresentar-vos questões que podem e devem ser resolvidas por nós mesmos – que se constituem de nossa alçada, de nossa responsabilidade – que apenas peçamos iluminação e inspiração do Espírito Santo para tudo fazer da melhor forma possível e de acordo com a vossa santa vontade. Que nos impregnemos da consciência, a partir do profundo ensinamento de Jesus a respeito da avareza, de que cumpre-nos guardar-nos escrupulosamente dela, cientes de que nossas vidas, ainda que vivamos em abundância, não dependem de nossas riquezas, podendo nos ser tomadas a qualquer momento, independentemente do quanto de bens tenhamos acumulado. Livrai-nos da armadilha da avareza associada à soberba, como ocorreu com o homem rico da parábola, que quando pensou que tudo o que havia acumulado lhe serviria para regalar-se, “curtir a vida”, faleceu, sem nada mais poder aproveitar. Que atuemos cientes do quão fugaz é o viver humano – não sabemos nem o dia nem a hora em que seremos chamados a prestar contas de nossos dias nesta vida passageira – e dediquemos os mais expressivos empenhos para acumular tesouros de caridade, de esmerado serviço a vós e ao próximo, os quais terão utilidade eterna, tornando-nos assim ricos para vós, ao invés de despender a maior parcela de nosso tempo e aplicar a maior parte de nossas energias no vão afã de acumular bens que, com grande probabilidade, se tornarão causa de disputa e discórdia pelos que os herdarão. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
SANTO DO DIA
Santos do dia da Igreja Católica
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-23-de-outubro/> Postado em: 22/10/2023 por: marsalima]

São João de Capistrano
João nasceu no dia 24 de junho de 1386, na cidade de Capistrano, próximo a Áquila, no então reino de Nápoles, atual Itália. Era filho de um conde alemão e uma jovem italiana. Tornou-se um cidadão de grande influência em Perugia, cidade onde estudou direito civil e canônico, formando-se com honra ao mérito. Lá se casou com a filha de outro importante membro da comunidade e foi governador da cidade, quando iniciava a revolta contra a dominação do rei de Nápoles. Como João de Capistrano era muito respeitado e julgava ter amigos entre adversários, aceitou a tarefa de tentar um diálogo com o rei. Mas estava enganado, pois, além de não acreditarem nas suas propostas de paz, eles o prenderam. Ao mesmo tempo, recebeu a notícia da morte de sua esposa. João tinha trinta e nove anos de idade.
Nessa ocasião tomou a decisão mais importante de sua vida. Abriu mão de todos os cargos, vendeu todos os bens e propriedades, pagou o resgate de sua liberdade e pediu ingresso num convento franciscano. Mas também ali encontrou a desconfiança do seu propósito. O superior, antes de permitir que ele vestisse o hábito, o submeteu a muitas humilhações, para provar sua determinação. Aprovado, apenas um ano depois era considerado um dos mais respeitados religiosos do convento, passando a colaborar na reforma da ordem.
Desde então sua vida foi somente dedicada ao espírito. Durante trinta anos fez rigoroso jejum, duras penitências e se dedicou às orações. Trabalhou com energia, evangelizando na Itália, França, Alemanha, Áustria, Hungria, Polônia e Rússia. Tornou-se grande pregador e os registros mostram que, após sua pregação, muitos jovens decidiam entrar na Ordem de São Francisco de Assis. Foi conselheiro de quatro papas. Idoso, defendeu a Itália numa guerra que ajudou a vencer: a famosa batalha de Belgrado, contra os invasores turcos muçulmanos.
João de Capistrano contava setenta anos de idade quando um enorme exército ameaçava tomar toda a Europa, pois já dominava mais de duzentas cidades. O papa Calisto III o designou como pregador de uma cruzada, que defenderia o continente. Com ele à frente, os cristãos tiveram de combater um exército dez vezes maior. A guerra já estava quase perdida e os soldados estavam a ponto de desfalecer, quando surgiu João animando a todos, percorrendo as fileiras e mantendo-os estimulados na fé em Cristo. Agiu assim durante onze dias e onze noites sem cessar. Espantados com a atitude de João, os guerreiros muçulmanos apavoraram-se, o exército se desorganizou e os soldados cristãos dominaram o campo de batalha até a vitória final.
Embora ele preferisse se manter no anonimato, essa vitória foi atribuída a João de Capistrano. Depois disso, retirou-se para o Convento de Villach, na Áustria, onde morreu três meses depois, no dia 23 de outubro de 1456. O seu culto se mantém vivo até os nossos dias, sendo celebrado no dia de sua morte, tanto no oriente e como no ocidente.
Foi canonizado em 1724 pelo papa Bento XIII. João de Capistrano é o padroeiro dos juízes.
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 23 DE OUTUBRO DE 2023 <http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro de Ester 3, 1-15
Os judeus em perigo de vida
Naqueles dias, o rei Assuero elevou a uma alta dignidade Amã, filho de Amedata, descendente de Agag, e exaltou-o acima de todos os príncipes que o rodeavam. Todos os servos do rei que estavam à sua porta dobravam o joelho e prostravam-se diante de Amã, por ordem expressa do rei.
Mardoqueu, porém, não dobrava o joelho nem se prostrava. Os servos do rei que estavam à sua porta perguntaram a Mardoqueu: «Porque transgrides a ordem do rei?». Como repetissem isto todos os dias e ele não fizesse caso, denunciaram-no a Amã, para ver se Mardoqueu persistia na sua resolução, pois tinha-lhes feito saber que era judeu.
Ao ver que Mardoqueu não dobrava o joelho nem se prostrava diante dele, Amã ficou furioso. Quando, porém, foi informado do povo a que Mardoqueu pertencia, achou pouco matá-lo só a ele e pensou em aniquilar o seu povo, isto é, todos os judeus que viviam no império de Assuero.
No primeiro mês, que é o mês de Nisã, no décimo segundo ano do rei Assuero, na presença de Amã lançaram o ‘Pur’, isto é, a sorte para cada dia e para cada mês. A sorte caiu no décimo segundo mês, que é o mês de Adar. Então Amã disse ao rei Assuero: «Em todas as províncias do teu reino existe um povo disperso e isolado dos outros. Eles têm leis diferentes das de todos os povos e não cumprem os decretos reais. Não convém ao interesse do rei deixá-los em paz. Se parecer bem ao rei, seja dada por escrito ordem de os exterminar, e eu farei passar para as mãos dos funcionários dez mil talentos de prata, que serão lançados no tesouro real».
O rei tirou o anel da mão e entregou-o a Amã, filho de Amedata, descendente de Agag, inimigo dos judeus. Depois disse-lhe: «A prata fica ao teu dispor e esse povo também. Faz dele o que quiseres». Os escribas do rei foram convocados no dia treze do primeiro mês e, de acordo com as ordens de Amã, escreveu-se aos prefeitos reais, aos governadores de cada província e aos chefes de cada povo, a cada província segundo a sua escrita e a cada povo conforme a sua língua. Escreveu-se em nome do rei Assuero e selaram o decreto com o seu anel. Depois foram expedidas cartas pelos correios a todas as províncias do reino, para se destruírem, matarem e exterminarem no mesmo dia, isto é, no dia treze do décimo segundo mês, que é o mês de Adar, todos os judeus, novos e velhos, crianças e mulheres, bem como para serem saqueados os seus bens.
Uma cópia deste decreto, que devia promulgar-se com força de lei em todas as províncias, foi tornada pública entre todos os povos, para que estivessem preparados naquele dia. Por ordem do rei, os correios partiram imediatamente e o decreto foi publicado na fortaleza de Susa. E enquanto o rei e Amã estavam sentados a beber, na cidade havia consternação.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Carta de Santo Agostinho, bispo, a Proba
(Ep. 130, 9, 18 – 10, 20: CSEL 44, 60-63) (Sec. V)
É necessário, em certos momentos, concentrar-nos na oração
Desejemos sempre a vida bem-aventurada que o Senhor nos quer dar, e assim estaremos sempre a orar. Mas para que se mantenha sempre vivo este desejo, é necessário pôr de parte, em determinados momentos, todas as outras ocupações e preocupações, que de algum modo sempre nos distraem dele, e concentrar-nos na oração vocal que o estimula, porque este desejo da bem-aventurança vai arrefecendo cada vez mais e pode esfriar-se de tal modo que venha a extinguir-se completamente, se não é renovado com frequência.
Por isso, quando o Apóstolo recomenda: Apresentai a Deus os vossos pedidos, não quer dizer que os apresentemos para que Deus os conheça, pois Ele conhece-os perfeitamente muito antes de os formularmos, mas para que os conheçamos nós mesmos com perseverança diante de Deus e não com ostentação diante dos homens.
Sendo assim, não devemos considerar inútil ou censurável dedicar longo tempo à oração, sempre que não estejamos impedidos pelo dever de outras atividades boas e necessárias, embora, como foi dito, também nestas se deva orar sempre com o desejo. Mas orar longamente não é o mesmo que orar com muitas palavras, como pensam alguns. Uma coisa é a abundância de palavras e outra a intensidade e perseverança do estado de alma. Está escrito que também o Senhor passava noites em oração e que orava longamente. Que fazia Ele senão dar-nos o exemplo quando orava na terra, Ele que com o Pai ouve as nossas orações na eternidade?
Diz-se que os irmãos eremitas no Egito rezam muito assiduamente, mas com orações muito simples e breves, à maneira de jaculatórias, a fim de que a atenção do espírito, tão necessária a quem ora, se mantenha sempre vigilante e desperta, e não se debilite ou chegue mesmo a desaparecer com os intervalos demasiado longos sem oração. Assim manifestam claramente que nem se deve forçar a atenção quando ela não se pode manter, nem se deve interromper quando se pode continuar.
Longe da oração a vã loquacidade, mas não falte a súplica insistente, enquanto perdura o fervor e a atenção. Falar muito na oração é como tratar um assunto necessário e urgente com palavras supérfluas. Ao contrário, rezar muito significa bater à porta d’Aquele a quem invocamos, com insistente piedade e ardor de coração. Na verdade, muitas vezes o fruto da oração alcança-se melhor com gemidos que com palavras, mais com lágrimas que com discursos. Como diz o salmo, Deus recolhe as nossas lágrimas e não Lhe são ocultos os nossos lamentos. Ele que tudo criou por meio da sua Palavra, não precisa das palavras dos homens.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
2 Tes 3, 10b-13
Se alguém não quer trabalhar, também não deve comer. Ouvimos dizer que alguns de vós vivem na ociosidade, sem fazerem trabalho algum, mas ocupados em atividades inúteis. A esses ordenamos e recomendamos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que trabalhem em paz, para ganharem o pão que comem. Quanto a vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Rom 13, 8.10
Não tenhais qualquer dívida com ninguém, senão a de vos amar uns aos outros, pois quem ama o próximo cumpre a lei. A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno cumprimento da lei.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Tg 1, 19b-20.26
Cada qual seja pronto para ouvir, lento para falar e lento para se irar, porque a ira do homem não realiza a justiça de Deus. Se alguém se considera religioso e não refreia a própria língua, engana-se a si mesmo e a sua religião é vã.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
1 Pedro 1, 17-19
Vivei com temor, durante o tempo de exílio neste mundo. Lembrai-vos que não foi por coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados da vã maneira de proceder, herdada de vossos pais, mas pelo Sangue precioso de Cristo, Cordeiro sem defeito e sem mancha.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Col 1, 9b-11
Procurai conhecer plenamente a vontade de Deus, com toda a sabedoria e inteligência espiritual, para viverdes de maneira digna do Senhor e agradar-Lhe inteiramente, realizando toda a espécie de boas obras e progredindo no conhecimento de Deus. Sereis fortalecidos pelo seu poder glorioso, para que se confirme a vossa constância, longanimidade e alegria a toda a prova.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
